CONCURSO MONOGRÁFICO PRÊMIO CARLOS LACERDA INOVAÇÕES NA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

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1 CONCURSO MONOGRÁFICO PRÊMIO CARLOS LACERDA INOVAÇÕES NA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO COMO INSTRUMENTO PARA UMA GESTÃO DE QUALIDADE NAS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

2 1 RESUMO Neste trabalho acadêmico discute-se a importância da utilização do Projeto Político Pedagógico como a mais nova peça da educação que contribui para uma construção de uma escola que atenda as novas demandas da sociedade brasileira, bem como, na obtenção de um ensino e de uma gestão de qualidade. Para atingir o resultado pretendido, foi utilizada uma metodologia, cuja abordagem qualitativa, permite compreender, significativamente, as atividades de investigações específicas, através da bibliografia selecionada e, ao mesmo tempo, podendo ser caracterizada por traços comuns, em virtude, de o seu objeto de estudo ser o Projeto Político Pedagógico como uma peça fundamental para se obter um ensino e uma gestão de qualidade. Pois, o Projeto Político Pedagógico deve ser entendido como um processo de mudança e de antecipação do futuro, que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para melhor organizar, sistematizar e significar as atividades desenvolvidas pela escola como um todo. Sua dimensão político-pedagógica pressupõe uma construção participativa que envolve ativamente as três partes fundamentais, que são: a escola, o professor e o aluno, como também, abrange outros segmentos, que são: os pais e a comunidade, na qual a escola está inserida. Para se obter o resultado esperado, foi preciso analisar as mudanças ocorridas na educação brasileira, desde o Golpe de 1964, que fragmentou a educação brasileira para que a mesma não pudesse transmitir conhecimentos que colocassem em risco a hegemonia do poder que pertencia a uma minoria, bem como, a desestruturação de toda seqüência de uma linha democrática que vinha sendo construída no país, não só pelos políticos, mas também, pelos intelectuais que possuíam liberdade de expressão. Houve, também, a necessidade de refletir sobre as transformações oriundas das mudanças axiológicas que contribuíram para que a pedagogia reacionária que, por algum tempo, formou pessoas submissas, obedientes, etc., desse lugar a uma prática pedagógica mais coerente e crítica com as necessidades reais da educação brasileira, e, conseqüentemente, a quebra dos paradigmas relacionados às Escolas Organizacionais que viam a organização escolar como meio de educar massivamente, sem demonstrar que a técnica e a economia estão inter-relacionadas, para se chegar a uma nova concepção de educação, na qual a participação coletiva promove um ensino e uma gestão de qualidade. Entretanto, não se limitando a ambas, foi dada ênfase na atuação dos atores educacionais, pais e responsáveis e da comunidade na elaboração e no resignificado das experiências que possam resgatar práticas e valores da vida e da educação. Palavras Chaves: Educação Bases Axiológicas Escolas Organizacionais Projeto Político Pedagógico Gestão Educacional

3 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 03 CAPÍTULO 1. A EDUCAÇÃO E SUAS TRANSFORMAÇÕES 06 CAPÍTULO 2. A MUDANÇA DA VALORAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA 19 CAPÍTULO 3. O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: INDISPENSÁVEL OU DISPENSÁVEL COMO PEÇA PARA SE OBTER UMA GESTÃO ESCOLAR DE QUALIDADE? A CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 29 CONSIDERAÇÕES FINAIS 36 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 38

4 3 INTRODUÇÃO Este trabalho monográfico discute a importância da construção do Projeto Político Pedagógico (PPP) para que as escolas públicas municipais ofereçam um ensino de qualidade, através de uma gestão democrática e possam formar verdadeiros cidadãos. O Projeto Político Pedagógico deve ser entendido como a própria organização da escola, isto é, após o esfacelamento da Educação através do Golpe de 1964, a mesma precisou ser revista e reorganizada, pois a escola é considerada o local apropriado para refletir sobre que cidadãos deseja-se formar para que participem do desenvolvimento da sociedade brasileira. Assim sendo, é fundamental que ela assuma suas responsabilidades, sem esperar que as esferas administrativas superiores tomem essa iniciativa, mas que lhe dêem as condições necessárias para levá-la adiante. Para tanto, é importante que se fortaleçam as relações entre escola e o sistema de ensino. Como profissional da área da educação e professora do Centro Integrado de Educação Popular Tancredo Neves (CIEP), trabalhando na parte da manhã com as turmas de alfabetização e a noite lecionando da 5ª a 8ª séries, tenho observado que tanto os educandos que freqüentam a unidade escolar, como também, seus professores apresentam um frágil comprometimento com a Educação ocasionando um processo ensino aprendizagem defasado, em virtude da ausência do Projeto Político Pedagógico e, conseqüentemente, uma gestão defasada. O desafio que encontro é proporcionar aos atores desta instituição e a comunidade uma relação de confiança, na qual possa ocorrer uma reflexão e um debate para dar início ao Projeto Político Pedagógico.

5 4 Para que eu pudesse, através dessa observação, elaborar o trabalho de pesquisa fui buscar o referencial bibliográfico que me daria suporte necessário para a execução do mesmo. A utilização, na maioria, de autores nacionais se deu em virtude de obter uma maior coerência e esclarecimento sobre a educação brasileira que durante muitos anos seguiu modelos estrangeiros. A análise realizada permitiu conhecer a história da educação a partir do Golpe de 1964, as leis que se seguiram e a importância da construção do Projeto Político Pedagógico para se ter um processo educacional brasileiro que possa formar cidadãos aptos para contribuírem com o desenvolvimento sócio-econômico-político do país. O trabalho está aqui apresentado em três capítulos e uma conclusão que busca encontrar uma resposta para o seguinte questionamento: o envolvimento de todos os atores educacionais e mais a comunidade possibilita um comprometimento para o processo ensino aprendizagem de boa qualidade? A relevância do trabalho refere-se à necessidade do Centro Integrado de Educação Popular Tancredo Neves oferecer uma Educação de qualidade para todos os alunos que freqüentam a instituição para que assim, possam contribuir para uma sociedade mais justa e desenvolvida. No primeiro capítulo descrevi as transformações pelas quais a Educação passou depois do Golpe de 1964 que ocasionou uma quebra no seguimento educacional que já vinha sendo realizado. No segundo capítulo foi realizada uma análise sobre as bases axiológicas, bem como, das Escolas Organizacionais que precisaram ser revistas para que a educação brasileira tivesse seu próprio valor e, ao mesmo, tempo acompanhasse os fatos que vinham acontecendo na própria sociedade brasileira.

6 5 No terceiro capítulo apresento a peça mais importante do instrumento de trabalho dos profissionais que atuam na área educacional, o Projeto Político Pedagógico que através da participação coletiva resgata a função social das instituições escolares. Para que esta pesquisa atingisse um resultado significativo formulei em primeiro lugar um objetivo geral: Identificar o Projeto Político Pedagógico como peça fundamental para se obter um ensino e uma gestão escolar de qualidade. E a seguir, os seguintes objetivos específicos: Analisar as diversas etapas pelas quais a educação brasileira passou após o Golpe de 1964; Avaliar as bases axiológicas e as Escolas organizacionais que se seguiram e que fundamentaram a educação brasileira; Apresentar a construção do Projeto Político Pedagógico. Com relação à metodologia adotada, foi considerada uma abordagem qualitativa, por compreender atividades de investigações específicas, através da bibliografia selecionada e, ao mesmo tempo, podendo ser caracterizada por traços comuns, em virtude, do seu objeto de estudo ser o Projeto Político Pedagógico como uma peça fundamental para se obter um ensino e uma gestão de qualidade. Na conclusão apresento que a construção do Projeto Político Pedagógico favorece um maior comprometimento dos atores envolvidos com a educação, além de um relacionamento confiável com a comunidade, numa demonstração que todos devem contribuir através de trocas de informações para que a Educação seja de qualidade e forme verdadeiros cidadãos.

7 6 CAPÍTULO 1. A EDUCAÇÃO E SUAS TRANSFORMAÇÕES Em 31 de março de 1964, a sociedade brasileira passou por um momento delicado, em sua história, que mudaria por mais de 20 anos a imagem do país. Desde o movimento de 1930, o Brasil buscava saídas face à ruptura da República agroexportadora, à crescente urbanização e a influencia dos militares para construir suas próprias armas. O país vinha lentamente conquistando espaço para se tornar democrático, mesmo apesar da instabilidade institucional (NÓBREGA, 1969). A criação dos Ministérios do Trabalho e da Educação, a Justiça Eleitoral, o voto das mulheres e a legislação trabalhista contribuíram para que a sociedade se tornasse jurídico e socialmente mais estruturada e, consequentemente, obtivesse seus direitos regimentados por Leis. Estas e outras ações incomodavam, pois havia um grupo que visualizava tais medidas como formas de subversão. E segundo, Nóbrega (1969) acreditavam que o Presidente João Goulart poderia, caso continuasse na Presidência, tornar o país como uma segunda Cuba. O Presidente João Goulart foi deposto do seu cargo, sua renúncia foi imposta pelas Forças Armadas, tendo os Ministros Militares, Odílio Denys, da Guerra, Sílvio Heck, da Marinha e Grüm Moss, da Aeronáutica, no comando da decisão que mudaria a história da sociedade brasileira bem como da Educação que sofreria um seriíssimo golpe, sendo esfacelada. Este movimento ditatorial ficou conhecido como O Golpe de 1964 (NÓBREGA, 1969). Não houve resistência imediata ao golpe militar. O regime desencadeou cassações no Congresso, até à sua dissolução através do Ato Institucional nº. 5 (AI-5) de Outros Atos foram se sucedendo e por longos 20 anos, a sociedade brasileira

8 7 passou a ser representada por militares que impediam quaisquer tipos de manifestações contrárias à ideologia dominante (CUNHA, 1999). Durante esse período, as forças políticas, que dominavam o país, organizaram e colocaram em prática alguns projetos que, de alguma forma, contribuíram para o seu desenvolvimento, mesmo que isto estivesse relacionado com algum acordo feito com um país estrangeiro (o caso da United States Agency for International Development (USAID) na área da educação). O Golpe de 1964 desestruturou toda a seqüência de uma linha democrática que vinha sendo construída no país, não só pelos políticos, mas também, pelos intelectuais que possuíam liberdade de expressão, bem como a parcela da sociedade que se manifestava através de greves, diretórios acadêmicos e sindicais. A sociedade foi oprimida pela maneira mais simplista, a educação, que permitiria um confronto direto com as idéias da classe dominante, foi esfacelada. Totalmente desarticulada para que não permitisse uma formação questionadora dos fatos que vinham ocorrendo. Diretórios acadêmicos foram fechados, os movimentos educacionais foram extintos, intelectuais foram perseguidos, reitores cassados, a edição de livros literários ficou estagnada, dentre outros fatos que aconteceram (CUNHA, 1999). Os educadores começaram a perceber que os problemas que existiam em sala de aula não poderiam ser resolvidos se não prestassem atenção também ao que acontecia no campo social. O pioneiro desta prática foi Pascoal Leme, mas teve seu trabalho soterrado pela repressão do Estado Novo ( ). Mas, mesmo assim, alguns professores tentavam lutar para que a educação sobrevivesse com dignidade e qualidade. E quem marcou esta postura foi Paulo Freire que tinha como preocupação a

9 8 educação do adulto e das populações marginais, pois a educação deveria de ser com o homem e não para o homem como vinha acontecendo (CUNHA, 1999). Cunha (1999) relatou que ao final do governo de Juscelino Kubistchek era preciso promulgar uma Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que já vinha, desde 1948, sendo pensada e discutida para que pudesse ajudar no combate ao analfabetismo e incrementar o ensino primário e médio. Esta Lei de Diretrizes e Bases só foi estabelecida em Nestes 21 anos, vários movimentos foram surgindo, tais como: o De Pé No Chão, o Também Se Aprende A Ler, o Centro Popular De Cultura, o Movimento De Educação De Base, o Centro De Cultura Dona Olegarinha e outros que contribuíram para sustentar as Reformas de Base de Jango, em virtude do poder de voto destas pessoas, agora, alfabetizadas. Mas, mesmo assim, o ensino no Brasil sofria golpes devido à ditadura que impunha uma ideologia, uma ordem, uma dominação decorrente do acordo fixado entre o Ministério da Educação e Cultura e a United States Agency for International Development (MEC-USAID). Dentre as determinações estava à eliminação dos movimentos que vinham realizando uma educação com o homem. Assim sendo, os movimentos educacionais, reitores e estudantes foram afastados ou até mesmo aniquilados, pois a ideologia dominante possuía informantes que prestavam serviços ao Governo. Exemplificando: o Reitor da Universidade de Brasília, o Professor Anísio Teixeira, viu sua Universidade sendo invadida por interventores que descaracterizaram o processo educacional. Muitos abusos foram cometidos até o momento que o Presidente Figueiredo alterou o sistema (CUNHA, 1999). Segundo Cunha (1999), em 1976, a United States Agency for International Development pensava em diminuir ou deixar de financiar os projetos educativos, devido ao aumento da seletividade da escola. A verba que recebiam em vez de ser usada para o

10 9 desenvolvimento do ensino público estava sendo gerenciada pelo ensino privado. Neste período de defasagem do ensino, de lucros incessantes das escolas particulares, surge uma instituição, o Bradesco, que proporcionou um ensino para 33 mil alunos que até então o Governo negava ao povo. Por esta negação e pela junção dos antigos ensinos primários e ginasial em oito anos de escolaridade, começa a exclusão de alunos. O Governo, pelo seu lado, dizia que a falta de instrução possibilitava a grande diferença entre a distribuição de renda. Mas, isso estava além dos muros das instituições escolares. Mais uma vez, para disfarçar o analfabetismo e conseguirem se manter no poder através das eleições, o Governo cria o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) e o Projeto Minerva que, apesar dos esforços, não atingiram o que pretendiam, isto é, a alfabetização do povo brasileiro (CUNHA, 1999). O ensino particular começou a ficar caro para os estudantes e estes não conseguiam se transferir para a rede pública e, com isso, os empresários da educação criaram o crédito educativo, que propiciou a inadimplência de vários alunos. Os acordos assinados entre o Ministério da Educação e Cultura e a United States Agency for International Development já vinham de longa data, entre 1964 a 1968, sendo que alguns com vigência até Para Romanelli (2001), o caráter era de cooperação financeira e assistência técnica para depois interferir no desenvolvimento da educação nacional. O ensino continua em decadência e muitas crianças continuam sem estudar e aquelas que freqüentam o ensino não chegam a concluí-lo, demonstrando uma incompetência do sistema educacional com altas taxas de evasão e repetência. O Governo tenta ainda remediar a situação do ensino e institui o ensino profissionalizante. Os alunos deveriam ter um núcleo básico e disciplinas que

11 10 estivessem direcionadas para o ensino técnico. Seria mais eficaz se ter técnicos do que profissionais formados em nível superior e com uma intelectualidade mais conscientizada. E isto o Governo temia (CUNHA, 1999). A Lei de Diretrizes e Bases nº /71 estipulava que o 2º segmento, isto é, de 5ª a 8ª séries, deveria fazer uma sondagem vocacional, sondar as aptidões para que, no 2º grau, o aluno escolhesse seu curso profissionalizante. A princípio, teriam as seguintes opções: as artes industriais, as técnicas agrícolas, as técnicas comerciais e a educação para o lar. Mas, nada disso deu certo, pois, o aluno em técnicas industriais aprendia de forma quase artesanal, o que já ficava sem sentido devido às inovações da tecnologia, ou melhor, da mecanização que existia na indústria (D.O.U., 1971). Este ensino profissionalizante tinha como finalidade conter a procura pelo vestibular e, conseqüentemente, pelas vagas nos cursos superiores. E novamente os Ginásios Orientados para o Trabalho (GOTs), impulsionaram o ensino e o Conselho Federal de Educação (CFE) relacionou 130 habilitações e, mais tarde, 158 habilitações que, aprovadas, poderiam ser oferecidas para os alunos. Novamente, agradava apenas aos empresários que tiraram proveito da abertura dos Ginásios Orientados para o Trabalho, mas por outro lado não abriram as portas para que estes alunos pudessem trabalhar (CUNHA, 1999). Outras falhas da Lei estavam relacionadas com: o nº. de horas estipuladas para a educação geral como para a formação especial; além das disciplinas que não possuíam uma interação para que o aluno saísse realmente pronto para o mercado de trabalho. Para que estas falhas fossem sanadas, o Governo elaborou uma Lei que substituía a preparação para o trabalho (LDB nº /71) pela qualificação para o trabalho (Lei nº /82) (CUNHA, 1999).

12 11 O Governo também tinha a preocupação de que o povo pudesse conspirar e, para evitar isto, implantou o ensino de Moral e Cívica e priorizou a Educação Física. Os alunos deveriam ter amor à Pátria, não pensarem em ideologias exóticas que falavam em democracia; participassem de exercícios físicos para que não se envolvessem em manifestações e com essas estratégias a ideologia dominante permaneceria hegemônica (CUNHA, 1999). No ensino superior, também haveria esta disciplina, com o nome de Estudos dos Problemas Brasileiros. Alguns professores conseguiram burlar a repressão e começaram a questionar a ideologia dominante. A Universidade de Brasília, que possuía um caráter organizacional e pedagógico, passou a ser a pedra no sapato dos demais reitores que passaram a se sentir ameaçados. Nem tudo funcionava bem, havia um custo financeiro para os alunos que podiam pagar e a gratuidade para os alunos carentes proporcionando certo desequilíbrio; a fragmentação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; a formação dos colegiados e das coordenações não diminuiu a importância da Universidade. Mesmo quando teve ceifadas as cabeças da direção (CUNHA, 1999). O Golpe de 1964 resolveu que as Universidades deveriam seguir uma lógica de ordem unida, e com isso a modernização inovadora cedeu espaço para a modernização conservadora. Não devia haver duplicações quando faculdades fossem justapostas, pois isto oneraria o poder. Para evitar isto, criaram-se os departamentos, todos juntos, isto é, os que pertenciam à mesma área ficariam num só local e isso diminuiria o custo das instituições (CUNHA, 1999). O regime de créditos foi implantado, a fim de beneficiar o ensino particular. Os alunos, através da Lei Suplicy eram obrigados a votarem na eleição dos diretórios

13 12 acadêmicos e seriam vigiados pelos reitores. Esta Lei ainda limitava o campo de atuação do movimento estudantil (CUNHA, 1999). A Lei nº /68 promoveu uma reforma universitária, incluindo a extinção da cátedra. Os recursos foram reduzidos, obrigando as Universidades a recorrerem às agências de fomento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Financeira de Estudos e Projetos (FINEP). O problema de recursos afetou muito às Universidades, e elas tiveram que organizar, também, Fundações de direito privado para captarem mais recursos para o ensino, pesquisa e extensão. Só assim elas não se fragmentariam mais (CUNHA, 1999). Antes de ocorrer o Golpe de 1964, a Lei que fixava as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, promulgada em 20 de dezembro de 1961, no Governo do então Presidente da República, João Goulart, era a de nº Em seu Artigo primeiro, dizia que a Educação estava embasada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, que respectivamente incluía a compreensão dos direitos e deveres dos cinco segmentos que constituem a nação brasileira: o ser humano, o cidadão, o Estado, a família e os demais grupos que constituem uma comunidade. Para tanto, a Educação deveria de ter início no lar e ter continuidade na escola. Sendo obrigação do poder público e não da livre iniciativa do setor privado (D.O.U., 1971). Em seu Artigo quarto que consta do Título III Da Liberdade Do Ensino diz: É assegurado a todos, na forma da lei, o direito de transmitir seus conhecimentos. Esta frase representou o início de um problema que envolvia as pessoas ligadas diretamente com o Golpe de Segundo Aranha (1996), transmitir o conhecimento, mesmo sendo o aluno um depositário, é a forma de legitimar os direitos de qualquer cidadão.

14 13 A Administração do Ensino, que ficava a critério do Ministério da Educação e do Desporto e mais os Conselhos Federal, Estadual e Municipal com suas respectivas Câmaras possuíam atribuições normativas, deliberativas e de assessoramento para que, a nível nacional, o ensino pudesse caminhar numa igualdade, sem ferir os costumes regionais do país (ARANHA, 1996). Todas as pessoas que compunham a Administração do Ensino eram escolhidas e nomeadas pelo Presidente da República, apesar das consultas que eram realizadas nas entidades da sociedade civil e demais áreas onde havia atuações de colegiados (ARANHA, 1996). Em seu Título V Dos Sistemas De Ensino assegurava que cada região, Distrito Federal e os respectivos territórios promover a transmissão do conhecimento através de uma ação articulada e flexível para atender à demanda existente. Sendo que estas seriam supervisionadas pelos órgãos competentes, podendo sofrer ou não algum tipo de implicação, devido ao mau funcionamento da instituição (ARANHA, 1996). A partir do Título VI, esta Lei descreve minuciosamente o anteparo do ensino nos níveis: da educação pré-primária, do ensino primário, do ensino médio e do ensino superior (ARANHA, 1996). A educação pré-primária estaria destinada aos menores de sete anos e as empresas, nas quais, houvesse mães com crianças menores, deveriam ser estimuladas para organizarem, por iniciativa própria ou em cooperação o ensino destinado para as crianças. Já o ensino primário visava o desenvolvimento do raciocínio e da expressão da criança, através da interação do meio físico e social. Este seria ministrado em quatro anos, pelo uso da língua nacional, e crianças que tivessem algum problema ou estivessem com idade superior aos sete anos e não freqüentassem escolas ou portadoras de deficiências deveriam fazer parte das salas especiais (ARANHA, 1996).

15 14 As empresas que possuíssem mais de cem funcionários seriam obrigadas a facilitar o ensino para os mesmos, bem como, para seus filhos. O mesmo ocorreria com trabalhadores rurais, que teriam acesso facilitado para as escolas mais perto das propriedades. O ensino médio destinava-se à formação dos adolescentes, dividido em dois ciclos: o ginasial e o colegial, no qual, encontrar-se-iam os cursos secundário, técnico e de formação para professores de pré-primário e primário. O currículo do ensino médio contaria com disciplinares práticas educativas, obrigatórias e optativas. Relacionadas pelo Conselho Federal de Educação (CFE) e pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) visavam ao desenvolvimento dos programas educacionais. Ainda deveriam constar as disciplinas de Formação moral e cívica e Iniciação artística, além de uma orientação vocacional que permitiria ao aluno escolher, de acordo com sua aptidão, o ensino técnico que melhor lhe convinha. Estes cursos pertenciam às áreas de: indústria, agricultura e comércio. Com relação a isto, o Governo contava com o respaldo das empresas para o aprendizado prático (ARANHA, 1996). O ensino normal visava à formação de professores, supervisores, orientadores e administradores escolares para o nível do ensino primário, podendo ministrar ainda cursos de Especialização. Já a formação de professores para o nível médio se daria através das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras e as disciplinas técnicas seriam realizadas em cursos próprios para esta finalidade. Os orientadores e supervisores educacionais encontrariam sua formação em Pedagogia, Filosofia, Psicologia, nas Ciências Sociais, bem como em Educação Física. Os diplomas seriam expedidos pelas instituições reconhecidas e capacitadas para os níveis escolares e de formação especializada.

16 15 O ensino superior tinha como objetivo a pesquisa, o melhoramento das Ciências, Letras e Artes e a própria formação de docentes, devendo ser ministrado em Universidades ou em outros estabelecimentos agrupados que tivessem o registro de funcionamento dado pelo Ministério da Educação e do Desporto. O currículo das instituições permitiria que os alunos obtivessem o diploma, através das disciplinas que assegurassem o exercício profissional. Os estabelecimentos de ensino tinham condições de afastar os professores que, por algum motivo, não cumprissem o regulamento interno e o estatuto vigente. Este tópico deu abertura para que várias demissões fossem realizadas pelo Golpe de 1964 (ARANHA, 1996). As instituições constituídas sob forma de fundações teriam um Conselho de Curadores que fiscalizaria e autorizaria o seu funcionamento. Sobre a educação de excepcionais, a Lei, apenas, mencionava que deveria enquadrar-se no sistema geral, para que os alunos pudessem ser integrados à sociedade. Sendo que as escolas públicas ou privadas receberiam um tratamento especial oriundo do Conselho Estadual de Educação para a realização desta educação. Os demais Títulos desta Lei retratam a assistência social, médico-odontológica, o provento de 12% da União e 20% dos Estados, Municípios e o Distrito Federal para darem manutenção e propiciar o desenvolvimento da Educação, do ensino religioso facultativo nos estabelecimentos, a cooperação do poder público com as empresas públicas e privadas para o desenrolamento do ensino técnico e científico e a estimulação da associação de pais e mestres (ARANHA, 1996). Quatro anos após o Golpe de 1964, a Lei nº. 5540, de 28 de novembro de 1968, foi promulgada para reformular o ensino universitário. Entretanto, esta Lei não alude à qualificação do docente e a avaliação de cursos. Assim sendo, o Brasil em 11 de agosto de 1971, promulga uma nova Lei de Diretrizes e Bases sob o nº para não perder a

17 16 verba que era repassada pela United States Agency for International Development. Esta Lei foi criada com o propósito de instituir novas habilitações no ensino técnico, para que os alunos não chegassem às Universidades (CUNHA, 1999). A Lei de Diretrizes e Bases nº. 5692/71 apresentava já no primeiro Capítulo diferenças da Lei nº no tocante à qualificação para o trabalho. Neste Artigo primeiro, presumia-se que o Governo estaria disposto a optar por um ensino profissionalizante, ao invés de um ensino que pudesse levar o aluno a questionar, refletir sobre os fatos que aconteciam na sociedade brasileira (CUNHA, 1999). Com relação ao currículo, houve uma mudança, na qual, passaria a existir um núcleo comum obrigatório em âmbito nacional e que ficaria a cargo do Conselho Federal de Educação, seu cumprimento e uma parte diversificada que o Conselho Estadual de Educação estabeleceria, para que as escolas pudessem escolher dentre a listagem o que mais se assemelharia ao perfil de sua comunidade acadêmica (CUNHA, 1999). A leitura ambígua, proporcionada por esta Lei de Diretrizes e Bases, propiciou uma nova Lei de Diretrizes e Bases sob o nº que alterou alguns pontos da Lei de Diretrizes e Bases nº. 5692/71, como: a retirada da qualificação para o trabalho para a preparação para o trabalho, alguns parágrafos tiveram nova redação, delimitação das horas de trabalho escolar, dentre outros. Esta Lei permaneceu até o final do regime militar (ARANHA, 1996). Com a abertura do processo democrático, os Presidentes que passaram a reconduzi-lo viram as necessidades de reverem as Leis que regiam a Educação e assim, o Presidente Fernando Henrique Cardoso, promulga no dia 20 de dezembro de 1992 a Lei de Diretrizes e Bases nº. 9394, que em seu Título I Da Educação retrata que a educação se forma nos cinco segmentos da nação brasileira, isto é, através: da vida

18 17 familiar; da convivência humana; do trabalho; das instituições de ensino e pesquisa; dos movimentos sociais, organizações civis e manifestações culturais, numa relação de liberdade e solidariedade humana a fim de que o educando obtenha através do seu conhecimento, sua cidadania e qualificação para o trabalho (ARANHA, 1996). Em seu Título II Dos Princípios e Fins da Educação Nacional demonstra a mudança da finalidade do ensino, o qual deverá proporcionar acesso e permanência para todos em instituições escolares, liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e a divulgação da cultura, do pensamento, da arte e do saber, acatando a multiplicidade de idéias e as compreensões pedagógicas, respeito à liberdade e consideração à tolerância, interação entre as entidades públicas e privadas, gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, a valorização do docente, a apreciação da experiência de vida, ensinar com qualidade e uma interação da educação escolar, do trabalho e das práticas sociais. Outras promulgações realizadas pelo, então, Presidente Fernando Henrique Cardoso possibilitaram a reestruturação da educação, inclusive no que diz respeito ao Parâmetro Curricular Nacional (PCN) que seguia o modelo espanhol. As Leis que se seguiram contribuíram para a educação brasileira fosse realmente brasileira (ARANHA, 1996). A mudança da base axiológica é sentida quando a nova Lei de Diretrizes e Bases traz, em sua redação, um conceito mais amplo do que seja Educação; da interação com o trabalho; quando exige um mínimo de qualidade e compreensão na questão da pluralidade de idéias e experiências vivenciadas; dá enfática definição das responsabilidades da União, Estados, Municípios, Distrito Federal, Escolas, docentes e pais; uma melhor concepção sobre carga horária, número de alunos, professores, etc.; prazos mais fixos para o repasse de recursos; a configuração da base curricular e a

19 18 atualização da formação do professor, bem como, coloca na própria escola e no aluno uma característica nova que é a flexibilidade, permitindo que antigas reivindicações pudessem ser respondidas pelos professores sobre a autonomia da instituição escolar (ARANHA, 1996).

20 19 CAPÍTULO 2. A MUDANÇA DA VALORAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA A mudança da base axiológica da educação brasileira contribuiu para que a pedagogia reacionária que, por algum tempo, formou pessoas submissas, obedientes, etc., desse lugar a uma prática pedagógica mais coerente e crítica com as necessidades reais da educação brasileira, pois é o processo educacional que mantém viva a memória de um povo e lhe dá condições de sobrevivência (GADOTTI, 1982). Para se compreender esta mudança se faz necessário rever alguns acontecimentos que proporcionaram tal transformação, como por exemplo: o início da educação foi através da catequese realizada pelos jesuítas e tinha como objetivo facilitar a dominação assumindo um papel de agente colonizador (MIZUKAMI apud SILVA, 1988). Os jesuítas ensinavam, além dos indígenas, os filhos dos colonos, os novos sacerdotes e a elite intelectual, originando um monopólio da educação que se mantinha conservadora e alheia aos fatos da época. Esta educação de submissão possuía um valor no ensino humanístico e na cultura geral e com isto via o aluno como um adulto em miniatura que precisava ser atualizado (ARANHA, 1996). Os professores eram formados pelos colégios da Companhia de Jesus e mantinham a tradição dos jesuítas, isto é, o professor transmitia o conhecimento e o aluno aceitava sem questionar (ARANHA, 1996). Para Mizukami (apud SILVA, 1988) esta visão apresentava o educando como um ser passivo, imaturo, inexperiente que necessitava um quadro de referência que pudesse guiá-lo e transformá-lo. Este era o papel do educador da Educação Tradicional.

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