UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE

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1 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE BANCO DO BRASIL S. A. E A LEI SARBANES-OXLEY QUAL A IMPORTÂNCIA PARA A SOCIEDADE? Por: Carlos Alberto Santiago Blanco Orientador Prof. Luciano Gerard Rio de Janeiro 2010

2 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU INSTITUTO A VEZ DO MESTRE BANCO DO BRASIL S. A. E A LEI SARBANES-OXLEY QUAL A IMPORTÂNCIA PARA A SOCIEDADE? Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Auditoria e Controladoria Por: Carlos Alberto Santiago Blanco

3 3 AGRADECIMENTOS A Deus, por conceder-me saúde, motivação e perseverança para elaboração deste trabalho e a minha esposa Andreia e minha filha Mariana pela paciência e compreensão durante o curso.

4 4 DEDICATÓRIA Aos meus pais pela educação e ensinamentos transmitidos ao longo da vida.

5 5 RESUMO O objetivo principal deste estudo é analisar a Lei Sarbanes-Oxley, que se aplica às empresas com ações negociadas no Mercado de Capital dos Estados Unidos (americanas ou não), e ainda às subsidiárias de multinacionais registradas nas bolsas americanas, mesmo que operando em outros países. O trabalho faz uma análise dos principais escândalos de fraudes financeiras em empresas norte-americanas que foram a causa da rápida atuação das autoridades americanas (criação da Lei Sarbanes-Oxley) no sentido de minimizar os impactos decorrentes destas fraudes. O trabalho faz um estudo da importância da Governança Corporativa nas empresas e traz um breve estudo do histórico da Governança Corporativa no Brasil e a criação do Novo Mercado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Apresentaremos um estudo de caso do Banco do Brasil S.A. com a história do banco e com os motivos e situações que levaram o Banco do Brasil a investir em um conceito internacional de Governança Corporativa. O estudo de caso abordara a autorização para que o Banco emita ADR no mercado americano e consequentemente a obrigatoriedade de se adequar a Lei Sarbanes-Oxley.

6 6 METODOLOGIA Como metodologia foi utilizado o método científico da pesquisa exploratória que, segundo GIL (1999) apud BEUREN (2003, pág. 80) é desenvolvida no sentido de proporcionar uma visão geral acerca de determinado fato. Assim, foi realizada uma revisão da literatura disponível sobre o assunto, principalmente em material encontrado na internet. Para obter os objetivos da pesquisa o estudo foi segmentado em alguns tópicos. Inicialmente apresentou-se um breve histórico dos principais escândalos contábeis ocorridos nos EUA, os quais foram responsáveis pela agilidade no processo de implantação da lei, em seguida foi realizada uma análise sobre a Lei Sarbanes-Oxley e o que a mesma está exigindo das empresas. Para concluir foi realizado um estudo de caso, onde o Banco do Brasil coloca em prática a Governança Corporativa para se adequar ao Novo Mercado brasileiro e a Lei Sarbanes-Oxley para ingresso no mercado norteamericano.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - Os Principais Escândalos Contábeis O Caso WorldCom O Caso Enron e Arthur Andersen O Caso ImClone Systems O Caso Tyco O Caso Parmalat 17 CAPÍTULO II - A Lei Sarbanes Oxley A Lei Seções da Lei Sarbanes-Oxley Que Merecem Destaque Seções Relevantes para as Empresas Brasileiras 24 CAPÍTULO III - Governança Corporativa Breve Histórico do Capitalismo no Brasil Níveis Diferenciados de Governança na Bovespa 29 CAPÍTULO IV - O Banco do Brasil Breve Histórico do Banco do Brasil Consolidação das Práticas de Governança Corporativa Adequação a Lei Sarbanes-Oxley pelo Banco do Brasil 37 CONCLUSÃO 39 BIBLIOGRAFIA 42 ANEXO 1 44 ANEXO 2 45 ANEXO 3 46 ANEXO 4 47 FOLHA DE AVALIAÇÃO 48

8 8 INTRODUÇÃO A Lei Sarbanes-Oxley (em inglês Sarbanes-Oxley Act, normalmente abreviada em SOX ou Sarbox) é uma lei dos Estados Unidos sancionada em 30 de julho de 2002 pelo Presidente George W. Bush, levando o nome dos congressistas responsáveis pela sua elaboração, o senador Paul Sarbanes (Democrata) e do deputado Michael Oxley (Republicano). Segundo a maioria dos analistas, esta lei representa a maior reforma do mercado de capitais americano desde a introdução de sua regulamentação, logo após a crise financeira de Os críticos não se cansam de deplorar a frouxa supervisão das autoridades americanas incumbidas de fiscalizar os mercados financeiros. A desídia dos reguladores vem abrindo as portas para operações malogradas de todo o gênero. Já escrevi em outra edição de CartaCapital que, nos tempos das malfeitorias da Enron & Cia., a revista The Economist, indignada com a sucessão de equívocos, perguntou: Não há mercados financeiros honestos nos Estados Unidos? Na seção Buttonwood, respondeu: Todos estão ganhando dinheiro, menos os clientes. Os bancos de investimento, continua, tratavam de se desvencilhar das ações que seus analistas esquentavam publicamente. Belluzzo (2008) A Lei foi uma rápida atuação das autoridades americanas no sentido de minimizar os impactos decorrentes de fraudes de grandes empresas e grupos empresariais norte americanos como a Enron (do setor de energia) e a WorldCom (do setor de telecomunicações), que afetaram a credibilidade do mercado de ações dos Estados Unidos. O objetivo principal deste estudo é analisar esta nova legislação, que se aplica às empresas com ações negociadas no Mercado de Capital dos Estados Unidos (americanas ou não), e ainda às subsidiárias de multinacionais registradas nas bolsas americanas, mesmo que operando em outros países.

9 9 As exigências da nova lei atingem tanto empresas de grande porte como as de pequeno porte, diferenciando-se, entre elas, o prazo para adaptação à lei. Este trabalho traz um estudo de caso do Banco do Brasil S.A. A atuação no mercado norte americano por parte do Banco do Brasil, e a negociação de ações por meio de ADRs, tem nos evidenciado que uma estrutura fortalecida dos controles internos que suportam a elaboração das demonstrações contábeis, conforme preconiza a legislação SOX, é essencial para o alcance dos objetivos e metas da Organização.

10 10 CAPÍTULO I Os Principais Escândalos Contábeis O mercado de capitais sempre foi a base fundamental da economia norte-americana, conhecido por uma rígida estrutura regulatória que por muito tempo foi admirada, servindo de base para o restante do mundo. No entanto, vários escândalos envolvendo grandes empresas como a ImClone Systems, a Tyco, a WorldCom e a Enron provocaram uma verdadeira crise de credibilidade no mercado norte-americano, demonstrando que a qualidade das leis e a eficiência do órgão regulador desempenhada pelo FASB (Financial Accounting Standards Board Conselho de Normas de Contabilidade Financeira) e pela SEC (Securities and Exchange Commission órgão similar a CVM brasileira), não eram eficientes. Segundo GOLDEN (2002), especialista em prevenção de fraudes da PriceWaterhouse Coopers, toda fraude começa pequena. O funcionário vai testando os controles internos aos poucos, até sentir-se seguro para voos maiores. Neste ambiente econômico-financeiro é fácil encontrarmos pessoas movidas por uma forte ganância com capacidade e disposição para cometer fraudes financeiras que, além de prejudicar o próprio país, provocam graves consequências nos mercados mundiais. A falência das grandes empresas americanas, algumas já citadas anteriormente comprovam a ganância e a imprudência de seus administradores que maquiaram as demonstrações contábeis, para levar vantagens sobre os investidores, até mesmo em momentos que estas empresas enfrentavam problemas financeiros graves. Na grande maioria dos casos que veremos a seguir, as práticas de manipulação e maquiagem utilizadas não eram completamente ilegais, eram permitidas por brechas nas legislações existentes. Em todos os casos

11 11 exemplificados, o que fica claro é a falta de ética dos responsáveis pelas fraudes nas empresas. 1.1 O Caso WorldCom A WorldCom começou a investir na indústria de telecomunicações no começo das aquisições dos anos 90. As pequenas margens que a indústria estava acostumada não eram o bastante para Bernie Ebbers, diretor executivo da empresa. De 1995 a 2000, a WorldCom adquiriu mais seis empresas de telecomunicações. Em 1997, ela comprou a MCI por US$ 37 bilhões. A WorldCom mudou para a indústria da internet e informações, abraçando 50% de todo o tráfego de internet dos Estados Unidos e 50% de todos os s da rede mundial. Em 1999, as receitas cresciam lentamente e os preços das ações começaram a cair. Os custos da WorldCom como uma porcentagem de sua renda total aumentaram devido a uma diminuição dos lucros. Isto também significou que os lucros da WorldCom não atendiam as expectativas dos analistas do mercado. Em um esforço para aumentar os lucros, a WorldCom reduziu o montante de dinheiro que possuía em reserva US$ 2,8 bilhões e colocou este dinheiro em uma linha de rendimento em sua declaração financeira. Isto não foi o bastante para aumentar os lucros que Ebbers queria. Em 2000, a WorldCom começou a classificar as despesas operacionais como capitais de investimento de longo prazo. Esconder estas despesas foi a maneira como ela conseguiu mais US$ 3,8 bilhões. Estes valores novamente classificados, eram custos que a WorldCom supostamente pagou para alugar linhas de redes telefônicas de outras empresas para acessar suas redes. Eles também adicionaram uma entrada de US$ 500 milhões em despesas com computador, porém os documentos que mostravam isso nunca foram encontrados.

12 12 Estas mudanças transformaram as perdas da WorldCom em lucros de US$ 1,3 bilhões em Isto fez a WorldCom parecer mais valiosa. A suspeita da fraude ocorreu porque, enquanto a WorldCom estava obtendo um lucro muito alto, a AT&T (outra gigante das telecomunicações) estava perdendo dinheiro. Uma auditoria interna descobriu os bilhões que a WorldCom tinha anunciado como gastos de capital assim como os US$ 500 milhões em despesas não documentadas. Havia também outros US$ 2 bilhões em entradas questionáveis. O comitê de auditoria da empresa foi questionado sobre os gastos de capital, porém ela não tinha como explicar isto. O controlador admitiu à auditoria interna que eles não tinham os padrões de contabilidade correspondentes. A WorldCom então admitiu ter aumentado seus lucros em US$ 3,8 bilhões. Um pouco mais de um mês depois da auditoria interna ter iniciado, a WorldCom decretou falência.

13 O Caso Enron e Arthur Andersen O caso Enron, por envolver a conivência de bancos, diretores, funcionários, acionistas, e até mesmo de uma grande empresa de auditoria (Arthur Andersen), tornou-se um dos casos de fraude mais importantes e graves da atualidade. O grande impacto econômico do prejuízo acarretou em um grande número de desempregados, suicídios, prisões e pessoas que viram suas economias de toda uma vida desaparecerem nos fundos de pensão administrados pela Enron. Estabelecida em Houston, Texas, com aproximadamente funcionários a Enron Corporation chegou a ser a sétima maior companhia norte-americana e uma das maiores do mundo em distribuição de energia, gás natural e comunicações, seu faturamento chegou a atingir $101 bilhões de dólares em 2000, pouco antes do escândalo financeiro que culminou com sua falência. Não se sabe ao certo qual o faturamento real, já que a alta administração se valia de um estratagema contábil-financeiro para manipular os números das demonstrações financeiras, mas sabe-se que a empresa operava com enormes prejuízos há algum tempo. O caso Enron foi a pior crise de confiança enfrentada pelos EUA desde a quebra da bolsa em Após perceber que poderiam contabilizar os ganhos futuros como receita atual, os administradores da Enron manipulavam suas demonstrações, inserindo nos balanços estas receitas, aumentando com isso, a lucratividade. A política de bonificar e remunerar os funcionários com as próprias ações da empresa fazia com que essa situação fosse lucrativa para os que possuíam ações da companhia, sobretudo os altos dirigentes, os investidores, além de bancos que, por lucrar com a situação, compactuavam com a fraude. Para consolidar ainda mais essa situação a Enron necessitava de pareceres favoráveis das suas demonstrações financeiras, para isso, contou com o aval e conivência da conceituada empresa de auditoria Arthur Andersen, empresa que auditava suas demonstrações há quase 10 anos e lhe prestava consultoria. Podemos dizer que o exercício das duas atividades pela Arthur

14 14 Andersen na Enron era conflitante porque, se, por um lado, a auditoria tinha como função verificar as demonstrações financeiras da corporação de forma isenta e transparente, por outro, a atividade de consultoria está diretamente relacionada à otimização de processos internos que muitas vezes se distanciam do dever de transparência da auditoria. Aliada a política inescrupulosa da administração da Enron, a Arthur Andersen conseguiu ludibriar os investidores, clientes e especuladores que investiam em papeis da empresa na busca de melhores investimentos.

15 O Caso ImClone Systems A ImClone é uma empresa de pesquisa farmacêutica cujas ações estavam em alta, em função da perspectiva de um novo medicamento contra o câncer que estava apenas aguardando autorização do órgão regulador de medicamentos norte-americano para ser comercializado. No entanto, contrário a todas as expectativas, o órgão regulador decidiu negar sua comercialização. No dia anterior à divulgação do parecer, os principais executivos da empresa e alguns amigos venderam quantidades consideráveis de ações da empresa, configurando com isso, o efeito nocivo que a existência de inside information e assimetria de informação podem ter sobre o mercado.

16 O Caso Tyco O antigo diretor executivo da Tyco, Dennis Koslowski, o antigo diretor financeiro, Mark Swartz, e o antigo Conselheiro Geral, Counsel Mark Belnick, foram acusados de darem a si mesmos lucros livres ou empréstimos com juros muito baixos (algumas vezes disfarçados de bônus) que nunca foram autorizados pela empresa e nem reembolsados. Eles foram acusados de vender suas ações da empresa sem avisar aos investidores, que é uma das regras da SEC. Koslowski, Swartz e Belnick juntos roubaram US$ 600 milhões da Tyco International através de bonificações sem aprovação, empréstimos e extravagantes despesas. Pelo menos 40 executivos da Tyco tomaram empréstimos que depois foram "esquecidos" pelo programa de perdão de dívidas da Tyco, embora se diga que muitos não sabiam que o que estavam fazendo era errado. Suborno também foi pago para aqueles que a empresa temia que "traíssem" Kozlowski. Em 1999, o SEC começou uma investigação depois da verificação de práticas contábeis questionáveis. Esta investigação durou de 1999 a 2000 e foi centrada em práticas contábeis para muitas aquisições da empresa, onde os lucros pré-adquiridos de uma aquisição da empresa não eram relatados, dando à consolidação da empresa a aparência de lucros aumentados mais tarde. A investigação terminou com o SEC decidindo agir. Em janeiro de 2002, a qualidade da contadoria e contabilidade da Tyco continuou sob questão, depois de chamar a atenção um pagamento de US$ 20 milhões feito ao diretor da Tyco, Frank Walsh Jr. Em junho de 2002, Kozlowski foi investigado por não pagar impostos sobre vendas de US$ 13 milhões em obras de arte que ele comprou em Nova Iorque com os fundos da empresa. Ao mesmo tempo, Kozlowski demitiu-se da Tyco "por razões pessoais" e foi substituído por John Fort. Em setembro de 2002, todos os três (Kozlowski, Swartz, e Belnick) já haviam saído da empresa e as acusações contra eles foram arquivadas por falta de informações sobre seus empréstimos milionários.

17 O Caso Parmalat Quando o escândalo da Parmalat veio à tona em meados de dezembro de 2003 foi logo chamado de Enron da Europa, sugerindo que fraudes de bilhões de dólares não são um fenômeno predominantemente americano. Mas será que o caso da Parmalat, empresa italiana de laticínios com sede em Parma que emprega pessoas em 29 países, é realmente parecido aos escândalos das empresas norte-americanas dos últimos anos? A Parmalat de fato tem algumas características únicas. Embora o caso seja comparável em magnitude ao da Enron em alguns pontos, o modo pelo qual foi executado foi muito diferente. O caso Parmalat é uma fraude muito mais comum e rotineira, mas em grandes proporções. Um elemento-chave do caso da Parmalat, por exemplo, foi a falsificação de uma carta que dizia que a empresa de laticínios tinha US$ 4,9 bilhões depositados no Bank of America. O colapso da Parmalat teve início em novembro quando sua auditoria levantou dúvidas sobre um lucro de derivativos de US$ 135 milhões. Depois de outras evidências de falsificações financeiras, o diretor executivo e fundador da empresa, Calisto Tanzi, renunciou. Dias depois, a empresa divulgou a carta falsa do Bank of America. Em 23 de dezembro, os investigadores italianos informaram que a empresa havia utilizado dezenas de empresas do exterior para declarar ativos não existentes, com o intuito de compensar cerca de US$ 11 bilhões em passivos, acrescentando ainda, que a Parmalat poderia estar falsificando sua contabilidade há cerca de 15 anos. A Parmalat pediu concordata no dia seguinte. Em 29 de dezembro, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA moveu uma ação contra a Parmalat, acusando-a de utilizar demonstrações contábeis falsas para fazer com que investidores americanos comprassem mais de US$ 1,5 bilhão em valores mobiliários.

18 18 Como os casos americanos, o escândalo da Parmalat suscitou questões sobre como a empresa pôde mascarar seus números por tanto tempo sem ajuda externa. Os auditores deveriam, no mínimo, ter falado com o Bank of America para verificar se os US$ 4,9 bilhões afirmados pela Parmalat existiam.

19 19 CAPÍTULO II A Lei Sarbanes Oxley 2.1 A Lei A Lei Sarbanes-Oxley (Sarbanes-Oxley Act, normalmente abreviada em SOX ou Sarbox) é uma lei norte-americana, criada em 30 de julho de 2002 por iniciativa do senador Paul Sarbanes (Democrata) e do deputado Michael Oxley (Republicano). Segundo a maioria dos analistas, esta lei representa a maior reforma do mercado de capitais americano desde a introdução de sua regulamentação, logo após a crise financeira de A criação desta lei foi uma consequência das fraudes e escândalos contábeis e financeiros que, na época, atingiram grandes corporações nos Estados Unidos (Enron, Arthur Andersen, WorldCom, Xerox etc...), e teve como objetivo tentar evitar a fuga dos investidores causada pela insegurança e falta de confiança em relação as escriturações contábeis e aos princípios de governança nas empresas. A SOX se aplica a todas as empresas, sejam elas americanas ou estrangeiras, que tenham ações registradas na SEC (Securities and Exchange Comission, o equivalente americano da CVM brasileira). Isso inclui as empresas estrangeiras que possuem programas de ADRs (American Depositary Receipts) do nível 2 ou 3, nas bolsas de valores dos EUA. A Lei Sarbanes-Oxley é um pacote de reformas dedicado a ampliar a responsabilidade dos executivos, aumentar a transparência, assegurar mais independência ao trabalho dos auditores, introduzir novas regras aos trabalhos desses profissionais e reduzir os conflitos de interesses que envolvem analistas de investimentos. Esta lei amplia também substancialmente as penalidades associadas às fraudes e crimes de colarinho branco. Machado (2004)

20 20 Dividida em onze títulos (capítulos), com um número variável de seções cada um, totalizando 69 seções (artigos). A SOX obriga as empresas a reestruturarem processos para aumento dos controles internos, da segurança e da transparência na condução dos negócios, na administração financeira, nas escriturações contábeis e na gestão e divulgação das informações. Na prática, define por lei e torna obrigatória uma série de medidas que já eram consideradas como práticas de boa governança corporativa. A SOX prevê a criação, nas empresas, de processos de auditoria e segurança confiáveis, definindo regras para a criação de comitês encarregados de supervisionar suas atividades e operações, formados em boa parte por membros independentes. Isso tudo com o intuito de evitar a ocorrência de fraudes e criar meios de identificá-las quando ocorrem, reduzindo os riscos nos negócios e garantindo a transparência da empresa. A SOX torna os Diretores Executivos e Diretores Financeiros responsáveis por estabelecer e monitorar a eficácia dos controles internos em relação aos relatórios contábeis e a divulgação de informações. As empresas de auditoria e os advogados contratados ganham maior independência, mas também, aumenta muito o grau de responsabilidade sobre seus atos. Também aumenta a regulamentação sobre as modalidades de contratação de tais serviços, sobre o relacionamento entre a empresa e estes prestadores de serviços e sobre os limites de atuação (serviços que podem e não podem ser prestados) e a gestão de eventuais conflitos de interesses. A SOX se refere de forma explícita aos GAAP (Generally Accepted Accounting Principles) na versão US GAAP, para a definição de quais normas e práticas contábeis serão aplicadas. Está em andamento, sob a responsabilidade da SEC, um processo oficial de adoção do padrão IFRS (International Financial Reporting Standards), de influência europeia e administrado pelo IASB (International Accounting Standards Board), no lugar do US GAAP, que deverá se concluir até 2016.

21 Seções da Lei Sarbanes-Oxley que Merecem Destaque A Lei Sarbanes Oxley é bastante detalhista, apresentando diversas regras que devem ser implementadas. No entanto, seu principal foco é transformar os princípios de uma boa governança corporativa em leis, evitando assim o surgimento de novas fraudes nas empresas. Quando uma fraude é descoberta, a principal alegação do Presidente e dos diretores é sempre o desconhecimento sobre os fatos, sendo assim, destacamos as seções de números 302 e 404 referentes às certificações e divulgações respectivamente, por apresentar exigências que estão diretamente relacionadas com a contabilidade da empresa e o controle interno da mesma. Essas determinam que o Presidente e Diretores estejam conscientes do controle interno, o que consequentemente aumenta a responsabilidade dos mesmos pela situação financeira e patrimonial divulgada pela empresa, evitando que estes afirmem o desconhecimento de alguma falha nos controles internos. A seção 302 conhecida por Certificações, estabelece que o presidente e o diretor financeiro devem assumir pessoalmente a responsabilidade pela autenticidade das demonstrações financeiras. Além disso, são responsáveis pelo estabelecimento e manutenção do controle interno da empresa. O controle interno é um dos itens exigidos com bastante rigor pela legislação Sarbanes-Oxley. Algumas das crises envolvendo as companhias americanas ocorreram, principalmente, devido à falta de um controle interno eficaz, o que possibilitou que os relatórios contábeis fossem manipulados apresentando uma situação irreal, com falsos resultados, o que comprometeu a análise da situação da empresa pelos usuários das informações. Dessa forma, a Sarbanes-Oxley passou a determinar que as empresas adotem um controle interno mais rígido

22 22 com o objetivo de garantir exatidão, confiabilidade e transparência na divulgação das informações financeiras e dos atos da administração. Além do descumprimento da Lei Sarbanes-Oxley, as empresas que não possuem um controle interno eficaz, estão sujeitas a ações judiciais por parte dos acionistas. Quando os executivos foram questionados sobre as falsas demonstrações contábeis emitidas pelas empresas muitos alegaram a falta de conhecimento acerca das práticas contábeis adotadas pelas companhias. Baseando-se neste cenário a seção 302 responsabiliza o presidente (CEO- Chief Executive Officer executivo principal) e o diretor financeiro (CFO Chief Financial Officer - executivo financeiro) na certificação das demonstrações financeiras. Por isso, estes executivos deverão emitir certificações trimestrais atestando o seguinte: Realmente são responsáveis pelo estabelecimento e a manutenção dos controles internos; Que projetaram ou supervisionaram esses controles; Que avaliaram a eficácia desses controles a cada trimestre e apresentaram relatório acerca da eficácia dos mesmos; Que foi divulgado ao Comitê de Auditoria e aos auditores independentes todas as deficiências relevantes identificadas no controle, e ainda qualquer fraude envolvendo funcionários da administração ou qualquer outro que atua significativamente nos controles internos da companhia, e ainda, que revelaram em documentos todas as alterações realizadas no controle interno para suprir as deficiências identificadas. A seção 404 intitulada Management Assessment of Internal Controls também conhecida por divulgação exige que a empresa através do

23 23 presidente e dos diretores financeiros, divulgue um relatório sobre a efetividade dos controles internos e a elaboração das demonstrações financeiras, juntamente com os relatórios anuais. Este relatório deverá conter a responsabilidade dos executivos pelo estabelecimento e manutenção de controles e procedimentos internos para emissão dos relatórios financeiros e avaliar a eficácia dos controles internos. Esta seção determina ainda, que o auditor externo da companhia deve emitir um relatório individual confirmando a avaliação da administração.

24 Seções Relevantes para as Empresas Brasileiras A seguir serão apresentados alguns títulos da Lei com destaque para algumas seções que são relevantes para as empresas brasileiras. Título I: Public Company Accounting Oversight Board (PCAOB) Constitui-se de nove seções que falam sobre a formação do Comitê de Auditoria; seus deveres; o exame da qualidade; o controle e a independência dos padrões e das regras; o registro obrigatório com o conselho e as empresas de auditoria estrangeiras. A Lei determina que deverá ser constituído um Comitê de Auditoria ou órgão semelhante como o Conselho Fiscal (no caso brasileiro), para fiscalizar a auditoria das companhias abertas, protegendo dessa forma os interesses dos investidores e a qualidade na preparação das informações contábeis das empresas. O comitê de auditoria deve ser constituído de 5 membros apontados entre indivíduos proeminentes de integridade e reputação, o qual representará o interesse dos investidores e do público. Dos cinco integrantes apenas dois membros precisam possuir o certified public accountants (semelhante ao registro no Conselho Federal de Contabilidade), e se um desses dois for o presidente, este não pode ter prestado serviço de contabilidade por 5 anos antes de entrar no comitê. Cada um dos membros deve ter dedicação exclusiva ao comitê, e não poderão ter nenhuma outra atividade profissional e nem receber pagamentos de uma firma de contabilidade. O mandato dos membros do comitê é de cinco anos.

25 25 O comitê deve adotar os padrões propostos por um ou mais grupos de profissionais de contabilidade. Além disso, ele deve conduzir a continuidade do programa de inspeção e avaliar o grau de competência de cada empresa de auditoria e das pessoas associadas a cada uma dessas empresas de acordo com a Lei Sarbanes-Oxley, com as regras do comitê, da SEC ou dos padrões profissionais. Ainda no título I, existe a seção responsável pelas investigações e procedimentos disciplinares, na qual o comitê deve estabelecer através de regras sujeitas à exigência dessa seção, procedimentos de mercado para a investigação e disciplina do registro das empresas de auditoria e das pessoas associadas a estas firmas. Com relação às empresas de auditoria estrangeiras, qualquer uma delas que prepara ou fornece um relatório auditado com respeito a qualquer conjunto de demonstração, também está sujeita ao cumprimento da Lei Sarbanes- Oxley, às regras do comitê e também as regras estabelecidas para as empresas de auditoria dos EUA. Título II Auditor Independence Reúne nove seções que determinam a postura do auditor. Neste título a SEC institui regras que proíbem alguns serviços considerados fora do âmbito de prática dos auditores, denominados serviços de non-auditoria, como por exemplo, os serviços atuariais, as funções de administração ou recursos humanos, serviços relativos aos registros contábeis ou demonstrações financeiras. O grande risco existente nessa restrição do envolvimento dos auditores independentes em serviços de consultoria é que a possibilidade da prestação desses serviços surgiu em função do aprofundamento de tais auditores em questões que poderiam ser úteis na prestação do serviço de auditoria em si. (Riesemberg, citado por Borgeth 2007 p25)

26 26 Título III - Corporate Responsability É composto de oito seções. A seção 301 determina a criação do comitê de auditoria composto por membros independentes que deverão supervisionar o processo de elaboração, divulgação e auditoria das demonstrações contábeis. No caso do Brasil este órgão pode ser substituído pelo Conselho de Administração. A seção 303 deste título aborda a influência imprópria na conduta dos auditores ou qualquer outra pessoa sob sua direção, de influenciar fraudulentamente, manipular ou enganar na divulgação das demonstrações financeiras. Ainda neste título encontra-se a seção 304, que determina que o Presidente e o Diretor Financeiro devem devolver à companhia valores recebidos como bônus, compensações, e ganho com a venda de valores mobiliários durante o período de doze meses após a publicação dos relatórios contábeis, caso estes tenham que ser revistos devido a alguma conduta imprópria. Existe uma preocupação com a responsabilidade dos advogados em situações de fraudes ou irregularidades, tema que é abordado na seção 307. Neste caso, a Lei determina que os advogados internos ou externos da companhia que venham a descobrir qualquer irregularidade ou violação da Lei por parte da empresa, deverão relatar o fato ao Diretor Jurídico da companhia e se necessário ao comitê de auditoria ou Conselho de Administração. Título IV- Enhanced Financial Disclosures O título IV aborda oito seções que destacam principalmente a evidenciação contábil e o controle interno.

27 27 A seção 401 determina que cada relatório contábil deve ser preparado de acordo com os princípios contábeis geralmente aceitos e deve ser revisado de acordo com as normas da SEC. A seção 402 proíbe os empréstimos pessoais para os executivos, tanto presidentes como diretores. Este título estabelece um código de ética para a administração e determina que o comitê de auditoria apresente um especialista financeiro como membro. Título VII- Corporate and Criminal Fraud Accountability Composto por sete seções, este título aborda principalmente as fraudes contábeis, a destruição, falsificação, alteração de documentos e as penalidades para estes crimes. Desse modo, qualquer pessoa que altera conscientemente, destrói, esconde, falsifica, ou realiza uma falsa entrada ou saída em qualquer registro contábil, será multado ou pode pegar prisão ou até mesmo as duas penalidades. Título VIII- Corporate and Criminal Fraud Accountability Esse título divide-se em sete seções e a de destaque é a 802, a qual determina que todo auditor ao realizar uma auditoria deverá preservar todos os documentos utilizados por um período de 5 anos após o fim do período fiscal em que a auditoria foi concluída.

28 28 CAPÍTULO III Governança Corporativa 3.1 Breve Histórico do Capitalismo no Brasil Nas décadas de 1940 e 1950, o principal instrumento utilizado pelo governo brasileiro para auxílio financeiro dos grupos empresariais locais foi o Banco do Brasil. A partir de 1952 este papel foi delegado ao BNDES que utilizava recursos internos e externos subsidiados para financiar grupos empresariais. O setor empresarial ganhou musculatura devido ao rápido processo de substituição de importações nas décadas de 1950, 1960 e Esse modelo era caracterizado pelas altas barreiras tarifárias aos produtos importados e pelo acesso barato ao crédito, disponibilizado por instituições de fomento como o Banco do Brasil e o BNDES. No entanto, ao final dos anos 70, as expectativas otimistas com relação às grandes empresas brasileiras em tornarem-se players globais foram frustradas pela grave crise da dívida externa que fragilizou muito a economia do país. Na década de 1980, foram implementados diversos instrumentos de indexação financeira de forma a proteger a constante corrosão do poder de compra pela inflação. A hiperinflação fazia com que os investidores exigissem altas taxas de retorno para comprar títulos públicos, tornando inviável para que as empresas tomassem recursos no intuito de expandir suas atividades. Esta conjuntura levou a uma extensa desalavancagem do setor empresarial.

29 29 Os anos 90 foram marcados pela abertura comercial, estabilização monetária, privatização e grande ingresso de capital estrangeiro. Iniciou-se um processo de mudanças que atingiu os antigos fundamentos estratégicos da economia protegida e em grande parte estatizada. O cenário de competição propiciado pela abertura comercial pressionou as firmas já estabelecidas no Brasil a rever suas estratégias e a buscar ganhos de produtividade e escala para competir com multinacionais que tinham acesso a menores custos de produção. O programa de estabilização monetária (Plano Real) não teria sido possível sem a grande entrada de capital estrangeiro que permitiu o congelamento das taxas de câmbio e o aumento do déficit na balança comercial. A aceleração do programa de privatização na segunda metade da década de 1990 criou diversas oportunidades para melhorar os sistemas de governança corporativa no Brasil. 3.2 Níveis Diferenciados de Governança na Bovespa Em dezembro de 2000, a Bolsa de Valores de São Paulo Bovespa, criou o chamado Novo Mercado e os Diferentes Níveis de Governança Corporativa Nível 1 e Nível 2, que são segmentos especiais de listagem de ações de companhias que voluntariamente se comprometem a adotar práticas de governança corporativa, além daquelas determinadas pela legislação brasileira. Estes segmentos de listagem foram desenvolvidos com o objetivo de estimular o mercado local de capitais, de modo a proporcionar um ambiente de maior segurança para investidores ao exigir das empresas listadas maior transparência nas informações prestadas, mecanismos de proteção a acionistas minoritários e maior rapidez na solução de conflitos entre acionistas e administradores.

30 30 CAPÍTULO IV O Banco do Brasil 4.1 Breve Histórico do Banco do Brasil Em 12 de outubro de 1808, foi criado o Banco do Brasil. Empresa de grande importância na história pós-colonial brasileira, em 1863, o Banco do Brasil transformou-se no único órgão emissor monetário do país. No final do século XIX, o Banco passou a destacar-se como instituição de fomento, apoiando a agricultura e o desenvolvimento do País. Desde 09 de julho de 1906, as ações da Empresa são transacionadas publicamente em bolsa de valores. Apenas em 31 de dezembro 1964, o Banco do Brasil deixa de ser autoridade monetária brasileira com a criação do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional. Uma das principais transformações na história recente do Banco deu-se em 1986, quando o governo federal decidiu extinguir a Conta Movimento. Era um mecanismo que assegurava ao Banco do Brasil grande suprimento automático de recursos, para ser usado em intermediações financeiras. Em contrapartida, o Banco foi autorizado a atuar em todos os segmentos do mercado financeiro. Em 15 de maio de 1986, o Banco criou a BB Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A (BBDTVM). Inicia-se assim, a transformação do Banco em conglomerado financeiro. No ano seguinte, mais quatro subsidiárias integrais passaram a fazer parte do conjunto de empresas vinculadas ao Banco, atuando nos ramos de cartões de crédito, seguridade, leasing e financiamentos.

31 31 Em 1994, com o advento do Plano Real e o consequente controle da inflação, o desafio colocado para os bancos brasileiros era a busca de novos negócios e a redução de suas estruturas de custos para não verem deteriorados os seus níveis de lucratividade. Nos anos seguintes o Banco adota um amplo programa de reestruturação com a implementação de diversas medidas que lhe proporcionassem a geração de resultado a partir da melhoria de sua eficiência operacional e da ampliação de seus negócios. Abaixo estão citadas as principais medidas que compuseram o Programa de Reestruturação do Banco do Brasil: Recomposição da estrutura de capital; Reformulação da gestão; Melhoria da estrutura de ativos; Revisão das práticas de crédito; Modernização tecnológica; Reestruturação administrativa; Em 2001, o Banco do Brasil adotou a configuração de Banco Múltiplo, trazendo muitas vantagens, como redução dos custos, racionalização de processos e otimização da gestão financeira e fisco-tributária. A nova estrutura configurou o Banco em três pilares negociais - Atacado, Varejo e Governo. No mesmo ano, com a implementação, pelo Governo Federal, do Programa de Fortalecimento das Instituições Financeiras Federais (PFIFF), o Banco do Brasil muda seu patamar de rentabilidade, refletindo todas as ações engendradas desde 1995, no âmbito de um amplo processo de reestruturação.

32 32 Além das medidas relacionadas à geração de resultados consistentes e adequados àqueles apresentados pelas instituições financeiras privadas, em 2001 e 2002 o Banco do Brasil, buscando melhorar suas práticas de governança corporativa, reformulou seu Estatuto Social para garantir maior transparência e equidade no relacionamento com seus acionistas. Nesse sentido, como parte dos avanços em direção ao Novo Mercado da Bovespa, efetuou a conversão de suas ações preferencias em ordinárias, entre outras exigências daquele segmento da Bovespa. Em 31 de maio de 2006, o Banco celebrou o contrato de participação no Novo Mercado, o mais rigoroso segmento de listagem da Bovespa, reforçando seu comprometimento com as melhores práticas de governança corporativa. Nesse contrato, o Banco do Brasil, o Acionista Controlador, os Administradores e os membros do Conselho Fiscal se comprometem a resolver toda e qualquer disputa ou controvérsia relacionada ao Regulamento de Listagem do Novo Mercado por meio da Câmara de Arbitragem do Mercado da Bovespa, conforme cláusula compromissória constante no Estatuto Social do Banco do Brasil. Para atingir esse objetivo, dentre outras ações, o Banco contou com uma base de investidores mais sólida e diversificada, graças ao sucesso da oferta secundária de ações a maior dentre as empresas financeiras brasileiras. A operação de R$ 2,3 bilhões contou com a participação de 28% de clientes de varejo, dos quais 8,7 mil eram funcionários.

33 Consolidação das Práticas de Governança Corporativa Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre proprietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade. (IBGC) Os princípios básicos que norteiam esta prática são: transparência; conformidade (compliance), equidade; prestação de contas (accountability); e responsabilidade corporativa. Pelo princípio da transparência, entende-se que a administração deve informar não só o desempenho econômico-financeiro da companhia, mas também todos os demais fatores que norteiam a ação empresarial. Compliance é a conformidade com instituições legais e com marcos regulatórios. Por equidade entende-se o tratamento justo e igualitário de todos os grupos minoritários, colaboradores, clientes, fornecedores ou credores. O accountability caracteriza-se pela prestação de contas da atuação dos agentes de governança corporativa a quem os elegeu, com responsabilidade integral daqueles por todos os atos que praticarem. Por fim, responsabilidade corporativa representa uma visão mais ampla da estratégia empresarial, com a incorporação de considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações.

34 34 São órgãos de administração do Banco do Brasil o Conselho de Administração, assessorado pelo Comitê de Auditoria, e a Diretoria Executiva, composta pelo Conselho Diretor (presidente e sete Vice-Presidentes) e por 22 diretores estatutários. O Banco mantém ainda um Conselho Fiscal permanente. As decisões administrativas e estratégicas, em qualquer nível do Banco do Brasil, são tomadas de forma colegiada. Com o propósito de envolver todos os executivos na definição de estratégias e aprovação de propostas para os diferentes negócios do Banco do Brasil, sua administração utiliza comitês, subcomitês e comissões de nível estratégico. O Comitê de Auditoria do Banco do Brasil é um órgão estatutário constituído em conformidade com a Resolução CMN nº 3.198/04, que também possui atribuições de fiscalização, controle e assessoramento ao Conselho de Administração do Banco no exercício de suas funções. O Comitê de Auditoria é composto por três membros não pertencentes ao quadro do Banco, com mandatos de três anos alternados, eleitos pelo Conselho de Administração. O Banco do Brasil também possui uma Auditoria Interna que realiza avaliações independentes e objetivas nos processos organizacionais, com foco nos riscos passíveis de comprometer os objetivos do Banco. A partir dessas avaliações, são geradas informações para assessorar a administração do Banco visando à melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, controle e governança corporativa do conglomerado do Banco do Brasil. Além destas políticas, o Banco mantém um sistema de auto regulação abrangente e efetivo, por meio do qual normatiza e controla a divulgação de informações relevantes e a negociação, por funcionários e Administradores, com valores mobiliários de sua emissão. Todas as normas e procedimentos compõem o Livro de Instruções Codificadas ( LIC ), ao qual têm acesso todos os funcionários do Banco.

35 35 Segundo as instruções, todos os empregados e prestadores de serviço com acesso a informações relevantes, independentemente da função que ocupam, devem observar as normas da auto regulação. Em cumprimento às recomendações da CVM e às normas internas que regem a auto regulação, os membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e da Diretoria Executiva do Banco do Brasil informam, imediatamente após sua posse, a quantidade e as características dos valores mobiliários de emissão do Banco de que sejam titulares, bem como seus planos de negociação. As efetivas negociações com papéis do Banco do Brasil são comunicadas mensalmente ao Banco e à CVM. O Banco do Brasil estabelece e difunde práticas de governança corporativa, tendo compromissos com acionistas e investidores, com transparência e equilíbrio de direitos. O relacionamento do Banco com seus acionistas e o mercado investidor é feito pela Gerência de Relações com Investidores ( RI ). No endereço (Relações com Investidores), o Banco divulga relatórios trimestrais, resultados, apresentações institucionais, fatos e outras informações relevantes, nas versões em português e em inglês. O atendimento aos acionistas do Banco do Brasil está direcionado às mais de três mil agências em todo o País. Adicionalmente, o Banco criou um canal virtual, a Sala do Acionista, no Portal (Relações com Investidores), onde o investidor poderá consultar, mediante informação de senha, sua posição acionária, o histórico de rendimentos e a compra e vendas de ações, entre outras informações relativas ao mercado de capitais e ao próprio Banco. Após o encerramento de cada exercício social o Banco deverá elaborar: demonstrações contábeis ou demonstrações consolidadas de acordo com os padrões internacionais US GAAP ou IFRS, em reais ou dólares americanos, as quais deverão ser divulgadas na íntegra, nos idiomas português e inglês e

36 36 deverão ser acompanhadas do relatório de administração e de notas explicativas que informem inclusive o lucro líquido e o patrimônio líquido apurado ao final do exercício, segundo os princípios contábeis brasileiros e a proposta de destinação do resultado, e do parecer dos auditores independentes; ou divulgar a íntegra das demonstrações financeiras, relatório da administração e notas explicativas, elaboradas de acordo com a legislação societária brasileira, acompanhada de nota explicativa adicional que demonstre a conciliação do resultado do exercício e do patrimônio líquido apurado segundo os critérios contábeis brasileiros e segundo os padrões internacionais US GAAP ou IFRS, evidenciando as principais diferenças entre os critérios contábeis, e do parecer dos auditores independentes, que devem ser registrados na CVM e devem possuir experiência comprovada no exame de demonstrações financeiras elaboradas de acordo com os padrões internacionais US GAAP ou IFRS. Pelo menos uma vez ao ano, o Banco e os Administradores realizam reunião pública com analistas e quaisquer outros interessados, para divulgar informações quanto à sua respectiva situação econômico-financeira, projetos e perspectivas.

37 Adequação a Lei Sarbanes-Oxley pelo Banco do Brasil O Banco do Brasil foi autorizado a emitir ADR no mercado americano. Diante desse fato houve necessidade de criação de ferramentas e metodologias que facilitassem a certificação de seus processos quanto a conformidade à lei americana Sarbanes-Oxley, o que exigiu uma perfeita sinergia entre as diversas áreas do banco. A cada movimentação do Banco do Brasil com vistas à internacionalização das suas atividades/operações é exigido maior transparência e fidedignidade das informações disponibilizadas ao mercado. A atuação no mercado norte-americano, e a negociação de ações por meio de ADRs, tem nos evidenciado que uma estrutura fortalecida dos controles internos que suportam a elaboração das demonstrações contábeis, conforme preconiza a legislação SOX, é essencial para o alcance dos objetivos e metas da Organização. American Depositary Receipts (ADRs). São certificados representativos de ações ou outros valores mobiliários que representam direitos e ações, emitidos no exterior por instituição denominada "Depositária", com lastro em valores mobiliários de emissão de empresas brasileiras depositados em custódia específica no Brasil. (Banco Central do Brasil) O Banco do Brasil, no decorrer de sua adequação ao Novo Mercado da Bovespa, viabilizou a aplicação de metodologias que certifiquem as informações constantes nas demonstrações contábeis do Banco e adequou sua Governança Corporativa e, consequentemente, seus controles internos, para o ingresso no mercado de capitais norte-americano.

38 38 Com a adequação de sua Governança Corporativa as normas internacionais de contabilidade o Banco do Brasil garante aos usuários das demonstrações contábeis que as informações ali constantes estão corretas, completas e válidas, com maior transparência e agregando valor as ações do Banco no mercado internacional.

39 39 CONCLUSÃO A reação do governo americano diante de várias fraudes contábeis ocorridas no cenário mundial foi a implantação da Lei Sarbanes-Oxley, considerada a mais profunda e abrangente legislação para o mercado de capitais dos Estados Unidos desde a reforma realizada após a quebra da Bolsa em O objetivo desse trabalho foi analisar esta nova legislação e estabelecer um paralelo entre a mesma e as práticas de Governança Corporativa do Banco do Brasil. Embora todas as empresas que possuem ações negociadas na bolsa de valores norte-americana já tenham iniciado o processo de adaptação à mesma, a Lei Sarbanes-Oxley é um assunto ainda novo no cenário mundial. Grande parte das companhias brasileiras de capital aberto estão se adequando a boas práticas de governança corporativa determinadas pela CVM e assim estão utilizando padrões de conduta superiores aos exigidos pela SOX. Por isso, muitas das exigências da Lei SOX já estão em vigor no Brasil, o que conduz a conclusão que serão poucas as mudanças a fazer para adequar a nova Lei ao cenário brasileiro. Outro item relevante e exigido com bastante rigor pela lei é o controle interno. A lei exige com bastante rigor que a empresa aplique um controle interno eficaz, com o objetivo de garantir exatidão, confiabilidade e transparência na divulgação das informações financeiras e dos atos da administração.

40 40 Conforme visto no capítulo anterior, a evolução da governança corporativa no Banco do Brasil pode ser percebida claramente através das mudanças estatutárias e de foco da gestão ao longo dos últimos anos. Longe de ser um processo estático, esta evolução caracteriza-se por ser dinâmica e de constante atualização. As próprias questões de governança das grandes corporações brasileiras estão sujeitas ao ordenamento jurídico vigente, aos interesses dos acionistas e dos demais stakeholders. Há pouco tempo atrás, temas como responsabilidade corporativa, prestação de contas, transparência e equidade eram desconhecidos do meio executivo, mas, atualmente, são temas correntes no vocabulário institucional de qualquer grande empresa, principalmente aquelas que são negociadas em bolsas de valores e prestam contas periodicamente aos seus acionistas. As mudanças no estatuto é que serviram como fonte principal de evidências para responder à questão proposta neste trabalho, de como o Banco do Brasil efetuou as mudanças necessárias para adequar-se aos padrões de governança corporativa que permitiram sua adequação a Lei Sarbanes-Oxley. De acordo com a própria área de RI do BB, o objetivo da Governança Corporativa é a criação de valor para a empresa, apoiada no tripé de melhoria na gestão, maior transparência e direcionamento estratégico. As estratégias elaboradas pelo Banco do Brasil para atingir estes novos padrões de Governança Corporativa consistiram em três pontos básicos: maior transparência às decisões internas, segregação de funções e maior equidade no relacionamento com os acionistas minoritários. A melhor forma de ilustrar que há evidências de que a Governança Corporativa ativada e instalada no Banco do Brasil repercutiu efetivamente e na prática em benefícios aos acionistas é através do Rating da empresa apresentado no Anexo 4. É oportuno destacar que a governança corporativa

41 41 não é uma receita óbvia de sucesso, pois empresas que um dia já foram consideradas como referências em seus respectivos setores desapareceram e tornaram-se exemplos daquilo que não deve ser seguido na gestão de uma corporação. Em outras palavras, o fato do Banco do Brasil adotar os mais modernos mecanismos de Governança Corporativa, não significa que os riscos de má gestão, decorrentes, por exemplo, de um eventual atendimento a interesses alheios aos dos acionistas, tenham sido eliminados por completo. Por fim, deve-se reconhecer o esforço dos controladores desta instituição bicentenária em realizar atualizações permanentes de suas práticas de Governança Corporativa. Os mecanismos de Governança Corporativa no Brasil e no mundo caracterizam-se pela ininterrupta evolução. Práticas que são alardeadas hoje como as mais avançadas, em pouco tempo poderão ser consideradas como minimamente aceitáveis para o relacionamento construtivo entre as corporações e seus stakeholders. Para concluir e responder a pergunta feita no título do trabalho, entendemos que a agenda 21 do Banco do Brasil, disponível no sítio do banco, é a principal prova de que uma empresa somente poderá trazer benefícios para a sociedade se estiver em condições financeiras para isso. Essas condições financeiras foram alcançadas graças a um conjunto de medidas adotadas pela empresa (adequação ao Novo Mercado, Governança Corporativa e Lei Sarbanes-Oxley) no decorrer de sua história. "A Agenda 21 vem se constituindo em um instrumento de fundamental importância na construção dessa nova ecocidadania, num processo social no qual os atores vão pactuando paulatinamente novos consensos e montando uma Agenda possível rumo ao futuro que se deseja sustentável". (VIANA, 2010)

42 42 BIBLIOGRAFIA 1. BANCO CENTRAL DO BRASIL. ADR. Disponível em: <www.bcb.gov.br>. Acesso em 02 de outubro de BANCO DO BRASIL. Agenda 21. Disponível em: <'http://www.bb.com.br /docs/pub/sitesp/sustentabilidade/dwn/agenda21.pdf'>. Acesso em 02 de outubro de BANCO DO BRASIL. Relação com Investidores. Disponível em: <www.bb.com.br/ri>. Acesso em: 25 de agosto de BELLUZZO, Luiz Gonzaga. Pirâmides e Miragens. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=7&i=3017>. Acesso em: 02 de outubro de BEUREN, I. M. Como Elaborar Trabalhos monográficos em Contabilidade. Teoria e Prática. 1º ed. São Paulo. Ed. Atlas BORGERTH, Vânia Maria da Costa. SOX: Entendendo a Lei Sarbanes- Oxley. 1º ed. São Paulo. Editora Thomson, CVM. Cartilha de Recomendações sobre Governança Corporativa. Disponível em: <http://www.cvm.gov.br>. Acesso em: 10 de setembro de GOLDEN, T.W. Dossiê Fraudes Corporativas: Conseqüência e Desdobramentos. Disponível em: <http://www2.rio.rj.gov.br>. Acesso em 10 de agosto de IBGC Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Governança Corporativa. Disponível em: <http://www.ibgc.org.br>. Acesso em 20 de setembro de 2010.

43 MACHADO, S.L. Apreendendo com os Erros Alheios. Disponível em: <http://www.sergiomachado.com.br> Acesso em: 08 de agosto de VIANA, Gilney. Agenda 21 Brasileira. Disponível em: <http://ambientes.ambientebrasil.com.br>. Acesso em: 02 de outubro de 2010.

44 44 ANEXO 1 Organograma do Banco do Brasil

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