A Ideologia dos Partidos Políticos em Política Externa ( )

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1 INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE PESQUISAS DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ANA CRISTINA SILVA DE OLIVEIRA A Ideologia dos Partidos Políticos em Política Externa ( ) RIO DE JANEIRO

2 INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE PESQUISAS DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE FORMAÇÃO, TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS ANA CRISTINA SILVA DE OLIVEIRA Orientador: RENATO LESSA A Ideologia dos Partidos Políticos em Política Externa ( ) Dissertação apresentada ao Instituto de Pesquisas Universitárias do Rio de Janeiro e ao Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciência Política. RIO DE JANEIRO

3 BANCA EXAMINADORA: RENATO LESSA (orientador) Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. JAIRO NICOLAU Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. RILDO JOSÉ COSSON MOTA Câmara dos Deputados Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento Cefor. 2

4 Agradecimentos À Câmara dos Deputados e a sua administração composta por servidores e parlamentares pelo empenho e esforço para a qualificação dos servidores. Meu agradecimento especial ao diretorgeral da Câmara Sr. Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida e aos servidores do Cefor Sra Yara Depieri e Sr. Rildo Mota pela luta para a concretização deste programa de mestrado. As Suas Excelências deputados Vieira da Cunha (PDT/RS) e Marcondes Gadelha (PSB/PR), presidentes da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional nos anos de 2007 e 2008 respectivamente. Agradeço pela honra que tive em trabalhar com os senhores e pelo apoio, compreensão e amizade, que tornaram possível esta pesquisa. Ao Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, aos seus excelentes professores e funcionários pela colaboração e dedicação Ao meu professor e orientador Renato de Andrade Lessa pela orientação, atenção e amizade; pelos comentários enriquecedores e pelas observações, que foram fundamentais para a elaboração do trabalho. Aos amigos e colegas de turma pelo companheirismo e pelos inúmeros momentos agradáveis, equipe que suavizava e alegrava meus momentos de desespero e cansaço durante do curso, em especial ao amigo e colega Marcelo Sobreiro, que apresentou-me textos essenciais para o desenvolvimento desta dissertação, meu muito obrigada. A Adriana amiga e colega de trabalho que muito me ajudou nos trabalhos de pesquisa. Aos meus pais Antonio e Zenaide e a minha filhinha Marcela pelo amor e paciência. 3

5 RESUMO Oliveira, Ana Cristina Silva de; Lessa, Renato de Andrade. A Ideologia dos Partidos Políticos em Política Externa ( ). Brasília, p. Dissertação de Mestrado Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados. Esta dissertação de mestrado contempla o estudo da posição ideológica em política externa dos diversos partidos políticos representados na Câmara dos Deputados. Analisa primeiramente os estatutos e programas dos partidos e posteriormente os discursos dos deputados na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, entre 2003 e 2008, em temas controversos de política externa, como a adesão da Venezuela ao Mercosul e a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, dentre outros. Esta dissertação visa a destacar aspecto pouco debatido no âmbito do comportamento parlamentar, tal como a ideologia partidária. Para tanto, foi feito um resumo das teorias de comportamento parlamentar e de relações internacionais, a fim de demonstrar que elas pouco abordam o aspecto ideológico, para, por fim, dialogar com a pesquisa de Thimonthy Power e César Zucco, que, com base na auto declaração dos parlamentares sobre os partidos políticos, trata da dimensão ideológica destes partidos. Os resultados da posição dos partidos em política externa quando confrontados com a analise de Power e Zucco apresentaram basicamente diferenças na avaliação com relação ao PSB, PPS e PSDB. A pesquisa concluiu que a posição individual dos deputados nos debates correspondeu às diretrizes programáticas e apresentou-se firme e marcada, principalmente nos partidos de esquerda PCdoB, PSOL e PT, mostrando que há uma ideologia difundida no cerne de alguns partidos. Outros partidos, particularmente aqueles, cujo programa é pouco especifico, foram construindo sua posição por meio dos debates, na medida em que surgiam temas polêmicos na política externa brasileira. Palavras-chave Ideologia dos Partidos Políticos; Política Externa Brasileira; Poder Legislativo. 4

6 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 10 2 IDEOLOGIAS DOS PARTIDOS POLÍTICOS Os Partidos Políticos Os Estatutos e os Programas dos Partidos. PMDB PT Partido dos Trabalhadores DEM - Democratas PSDB Partido da Social Democracia Brasileira PR Partido da Republica PP Partido Progressista PSB Partido Socialista Brasileiro PDT Partido Democrático Trabalhista PTB Partido Trabalhista Brasileiro PV Partido Verde PPS Partido Popular Socialista PCdo B Partido Comunista do Brasil PSC Partido Social Cristão PMN Partido da Mobilização Nacional PRB Partido Republicano Brasileiro PSOL Partido Socialismo e Liberdade PHS Partido Humanista da Solidariedade PTdoB Partido Trabalhista do Brasil PRTB Partido Renovador Trabalhista Brasileiro PTC Partido Trabalhista Cristão

7 2.3 Quadro 1 - Resumo da Orientação em Política Externa dos Partidos Políticos 43 por tema. 2.4 Quadro 2 - Resumo da Orientação em Política Externa dos Partidos Políticos 46 por partido. 3 DISCURSOS DOS DEPUTADOS EM TEMAS CONTROVERSOS DE 51 POLÍTICA EXTERNA. 3.1 Adesão da Venezuela ao Mercosul Relações do Brasil com a Colômbia e a Venezuela Relações com a Bolívia Credito extraordinário para populações pobres, 54 inclusive brasileiros na Bolívia e Nacionalização dos Hidrocarbonetos na Bolívia. Relações com o Paraguai Relações com Cuba Negociações sobre a Alca Relações bilaterais Brasil/Estados Unidos Defesa Nacional CONCLUSÃO 70 5 BIBLIOGRAFIA 73 6

8 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Resumo da Orientação em Política Externa dos Partidos Políticos Por43 Tema Quadro 2 Resumo da Orientação em Política Externa dos Partidos Políticos Por46 Partido 7

9 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Ordem Ideológica Aproximada dos Partidos Brasileiros 17 Tabela 2 Ordem dos Partidos da Esquerda para a Direita (Power e Zucco). 17 Tabela 3 Relação de Partidos Políticos com Representação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal 20 Tabela 4 Ordem Ideológica dos Partidos Políticos em Política Externa. 72 8

10 ABREVIATURAS E SIGLAS ALCA CREDN DEM EUA FA FMI FARC MERCOSUL MRE MST OEA OIT OMC ONU PCdoB PDT PHS PMDB PMN PP PPS PRB PRTB PSB PSC PSDB PSOL PT PTB PTC PTdoB PV UE UNALE UNASUL Área de Livre Comércio das Américas Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional Democratas Estados Unidos Forças Armadas Fundo Monetário Internacional Forcas Armadas Revolucionarias da Colômbia Mercado Comum do Sul Ministério das Relações Exteriores Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra Organização dos Estados Americanos Organização Internacional do Trabalho Organização Mundial de Comércio Organização das Nações Unidas Partido Comunista do Brasil Partido Democrático Trabalhista Partido Humanista da Solidariedade Partido do Movimento Democrático Brasileiro Partido da Mobilização Nacional Partido Progressista Partido Popular Socialista Partido Republicano Brasileiro Partido Renovador Trabalhista Brasileiro Partido Socialista Brasileiro Partido Social Cristão Partido Social Democracia Brasileira Partido Socialismo e Liberdade Partido dos Trabalhadores Partido Trabalhista Brasileiro Partido Trabalhista Cristão Partido Trabalhista do Brasil Partido Verde União Européia União Nacional dos Legislativos Estaduais União das Nações Sul - Americanas 9

11 1 Introdução Any study of party ideologies is also, inadvertently, a study of what politics is about. Since political parties are one of the chief disseminators of political culture, partisan rhetoric provides a window into the values and attitudes that have guided American politics at least, politics at the top of the political pyramid (Gerring, 2001, p.21). Esta dissertação de mestrado contempla o estudo da posição ideológica em política externa dos diversos partidos políticos representados na Câmara dos Deputados. Analisa primeiramente os estatutos e programas dos partidos e posteriormente os discursos dos deputados na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, entre 2003 e 2008, em temas controversos de política externa, como a adesão da Venezuela ao Mercosul e a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, dentre outros. Esta dissertação visa a destacar aspecto pouco debatido no âmbito do comportamento parlamentar como a ideologia partidária. Para tanto, realizou-se um resumo das teorias de comportamento parlamentar, que tratam principalmente da relação entre Executivo e Legislativo e das principais teorias de relações internacionais, que tratam basicamente da relação entre os Estados, a fim de demonstrar que elas pouco abordam o aspecto ideológico, para, por fim, dialogar com a pesquisa de Thimothy Power e César Zucco, que, com base na auto declaração dos parlamentares sobre os partidos políticos, trata da dimensão ideológica destes partidos. Há três teorias de organização e comportamento legislativo, originadas no âmbito da ciência política norte-americana: a teoria informacional, a distributiva e a partidária: A primeira a teoria informacional- cujo principal formulador é o pesquisador Keith Kreihbiel, identifica como atores centrais do processo legislativo as comissões, face ao prestígio e ao poder que os parlamentes adquirem ao atuar em determinadas comissões, que ainda maximizam seus interesses eleitorais. Nesta teoria, o grande problema enfrentado pelos parlamentares é a possível discrepância entre as preferências do plenário e as das comissões, caso a expertise das comissões não seja incorporada às decisões do plenário (Carvalho, 2003, p. 39). Esta teoria está praticamente ausente do debate atual que estuda o parlamento 10

12 brasileiro, pois, se comparado ao sistema americano, as comissões no parlamento brasileiro tem pouco poder. A segunda a teoria distributivista pela qual se destaca Barry Weingast e Bryan W. Marshall, além de Barry Ames, que estudou o parlamento brasileiro, acredita que as instituições organizam a distribuição de benefícios para os eleitores. Mas nesta distribuição ocorre a não-simultaniedade, porque os votos não são trocados imediatamente por benefícios para o eleitor e a não contemporaniedade, pois mesmo que o benefício seja estável, não há garantias sobre a disposição do eleitor em repetir seu voto. Há na teoria três pressupostos básicos: o primeiro trata dos deputados considerados individualmente e não nos partidos; o segundo acredita que os parlamentares visam a maximizar suas chances de reeleição, prosseguindo na carreira legislativa requisito para a postulação de cargos mais elevados, no Executivo e o último supõe que o deputado, individualmente, aumenta sua utilidade com o sistema proporcional de lista aberta (Carvalho, 2003). A terceira a teoria partidária cujos principais expoentes são Roderick Kiewiet e Mathew McCubbins, além dos pesquisadores brasileiros Argelina Figueiredo e Fernando Limongi, destaca a importância dos partidos no comportamento legislativo. Afirma que os partidos conduzem à tomada de decisões importantes e influenciam a atuação de sua bancada. Figueiredo e Limongi (1999) afirmam que as estratégias individualistas no Congresso não conseguem se desenvolver, porque são os líderes que ditam o andamento dos trabalhos (projetos legislativos e votação). Acreditam, também, que a fidelidade maior é a partidária e não a governista. O deputado segue o líder do partido e não o do governo, quando eles não estão de acordo. Além destas três teorias, há também as teorias sobre organização legislativa, na qual se destaca Helen Milner, que visam a relacionar a política externa com os interesses particulares dos deputados: locais e de grupos de influência. Fatores internos de um país conduziriam sua atitude em política externa. Afirma haver uma interação entre política doméstica e externa. 11

13 Nas teorias de relações internacionais destacam-se três conjuntos de abordagens de política externa, segundo Volker Ritteberger (2005, p.4), a teoria realista, construtivista e liberal, cujos principais formuladores são Hans Morgenthau e o neo-realista Kenneth Waltz; Alexander Wendt e Andrew Moravcsik respectivamente, além de outras trajetórias cientificas como a escola francesa de Jean-Baptiste Durosselle ou a britânica de Adam Watt. Verifica-se que as que mais se aproximam do foco desta dissertação são a teoria construtivista e a liberal. A primeira por reconhecer a presença de outros atores no sistema internacional, com atuação relativamente independente, cujos interesses são modelados também pelas suas crenças e a teoria liberal por destacar a importância na esfera internacional de instituições políticas domésticas, como o partido político. No realismo clássico, o mundo das relações internacionais é visto como perigoso. O conflito e a violência estão sempre presentes e como o Estado controla o aparato militar, ele se torna o ator principal (Rittberger, 2005, p. 5). Este tem sua própria justiça e não reconhece um árbitro internacional, que esteja acima de sua vontade, interpretada como soberania. Na esfera internacional, os Estados são rivais e a desconfiança é mútua. Explorado por Hans Morgenthau, dentre outros, interpreta a ação dos Estados como se estes fossem guiados por uma visão estratégica em política internacional e concentra seus estudos na idéia de poder e de anarquia no sistema internacional. Elaborou o conceito de que os atores estatais definem seus interesses, a partir de seu poder, pois este poder real do Estado lhe impõe uma disciplina racional de ação. O poder, na abordagem do realismo clássico, é interpretado como a capacidade material dos Estados moldando seus interesses e impondo-lhes uma disciplina racional de ação. Este poder, na concepção hobbesiana, é naturalmente almejado pelos Estados. Esta ambição seria inerente à natureza humana. Neste ambiente, há consequentemente uma preocupação generalizada com a sobrevivência. A anarquia é concebida como um princípio presente na esfera internacional, o que consequentemente pressupõe a ausência de um governo central, mundial, que controle os Estados e também supõe a separação entre política externa e interna. Kenneth Waltz, neo-realista, criticou esta concepção clássica hobbesiana de natureza humana e propôs a construção de uma teoria de política do poder em contraposição. Esta 12

14 estrutura da política internacional limitaria a interdependência e a integração, assim a distribuição de poder no international system seria tão importante quanto o poder dos Estados individualmente, pois o conceito de poder geraria uma dicotomia insolúvel com a questão da segurança. A insegurança levaria os Estados a tentativas de aumentar seu poder, cujo resultado seria o expansionismo, que logicamente pressupõe guerra. Essa interpretação dá circularidade ao movimento dos Estados, que na tentativa de se proteger, estariam criando uma situação de perigo e risco. Para Waltz, o objetivo dos Estados, bem como no realismo clássico, também é o de garantir sua sobrevivência, em um ambiente hostil. Pressupõe que o comportamento dos Estados é o mesmo dentro do mesmo ambiente internacional anárquico, independentemente das peculiaridades internas intrínsecas a cada um isto é, de suas condições internas. A corrente concentra sua atenção no Estado ou na união de Estados para analisar o sistema internacional, enquanto interpreta como meta da política externa a maximização de sua autonomia e de seu poder de influenciar outros Estados, o que em contrapartida pode gerar uma ambiguidade incompatível. Os construtivistas, cujo principal formulador é Alexander Wendt, percebem a política internacional como inserida em um universo de relações complexas entre os atores. O universo é interpretado como um sistema social, onde as idéias (conjunto de crenças, percepções e significados, que são compartilhados entre os atores) ocupam um papel de destaque. Deste ponto de vista, criticam a concepção de esfera internacional anárquica do realismo, pois seus teóricos vêem este mesmo universo funcionando como um sistema, construído socialmente. Observam o processo histórico na construção dos Estados, moldados por estas estruturas simbólicas. Interpretam a soberania de um Estado como um valor que foi construído historicamente. Além disso, consideram nas suas avaliações de política internacional tanto as circunstâncias externas, quanto as internas dos Estados. A corrente verifica na visão da construção da concepção de anarquia, também a construção dos atores: Hobbesiano: como amigo ou inimigo; Lockeano: liberal, que pode entrar em conflito ou cooperar; ou Kantiano com a presença de atores cosmopolitas, que compartilham dos mesmos valores. Destacam também a importância do discurso como integrante da realidade de um Estado. O discurso pode construir um inimigo, gerar uma ameaça. Ele pode criar 13

15 artificialmente, o que interessa ao Estado. Isto é, o discurso pode se transformar em ferramenta para um Estado alcançar seus objetivos. Os atores no construtivismo, diferentemente do realismo, são diversos como organizações internacionais, organizações não governamentais, comunidades epistêmicas etc. A corrente não interpreta o Estado como o único ator no sistema internacional, mas sim, reconhece também a presença de outros atores, com atuação relativamente independente. Os atores não tem um interesse único, seus interesses são modelados pelas suas crenças. Para o liberalismo utilitário, no qual se destaca Andrew Moravcsik, os principais atores em política internacional são os indivíduos e as instituições que representam os interesses da sociedade, como os grupos de interesse específicos e os partidos políticos, dentre outros. Compartilham com os neo-realistas a visão que estes tem de seus atores, os quais teriam como objetivo principal o alcance de suas metas específicas, visando a maximização de seus interesses. Do mesmo modo, ambos estariam preocupados com sua segurança e sobrevivência (Rittberger, 2005, p.8). Os conceitos fundamentais desta teoria não são a anarquia ou o poder, mas sim, as instituições políticas domésticas e as preferências do Estado. Para José Flávio Sombra Saraiva, com o declinio do ex-império soviético, as teorias de relações internacionais mostraram-se limitadas e reducionistas. No final do sec. XX, havia uma ausência de instrumentos analíticos consistentes para a compreensão das relações internacionais, que incluía neoliberais como Fukuyama e liberais disfarçados de culturalistas como Huntington (SARAIVA, 2001, p. 16). Neste contexto, o pesquisador destaca positivamente a obra de Jean-Baptiste Duroselle, que por meio de uma análise interdisciplinar associa a história à teoria das relações internacionais e propõe uma base empírica de estudo, bem como a obra do britânico Adam Watson, que cria o conceito de sociedade internacional européia, que permitiu a construção de padrões de conduta no jogo das relações internacionais e critica interpretações para as relações internacionais dissociadas da pesquisa histórica. Monica Hertz (1997) também chama a atenção para novos estudos que estão surgindo na teoria de relações internacionais e destaca três tendências que considera central para o trabalho dos pesquisadores do sistema político internacional nos anos 90: o debate em torno do papel das instituições internacionais; o retorno da dimensão cultural `a pesquisa em 14

16 relações internacionais; e a nova legitimidade de estudos de caráter normativo. Assim, a partir da abordagem destes aspectos pelos teóricos, realiza uma profunda reflexão sobre os estudos em relações internacionais. A primeira coisa que um estudioso de Relações Internacionais deve aprender: o mundo não se encontra organizado em categorias. O contexto das relações internacionais apresenta-se em um continuum, rico em complexidades e contradições, constituido de inúmeros fatos e quantidade ainda maior de versões, um mundo confuso e fascinante um verdadeiro desafio `a razão (Rocha, 2002, p.39). Finalmente, na literatura que analisa a ideologia dos partidos políticos: Shannon Jenkins (2006) realiza um estudo a fim de verificar o impacto do partido e da ideologia no comportamento legislativo e conclui informando que o impacto do partido é maior nas votações, isto é, por fim, separa ideologia de partido político. No trabalho que John Gerring (2001) realizou em Party Ideologies in America , o autor justifica a importância do estudo das ideologias partidárias e apresenta uma larga pesquisa histórica da formação e orientação dos partidos nos Estados Unidos nos sécs. XIX, XX e XXI. Seu estudo baseou-se na análise dos discursos dos presidentes, nos programas e manifestos dos partidos, além dos programas de governo. A partir destes textos traçou valores, crenças e posições, que definiram os partidos de 1830 a Concluiu informando que a maioria dos partidos americanos permaneceu coerente e estável no decorrer dos anos: These core values, although interpreted differently in different periods, grant an element of continuity to party conflict in America. If most things changed, a few basic things remained the same (Gerring, 2001, p. 20). [...] the presidential wings of the American parties are ideologically driven-and has described general patterns of conflict, change, and continuity in these ideologies over the past century and half (Gerring, 2001, p. 20). American party history and, by extension, American political history at large have been irreducibly ideological (Gerring, 2001, p. 6) Como Power e Zucco realizaram um estudo sobre a posição ideológica dos partidos políticos brasileiros, esta dissertação compara, na medida do possível, seus resultados da pesquisa ideológica dos partidos políticos em política externa com a pesquisa destes autores, mas chama-se a atenção para os limites desta comparação, pois o primeiro trata basicamente de auto-denominações e da forma como os parlamentares vêem os outros partidos; e o segundo restringe sua analise à política externa. 15

17 Esta dissertação não entra na discussão do significado da palavra ideologia, pois utiliza-se do conceito convencional de uma escala entre esquerda e direita, em uma linha reta, onde 1 significa extrema esquerda e 10 extrema direita, inclusive para facilitar a comparação com a ultima pesquisa realizada por Power e Zucco, os quais utilizam-se do mesmo método. As pesquisas de Power e Zucco tiveram a contribuição da grande maioria dos parlamentares nas legislaturas de 1990, 1993, 1997, 2001 e 2005 e analisaram principalmente como os parlamentares incluem seu partido e os outros em uma escala de 1 a 10 entre esquerda e direita. [...] the revised estimates of party ideology are an important contribution to the study of the Brazilian party system. Both legislator-specific and party estimates provide an accurate and detailed depiction of the ideological structure of Brazilian politics, and can potentially help test other arguments that make predictions about, or depend on, ideological positions (Power e Zucco, p.21). Em junho de 2008, Power e Zucco publicaram, em artigo entitulado: Estimating Ideology of Brazilian Legislative Parties, : A Research Communication, um estudo sobre a ideologia dos partidos. Apresentaram os resultados de pesquisas realizadas, com a contribuição da maioria dos parlamentares, nas legislaturas de 1990, 1993, 1997, 2001 e 2003 e analisaram como os deputados e senadores vêem seus partidos e como vêem os outros partidos em uma escala de 1 a 10. Sendo 1 extrema esquerda e 10 extrema direita. In two decades of democratic experience, several authors classified parties according to their ideology. While these schemes relied on different sources of data and produced different types of scales, most observers (both Brazilian and Brazilianists) seem to agree on a basis ordering of parties on a standard left-right dimension (Power e Zucco, p.4). Analisaram as respostas de mais de 850 parlamentares desde 1990, desenvolveram uma estimativa dos principais partidos e tornaram público o resultado. Concluíram que a forma como os parlamentares se auto-definem permaneceu relativamente estável com o passar dos anos, apesar das mudanças sociais e econômicas nas últimas duas décadas (Power e Zucco, p.21). Além disso, verificaram também o fenômeno da direita envergonhada, que constata que os parlamentares tem dificuldades em se auto-denominar como sendo de direita, preferem denominar-se como sendo de centro ou centro-direita (Power e Zucco, p.16). 16

18 Power e Zucco apresentam a tabela elaborada por eles, a partir dos vários estudos realizados, cujos dados, para Power e Zucco, encontram-se relativamente estáveis no decorrer dos anos. A exceção seria a inversão de posição dos partidos centrais PSDB e PMDB e informam que, apesar disso, eles continuam sendo considerados partidos próximos. Lembram também que nesta tabela é difícil realizar comparações de diferentes legislaturas e que a escala na qual a percepção é medida é usada diferentemente por entrevistados diferentes (2008, p.4). Tabela 1: Ordem Ideológica Aproximada dos Partidos Brasileiros Esquerda Centro Direita PCdoB PT PSDB PL PSTU PCB PDT PMDB PTB PFL PDS PSOL PSB PDC Obs: Tabela baseada em variados estudos (citados no texto de Power e Zucco: Mainwaring e Perez Linan (1997), Figueiredo e Limongi (1999), etc). Apesar desta tabela, Power e Zucco trabalharam em uma tabela própria, apresentada a seguir, a fim de refletir mais precisamente o quadro político ideológico dos partidos políticos brasileiros, incorporando as suas duas informações principais: como os legisladores vêem a si mesmos e como eles são vistos pelos outros parlamentares. Chamaram a atenção para o fenômeno da direita envergonhada e afirmaram que os legisladores, apesar de colocarem os partidos do mesmo lado (esquerda-direita), aplicam a estes graus distintos em uma escala, como por exemplo o PFL, Partido da Frente Liberal, que pode ser nomeado por exemplo de 5 a 10 do lado direito da escala (Power, 2001, p.4 a 6). Tabela 2: Ordem dos Partidos da Esquerda para a Direita (Power e Zucco) Esquerda Centro Direita PCdoB PSB PPS PDT PMDB PSDB PTB PFL PT PL PP 17

19 Obs: Tabela realizada com os estudos realizados por Power e Zucco em A tabela completa comparando os resultados dos anos de 1990, 1993, 1997, 2001 e 2005, encontra-se na pagina 11 do artigo dos autores. Nesta dissertação foi reproduzida apenas a parte que se refere a 2005, porque ela abarca o período de estudo proposto pela dissertação. Concluíram ainda, em seu estudo histórico, que houve algumas pequenas diferenças relativas a períodos anteriores. O PPS (antigo PCB) gradualmente se moveu para a direita, trocando de posição com o PSB em 1993 e com o PDT em O PSDB atualmente localiza-se a direita do PMDB, e que o PTB e o PL, que trocaram de posição duas vezes, atualmente encontram-se juntos. Verificaram que o PT e o PSB permaneceram na mesma posição bem como o PFL e o PP. Esta dissertação utilizar-se-á apenas de parte da tabela, elaborada por Power e Zucco, que compreende o período de 2005, para refletir a posição ideológica dos partidos, pois este é o período que coincide com o período estudado na dissertação. O presente trabalho não objetiva realizar uma pesquisa que apresente as mudanças temporais na ideologia dos partidos, particularmente em política externa. Segundo Figueiredo e Limongi (1999, p.113), o conflito partidário mostra-se estruturado e obedece a um padrão unidimensional. Os partidos podem ser dispostos no continuum ideológico convencional que vai da esquerda à direita de acordo com a posição, que normalmente se lhes atribui e que transparece em pesquisas sobre as opiniões dos parlamentares. Da esquerda para a direita, os partidos ocupam as seguintes posições no espaço ideológico: PT, PDT, PSDB, PMDB, PTB, PFL, PPB. Concluíram que seus estudos sugeriram a existência de três blocos ideológicos: a esquerda (PDT e PT), o centro (PSDB e PMDB) e a direita (PTB, PFL e PPR/PDS) (1995, p. 501). Também realizaram pesquisas sobre o padrão de coalizões partidárias e concluíram que é consistente a disposição dos partidos neste continuum ideológico (1995, p.500). Afirmam que no Legislativo esse ordenamento aparece de maneira clara nos encaminhamentos de votação feitos pelos líderes partidários. Destacam que a probabilidade de dois partidos adjacentes votarem de maneira análoga é sempre maior do que a de partidos não adjacentes e também a probabilidade de dois partidos se coligarem diminui com a distancia ideológica. Assim, esse ordenamento também tem reflexos no padrão de alianças partidárias em plenário, 18

20 que obedece ao princípio da contigüidade ideológica. Segundo os pesquisadores, raras são as oportunidades de um pequeno partido se desviar do voto dominante do grupo ideológico do qual ele faz parte. Afirmam que a atuação dos partidos políticos brasileiros em plenário segue um padrão ideológico bastante definido (1999, p.113 e114; 1995, p.501). Esta dissertação será dividida em dois grandes blocos. Primeiramente apresenta o estatuto e programa dos partidos com suas orientações em política externa e em um segundo momento, analisa os discursos dos deputados na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados em temas controversos em política externa. Para por fim, comparar sua análise à tabela de ideologia dos partidos políticos elaborada por Power e Zucco. Os partidos estudados serão os com representação na Câmara dos Deputados, com o número mínimo de três deputados, apesar de todos constarem deste quadro para conhecimento do leitor. A pesquisa se concentrará exclusivamente no período, entre 2003 e 2008, o intervalo de tempo foi escolhido porque é o início da ocupação da presidência do país pelo Partido dos Trabalhadores, o que intensifica as discussões sobre a integração da América do Sul. 19

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