Gabinete de Estudos. Federação Distrital de Setúbal Partido Socialista

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1 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL Enquadramento do PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Gabinete de Estudos Federação Distrital de Setúbal Partido Socialista

2 Coordenadora do Gabinete de Estudos Teresa Almeida Comissão Permanente Natividade Coelho Tiago Oliveira Alexandre Rosa Filipe Pacheco Filomena Cunha Federação Distrital do Partido Socialista de Setúbal Julho de

3 Militantes e simpatizantes convocados para pensar A Década de Setúbal Iniciados os trabalhos a 24 de Fevereiro, decorreram, na sede da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, as múltiplas sessões de preparação do documento A Década de Setúbal, que servirá de base ao Programa Eleitoral do PS no distrito. Divididas em três grandes grupos de debate, Desenvolvimento Regional e Emprego, Coesão Social e Territorial e Investir no Futuro: Educação, Ciência e Cultura, estas iniciativas reuniram várias dezenas de militantes socialistas e simpatizantes, permitindo a discussão, troca de ideias e elaboração de propostas por todos os participantes. Sob a alçada do Gabinete de Estudos, estes três grupos de debate desenvolveram o seu trabalho ao longo de vários meses, dando forma ao contrato que o Partido Socialista celebrará com os cidadãos e cidadãs do distrito nas próximas legislativas. 3

4 PARTICIPANTES DO GABINETE DE ESTUDOS Comissão Alargada Júlia Farinha Lola Martins Elisabete Cavaleiro José Martins Ângelo Batista Membros Grupos de Trabalho Alberto Prata Alexandre Oliveira Ana Isabel Santos Ana Paula Gato António Abreu António Canhão António Coelho António Mendes Benjamim Carvalho Bruno Barata Bruno Loureiro Carina Oliveira Carlos Albino Carlos Gordo Carlos Pires Carlos Rosado Carmen Ribeiro Carminda Ferreira Catarina Marcelino Clarisse Campo Cristina Cardoso Cristina Rodrigues Dário Ruivo Dina Lança Duarte Faria Eduardo Mesquita Eduardo Rodrigues Elisabete Adrião Elísio Barros Emanuel Costa Etelvina Baia Fidélio Guerreiro Ilda Fino Isabel Antas Isabel Maria Carmo Isaurindo Abegão Isidro Durão Heitor Joana Branco João António Pintassilgo João Carlos Matoso João Couvaneiro João Massano Joaquim Ribeiro Jorge Nogueira José Agostinho José Baião José Contradanças José Figueira Reis Luis Canhoto Luís Pedro Cerqueira Luis Reis Luísa Carvalho Manuel José Pereira Maria Amália Silva Maria Conceição Palma Mariana Caixeirinho Nelson Pólvora Nuno Fachada Paulo do Carmo Pedro Caetano Pedro Ruas Raul Cristóvão Ricardo Amaral Pessoa Rui Abreu Silva Rui Gonçalves Rui Pereira Sergio Bastos Sérgio Faias Sérgio Paes Sérgio Silva Sofia Neiva Susana Branco Zélia Mendes da Silva 4

5 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO... 6 Marca PS... 6 Território... 7 Gestão Política Autárquica dos últimos 10 anos Distrito de Setúbal... 8 TEMAS DISTRITAIS º PILAR º PILAR º PILAR º PILAR FONTES DE FINANCIAMENTO IDENTIFICADAS A Estratégia Europa Metas para Portugal no âmbito da Estratégia Europa O Quadro Financeiro Plurianual Política de Coesão Objetivos temáticos Programas Operacionais Dotações por objetivos temáticos Eixos Prioritários PORLISBOA Eixos Estratégicos - Alentejo Litoral Prioridades de Intervenção Iniciativas Âncora PROPOSTAS DO PS NAS CAMPANHAS ANTERIORES Portugal 2015: Sete desafios estratégicos Quatro Questões-Chave Medidas Nacionais e Distritais (Programas Eleitorais de 2005/2009 e 2011) PROPOSTAS PARA FONTES

6 CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO DISTRITO DE SETÚBAL Marca PS O distrito de Setúbal ocupa uma importante posição geoestratégica no contexto nacional, ibérico e europeu. Palco, entre 2005 e 2011, de uma aposta grande e decisiva para o desenvolvimento e crescimento deste território, nunca o distrito de Setúbal teve uma perspetiva de modernização e investimento estratégico tão grande. Durante os 6 anos de Governo do PS este distrito foi colocado com muita clareza no centro da estratégia de desenvolvimento do País. Foi forte a aposta nas políticas de promoção da educação, de apoio às famílias jovens e aos idosos, com investimentos em requalificação de escolas, creches, lares de idosos e outros equipamentos sociais. Também na área económica, a consolidação da AutoEuropa, a nova capacidade produtiva da Portucel, as refinarias em Sines e o sucesso dos portos de Sines e de Setúbal são a prova de como a aposta na competitividade e no reforço da capacidade exportadora passou por Setúbal. A construção do IP 8 (início) e da CRIPS, a ligação ao porto de Setúbal e a nova variante ferroviária de Alcácer do Sal são a prova de que com o PS se redobrou a aposta em infraestruturas que reforçaram o papel da região como Pólo mais dinâmico da fachada atlântica portuguesa. As dezenas de creches apoiadas pelo PARES, a elevação para mais de 80% da cobertura do préescolar, a requalificação de mais de duas dezenas de escolas secundárias, a aposta no apoio aos idosos demonstram a aposta na qualidade de vida, numa sociedade inclusiva e com igualdade de oportunidades. Considerou-se a apoiou-se a promoção do Litoral Alentejano como a maior área emergente no turismo português. As medidas estruturantes são essenciais para o País e para a região, o sucesso do porto de Sines, hoje o maior porto nacional a preparar-se para integrar as maiores redes de comércio intercontinental, torna-se um dos maiores exemplos da marca PS onde a direita de sempre só via megalomania e elefantes brancos. Os portos, o turismo e as ligações à Europa são os pilares de uma verdadeira aposta no Mar que alguns tardiamente descobriram. O PS tem um compromisso profundo com este distrito tanto na Península de Setúbal como no Litoral Alentejano. O Distrito de Setúbal tem condições únicas: as pessoas, os recursos naturais e materiais, a cultura, a centralidade, a proximidade ao Mar, as empresas e a indústria. 6

7 Retomar e consolidar o desenvolvimento promovendo a criação de emprego e a qualidade de vida, com prioridade à justiça social, é decisivo para a estratégia de crescimento. Território O território do distrito de Setúbal estende-se por Km2, integrando a Península de Setúbal e 4 Concelhos do Litoral Alentejano. A Península de Setúbal integra 9 concelhos: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal. Na nomenclatura comum das unidades territoriais estatísticas (NUTS), esta divisão está classificada como NUTS III, fazendo parte, conjuntamente com a região da Grande Lisboa, da NUTS II Lisboa. O Alentejo Litoral é um território composto por 4 concelhos: Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, está classificado como NUTS III, fazendo parte, conjuntamente com a região do Alentejo, da NUTS II Alentejo. O distrito, com a reorganização administrativa do território das freguesias, feita a régua e esquadro sem olhar às pessoas e ao território em 2013, passou de 82 freguesias para 55. O distrito de Setúbal é delimitado a norte com os distritos de Lisboa e de Santarém, a leste com os distritos de Évora e de Beja, a sul com o distrito de Beja e a oeste com o Oceano Atlântico. É o 8º maior distrito português, com uma população residente de das quais na Península de Setúbal, esta integrada na Grande Área Metropolitana de Lisboa, onde vivem 2,82 milhões de pessoas (dados de acordo com o Censos 2011). Atualmente, o distrito de Setúbal, conta com uma taxa de desemprego que ronda os 16,5%, demonstrativa da falta de capacidade política de geração de emprego do atual governo. A NUTS III Península de Setúbal apresentou um dos piores desempenhos, com uma grande diminuição no índice nacional do PIB. A este desempenho não será alheio, certamente, o facto de a região ser um polo de localização de estabelecimentos industriais cuja atividade terá sofrido os efeitos da contração da atividade económica registada neste período. 7

8 Gestão Política Autárquica dos últimos 10 anos Distrito de Setúbal 2013 CDU 11 Municípios, 44 Freguesias PS 2 Municípios, 7 Freguesias PSD 1 Freguesia Grupos Cidadãos 3 Freguesias 2009 CDU 9 Municípios, 57 Freguesias PS 3 Municípios, 21 Freguesias PSD 1 Freguesia Grupos Cidadãos 1 Município, 3 Freguesias 2005 CDU 10 Municípios, 57 Freguesias PS 3 Municípios, 21 Freguesias PSD 1 Freguesia Grupos Cidadãos 3 Freguesias 8

9 TEMAS DISTRITAIS 1º PILAR VALORIZAR AS PESSOAS QUALIFICAÇÕES/TRABALHO E EMPREGO/DEMOGRAFIA As dinâmicas socioeconómicas que marcaram a governação de direita, na última legislatura, justificam a natureza prioritária dos objetivos de melhoria de coesão e inclusão social do Distrito e, consequentemente, sublinham a necessidade de dar coerência às políticas públicas nos domínios das qualificações, emprego e trabalho, demografia e igualdade. PORQUE AS PESSOAS SÃO O PRIMEIRO E O MAIS IMPORTANTE ATIVO DESTE TERRITÓRIO. A Península de Setúbal no contexto da AML A península configura um território com um ritmo de envelhecimento menos acelerado no contexto nacional. Em 2011, no conjunto dos concelhos da península, a população com 65 ou mais anos superava em 20% a população jovem, com menos de 14 anos. Alcochete, Seixal, Sesimbra, são concelhos onde a população jovem supera a população idosa. Barreiro e Almada são os concelhos mais envelhecidos da Península, registando níveis de envelhecimento superiores aos do país. Os restantes concelhos são territórios menos envelhecidos no contexto nacional mas com uma tendência de aumento do nível de envelhecimento, com exceção do Montijo. Ao longo das últimas duas décadas, FRUTO DE APOSTAS DE GOVERNOS SOCIALISTAS, a península registou melhorias nos indicadores de educação, ainda que a um ritmo inferior ao padrão nacional. A região reduziu para menos de metade a taxa de abandono escolar num contexto em que se identificam desempenhos diferenciados ao nível concelhio - Palmela, Alcochete e Montijo a revelarem as recuperações mais expressivas na Península. No entanto, a taxa de abandono escolar precoce, apesar de ser uma das mais baixas no panorama nacional, ainda mantém uma distância significativa para a meta nacional a atingir em 2020, que só será alcançada caso se prossiga num ritmo de melhoria, INTERROMPIDO, NOS ÚLTIMOS 4 ANOS. Do mesmo modo, as taxas de insucesso escolar, apesar de apresentarem melhorias no contexto da península, são superiores às do país, e o nível de disparidade concelhia que se observa, recomenda que as intervenções sejam orientadas para a redução deste fenómeno 9

10 indutor de exclusão social. O desempenho positivo de Alcochete, Palmela e Sesimbra, com taxas de insucesso escolar inferiores à média nacional, em 2011, contrasta com a situação mais preocupante do Seixal, Setúbal e Barreiro que apresentam taxas de insucesso escolar superiores à média nacional e da AML. No domínio do parque escolar, os investimentos realizados no âmbito do QREN vieram contribuir para a melhoria das infraestruturas bem como para a concretização de níveis de cobertura adequados, embora o fecho do ciclo de investimento nesta área ainda não tenha sido concluído. O fenómeno de envelhecimento da população portuguesa, e igualmente refletido na Península, tem contribuído para uma alteração no mercado de trabalho com uma diminuição significativa e regionalmente generalizada das taxas de emprego. A taxa de emprego registada ainda fica aquém do objetivo comunitário definido para Portugal no horizonte de As diminuições da taxa de emprego que se generalizaram às NUTS III da Grande Lisboa (é a décima terceira região do país com menor taxa de emprego) e da Península de Setúbal (a oitava região com menor taxa de emprego no contexto das NUTS III), coincidiram com o contexto de crise que acentuou a destruição de postos de trabalho. A deterioração da conjuntura macroeconómica expôs as fragilidades das economias regionais, com implicações na dimensão da bolsa de emprego e nas exigências que coloca à mobilização de ativos qualificados e especializados que melhorem a capacidade dos territórios para acompanhar as mudanças nos paradigmas competitivos, promovendo a sua resiliência, enquanto capacidade de adaptação que lhes permita resistir às crises. A AML mostra uma vulnerabilidade tendencialmente mais elevada a esta conjuntura, na medida em que a taxa de desemprego na região supera, em 2012, o patamar nacional e, no conjunto das NUTS II do país, é a segunda mais elevada. Esta situação é tanto mais preocupante quando se observa uma taxa de desemprego de longa duração, de caráter mais estrutural e por isso mais difícil de combater, superior ao país e que é apenas superada, no seio das NUTS II, pela Madeira. Assume, da mesma forma, um desafio significativo para a região a redução da taxa de desemprego jovem (superior a 40% - a terceira mais elevada das NUTS II), da taxa de desemprego qualificado, onde supera o patamar nacional, e ainda o desemprego que afeta os indivíduos com 45 anos ou mais e que evidenciam maiores dificuldades de reinserção no mercado de trabalho. A região da Grande Lisboa regista uma maior resistência ao agravamento do desemprego em relação ao país, no horizonte temporal que corresponde ao último período intercensitário, um desempenho que a Península de Setúbal, apesar de reduzir o diferencial negativo que registava 10

11 em 2001, não conseguiu replicar. A região da Grande Lisboa é a décima terceira com o maior nível de desemprego no país e a Península de Setúbal é a sexta onde o desemprego se regista com maior intensidade. Ocorre uma divergência negativa face ao país em termos de emprego registada pela Península de Setúbal, o que revela alguma incapacidade da região em oferecer um número satisfatório de postos de trabalho capaz de fixar a mão-de-obra na região. Os dados do desemprego registado nos Centros de Emprego do IEFP mostram que a grande maioria dos concelhos se posiciona favoravelmente face ao país, ou seja, durante o último período intercensitário conseguiram manter índices de desemprego inferiores à média nacional, com exceção do Barreiro e Moita. Importa, nesta matéria, salientar os desafios que os concelhos enfrentam no domínio, não só da formação, qualificação e reconversão profissional de uma franja significativa de população desempregada (que detém níveis de escolaridade inferiores ao ensino secundário), mas também do aproveitamento do potencial de uma bolsa de população ativa (13%) com habilitações superiores que não está inserida no mercado de trabalho. Os níveis salariais praticados refletem a preponderância da Península nas dinâmicas económicas do país, com cerca de 65% dos trabalhadores a auferirem salários superiores ao patamar mediano nacional, ainda que essa proporção se tenha reduzido em relação a O concelho de Palmela é o que regista melhor desempenho, com mais de 70% dos trabalhadores com salários superiores ao salário mediano nacional, e os concelhos do Montijo, Moita, Almada e Sesimbra praticam níveis salariais tendencialmente mais baixos (menos de 50% dos trabalhadores recebem acima do salário mediano nacional). Importa destacar a franja da população que recebe menos de 60% do ganho mediano do país. Na Península manteve-se estável face a 2000 a proporção de trabalhadores que aufere remuneração inferior ao patamar de pobreza monetária, a mesma que no contexto nacional, apesar de uma diminuição dessa proporção em concelhos que partiram de uma base mais desfavorável em 2000 (Alcochete e Montijo). Salários médios praticados Salários médios praticados tendencialmente superiores à mediana nacional, sustentando um nível de vida que traduz uma evolução positiva, embora à custa de recuos nos níveis de produtividade Peso crescente do setor terciário na criação de riqueza (VAB) Um perfil de especialização produtiva onde sobressai a relevância do setor terciário, e em que se destaca o dinamismo industrial da Península de Setúbal 11

12 Setor Secundário Em relação ao setor secundário o destaque vai para as NUTS III Alentejo Litoral, seguida pelo Pinhal Litoral, Médio Tejo, Península de Setúbal, Oeste e Lezíria do Tejo, muito mais especializadas nas atividades relacionadas com a indústria, utilities e construção do que o perfil nacional. As principais manchas industriais da península, medidas pelo grau de localização de emprego neste setor estão em Palmela, Moita e Seixal, os únicos concelhos para os quais foi identificada especialização produtiva superior ao limiar nacional. 3º SETOR A consolidação do terceiro setor parece sugerir novas oportunidades indutoras de iniciativas empreendedoras de cariz social, com um contributo crescente para a criação de emprego qualificado, com reflexos positivos no desenvolvimento de novos modelos de resposta social, mais qualificados, flexíveis e inovadores e assentes numa nova lógica operacional que vai para além das abordagens meramente assistencialistas de combate à pobreza e à exclusão social que nortearam as estratégias de intervenção no passado. O ALENTEJO LITORAL A trajetória de crescimento do Alentejo Litoral, em termos de PIB per capita, revela uma divergência positiva face à média nacional, detendo um PIB per capita superior à média nacional e registando uma trajetória de crescimento superior ao crescimento médio nacional. Esta trajetória, entre 1995 e 2010, é marcada pela melhoria do posicionamento relativo da região no que se reporta à utilização dos recursos humanos e de manutenção da posição em termos de produtividade. A região regista uma variação do PIB per capita (46%), entre 2000 e 2010, claramente acima do referencial da NUT II Alentejo (31%) e do país (30,5%) e representa cerca de 1,3% do PIB nacional. Este trajeto, claramente acima da região onde se insere (NUT II Alentejo), bem como das restantes NUT III que compõe o Alentejo, deve-se à dinâmica associada à especialização produtiva e à atratividade exercida ao nível do emprego. O Alentejo Litoral capta 12,6% dos estabelecimentos empresariais da região do Alentejo e cerca de 13,6% do pessoal ao serviço. Sines destaca-se como o concelho que capta o maior número de estabelecimentos, seguido de Odemira. No primeiro caso, contribui, em particular, o tecido empresarial ligado ao setor da indústria química, mecânica e eletrónica, transporte e logística, serviços empresariais, administração pública e restauração. No segundo caso, destaca-se o peso do setor agrícola, hotelaria e restauração, administração pública e educação. 12

13 Do ponto de vista demográfico destaca-se a dinâmica de decréscimo populacional, entre o período intercensitário de 2001 e 2011 (-2,1%), com incidência em todos os concelhos do Alentejo Litoral, à exceção de Sines (4,9%), sendo de realçar a perda expressiva no concelho de Alcácer do Sal (-8,7%) e Santiago do Cacém (-4,9%). No que concerne às componentes de crescimento demográfico constata-se que o crescimento migratório (2,7%, entre 2001 e 2011) se consubstancia como a componente que mais favorece a dinâmica populacional, ao contrário do crescimento natural (-4,8%) que contribui, de forma expressiva, para o processo de despovoamento evidenciado. Ao nível das dinâmicas da coesão verifica-se que o Alentejo Litoral (37,8%) apresenta um índice de dependência de idosos alinhado com a NUT III Alentejo (30,8%) e superior ao referencial nacional (28,8%). A região depara-se com um conjunto de desafios estruturantes, de base social e económica, que se consubstanciam, no essencial, na necessidade de promover as bases da coesão social e o retrocesso da dinâmica de perda demográfica de que é alvo ao longo das últimas décadas. Do ponto de vista prospetivo afirma-se como essencial a constituição de condições que promovam a fixação e a atração de população, a partir de áreas tão fundamentais como o ensino e formação, turismo, agricultura, ambiente, saúde, serviços de apoio às empresas e desenvolvimento tecnológico. É essencial dotar o território de estruturas que garantam a cobertura das necessidades da população atual e igualmente dos fluxos demográficos que poderão vir a ocorrer considerando o desenvolvimento de investimentos em setores estruturantes para a região como o turismo, a agricultura, a indústria e a logística. A educação e a qualificação profissional ao longo da vida constituem-se como um dos principais desafios que se colocam à competitividade e à coesão territorial. O complexo industrial, logístico e portuário, e as empresas direta e indiretamente ligadas a este, são possuidoras de necessidades muito particulares do ponto de vista formativo. Sublinha-se, portanto, a necessidade de adequar a oferta de formação às necessidades do mercado de trabalho, processo cuja eficácia fica ainda aquém do desejável, não obstante a existência de uma rede de escolas técnico profissionais de qualidade. Neste contexto, importa destacar que a região é possuidora de uma rede de escolas profissionais como são o/a: Centro de Formação de Industria Metalúrgica e Eletromecânica, Escola Profissional de Odemira, Escola Profissional Desenvolvimento Rural de Grândola, a Escola Tecnológica do Litoral Alentejano e a Escola das Artes do Alentejo Litoral que promovem formação assente nas áreas da agricultura, turismo, artes, informática, energia, química, automação, mecânica, metalomecânica e eletromecânica. Em termos de ensino superior o Alentejo Litoral possui a Escola Superior de Tecnologia e Gestão Jean Piaget do Litoral 13

14 Alentejano, onde são lecionados cursos de licenciatura e de pós-graduação na área da segurança e higiene no trabalho e da indústria petrolífera, onde se destaca a licenciatura em Engenharia de Petróleos (ramo - refinação), única lecionada no país. De acordo com os indicadores analisados, constata-se que o acesso à educação tem-se vindo a alargar de um modo desequilibrado à população portuguesa. A taxa de abandono escolar precoce evoluiu favoravelmente nos últimos 12 anos, passando de 43,6% (2000) para 20,8% (2012), não obstante o país evidenciar, no contexto na Europa, uma das taxas mais elevadas nos 27 países. Particularmente no que se reporta ao Alentejo, verifica-se que a região passou de 44,9% para 19,4%, nos últimos 12 anos, ocupando a segunda posição no ranking das NUTS II com a taxa de abandono escolar precoce mais baixa. Uma análise mais fina, tendo presente o indicador da taxa de abandono escolar, permite constatar que os concelhos onde a dinâmica do abandono é mais significativa são Grândola (2,4%) e Alcácer do Sal (2,1%). No que concerne à taxa de insucesso escolar constata-se que Sines (13%) e Grândola (11%) evidenciam o valor mais elevado no conjunto dos quatro concelhos, valores acima do referencial do país. A região, em 2012, apresentava uma taxa de desemprego de 15,9%, valor ligeiramente acima do país (15,7%). No desemprego de longa duração constata-se que o Alentejo apresentava a taxa de 7,6% e ocupava o segundo lugar do ranking. Uma análise mais fina do desemprego, por concelho, permite constatar que o Alentejo Litoral apresentava, em 2012, um índice de desemprego 27 pontos percentuais abaixo do referencial nacional. O índice de desemprego mais baixo constatava-se em Grândola (54 pontos percentuais abaixo do país). Do ponto de vista das habilitações verifica-se que 61% da população desempregada possuía o ensino básico. Entre 2006 e 2012, constatou-se o aumento do desemprego em indivíduos com o ensino secundário (passou de 15% para 27%) e superior (de 5% para 8%) IGUALDADE Consta dos objetivos da Estratégia Europa 2020 o aumento para 75% (até 2020) da taxa de emprego nas faixas etárias entre os 20 e os 64 anos, e a redução em pelo menos 20 milhões do número de pessoas em risco ou em situação de pobreza. Estes objetivos nunca serão alcançados sem políticas de igualdade na participação das mulheres no mercado de trabalho e na vida pública. O parecer do Comité Económico e Social Europeu sobre o tema O emprego das mulheres e o crescimento (Parecer exploratório, 2013/C 341/02 de 21/11/2013) afirma: ( ) uma total 14

15 convergência das taxas de participação produziria um aumento de cerca de 12 % do PIB per capita até A UE e os Estados confrontam-se, pois, com o dever de abordarem o emprego das mulheres como uma necessidade económica e não mais como um tema de debate sobre igualdade, com o propósito de ser assegurado um desenvolvimento e crescimento sustentáveis e, ao mesmo tempo, fazer face aos desafios demográficos, sociais e ambientais. Ora, a igualdade entre homens e mulheres tem sido frequentemente encarada como um encargo e não como um investimento. O aumento da taxa de emprego das mulheres tem contribuído em grande medida para o crescimento ao longo dos últimos 50 anos. Não obstante, deve ainda salientar-se, que o trabalho não pago, que é essencialmente responsabilidade das mulheres (cuidados a ascendentes e descendentes, tarefas doméstica, entre outros ), continua a não ser considerado como um contributo para a economia. Portugal ainda apresenta, hoje em dia, elevados índices de diferenças de oportunidades entre mulheres e homens, quer no mercado de trabalho, quer na sociedade, quer mesmo na família. As mulheres, em média, ganham menos 17,9%, do que os homens; A diferença salarial aumenta à medida que a escolaridade e a qualificação profissional aumenta, sendo que nos cargos superiores as mulheres ganham em média menos 26,4%, do que os homens; A diferença salarial de género é ainda mais elevada no ganho, ou seja, face às retribuições variáveis para além da retribuição de base, atingindo 20,8%; As mulheres, apesar de representarem mais de 60% da população licenciada, continuam a ocupar os postos de trabalho menos qualificados e menos bem pagos; As mulheres ocupam apenas 9% dos cargos de administração executiva, sendo que no PSI 20, não há nenhuma mulher como CEO; Continua a existir segregação profissional entre homens e mulheres, com muitas mais mulheres a trabalharem nas áreas da educação e do cuidado e muitos mais homens nas áreas da gestão, economia, financeira, engenharia e informática; As áreas profissionais mais feminizadas são as mais mal pagas, enquanto as masculinizadas, são as mais bem pagas; As mulheres faltam muito mais ao trabalho do que os homens, sendo que o principal 15

16 motivo de ausência é a prestação de assistência à família; As mulheres são mais de 90% do total de utilizadores de mecanismos de jornada contínua e flexibilidade de horário; Apenas 25% dos pais trabalhadores partilham 3 dias de licença parental com as mães dos seus filhos; As mulheres gastam em média, mais 2 horas por dia do que os homens em trabalho doméstico não pago, média que aumenta exponencialmente durante o fim-desemana; As mulheres são as principais vítimas de assédio moral e sexual no local de trabalho. Os homens, em caso de divórcio e na falta de acordo sobre regulação do poder parental, são os que mais se veem privados de estar com os seus filhos. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA No ano de 2014, o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR registou um aumento significativo no que concerne ao crime de femícidio, consumado ou tentado, quando comparado com o ano civil transato, contabilizando um total de: 43 femicídios e 49 tentativas de femicídio. Quanto à análise por distritos, verifica-se que 7 dos 43 femicídios ocorreram no distrito de Setúbal, seguido dos distritos de Lisboa e Porto (5 crimes registados em cada distrito). Fazendo uma análise mais detalhada no que concerne à distribuição geográfica do femicídio por concelhos, verifica-se que o concelho do Seixal foi aquele que mais se destacou pela negativa, apresentando um total de 4 mulheres assassinadas. Partindo da análise dos dados dos femicídios recolhidos pelo OMA entre os anos 2004 a 2014 destaca-se que os distritos de Lisboa (88), Porto (54) e Setúbal (41) continuam a assumir taxas de incidência preocupantes perfazendo um total de 183 dos 399 femicídios praticados nesse período. 16

17 DEMOGRAFIA/NATALIDADE/IGUALDADE No contexto do conjunto de países que integravam a UE 15, Portugal em 1970, era um dos países com níveis de fecundidade dos mais altos. Contudo, a democratização dos meios contracetivos, a institucionalização do planeamento familiar e o acesso generalizado à educação, muito rapidamente alteraram esta realidade, e desde o início da década de 80, o limiar da reprodução de gerações (2,1 filhos) deixou de estar assegurado em Portugal. Atualmente, Portugal, é o país onde o número médio de filhos por mulher é dos mais baixos do mundo, cerca de 1.2. De acordo com dados da OCDE, ao longo das últimas décadas, é possível observar que existe uma divisão clara entre dois grupos de países, em que aqueles que apresentam taxas de fertilidade mais elevadas são também os que apresentam taxas de emprego feminino mais elevadas. De referir que Portugal, surge como um país outsider desta tendência, na medida em que apesar da taxa de mulheres no mercado de trabalho ser bastante elevada, a taxa de fertilidade é bastante baixa também. ALGUNS DADOS Qualificações/Emprego e Trabalho PENÍNSULA DE SETÚBAL Níveis de escolaridade elevados no contexto nacional (maior peso de população licenciada e de população ativa com ensino secundário completo face ao país); Insuficiência de quadros especializados de nível médio devida a menor proporção de alunos nas áreas tecnológicas do ensino superior e debilidades na oferta e procura de ensino profissional e tecnológico; Desajuste entre competências produzidas no sistema de ensino e necessidades das empresas; Decréscimo progressivo das situações de analfabetismo, hoje uma problemática residual; Nível médio de qualificação da mão-de-obra mais elevado que a média nacional. Elevada taxa de abandono precoce da educação e formação na região; Concentração de recursos humanos ativos desqualificados, que decorre da população com 15 ou mais anos sem nenhum nível de escolaridade; 17

18 Desajuste entre competências produzidas no sistema de ensino e necessidades das empresas; Participação em cursos profissionais no ensino secundário ainda insuficiente para garantir uma formação significativa de quadros médios especializados; Setor da pesca com níveis insuficientes de profissionalização, com lacunas de competências dos pescadores e dificuldades na transferência de conhecimento; Divergência negativa face ao país em termos de emprego registada pela Península de Setúbal, na relação da oferta de número satisfatório de postos de trabalho/capacidade de fixar a mãode-obra na região; Intensificação da fuga de quadros técnicos superiores; Elevada taxa de desemprego jovem; Dificuldades de ajustamento da economia obstam à utilização do potencial do capital humano da região, com aumento da emigração dos recursos humanos mais qualificados. O LITORAL ALENTEJANO Melhor capacidade de resistência à tendência de aumento do desemprego nos últimos anos e menor proporção de desempregados licenciados; Indicadores de abandono e insucesso escolar ligeiramente mais negativos que o padrão nacional; Baixa cobertura de equipamentos educativos (considerando, nomeadamente, as oportunidades de investimento estrangeiro que se podem constatar no contexto da Zona Industrial e Logística de Sines); Melhor capacidade de resistência à tendência de aumento do desemprego nos últimos anos e menor proporção de desempregados licenciados; Rede de escolas dirigidas para o ensino e formação profissional; Existência de redes e protocolos de colaboração entre entidades e empresas do Alentejo Litoral e os principais estabelecimentos de ensino superior da região; Aumento da taxa de desemprego; Despovoamento; 18

19 Dificuldade na fixação de população jovem atendendo à escassez de postos de trabalho qualificados (diretamente nas áreas não ligadas com o domínio da logística e da indústria). Demografia Capacidade de atração populacional a um ritmo que supera o referencial nacional, só superado pelas NUTSII da Madeira e do Algarve, resultado de um crescimento natural significativo e que é acompanhado por um aumento expressivo dos fluxos migratórios para a região; Índices de dependência total mais baixos face ao padrão nacional, que se traduzem num maior equilíbrio entre a população em idade ativa e não ativa; Intensificação do ritmo de envelhecimento pode colocar em causa o equilíbrio entre população em idade ativa e não ativa, com implicações negativas na disponibilidade de capital humano, na sustentação de massa crítica e na garantia de condições de criação de riqueza de forma sustentada; Elevada concentração populacional e dinâmicas demográficas mais favoráveis que as médias nacionais; Região atrativa para a população imigrante, concentrando aproximadamente metade da população estrangeira residente em Portugal, em 2011; Envelhecimento menos acentuado que no País; Decréscimo contínuo da taxa bruta de natalidade, embora ligeiramente superior à média nacional, e tendência de estabilização da fecundidade; Envelhecimento da população coloca pressões sobre a capacidade de resposta da rede de equipamentos sociais, em particular no apoio à 3ª idade com componentes de apoio ao envelhecimento ativo; Elevado índice de envelhecimento e reduzida taxa bruta de natalidade com consequências no défice de renovação das gerações; Redução dos fluxos migratórios internacionais indicia uma perda de atratividade da região; 19

20 VALORIZAR OS NOSSOS RECURSOS: As PESSOAS e o TERRITÓRIO VALORIZAR O TERRITÓRIO E OS RECURSOS NATURAIS O potencial estratégico do distrito de Setúbal deve ser valorizado a partir dos argumentos que lhe conferem força, vitalidade e protagonismo. A afirmação da região, a que não é alheia a proximidade, dinamismo dimensão e capitalidade da cidade de Lisboa, tem como componente fundamental a dimensão da sustentabilidade e ecologia conferida pelo património natural, componente que reforça o potencial do distrito de Setúbal. A PENÍNSULA de SETÚBAL A redescoberta da importância estratégica do Tejo, da sua bacia e do Atlântico, permitindo uma afirmação diferenciada num mundo globalizado e alterando, inclusive a centralização continental atual dos países do centro europeu, implica um reequilíbrio da posição do Distrito no contexto nacional e da sua organização territorial no referente quer à polarização das pessoas quer às atividades económicas. A riqueza do património natural sugere um maior aproveitamento do potencial turístico dos recursos paisagísticos e ambientais, assente numa estratégia regional em rede que possa promover de forma integrada os elementos diferenciadores da região e permita atrair novos fluxos turísticos relacionados com o turismo de natureza. Por outro lado, importa conceder prioridade ao desenvolvimento sustentável destes recursos, promovendo o equilíbrio do binómio valorização económica-preservação, desde logo apostando na resolução dos atuais passivos ambientais (solos contaminados pelas atividades industriais) e travando as pressões urbanísticas, naquilo que se prende com a ocupação de áreas vitais, na interrupção dos corredores ecológicos, na urbanização fragmentada e na edificação dispersa. 20

21 O Alentejo Litoral O Alentejo Litoral é um território dotado de um conjunto de recursos estratégicos essenciais para o desenvolvimento do processo de internacionalização do tecido produtivo, polarizado pela elevada importância do porto de Sines (entre os principais 25 da rede europeia), ao qual se agrega uma área logística e empresarial de relevo à escala nacional e ibérica. A existência de um conjunto de áreas estratégicas que importa robustecer, consolidar, qualificar e promover permitem a afirmação do Litoral Alentejano como um Pólo turístico de referência à escala nacional onde se destacam as lógicas associadas ao turismo sol/praia; turismo sénior; turismo de natureza; turismo cultural; turismo residencial; turismo de negócios/ náutico. No domínio dos recursos endógenos com elevado potencial de valorização ambiental, produtiva e de mercado existe um enorme potencial a que corresponde a agricultura, a hortofloricultura, a floresta, a pecuária, a pesca e a aquicultura. Coesão territorial A Área Metropolitana de Lisboa ocupa uma posição singular no espaço europeu. Capital política e cultural, grande Pólo turístico, com os principais recursos científicos e tecnológicos de Portugal, bem como de serviços avançados, a Região desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento socioeconómico e para a competitividade externa do país. A afirmação internacional como uma Região exportadora de serviços e produtos intensivos em inovação e criatividade é um desafio decorrente dessa responsabilidade. Em termos regionais, por forma a alcançar um desenvolvimento harmonioso do território, os projetos e as políticas deverão subordinar-se a uma visão policêntrica para a AML, aproveitando as especificidades dos ativos regionais a Interculturalidade, a prevalência de recursos naturais, a mão-de-obra qualificada, a rede de transportes, etc. No Alentejo Litoral, as lógicas estão associadas à definição de novas áreas de desenvolvimento urbano, empresarial, logístico e turístico, à estruturação dos níveis de expansão dos perímetros urbanos existentes, à definição das bolsas de solos com aptidão direta para o desenvolvimento agrícola e agroflorestal e à consolidação do esquema de acessibilidade rodoviário e ferroviário da região. 21

22 Favorecer uma utilização sustentável do território Preconiza-se que as intervenções públicas, ao nível da provisão de infraestruturas e equipamentos coletivos, evoluam do ciclo da cobertura para o ciclo da eficiência, qualidade e segurança dos serviços prestados. Deverá ser promovida a consolidação e competitividade das infraestruturas chave da conectividade internacional da Região portos, aeroportos, plataformas logísticas, telecomunicações e modos de transporte terrestre, articulados entre si e com a restante rede nacional e internacional. Deverão ser privilegiadas as operações de regeneração e de reabilitação urbana, tendo em conta a sua necessidade e o seu potencial para o desenvolvimento económico, social e urbanístico do Distrito. Em vários municípios estão em curso ou programados PMOT, nomeadamente planos de urbanização e planos de pormenor, cujo principal objetivo reside na recuperação urbanística de áreas afetadas por diversas disfunções, em particular as que resultaram de processos de crescimento urbano de génese ilegal. Gerir de forma integrada o património cultural e natural A simples defesa do património natural não deve ser a única vertente da valorização da base ecológica da região. Potenciar a diversidade dos recursos existentes para a criação de riqueza e emprego de forma sustentada, apostando na valorização da base ecológica, privilegia o desenvolvimento de uma gama alargada de atividades económicas, num quadro de atuação dentro dos limites estabelecidos de preservação e salvaguarda do património natural. Para além do seu extraordinário valor paisagístico e ambiental, quer o Estuário do Sado quer o Estuário do Tejo têm importantes valências económicas: para as atividades portuárias, para o transporte fluvial, para a reprodução piscícola e povoamento da faixa costeira, para o desenvolvimento da aquicultura (peixe, moluscos), salicultura e para a náutica de recreio. Torna-se imperativo um levantamento exaustivo das atividades e do seu valor económico, tendo em atenção a avaliação dos conflitos, os valores de uso alternativos e a definição de prioridades. Neste sentido, é urgente referenciar os potenciais usos alternativos das atividades 22

23 associadas aos estuários, determinando os valores de cada uma, para coordenar ações e estabelecer os níveis de incompatibilidade e exclusividade. Cidades Requalificação Urbana As dinâmicas necessárias para a afirmação da Região a par dos desafios constituídos pela Estratégia Europa 2020, enquadradora do atual Quadro de Apoio Comunitário, constituem uma oportunidade para a reconversão urbana de áreas obsoletas ao longo das margens do Estuário do Tejo, preservando-se território fora dos perímetros urbanos consolidados. Promover uma mobilidade urbana mais eficiente, sustentável e integrada, será uma oportunidade para desenvolver a rede de transportes públicos em sítio próprio que se assuma como a espinha dorsal da estruturação do território, ganhando competitividade face ao transporte individual e visando uma repartição modal mais equilibrada e eficiente. A existência de vias de comunicação que permitam uma fácil e rápida movimentação das cargas contentorizadas é um aspeto fundamental, conforme ocorre em muitos portos da Europa que, apesar de possuírem limitações do ponto de vista físico, nas suas perspetivas de expansão, apresentam uma relação bastante eficaz com o sistema de comunicações rodoviárias e ferroviárias exterior, nomeadamente no que concerne à rede transeuropeia de transporte (RTE-T), que se afirma decisivo para a sua rentabilidade, competitividade e crescimento no plano internacional. Políticas de habitação É prioritário implementar uma aposta forte e determinada na reabilitação urbana, tanto de edifícios, como do espaço público. Esta aposta incidirá prioritariamente nos centros históricos e em zonas urbanas ou periurbanas degradadas, carecidas de um esforço sério de requalificação e com um défice de equipamentos ou serviços essenciais. Mas a aposta na reabilitação urbana assumirá uma vocação universal, devendo sobretudo incidir na renovação do património edificado, tendo como objetivos: favorecer o repovoamento dos centros urbanos; melhorar a qualidade de vida de segmentos socioeconómicos fragilizados e em risco de exclusão; promover uma maior eficiência energética; e estimular o setor da construção civil, criando emprego numa área bastante afetada pela crise. 23

24 Regeneração Urbana e Bairros Críticos Portugal tem nas áreas urbanas críticas um importante desafio ao desenvolvimento e à coesão social, em resultado da forma como cresceram as cidades e de algumas insuficiências das políticas públicas de habitação, sendo as áreas metropolitanas locais de grande concentração humana e onde se estabeleceram grandes assimetrias na qualidade de vida dos cidadãos A Iniciativa Bairros Críticos, criada pelo Governo Socialista em 2005, foi um Programa Nacional coordenado pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P e um instrumento da Política de Cidades focalizado na temática áreas urbanas críticas. Esta iniciativa incidiu em três bairros das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto: Cova da Moura (Amadora - AML), Lagarteiro (Porto - AMP) e Vale da Amoreira (Moita - AML). Entendendo que as soluções de requalificação urbana deveriam ser abordadas de uma forma transversal adotou um sistema de governança assente em parcerias institucionais e locais, envolvendo oito Ministérios (Presidência; Ambiente do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional; Trabalho e Segurança Social; Administração Interna; Saúde; Educação; Cultura e Justiça) e mais de 90 entidades públicas e organizações/associações locais, com modelos de intervenção inovadores, em matéria de financiamento e de gestão de projeto. Foram estabelecidos 6 grandes princípios para desenvolver e experimentar novas formas de intervenção - Foco na inovação: promoção de espaço de inovação social, económica e tecnológica; Mobilização com base em projetos estruturantes: cada operação deve incluir projetos âncora com elevado potencial de mobilização dos moradores; Foco na reabilitação: as intervenções devem permitir a melhoria das condições de vida das pessoas; Coordenação estratégica e participação comunitária: cada operação deve ter uma forte liderança intersectorial e assegurar o papel da comunidade na sua conceção e implementação; Novas fontes de financiamento: as intervenções devem mobilizar também os recursos dos próprios moradores (iniciativa, trabalho, etc.) e apelar à mobilização de fundos privados no contexto de parcerias público-privado; Durabilidade de resultados: os projetos e os seus resultados devem prevalecer para além da intervenção. Em 2012, o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), obedecendo a orientações políticas do Governo PSD/CDS, deu por terminado o Programa Bairros Críticos, alegando falta de verbas e mostrando-se incapaz de prosseguir os seus objetivos, deixando projetos inacabados, populações desprotegidas e sem propor alternativas de intervenção para resolução dos problemas existentes. 24

25 Urge, assim, criar novos instrumentos de intervenção na regeneração/revitalização urbana que permitam dinamizar e dar resposta a questões críticas como: - Centros históricos e áreas centrais das cidades com perda de população, envelhecimento, desemprego, etc.,. Exemplos: em Setúbal (área urbana central/baixa, etc.,); Barreiro (área antiga central, etc.,). - Zonas de AUGI por legalizar, AIRU e Urbanizações Inacabadas (forte degradação infraestrutural e por regularizar) - Bairros de realojamento com características sociais específicas. Exemplos: Barreiro (Quinta dos Chícharos; Quinta da Princesa); Almada (Pica-Pau Amarelo, Bairro do Campo da Bola, etc.,); Setúbal (Bela Vista, Bairro Azul, etc.,); Seixal (Quinta da Princesa, Jamaica, etc.,); Moita: (Vale da Amoreira) Cidades Criativas O PS reconhece a importância das indústrias culturais e criativas para a dinamização da atividade económica e para a criação de emprego promovendo políticas transversais que potenciem sinergias entre sectores relevantes como o do turismo ou da construção (reabilitação, recuperação e restauro do património). É de primordial importância dar acesso alargado à sua fruição, e assegurando a sua transmissão às gerações futuras. As indústrias criativas são consideradas importantes para o desenvolvimento económico e social, podendo contribuir para o reforço da competitividade das regiões, sendo de destacar: A sua relação com o Turismo - o número de turistas culturais tem vindo a crescer, o que num país com vasto património histórico e arquitetónico, constitui uma oportunidade para a criação de destinos turísticos únicos, designadamente associados a experiências criativas com forte componente interativa; O impacte das indústrias criativas, do turismo cultural e do marketing cultural na dinamização, regeneração económica, na regeneração urbana (arquitetura), na competitividade e projeção internacional dos centros históricos e das cidades; A existência de uma classe de pessoas criativas, com espírito empreendedor, com competências, informação, conhecimento e talento capazes de potenciar a inovação e aposta na tecnologia; O contributo das indústrias criativas para a criação de produtos com características distintas e valor acrescentado, que os possam tornar competitivos, alguns dos quais em setores relevantes para a economia nacional, como o mobiliário ou as indústrias dos têxteis, vestuário 25

26 e calçado, onde o design, as marcas e a publicidade assumem um papel cada vez mais significativo. Cidades Inteligentes Fruto do reconhecimento de que as cidades podem desempenhar um papel central na criação de emprego e no crescimento, o PS deverá prever e incentivar intervenções integradas de desenvolvimento urbano sustentável geridas pelas cidades que respondam aos desafios energético-ambientais da atualidade: menos poluição, mais eficiência energética, maior produção renovável de energia, menos emissões de CO2, melhor mobilidade, mais emprego, mais inclusão com a aproximação dos cidadãos, aumentando a sua participação com recurso às novas tecnologias e, por último, na alavancagem de investimento privado e de novas formas de negócio nas cidades, com base na informação gerada pela aplicação das soluções integradas. A operacionalização desta estratégia passa pela integração de componentes de regeneração e revitalização urbana, nomeadamente por via da mobilização das prioridades de investimento destinadas à redução das emissões de CO2 e promoção de sistemas de mobilidade urbana mais sustentáveis, à melhoria do ambiente urbano e da revitalização das cidades, mais focalizada em intervenções que visem a qualificação do espaço público e do edificado (incluindo habitação), como forma de melhorar o ambiente urbano, e à reabilitação e regeneração física, económica e social das comunidades e das zonas urbanas desfavorecidas, mais centrada em intervenções integradas com componente física, económica e social, nomeadamente em bairros sociais ou outras áreas urbanas onde residam comunidades desfavorecidas. Energia A próxima década será de grande transformação nas formas de exploração, aproveitamento e utilização de energia. Sendo incontroversa a insustentabilidade da atual fonte predominante de energia utilizada, de base fóssil, assiste-se a uma aceleração na investigação e desenvolvimento, assim como na adoção e implementação, de novas tecnologias que estão gradualmente a substituir as tradicionais. Fenómenos como a transição dos transportes para modo elétrico, o aproveitamento em larga escala de energia eólica e solar, e a crescente descentralização da produção de energia, possível devido à emergência das chamadas smart grids, estão a transformar decisivamente o panorama energético mundial. 26

27 Paralelamente, a tomada de consciência das consequências ambientais do nosso atual modelo de desenvolvimento traduz-se numa oportunidade sem paralelo para a implementação e aproveitamento de sistemas de mobilidade e transporte mais eficientes, como o automóvel elétrico, a ferrovia de alta velocidade, ou os modos suaves, assim como na adoção generalizada de práticas arquitetónicas e urbanísticas compatíveis com edifícios mais eficientes, e formas organização espacial compatíveis com menores necessidades de deslocações pendulares diárias. Energias renováveis Investimento adequadamente canalizado pode continuar a aprofundar a liderança tecnológica do país em sectores chave como o aproveitamento de energia eólica ou a mobilidade elétrica, mas também noutros ainda emergentes, como geração de energia solar, das ondas e geotérmica de baixa entalpia, com profundas consequências na transformação da economia do país para um modelo assente em criação e exportação de tecnologia com alto valor acrescentado. Mar A extensa Frente Atlântica do Distrito de Setúbal permite a concretização da aposta no futuro de desenvolvimento do país, assente numa estratégia a médio e longo prazos, dirigida à prospeção e exploração dos novos espaços e recursos, sustentada no conhecimento científico e no desenvolvimento tecnológico e visando dar corpo a um tecido empresarial de base tecnológica que tenha como centro da sua atividade o mar. A posição Atlântica da AML e a extensão e riqueza dos seus estuários constituem vantagens competitivas específicas no que respeita à economia do mar, que devem ser valorizadas tendo em vista o desenvolvimento sustentável da Região. É urgente, neste caso, um reordenamento do espaço marítimo e fluvial, para coordenar e articular as múltiplas atividades económicas aqui desenvolvidas, no sentido de assegurar a sua compatibilização: turismo, energia, transportes marítimos e fluviais, aquicultura, pesca e exploração dos leitos marinhos, assegurando a integridade estrutural e funcional e consequente sustentabilidade dos ecossistemas marinhos e ribeirinhos. O investimento em I&D e o alargamento e promoção das atividades económicas que utilizam os recursos do mar e dos estuários do Tejo e do Sado, são 27

28 condições fundamentais para reforçar a competitividade internacional da AML, que terá igualmente reflexo nas opções e políticas de ordenamento do território e de conservação da natureza. Igualmente, importa consolidar as atividades marítimas tradicionais (pesca, transformação do pescado, aquicultura, indústria naval, turismo, náutica de recreio) e valorizar a posição estratégica de Portugal no Atlântico. Deverão ser acautelados esforços ligados com a qualificação e ordenamento dos espaços ligados com a rede de portos de pesca da região, no sentido de qualificar de otimizar a oferta, contribuindo, ainda, para a coesão das comunidades piscatórias. O Alentejo Litoral deverá procurar aproveitar o mar enquanto recurso económico fundamental, nomeadamente para o desenvolvimento da atividade piscatória, da aquicultura, da construção naval (desporto e recreio) e da energia eólica. A extensa costa oferece condições ótimas para a captura de pescado, bem como para o desenvolvimento de espaços de produção de aquicultura controlada, sendo, ainda, um recurso fundamental para a afirmação da marca gastronómica do Alentejo Litoral, em torno do peixe fresco. Uso sustentável do mar e dos seus recursos O desenvolvimento do polo económico de Sines é portador de um significado estratégico que se amplia a toda a sub-região e região do Alentejo, promovendo a criação de um conjunto de oportunidades ligadas com o domínio da empregabilidade e da captação de serviços transversais de apoio às empresas instaladas no complexo. Neste contexto, deve-se sublinhar o impacte global do polo económico e a dinâmica de polarização que este detém no que se reporta aos territórios de génese rural e de baixa densidade. O mar como ativo estratégico A região detém ainda outro conjunto de potencialidades ligadas com o desenvolvimento da investigação científica, em particular no que se refere à preservação dos recursos ambientais, paisagísticos e marinhos, podendo-se afirmar como um polo de conhecimento científico. 28

29 Valorização da orla costeira A orla costeira é um elemento marcante da identidade regional com elevada sensibilidade ecológica e paisagística que deverá ser equacionada numa perspetiva integrada e valorizada no âmbito do planeamento e das várias decisões sobre a ocupação e uso do solo, promovendo-se nestes espaços a salvaguarda e promoção da paisagem, dos recursos e valores naturais, e a gestão dos riscos em articulação com a sua utilização e fruição pela população. Impõe-se explorar as interações terra-mar, visando transformar a orla costeira numa região marítima de referência internacional, em termos de qualidade e inovação; recuperar e valorizar o património natural e cultural das comunidades ribeirinhas; dinamizar, em moldes sustentáveis, a pesca e a aquacultura. Espaços rurais e florestal Promover o desenvolvimento rural A Península de Setúbal Na designada unidade Nascente Agroflorestal apresenta-se, uma forte componente florestal e agrária. No que respeita à primeira, trata-se de uma ocupação relativamente homogénea, assente, no essencial, num típico montado de sobro, que todavia já apresenta intrusões significativas de áreas de exploração agrícola intensiva de regadio. As principais manchas agrícolas localizam-se a sul, sendo dominadas pelo cultivo da vinha, quer em explorações de pequena e muito pequena dimensão, quer em explorações bem dimensionadas e mesmo de grande dimensão. A produção vinícola é de excelente qualidade e a produtividade é elevada. A componente exportadora é significativa no contexto nacional. Assim, deverão ser reforçados os mecanismos conducentes à proteção total da vinha nesta unidade. Parcialmente integrada na ZPE / SIC do Estuário do Tejo, esta unidade possui, além de um importante valor agrícola e florestal, uma dimensão ecológica muito forte, decorrente da convergência de vários elementos relevantes: montado de sobro, proteção que proporciona ao aquífero, condições que oferece à avifauna em termos de habitat e do interesse paisagístico que, de um modo geral, possui. É através desta unidade que se estabelece a ligação ecológica dos Estuários do Tejo e do Sado, uma das ligações estruturantes da Rede Ecológica Metropolitana. A componente florestal deverá ser vigorosamente preservada, devendo ser criadas condições para a sua manutenção e valorização nas vertentes ambiental e económica. As áreas agrícolas têm características diferenciadas, que importa valorizar globalmente no sentido de uma sustentabilidade económica, 29

30 particularmente sensível quando a propriedade é de menores dimensões. Neste quadro, importa controlar o povoamento disperso e salvaguardar a produção agrícola, tendo como base alguns núcleos, como Foros do Trapo e Faias, a Norte e Poceirão, Lagameças, Lau, Cajados e Algeruz, a Sul. A norte importa estabelecer articulações com o espaço urbano de Samora Correia/Porto Alto. A sul, a área de Pegões apresenta cruzamentos de redes viárias (ferro e rodo) com alguma expressão em termos de localização industrial e a sua acessibilidade será reforçada com a execução do IC11, que se articula com o IP1 e com a Linha do Norte na área do Carregado/Castanheira do Ribatejo, com o IC3 em Samora Correia/ Benavente, com o IC13 em Santo Estêvão e com a Linha do Sul-Alentejo. Esta área possui ainda uma boa ligação ao porto de Setúbal, reunindo, assim, as condições para se constituir como polo de articulação sul da AML com o sul do país e, sobretudo, com o eixo Vendas Novas-Montemor-Évora, prolongandose para Badajoz e Madrid. Pegões, na fronteira com o Alentejo, poderá, ainda, na sequência de um processo de ordenamento articulado com o PROT Alentejo, constituir o centro ordenador de um território vasto, entre Vendas Novas e as polarizações mais periféricas da Península de Setúbal. O Alentejo Litoral O sector primário é um sector fulcral no contexto da estrutura económica regional. Para além da função produtiva, desempenha ainda uma importante função no âmbito do ordenamento do território, da coesão social e da salvaguarda do ambiente e do património cultural. A construção do perímetro de rega do rio Mira e da Barragem de Santa Clara a Velha deslocaram para o litoral da região a oportunidade de desenvolvimento do sector. O regadio, a pecuária e o montado de sobro e, em menor escala, a pesca, a silvicultura e outras atividades de exploração florestal para além da cortiça, são elementos fundamentais no sector primário da economia do litoral alentejano, desempenhando um papel fundamental na sustentabilidade e animação das comunidades locais. A atividade agrícola praticada no Litoral Alentejano caracteriza-se pela coexistência de duas realidades: (i) prática de uma agricultura familiar/ tradicional em que a componente de comercialização é exígua, mais presente no interior e (ii) uma componente de agricultura intensiva, tecnologicamente avançada, alguma da qual exportadora, mais presente no litoral. Já se regista no Alentejo um amplo leque de produtos agrícolas com denominações protegidas, o que facilita a sua penetração no mercado e a sua internacionalização, potenciada pela proximidade à AML. O desenvolvimento da agricultura biológica já praticada na região é uma das vias para valorizar o segmento de produções agrícolas com potencial diferenciador. O aproveitamento do potencial existente no sector primário (pecuária, re- 30

31 gadio e silvicultura, nomeadamente) impõe, numa ótica de maior retenção do valor acrescentado da região, uma forte aposta na agroindústria, seguindo-se o caminho de produções que já beneficiam de reconhecimento internacional como a vitivinícola e a oleica. Fomentar uma gestão sustentável das florestas O concelho de Grândola tem uma economia local extremamente ligada à cortiça, sendo a mesma classificada como uma das cortiças de melhor qualidade em todo o mundo. Tal como no resto do país, assiste-se a um declínio acentuado e até ao momento irreversível do montado, cuja causa parece ser a infeção com um pseudo-fungo do solo, Phytophthora cinnamomi, que penetra as raízes mais finas e as coloniza impedindo a entrada de água na planta que acaba por morrer desidratada. Este fungo também foi isolado em árvores sem sintomas, o que sugere que as plantas que ficam doentes são sujeitas a algum tipo de stress, como mobilizações do solo em que há corte de raízes, sobre-pastoreio, poluição, seca extrema, ou zonas de má drenagem. Os estudos que têm vindo a ser feitos e os sobreiros que têm sido monitorizados, mostram que a árvore consegue viver com a presença do patogénio, mas que basta um pequeno desequilíbrio fisiológico para que a doença se instale e seja irreversível. Acresce outra doença, a cobrilha do sobreiro, que pode atacar a cortiça e outra que ataca a folha, causadoras também de grandes perdas. Quanto aos pinheiros bravos, o nemátodo da madeira do pinheiro, o Bursaphelencus xylophilus e o seu vetor o insecto Monochamus galloprovincialis são responsáveis por grandes perdas de árvores. Atratividade do território Atividade turística A promoção e desenvolvimento de uma vocação turística coerente encontra, na Península de Setúbal, um território de excelência para efetivar o potencial turístico que se reconhece à região e que encontra continuidade no Alentejo Litoral sendo argumento de robustecimento de um perfil de igual atratividade residencial num território onde se localizam importantes áreas de atividade económica. O desenvolvimento de políticas públicas ativas poderão contribuir para a preservação e 31

32 valorização do património natural a par da promoção de sistemas infraestruturais de proteção e mitigação de fenómenos ambientais extremos. Deve apostar-se na valorização do potencial turístico da costa atlântica da Península de Setúbal, bem como na valorização dos estuários do Tejo e Sado, como força motora da dinamização dos serviços dirigidos a produtos turísticos mais sólidos, que garantam emprego e criação de riqueza. Também importa desenvolver a criação de espaços de lazer e fruição da natureza, melhorando as condições para o desenvolvimento de atividades onde se destacam as rotas vitivinícolas, a criação de espaços de lazer e fruição da natureza, melhorando as condições para o desenvolvimento de atividades ligadas à náutica de recreio, à gastronomia, às artes e à cultura ribeirinhas. De realçar, de igual modo, o potencial ligado ao turismo de saúde, de negócios, eventos, industrial, equestre, etc. Já no Alentejo Litoral, possuidor de uma marca forte e de um conjunto de potencialidades inequívocas ligadas ao desenvolvimento da atividade turística e à visitação, o seu território é detentor de um conjunto alargado de recursos de excelência, essencialmente inseridos na lógica ambiental e paisagística, que permitem afirmar novas formas, de caráter inovador e diferenciador, de turismo sustentável, tais como: as atividades náuticas de mar, rios e barragens, a fruição da paisagem, da biodiversidade e dos espaços protegidos, a fruição do património cultural, o acesso a vivências e produtos agrícolas de qualidade e a um calendário de eventos que possui uma marca forte à escala nacional. Esta região evidencia, igualmente, desafios associados ao desenvolvimento e consolidação do turismo de base residencial e à definição de um conjunto de apostas associadas com os produtos golfe, o enoturismo e o turismo equestre, ligados aos aspetos diferenciadores do território. Valorização dos nossos recursos O polo económico de Sines deve procurar afirmar-se como elemento de reforço da abertura e diversificação de atividades, atraindo investimentos e empresas, competências e serviços e residentes que permitam uma nova articulação entre funções locais, regionais, nacionais e internacionais, portadora dos canais de criação de riqueza e de aumento da produtividade necessários para estabilizar os ciclos de crescimento, gerando empregos a um ritmo bem mais elevado. O conjunto de polos espaciais de grande competitividade da região, que possuem uma forte 32

33 relação com as lógicas associadas à procura externa - nomeadamente: o polo económico de Sines, as áreas de desenvolvimento turístico de base residencial e as áreas de produção agrícola e agroflorestal exigem, no contexto da sua consolidação, a criação de uma rede de acessibilidades, ligada aos modos rodoviário e ferroviário, competitiva e de grande qualidade que garanta às empresas interessadas em investir e se localizar no Alentejo Litoral, níveis de serviço e de acesso verdadeiramente atrativos. Coesão Territorial O património cultural e natural O distrito de Setúbal é constituído por um Património histórico, religioso, cultural e arquitetónico singular e distintivo e com uma grande potencial de valorização económica no âmbito do turismo que constituem argumentos de visitação relevantes à escala internacional, começando pelo Santuário do Cristo Rei em Almada que promove por si só o turismo religioso, a arquitetura manuelina do Convento de Jesus em Setúbal, os bairros históricos, as ruinas de Miróbriga ou do Creiro como vestígios de ocupação romana, até aos castelos e fortalezas que marcam Setúbal como território estratégico e reconhecido desde sempre. Da mesma forma, são fortes os argumentos de Setúbal nos produtos culturais e naturais, desde as suas magníficas praias e serras que já são reconhecidas em território nacional e internacional. O distrito de Setúbal possui uma riqueza ao nível da biodiversidade que se traduz num elevado nº de áreas protegidas das quais se destacam: Reserva Natural do Estuário do Tejo, no limite norte do distrito de Setúbal Reserva Natural do Estuário do Sado, abrangendo os concelhos de Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola e Palmela Parque Natural da Arrábida, na cadeia montanhosa da serra da Arrábida A manutenção da biodiversidade, da riqueza natural e do património geológico, bem como a valorização da paisagem, aliada à sua proximidade de Lisboa, traduz-se em condições únicas para um desenvolvimento de atividades associadas ao turismo da natureza. A orla costeira e os estuários do Tejo e do Sado constituem um acervo estratégico para o desenvolvimento e a afirmação de uma gama alargada de atividades relacionadas com a economia do mar (energias renováveis, reprodução piscícola, aquacultura, salicultura, náutica de recreio e lazer), que podem encontrar na interpenetração entre o património natural e a 33

34 economia do conhecimento um mecanismo indutor de inovação e diferenciação capaz de aumentar a competitividade da região nestas atividades. A riqueza do património natural do distrito sugere um maior aproveitamento do potencial turístico dos recursos paisagísticos e ambientais, assente numa estratégia regional em rede que promova de forma integrada os elementos diferenciadores da região e permita atrair novos fluxos turísticos relacionados com o turismo de natureza. A localização privilegiada do distrito de Setúbal, com uma situação de cruzamento central no eixo atlântico (confluência de três continentes) e periférica relativamente à Europa, que lhe confere um posicionamento de singular cosmopolitismo, permite-lhe reforçar o posicionamento como destino turístico e cultural privilegiado e que exigem o estabelecimento de parcerias sinérgicas que associem a cultura, o património e o turismo; Com vista à preservação do património e da paisagem, bem como à sua valorização económica numa perspetiva de desenvolvimento sustentável, é necessário: Implementar uma gestão integrada do património, que assegure a sua proteção, valorização e qualificação, de forma compatível com o desenvolvimento das atividades humanas que promovem a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos; Reduzir a vulnerabilidade destes recursos e das populações nele instaladas, nomeadamente a vulnerabilidade face aos riscos naturais e aos que podem advir das alterações climáticas. Acentuar a força patrimonial e cultural passa por promover uma oferta mais atrativa, robusta e apelativa em tornos dos seus patrimónios clássicos e por promover a estruturação de novos patrimónios e experiências culturais até agora insuficientemente explorados e que respondam às tendências do perfil dos turistas potencialmente atraídos para visitar, enquanto região turística mais alargada. As estratégias territoriais desenhadas para o distrito podem beneficiar com um recentramento em torno do património natural que sempre existiu - estuários, rios e serras - e raras vezes foi potenciado na história recente, sobretudo como alavanca para um desenvolvimento sustentável, porém com viabilidade económica. 34

35 Destaque para a concentração e fixação relevante de agentes culturais, de polos de empresas criativas, de espaços para criadores e eventos, bem como a capacidade de atração de turistas no subsetor. São necessárias Iniciativas dirigidas à estruturação dos mecanismos de articulação em rede do património arquitetónico e cultural da região e que atuem na interpenetração das dimensões do binómio natureza/ecologia e do binómio património/cultura, conferindo a cada uma das margens a reciprocidade das suas forças. Preservação do Património É necessário acentuar a força patrimonial e cultural da região provendo um mecanismo duplo de promoção da atratividade da região, dirigida aos seus residentes e aos seus potenciais visitantes e turistas, que também permite viabilizar o amadurecimento de um sistema de produção criativa, auto alimentado pelo dinamismo de uma cidade capital europeia onde existe público e mercado para a produção artística, cultural e de conteúdos. Património, cultura e ecologia Importa valorizar o património ambiental, histórico e cultural da costa atlântica, da frente ribeirinha, dos parques naturais e dos centros históricos. Deve existir uma definição técnica à escala regional, dos graus de prioridade, e respetivos níveis de exigência implícitos, à ativação de mecanismos regionais de proteção, conservação e salvaguarda do património natural e classificado da região, com assunção das respetivas implicações, incluindo a repartição de custos de investimentos, O desenvolvimento dos mecanismos de prevenção e proteção do património natural e histórico devem concorrer para a criação de uma resposta regional ágil e flexível aos riscos ambientais, tanto os sísmicos como os que decorrem das alterações climáticas. 35

36 2º PILAR MODERNIZAR O TECIDO EMPRESARIAL, O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As opções estratégicas de base económica para a AML orbitam em torno dos vetores que refletem as vantagens competitivas regionais e as dinâmicas de crescimento. Falamos dos polos especializados de serviços e I&D, dos transportes e logística; do conhecimento / investigação, inovação e indústrias criativas; da economia do mar; e do aprofundamento da terciarização e exportação de serviços, nomeadamente através do apoio ao desenvolvimento dos clusters emergentes da saúde e do turismo. Em sintonia com as opções de base económica, deve responder-se aos quatro imperativos que são hoje consensuais no conceito abrangente de Desenvolvimento Sustentável Competitividade, Sustentabilidade Ambiental, Equidade e Governabilidade. O conjunto de polos espaciais de grande competitividade da região, que possuem uma forte relação com as lógicas associadas à procura externa - nomeadamente: o polo económico de Sines, as áreas de desenvolvimento turístico de base residencial e as áreas de produção agrícola e agroflorestal exigem, no contexto da sua consolidação, a criação de uma rede de acessibilidades, ligada aos modos rodoviário e ferroviário, competitiva e de grande qualidade que garanta às empresas interessadas em investir e se localizar no Alentejo Litoral, níveis de serviço e de acesso verdadeiramente atrativos. O Alentejo Litoral deve construir a sua estratégia ligada com a valorização dos seus recursos endógenos, afirmando-se como um player, de grande relevo, para o desenvolvimento de produtos agrícolas, hortofrutícolas, florestais, da pecuária, pesca e aquicultura, pugnando pelo correto ordenamento e proteção dos seus valores naturais, dos territórios do interior e de baixa densidade e conjugando as formas de produção com a conservação da natureza. Paralelamente, a região é detentora de um conjunto de aspetos fundamentais ligados com: a existência de espaço suficiente para o desenvolvimento de novas unidades de produção, condições topográficas favoráveis, em boa parte do território, para o desenvolvimento de novas produções ligadas a processos inovadores (por exemplo: de hidroponia) e possui uma enorme vantagem associada à disponibilidade e ao valor nutricional dos recursos hídricos disponíveis. 36

37 Considerando o valor e o potencial associado aos recursos produtivos do Alentejo Litoral é essencial promover esforços no sentido de otimizar as diversas produções, apostando na criação e organização das fileiras de produção, tornando-as mais competitivas, no desenvolvimento de esforços que permitam promover a cooperação entre os produtores, permitindo ganhos de escala e de negociação, no desenvolvimento de processos de certificação, tendo em vista promover a diferenciação face a produtos concorrentes e facilitar o acesso a novos mercados de atuação. Alentejo Litoral Constata-se a necessidade de investir em duas áreas fundamentais: a educação e qualificação de recursos enquanto domínios essenciais associados ao desenvolvimento social e dos recursos humanos, permitindo à região promover a existência de uma bolsa de recursos que garanta as necessidades das empresas locais, nomeadamente aquelas ligadas com as atividades petroquímicas, logísticas, portuárias, turísticas, animação e agricultura, com integração de processos de inovação. Neste âmbito é importante projetar equipamentos (por exemplo uma escola internacional) que garantam uma cobertura direcionada para novas famílias que escolham o Alentejo Litoral como local de residência, em particular, de agregados que se sintam motivados a se fixar pelas oportunidades de emprego, por exemplo dados pelas empresas do polo económico de Sines, e pelo modo e estilo de vida, assente em lógicas de segurança, conforto e tranquilidade. Particularmente no que concerne à qualificação de recursos é essencial o desenvolvimento de programas de reconversão de ativos, direcionando a população em situação de desemprego para novas atividades e setores de atuação. A ótica associada a um conjunto de novas oportunidades de desenvolvimento setorial da região, nomeadamente ligada com processos de produção agrícola com integração e inovação e o do desenvolvimento turístico, permitem promover um conjunto de oportunidades para uma franja significativa da população. A outra área de investimento é a saúde domínio fundamental associado à qualidade de vida e à proteção social que se considera decisiva, não só para os residentes, mas, também, para os turistas/ visitantes que, para além do acesso a um serviço fundamental, podem igualmente usufruir de serviços/ programas ligadas com o domínio do turismo de saúde, sobretudo canalizado para uma população sénior que potencialmente procura o Alentejo Litoral. 37

38 Competitividade, inovação e empreendedorismo A Grande Lisboa manteve o primeiro lugar no índice de competitividade entre 2006 e 2009, apesar de um ligeiro recuo no seu score, enquanto a Península de Setúbal melhora o seu nível de competitividade (6.º para 5.º) - onde se pretende captar o potencial de cada sub-região para um bom desempenho (em termos de recursos humanos, ou que respeita a infraestruturas físicas), o grau de eficiência na trajetória seguida (medido pelos perfis educacional, profissional, empresarial e produtivo) e, finalmente, a eficácia na geração e atração de riqueza e na capacidade demonstrada pelo tecido empresarial para competir no contexto internacional. Força: Liderança da Grande Lisboa no índice de competitividade regional e melhoria do desempenho da Península de Setúbal que ocupa o quinto lugar no contexto das NUTSIII do país. Especialização produtiva regional assente num conjunto de setores diversificados e em fatores avançados de competitividade que alavancam um conjunto de atividades dos setores automóvel, aeronáutico e eletrónica, beneficiando do efeito de aglomeração e de interação de competências industriais e tecnológicas existentes. 38

39 Oportunidade: Reequilíbrio da evolução positiva do índice de desenvolvimento regional, que beneficiou da melhoria em termos de competitividade e coesão mas sacrificou o equilíbrio ambiental. A AML apresenta-se como território de localização privilegiada de equipamentos e infraestruturas logísticas do sistema de transportes e de internacionalização fundamentais para a internacionalização da economia portuguesa, aos quais se colocam desafios de dimensão razoável à sua sustentabilidade e competitividade: Os portos de Lisboa e Setúbal têm vindo a registar um crescimento moderado de tráfego, com alguma perda ao nível das mercadorias e um aumento dos fluxos turísticos de cruzeiros em Lisboa. No entanto, são evidentes as debilidades na ligação destas infraestruturas às plataformas logísticas e à rede ferroviária e ligação internacional, bem como os condicionamentos ao crescimento na margem Norte do Porto de Lisboa que introduz um desafio à sua capacidade de resposta às pressões causadas pelo aumento do tráfego; O Aeroporto da Portela encontra-se próximo do nível máximo de operação; A rede ferroviária de ligação internacional carece de reforço, modernização e melhoria na interoperabilidade nas ligações à Europa, no sentido de aproximar a região e o país às dinâmicas económicas e sociais europeias. Os fracos níveis de colaboração que se verificam entre as universidades, empresas e centros tecnológicos nos domínios da investigação, transferência de tecnologia e partilha de conhecimento sugerem que se estabeleça como prioridade a estruturação de um sistema de inovação regional, devidamente articulado, que seja capaz de promover o envolvimento dos diferentes agentes (empresariais, institucionais, sociais) em dinâmicas de cooperação que permitam alavancar a competitividade das empresas por via da inovação e/ou da internacionalização. Na AML existe um conjunto de Parques Tecnológicos que, não obstante os progressos obtidos, apresentam dificuldades de colaboração institucional e de aproximação às reais necessidades das empresas, fundamentalmente no que se prende com a prestação de serviços avançados, que não se coadunam com as dinâmicas e exigências globais. Neste sentido, a promoção de um modelo de organização dos parques que privilegie o reconhecimento das competências atuais, promova a especialização e a colaboração num quadro mais alargado onde se incluam as empresas e as instituições de ensino superior será fundamental para o desenvolvimento de 39

40 produtos, processos e modelos de negócio mais competitivos capazes de gerar emprego e criar riqueza na região. O crescimento inteligente está alicerçado na capacidade dos sistemas de inovação regionais, numa lógica de cooperação suficientemente alargada (de atores) e abrangente (áreas de saber), promoverem a incorporação de conhecimento e criação de dinâmicas de inovação que, de forma pragmática, cheguem aos mercados e permitam reforçar, num contexto exigente de globalização, a competitividade regional. Neste domínio, a AML, apesar dos desafios de especialização e qualificação que se colocam de forma constante às empresas, instituições científicas e tecnológicas e à população em geral, garante um posicionamento favorável à escala nacional, corroborada pelos 54% de projetos de investimento em ID&T (investigação e desenvolvimento tecnológico) no total de projetos aprovados pelos sistemas de incentivos ao investimento das empresas, uma parcela que supera as restantes NUTS II do país e onde se destacam os concelhos do Barreiro (99%), Vila Franca de Xira (93%), Oeiras (76%), Moita (73%), Mafra (66%), Almada (64%), Amadora (63%) e Lisboa (58%). A dimensão média dos projetos atinge os 600 mil euros, tornando Lisboa a única região do país onde a dimensão média dos projetos de ID&T ultrapassa a dimensão média do total dos projetos aprovados (ao que não será alheio o peso mais expressivo destes projetos do que o verificado nas outras regiões). O tempo do ciclo será, muito provavelmente, um tempo de recuperação lenta de uma crise profunda, um tempo no qual a renovação dos paradigmas de competitividade e coesão territorial, económica e social nas sociedades portuguesa e europeia terão que ressurgir, um tempo de reequilíbrio entre as funções do Estado e o papel da iniciativa privada e um tempo de reorientação da economia portuguesa para a conceção, produção distribuição de bens e serviços transacionáveis, apoiada em novas dinâmicas de comércio e do investimento internacional, mas, também, num sentido de uma reindustrialização inteligente. O ciclo será, seguramente, um tempo de valorização do território na formulação das políticas públicas mais diretamente vocacionadas para a promoção da competitividade e, da coesão territorial e social, se nesse sentido houver vontade e políticas públicas assertivas. A melhoria do desempenho energético na AML e a criação de contextos funcionalmente mais densos e conectados assume grande importância para a promoção da competitividade económica, tanto mais que, nas últimas décadas, tem aumentado a dispersão das atividades económicas, as disfuncionalidades no sistema logístico e uma crescente segregação entre os espaços residenciais e económicos, contribuindo para a perda de vitalidade das centralidades tradicionais. Sem contar com a exceção patenteada pela capacidade exportadora de algumas unidades industriais existentes na Península de Setúbal, não existem, ainda, na AML polos de 40

41 especialização que tenham suficiente nitidez e pujança, verificando-se alguma desarticulação na cadeia de valor. O planeamento e gestão estratégica de base territorial é um instrumento crucial no fomento da competitividade, da coesão e da afirmação dos territórios, pré-condições para a promoção de um desenvolvimento económico e social sustentado. A complexidade resultante da interação de fatores de índole variada (nomeadamente, globalização, demografia, ambiente, ordenamento, atratividade residencial e empresarial) coloca novos desafios que pressupõem decisões no presente com indubitável impacto no futuro. A visão subjacente é a de construir uma força equilibrada de serviços especializados em articulação com uma especialização produtiva que incorpora atividades associadas à valorização dos recursos endógenos, como a terra e o mar, à valorização do conhecimento e da investigação, como na saúde, na engenharia, em segmentos das fileiras química e metálica e no material de transporte, e à valorização do património e da cultura, como fatores imateriais de competitividade alimentados pela criatividade. A concretização destes objetivos está alinhada com os objetivos temáticos da Política de Coesão Europeia de reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação, de reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas e dos sectores agrícola, das pescas e da aquicultura, de proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos, e de promover o emprego e a mobilidade laboral e de investir no ensino, nas competências e na aprendizagem ao longo da vida. O crescimento inteligente deve ser alicerçado na capacidade dos sistemas de inovação regionais, numa lógica de cooperação suficientemente alargada (de atores) e abrangente (áreas de saber), promoverem a incorporação de conhecimento e criação de dinâmicas de inovação que, de forma pragmática, cheguem aos mercados e permitam reforçar, num contexto exigente de globalização, a competitividade regional. A AML polariza, à escala nacional, o coração do dinamismo em termos de ambiente propício à criatividade e da conjugação de condições orientadas para a inovação. Para tal contribuem os níveis de qualificação da mão-de-obra (mais de um quarto da população possui um diploma de ensino superior) e a afetação da população ativa às atividades de I&D (cerca de 2%), mas que se torna imperativo reforçar num quadro global cada vez mais volátil e exigente, que recomenda que se ultrapassem um conjunto de obstáculos estruturais que ainda condicionam a capacidade de inovação e internacionalização da região. Com efeito, pelo facto do eixo de relação Sines-Badajoz ser fundamental, foi desenvolvida a Rede Urbana para a Competitividade e Inovação, designada por Corredor Azul, que se define como um instrumento de política pública, inserido nas Redes Urbanas para a Competitividade 41

42 de Inovação (RUCI), cujo objetivo principal passa pela constituição de uma rede urbana com dimensão crítica capaz de desenvolver novas funções e atrair atividades inovadoras, em particular, no que se reporta à rede urbana que interliga a denominada fachada atlântica com o Alentejo Central/ Alto Alentejo e a respetiva ligação com Elvas/ Badajoz (nomeadamente face à relevância da plataforma logística Elvas/ Caia), Madrid e à europa central. Quanto à consolidação do sistema regional de inovação e competência destaca-se a relação mais imediata entre as oportunidades de desenvolvimento associados ao tecido empresarial que envolve o polo económico de Sines, enquanto plataforma de fixação de empresas de dimensão relevante à escala nacional e internacional, em particular nos domínios da indústria petroquímica e da logística. Por outro, a função relevante associada ao desenvolvimento agrícola, hidroagrícola e da eficiência energética onde se detetam um conjunto de oportunidades ligadas ao desenvolvimento de investigação e inovação em torno de novos produtos e de novas empresas (na lógica start up). Os processos de afirmação competitiva de Lisboa nas áreas da cultura e criatividade devem ser promovidos numa lógica estruturada, que incentive a afirmação da região de Lisboa como polo de concentração privilegiada de atividades empresariais nos domínios da cultura, criatividade, turismo e serviços de suporte ao turismo, lazer e suporte ao consumo, enquanto motores de inovação e internacionalização Força: Existência de programas, estratégias e linhas de financiamento em matéria de inovação. Oportunidade: Condições de base para fazer desenvolver o sistema de inovação regional, orientado para a transferência de tecnologia que sirva os interesses do tecido empresarial. Os desafios que se colocam a toda a Área Metropolitana de Lisboa, e com mais acuidade no território da Península de Setúbal, enquanto polo de localização de atividades produtivas, prendem-se com a estruturação de um novo impulso de crescimento económico, dirigido por princípios de diferenciação, inovação e incorporação de conhecimento nos processos produtivos, que conduzam a maiores níveis de criação de riqueza e sustentabilidade da sua base empresarial. Importa conferir aos empresários, argumentos que sustentem uma atratividade mais robusta do território à localização empresarial, e que facilitem o upgrade da estrutura produtiva da região em direção a atividades mais geradoras de valor acrescentado. Estes argumentos prendem-se com o robustecimento, na região, de mecanismos sistémicos de articulação e funcionamento próximo, entre as entidades do sistema educativo e formativo, as entidades do sistema universitário, científico e tecnológico, e as entidades representativas do universo empresarial e comercial. 42

43 Dinâmicas sustentadas de inovação/ criação de produtos diferenciados O empreendedorismo, por outro lado, pode beneficiar desses projetos inovadores e induzir ainda mais inovação. O resultado é um ciclo virtuoso de criação de emprego e de valor inovador para a economia. Empreendedorismo sénior Quanto mais radical e inovador é o empreendedorismo privado, mais importante é o papel do Estado na criação de mecanismos capazes de incentivar a iniciativa, reduzir a incerteza e criar confiança e estabilidade de expectativas junto de quem investe. Apostar na melhoria da qualidade de vida, com os olhos postos no futuro e os pés assentes na capacidade de inovação, prestando atenção ao impacto que novas tecnologias vão ter em todo o ciclo de vida dos produtos e na prestação de serviços, será, portanto, uma tripla aposta de sucesso para desenvolver uma economia competitiva e melhorar as condições de atratividade do nosso território. Para promover o empreendedorismo de base tecnológica é importante criar redes de identificação de projetos inovadores de elevado potencial empresarial desenvolvido nas instituições de ensino superior, de doutorandos com perfil empreendedor, e promover novos mecanismos de financiamento como sejam, por exemplo, as bolsas de ignição para investigadores e o capital de risco para prova de conceito. 43

44 MODERNIZAR O ESTADO O ESTADO TEM DE SER INOVADOR PARA PODER FAZER MAIS E MELHOR SEM DESPERDÍCIO DE RECURSOS. O Estado não serve somente para assegurar a defesa, as relações externas, a ordem pública, a justiça, o direito de propriedade e a liberdade dos contratos, como pretendem os defensores de um Estado mínimo. Cabe ao Estado um papel promotor do desenvolvimento, do investimento e da inovação, e compete-lhe proteger os direitos e liberdades fundamentais, defender o interesse público face a interesses individuais ou corporativos, garantir os direitos sociais e regular a economia, enfim, assegurar as bases de uma sociedade mais livre, mais desenvolvida e mais justa. A grande crise financeira de 2008 veio, aliás, mostrar as desvantagens da ausência de meios de intervenção e de regulação económica do Estado. Assim, a uma constante tentativa de privatização do Estado e alienação das suas funções, deve responder-se com a sua modernização e simplificação, centrando-o nas áreas de valor acrescentado para cidadãos e empresas. Ao Estado compete não só assegurar fornecimento de bens ou a prestação de serviços públicos, mas também salvaguardar o interesse público em sectores estratégicos da economia, o que, além do mais, facilita a eficácia da sua função como regulador. O governo PSD/CDS revelou um constante preconceito em relação ao Estado e ao setor público, preferindo a via da privatização, da redução dos serviços públicos estratégicos e centrais do Estado e da diminuição da sua massa crítica e dos seus quadros. Tal resulta de uma visão do papel do setor público assente no preconceito de que os privados são mais competentes e eficazes do que o Estado. O PS tem uma visão diferente. Casos recentes demonstraram que o Estado não pode alienar a sua função essencial e estratégica em vários domínios, sob pena de o País poder perder importantes ativos. O PS defende um Estado forte, inteligente e moderno que deve estar presente para melhorar a qualidade da democracia, a Defesa Nacional, para assegurar a liberdade e a segurança, para agilizar a justiça, para assegurar uma regulação eficaz. Igualmente, um Estado forte, inteligente e moderno exige uma nova forma de governar, uma ação decisiva em favor da descentralização, de procedimentos simplificados, de inovação e de digitalização. 44

45 SEGURANÇA As ameaças e os riscos à segurança são cada vez mais globais, diversificados, complexos e sofisticados. É o que se passa com o tráfico de pessoas, de armas e de droga, o terrorismo, o cibercrime e a moderna criminalidade económico-financeira. Novas ameaças e novos riscos implicam uma orientação estratégica bem definida e conduzida de modo coerente, por uma política assente num sistema de segurança interna adequadamente coordenado, eficaz e operativo. Também a melhoria da eficiência da proteção civil e do socorro e a promoção da segurança rodoviária devem estar no cerne das políticas distritais, otimizando os recursos e garantindo uma eficaz articulação dos agentes, aos vários níveis. JUSTIÇA A política do governo PSD/CDS na área da Justiça foi caracterizada por cinco fatores negativos. Em primeiro lugar, pela total incapacidade de governar sem ser em violação da Constituição. Em segundo lugar, pelo constante desrespeito pelos direitos fundamentais, com intervenções legislativas pouco aceitáveis num Estado de Direito moderno. Em terceiro lugar, por uma ausência de orientação política, preferindo-se seguir a via das grandes reformas legislativas de códigos sem opção política clara e estruturada. Depois, em quarto lugar, pela incapacidade e incompetência na preparação de medidas políticas, bem refletida no colapso do CITIUS e na montagem apressada do mapa judiciário, com tribunais instalados em contentores. Por último, o governo PSD/CDS esqueceu os cidadãos e as empresas enquanto utentes dos serviços de Justiça, preferindo antes uma governação apenas centrada nas profissões jurídicas. Os cidadãos e as empresas não estão satisfeitos com o serviço público de justiça que têm. Essa insatisfação resulta, essencialmente, do facto de considerarem a resposta judicial excessivamente lenta, responsabilizando o congestionamento dos tribunais por esse facto. Por seu turno, os atores judiciários afirmam, reiteradamente, que esse congestionamento resulta da procura crescente, associada à falta de meios. DESCENTRALIZAÇÃO E PROXIMIDADE A existência de diversos níveis e subníveis de governação demonstra uma complexa divisão administrativa do território, em que muitas vezes se denota a falta de atores a determinada escala territorial e outras vezes se verifica a sua sobreposição, retratando uma máquina administrativa pesada e improdutiva, com prejuízos para os cidadãos e a sociedade em geral. É importante simplificar e otimizar esta organização. 45

46 O distrito de Setúbal conta com duas regiões distintas a península de setúbal, integrada na NUT II AML; e os quatro concelhos do sul, integrados na NUT II, Alentejo. Estas duas unidades territoriais correspondem às NUT III da Península de Setúbal e do Litoral Alentejano. A descoincidência entre a unidade territorial distrito e as unidades territoriais correspondentes às classificações das NUT criam, em termos de serviços, fundos, políticas setoriais enormes desigualdades e desajustamentos pouco percetíveis para as populações. Urge implementar a reforma da administração regional a partir do que já existe, ou seja, das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). O processo de descentralização territorial passa pelas autarquias locais. A recente fusão/agregação de freguesias foi uma oportunidade perdida de uma reforma consensual que reforçasse as competências, os meios e a dimensão das freguesias, que deveria ter resultado de um impulso participativo das próprias autarquias. Não questionando o princípio da racionalização do mapa das freguesias, importa corrigir os erros cometidos e que se verificam no distrito. Há que reforçar e aprofundar a autonomia local, apostando no incremento da legitimação das autarquias e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), abrindo portas à desejada transferência de competências do Estado para órgãos mais próximos das pessoas. Essa descentralização deve basear-se no princípio da subsidiariedade e tendo sempre em conta o melhor interesse dos cidadãos e das empresas que necessitam de uma resposta ágil e adequada por parte da Administração Pública, apostando numa rede generalizada de serviços públicos de proximidade. No entanto, qualquer reforma neste âmbito apenas poderá ser concretizada com a adequada atribuição de recursos que permita o pleno exercício das novas competências a transferir. A transferência de competências para órgãos com maior proximidade deve ser acompanhada de uma maior legitimidade democrática desses órgãos. 46

47 3º PILAR INVESTIR NA CULTURA A Cultura é um pilar essencial da Democracia, da identidade regional, da inovação e do desenvolvimento sustentado. A criação e fruição culturais, a preservação, a expansão e divulgação do nosso património material e imaterial e a assunção da Cultura como fator essencial de inovação, qualificação e competitividade são aspetos fundamentais no distrito. Sendo uma área transversal, assume relevo na educação e formação, no emprego, no desenvolvimento regional, no turismo e comércio. A PENÍNSULA DE SETÚBAL O património e a cultura são forças indutoras do reforço da atratividade do território e da fixação de pessoas. No contexto da AML, revela-se de extraordinária importância a afirmação das duas margens pela interpenetração entre património, cultura e ecologia. Acentuar a força patrimonial e cultural da península passa por promover uma oferta mais atrativa, robusta e apelativa em tornos dos seus patrimónios clássicos e por promover a estruturação de novos patrimónios e experiências culturais até agora insuficientemente explorados e que respondam às tendências do perfil dos turistas potencialmente atraídos para visitar Lisboa, enquanto cidade capital europeia e enquanto região turística mais alargada. Estes objetivos ambiciosos para a península viabilizam um outro objetivo, o de aumentar a capacidade de sustentar emprego em novas atividades, modernas e intensivas na utilização de conhecimento e tecnologia. Desta forma, potencia-se o amadurecimento de um sistema de produção criativa, autoalimentado pelo dinamismo de uma cidade capital europeia onde existe público e mercado para sustentar mais emprego afeto à produção artística, cultural e de conteúdos. A península apresenta uma oferta de equipamentos culturais e desportivos, alguns com dimensão internacional e boa experiência na organização de eventos. Por outro lado, regista-se uma concentração relevante de agentes culturais, de polos de empresas criativas, de espaços para criadores e eventos, bem como da capacidade de atração de turistas no subsector do património cultural e artístico. O crescente dinamismo da produção e da procura cultural, induzido pelo aumento da rede de equipamentos e infraestruturas artísticas, permitem perspetivar uma dinâmica de 47

48 programação e distribuição em rede que favoreça o distrito. Contudo, ainda persistem assimetrias na cobertura territorial da rede de equipamentos culturais a ter em conta. A rentabilização do ambiente cosmopolita e massa crítica com capacidade de atração de talentos e desenvolvimento de atividades que conjuguem de forma virtuosa a valorização do património, a criação artística e cultural, o lazer, o turismo e as vivências urbanas são fatores marcantes para o desenvolvimento distrital. Devem, aliás, otimizar-se os elementos históricos e culturais para a criação e afirmação de marcas distritais nos mercados internacionais e aproveitar o número crescente de grandes eventos em Lisboa, na produção cultural, para gerar efeitos sistémicos positivos para toda a região. O ALENTEJO LITORAL O Alentejo Litoral é possuidor de uma marca forte e de um conjunto de potencialidades inequívocas ligadas ao desenvolvimento da atividade turística e à visitação. A afirmação e o robustecimento da marca turística Alentejo Litoral afirma-se como um pilar central na estratégia de desenvolvimento, procurando relacionar-se, desde logo, com a região do Alentejo, pelos fatores associados à identidade e aos valores históricos (de forma mais direta e imediata), mas também, com a AML, facto que introduz uma lógica de cross-selling e de proximidade, e, ainda, com a região do Algarve, considerando, desde logo, a relação existente a partir de rotas turísticas e com o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, assente em modelos de desenvolvimento turístico de pequena escala e fortemente integrados com a matriz territorial. No domínio do património e cultura do Litoral Alentejano existem quatro vetores chave: património histórico (urbano monumental), património de arte sacra, património etnográfico, património natural. Importa tratar os elementos identitários enquanto complexo de atividades com a capacidade para gerar riqueza e emprego e contribuir para as indústrias criativas e da cultura. 48

49 INVESTIR NA CIÊNCIA Reforçar a qualificação avançada do potencial humano significa aumentar o potencial de modernização da sociedade e da economia. Passa por valorizar o mérito e a competência científica e tecnológica através de programas que reforcem a formação avançada de recursos humanos, aumentem a expectativa de empregabilidade de jovens mestres e doutorados em todos os setores de atividade e atraiam recursos humanos qualificados para Portugal. Formação exigente na ciência As instituições do sistema científico e tecnológico do distrito são as incubadoras das ideias e projetos que qualificam a atividade científica nacional nas suas diferentes dimensões. O seu regular funcionamento, num quadro de maior autonomia e diversidade, é uma garantia de melhores resultados e mais prestígio. Durante a próxima década será necessário capacitar as instituições nacionais com os instrumentos necessários à sua modernização. Os fracos níveis de colaboração que se verificam entre as universidades, empresas e centros tecnológicos nos domínios da investigação, transferência de tecnologia e partilha de conhecimento sugerem que se estabeleça como prioridade a estruturação de um sistema de inovação regional, devidamente articulado, que seja capaz de promover o envolvimento dos diferentes agentes (empresariais, institucionais, sociais) em dinâmicas de cooperação que permitam alavancar a competitividade das empresas por via da inovação e/ou da internacionalização. Na AML existe um conjunto de Parques Tecnológicos que, não obstante os progressos obtidos, apresentam dificuldades de colaboração institucional e de aproximação às reais necessidades das empresas, fundamentalmente no que se prende com a prestação de serviços avançados, que não se coadunam com as dinâmicas e exigências globais. Neste sentido, a promoção de um modelo de organização dos parques que privilegie o reconhecimento das competências atuais, promova a especialização e a colaboração num quadro mais alargado onde se incluam as empresas e as instituições de ensino superior será fundamental para o desenvolvimento de produtos, processos e modelos de negócio mais competitivos capazes de gerar emprego e criar riqueza na região. 49

50 Afirmação de parques específicos de articulação entre universidades/empresas e entre inovação/criatividade, como catalisadoras de acolhimento empresarial de elevado valor acrescentado. A elevada densidade populacional e empresarial existente na AML conferem à região um conjunto de desafios significativos na organização da logística de suporte ao abastecimento das famílias e das unidades empresariais da região. A própria intensificação das trocas implícitas à atividade produtiva, com o aumento das trocas intermédias, introduz desafios crescentes onde ganha terreno a promoção de mecanismos de otimização dos canais de circulação, abastecimento e logística da região. Os desafios que se colocam a toda a Área Metropolitana de Lisboa, e com mais acuidade no território da Península de Setúbal, enquanto polo de localização de atividades produtivas, prendem-se com a estruturação de um novo impulso de crescimento económico, dirigido por princípios de diferenciação, inovação e incorporação de conhecimento nos processos produtivos, que conduzam a maiores níveis de criação de riqueza e sustentabilidade da sua base empresarial. I A Região AML é a que tem um maior volume de despesas em I&D no total do PIB (2,3%) e de recursos humanos afetos a I&D (1,8% da população ativa), com um perfil diversificado de atividades e forte espírito empresarial nos setores de alta e média tecnologia, por outro lado a região do Alentejo, neste âmbito, destaca-se a necessidade de promover as lógicas associadas ao empreendedorismo no sentido de potenciar a afirmação de novas empresas, a criação de iniciativas inovadoras e de caráter diferenciador, que dialoguem como a rede de estabelecimentos de I&D e potenciem a articulação entre empresas. A componente associada à formação é igualmente fundamental tendo em vista o desenvolvimento de ações dirigidas para a rede de empresas existente, permitindo capacitar, estruturar e modernizar o tecido produtivo local. O património de conhecimento científico que se adquiriu ao longo das últimas décadas é um dos maiores ativos de que a sociedade portuguesa dispõe para responder aos desafios sociais, económicos e ambientais da próxima década. Deve, por isso, ser preservado e reforçado. 50

51 4º PILAR REFORÇAR A COESÃO SOCIAL REFORÇAR A SOLIDARIEDADE SOCIAL Reforçar a coesão social implica combater a pobreza, procurando reduzi-la ou mesmo erradicá-la, diminuir as desigualdades e garantir a todos e todas os direitos sociais. A globalização financeira e económica não cessa de acentuar a desigualdade na distribuição de riqueza e rendimentos tanto ao nível internacional como nacional, tendência que se agravou com a crise de 2008 e a falta de políticas compensadoras adequadas. Também por isso, Portugal é hoje um país bastante mais desigual do que antes, onde há mais pessoas pobres e há pobres ainda mais pobres. A génese de tal agravamento está no pensamento neoliberal vigente, segundo o qual as desigualdades económicas e sociais, por mais profundas que sejam, são o resultado inevitável de diferenças de capacidades e de oportunidades. Além de um problema político e moral, a desigualdade excessiva é também um problema económico, na medida em que afasta segmentos significativos da população da participação na economia e no mercado. A desigualdade excessiva é corrosiva para a justiça e para a coesão social. Se for duradoura e não for combatida eficazmente gera sentimentos de frustração e de deslegitimação social das instituições políticas e do Estado. É precisamente em períodos de crise que as políticas sociais são mais necessárias, por constituírem um estabilizador automático que assegura um mínimo de coesão social indispensável ao funcionamento da nossa sociedade. A situação de emergência social em que Portugal se encontra exige uma nova visão do país e um novo contrato social que reconstrua a confiança entre os portugueses e o Estado O balanço de três anos de políticas de empobrecimento é hoje claro: i) a inversão do ciclo de redução das desigualdades e da pobreza que Portugal vinha trilhando nos anos anteriores; ii) o aumento da exclusão social e do risco de pobreza, principalmente nas crianças e nos jovens; 51

52 iii) o agravamento das desigualdades sociais. Ao mesmo tempo, verificou-se um recuo generalizado das políticas sociais, bem expresso na redução do número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção, precisamente num período em que a medida seria mais urgente. Os retrocessos a que o país assiste nos últimos anos têm a sua expressão mais visível e alarmante no aumento da pobreza e das desigualdades sociais. Em 2012, 24,8% das pessoas vivia com um rendimento inferior a 468 euros, rendimento que em 2009 era considerado o limiar de pobreza em Portugal. Entre 2009 e 2012, mais de pessoas passaram a viver abaixo deste limiar, alcançando os 2,5 milhões de mulheres, homens e crianças. Também nas desigualdades se aprofundam as assimetrias que durante anos vinham sendo reduzidas de forma consistente e sustentada. Em 2012, os rendimentos dos 20% mais ricos passaram a ser 6 vezes superiores aos dos 20% mais pobres (era 5,8 em 2011), enquanto os 10% que mais ganham têm rendimentos 10,7 vezes mais altos que os 10% com rendimento mais baixo (era 9,2 em 2009). A incidência da pobreza nas crianças e nos jovens passou de 22,4% em 2009 para 24,4% em 2012, ou seja, mais de crianças e jovens encontram-se em risco de pobreza. Verificou-se um recuo generalizado das políticas sociais, com um agravamento nas condições de acesso às prestações sociais não contributivas, tendo sido dificultado, deste modo, o acesso àquelas que são as principais prestações sociais de combate à pobreza. Esta realidade está bem expressa na redução dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção para menos (cerca de 35%), precisamente num período em que a medida mais seria necessária. Quanto à proteção aos mais novos, mais de crianças e jovens perderam o abono de família, enquanto no apoio aos idosos mais pobres, deixou de ser atribuído Complemento Solidário para Idosos a mais de beneficiários (menos 26,5%). 52

53 O Distrito de Setúbal O combate aos fenómenos de pobreza persistente e de exclusão social requer uma articulação entre um conjunto de políticas e programas que incluam o emprego, a ação social, a educação, a saúde, a economia, a habitação, a luta contra dependências e o urbanismo. Perante este quadro multifacetado de exigências de atuação, e em complementaridade com as políticas nacionais, a intervenção social só será eficaz e eficiente mediante uma linha de atuação territorializada, de forma a assegurar a integração concertada das políticas referidas, devidamente adaptadas a diagnóstico social da região que inclua os problemas e eixos de intervenção prioritários, as medidas e instrumentos locais e/ou regionais e os critérios de boa governação. A mobilização da sociedade civil, mais premente na atual conjuntura socioeconómica, para um envolvimento mais efetivo na intervenção social assume uma particular relevância, designadamente ao nível das organizações da economia social (cooperativas, mutualidades, IPSS, misericórdias, associações de habitantes, associações de voluntariado, associações juvenis e de terceira idade, microcrédito, etc.). O aumento da oferta de equipamentos coletivos permitiu melhorar a capacidade de resposta da região às necessidades das diferentes camadas da população, no entanto, observam-se assimetrias na cobertura territorial que sugerem a refuncionalização de equipamentos já existentes e que se encontram subaproveitados, bem como a definição de um eventual modelo de especialização concelhia, equacionado no quadro de uma estratégia integrada regional que promova a eficiência coletiva, como forma de melhorar a qualidade de vida e aumentar a coesão social. Nos equipamentos orientados para a infância (creches), os mais de 30 mil lugares que a região disponibilizava, em 2011, garantiam apenas uma taxa de cobertura inferior a 30%, a que a tendência de aumento da oferta de equipamentos verificada ainda não responde de forma satisfatória. A melhoria dos níveis de resposta à franja mais envelhecida da população apresenta-se como um desafio ao Distrito, mais premente na atual conjuntura económica que faz emergir a necessidade de respostas ágeis e diferenciadas para a prestação de cuidados a esta franja da população, num cenário em que as taxas de cobertura de lares, centros de dia e apoio domiciliário se situam em cerca de 20%. 53

54 O domínio da inclusão e coesão social consubstancia um dos principais desafios dos territórios de baixa densidade, onde as lógicas ligadas com a proximidade e a assistência são mais complexas. A conjuntura económica e social que o país vive tem conduzido a um conjunto de dificuldades prementes que os cidadãos e as famílias enfrentam dia-a-dia no acesso a bens e serviços, à educação, à saúde e ao emprego. Destaca-se o papel importante que a rede de organismos/ entidades ligadas ao domínio da inclusão e coesão social possuem no território do Alentejo Litoral considerando, em particular, o flagelo do desemprego, da pobreza e do envelhecimento populacional, traços que reforçam a necessidade de apostar, de forma contínua, na criação de empresas e serviços ligados à economia social. Outro aspeto que resulta das especificidades demográficas e da geografia física do Alentejo Litoral, advém do potencial de desenvolvimento do turismo de saúde, nomeadamente dos mercados do Norte da Europa. Com o aumento da esperança média de vida e do índice de longevidade, a diminuição da taxa de natalidade e a manutenção do índice de fecundidade colocam-se novos problemas e desafios no contexto presente e futuro do ponto de vista económico e social. Com efeito, um dos traços mais marcantes da dinâmica demográfica nacional prende-se com o fenómeno do envelhecimento populacional, particularmente visível na região do Alentejo Litoral. Nas últimas décadas observou-se o aumento exponencial do número de idosos. Se no ano de 2001 a percentagem de jovens (com idade compreendida até 15 anos) era de 16% e a de idosos (com idade igual ou superior a 65 anos) de 16,4%, no ano de 2011 verifica-se que a população idosa corresponde já a 19% da população total. Neste âmbito o fenómeno do envelhecimento é particularmente expressivo no território do Alentejo Litoral: a população jovem corresponde a 12,9% e a população idosa a 23,9% da população total, valores claramente acima do referencial nacional. À exceção de Sines (onde a percentagem de idosos é inferior ao país), todos os concelhos revelam valores acima de 23,5% de população idosa, dinâmica motivada pela quebra das componentes natural e migratória. 54

55 REFORÇAR O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é uma das maiores conquistas do Estado Social. Gerou ganhos em saúde de nível Europeu, aumentou a qualidade de vida dos portugueses e abateu muitas das desigualdades. 35 anos após a sua criação, apesar do formidável sucesso e amplo consenso que regista, o SNS enfrenta desafios difíceis: uma esperança de vida aos 65 anos com qualidade inferior à da maioria dos países europeus, aumento do peso de doenças crónicas que impõem prevenção secundária dispendiosa e prolongado custo terapêutico e dificuldades crescentes no seu financiamento. A sua sustentabilidade financeira começou a ser posta em causa ainda antes da crise, devido ao envelhecimento da população, à crescente complexidade tecnológica dos cuidados e às perdas de eficiência do seu funcionamento. Ao longo dos últimos três anos, os meios públicos foram reduzidos, cidadãos e famílias são chamados a contribuir em percentagem anormalmente elevada e a falta de clarificação nas relações público-privado mantém ou agrava as ineficiências do setor público, alimentando um mercado privado florescente. O Governo conseguiu levar o SNS a gastar menos, mas nem sempre a gastar melhor, tendo-lhe faltado visão estratégica e capacidade para executar as reformas que se impõem. A salvaguarda do SNS, não apenas no que toca à garantia dos seus princípios fundamentais um SNS universal, geral e tendencialmente gratuito, como no que diz respeito à garantia da sua capacidade de desempenho constitui, por isso, um dos mais árduos desafios da próxima década, sendo um verdadeiro teste à determinação política na defesa do Estado Social. O Sistema Nacional de Saúde está organizado por regiões de saúde. O distrito de Setúbal tem, pela organização do seu território, a particularidade de possuir duas realidades distintas - a península de Setúbal e o litoral Alentejano. A península pertence à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto o litoral Alentejano pertence à Administração Regional de Saúde do Alentejo. A Região de Lisboa e Vale do Tejo possuía, em 2011, uma população residente de habitantes, mais 5,3% do que em 2001, sendo que 27,9% desta população reside na Península 55

56 de Setúbal. Os municípios com maior densidade populacional são os de Seixal, Almada e Setúbal. Relativamente a Centros de Saúde, verifica-se que na península de Setúbal estão 29,6% dos Centros de Saúde e 35,5% de Extensões dos Centros de Saúde da ARSLVT. Verifica-se que as unidades hospitalares da península de Setúbal têm revelado continuados riscos de rutura de serviços. A portaria 82/2014 veio retirar valências e especialidades aos Centros Hospitalares de Setúbal e Barreiro, concentrando-as no Hospital Garcia de Orta, já por si em rutura, uma vez que foi planeado para servir utentes e na realidade serve mais de Relativamente ao Litoral Alentejano, A ULSLA EPE foi criada em 31 de Outubro, pelo Decreto- Lei nº238/2012 serve uma população de cerca de pessoas dos 5 concelhos-grândola, Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Sines e Odemira. Engloba o Hospital do Litoral Alentejano e o ACES do Alentejo Litoral, com 50 unidades de cuidados primários entre Centros de Saúde e extensões. O hospital está sensivelmente à mesma distância de Lisboa e Évora e bastante mais próximo de Setúbal. A ULSLA EPE tem uma dotação orçamental muito deficitária, a 2ª menor do país per capita (529 /utente). Valor muito reduzido que não acautela a sazonalidade crescente de uma região com turismo nacional e internacional. Quanto a recursos humanos, no Litoral Alentejano, A ULSLA EPE tem o menor rácio de médicos e enfermeiros por habitantes de todas as ULSs do país, na vertente de cuidados hospitalares- 2,74, enquanto a média do Alentejo é de 3,75. Se considerarmos apenas o rácio de médicos, é de 0,54, enquanto no Alentejo é de 0,98. O rácio de enfermeiros é de 2,2, enquanto no Alentejo é de 2,77 (71 médicos efetivos e contratação de 15 médicos cubanos, enquanto o quadro deveria ter 186 médicos). Nos cuidados primários, o rácio de médicos e enfermeiros é de 2,43, o de médicos é de 0,96 e de enfermeiros é de 0,96. 56

57 Verifica-se neste Hospital que os doentes oncológicos sujeitos a radioterapia, em ciclos normais de 3 dias/semana com 5 minutos de tratamento/dia, passam esses dias em pensões longe da família, em grande parte devido a deslocações a Évora. Estabelecendo um paralelismo com a península de Setúbal, verifica-se que não há Unidades de Saúde Familiar no Litoral Alentejano, onde o forte carácter rural e disperso aconselharia várias USF de pequena dimensão. Está em construção o novo Centro de Saúde de Sines e a extensão de VN Milfontes deverá (ou terá) de se iniciar com brevidade. Há um SUB s em Alcácer do Sal. Destaque, ainda, para a situação de Troia que sendo concelho de Grândola e estando completamente voltada para o turismo, vê a sua população aumentar exponencialmente durante a época do verão. Contudo, está afeta a um hospital incapaz de dar resposta adequada a tal vaga de procura. Observam-se no distrito lacunas no que diz respeito aos cuidados paliativos e continuados, bem como as respostas sociais para pessoas portadoras de deficiências. 57

58 FONTES DE FINANCIAMENTO IDENTIFICADAS No quadro da Estratégia Europa 2020, a UE e os seus Estados Membros assumiram a ambição de promover um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. Um crescimento inteligente associado ao desenvolvimento de uma economia baseada no conhecimento e na inovação. Um crescimento sustentável baseado na promoção de uma economia mais eficiente em termos de utilização dos recursos, mais ecológica e mais competitiva. Um crescimento inclusivo pelo fomento de uma economia com níveis elevados de emprego que assegure a coesão social e territorial. A estratégia define assim os grandes objetivos e metas da UE em termos de investigação e inovação, alterações climáticas e energia, emprego, educação e redução da pobreza para A Estratégia Europa

59 Em Junho de 2010, o Conselho Europeu aprovou a estratégia Europa 2020 tendente a estimular um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo. A estratégia define os grandes objetivos da UE em termos de investigação e inovação, alterações climáticas e energia, emprego, educação e redução da pobreza para 2020, e a sua concretização em objetivos nacionais. As Orientações Integradas Europa 2020, bem como sete iniciativas emblemáticas, definem com mais detalhe qual o rumo a seguir para um crescimento sustentável que fomente a criação de emprego. Contudo, a fim de maximizar o contributo dos fundos QEC, esta estratégia deve ser desenvolvida no âmbito de contextos nacionais e regionais. Desta forma, a coesão económica, social e territorial permanecerá no cerne da estratégia Europa 2020, por forma a mobilizar todas as energias e capacidades ao serviço das prioridades da estratégia 59

60 Metas para Portugal no âmbito da Estratégia Europa 2020 No âmbito da Estratégia Europa 2020 e das suas três prioridades estratégicas de crescimento inteligente, sustentável e inclusivo Portugal assumiu, no seu Programa Nacional de Reformas (PNR), um conjunto de prioridades e metas relacionadas com a mobilização dos recursos humanos, o ambiente e energia, o investimento em inovação, a escolaridade e o combate à pobreza. Ao longo da última década, Portugal evoluiu positivamente em vários desses indicadores para os quais contribuiu, por vezes de forma decisiva, a aplicação dos fundos comunitários - destacando-se entre eles a taxa de abandono escolar precoce (de 43,6% em 2000 para 23,2% em 2011), a proporção da despesa em I&D no PIB (de 0,73% em 2000 para 1,5% em 2011) e o peso das energias renováveis no consumo total de energia no país (de 19,2% em 2004 para 27,3% em 2011). Em sentido inverso, registou-se algum retrocesso no indicador relativo à taxa de emprego (de 73,5% em 2000 para 69,1% em 2011), refletindo a deterioração do mercado de trabalho em Portugal. A programação dos fundos comunitários para o período terá que atender ao facto de Portugal ainda estar, em regra, distante das metas a que se comprometeu no âmbito da Estratégia Europa 2020 e, em particular, à disparidade inter-regional nestes indicadores. 60

61 Investimentos Públicos Candidatura de Portugal ao Plano Junker IC33 Melhorias na via rodoviária Fase: Estudo e Preparação Investimento Total: 40 Milhões Investimento entre : 20 Milhões Sector: Transportes Porto de Sines e Algarve Melhorias no terminal existente + melhoria nas condições do transporte marítimo (capacidade) Fase: Continuação de construção Investimento Total: 150 Milhões Investimento entre : 150 Milhões Sector: Transportes Porto de Setúbal Melhorias no terminal existente + melhoria nas condições do transporte marítimo Fase: Estudo e Preparação Investimento Total: 30 Milhões Investimento entre : 15 Milhões Sector: Transportes Lisboa/Sines/Setúbal Madrid: Linha ferroviária Nova linha ferroviária de transporte mercadorias Fase: Estudo e Preparação Investimento Total: 800 Milhões Investimento entre : 400 Milhões Sector: Transportes Recuperação Ambiental das Indústrias - EX-SIDERURGIA NACIONAL QUIMIPARQUE Fase: Conclusão da Avaliação Investimento Total: 560 Milhões Investimento entre : 300 Milhões Sector: Recursos e Ambiente 61

62 O Quadro Financeiro Plurianual Em termos de elegibilidades para os Fundos Europeus de Investimento (FEDER, FSE, FCoesão FEADER e FEAMP), as 7 regiões de Portugal dividem-se em: Regiões menos desenvolvidas (PIB per capita < 75% média UE): Norte, Centro, Alentejo e R.A. Açores Taxa de cofinanciamento dos Fundos: 85% Regiões em transição (PIB per capita entre 75% e 90%): Algarve Taxa de cofinanciamento dos Fundos: 80% Regiões mais desenvolvidas (PIB per capita > 90%): Lisboa e Madeira Taxa de cofinanciamento dos Fundos: 50% (Lisboa) e 85% (RAM) 62

63 Política de Coesão Ao identificar os 11 objetivos principais da estratégia Europa 2020 a que os fundos QEC devem destinar-se e as ações importantes que poderão ser realizadas conjuntamente no âmbito das suas temáticas, o QEC poderá orientar mais eficazmente, no sentido do crescimento, os fundos destinados aos contratos de parceria e programas: O FEDER contribuirá para todos os objetivos temáticos e centrar-se-á em domínios de investimento ligados à atividade empresarial (infraestruturas, serviços às empresas, apoio às empresas, inovação, TIC e investigação) e à prestação de serviços aos cidadãos em determinados domínios (energia, serviços em linha, educação, saúde, infraestruturas sociais e de investigação, acessibilidade e qualidade do ambiente). O Fundo de Coesão centrar-se-á na melhoria do ambiente, no desenvolvimento sustentável e na RTE-T; O FSE será programado no âmbito de quatro objetivos temáticos: emprego e mobilidade dos trabalhadores; educação e formação inicial e contínua; promoção da inclusão social e da luta contra a pobreza, bem como o reforço das capacidades administrativas. As ações apoiadas pelo FSE, no entanto, contribuem também para a realização dos outros objetivos temáticos; As seis prioridades do FEADER são o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo nos setores agrícola, alimentar e florestal, e nas zonas rurais no seu todo. Abrangem a transferência de conhecimentos e a inovação, a competitividade da agricultura, a gestão dos recursos naturais e a ação climática, bem como o desenvolvimento inclusivo das zonas rurais; As prioridades do FEAMP, em conformidade com a reforma da política comum das pescas, incidirão na viabilidade e competitividade das pescas e da aquicultura, bem como no apoio à sua sustentabilidade ambiental. O FEAMP irá promover a coesão social e a criação de postos de trabalho nas comunidades dependentes da pesca, nomeadamente através da diversificação noutros setores marítimos, bem como as ações no domínio da política marítima integrada. 63

64 Objetivos temáticos O Portugal 2020 será operacionalizado através de 16 Programas Operacionais a que acrescem os Programas de Cooperação Territorial nos quais Portugal participará a par com outros Estados membros: Programas Operacionais 64

65 Portugal vai receber 25 mil milhões de euros até 2020, para o conjunto dos fundos, os quais serão atribuídos no âmbito de cada um dos 16 Programas Operacionais, temáticos e regionais. 65

66 Dotações por objetivos temáticos AP, PORL, PORALENTEJO Dotações (Repartição indicativa por OT, milhões ) Eixos Prioritários PORLISBOA Para concretização da sua estratégia, o PO Lisboa mobiliza os seguintes objetivos temáticos que se traduzem operacionalmente em oito Eixos Prioritários: Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação Reforçar a competitividade das PME Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os sectores Preservar e proteger o ambiente e promover a utilização eficiente dos recursos Promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade dos trabalhadores Promover a inclusão social e combater a pobreza e a discriminação Investir no ensino, nas competências e na aprendizagem ao longo da vida Desenvolvimento Urbano Sustentável 66

67 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Eixo Prioritário 1 Reforçar a investigação, o desenvolvimento tecnológico e a inovação Prioridades de Investimento: 1a - Reforço das infraestruturas de investigação e inovação (I&I) e das capacidades destinadas a desenvolver a excelência em matéria de I&I, bem como promoção de centros de competência, em particular os de interesse europeu; 1b - Promoção do investimento das empresas na I&D, desenvolvimento de ligações e sinergias entre empresas, centros de investigação e desenvolvimento e o setor do ensino superior. Eixo Prioritário 2 Reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas e dos setores agrícola Prioridades de Investimento 3a - Promoção do espírito empresarial facilitando nomeadamente o apoio à exploração económica de novas ideias e incentivando a criação de novas empresas, inclusive através de incubadoras de empresas; 3b -Desenvolvimento e aplicação de novos modelos empresariais para as PME, especialmente no que respeita à internacionalização; 3c - Concessão de apoio à criação e ao alargamento de capacidades avançadas desenvolvimento de produtos e serviços. Eixo Prioritário 3 Apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono em todos os sectores Prioridade de Investimento 4b - Promoção da eficiência energética e da utilização das energias renováveis nas empresas 4c - Apoio à eficiência energética, à gestão inteligente da energia e à utilização das energias renováveis nas infraestruturas públicas, nomeadamente nos edifícios públicos e no setor da habitação Eixo Prioritário 4 Preservar e proteger o ambiente e promover a utilização eficiente dos recursos Prioridade de Investimento 6c - Conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património natural e cultural 67

68 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Eixo Prioritário 5 Promover a sustentabilidade e a qualidade do emprego e apoiar a mobilidade dos trabalhadores Prioridades de Investimento 8i - Acesso ao emprego pelos candidatos a emprego e os inativos, desempregados de longa duração e pessoas afastadas do mercado de trabalho, igualmente através de iniciativas locais de emprego e de apoio à mobilidade dos trabalhadores; 8iii - Emprego por conta própria, empreendedorismo e criação de empresas, incluindo micro, pequenas e médias empresas inovadoras; 8iv - Igualdade entre homens e mulheres em todos os domínios, incluindo no acesso ao emprego, na progressão na carreira, na conciliação da vida profissional e privada e na promoção da igualdade de remuneração para trabalho igual; 8V - Adaptação à mudança dos trabalhadores, das empresas e dos empresários. Eixo Prioritário 6 Promover a inclusão social e combater a pobreza e a discriminação Prioridades de Investimento 9a - Investimento na saúde e nas infraestruturas sociais que contribuam para o desenvolvimento nacional, regional e local, para a redução das desigualdades de saúde, para a promoção da inclusão social através de melhor acesso aos serviços sociais, culturais e de recreio, assim como para a transição dos serviços institucionais para os serviços de base comunitária; 9d - Investimentos no contexto de estratégias de desenvolvimento local de base comunitária; 9i - Inclusão ativa, inclusivamente com vista a promover oportunidades iguais e a participação ativa e melhorar a empregabilidade; 9iii - Luta contra todas as formas de discriminação e promoção da igualdade de oportunidades; 9iv- Melhoria do acesso a serviços sustentáveis, de grande qualidade e a preços comportáveis, mormente cuidados de saúde; 9vi-Estratégias de desenvolvimento local lideradas pelas comunidades locais. Eixo Prioritário 7 Investir na educação, na formação e na formação profissional para a aquisição de competências e na aprendizagem ao longo da vida 68

69 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Prioridades de Investimento 10a - Investimento no ensino, na formação, na formação profissional e nas competências e na aprendizagem ao longo da vida através do desenvolvimento das infraestruturas de formação e ensino; 10i - Redução e prevenção do abandono escolar precoce e estabelecimento de condições de igualdade no acesso à educação infantil, primária e secundária, incluindo percursos de aprendizagem, formais, não formais e informais, para a reintegração no ensino e formação; 10iii - Melhoria da igualdade de acesso à aprendizagem ao longo da vida para todas as faixas etárias em contextos formais, não formais e informais, atualização do conhecimento, das aptidões e das competências dos trabalhadores, e promoção de percursos de aprendizagem flexíveis, nomeadamente através da orientação profissional e da validação das competências adquiridas; 10iv - Melhoria da relevância dos sistemas do ensino e formação para o mercado de trabalho, facilitar a transição da educação para o trabalho e reforçar os sistemas de ensino e formação profissionais e respetiva qualidade, inclusive através de mecanismos de antecipação de competências, adaptação dos currículos e criação e desenvolvimento de sistemas de aprendizagem baseados no trabalho, incluindo sistemas de ensino dual e de formação de aprendizes. Eixo Prioritário 8 (Autónomo) Desenvolvimento urbano sustentável Prioridade de Investimento 4e - Promoção de estratégias de baixo teor de carbono para todos os tipos de territórios, nomeadamente as zonas urbanas, incluindo a promoção da mobilidade urbana multimodal sustentável e medidas de adaptação relevantes para a atenuação; 6e - Adoção de medidas destinadas a melhorar o ambiente urbano, a revitalizar as cidades, recuperar e descontaminar zonas industriais abandonadas, incluindo zonas de reconversão,), a reduzir a poluição do ar e a promover medidas de redução de ruído; 9b - Apoio à regeneração física, económica e social das comunidades desfavorecidas em zonas urbanas e rurais. 69

70 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Eixos Estratégicos - Alentejo Litoral ALENTEJO2020 Dotações (Repartição indicativa por EP, milhões ) 70

71 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Prioridades de Intervenção Relação dos eixos estratégicos com as prioridades de intervenção do PAR Alentejo 71

72 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS Iniciativas Âncora Estas iniciativas âncoras (IA) agregam o conjunto dos projetos/ ações enviadas pelas Autarquias, correspondendo a grandes tipologias de projeto. As iniciativas âncora apresentadas foram desenhadas com base nas orientações previstas no Acordo de Parceria Portugal 2020 (na sua versão de Janeiro de 2014), em particular, tendo como referência os objetivos temáticos, as prioridades de intervenção e os exemplos das principais ações previstas. 72

73 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Síntese das iniciativas âncora e ações: Iniciativa âncora 1:Orientar as empresas para a competitividade e inovação Ações: Ação 1.1 Internacionalização do complexo económico logístico de Sines Ação 1.2 Apoio à capacitação e consolidação das infraestruturas de localização empresarial Ação 1.3 Construção da linha férrea entre Sines e Badajoz Ação 1.4 Promoção do acesso a sistemas e infraestruturas de transportes e logística inseridas nas RTE-Transportes Ação 1.5 Melhoria da mobilidade regional Ação 1.6 Reforço da capacitação empresarial para a internacionalização Ação 1.7 Consideração de critérios de mérito territorial nos sistemas de incentivos ao investimento Ação 1.8 Academia das energias e do mar Iniciativa âncora 2: Montar experiências turísticas diferenciadas Ações: Ação 2.1 Valorização e promoção de bens histórico-culturais com elevado interesse turístico Ação 2.2 Qualificação turística de territórios de elevado valor natural e paisagístico Ação 2.3 Promoção e afirmação da região como destino turístico Iniciativa âncora 3: Promover iniciativas empresariais geradoras de emprego Ações: Ação 3.1 Programa de apoio ao Empreendedorismo Ação 3.2 Desenvolvimento dos viveiros e empresas e apoio ao investimento em micro empresas e criação de empresas Ação 3.3 Programas de incentivo ao envelhecimento ativo Ação 3.4 Dinamização de estratégias específicas visando assegurar a valorização económica de recursos endógenos Iniciativa âncora 4: Favorecer a sustentabilidade e a utilização eficiente dos recursos Ações: Ação 4.1 Dinamização económica das áreas de valor ambiental e paisagístico Ação 4.2 Apoio à implementação de energias renováveis e promoção da eficiência energética em equipamentos e infraestruturas públicas 73

74 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Ação 4.3 Sistemas de informação e monitorização em matéria de proteção civil Ação 4.4 Otimização e gestão eficiente dos recursos hídricos no âmbito do ciclo urbano da água e do regadio Ação 4.5 Reforço das redes de recolha seletiva e das infraestruturas de triagem Ação 4.6 Garantir a concretização e otimização dos perímetros de rega da região Ação 4.7 Ações para melhorar a qualidade do ambiente, incluindo a qualidade do ar e do ruído Iniciativa âncora 5: Garantir a coesão e inclusão social Ações: Ação 5.1 Iniciativas visando a redução do abandono e melhoria do sucesso educativo Ação 5.2 Infraestruturas e equipamentos de saúde (cuidados de saúde primários e hospitalares) Ação 5.3 Apoio à regeneração física, económica e social de comunidades desfavorecidas Ação 5.4 Reforço da abordagem territorializada da intervenção social assente em parcerias locais Iniciativa âncora 6: Ordenar para atrair e povoar Ações: Ação 6.1 Promover a qualidade ambiental urbanística e paisagística do território Ação 6.2 Mobilidade e acessibilidade sustentável Iniciativa âncora 7: Governar em rede Ações: Ação 7.1 Reforçar a disponibilidade de serviços em rede por parte da administração e serviços públicos Ação 7.2 Melhorar a eficiência interna e a capacidade institucional da administração pública Ação 7.3 Capacitação institucional de parcerias territoriais de apoio ao desenvolvimento 74

75 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 PROPOSTAS DO PS NAS CAMPANHAS ANTERIORES O Partido Socialista, de acordo com o seu património histórico, fundado nos princípios e valores do socialismo democrático, deixou na sociedade portuguesa e no Distrito de Setúbal marcas inequívocas e criou as condições para que este território se afirmasse e ganhasse uma centralidade nacional. O Gabinete de Estudos considerou importante recuperar os últimos programas eleitorais, no sentido de avaliar, por um lado, a obra feita, e, por outro, medidas propostas que não foram implementadas pelas razões políticas conhecidas. Destaque-se ainda que, enquanto coletivo com memória, o PS distrital, deve olhar para o passado de forma crítica e sem complexos. SETÚBAL foi, desde 2005, nas governações e programas, encarada como um polo de desenvolvimento de Portugal, um centro de inovação e de emprego qualificado e um espaço de coesão social. 75

76 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Apresentam-se, de seguida, as 12 marcas de mudança assumidas pelo PS entre 2005 e 2011, bem como as prioridades políticas assumidas em Doze Marcas de Mudança ( ) 76

77 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Em 2011 foram assumidas 3 prioridades e 7 desafios estratégicos. Tendo o PS perdido as eleições legislativas, enunciam-se, se de seguida: Portugal 2015: Sete desafios estratégicos 1. Aumento da taxa de escolarização dos jovens e o reforço das qualificações dos Portugueses, com o apoio da requalificação do parque escolar e das condições de trabalho nas escolas; 2. Consolidação da aposta nas energias renováveis (para alcançar a meta de 31% de energias renováveis no total da energia consumida) e na eficiência energética; 3. Afirmação do sector exportador; 4. Investimento na Ciência; 5. Agenda digital; 6. Simplificação e modernização administrativas; 7. Consolidação e qualificação das redes de cuidados de saúde e das redes de equipamentos sociais. 77

78 AGENDA PARA A DÉCADA SETÚBAL PROGRAMA DISTRITAL PS SETÚBAL LEGISLATIVAS 2015 Quatro Questões-Chave 78

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