Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados,

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1 Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados, Encontro-me hoje aqui para, em nome do Governo Regional da Madeira, apresentar a Vossas Excelências o Plano de Desenvolvimento Económico e Social Regional para o período de , designado Compromisso Este Plano, que procura definir, com maior acuidade, princípios e caminhos a seguir no futuro, não decorre de um imperativo regulamentar. É uma proposta de trabalho autêntica e legítima para o desenvolvimento das potencialidades da nossa Região e da sua população, incrementando a sua natural tendência enquanto território sustentável e inclusivo, coeso e solidário. Como é do conhecimento de Vossas Excelências, nos últimos anos, a Madeira tem alinhado os Planos de Médio Prazo aos períodos de programação inerentes à Política de Coesão da União Europeia. Uma opção que tem permitido uma conjugação harmoniosa entre as orientações da Região e aquelas que a União Europeia define para esse mesmo espaço de tempo. 1

2 Naturalmente que, no atual contexto, emerge como grande referencial a designada Estratégia 2020 que elenca, de forma muito clara, os objetivos inerentes às políticas e às metas que deverão ser atingidas no espaço da União Europeia. É assim neste cenário que, desde 2013, se deu início ao processo de conceção de um novo documento estratégico para o período 2014/2020, consubstanciado na articulação harmoniosa entre a Estratégia 2020 e as efetivas necessidades de desenvolvimento socioeconómico da Região para o mesmo período. O PDES 2007/2013 já preconizava uma transição de um modelo baseado nas políticas que priorizavam a construção de infraestruturas públicas, para um novo paradigma, onde áreas de natureza mais imaterial começavam a assumir maior relevância, designadamente em sectores como os Recursos Humanos, o Ambiente e a Competitividade, na lógica da sensibilização e estímulo ao Empreendedorismo, entre outras. Em relação a esta última, por exemplo, o apoio ao investimento, nomeadamente das pequenas e médias empresas, teve um significativo incremento e há que realçar este elemento. 2

3 Se bem que o emergir da lógica de transição seja evidente, o PDES acolhia uma componente ainda ligada a uma lógica de desenvolvimento que prevalecia nos anteriores modelos, o que era fundamental para se evitar uma rutura abrupta, que não era de todo possível nem desejável. Havia que salvaguardar, portanto, uma gradualidade que se impõe em processos desta natureza. Evidentemente, que quando da conceção do PDES não eram previsíveis as alterações substanciais de contexto que foram originadas pela crise financeira internacional e cujos reflexos foram, de alguma forma, amplificados a nível nacional e regional. Esta circunstância impôs alguns condicionamentos, não só a nível da capacidade financeira, que era exigível, mas também no repensar de algumas prioridades, de forma a minimizar as consequências, nomeadamente, as sociais. 3

4 Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Retomando o futuro que é o que verdadeiramente nos interessa, gostaria de destacar alguns elementos que constituíram fatores muito importantes na conceção do documento que agora se apresenta. Começaria, desta forma, por me referir aos contributos da Região para o Acordo de Parceria a celebrar entre Portugal e a Comissão Europeia e que se irá traduzir num compromisso formal do quadro de intervenção no âmbito da Política de Coesão de 2014 para Inerente ao próprio Acordo de Parceria, foi estabelecido um conjunto de condicionalidades ex-ante, que obrigam o Estado Membro e as Regiões a cumprirem com um conjunto de requisitos nomeadamente em termos de estratégias sectoriais, que constituem condições pré-estabelecidas para que se viabilize o acesso aos Fundos Estruturais e Comunitários, no âmbito dos respetivos setores/áreas em causa. 4

5 Ou seja, o novo documento de orientação estratégica da Região, necessariamente de caráter mais genérico do que específico, teria que ter um suporte estratégico que legitimasse a lógica do modelo de desenvolvimento que se pretende levar a cabo. Neste particular, gostaria de Vos dar conta do trabalho intenso que foi desenvolvido com os vários departamentos governamentais e que tem resultado em avanços significativos em matéria de definição e estabilização de planos setoriais e outros instrumentos de planeamento. Assim, foram ou estão em fase de concretização, um conjunto de instrumentos, de que salientaria: - Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Arquipélago da Madeira; - Estudo sobre as Alterações Climatéricas; - Atualização do Plano de Ordenamento Turístico, onde será dado um enfoque especial à vertente estratégica; - Plano Regional de Emergência e Proteção Civil da RAM; - Plano Referencial Estratégico para a Economia; - Plano de ação para a Investigação, Desenvolvimento- Tecnológico e Inovação da RAM; - Plano Regional de Emprego; - Atualização dos Perfis Profissionais; - E o Plano Regional de Transportes. 5

6 Ou seja, a Região ficará com um conjunto de documentos que garantirá que, no plano operacional, as ações estão devidamente enquadradas e que a sua concretização trará contributos válidos para a prossecução da estratégica definida. Diria até que a Região tem um suporte de natureza estratégico, que garante as condições inequívocas de coerência, sustentabilidade e de conhecimento adequado, que serão fatores decisivos para potenciar as políticas e medidas subjacentes ao plano operacional. É neste cenário que surge o documento apresentado hoje, aqui, e que se pretende venha a ser o referencial estratégico para os próximos sete anos, num compromisso plenamente assumido entre os órgãos de governação e a respetiva população, uma vez que entendemos que o desenvolvimento socioeconómico da nossa Região é um processo eminentemente coletivo. 6

7 Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, O Documento Estratégico 2014/2020 Compromisso assenta, fundamentalmente, em 5 pilares estratégicos: - Investigação, Desenvolvimento Tecnológico, Inovação e Energia: com vista à estimulação à criação de mais empresas capazes de gerar inovação, promover a utilização de energias renováveis e a eficiência energética; - Formação de Competências: visando a consolidação do processo de qualificação do potencial humano da Região; - Sustentabilidade Ambiental e Coesão Territorial: a atingir através da promoção da sustentação das atividades económicas instaladas; - Competitividade e Internacionalização: em que o objetivo é alargar a base económica regional, com novas atividades exportadoras de bens e serviços com significativo valor acrescentado. 7

8 - E Coesão Social: tendente à promoção da inclusão social, pela via do trabalho, impulsionando mais políticas ativas de emprego e a dinamização da economia social e local. Para a concretização destes objetivos, a Região continuará a apostar no Turismo, enquanto principal atividade económica e em torno da qual se pode gerar valor acrescentado e emprego. Da mesma forma, continuará a materializar o retorno do investimento já efetuado em ativos infra-estruturais. Por outro lado, procurar-se-á explorar modos de internacionalização possíveis e a potenciar uma maior valorização dos recursos regionais, nomeadamente o património natural e edificado, a biodiversidade, o mar, e as energias renováveis, entre outros. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Em suma, o Compromisso encerra em si um conjunto de orientações cruciais para o novo ciclo que a Região já iniciou em 2012 e que agora pretende consolidar. 8

9 Os próximos anos serão decisivos para esta mudança de paradigma e para nos adequarmos a uma nova filosofia de desenvolvimento, em linha com a estratégia que este Documento preconiza. Neste sentido, há que ser firme nas decisões e não vacilar na sua aplicação, porque o pior que nos poderia acontecer seria criar dois cenários diferentes, o estratégico e o que seria realmente executado. Tal cenário seria complicado para a Região e teria repercussões que atravessariam gerações, além de constituir uma oportunidade perdida que para ser recriada implicaria, necessariamente, percorrer um caminho penoso e complexo. Mais do que nunca o Compromisso é um compromisso inalienável e inadiável para com a população da Região Autónoma da Madeira e para com um futuro melhor que se pretende e que iremos, com certeza, alcançar. Muito obrigado. O Secretário Regional do Plano e Finanças, 12 de Março de

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