COMITÊ DE PREVENÇÃO E COMBATE À TORTURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

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1 COMITÊ DE PREVENÇÃO E COMBATE À TORTURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO DE INSPEÇÃO EM COMUNIDADES TERAPÊUTICAS FINANCIADAS PELO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO REALIZAÇÃO:

2 1. APRESENTAÇÃO O relatório ora apresentado tem o intuito de analisar parte importante da prática da política de prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas no Estado do Rio de Janeiro, temática escolhida como um dos principais temas de trabalho ao longo do ano de 2013 do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro (CEPCT/RJ), em parceria com o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro (MEPCT/RJ). Seu conteúdo apresenta o resultado da fiscalização de três Comunidades Terapêuticas financiadas pelo Poder Executivo Fluminense; Instituto Aldeia Gideão e Clínica Michelle Silveira de Moraes (financiadas pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, com recursos do Fundo Estadual de Saúde) e Centro de Recuperação para Dependentes Químicos Associação Amor & Vida CREDEQ (financiado pelo Departamento Geral de Ações Socioeducativas DEGASE). O Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro (CEPCT/RJ) é um órgão criado pela Lei Estadual nº de 30 de junho de 2010, vinculado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que tem como objetivo articular, em regime de colaboração, entre as esferas de governo e de poder, o aprimoramento e políticas em consonância com a garantia integral dos direitos humanos a partir de visitas periódicas e regulares a espaços de privação de liberdade, qualquer que seja a forma ou fundamento de detenção, aprisionamento, contenção ou colocação em estabelecimento público ou privado de controle, vigilância, internação, abrigo ou tratamento, para verificar as condições em que se encontram submetidas as pessoas privadas de liberdade, com intuito de prevenir a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos e degradantes. 2

3 2. FICHA TÉCNICA Conselho Regional de Serviço Social: Débora Rodrigues Silvia Calache Rhossane Pereira da Silva Nízia Vieira Elias Azevedo Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania: Roberto P Gevaerd Dejany Ferreira dos Santos Lais Medeiros Amado Grupo Tortura Nunca Mais: Tania Kolker ONG Justiça Global: Isabel Lima Alice De Marchi Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura: Fabio Simas Patrícia Oliveira Convidados: - Gabinete Vereador Renato Cinco (Membro Comissão Direitos Humanos da Câmara RJ) Verônica T Freitas Daniela Albrecht Otto Faber - Pesquisadora Noelle Resende 3

4 3. INTRODUÇÃO A primeira quinzena de junho de 2013 talvez seja um marco importante na contradição entre o debate e as ações desenvolvidas pelos poderes públicos brasileiros sobre políticas de prevenção e cuidado ao uso abusivo de álcool e outras drogas e as múltiplas deliberações sobre o tema no âmbito internacional. Enquanto 34 países participantes da 43ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos decidiram e assinaram de maneira unânime a Declaração de Antígua ("Por uma Política Integral Frente ao Problema Mundial das Drogas nas Américas"), a Câmara dos Deputados aprovou o texto base do projeto de lei nº 7.663/10, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), PL que representa um dos maiores retrocessos legislativos dos últimos tempos quanto ao impacto na lei de drogas, no sistema prisional e na Justiça criminal. Enquanto a declaração assinada na OEA prega que as políticas sobre redução da demanda de drogas ilícitas devem centrar-se no bem-estar do indivíduo e seu entorno para que, a partir de uma abordagem multisetorial e multidisciplinar, utilizando evidência científica e melhores práticas disponíveis, baseiem-se em enfoques para reduzir os impactos negativos do abuso de drogas, e reforcem o tecido social, bem como fortaleçam a justiça, os direitos humanos, a saúde, o desenvolvimento, a inclusão social, a segurança cidadã e o bem-estar coletivo", o PL nº 7.663/10 insiste na fracassada concepção de internações como política prioritária para lidar com usuários ou dependentes químicos. O desacordo se inicia com a Lei da Reforma Psiquiátrica, que prevê internações somente quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes, e se estende da ONU ao Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde ao Conselho Federal de Psicologia. O texto que tramita no Congresso Nacional prevê a ampliação maciça do atendimento aos usuários/dependentes pela rede privada onde não houver equipamentos públicos adequados - lucro fácil no Brasil - e comunidades terapêuticas religiosas. Previsão de difícil digestão para os que prezam por um Estado laico e garantidor das liberdades individuais. Ressalta-se, que o campo das políticas públicas de saúde mental nos últimos anos 4

5 tem sido fortemente atravessado pelo debate a respeito das medidas voltadas para o uso problemático de álcool e outras drogas, especialmente o crack. Midiaticamente apresentado como uma epidemia, o problema do crack tem impulsionado uma série de medidas, muitas das quais questionadas pelo conjunto dos atores sociais e institucionais que, até hoje, protagonizaram a formulação das políticas públicas em saúde mental nos marcos da Reforma Psiquiátrica. No centro deste debate encontramse as internações compulsórias sem delito e as chamadas Comunidades Terapêuticas. As Comunidades Terapêuticas são entidades privadas e/ou filantrópicas, em sua maioria religiosas. O projeto de cura direcionado para os problemas relativos ao uso de drogas conta, via de regra, com uma abordagem religiosa. O isolamento do meio social e a abstinência são pressupostos intrínsecos ao modo de operar de tais instituições. Nos últimos anos as Comunidades Terapêuticas têm sido alvo de inúmeras denúncias por parte de entidades profissionais, de direitos humanos e movimentos sociais organizados. Em 2011, o sistema Conselhos de Psicologia realizou uma grande inspeção nacional em comunidades de todo o país e o resultado foi consolidado em relatório pelo Conselho Federal de Psicologia. As visitas revelaram práticas denunciadas como graves violações dos direitos humanos, como violência física, castigos, torturas, humilhações, violação de correspondência, imposição de credo, entre muitas outras. Além das graves denúncias de violações, profissionais e movimentos alertam para os riscos envolvidos no retorno das políticas de financiamento público de entidades privadas no campo da saúde mental. A presença de interesses diretos por parte de seus defensores no âmbito parlamentar é de conhecimento público e acentua o alerta. O processo de transformação da assistência em saúde mental que ficou conhecido como Reforma Psiquiátrica teve como elemento central a denuncia dos efeitos da chamada indústria da loucura, a alta lucratividade envolvida na manutenção de pessoas internadas por instituições privadas através do recebimento de recursos públicos. A ênfase na internação e no isolamento como estratégia de cuidado somada à transferência de recurso público para entidades privadas são alguns dos elementos que têm levado as Comunidades Terapêuticas a serem apontadas como um retrocesso no campo da luta antimanicomial e nas políticas públicas de saúde mental que têm como 5

6 marco a Reforma Psiquiátrica. No atual contexto do estado do Rio de Janeiro é importante destacar a criação da Secretaria Estadual de Prevenção à Dependência Química, criação esta que afirma uma proposta desarticulada das Secretarias de Saúde e Assistência Social e Direitos Humanos para o desenvolvimento de políticas públicas de cuidado no que tange ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. A nova secretaria será a responsável pela gestão, por exemplo, dos Centros Regionais de Atendimento a Usuários de Álcool e outras Drogas (CARE-AD), atualmente exercida pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASH/RJ), política pública para cuja execução são conveniadas entidades filantrópicas caracterizadas por serem Comunidades Terapêuticas. A criação da Secretaria vem acompanhada de um cenário nacional de fortalecimento destas clínicas a partir de convênios com os estados, como os financiamentos oriundos do governo federal, como parte do programa Crack, é possível vencer, liberando R$ 130 milhões pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e R$ 100 milhões pelo Ministério da Saúde. O município reforça essa direção da política com a intensificação das medidas de recolhimento compulsório da população em situação de rua, justificada pelo já referido problema do crack, ou com a proliferação de projetos de leis municipais na Câmara de Vereadores, como é o caso do PL 1354/2012, de autoria do vereador João Mendes de Jesus (PRB/RJ). Neste sentido, em 19 de fevereiro deste ano, a prefeitura realizou uma megaoperação de recolhimento de adultos no Parque União, afirmando pelos grandes veículos de comunicação que iniciaria a política de internação da população em situação de rua supostamente em uso problemático de drogas. Cabe assinalar que seria o início das ações de internação forçada de adultos, já que crianças e adolescentes são recolhidos das ruas e internados forçadamente, desde A intensa mobilização social gerada a partir das ações da prefeitura a redirecionaram, entretanto, obrigou a um certo recuo na direção que vinha sendo dada às políticas com relação às drogas, especialmente o crack. Foi criada uma nova Superintendência de Saúde Mental no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde e apresentado um Plano Municipal de Atendimento a Usuários de Álcool e Outras Drogas, prevendo a expansão da rede CAPS e Unidades de Acolhimento, entre outras 6

7 medidas nos marcos da Reforma Psiquiátrica. Vale destacar que é recorrente o discurso de que as Comunidades Terapêuticas desenvolveram-se no vácuo do Estado, diante da suposta ausência de respostas para os problemas decorrentes do uso de drogas. Cabe questionar, no entanto, o motivo de tal ausência, uma vez que as políticas públicas de saúde mental formuladas nos marcos da Reforma Psiquiátrica há tempos desenvolveram propostas de atenção aos usuários de álcool e outras drogas 1. Tais propostas, contudo, muito pouco foram implementadas ao longo dos últimos anos e a execução dessas políticas através das referidas instituições não pode ser considerada como concretização da obrigação do Estado em implementar uma rede efetiva que substitua as internações como primeira opção. Diante do apresentado, torna-se necessário conhecer melhor e acompanhar de perto a realidade de tais instituições em nosso estado, compreendendo o modo como se inserem nas atuais políticas públicas de saúde mental. As unidades inspecionadas que são foco deste relatório são unidades conveniadas com o Estado. Trata-se de Comunidades Terapêuticas que hoje se encontram em processo de adaptação ao novo modelo proposto pelo Governo do Estado. Antigas Comunidades Terapêuticas são chamadas agora de Centros Regionais de atendimento a usuários de álcool e outras drogas (CARE-AD) e passaram a fazer parte da rede de atenção psicossocial voltada para os usuários de álcool e outras drogas do estado do Rio de Janeiro. Apesar dos esforços de adaptação relatados, no entanto, como ficará claro no relatório aqui apresentado, apesar dos esforços de adaptação realizados, a situação verificada nas visitas não parece apresentar diferenças substanciais em relação ao que existia anteriormente. Afinal, as mudanças nos modos de nomear, assim como as melhorias aparentes no espaço físico não se traduzem, necessariamente, na transformação das práticas destas instituições. 1 Referimo-nos aqui aos Centros de Atenção Psicossocial em todas as suas modalidades (CAPS II e III, CAPSi, CAPS AD), Centros de Convivência, Consultórios na Rua, Equipes de Saúde da Família, entre outros. 7

8 4. Edital de Seleção das Comunidades Terapêuticas (CARE-AD) do Governo do Estado do Rio de Janeiro Vale destacar que o incentivo as Comunidades Terapêuticas, após as denúncias feitas pelo Conselho Federal de Psicologia em 2011, ganham força novamente em 2012, quanto o então Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado (SEASDH), Rodrigo Neves, lança um edital 2 para seleção de entidades e organizações da assistência social, com objetivo de formalizar parcerias por meio de convênios para implantação de serviços regionalizados de atendimento de álcool e outras drogas. Na ocasião foi destinado um total de R$ ,00 (dez milhões, trezentos e sessenta e oito mil reais) originários da programação orçamentária e financeira da SEASDH para o ano de Contudo, a Lei 6011/2011 que em seu artigo 1º instituiu o PROGRAMA DE APOIO À RECUPERAÇÃO DO DEPENDENTE QUÍMICO no âmbito da Secretaria de Estado Assistência Social e Direitos Humanos SEASDH, com o objetivo de desenvolver ações, programas e atividades de prevenção, tratamento, recuperação e reinserção social de dependentes de substâncias psicoativas e autorizou a utilização de recursos do Fundo Estadual de Saúde. Art. 2º - Para a execução do Programa, as instituições religiosas e da sociedade civil, sem fins lucrativos, que atendam usuários ou dependentes de drogas, poderão receber recursos da Secretaria de Saúde e do FES, Fundo Estadual de Saúde, condicionados à sua disponibilidade orçamentária e financeira e a observância da legislação vigente Numa tentativa aproximada ao que estabelece a Portaria 131 do Ministério da Saúde 3, que regulamenta as comunidades terapêuticas que recebem verba da Saúde Mental do Governo Federal, o Edital lançado pela SEASDH em 03 de janeiro de 2012, estabelece os objetivos e os requisitos de funcionamento dos Centros de Recuperação para Dependentes Químicos, bem como equipe técnica necessária e as características dos espaços físicos. De acordo com o Edital, os serviços terão um caráter complementar à rede de serviços que integram o Sistema Único de Assistência Social SUAS e o Sistema Único - SUS, e que atendam a usuários de álcool e outras drogas no Estado do Rio de Janeiro. Assim, não poderão, em nenhuma hipótese, substituir a rede pública de serviços do SUS e SUAS, uma vez que cabe à municipalidade suprir e/ou ampliar, no âmbito de suas competências, a cobertura da rede de serviços conforme diretrizes das respectivas 2 Edital SEASDH nº 001/2012 Processo Administrativo E-23/3229/2011; 3 O pedido de financiamento deverá ser direcionado à Área Técnica de Saúde Mental do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (Área Técnica de Saúde Mental do DAPES/SAS/MS), 8

9 políticas de saúde e de assistência social, de acordo com as demandas locais. Poderiam participar do processo Entidades não governamentais, de natureza privada, sem fins lucrativos, que atendessem a todas as exigências contidas no Edital e seus anexos, que tivessem como finalidade estatutária o atendimento a usuários de álcool e outras drogas e que estivessem qualificadas e regularmente registradas no Conselho Municipal de Assistência Social e/ou em Conselhos Municipais de Políticas sobre Drogas - COMADs. Dentre os pontos exigidos no Edital é destaque: 1. integração e reintegração dos usuários à rede de serviços saúde, assistência social, educação e inclusão produtiva, por meio de encaminhamentos monitorados; 2. atendimento e orientação às famílias visando o fortalecimento de vínculos e pertencimento social; 3. prestação de orientações fundamentadas nas estratégias de Redução de Danos àqueles usuários que, por motivos pessoais, não possam ou não consigam ficar em abstinência e, também àqueles que não se adaptem à metodologia proposta na entidade, ou que, por outros motivos, não se adaptem ao ambiente institucional e/ou que sejam desligados do serviço por questões administrativas; 4. a porta de entrada para os serviços deverão ser, prioritária e regularmente, acessadas por meio Central Estadual Reguladora dos Fluxos e Vagas, que atenderá aos encaminhamentos feitos pela rede de saúde ou equipes de referência em saúde mental dos municípios de origem do usuário, ainda que, excepcionalmente, objetivem atender a demandas judicializadas; 5. em todos os casos onde o usuário necessite se afastar do convívio familiar e comunitário, o CREAS e/ou o Centro-pop, ou equipe referenciada da Assistência Social no município deverá participar da avaliação junto à rede municipal de saúde mental, indicando, no encaminhamento, qual o serviço do SUAS deverá acolher o usuário quando do seu desligamento da unidade de atendimento. O mesmo se aplica a usuários de álcool e outras drogas que já se encontrem em situação de rua; 6. caberá a Superintendência de Proteção Social Especial, monitorar estatisticamente os índices de reinserção dos usuários na rede de serviços SUS/SUAS quando de seu desligamento do serviço, no retorno do usuário ao município de origem; 7. O tempo de permanência do usuário na unidade de atendimento deve estar definido no Plano Socioassistencial, este construído com a participação do usuário e em acordo com o Projeto Terapêutico elaborado pelos serviços de saúde mental encaminhador. 9

10 5. VISITAS Realizadas em 24/05/2013, as visitas tiveram como objetivo a fiscalização de dois estabelecimentos conveniados com a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (SEASDH/RJ) e um estabelecimento conveniado com o Departamento de Ações Socioeducativas (DEGASE) da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC). Esta comissão foi dividida em equipes e contou com a participação de membros do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (MEPCT/RJ) e do Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura (representantes da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da ALERJ (CDDHC/ALERJ), do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS/RJ) e das organizações de direitos humanos Justiça Global e Grupo Tortura Nunca Mais /RJ) e com assessores do Vereador Renato Cinco, membro da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara de Vereadores. Foram examinadas as condições e características específicas do trabalho desenvolvido pelas instituições, assim como o cumprimento dos requisitos exigidos pelos editais da SEASDH/RJ e do DEGASE para o convênios em questão. As instituições visitadas foram: o Instituto Aldeia Gideão e a Clínica Michelle Silveira de Moraes, com convênios firmados com a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH/RJ) e o Centro de Recuperação para Dependentes Químicos Associação Amor & Vida (CREDEQ), conveniado com Departamento Geral de Ações Socioeducativas (DEGASE). 2.a) Instituto Aldeia Gideão Nome/Razão Social: Instituto Aldeia Gideão / IAG Data da Fiscalização: 24/05/2013 Endereço: Rua Serramar, Km 11 Stoklin Casimiro de Abreu - CEP: CNPJ: / Telefone: (22) O Instituto Aldeia Gideão possui convênio com a Secretaria Estadual de 10

11 Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH/RJ) desde outubro de 2012 para funcionamento na modalidade de Centro de Acolhimento Especializado de Álcool e outras Drogas (CARE-AD) e se define como uma instituição filantrópica sem fins lucrativos. Já funcionava como Comunidade Terapêutica desde Atualmente oferece 30 vagas pelo convênio com a SEASDH/RJ (25 masculinos e 5 femininas) e 10 referentes à parte privada. No momento da fiscalização, havia 22 internos no total. Foi informado, ainda, que o estabelecimento possui vaga social destinada a pessoas que não podem pagar o custo da vaga e a decisão sobre a inserção da pessoa cabe ao diretor da instituição. Na visita, foi realizada uma reunião com os técnicos (enfermeiro, assistente social e psicóloga), além de conversas com alguns funcionários e entrevistas com os usuários do serviço. O Instituto Aldeia Gideão é dirigido pelo Sr. Luriel Monteiro, que fica no escritório da instituição localizado no Centro de Casimiro de Abreu, local cujo endereço os funcionários informaram desconhecer e com o qual não conseguimos contato telefônico. O Instituto Aldeia Gideão fica localizado em área distante do perímetro urbano, de difícil acesso, onde não há grande oferta de transporte público. Fica constatado assim o difícil acesso por parte de visitantes aos usuários, o prejuízo da garantia do direito destes em ir e vir, bem como o acesso à rede regular de referência. O equipamento conta com 28 funcionários, todos contratados em regime CLT. O quadro de trabalhadores consiste em: um coordenador, duas psicólogas, duas assistentes sociais, um enfermeiro, quatro técnicos de enfermagem, um médico, uma farmacêutica, uma nutricionista, uma professora de educação física, uma professora de educação artística, três apoios, um auxiliar administrativo, uma recepcionista, uma educadora social, dois agentes sociais, dois monitores, uma cozinheira e duas auxiliares de cozinha. Informaram-nos que haveria também um conselheiro, dependente químico, abstinente há 11 anos. No entanto, não foi possível identificar no quadro de funcionários disponibilizado, qual o cargo ocupado pelo mesmo. O Instituto não trabalha com voluntários nem com estagiários. Todos os usuários internados na clínica o foram voluntariamente e encaminhados pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ou por outro serviço de 11

12 saúde do local onde residem. A maioria são moradores das regiões da Baixada Litorânea, norte e noroeste fluminense, mas segundo os técnicos o Instituto atende também o município do Rio de Janeiro. Foi relatado para a equipe de fiscalização e constatado através das observações nos prontuários que a equipe do CAPS é quem encaminha o projeto terapêutico para o tratamento dos usuários, definindo inclusive o tempo indicado para a internação (30, 45 ou 60 dias). Na unidade não há psiquiatra e em casos de necessidade de qualquer alteração no tratamento prescrito, o usuário é encaminhado para a unidade de saúde em Casimiro de Abreu. O médico do Instituto nos relatou ser médico do trabalho, atendendo apenas os casos clínicos. Cabe ressaltar que a instituição não possui veículo destinado ao transporte dos usuários e, quando necessário, o transporte é feitos pelos carros particulares dos funcionários que estejam disponíveis na ocasião. Este fato, em associação com o difícil acesso do local agrava o risco de imprevistos sem pronta solução no caso de emergências. A equipe informou que no caso da ocorrência de alguma crise relacionada à abstinência é realizado um trabalho motivacional com o usuário e também trabalhos em grupo. Foi informado que ocorrendo crises que precisem ser encaminhadas, estas são direcionadas ao hospital municipal. Os funcionários da Aldeia Gideão não administram medicação. Com relação às condições de saúde dos usuários, foi informado que havia uma pessoa portadora do vírus HIV e, no momento da visita, uma pessoa em tratamento para pneumonia.. O tratamento dos pacientes com pneumonia e HIV é acompanhado pelo médico clínico da instituição. Os usuários ingressam na instituição com a prescrição de seu tratamento feita por unidade de saúde externa. A estratégia central da abordagem do tratamento desenvolvido na instituição é o Programa 12 passos ou Minnesota 4. Este tem por escopo atuar através da 4 Método utilizado centralmente nos grupos Alcoólicos e Narcóticos Anônimos, que tem como pressuposto a aceitação de 12 passos pré-concebidos, com caráter notoriamente moral e de cunho religioso. Os 12 passos a serem seguidos no citado método são os seguintes: 1- Admitimos que éramos impotentes perante a nossa adicção, que nossas vidas tinham se tornado incontroláveis. 2- Viemos a acreditar que um Poder maior do que nós poderia devolver-nos à 12

13 perspectiva de autoajuda, apresentando como regra para o tratamento a abstinência. A rotina determinada para os usuários define o despertar às 06h30, com início das atividades às 07h e 15min. Neste momento realizam o chamado ato devocional, onde relatam como estão reagindo ao tratamento. A alimentação é fornecida através de cinco refeições por dia e às 22hrs os usuários devem recolher-se às instalações para dormir. Na área externa da instituição, há uma pequena quadra e um riacho, que os internos podem utilizar, sempre conforme os horários e critérios estabelecidos pelas normas institucionais. Foi observado, durante todo o tempo da visita, que os internos permaneciam no pátio, sem ser promovido nenhum tipo de atividade lúdica e de lazer direcionada. Aos usuários é permitido assistir televisão, sempre em horários previamente determinados e apenas alguns canais específicos considerados pela instituição como apropriados. Com relação às atividades previstas na rotina, a equipe informou que não há punição caso alguém não queira participar. sanidade. 3- Decidimos entregar nossa vontade e nossas vidas aos cuidados de Deus, da maneira como nós o compreendíamos. 4- Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos. 5- Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas. 6- Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter. 7- Humildemente pedimos a Ele que removesse nossos defeitos. 8- Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado, e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas. 9- Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando faze-lo pudesse prejudica-las ou a outras. 10- Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente. 11- Procuramos, através de prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade. 12- Tendo experimentado um despertar espiritual, como resultado destes passos, procuramos levar esta mensagem a outros adictos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades. 13

14 Importante ressaltar que, apesar dos técnicos relatarem que a instituição não possui relação com qualquer religião, os internos antes do almoço são sempre conduzidos a rezar o pai nosso em voz alta. Todo sábado a instituição recebe visita da igreja e, quinzenalmente, acontece à noite o Luau com Cristo, que segundo os funcionários, é realizado por igrejas locais (evangélicas e católicas) a pedido dos internos. Foi observado que apesar da unidade ser mista, homens e mulheres têm contato muito restrito, principalmente durante o banho de rio. Neste, apenas 03 pessoas do mesmo sexo podem participar sendo sempre monitorados por funcionários. No dia da visita, havia duas pessoas legalmente casadas que estavam internadas e que haviam concordado com a condição de não terem nenhum contato físico no período da internação, inclusive dormindo em quartos separados. Quando questionados sobre os motivos dessas regras, os técnicos não souberam informar, ressaltando apenas que se trata de uma norma institucional. Foi informado que não é direito dos usuários receberem visitas íntimas e a equipe informou que a abstinência sexual é uma medida administrativa. Em relação ao contato dos internos com familiares e/ou pessoas de referência, cabe destacar que as visitas são permitidas apenas aos sábados à tarde. Segundo relatos, como a instituição é localizada em local de difícil acesso e muitas vezes deslocada da região de residência dos internos, os CAPS ajudam na logística daquelas famílias que residem em locais distantes. O estranhamento da equipe de fiscalização com relação ao grave fato de todas as visitas serem monitoradas por um funcionário da instituição não pareceu ter ressonância para a equipe técnica. Esta justificou a medida limitando-se a remetê-la a normas institucionais que definem a rotina. Ainda no que diz respeito ao contato com familiares e/ou pessoas de referência dos internos, é permitida a estes a realização de apenas uma ligação semanal, sendo esta sempre a cobrar, através do único telefone celular da unidade. Cabe destacar que no local onde está situado o Instituto não há rede de telefone fixo e não é permitido aos internos permanecer com seus celulares particulares. Na conversa com os internos, os mesmos relataram e reclamaram que só há água quente no chuveiro das mulheres e que os homens são obrigados a tomar banho 14

15 gelado. Cabe ressaltar, nesse sentido e como agravante, que o local se situa em uma região que costuma ter temperatura muito baixa. Um dos internos relatou que a instituição justifica tal medida afirmando que banho frio é terapêutico. Os internos pontuaram reclamações referentes à comida, tanto no que tange à qualidade quanto à quantidade. Queixaram-se também quanto à ociosidade e ao pouco contato com os familiares. Sobre o material de higiene pessoal, nos foi relatado que seria garantido pelas famílias. A equipe relatou que o estabelecimento já recebeu visita do Conselho Municipal de Assistência Social de Casimiro de Abreu, da vigilância sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde de Casimiro de Abreu e do CREAS. Relatam que não recebem visitas do Ministério Público. 2.b) Clínica Michelle Silveira de Moraes Identificação da Comunidade Terapêutica Nome/Razão Social: Comunidade S8 Endereço: Rua Itália, 70, Marambaia, São Gonçalo/RJ CEP: CNPJ: / Telefone: / Fax: Clínica Michelle Silveira de Moraes Data da Fiscalização: 24/05/2013 Nome/Razão Social: Comunidade S8 Endereço: Estrada Reta do Rio Grande, 1300 Santa Cruz, Rio de Janeiro/RJ CEP: CNPJ: / Telefone: / Fax: A Comunidade S8 é uma instituição religiosa evangélica, sem fins lucrativos e possui título de utilidade pública federal. Fundada em 1971, a instituição atende ao público masculino e feminino com mais de 18 anos. Possui 78% de todo o seu 15

16 orçamento proveniente de recursos públicos: recursos de subvenções, convênios e parcerias com órgãos ou entidades públicas. No que tange ao restante de seu orçamento, 14% vem de recursos privados de doações e parcerias com empresas e entidades privadas; 2% de recursos decorrentes de mensalidades/doações dos membros ou associados; e 6% de recursos decorrentes da prestação de serviços da entidade. O contrato realizado com a Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (SEASDH/RJ) ao qual se refere o presente relatório possui o seguinte objeto: contrato de gestão administrativa do CARE AD (Centro Regional de atendimento a usuários de álcool e outras drogas) através do Programa Estadual de Apoio à Recuperação de Usuários de Álcool e outras Drogas, para ambos os sexos, a partir de 18 anos, em situação de risco pessoal e, ou, social, decorrentes do uso abusivo de substâncias psicoativas, visando sua recuperação e ressocialização. Por ano preveem em torno de 720 usuários, tendo o contrato duração de 02 anos. A data de publicação do contrato foi em 13/11/2012, como previsão de início das atividades em 25/11/2012 e término em 13/11/2014, tendo como total de recursos previstos R$ ,00. Nos foi relatado que até o convênio, a Clínica Michelle se configurava como Comunidade Terapêutica, mas desde então o seu caráter teria sido modificado, transformando-se em CARE AD. As internações realizadas na instituição são voluntárias e advindas de encaminhamento do CAPS de referência e através da regulação do Observatório de Gestão e Informação sobre Drogas. A instituição recebe usuários encaminhados de todo o estado do Rio de Janeiro, com exceção de Niterói e de Campos, relatados como municípios que possuem rede própria. A coordenadora da unidade, Elisa Fontes, conversou com a equipe de fiscalização. Segundo ela, o tempo da internação é determinado pelo CAPS que realizou o encaminhamento. Foi informado que para os casos de pessoas que passaram pela clínica e desejam retornar, não existe um tempo mínimo de intervalo para aceitar a pessoa novamente, basta ser reencaminhada pelo CAPS. O procedimento adotado determina que no caso de pessoas que procuram diretamente a clínica para internação, essa pessoa deverá ser indicada para o CAPS da sua região para que este realize a 16

17 análise e o encaminhamento, e a partir de então seja realizado o procedimento para internação. Segundo a direção, portanto, a entrada dos usuários na clínica só é permitida com a Guia indicada pelo Observatório, a partir do trâmite narrado via CAPS ou pelo próprio Observatório. Foi relatado que anteriormente ao convênio com a SEASDH/RJ para executar o serviço como CARE-AD, a instituição recebia internações por mandado judicial. Entretanto, como no momento são aceitas apenas internações voluntárias, nos casos de internações compulsórias ou involuntárias nos foi relatado que recomendam a Clínica do psiquiatra Jorge Jaber, que contaria com vagas da prefeitura. Os internos relataram que desconheciam qualquer encaminhamento realizado diretamente pelas operações de recolhimento da prefeitura ou pelo Abrigo Rio Acolhedor. Os encaminhamentos via CAPS e Observatório foram afirmados como regra atual, segundo funcionários e internos. Houve, no entanto, relatos de que em fevereiro uma pessoa teria sido encaminhada pela prefeitura, chegando em uma van à instituição. No momento da visita não foi possível localizar as informações sobre a mesma. A maioria dos usuários encaminhados para a comunidade terapêutica é oriunda de situação de rua. A instituição oferece um total de 60 vagas (6 femininas e 54 masculinas). Foi relatado que os usuários via de regra chegariam à clínica por problemas com álcool, cocaína e crack. Foi também observado que os funcionários enfatizam mais a incidência de usuários com uso problemático de crack do que os mesmos. Todas as vagas oferecidas são públicas, isto é, vinculadas ao convênio com a SEASDH/RJ. Na ocasião da visita, a clínica contava com 45 homens e 6 mulheres, uma das quais transexual. No total, atuam na entidade: 37 funcionários; 8 voluntários permanentes; 4 voluntários eventuais; e 12 colaboradores com ocupação e sem remuneração. Os funcionários são contratados por CLT. Todos são funcionários da ONG Comunidade S8 e segundo a direção são todos evangélicos, mas os funcionários afirmaram que na realidade nem todos seriam. Há ex-usuários do serviço atuando na entidade e, no momento, a mesma não conta com estagiários. Existem dois plantões de médicos psiquiatras por semana. 17

18 Entre os trabalhadores a clínica conta com uma coordenadora (Elisa Fontes) e uma assistente de coordenação e a equipe técnica é constituída por 2 médicos, 5 psicólogos, 1 farmacêutica, 4 assistentes sociais, uma nutricionista, uma enfermeira, um professor de educação física, uma professora de artes, 4 técnicos de enfermagem, 8 educadores sociais, 2 oficineiros, e 3 técnicos de reabilitação. Como quadro de atividades, de segunda-feira à sexta-feira acontecem aulas de educação física de manhã, além de outras atividades variadas todos os dias neste turno. Palestras e oficinas são realizadas durante a semana à tarde, além dos grupos de referência. Estes grupos são distribuídos em Educação Social, Integração, Serviço Social. Todas as noites há atividades diversas, bem como grupos de referência, de serviço social e/ou psicologia todos os dias à noite de segunda a sexta. O quadro de atividades que nos foi passado contava com uma Palestra 12 passos às quintas-feiras, antes do horário de almoço. Em relação ao tratamento indicado para cada usuário a prescrição medicamentosa é realizada apenas pelos médicos e há uma sala para o armazenamento dos medicamentos. Há três horários diários nos quais os usuários tomam os medicamentos, conforme a prescrição feita para cada um. Quando os usuários apresentam algum problema de saúde são encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento da região ou ao Hospital Pedro II com veículo próprio do estabelecimento. Questionados sobre a forma como são abordadas as crises de abstinência foi afirmado que são controladas através do diálogo, de medicação, e, quando necessária e como última possibilidade, contenção física. Segundo relatos, a medicação de emergência ou SOS consiste geralmente numa dosagem maior da medicação que já foi prescrita para o usuário em crise. A equipe relata que evita usar medicamento em grande dosagem e que inclusive incentivaria usuários a diminuírem a medicação quando possível. Ao serem questionados se a abordagem se baseia de alguma forma na estratégia da Redução de Danos, a direção relatou que ela aconteceria naturalmente. No entanto, a abordagem realizada para o atendimento na instituição se dá através dos quatro primeiros passos do Método Minessota, abordagem de tratamento que, como 18

19 já foi indicado, possui como regra obrigatória a abstinência o que se revela contraditório com a perspectiva da Redução de Danos. Foi relatado que o tempo médio de internação permite trabalhar essas etapas do método, sendo os demais passos trabalhados após a internação, nas visitas em grupo que ocorrem uma vez por semana e são recomendadas aos usuários. O período máximo de internação é de 60 dias e o período médio tem sido de 45 dias. A direção relata que o período de 60 dias foi sugerido pela SEASDH/RJ. No momento da visita não havia ninguém na clínica internado há mais de 60 dias, sendo a internação mais antiga de 43 dias. Segundo a direção da unidade, o indicativo do mínimo de tempo possível para internação é uma recomendação do Observatório, que prevê o máximo de 60 dias e a expectativa de 45 dias para as internações. Durante o período de internação os usuários não têm acesso à rede de educação ou trabalho. Usuários com problemas de saúde são encaminhados a Unidade de Pronto Atendimento da região ou para o Hospital Pedro II. O acompanhamento após a saída da Instituição é feito através de uma atividade semanal que acontece na unidade, durante o período de oito meses. Existem 3 tipos de alta: administrativa, por pedido ou por conclusão. A alta administrativa acontece quando algum interno descumpre alguma regra da instituição, por exemplo: uso de drogas ilícitas (o que corrobora com a obrigatoriedade da abstinência como prática de tratamento), práticas sexuais ou violentas. A alta por pedido acontece quando há solicitação do interno. A alta por conclusão é determinada pelos técnicos de referência. O prédio da clínica é amplo e encontra-se em estado razoável. É dividido em duas alas uma masculina e uma feminina, uma área interna de lazer comum, salas para equipe técnica e atendimento, salas de diretoria, administração e portaria. Há infiltração e mau cheiro em alguns cômodos (quartos). Foi observado que a maioria dos móveis e utensílios está em bom estado de conservação. Há uma sala de armazenamento dos prontuários e uma sala de arquivo morto. Há também salas específicas para atendimento psicológico. Os quartos são amplos, comportam de duas a quatro camas e todos possuem banheiro. Para cada quarto há uma abertura grande de entrada, mas sem portas instaladas. Dessa forma, qualquer um que passe pelo corredor pode enxergar o que há 19

20 dentro dos quartos, sem garantir a privacidade ou intimidade das pessoas ali internadas. Os banheiros tampouco têm portas instaladas. Vale ressaltar que a instalação se encontra em uma estrutura que antes foi um Hospital Psiquiátrico (Hospital Psiquiátrico São Raimundo). É importante salientar, nesse sentido, que a estrutura de quartos sem portas reflete, portanto, o passado manicomial da estrutura. Há revistas periódicas dos quartos e armários, sem aviso da equipe. A instituição proíbe qualquer tipo de manifestação erótica e/ou sexual entre seus internos e não há direito a visita íntima durante a internação. Aproximações de cunho afetivo são coibidas pelos técnicos e podem se tornar motivo de alta administrativa, sendo o contato sexual relatado como um dos motivos de desligamento dos usuários da clínica. Na ocasião da visita, havia uma usuária transexual feminina ocupando a ala das mulheres. Apesar da direção alegar que a chama pelo nome escolhido, parte da equipe e dos internos afirmou não respeitar esta decisão. A interna se encontra em um quarto sozinha na ala das mulheres, segundo os funcionários por opção própria. Na rotina dos internos na instituição são realizadas orações a cada refeição e a cada grupo de atividade, não sendo permitidos dentro da instituição livros de caráter religioso que não a bíblia. Foi observada uma grande quantidade de bíblias na unidade e durante a visita aos quartos femininos foram encontradas bíblias em todas as camas ou próximo a elas. Foi relatado que as bíblias são trazidas pelos próprios usuários ou familiares, mas que os funcionários também as forneciam. Recentemente, ocorriam cultos semanais evangélicos promovidos pelos funcionários e com participação dos usuários. Houve relatos de queixa realizada por um interno ao Observatório sobre a impossibilidade de levar à instituição um convidado que realizaria um culto espírita. Desde então, a pedido do Observatório não são mais realizados os cultos evangélicos. De 15 em 15 dias, um grupo de internos que está na instituição há mais tempo realiza visita a um parque que foi referido como Cidade das Crianças. Os internos não podem sair sozinhos da clínica, apenas com um instrutor. A saída da clínica é apenas para as atividades previstas ou para emergências, sempre justificadas para a equipe. 20

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