REPÚBLICA DE ANGOLA. em Angola GOVERNO DA ANGOLA

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1 REPÚBLICA DE ANGOLA Promoção e Protecção Social em Angola GOVERNO DA ANGOLA

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3 EXPERIÊNCIA DE ANGOLA EM PROMOÇÃO E PROTECÇÃO SOCIAL

4 BREVE MONOGRAFIA DE ANGOLA

5 1. SÍNTESE GEOGRÁFICA A República de Angola fica situada na costa ocidental da África Austral, a sul do Equador, sendo limitada a Norte pela República do Congo, a Oriente pela República Democrática do Congo e pela República da Zâmbia, a sul pela Namíbia e a ocidente pelo oceano Atlântico. A República de Angola, é o quinto país de maior dimensão ao sul do Sahara, com uma área de cerca de quilómetros quadrados e uma linha marinha atlântica de cerca de quilómetros. A sua fronteira terrestre é de km. O comprimento máximo no sentido Norte-Sul é de Km e a largura máxima no sentido Oeste-Leste, é de Km, dando, ao país uma configuração geométrica equivalente a um quadrado.

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11 Cabinda%[ CABINDA ZAIRE Caxito Luanda BENGO Sumbe UIGE MALANJE K. NORTE Lubango Menongue [ Namibe NAMIBE Mbanza Congo Uige Ndalatando LUNDA NORTE LUNDA SUL K. SUL BENGUELA HUILA Malanje Saurimo HUAMBO BIE Kuito Benguela Huambo CUNENE Luena Lucapa MOXICO KUANDO KUBANGO Superfície/Área/superficie : Km2 População/Population : 14 M Fronteiras/Borders: República do Congo/ 201Km República da Namíbia/1.376Km República Democrática do Congo/2511 Km/República da Zâmbia/ 1110 Km. Litoral:/coast:1.600KM(OceanoAtlântic o) (Atlantic Ocean) Águas Territoriais/Territorial Waters : 20 milhas naúticas- 20 nautical miles Área Pesqueira/Fishing Área: 200 milhas naúticas/nautical miles Repartição de terras/partition of lands: 2% terras aráveis/arables lands 23% pântanos e pastagens/swamps and pastures 43%floresta/forest 32%outras/others Ondjiva

12 PROMOÇÃO E PROTECÇÃO SOCIAL EM ANGOLA

13 I. INTRODUÇÃO 6. A longa guerra de libertação nacional ( ) e as guerras que se seguiram imediatamente a seguir a proclamação da independência nacional de Angola (1975), provocou danos incalculáveis e transformou a vida dos Angolanos num verdadeiro pesadelo.. Situação humanitária : das mais criticas do mundo 14 milhões de habitantes: mais de um terço afectada pela guerra Mais de 4 milhões de deslocados; Cerca de 200 mil pessoas portadoras de deficiência; Cerca de crianças separadas dos familiares Vias de acesso e equipamentos sociais destruídos.

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15 10. As consequências do prolongado conflito armado que vigorou em Angola durante cerca de trinta anos, contribuíram para o depauperamento de crescentes faixas da população. 11. A instabilidade política e militar que vigorou, não aparece isolada, enquanto factor de depauperamento das populações, ela gerou elementos que impossibilitaram a definição e condução da política económica e social. As despesas militares limitaram as alocações financeiras para os investimentos públicos com maior incidência nas infraestruturas sociais, o que resultou numa depreciação nos sectores da saúde, educação, água e saneamento básico, daí os baixos índices de desenvolvimento humano.

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17 12.. De acordo com um Inquérito Nacional realizado a agregados familiares no ano 2000, a pobreza em Angola atingiu cerca de 68% da população total, estando cerca de 26% em situação de pobreza extrema. A fronteira entre a pobreza extrema em Angola, estava situada nos USD 22,8 por mês, ou seja USD 0,76/dia e nos USD 51,2 ou seja USD 1,70/dia para a pobreza absoluta, comparativamente ao limiar da pobreza a nível internacional que se situa nos 2 USD/dia e o da pobreza extrema em 1 USD/dia. 13.A incidência da pobreza era maior nas áreas rurais, que rondava os 94% e nas cidades cerca de 57%, sendo mais elevada na região leste e central do país do que nas regiões costeiras.

18 Curiosamente, apesar das taxas de analfabetismo em Angola terem maior prevalência nas mulheres, cerca de 50%, constata-se que as famílias chefiadas por mulheres são menos afectadas pela pobreza, reflectindo a sua grande presença no mercado informal.

19 . O crescimento económico verificado nos últimos anos ( ), provocou um impacto positivo na redução dos efeitos da pobreza, particularmente dos grupos vulneráveis.

20 A POLÍTICA SOCIAL EM ANGOLA

21 18. É consabido que as políticas sociais, em particular a acção social, assumem a função de compensar as desigualdades e disfunções geradas pelos sistemas económicos. 19. Por essa razão, cada vez mais vai-se entendendo que as respostas as necessidades humanas, dependem menos de uma série de políticas diferentes, mas de sistemas de soluções coordenadas e integradas intersectorialmente e a vários níveis. 20. Em Angola, a nova visão de política social tem como fundamento básico, a instituição de um modelo de segurança social equilibrado e sustentável onde combinem a responsabilidade individual e a solidariedade social e, onde se diferencie positivamente a assistência aos mais desfavorecidos.

22 21. No quadro da nova visão, pretende-se uma parceria activa entre o Estado e a sociedade, onde as comunidades assumam uma responsabilização colectiva, na edificação de mecanismos de apoio aos grupos mais vulneráveis e as famílias em situação de risco. 22. Esta visão de parceria não deve ser entendida como um processo de desresponsabilização do Estado, a quem cabe certamente, a função primária de proteger e assistir os cidadãos mais carenciados. 23. Esta dinâmica de parceria, tem como principal objectivo o envolvimento alargado de todos parceiros sociais, com maior protagonismo para os agentes das instituições comunitárias, públicas, privadas, religiosas, dentre outras, para que através da dimensão social das suas actividades, se possam aproximar aos problemas e, serem elementos participantes activos na inserção social dos grupos hoje excluídos, não na perspectiva de caridade mais de solidariedade social.

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24 24. Actualmente o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Médio e Longo Prazos, bem como a Lei de Bases de Protecção Social, constituem os documentos legais norteadores de toda a acção social. 25. Por orientação do Governo têm vindo a ser estabelecidas as políticas sectoriais dos órgãos da política social, através de um processo participativo entre todos os actores sociais. 26. O processo de elaboração das políticas, de um modo geral, tem obedecido a mesma metodologia, ou seja, apresentação pelo órgão responsável do documento base, que procede a consulta dos parceiros sectoriais mais directos e, posteriormente mais alargada a sociedade civil organizada, incluindo os próprios beneficiários.

25 27. Esse processo normalmente inicia internamente, dentro do órgão especializado de determinado domínio ou com a criação de Comissões Técnicas T Multisectoriais, com subgrupos temáticos, que desenvolvem o trabalho de desenho e elaboração de propostas, que posteriormente submetem a discussão alargada. 28. Embora o País esteja ainda numa fase embrionária de definição de políticas sectoriais na área social, foram já estabelecidos os seguintes instrumentos normativos: Política Nacional do Ambiente; Política Nacional para de Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (aguarda aprovação pelo Governo); Política Nacional para a Pessoa Idosa (aguarda aprovação pelo Governo); Lei de Bases de Protecção Social;

26 Lei do Julgado de Menores; Lei de Bases do Sistema de Educação; Plano de Educação para Todos; Plano Estratégico da Saúde; Plano Estratégico Nacional para o Controlo das Infecções de Transmissão Sexual, HIV/SIDA-2007/2010; Estratégia Nacional de Segurança Alimentar; Estratégia Nacional de Combate a Violência contra a Mulher; Onze compromissos entre o Governo, Agências das Nações Unidas e Parceiros Sociais sobre a Criança Angolana.

27 29. Diferentes mecanismos de coordenação, articulação de sinergias e de concertação, têm sido ensaiados para a implementação das políticas sociais. No entanto, na sua maioria só estão estabelecidos a nível central. 30. Gostaríamos de realçar aqui, como experiência singular, a coordenação existente, desde o ano de 2004, para a materialização das políticas de promoção e defesa dos direitos da criança. 31. Desde o ano de 2004, a maior homenagem que Angola faz a nova geração, durante a Jornada da Criança( comemoração do dia Mundial da Criança,1 de Junho e Dia da Criança Africana,16 de Junho), tem sido a realização de um Fórum Nacional sobre a Criança, que se revelou como um compromisso político ao mais alto nível da governação, assumido pelo Presidente da República de Angola.

28 32. A realização desse evento no ano de 2004 deveu-se fundamentalmente ao facto de Angola deter, naquela altura, a mais alta taxa de mortalidade infantil, de acordo com o UNICEF, facto que encontra respaldo, nas consequências do prolongado conflito armado que o país vivenciou por cerca de três décadas e que teve um grande impacto negativo no desenvolvimento nacional e nas condições de vida das populações. 33. O Governo através de uma Comissão Interministerial para a primeira Infância (criada por decreto nº62/04 de 29 de Setembro), realizou o primeiro Fórum Nacional sobre Cuidados e Desenvolvimento da Primeira Infância em Angola no ano de 2004 e, teve como lema : Tudo se Decide antes dos 5 anos.

29 34. A partir dessa altura o Governo e a Sociedade Civil colocaram o futuro do país num berço de esperança, ao recomendaram 10 metas expressas em 11 compromissos. 35. Deste modo a situação da criança passou a constar da agenda nacional. 36. Nos anos subsequentes os Fóruns não analisaram somente a situação da criança na primeira infância, mas, dos 0 aos 18 anos de idade, tendo assim, como lema : A Criança Toda e Todas as Crianças. 37. Por posteriormente por recomendação do II Fórum foi extinta a Comissão Multisectorial e criado o Conselho Nacional da Criança (Decreto Lei nº6/07), como órgão de consulta, de acompanhamento, monitoria e controle da implementação das politicas de promoção e defesa dos direitos da criança e, dos 11 compromissos e recomendações dos Fóruns até ao nível local (município e comuna).

30 38. O Conselho Nacional da Criança tem representação a nível local, apresentando a seguinte estrutura temática: CONCERTAÇÃO Governo Sociedade CNAC Ministério s 16 INAC ONG 4 Igrejas 4 Organizações Sociais 10

31 COMISSÕES A CRIANÇA DO ZERO AOS CINCO ANOS TODAS AS CRIANCAS A CRIANCA DOS 6 AOS 18 ANOS SUSTENTABILIDADE DAS CONQUISTAS

32 COMISSÕES ESPECIALIZADAS PERMANENTES FUNÇÃO : TRATAMENTO DE ASSUNTOS TÉCNICOS DAS SEGUINTES ÁREAS POLÍTICAS PÚBLICAS POLÍTICAS JURÍDICAS E DE PROTECÇÃO A CRIANÇA DOS ZERO AOS 5 ANOS TODAS AS CRIANÇAS A CRIANÇA DOS 6 AOS 18 ANOS SUSTENTABILIDADE DAS CONQUISTAS POLÍTICAS ADMINISTRATIVAS E FINANCEIRAS POLÍTICAS DE PREVENÇÃO DA DELINQUÊNCIA JUVENIL

33 SISTEMA NACIONAL DE PROTECÇÃO SOCIAL

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35 39. Reconhecendo a necessidade de garantir a todos os cidadãos uma protecção mais efectiva, o Governo de Angola iniciou um processo de reforma do sistema de segurança social, que o pretendemos sustentável e equilibrado às necessidades, combinando a responsabilidade do Estado e a participação comunitária. 40. Nessa perspectiva, aprovou a Lei de Bases da Protecção Social (Lei Nº7/04, de 15 de Outubro), instrumento legal que assenta num conceito extensivo de segurança social e que se pretende adaptado às actuais exigências sociais. 41. Esse instrumento legal, que tem vindo tornar-se efectivo com o crescimento da economia nacional, promove na sua essência, o bem-estar das populações, assim como estabelece os mecanismos de assistência social aos grupos mais vulneráveis e, as medidas preventivas às situações de desigualdade social.

36 42. Com efeito, constituem objectivos da protecção social, os seguintes: Atenuar os efeitos da redução dos rendimentos dos trabalhadores nas situações de falta ou diminuição da capacidade de trabalho, na maternidade, no desemprego e na velhice e, garantir a sobrevivência dos seus familiares, em caso de morte; Compensar o aumento dos encargos inerentes às situações familiares de especial fragilidade ou dependência; Assegurar meios de subsistência à população residente carenciada, na medida do desenvolvimento económico e social do país e promover conjuntamente com os indivíduos e as famílias, a sua inserção na comunidade, na plena garantia de uma cidadania responsável.

37 ORGANIZAÇÃO DA PROTECÇÃO SOCIAL A protecção social organiza-se em três níveis, nomeadamente: Protecção Social de Base; Protecção Social Obrigatória e Protecção Social Complementar. PROTECÇÃO SOCIAL Protecção Social de Base Protecção Social Obrigatória Protecção Social Complementar

38 PROTECÇÃO SOCIAL DE BASE A Protecção Social de Base visa fundamentalmente a prevenção das situações de disfunção e de exclusão, organizando, com os próprios destinatários, acções de protecção especial a grupos mais vulneráveis. Este dispositivo tem como objectivo, garantir níveis mínimos de subsistência e dignidade, através de acções de assistência a pessoas e famílias em situações especialmente graves.

39 A A protecção social de base é dirigida a população residente que se encontre em situação de falta ou diminuição dos meios de subsistência e não possa assumir na totalidade a sua própria protecção, nomeadamente: pessoas ou famílias em situação grave de pobreza; mulheres em situação desfavorecida; crianças e adolescentes com necessidades especiais ou em situação de risco; pessoa idosa em situação de dependência física ou em situação de isolamento; pessoa com deficiência, em situação de risco ou de exclusão social; desempregados em risco de marginalização.

40 Este patamar da Protecção Social é financiado através de: a) Transferências do Orçamento Geral do Estado, receitas dos órgãos administrativos dos órgãos locais do Estado; b) Donativos nacionais, internacionais ou qualquer outra forma legalmente admitida, destinados a projectos específicos; c) Comparticipações dos utilizadores de serviços e equipamentos sociais. Actualmente está em estudo um projecto de criação de um Fundo Nacional de Solidariedade e Assistência, que poderá ser constituído essencialmente por transferências do Orçamento Geral do Estado, resultantes de medidas fiscais, que financiará todos os projectos e acções da Acção Social.

41 PROTECÇÃO SOCIAL OBRIGATÓRIA A protecção social obrigatória tem carácter comutativo e assenta numa lógica de seguro, sendo financiada através de contribuições dos trabalhadores e das entidades empregadoras, juros de mora devidos ao atraso no pagamento de contribuições, valores resultantes da aplicação de sanções, rendimentos do património, transferências do Orçamento Geral do Estado, subsídios, donativos, legados e heranças. Este dispositivo de protecção social destina-se aos trabalhadores por conta de outrem ou por conta própria e suas famílias, visando protegê-los nas situações de falta ou diminuição da capacidade de trabalho, maternidade, acidente de trabalho, doenças profissionais, desemprego, velhice, morte, bem como nas situações de agravamento dos encargos familiares.

42 PROTECÇÃO SOCIAL COMPLEMENTAR A protecção social complementar é de adesão facultativa, cobertura fornecida no âmbito dos regimes integrados na protecção social obrigatória. A protecção social complementar visa reforçar e complementar as prestações dos regimes obrigatórios nas eventualidades de velhice, invalidez, morte e cuidados de saúde, através de planos de pensões, dos regimes profissionais complementares e dos regimes de benefícios de saúde.

43 I GESTÃO DA PROTECÇÃO SOCIAL A Lei de Bases de Protecção Social (Lei Nº7/04), estabelece um Conselho Nacional de Protecção Social, como órgão de consulta e concertação no domínio da politica da protecção social, bem como de acompanhamento e verificação da sua implementação e alcance dos objectivos.. No entanto, por diversas razões, este órgão ainda não se encontra em funcionamento.. O sistema de protecção social é administrado pelos órgãos da política social, nomeadamente, Assistência e Reinserção Social, Saúde, Educação, etc, no seu primeiro nível (Protecção Social de Base) e os segundo e terceiro níveis (Protecção Social Obrigatória e Protecção Social Complementar) pelo Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, Ministério das Finanças e entidades gestoras da protecção social obrigatória.

44 Em função das suas atribuições específicas, cada órgão orienta os órgãos e serviços locais, assim como os parceiros sociais a sua aplicação, dentro dos parâmetros estabelecidos pela Lei. Deste modo, compete aos órgãos e serviços locais, que compõem o aparelho administrativo, desenvolver, dinamizar e implementar acções, que concorram para a melhoria das condições de vida das populações. O Governo de Angola através do Orçamento Geral do Estado consagra 8,2% para subsídios e 5,35% para transferências sociais.

45 ESTRATÉGIA NACIONAL DE COMBATE A POBREZA

46 ESTRATÉGIA DE COMBATE A POBREZA POLITICAS SOCIAIS POLITICA ECONÓMICA

47 57. A República de Angola estabeleceu uma Estratégia Nacional de Combate a Pobreza, que actualmente é considerado o instrumento orientador para a política social, que encerra objectivos e metas para domínios considerados fundamentais para o desenvolvimento, no quadro de uma agenda global de reconstrução nacional 58. A Estratégia de Combate à Pobreza assenta num quadro de orientações de políticas sectoriais, visando dar resposta ao fenómeno de modo multisectorial nos domínios considerados prioritários: Reinserção social das pessoas directamente afectadas pelo conflito armado; Desminagem; Segurança alimentar e desenvolvimento rural; VIH/SIDA; Educação;

48 Saúde; Infra-estruturas Básicas; Emprego e formação profissional; Governação; Gestão macro-económica. Por estes domínios podemos comprovar que as intervenções de combate a pobreza, não são isoladas e que estão inseridos nos modelos de desenvolvimento com a combinação entre as políticas sociais e económicas.

49 Programas Sectoriais: 59. Para operacionalização da Estratégia de Combate à Pobreza, o Governo aprovou inicialmente ( ) um Programa Intercalar, visando responder às carências mais prementes das populações directamente afectadas pelo conflito armado e, lançar as bases para a implementação do Plano de Desenvolvimento de médio e longo prazos. 60. À nível sectorial foram estabelecidos planos de acção e programas sectoriais, visando elevar as condições de vida das populações, para se auferirem rendimentos permanentes e de produtividade.

50 PROGRAMAS ORGANISMO RESPONSÁVEL OBJECTIVOS ESTADO ACTUAL - Programas de apoio a mulher rural Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural Contribuir no combate a pobreza das famílias rurais e da mulher em particular Em execução - Programa de extensão e desenvolvimento rural Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural Visa materializar acções para reabilitação e o desenvolvimento das comunidades rurais. Em execução Programa executivo da estratégia de desenvolvimento rural do povo e combate a pobreza Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural Contribuir para a redução da fome e da pobreza e o desenvolvimento rural e integrado das comunidades Em execução Programa de desenvolvimento comunitário Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural Abastecimento da água potável, saúde pública e serviços primários de saúde, educação e formação profissional no meio rural Em execução - Programa de Vigilância Nutricional - Promoção do Aleitamento materno Ministério da Saúde Prestar assistência nutricional as crianças malnutridas e grávidas através da criação de centros nutricionais terapêuticos e suplementares Garantir aleitamento exclusivo até aos seis meses de idade Em execução Em execução - Programa de Suplementação com micronutrientes Ministério da Saúde (Vit A, ferro e ácido fólico, promove a suplementação com Vit A as crianças menores de 5 anos e mulheres puerperas Em execução - Programa merenda escolar Ministério da Educação Visa combater o insucesso e o abandono escolar Em execução - Promoção da Saúde Escolar: Água na escola; reabilitação dos sanitários e/ou construção de latrinas Ministério da Educação Visa a distribuição massiva de desparazitante nas escolas Em execução - Programa de relançamento de alfabetização e recuperação do atraso escolar Ministério da Educação Reforma curricular e redução do analfabetismo Em execução - Programa de apoio as famílias carentes Ministério da Família e da promoção da Mulher Visa o desenvolvimento integral da família e particularmente nos cuidados e protecção a 1ª infância; Visa o acesso das famílias de baixa renda a pequenos financiamentos, com vista a promoção de pequenas iniciativas geradoras de rendimentos e emprego Em execução - Programa de promoção da Mulher Rural Ministério da Família e da promoção da Mulher Visa a promoção sócio-económica da mulher rural por via de implementação de projectos de âmbito social e produtivo Em execução

51 - Programa de Suplementação com micronutrientes Ministério da Saúde (Vit A, ferro e ácido fólico, promove a suplementação com Vit A as crianças menores de 5 anos e mulheres puerperas Em execução - Programa merenda escolar Ministério da Educação Visa combater o insucesso e o abandono escolar Em execução - Promoção da Saúde Escolar: Água na escola; reabilitação dos sanitários e/ou construção de latrinas Ministério da Educação Visa a distribuição massiva de desparazitante nas escolas Em execução - Programa de relançamento de alfabetização e recuperação do atraso escolar Ministério da Educação Reforma curricular e redução do analfabetismo Em execução - Programa de apoio as famílias carentes Ministério da Família e da promoção da Mulher Visa o desenvolvimento integral da família e particularmente nos cuidados e protecção a 1ª infância; Visa o acesso das famílias de baixa renda a pequenos financiamentos, com vista a promoção de pequenas iniciativas geradoras de rendimentos e emprego Em execução - Programa de promoção da Mulher Rural Ministério da Família e da promoção da Mulher Visa a promoção sócio-económica da mulher rural por via de implementação de projectos de âmbito social e produtivo Em execução Subprograma de assistência social às pessoas em situação de vulnerabilidade Ministério da Assistência e Reinserção Social Melhorar as condições de vida dos grupos em situação de extrema pobreza através da promoção de iniciativas de auto-sustentabilidade e melhorias das condições de habitação Em execução Subprograma de reabilitação baseada na comunidade e fomento da produção agrícola Ministério da Assistência e Reinserção Social Promover a integração das Pessoas Portadoras de Deficiência na vida sócio económica das comunidades e o apoio na criação de Associações de PPDs viradas para a produção agro-pecuária Em execução

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53 PROGRAMAS E PROJECTOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL AOS GRUPOS VULNERÁVEIS Programa de expansão da rede de equipamentos da Primeira Infância; Programa Infantil Comunitário e de Educação Comunitária; Programa de Localização e Reunificação Familiar de Crianças Separadas; Projecto Leite e Papa; Projecto Mães Tutelares; Creches Comunitárias; Centros de Acolhimento de Educação, Ensino e Inserção Social de Crianças

54 ASSISTÊNCIA À PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA Reabilitação Baseada na Comunidade Cooperativas de Moto-Taxi Cooperativas de Geração de Renda ASSISTÊNCIA Á PESSOA IDOSA Lares de Assistência á Pessoa Idosa Centros de Artesanato Projectos de Terapia Ocupacional(Olaria, Costura) Projecto de Moageiras

55 PROGRAMA DE PROMOÇÃO SOCIAL DAS PESSOAS VULNERÁVEIS VEIS Desde 1999 que o Governo de Angola implementa um programa de Micro-crédito dirigido essencialmente às mulheres residentes em áreas peri-urbanas e rurais, como forma de reforço da capacidade desse extracto da população, que é o garante e o pilar da família. Assistência alimentar Centros comunitários Auto-construção dirigida de habitações

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57 FIM DA APRESENTAÇÃO

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