Vulcano. Vasco Araújo. Museu Geológico LNEG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Vulcano. Vasco Araújo. Museu Geológico LNEG"

Transcrição

1 Vulcano Vasco Araújo 2013 Museu Geológico LNEG

2

3 Índice Vulcano - Vasco Araújo O vulcão é um mal e é um bem Entrevista de Pedro Faro a Vasco Araújo Biografia

4

5 Vulcano Vasco Araújo Lembro-me muito bem, lembro-me, lembro-me como se fosse ontem... começar. Preferia que já tivesse começado. Tanta coisa por acabar e mais uma vez começar. O que eu gostava era de outra voz antes de mim. Antes de tudo, sem princípio, uma voz que me preceda, que não me fale! Que essa voz me leve, é o que eu quero... uma voz que me carregue às costas a meio de uma frase e não me obrigue a começar, a nascer, a dar início à história. Não, não foi temor. Foi algo muito mais terrível... Medo. Meu caro amigo, ainda estás aí em baixo? Preciso de te escrever, mas eu já não sou o mesmo. Desde há alguns meses que sei que tudo está diferente. Os tempos são outros. Tu já só vives na minha memória. Por isso, vou escrever-te em pensamentos, porque tu tens sempre curiosidade em saber tudo. É o meu respeito pelas forças da Natureza que me deixa falar contigo em pensamentos, um calafrio perante a vontade de destruição, essa vontade arrepiante, majestosa nas suas metamorfoses. Tu objectarias que os sofrimentos das pessoas 4

6 decidem o que é belo ou medonho. Com certeza. O sofrimento é uma medida justa. As pessoas esqueceram, porém, que não são nada, nada, perante as forças cósmicas, perante a nossa própria vontade. A verdade é que os nossos melhores momentos, com frequência, ocorrem precisamente quando estamos desconfortáveis, quando não nos sentimos contentes ou realizados, quando lutamos e buscamos alguma coisa. Sabes, algo em mim me diz que alguma coisa em breve estará em transformação, sinto que tu estás a obrigar-me a deitar fora, ninguém me disse isto, nem a voz, é físico, és tu. Faz dois meses que li que a Humanidade é, agora, confrontada com uma decisão difícil: evoluir ou morrer. Uma percentagem relativamente pequena da Humanidade, mas em franca expansão, já está a romper com os antigos padrões mentais egocêntricos e a despertar para uma nova consciência. Não percebi bem o que queriam dizer com isto, mas talvez seja algo relacionado com o mundo. Há cada vez mais pessoas confusas por não saberem onde se encaixam, qual é o seu propósito e, inclusivamente, quem são. Fazem parte do todo sem saberem. Não são livres, nunca se libertaram. Alguma coisa começa agora a sair. Fumo, fumo das entranhas, muito fumo. 5

7 Começa a fazer sentido. «Diz o que sentes, sente o que pensas, pensa o que quiseres.» Uma parte significativa do sofrimento da vida é o sofrimento provocado por constantemente discernir ou escolher aquilo por que somos responsáveis e aquilo por que não somos. Os acontecimentos da natureza são absolutamente fantásticos, vês o fumo, o monstro está a acordar, já começou a sair fumo de novo, nos últimos meses tem saído bastante, mas ainda não cheira a enxofre. Nunca poderei sentir-me em paz devido a algo que aconteceu no passado. Oiço as histórias que as pessoas contam, que podiam ter todas o título Por que razão não posso sentir-me em paz agora?. O ego não sabe que a nossa única oportunidade de nos sentirmos em paz é, precisamente, no agora. Ou talvez saiba e tenha medo de que nós o possamos descobrir. Afinal de contas, a paz significa o fim do ego. O meu pensamento emocional tornou-se a minha identidade e, por isso, fico preso às antigas emoções, visto que estas fortalecem a minha identidade. Estou a tremer, mas não tenho medo, as minhas pernas, os braços, as entranhas, tudo estremece. Pára, pára com isso. As emoções não são quem eu realmente sou. Pára, pára, por favor, pára. Mais fumo! O monstro está a despertar e, com ele, todos nós, vamos ser arrastados, tenho medo. Não é temor, nem terror, é medo. O reconhecimento do corpo de dor tem de ser seguido pela aceitação. Por favor! Pára! Tenho medo. 6

8 UOU!!!!!! Começou agora aquilo que já não se pode parar, é agora a grande oportunidade. O monstro acordou, acordei, continuo com medo, medo do que aí vem, para onde vou, do que vou perder. Já não sei quem sou, estou confuso. Mais explosões, a grande catástrofe está a chegar. O meu corpo está em ebulição, o meu cérebro rebenta de confusão e a minha identidade perdeu- -se. A terra começou a purgar, começou o processo, a limpeza! Será possível o retrocesso? Pára! Pára! Será o destino natural e inevitável do Homem a sua destruição? Quando deixar de acreditar que devo ou tenho de saber quem sou, o que é que acontece à confusão que me domina? A maior parte das pessoas não consegue conceber qualquer significado quando a sua vida, ou o seu mundo, está a cair aos pedaços. O monstro acordou! E com ele uma nova consciência, a nossa, a minha... UOU!!!! O meu estômago. Estou enjoado... agoniado... lanço vapores internos de antigos pensamentos, emoções mal compreendidas assentes na velha ordem, no poder instaurado. Vomito aquilo que dominei mas nunca percebi. Enormes explosões de cinza, pedras, lixo, muito lixo! Deixam-me horrorizado! Lixo de todos os tipos é lançado em jactos cupressiformes pretos, atingindo alturas magníficas, formando grinaldas apocalípticas que toldam o meu campo visual, a minha essência, o céu. Sempre era verdade! Os temores tornaram- -se realidade. O vapor que sobe do interior profano transforma o mistério. Era o princípio do fim! Nenhuma mudança, reforma ou revolução se tornaria efectiva no meio social sem uma transformação interna de cada 7

9 indivíduo. Se não prestarmos atenção, independentemente da sociedade ser Socialista, Capitalista, Monárquica ou Anarquista, teremos os mesmos problemas quotidianos envolvendo a violência generalizada, a guerra, o egoísmo, a inveja, o rancor, o ódio, a cobiça Tudo é humanidade, e a humanidade é sempre a mesma. São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal de que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade. Decerto que os horrores da revolução são medonhos, decerto que tudo o que é vital nas sociedades, a família, o trabalho, o amor sofrem dolorosamente com a passagem dessa trovoada humana. Mas as misérias que se sofrem com as opressões, com os maus regimes, com as tiranias, são maiores ainda. Nunca mais seremos os mesmos. Percebes bem o que é que significa ser ameaçado por esta força que escurece o céu e faz tremer a terra! Movimentos de magma agitam as profundezas, ruídos surdos, como tiros de canhão, emergem do interior do meu corpo, repuxos que chegam ao céu: as certezas estão abaladas. Cheira-me a enxofre, cheira-me a podre, a lixo. Agora é a vez do fogo. Consegues ver, sim, consegues?! Estamos quase a chegar ao fim com estrondos colossais, verdadeiras detonações, que preenchem a noite com as suas cristas enlouquecidas. As ostentações de lava que se lançam no ar formaram um cone de bombas e de escória. O mundo tem agora um brilho de fogo. Gotas de lava escorrem das entranhas do monstro, 8

10 c o r r e m incandescentes através do espaço, transformam-se em fórmulas químicas antes de se extinguirem. É a capacidade de transmutação do próprio ser humano, cujo reflexo material é a transformação do homem de chumbo em homem de ouro. Apodrecer para renascer - a dissolução do corpo é a fixação do Espírito. Esta descida aos infernos significa a descida ao interior de ti próprio, ao mais profundo do ser. É o conhece-te a ti mesmo. Não nos elevamos até nos despojarmos do enxofre e da sua gordura terrena. O lume do sofrimento converte-se na luz da consciência. O núcleo interno, sólido e rico em ferro, brilha, irradia o seu raio de calor, onde tudo murcha e se transforma em cinzas, numa queimadura arrepiante de camadas e camadas de esperança. Ritmos relampejantes, que nos fazem oscilar, arrasam casas, aldeias e cidades, ritmos que quebram o corpo. As crostas rompem-se. Jorram repuxos de lava, ofuscantes de dia, vermelhos à noite, que se vão amontoando, formando paisagens de escória. Nem uma única pedra fica no mesmo sítio, pessoas e objectos são lançados pelo ar, massas de terra e de rochas entram em movimento, ondas gigantescas, tsunamis, causados por avalanches que se libertam das encostas submarinas, o mundo mudou e com ele a consciência. Aqui está o momento certo. Continuemos. Só mais alguns metros. Não acreditas naquilo que os meus olhos te descrevem? Sim, estás apavorado? No fundo, o teu coração não esperava outra coisa. Desce, chegámos a um enorme braseiro que tudo transforma e nos eleva. 9

11 Dá a volta ao braseiro. Devagar. É muito maior do que pensas. É tão grande como a Natureza. Escuta o seu interior. Não concordas comigo? Um silêncio terrífico. Ah, se tivesse um fósforo. Apenas um. Era o suficiente para incendiar o silêncio. Crepitaria em chamas. É o fim do mistério e da nossa viagem conjunta. Estás a lutar contra as lágrimas e um acesso de tosse. Não, não olhes para o mar. Não há lá nada para ver. Volta-te. Este é o meu último pedido, feito com voz rouca. O pensamento emocional já não é a nossa identidade. Todas estas histórias que se defrontam há milhares de anos em nome das origens têm na realidade um terreno comum: são histórias de identidade. FIM 10

12 Vulcano, 2012 Vídeo 16/9 Duração: Voz: Francesco Troisi Pinturas: João Fitas Texto: Vasco Araújo Música: Symphony Nº2 Corpernican, Op.31 ; Already it is dusk (String Quartet Nº 1) Op 62; Quasi una fantasia (String Quartet Nº2) Op 64;... Sing are sung (String Quartet Nº3) Op 67 de Henyk Mikolaj Górecki. Dimensões variáveis. Cortesia Galeria Filomena Soares

13

14

15 O vulcão é um mal e é um bem as pessoas amam e morrem da mesma maneira desde sempre não olhes para o mar, não há lá nada para ver Entrevista de Pedro Faro a Vasco Araújo Pedro Faro: Na preparação desta obra, Vulcano, 2012, lembro-me de te ver a olhar e a seleccionar pinturas e imagens de vulcões, a ler e a sublinhar livros científicos e outros sobre este elemento da natureza, que tanto tem fascinado o pensamento e a criação. E lembro-me, ainda, de te ver interessado em questões relacionadas com a psicologia humana. Que outros elementos foram importantes para chegares aqui, a este objecto artístico, na sua formulação final, e de que forma é que estes vários eixos livros científicos, pinturas, psicologia, música, voz, texto participam e se combinam? Vasco Araújo: Pedes-me para falar sobre a Obra de Arte Total. Ou seja, esta peça surge de várias coisas. Primeiro, de uma situação que eu tenho vindo a trabalhar ultimamente com maior intensidade e que é a observação do ser humano na sua vertente psicológica. Nesse sentido, interessa-me ver como é que o homem se transforma e o medo que ele tem dessa transformação. Achamos sempre que não conseguimos alterar nada em nós. Ou seja, podemos alterar a nossa casa, podemos alterar tudo à nossa volta, menos nós próprios. Podemos até pôr a hipótese de alterarmos o nosso corpo 14

16 mas, interiormente, no nosso interior, achamos que nunca podemos alterar nada e isso cria-nos um medo que podemos designar por medo da mudança. Foi isso, sobretudo, que me interessou trabalhar. Depois, em segundo lugar, a junção ao vulcão acontece porque o vulcão, além de ter uma evidente forma escultórica, é um dos fenómenos, tal como o tremor de terra, que obriga a uma transformação efectiva. Mas, também, porque vulcão cospe fogo remetendo, de modo quase imediato, para a ideia ou imagem do dragão que mata. Interessa-me essa imagem de alguma coisa que cospe do interior da terra algo que nos mata e que destrói tudo e, ao mesmo tempo, não ser uma destruição mas, na verdade, implicar uma renovação. Ao fim de muitos anos, após a erupção de um vulcão, os terrenos ficam muito mais férteis, por exemplo. Com a erupção do vulcão, muitas vezes, a terra aumenta. O vulcão pode ser, inclusivamente, criador de terra. O vulcão é um mal e é um bem. Ou seja, o que é que eu quero dizer? O vulcão serviu-me de metáfora para esta questão da mudança no ser humano. À partida, uma mudança ou transformação parece uma coisa horrorosa destrói muito - mas depois é sempre para melhor. No caso específico deste vídeo, o vulcão que aparece nas várias pinturas é o Vesúvio que destruiu, como sabemos, várias vezes, várias cidades, sendo que a mais conhecida é Pompeia. É um vulcão vivo, ainda. PF: A questão do tipo de mudança que referes, de alguma forma, fez-me lembrar a questão da emigração - novamente tão presente e 15

17 necessária entre nós -, do ter que sair, do ir à aventura, do passar por transformações, procurar uma nova terra... VA : Sair do nosso espaço confortável tem fortes implicações psicológicas e é talvez o maior medo e terror do ser humano. Esta peça é sobre isso e usei o vulcão como metáfora. Mas não podia nunca usar um vulcão de agora, da actualidade, como aquele da Islândia, por exemplo. Ao ler o romance da Susan Sontag, O Amante do Vulcão, há vários anos, confrontei-me com a história do embaixador inglês, Sir William Hamilton, que coleccionava, além de vasos gregos e romanos, e não havendo máquinas fotográficas na altura, pinturas do Vesúvio. Todos os dias encomendava, a diferentes pintores locais, uma ou duas pinturas que eram vistas do Vesúvio. Naquela altura, o Vesúvio já era um vulcão vivo e por isso estava sempre em transmutação. Deu-se por um acaso, na época em que ele era lá embaixador, no Reino das Duas Sicílias, e também durante as invasões napoleónicas, uma grande explosão do Vesúvio. Assim, ele pode criar um caderno - Campi Phlegraei: Observações sobre os Vulcões das Duas Sicilias, Nápoles , composto por três volumes, com anotações científicas e ilustrações que davam conta de aspectos como medição de enxofre dos vapores, etc.. É o primeiro estudo científico feito sobre vulcões, nomeadamente, sobre o Vesúvio, e, actualmente, em depósito, na biblioteca do V&A. Ele acabou por doar tudo. Grande parte dos vasos gregos e romanos que estão no British Museum, por exemplo, eram dele. Esta parte de elementos mais científicos, presentes nas pinturas que são, na 16

18 verdade, ilustrações, com tamanhos reduzidos, também foi doada. Mas o que é que é interessante nestas pinturas? Não é a parte científica, propriamente dita. Hoje em dia, há estudos científicos mais precisos e válidos. Não me interessa para nada a quantidade de enxofre que sai de um vulcão. O que me interessou nestas pinturas foi o exagero e a expressividade da sua representação. As pinturas são como crónicas de guerra, exageradas. Numa das pinturas que aparece no vídeo - o tamanho real do Vesúvio é de cerca de dois mil metros de altitude, o canhão de fogo que sai do Vesúvio tem cerca de três vezes mais a altura do vulcão. Ora, nenhum vulcão expele fogo de cinco metros de altura - rebentaria com o planeta Terra, se assim fosse. Este lado de exagero na representação do fenómeno tem a ver com o medo que tal fenómeno inspira. Alguém está a ver o vulcão e o que vê é de tal maneira impressionante as pinturas são feitas com grande distância física do mesmo e fascinante que leva a um exagero da representação deste fenómeno. PF: Voltando à pergunta inicial, também me lembro, como já tinha referido, de te ver a ler textos científicos sobre vulcões, cujo conteúdo usaste ou adaptaste no teu texto, resgatando uma certa expressividade paradoxal, entre verdade e ficção. VA : Andei a ler um livro sobre a explosão do vulcão dos Capelinhos, Viagem Vulcânica, uma saga açoriana, de Ralph Roger Glockler. PF: A forma como o vulcão era descrito nesse livro era muito 17

19 expressiva e contrariava, de alguma modo, o espírito científico, racional, objectivo que sustenta a sua validade de verdade? Colocas esse tipo textos ou análises da realidade, dos fenómenos, em questão, igualmente, ao citares ou apropriares poeticamente alguns elementos desse discurso? VA : A questão da linguagem aqui é extremamente importante por duas razões. No final do vídeo há uma frase que diz a nossa identidade já não é emotiva, ou seja, não podemos ter só uma identidade emotiva. Temos sempre emoção mas a identidade constrói-se ligando a emoção à razão, por sermos seres racionais e emocionais e, também, porque uma identidade emotiva cria mais medo. A razão que me levou a adoptar este tipo de escrita? Tinha que haver um lado emotivo tal como são as pinturas que escolho para este vídeo. No livro sobre a erupção vulcânica dos Capelinhos nos Açores (Viagem Vulcânica, uma saga açoriana, de Ralph Roger Glockler), o autor, entre observações sobre as consequências da erupção nas casas, nas vidas das pessoas, faz breves descrições do momento e aquele homem viveu aquele momento dizendo, por exemplo, que a erupção do vulcão se assemelha a bombas a explodir, criando analogias subjectivas. Nunca estive ao pé de um vulcão em erupção mas deve ser absolutamente aterrador e, ao mesmo tempo, fascinante. É como ver fogo de artifício. Acho muito fascinante ver fogo de artifício mas o som assusta-me imenso. Meto sempre as mãos nos ouvidos. Há ali um jogo de tempos entre o que vemos e ouvimos que me intriga. Na minha obra, Vulcano, 2012, 18

20 por outro lado, há, ainda, uma construção psicológica realizada em torno de um sujeito que é amplificada pelo intrigante jogo das palavras que eu introduzo, ou seja, nunca se percebendo muito bem o que é que ele está a descrever, ao dizer coisas como o enxofre que sai do interior profano do meu corpo. Um corpo em grande angústia, por exemplo, com um aperto no estômago, mostra-se ou expressa-se de várias maneiras, sendo que a fisiológica é uma dessas formas de manifestação. Mas não são só as questões físicas que estão em jogo. A angústia pode levar à loucura porque o medo de não saber o que nos vai acontecer, num processo de transformação, de mudança, pode ser fatal. Numa grande catástrofe, há pessoas que morrem de pânico porque o pavor pode ser tanto que acabam por morrer, abandonam-se. Só concebo que alguém se mate por medo. A ideia de mudança pode originar um medo enorme, insuportável. PF: De que forma é que esta obra se inscreve no teu percurso, como é que se articula com investigações, questões e obras anteriores, e de que modo é que marca, se quiseres, o fim e o início de outros projectos? VA : Esta obra deve ser, talvez, o fim de uma etapa. Mas nunca é um fim em si mesmo. Eu tenho o hábito de trabalhar entusiasticamente um determinado tema, de forma exaustiva, e, num dado momento, desligo e passo para outro tema. É como se tivesse várias linhas de investigação mas que, no fundo, tratam sempre da mesma questão que é a natureza do ser humano ou da condição humana. 19

21 Esta obra vem directamente de uma linha de trabalhos em que procurei abordar a questão psicológica psicologia e psiquiatria. Ela não é política como são outras obras que, no meu percurso, tratam do pós-colonialismo ou de questões de racismo, diferença, etc... Esta obra entronca numa série de projectos que mostrei na minha última exposição na Galeria Filomena Soares Mente-me e na linha de obras Trabalhos para Nada, que tratam, sobretudo, de aspectos do interior humano, da psique humana, na tentativa de questionar e perceber até que ponto isso revela e constitui o ser humano. Portanto, exploram as ansiedades que resultam da nossa dificuldade em mudar, do medo que temos da mudança. PF: O vídeo vai ser mostrado no Museu de Geologia. Era importante para ti que o lugar onde expões esta obra tivesse algum tipo de memória associada? Que o facto de ser uma forma museológica particular evitasse o cubo branco da galeria contemporânea? VA : Eu gosto sempre de mostrar as obras no seu contexto, apesar de haver o risco de uma certa redundância. Ou seja, o meu trabalho já é um pouco barroco, já tem imensa informação, imensas formas, imensas referências, e mostrar no próprio sítio de onde vêm essas referências pode ser demasiado redundante e não adiantar ou acrescentar grande coisa à experiência do trabalho e à sua própria leitura. Por vezes, é preferível um espaço limpo onde as pessoas se concentram, exclusivamente, na peça que lhes é mostrada. Neste caso, o Museu Geológico, tendo tudo a ver com esta peça, no sentido em que 20

22 estuda e reflecte sobre as rochas - consequência da actividade dos vulcões - mas não implica com a obra porque não há lá nada igual, não há lá nada parecido, não há pinturas sobre vulcões. PF: Mas é curioso que seja mostrado num museu como o Museu de Geologia. O museu instituição moderna - é um espaço associado à memória, à categorização do conhecimento, a uma certa narrativa histórica. No teu vídeo, por exemplo, usas muitas vezes as palavras memória, história, identidade, integração, revolução, que são termos afectos, de algum modo, à prática museológica. VA : Respondo-te a isso de uma maneira apenas. Se pudesse, só trabalhava para museus, sejam eles quais forem. Sejam museus de arte contemporânea, de arte antiga, geológicos, de ciência... porque, para mim, os museus e, acrescento, ainda, as bibliotecas, são os sítios mais fantásticos que conheço, onde podemos ver tudo, onde podemos conhecer tudo, onde podemos conhecer o ser humano. Tanto uns como outros são prova escrita e material da nossa vida, dizem-nos que estamos vivos. PF: Mas são duas instituições que resultam de um predomínio de uma certa racionalidade instrumental, daquela que pretende controlar a vida, a natureza e as suas imprevisíveis transformações aspecto que contraria, em parte, aquilo que o teu vídeo explora ou questiona. Este vídeo não coloca em causa uma certa racionalidade humana? 21

23 VA : Não sei se sei responder a esta pergunta, no sentido em que não compreendo bem o que me perguntas. A racionalidade do ser humano levou-o desde sempre aos actos mais extraordinários e ao mesmo tempo absolutamente deploráveis, talvez seja nesse sentido que o meu vídeo vai contra a racionalidade humana. Como já disse, este vídeo é uma metáfora para uma tomada de consciência de si próprio, do ser individual, mas que se insere em grupos, na sociedade, logo terá de agir e de estar de acordo com um determinado numero de regras e de leis. Agora, o problema é quando este homem não está de acordo, ou não se sente inserido, ou mesmo, é excluído. PF: Usas a palavra revolução no vídeo. VA : Só é possível haver uma revolução, seja ela qual for, porque houve ou há alguém que tem a coragem de mudar. Chegou a um estado de saturação, a um limite, e percebeu que tinha que agir, tal como acontece com os artistas quando fazem uma obra ou quando um escritor escreve um livro. Muitas vezes não sabemos porque fazemos certas coisas. Respondemos a um impulso e a revolução começa com esse impulso. Havia uma situação anterior que estava saturada. Mudamos de ginásio, de roupa, de carro porque todas essas coisas deixam de nos servir, a certa altura. Estamos sempre a mudar. Há mudanças que não nos provocam medo mas as revoluções provocam medo. No caso da revolução francesa, por exemplo, as pessoas não sabiam, certamente, para onde é que iam e viveram 22

24 anos nessa incerteza, numa terra de ninguém, que de certeza criou bastante desconforto. PF: Por falar em terra de ninguém, as tuas obras parecem convocar quase sempre um outro tempo, um tempo sem definição, um tempo sem tempo, quase, um tempo abstracto, distante do tempo dito contemporâneo. Dizes muitas vezes, a brincar, que, apesar de seres um artista contemporâneo, não tens cultura contemporânea. De que modo é que esta obra sublinha, mais uma vez, esse aspecto ou essa condição em que te colocas, como um desterrado, exilado temporal? Vives num tempo que não é o teu tempo mas actuas sobre este tempo, de várias maneiras artisticamente, politicamente, socialmente mas com a carga referencial de outro tempo que escapa a uma definição histórica rigorosa, clara. Pode ser um tempo da antiguidade, um tempo barroco... VA : Se calhar sou um artista romântico (risos). A melhor frase, e que li apenas no texto que o Paulo Pires do Vale escreveu sobre a minha exposição Debret, no Pavilhão Branco, em 2010, é do Padre António Vieira, do seu livro Breve História do Futuro e que é mais ou menos isto: nós só podemos construir um presente ou um futuro a olhar para o passado. Isto tem um lado moralista e, enfim, católico, jesuíta, mas acho esta ideia interessante. Ou seja, tu não podes nunca fazer para a frente se não perceberes para trás o que fizeste e o que fizeram. Não és só tu. O tu é um acaso. Nós somos isto porque tivemos milhões para trás que fizeram milhares 23

25 de coisas, construíram milhares de coisas, escreveram milhares de coisas, deram-nos ideias para tudo e os seres que somos hoje, muito mais evoluídos, muito mais tecnológicos, resultam de tudo o que os outros, antes de nós, fizeram. Esse passado é a nossa herança. Portanto, não concebo o meu trabalho sem ter que ir ler, pelo menos, dez livros, ou ver trinta imagens. Por exemplo, neste caso concreto do Vulcano, 2012, li e vi imensas coisas e fui buscar outras que já tinha lido e visto há muitos anos, por exemplo. Esta ligação ao passado resolve-se desta maneira. O passado dá-nos confirmação sobre o facto das coisas e garante a universalidade dos termos, dos conceitos. Eu não ponho em causa o Homero apesar de não ter a certeza se aconteceu ou não a batalha de Tróia. É uma história. Todas estas heranças, tudo o que se escreveu, sejam verdade ou mentira, configuram a nossa relação com o mundo, com as coisas. Não me interessa nada se a erupção vulcânica aconteceu ou não como aparece representada nas pinturas. Interessa-me, sim, a sua representação, analisar e reflectir sobre aquilo que chegou até nós. Este tempo em que eu construo as minhas obras é um não tempo, ou melhor, pode não haver um tempo verdadeiro. É um tempo abstracto, cada vez mais codificado. Mas é tão abstracto que pode ser em qualquer lugar, podia ser hoje ou há um século. O mesmo acontece quando lemos uma tragédia grega. Afinal, as pessoas amam e morrem da mesma maneira desde sempre. PF: No vídeo não há imagens em movimento. Temos imagens de várias pinturas de vulcões e da cara de um homem, alternadas, criando uma 24

26 narrativa sobre o Ser, sobre a humanidade. Qual é o maior desafio que a actualidade coloca a um Ser humano, a um artista, e de que forma é que a metáfora do vulcão serve ao presente? VA : Serve completamente. Acho que nem nunca podia ter servido tanto, pelo menos durante o tempo que eu vivi até hoje, desde que nasci 37 anos. O momento que vivemos é de crise, de grande desalinhamento mental e, ao mesmo tempo, implicando uma maior consciência do ser humano. O que estamos a assistir não é uma crise económica, apenas. Estamos numa crise de identidade porque estamos em mudança. Porque estão a obrigar-nos a mudar de paradigma. PF: Que paradigma é esse? VA : Não faço a menor ideia mas estamos a mudar. Esta peça, se calhar, também a fiz porque sinto isso e é uma espécie de resposta ao que estou a viver. Este homem do vídeo, a certa altura, diz: não olhes o mar, não há nada para ver. Olha para outro lado. É uma espécie de chamada de atenção para uma tomada de consciência. Não te distraias com o mar, é para outro sítio que deves olhar e, consequentemente, terás que sofrer, ou não, mas terás que ver com os teus próprios olhos para aprender, para perceberes que isto não tem mal, que é só uma outra forma de viver. PF: Sempre achei o teu trabalho bastante político, apesar disso 25

27 não ser muitas vezes óbvio. Sentes que a tua obra corre o risco de se alinhar demasiado com determinadas causas, assuntos, problemáticas sociais? Quais são as tuas causas enquanto cidadão e quando, e de que forma, é que elas aparecem no teu trabalho? VA : Acho que o meu trabalho é psicologicamente político, ou seja, não é activista, não é activamente político, no sentido convencional da expressão. Por vezes, é sociopolítico, mas apenas por vezes. Mas há uma coisa que é de certeza absoluta. É psicologicamente político, tanto pela negativa como pela positiva. PF: O que é que isso quer dizer? VA : Ele tanto coloca questões como atira flechas. Neste caso, nesta obra em concreto, coloca questões. Ou seja, coloca mais questões. Espero que coloque várias questões naqueles que a vêem. O meu trabalho é político nesse sentido. Quando faço um trabalho sobre o colonialismo ou sobre as minorias raciais, ou coisas desse género, talvez seja mais crítico, mais crispado, mais agressivo e coloque menos questões e atire mais setas. PF: O que é isso de atirar setas? VA: É como se colocasse cartazes à frente das pessoas. Vês ou não vês? Vês ou não vês? E vou repetindo esta questão várias vezes. Aqui no Vulcano é mais consegues ver?. Parece que estou 26

28 a colocar-me numa posição mais elevada em relação aos outros mas não é nada disso. Exponho as minhas próprias ansiedades e angústias. Se calhar, por vezes, corro o risco de não colocar estas questões a mim mesmo. PF: Isso leva-me a colocar uma questão que tem a ver, justamente, com a relação que estabeleces com o teu próprio trabalho. Contactando com o teu círculo de amigos e conhecidos, aparece, muitas vezes, a ideia que as tuas obras reflectem os teus estados de alma, num determinado momento. Sempre achei que isto era um equívoco. Assim, de que forma é que as tuas obras reflectem aquilo que tu és, onde é que está a separação entre obra, artista, cidadão, pessoa? As obras não têm um carácter mais abstracto? Pairante? VA : Sim, essa associação tão literal é um equívoco enorme. O meu trabalho, claro, sou eu. Apareço nele, inclusivamente, muitas vezes. Mas, por exemplo, não vivi a história do colonialismo directamente, não tenho uma única pessoa da minha família que tenha vivido em África, eu próprio não vivi em África, fui pela primeira vez a África há cinco anos. Mas interessa-me, enquanto português, perceber o que é que se passou ali. Ou seja, interessa-me tomar consciência sobre um assunto que nos afecta colectivamente e trabalhá-lo artisticamente. No caso das peças em que psicologicamente as personagens estão completamente deprimidas e embrenhadas em situações horrorosas, como na exposição de 2011, na Galeria Filomena Soares, Mente-me, a minha relação com aquelas personagens das obras é, obviamente, 27

O que procuramos está sempre à nossa espera, à porta do acreditar. Não compreendemos muitos aspectos fundamentais do amor.

O que procuramos está sempre à nossa espera, à porta do acreditar. Não compreendemos muitos aspectos fundamentais do amor. Capítulo 2 Ela representa um desafio. O simbolismo existe nas imagens coloridas. As pessoas apaixonam-se e desapaixonam-se. Vão onde os corações se abrem. É previsível. Mereces um lugar no meu baloiço.

Leia mais

O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS QUE OPORTUNIDADES PÓS-LICENCIATURA ESPERAM? EXPECTATIVAS QUE INQUIETAÇÕES TÊM OS ALUNOS DE DC? MADALENA : M QUAL É A TUA PERSPECTIVA DO MERCADO

Leia mais

CD: Ao Sentir. Alencastro e Patrícia. 1- Ao Sentir Jairinho. Ao sentir o mundo ao meu redor. Nada vi que pudesse ser real

CD: Ao Sentir. Alencastro e Patrícia. 1- Ao Sentir Jairinho. Ao sentir o mundo ao meu redor. Nada vi que pudesse ser real Alencastro e Patrícia CD: Ao Sentir 1- Ao Sentir Jairinho Ao sentir o mundo ao meu redor Nada vi que pudesse ser real Percebi que todos buscam paz porém em vão Pois naquilo que procuram, não há solução,

Leia mais

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves CAMINHOS Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves Posso pensar nos meus planos Pros dias e anos que, enfim, Tenho que, neste mundo, Minha vida envolver Mas plenas paz não posso alcançar.

Leia mais

#38. FeedForward. O e a caminho de Ser. Ser Feliz. Márcia Pinho COACH e Fundadora da believe IN (ICC 10410)

#38. FeedForward. O e a caminho de Ser. Ser Feliz. Márcia Pinho COACH e Fundadora da believe IN (ICC 10410) O e a caminho de Ser. Ser Feliz. Alexandra Lemos International Executive Coach Coach Trainer da ICC para Portugal www.mindcoach.pt O e a caminho de Ser. Ser Feliz. E de repente estava tudo errado. A minha

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO

SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO ORIENTAÇÃO ESCOLAR E VOCACIONAL A conclusão do 9.º ano de escolaridade, reveste-se de muitas dúvidas e incertezas, nomeadamente na escolha de uma área de estudos ou num

Leia mais

É a pior forma de despotismo: Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia

É a pior forma de despotismo: Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia Entrevista a Carlos Amaral Dias É a pior forma de despotismo: Eu não te faço mal, mas, se quisesse, fazia Andreia Sanches 04/05/2014 O politicamente correcto implica pensar que a praxe é uma coisa horrível.

Leia mais

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA LUZ E AMOR AELA

ASSOCIAÇÃO ESPÍRITA LUZ E AMOR AELA PSÍCÓGRAFA A Paz! Estou aqui presente para ajudar em teu trabalho! Minha irmã, estou sempre presente, mas nem sempre me é possível fazer comunicação contigo, pois existem outros irmãos que estão contigo

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

diálogo ARTES Gonçalo Barreiros Experiência alienante SANDRA VIEIRA JÜRGENS sandravieirajurgens@gmail.com

diálogo ARTES Gonçalo Barreiros Experiência alienante SANDRA VIEIRA JÜRGENS sandravieirajurgens@gmail.com ARTES diálogo Gonçalo Barreiros Experiência alienante SANDRA VIEIRA JÜRGENS sandravieirajurgens@gmail.com Nas suas intervenções artísticas, no domínio da escultura e da instalação, Gonçalo Barreiros pode

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

Hoje é dia do trabalho. Quero parabenizar todos os trabalhadores do Brasil. Quero também parabenizar antecipadamente todas as mamães do Brasil!

Hoje é dia do trabalho. Quero parabenizar todos os trabalhadores do Brasil. Quero também parabenizar antecipadamente todas as mamães do Brasil! 1 Culto Mensal de Agradecimento 01 de maio de 2011 Revmo. Tetsuo Watanabe Bom dia a todos! Os senhores estão passando bem? Hoje é dia do trabalho. Quero parabenizar todos os trabalhadores do Brasil. E

Leia mais

O QUE SE SABE SOBRE A MIOPATIA?

O QUE SE SABE SOBRE A MIOPATIA? 1 TODO O MUNDO É DIFERENTE, NINGUÉM É PERFEITO Toda a gente é diferente; ninguém é perfeito. Se olhares á tua volta, verás crianças que têm problemas nos olhos e que usam óculos; outras, que ouvem mal;

Leia mais

O valor do silêncio na vida do cristão

O valor do silêncio na vida do cristão O valor do silêncio na vida do cristão Salve Maria! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Em nosso blog, temos muitas palavras de profecia sobre o silêncio. E, por Providência Divina, encontramos um

Leia mais

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias

Lucas Zanella. Collin Carter. & A Civilização Sem Memórias Lucas Zanella Collin Carter & A Civilização Sem Memórias Sumário O primeiro aviso...5 Se você pensa que esse livro é uma obra de ficção como outra qualquer, você está enganado, isso não é uma ficção. Não

Leia mais

Mensagem: Fé provada. Por David Keeling.

Mensagem: Fé provada. Por David Keeling. Mensagem: Fé provada. Por David Keeling. Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renunciese a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar

Leia mais

Entrevista 1.02 - Brenda

Entrevista 1.02 - Brenda Entrevista 1.02 - Brenda (Bloco A - Legitimação da entrevista onde se clarificam os objectivos do estudo, se contextualiza a realização do estudo e participação dos sujeitos e se obtém o seu consentimento)

Leia mais

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Prova de certificação de nível de proficiência linguística no âmbito do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro,

Leia mais

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas - Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas curiosidades. Se quiseres, depois deixo-te ler. - Tu sabes

Leia mais

Você foi criado para tornar-se semelhante a Cristo

Você foi criado para tornar-se semelhante a Cristo 4ª Semana Você foi criado para tornar-se semelhante a Cristo I- CONECTAR: Inicie o encontro com dinâmicas que possam ajudar as pessoas a se conhecer e se descontrair para o tempo que terão juntas. Quando

Leia mais

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão Jorge Esteves Objectivos 1. Reconhecer que Jesus se identifica com os irmãos, sobretudo com os mais necessitados (interpretação e embora menos no

Leia mais

Saudades. Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti!

Saudades. Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! Durante as aulas de Português da turma 10.º 3, foi lançado o desafio aos alunos de escolherem poemas e tentarem conceber todo um enquadramento para os mesmos, o que passava por fazer ligeiras alterações

Leia mais

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia

Carlos Neves. Antologia. Raízes. Da Poesia 1 Antologia Raízes Da Poesia 2 Copyrighr 2013 Editra Perse Capa e Projeto gráfico Autor Registrado na Biblioteca Nacional ISBN International Standar Book Number 978-85-8196-234- 4 Literatura Poesias Publicado

Leia mais

VAMOS CONSTRUIR UMA CIDADE

VAMOS CONSTRUIR UMA CIDADE VAMOS CONSTRUIR UMA CIDADE Versão adaptada de Eugénio Sena para Wir Bauen Eine Stadt de Paul Hindemith 1. MARCHA (Entrada) Uma cidade nossa amiga Não queremos a cidade antiga. Nós vamos pensar tudo de

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

Músicos, Ministros de Cura e Libertação

Músicos, Ministros de Cura e Libertação Músicos, Ministros de Cura e Libertação João Paulo Rodrigues Ferreira Introdução Caros irmãos e irmãs; escrevo para vocês não somente para passar instruções, mas também partilhar um pouco da minha experiência

Leia mais

Ideias Chave! Jogar para ganhar Jogar para não perder. Frutas & Raízes Trate das raízes para ter frutos melhores.

Ideias Chave! Jogar para ganhar Jogar para não perder. Frutas & Raízes Trate das raízes para ter frutos melhores. Ideias Chave! Jogar para ganhar Jogar para não perder. Frutas & Raízes Trate das raízes para ter frutos melhores. Declarações VS Afirmações Afirmações vs Declarações. P -> T - F -> A -> R Uma boa equação

Leia mais

Sou a nona filha entre dez irmãos. Nasci numa cultura com padrões rígidos de comportamento e com pouco afeto. Quando eu estava com um ano e quatro meses, contraí poliomielite que me deixou com sequelas

Leia mais

Artesãos de Sorocaba resistem à época em que as imagens davam significado ao silêncio

Artesãos de Sorocaba resistem à época em que as imagens davam significado ao silêncio Artesãos de Sorocaba resistem à época em que as imagens davam significado ao silêncio Daniela Jacinto Fotos: Bruno Cecim A Wikipedia define bem o tema desta reportagem: arte tumular ou arte funerária é

Leia mais

Livro Físico e Digital

Livro Físico e Digital Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto Imagem Digital Livro Físico e Digital Maria Inês Araújo Bravo lap08072 1 Índice O livro como conceito...3 O livro como objecto físico...7 O livro electónico...9

Leia mais

MESTRE TIBETANO Uma prática de meditação grupal

MESTRE TIBETANO Uma prática de meditação grupal MESTRE TIBETANO Uma prática de meditação grupal 1 Instrução para os oficiantes: A prática passa a ter uma breve introdução musical, que deve ter início às 09:00 horas. A música será como que preparatória

Leia mais

By Dr. Silvia Hartmann

By Dr. Silvia Hartmann The Emo trance Primer Portuguese By Dr. Silvia Hartmann Dra. Silvia Hartmann escreve: À medida em que nós estamos realizando novas e excitantes pesquisas; estudando aplicações especializadas e partindo

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior Para rezar na Semana Santa Estamos em plena Semana Santa. Ao longo destes dias somos convidados a reflectir no mistério da Paixão-Morte e Ressurreição de Jesus. A tradição popular quis recordar os últimos

Leia mais

Cântico de entrada: Cristo Jesus, tu me chamaste. Introdução

Cântico de entrada: Cristo Jesus, tu me chamaste. Introdução Festa do Perdão Cântico de entrada: Cristo Jesus, tu me chamaste Cristo Jesus, tu me chamaste Eu te respondo: estou aqui! Tu me chamaste pelo meu nome Eu te respondo: estou aqui! Quero subir à montanha,

Leia mais

www.rockstarsocial.com.br

www.rockstarsocial.com.br 1 1 Todos os Direitos Reservados 2013 Todas As Fotos Usadas Aqui São Apenas Para Descrição. A Cópia Ou Distribuição Do Contéudo Deste Livro É Totalmente Proibida Sem Autorização Prévia Do Autor. AUTOR

Leia mais

Mudando a pergunta para entender o problema que está por trás do pedido do cliente

Mudando a pergunta para entender o problema que está por trás do pedido do cliente Mudando a pergunta para entender o problema que está por trás do pedido do cliente Fernando Del Vecchio Outubro 01, 2009 Tradução para português: Raquel Costa Pinto Esclarecimento: O presente diálogo é

Leia mais

CEGO, SURDO E MUDO (porque nao?) LETRA: Ricardo Oliveira e Mário F.

CEGO, SURDO E MUDO (porque nao?) LETRA: Ricardo Oliveira e Mário F. FRUTO PROIBIDO FRUTO PROIBIDO 1 Cego, surdo e mudo (porque não?) 2 Mundo inteiro 3 Acordo a tempo 4 Contradição 5 A água não mata a fome 6 Quem és é quanto basta 7 Nascer de novo (és capaz de me encontrar)

Leia mais

A PREENCHER PELO ALUNO

A PREENCHER PELO ALUNO Prova Final do 1.º e do 2.º Ciclos do Ensino Básico PLNM (A2) Prova 43 63/2.ª Fase/2015 Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho A PREENCHER PELO ALUNO Nome completo Documento de identificação Assinatura

Leia mais

Programa de Português Nível A2 Ensino Português no Estrangeiro. Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, IP

Programa de Português Nível A2 Ensino Português no Estrangeiro. Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, IP Português A2 Programa de Português Nível A2 Ensino Português no Estrangeiro Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, IP Direção de Serviços de Língua e Cultura Composição Gráfica: Centro Virtual Camões

Leia mais

se formaram, viveram, fizeram e o pouco que aprenderam ou muito foi dentro daquele órgão confuso, terrível, que talvez não seja o melhor para

se formaram, viveram, fizeram e o pouco que aprenderam ou muito foi dentro daquele órgão confuso, terrível, que talvez não seja o melhor para Sidnei Possuelo Eu em primeiro lugar queria agradecer a universidade por propiciar esse espaço hoje muito importante, muito importante, porque vivemos realmente uma crise, e esse espaço aqui é um espaço

Leia mais

Diálogo de Lama Lhundrup com os pacientes a um Hospital em Brasília (2005)

Diálogo de Lama Lhundrup com os pacientes a um Hospital em Brasília (2005) Diálogo de Lama Lhundrup com os pacientes a um Hospital em Brasília (2005) Lhundrup: Sou um monge budista. Estou muito contente em encontrar vocês. Vocês já encontraram um monge budista antes? Uma paciente:

Leia mais

FEED FORWARD #31 SETEMBRO 2014. Coaching, a arte secreta de convidar a Felicidade

FEED FORWARD #31 SETEMBRO 2014. Coaching, a arte secreta de convidar a Felicidade WWW.MINDCOACH.PT FEED FORWARD Coaching, a arte secreta de convidar a Felicidade #31 SETEMBRO 2014 Alexandra Lemos Executive Coach International Coach Trainer da ICC para Portugal MAFALDA FERREIRA TERAPEUTA

Leia mais

Acólitos. São João da Madeira. Cancioneiro

Acólitos. São João da Madeira. Cancioneiro Acólitos São João da Madeira Cancioneiro Índice Guiado pela mão...5 Vede Senhor...5 Se crês em Deus...5 Maria a boa mãe...5 Quanto esperei por este momento...6 Pois eu queria saber porquê?!...6 Dá-nos

Leia mais

Bloco Mauricio Diogo. Agora não há como voltar atrás.

Bloco Mauricio Diogo. Agora não há como voltar atrás. Bloco Mauricio Diogo Vejo um bloco de mármore branco. A rocha dura. A rocha é dura. O mármore tem textura. É duro. Resistente. Sincero. Tem caráter. Há mármore rosa, bege, azul, branco. O escultor doma

Leia mais

PREGAÇÃO DO DIA 08 DE MARÇO DE 2014 TEMA: JESUS LANÇA SEU OLHAR SOBRE NÓS PASSAGEM BASE: LUCAS 22:61-62

PREGAÇÃO DO DIA 08 DE MARÇO DE 2014 TEMA: JESUS LANÇA SEU OLHAR SOBRE NÓS PASSAGEM BASE: LUCAS 22:61-62 PREGAÇÃO DO DIA 08 DE MARÇO DE 2014 TEMA: JESUS LANÇA SEU OLHAR SOBRE NÓS PASSAGEM BASE: LUCAS 22:61-62 E, virando- se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou- se da palavra do Senhor, como lhe havia

Leia mais

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP Depressão e Qualidade de Vida Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP 1 Percepções de 68 pacientes entrevistadas. 1. Sentimentos em relação à doença Sinto solidão, abandono,

Leia mais

magazine A inaugurar a época de bom tempo e de boas sardinhas

magazine A inaugurar a época de bom tempo e de boas sardinhas magazine DESTAQUES Junho 2012 Santos populares Amera 3.0 Planos ambiciosos de animação edição 34 90 exemplares www.amera.com.pt 21 444 75 30 SANTOS POPULARES A inaugurar a época de bom tempo e de boas

Leia mais

Anexo 2. . Falar educação Um programa do Instituto de Tecnologia Educativa Radio Televisão Portuguesa (1975) EDUCAÇÃO PELA ARTE

Anexo 2. . Falar educação Um programa do Instituto de Tecnologia Educativa Radio Televisão Portuguesa (1975) EDUCAÇÃO PELA ARTE Anexo 2 O documento que se apresenta em seguida é um dos que consideramos mais apelativos neste estudo visto ser possível ver Cecília Menano e João dos Santos e a cumplicidade que caracterizou a sua parceria

Leia mais

Depressão na Gravidez

Depressão na Gravidez De Depressão na Gravidez Um relato de uma mulher com Depressão na Gravidez O E-mail enviado por Gabriela, uma mulher que teve depressão durante a Gravidez e as respostas de apoio e ajudar à essa mulher.

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

Álbum: O caminho é o Céu

Álbum: O caminho é o Céu Álbum: O caminho é o Céu ETERNA ADORAÇÃO Não há outro Deus que seja digno como tu. Não há, nem haverá outro Deus como tu. Pra te adorar, te exaltar foi que eu nasci, Senhor! Pra te adorar, te exaltar foi

Leia mais

Entrevista à artista plástica Sofia Areal: "Faz-se muito, erra-se muito, aprende-se muito"

Entrevista à artista plástica Sofia Areal: Faz-se muito, erra-se muito, aprende-se muito lazer // Entrevista à artista plástica Sofia Areal: "Faz-se muito, erra-se muito, aprende-se muito" A pintora vai inaugurar uma exposição, em Setembro. O pretexto ideal para nos lançarmos à conversa com

Leia mais

Sete Trombetas (Lauriete)

Sete Trombetas (Lauriete) Sete Trombetas (Lauriete) Uma mistura de sangue com fogo A terça parte deste mundo queimará Eu quero estar distante, quero estar no céu Quando o anjo a primeira trombeta tocar Um grande meteoro vai cair

Leia mais

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESTUDO 4 Palavra Viva RELEMBRANDO SANTIFICAÇÃO Nossos três grandes inimigos: O MUNDO A CARNE O D IABO 'Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

10 segredos para falar inglês

10 segredos para falar inglês 10 segredos para falar inglês ÍNDICE PREFÁCIO 1. APENAS COMECE 2. ESQUEÇA O TEMPO 3. UM POUCO TODO DIA 4. NÃO PRECISA AMAR 5. NÃO EXISTE MÁGICA 6. TODO MUNDO COMEÇA DO ZERO 7. VIVA A LÍNGUA 8. NÃO TRADUZA

Leia mais

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história.

Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Uma noite de verão, diz o ator, estaria no centro da história. Nem um sopro de vento. E já ali, imóvel frente à cidade de portas e janelas abertas, entre a noite vermelha do poente e a penumbra do jardim,

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Cristina Soares Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Quando decidi realizar meu processo de coaching, eu estava passando por um momento de busca na minha vida.

Leia mais

A Terra do Inesquecimento

A Terra do Inesquecimento A Terra do Inesquecimento Olá! O meu nome é Otávio. Eu vivo numa terra muito pequenina, chamada Terrra do Inesquecimento. Chama-se assim, porque aqui ninguém se esquece de nada. Estou farto de viver nesta

Leia mais

LIÇÃO 8 Necessidades Sociais Satisfeitas

LIÇÃO 8 Necessidades Sociais Satisfeitas LIÇÃO 8 Necessidades Sociais Satisfeitas E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6:12). Esta é uma lição importante. Fixamos as condições para o nosso próprio

Leia mais

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESCOLA DOMINICAL SUGESTÃO DE CELEBRAÇÃO DE NATAL 2013 ADORAÇÃO Prelúdio HE 21 Dirigente: Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e saudou

Leia mais

Caminho, verdade e vida: Definições de Jesus; Marcas em seus discípulos (Jo.14:1-11)

Caminho, verdade e vida: Definições de Jesus; Marcas em seus discípulos (Jo.14:1-11) Caminho, verdade e vida: Definições de Jesus; Marcas em seus discípulos (Jo.14:1-11) Mensagem 1 A metáfora do Caminho Introdução: A impressão que tenho é que Jesus escreveu isto para os nossos dias. Embora

Leia mais

Vai ao encontro! de quem mais precisa!

Vai ao encontro! de quem mais precisa! Vai ao encontro! 2ª feira, 05 de outubro: Dos mais pobres Bom dia meus amigos Este mês vamos tentar perceber como podemos ajudar os outros. Vocês já ouviram falar das muitas pessoas que estão a fugir dos

Leia mais

Entrevista com Aires Alves

Entrevista com Aires Alves 1 Entrevista com Aires Alves Hélder Bértolo (Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa) e Maria Lúcia Batezat Duarte Transcrição: Maria Lúcia Batezat Duarte 1 38 anos técnico de computador - cego congênito

Leia mais

As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação

As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação As Crianças, a Guerra e os Meios de Comunicação Sara Pereira Instituto de Estudos da Criança Universidade do Minho Maio de 2003 No mundo de hoje, pais, professores e outros agentes educativos enfrentam

Leia mais

Gratuidade com os outros

Gratuidade com os outros 2ª feira, dia 21 de setembro de 2015 Gratuidade com os outros Bom dia! Com certeza, todos nós já experimentamos como é bom brincar com amigos, como nos faz felizes trocar jogos e brinquedos, como sabe

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista.

Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista. Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei

Leia mais

Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos Mosteiro dos Jerónimos Guia de visita dos 6 aos 12 anos Serviço Educativo do Mosteiro dos Jerónimos/ Torre de Belém Bem-vindo ao Mosteiro dos Jerónimos A tua visita de estudo começa logo no Exterior do

Leia mais

A Revelação. São José dos Campos, 30 de Junho 1995 numa sessão gravada.

A Revelação. São José dos Campos, 30 de Junho 1995 numa sessão gravada. A Revelação Esta comunicação é mediúnica e foi gravada, e nesta, se observa que nalguns pontos, há interferências do médium. Especialmente onde há referências aos milagres de Jesus, Ele mesmo, no livro

Leia mais

DIAS DE DRILANE PREFÁCIO: LÁGRIMAS DE CRISTAL

DIAS DE DRILANE PREFÁCIO: LÁGRIMAS DE CRISTAL GILSON SANTOS DIAS DE DRILANE PREFÁCIO: LÁGRIMAS DE CRISTAL "Colherei as lágrimas que caírem dos teus olhos, pois, ao emanarem de ti, transformam-se em cristais, tão delicados, que os unirei, num colar

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

O acesso a uma plataforma online "recheada" de propostas de atividades meticulosamente concebidas é uma outra das mais-valias deste projeto.

O acesso a uma plataforma online recheada de propostas de atividades meticulosamente concebidas é uma outra das mais-valias deste projeto. CARTAS Caros colegas, um professor não é apenas aquele que ensina, mas também o que se deixa aprender. E ainda há tanto para aprender... Com o NPP e metas curriculares, urge adquirirmos ferramentas para

Leia mais

Transcrição de Entrevista nº 5

Transcrição de Entrevista nº 5 Transcrição de Entrevista nº 5 E Entrevistador E5 Entrevistado 5 Sexo Feminino Idade 31 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações E - Acredita que a educação de uma criança é diferente

Leia mais

COMO SE PREPARA UMA REPORTAGEM i DICAS PARA PREPARAR UMA REPORTAGEM

COMO SE PREPARA UMA REPORTAGEM i DICAS PARA PREPARAR UMA REPORTAGEM COMO SE PREPARA UMA REPORTAGEM i DICAS PARA PREPARAR UMA REPORTAGEM Ver, ouvir, compreender e contar eis como se descreve a reportagem, nas escolas de Jornalismo. Para haver reportagem, é indispensável

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: O Perdão das Ofensas. Palestrante: Bárbara Alves. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.

Palestra Virtual. Tema: O Perdão das Ofensas. Palestrante: Bárbara Alves. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org. Palestra Virtual Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: O Perdão das Ofensas Palestrante: Bárbara Alves Rio de Janeiro 18/04/2003 Organizadores da Palestra: Moderador: "Brab"

Leia mais

Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina

Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina Associação Tenda Espírita Pai Joaquim D Angola e Vovó Cambina Psicografias Outubro de 2014 Sumário Cavaleiro da Chama-Vermelha.... 2 Dr. Emanuel.... 2 João Augusto... 3 Mago Horax... 3 Caravana de Koré....

Leia mais

Descubra os Anjos em Família

Descubra os Anjos em Família María Elvira Pombo Marchand Descubra os Anjos em Família Manual para que pais e filhos vivam juntos a espiritualidade Tradução Maria Mateus Para o meu marido, Daniel, por ser o meu companheiro de vida

Leia mais

Anjo Emprestado. Cristina Magalhães

Anjo Emprestado. Cristina Magalhães Anjo Emprestado Cristina Magalhães [uma chancela do grupo LeYa] Rua Cidade de Córdova, n. 2-2610 -038 Alfragide http://caderno.leya.com caderno@leya.pt 2011, Cristina Magalhães Todos os direitos reservados.

Leia mais

Contexto Espiritual.

Contexto Espiritual. Contexto Espiritual. Senisio Antonio 2 Contexto Espiritual Contexto Espiritual. 3 Senisio Antonio Projeto Força de Ler Senisio Antonio. 37980-000 Cássia MG Responsabilidade pela revisão: Maria Aparecida

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

A Tua Frase Poderosa. Coaches Com Clientes: Carisma. Joana Areias e José Fonseca WWW.COACHESCOMCLIENTES.COM

A Tua Frase Poderosa. Coaches Com Clientes: Carisma. Joana Areias e José Fonseca WWW.COACHESCOMCLIENTES.COM A Tua Frase Poderosa Coaches Com Clientes: Carisma Joana Areias e José Fonseca WWW.COACHESCOMCLIENTES.COM Introdução Neste pequeno texto pretendo partilhar contigo onde os coaches falham ao apresentarem-se

Leia mais

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você!

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você! MANUAL Esperança Casa de I G R E J A Esperança Uma benção pra você! I G R E J A Esperança Uma benção pra você! 1O que é pecado Sem entender o que é pecado, será impossível compreender a salvação através

Leia mais

Primeiro vamos preparar todos o material de jogo:

Primeiro vamos preparar todos o material de jogo: Nesta Quaresma o Secretariado da Catequese desafia-te. Desafia-te a desafiares-te, desafia-te a desafiares a tua família para este pequeno/grande desafio. Primeiro vamos preparar todos o material de jogo:

Leia mais

a seguir? 1 Gosto de sair de Portu- no final dos projectos, mas sempre com \gal os telemóveis ligados, porque se surgir uma proposta volto

a seguir? 1 Gosto de sair de Portu- no final dos projectos, mas sempre com \gal os telemóveis ligados, porque se surgir uma proposta volto a 'Gracinha' na novela 'Anjo Meu' (TVI). Sendo uma personagem cómica, sente que tem conquistado o público? Pela primeira vez sinto que há Interpreta mesmo um grande carinho do público, porque a 'Gracinha'

Leia mais

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar Uma Estória Pois esta estória Trata de vida e morte Amor e riso E de qualquer sorte de temas Que cruzem o aval do misterioso desconhecido Qual somos nós, eu e tu Seres humanos Então tomemos acento No dorso

Leia mais

VIAGEM PELO CÉREBRO PARA PAIS E FILHOS

VIAGEM PELO CÉREBRO PARA PAIS E FILHOS VIAGEM PELO CÉREBRO PARA PAIS E FILHOS Texto: Luísa Albuquerque Ilustração: Isabel Abreu A METADE ESQUERDA E A METADE DIREITA DO CÉREBRO 14 HÁ MUITAS MAIS CAPACIDADES CEREBRAIS! 18 O CÉREBRO DO MENINO

Leia mais

Finanças - O Mordomo Fiel

Finanças - O Mordomo Fiel Finanças - O Mordomo Fiel 1 Coríntios 4:2 Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros, é que cada um deles seja encontrado Fiel. A Bíblia apresenta mais de 2.350 versículos sobre dinheiro/riquezas,

Leia mais

noite e dia marconne sousa

noite e dia marconne sousa noite e dia marconne sousa Mais uma noite na terra a terra é um lugar tão solitário cheio de pessoas, nada mais onde se esconderam os sentimentos? um dedo que aponta um dedo que desaponta um dedo que entra

Leia mais

FEED FORWARD #30 AGOSTO 2014. Alguém disse um dia!!! Alexandra Lemos Executive Coach International Coach Trainer da ICC para Portugal

FEED FORWARD #30 AGOSTO 2014. Alguém disse um dia!!! Alexandra Lemos Executive Coach International Coach Trainer da ICC para Portugal WWW.MINDCOACH.PT FEED FORWARD Alguém disse um dia!!! #30 AGOSTO 2014 Alexandra Lemos Executive Coach International Coach Trainer da ICC para Portugal ANTÓNIA COXITO LIC. GESTÃO DE EMPRESAS CHEFE DE DIVISÃO

Leia mais

Protocolo da Entrevista a Maria

Protocolo da Entrevista a Maria Protocolo da Entrevista a Maria 1 O que lhe vou pedir é que me conte o que é que aconteceu de importante desde que acabou o curso até agora. Eu... ah!... em 94 fui fazer um estágio, que faz parte do segundo

Leia mais

Vinho Novo Viver de Verdade

Vinho Novo Viver de Verdade Vinho Novo Viver de Verdade 1 - FILHOS DE DEUS - BR-LR5-11-00023 LUIZ CARLOS CARDOSO QUERO SUBIR AO MONTE DO SENHOR QUERO PERMANECER NO SANTO LUGAR QUERO LEVAR A ARCA DA ADORAÇÃO QUERO HABITAR NA CASA

Leia mais

José Epifânio da Franca (entrevista)

José Epifânio da Franca (entrevista) (entrevista) Podemos alargar a questão até ao ensino secundário Eu diria: até à chegada à universidade. No fundo, em que os jovens já são maiores, têm 18 anos, estarão em condições de entrar de uma maneira,

Leia mais

Vamos adorar a Deus. Jesus salva (Aleluia)

Vamos adorar a Deus. Jesus salva (Aleluia) Vamos adorar a Deus //: SI LA SOL LA SI SI SI LA LA LA SI SI SI SI LA SOL LA SI SI SI LA LA SI LA SOOL SOOL :// Vamos adorar a Deus, Meu Senhor e Salvador Vamos adorar a Deus, com o nosso louvor. B I S

Leia mais