FACULDADE OPET CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO MBA GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES EDUCACIONAIS EXCLUSÃO NEGRA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO

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1 FACULDADE OPET CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO MBA GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES EDUCACIONAIS EXCLUSÃO NEGRA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO CURITIBA 2008

2 SELMA ROSA DE MELLO FREITAS EXCLUSÃO NEGRA NO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO Monografia apresentada à Faculdade Opet, ao Curso de Pós-Graduação, como requisito parcial à obtenção de titulação em MBA em Gestão de Organizações Educacionais. Orientadora: Professora Doutora Maria Odette de Pauli Bettega CURITIBA 2008

3 Agradecimentos Preliminarmente, agradeço a Deus por mais esta chance de aprender. Sou grata também a minha mãe, Ivone de Mello Freitas, bem assim expresso minha gratidão para com Fabiane Barreto e Ralph, minha família, pela sua constante onisciência, paciência; aos meus ex-alunos, causa e efeito dessa trajetória; ao companheiro Diego Augusto Grunberg Garcia e ao Ministério Público do Estado do Paraná, cujo apoio incondicional foi imprescindível nesta trajetória, bem assim à dedicada condução da Professora Doutora Maria Odette de Pauli Bettega. A todos vocês e àqueles que, involuntariamente, deixei de nomear, mas que, a sua maneira, considero colabores, com sinceridade, só posso dizer duas palavras: Muito Obrigada!.

4 LISTA DE SIGLAS ACNAP Associação Cultural da Negritude e Ação Popular BBC British Broadcasting Corporation Brasil CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico DNA Ácido Desoxirribonucleico ENADE Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes FHC Fernando Henrique Cardoso FIOCRUZ Fundação Oswaldo Cruz FUNDEB Fundo Nacional de Educação Básica IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDH Índice de Desenvolvimento Humano IPAD Instituto de Pesquisa da Afro-Descendência MEC Ministério da Educação e Cultura OEA Organização dos Estados Americanos ONU Organização das Nações Unidas PHD Philosophy Doctor PIB Produto Interno Bruto PNAD Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento REUNI Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais UCSAL Universidade Católica de Salvador UEL Universidade Estadual de Londrina UFBA Universidade Federal da Bahia UFPR Universidade Federal do Paraná UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro UnB Universidade de Brasília UNIPALMARES Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares

5 SUMÁRIO CAPA... I FOLHA DE ROSTO... II AGRADECIMENTOS... III LISTA DE SIGLAS... IV SUMÁRIO... V RESUMO... VI RESUMEN... VII 1 INTRODUÇÃO RAÇAS A SITUAÇÂO DO NEGRO NO BRASIL A SOCIOLOGIA DO NEGRO NO 28 BRASIL... 5 COTAS COTAS PREFERENCIAIS CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 74

6 RESUMO Ao longo deste trabalho, houve uma incessante busca no sentido de se intentar questionar a situação das cotas no ensino superior, temário este, posto em paralelo com a vivência do negro no Brasil, num contexto que será verificado na capitulação a seguir, sob diversos aspectos, a exemplo de: significado do termo raça, a historicidade do negro no Brasil (hoje e ao tempo da escravatura), dados sobre as cotas raciais (no mundo, no País e no Paraná), informes genéricos sobre leis respeitantes ao racismo/preconceito, comparação de críticas (positivas e negativas) feitas à sistemática de quotas, rememoração de tópicos sociológicos alusivos aos negros, exame de efeitos (concretos e projeções) devido à adoção das cotas, esboço de uma estratégia eficiente e eficaz (prática e teórica) para que se dê uma real aceitação e, não imposição, das reservas raciais e preferenciais (ambas temporárias) em nosso meio isto, livre de associações de cunho meramente ideológico e/ou assistencialista. Palavras-Chave: cotas (raciais e preferenciais) no ensino superior nacional; racismo e preconceito; conceito de raça; historicidade, legislação, sociologia do negro; cotas quanto a efeitos, críticas e estratégias.

7 RESUMEN La elaboración de esta monografia tuvo la pretensión de cuestionar la situación de las cotas (fracciones/parcelas) en la enseñanza superior, tema puesto en paralelo o cotejado con la experiencia de vida del negro en Brasil, un contexto a ser explotado en los capítulos que siguen, bajo los aspectos: significado del término raza, recapitulación y actualidad de la historia del negro en nuestro País, datos sobre las cotas cuyo criterio determinante es la raza (en el mundo, en Brasil y en nuestro Estado), informaciones genéricas sobre las leyes relativas a la cuestión de la raza, comparación de críticas (positivas y negativas) realizadas cuanto a la sistemática de cotas, tópicos sociológicos referentes al negro, examen de efectos (concretos y proyecciones) por la adopción de cotas, bosquejo de una estrategia eficiente y eficaz (práctica y teórica) para que haya una verdadera aceptación, sin imposiciones, de las cotas con destinación a los ciudadanos de esto color y de aquellas llamadas de preferência (ambas, temporarias) en nuestro medio esto, libre de asociamientos simplemente ideológicos, paternales.

8 1. INTRODUÇÃO Tratar da exclusão negra leia-se, de pretos e pardos no ensino superior brasileiro é uma tarefa árdua, multifacetada e desafiadora. Uma atitude simplista seria tecer considerações sobre tal tema, a partir de uma condenação, ou, ao revés, de mera aceitação de fatos, uma vez que opiniões, eventos e estudos a respeito não faltam, pululam desde a imprensa até conversas cotidianas; entrementes, o suposto ineditismo a ser proposto nas páginas a seguir não se afigura como um meio termo, mas, ao contrário, se transfigura em adequação relativa às cotas raciais hodiernamente, postas em uso no que tange ao ingresso em universidades públicas nacionais (graduação) e, na seqüência, em implantação concernente às cotas preferenciais (destinadas a candidatos negros às vagas de pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, em instituições públicas de ensino superior). A visão inovadora que se tenciona propiciar nesta monografia se cinge à comprovação de que a adoção de quotas raciais nos exames vestibulares é benéfica sendo imprescindível, tão-somente, que haja a efetuação de um molde nacional bem assim que o aceite de cotas preferenciais faz-se necessário, ambas, em caráter temporário. Então, cabe destacar que os benefícios referenciados dão-se não só para cidadãos negros brasileiros há tempos, uma fração deveras estigmatizada da população nacional mas, também, estão direcionados ao nosso tecido social e ao sistema educacional vigente. É lógico, quando se aventa tal propósito, inexiste qualquer negação quanto às mazelas que assolam a realidade educacional e socioeconômica (que dirá política!) pátrias de per si, já bastantes complicadas, mas, se intenta, sobretudo, evidenciar mais uma forma de resolução (ainda, que parcial e pontual) para um cenário, como já dito,

9 intrincado e, por vezes, desolador; aliás, essa pretensa solução aqui buscada encontra-se firmemente respaldada na prevenção de futuros embates, melhor dizendo, a idéia primordial que se quer transmitir é a de se evitar uma possível cisão racial no Brasil. Desde a criação do sistema de cotas raciais nas universidades federais brasileiras, há cerca de quatro anos, os debates sobre o assunto não pararam: na verdade, para o pior e o melhor, eles têm se avolumado e dado margem a distorções e a conseqüências imprevistas, quando não, indesejáveis, as quais se refletem, diuturnamente, em várias áreas científica, jurídica, comportamental, dentre outras. Prova disso, é que nos meses vindouros as quotas raciais serão matéria de apreciação da mais alta Corte de Justiça do País, devido à proposição de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Pois bem! Mediante a exposição de alguns pontos tidos como cruciais e, por óbvio, relativos à titulação deste trabalho monográfico, de antemão, já é possível verificar a complexidade, senão, ousadia da aludida proposição, a qual será desenhada, paulatinamente; todavia, note-se, é preciso reafirmar que o estudo em questão será examinado com a melhor das intenções, e, longe de ser explicitado de modo superficial, tampouco, far-se-á uma exegese aprofundada, comparável a um tratado! O que se almeja, doravante, é informar aspectos dessa situação específica de abominável exclusão, e, com base neles, instigar novas formulações, cujos conteúdos sejam pautados na eficiência e na eficácia quando colocados em prática; na verdade, o que se deseja, é afastar a temática focada de critérios absurdos, amadores e que dêem vazão ao surgimento de resultados vinculados à violência, à ignorância, à miséria, ao retrocesso, enfim, a fatos que prestem um desserviço ao desenvolvimento da nação.

10 2. RAÇAS Um despropósito ocorrido recentemente em Brasília, veio à tona em boa hora; ele sinaliza que o Brasil está enveredando pelo perigoso caminho de tentar avaliar indivíduos não pelo conteúdo de seu caráter, mas pela cor de sua pele. Em maio de 2007, Alan Teixeira, de 18 anos, e seu irmão gêmeo, Alex, foram se inscrever no vestibular na Universidade de Brasília (UnB). Ambos têm pele morena e, por isto, no certame, optaram pelo sistema de cotas raciais. Desde 2004, a UnB assim como outras, aproximadamente, 33 universidades do País reserva 20% de suas vagas a alunos negros e pardos que obtêm a nota mínima no exame em tela. Alan e Alex são gêmeos univitelinos (filhos de pai negro e mãe branca, gerados no mesmo óvulo e, fisicamente, idênticos). Por antecipação e com base na logicidade, seria normal presumir-se que os dois recebessem tratamento paritário no papel de cotistas; entretanto, e até de modo surpreendente, não foi isso o que aconteceu, pois uma comissão composta de juízes da raça, ao ver as fotos dos irmãos, decidiu: Alex é branco e Alan, negro! Alan, que pretendia prestar vestibular para educação física, foi classificado como preto (subcategoria parda) e pôde ser considerado quotista racial; mas para Alex, que pretendia cursar nutrição, houve a recusa de tal benefício. Não sei como isso é possível, já que eu e meu irmão somos iguais e tiramos a foto no mesmo dia 1, declarou um, compreensivelmente, perplexo Alex, que decidiu recorrer da esdrúxula decisão. Então, eis que interessa observar o seguinte: são ocorrências desse quilate que colocam o Brasil antes com o propalado privilégio 1 ZAKABI, Rosana e; CAMARGO Leoleli. Eles são gêmeos idênticos, mas, segundo a UnB, este é o branco e...este é negro. VEJA. São Paulo : Editora Abril, edição 2011, ano 40, nº. 22, p , 6 de junho de 2007.

11 de ser oficialmente cego em relação à cor da pele de seus habitantes sob o risco de se mergulhar no ódio racial. E é justamente a avaliação divergente acontecida com os irmãos Alan e Alex pela banca da UnB que comprova o quão nefasto é tentar classificar as pessoas por intermédio do critério racial. Aliás, consigne-se, em todas as partes do planeta onde isso foi tentado, independente de sólidas justificativas, houve desastres. Nessa trilha, um dos mais eloqüentes referenciais históricos de oficialização da discriminação racial deu-se na Segunda Guerra Mundial, sob o comando de Hitler, o qual promoveu um genocídio, em especial, de judeus, tudo em nome da purificação da raça. O desiderato hitlerista teve na metodologia criada pelo geneticista Otmar von Verschuer mentor de Josef Mengele um dos seus pontos de partida e se valeu de medidas (de teor anti-semítico e pseudocientífico) para fixar o grau de impureza racial das pessoas; desafortunadamente, da teoria se passou para o efetivo exercício e, assim, o referido procedimento doutrinou centenas de médicos, funcionários de saúde e oficiais nazistas. Outro absurdo, ocorrido em 1948, ensejou movimento que por décadas esfacelou a sociedade local (apartheid sul-africano), mediante turbulenta segregação de indivíduos negros. Com efeito, fácil inferir que de ambas as situações supramencionadas várias lições restaram à humanidade, entre elas, algumas que resultaram em graves tormentos sociais, cuja escala mínima deu azo à criação de campos de concentração e de guetos. Cabe relembrar que a discriminação do diferente, ou, do estrangeiro é um absurdo, mas antiga; poder-se-ia até afirmar que equivale à existência da própria civilização. Na Grécia se costumava desprezar os estrangeiros, chamados de

12 bárbaros significando aqueles que gaguejam, pelo simples fato destes não saberem falar o idioma local. As diferenças fenotípicas humanas permitiram à sociedade dividir o mundo em raças, de acordo com a cor da pele, dos olhos e de outros caracteres que nos distinguem inclusive, no que respeita indivíduos da mesma raça. Essa divisão, muitas e muitas vezes, foi pièce de résistance utilizada pela raça dominante (e, isto, não só numericamente), para subjugar as demais. Assim aconteceu durante o Império Romano, quando os cidadãos de Roma tratavam aqueles que não eram natos da Itália como animais sem alma. Outrossim, vale rememorar que em aludido caso não se tratavam de distinções significativas, afinal, todos os povos da Europa se assemelham bastante em termos fenotípicos; logo, gauleses, ou, trassios, espanhóis ou aqueles nascidos na ilha da Sicília eram tidos como seres não humanos e indignos de respeito. Então, eis que à época, a distinção física se afigurava como marco de segregação e, portanto, ser de uma raça que não fosse a romana era motivo suficiente para causar perjúrios à vida de qualquer um. Atualmente, estudos concernentes à discriminação racial realizados no século passado e que se ampararam em manifestações de pensadores, sociólogos e cientistas se encontram relegados à lixeira da História. Nesse sentido, as ilações disseminadas pelo arrogante e franzino conde francês Joseph-Arthur Gobineau, o qual defendia a tese de que os alemães descendentes de um povo mítico (arianos) representavam a suprema raça do mundo moderno. A desfaçatez de Gobineau foi tão esmerada por ocasião da chefia da delegação francesa que visitou o Brasil em 1869, que ele previu o despovoamento do nosso território, graças aos casamentos inter-raciais: em sua ótica distorcida, Gobineau acreditava que os brancos, os negros e os índios (além de representantes de raças diferentes), eram espécies

13 totalmente distintas e, desta feita, do cruzamento entre eles resultariam descendentes estéreis. Outro exemplo nessa linha deu-se nos idos de 1883, com a propagação de idéias relativas à eugenia, patrocinadas pelo britânico Francis Galton, que pregava o aperfeiçoamento da raça humana por intermédio do cruzamento concretizado entre seres seletos, portadores de característicos tidos como desejáveis (inteligência, força física, dentre outros). A crença ou noção referente às raças historicamente, uma construção ideológica e cultural para que os homens, uns dominem os outros é fruto não apenas da ignorância, mas, ainda hoje, de reiteradas tentativas, nascidas na própria seara científica, de se adquirir notoriedade (ainda que sob claro desafio ao consenso reinante), de se revalidar arcaísmos propalados por antropólogos no século XVIII. Destarte, em 2005, o biólogo inglês Armand Marie Leroi afiançou que raças não só existem, mas sua conceituação deve ser aceita em prol do tratamento de determinadas doenças, um mito que já deveria ter sido desfeito há tempo. Então, eis que em pleno século XXI reina uma confusão relativizada quanto a estudos freqüentemente divulgados sobre doenças mais comuns entre negros ou brancos, ou, ainda, amarelos. Há pouco, provocou escândalo no meio científico o comentário de cunho racista tecido por James Watson, Prêmio Nobel (co-descobridor da estrutura do DNA), britânico, de 79 anos. E o mais incrível, é que tão bombástico e inaceitável comento foi posteriormente corroborado pelo cientista político estadunidense, Charles Murray, tido como defensor da eugenia; para Murray, a ciência moderna está ao lado de Watson e a probabilidade de negros serem portadores da anemia falciforme é igual à capacidade de judeus adquirirem a Doença de Tay-Sachs, ou,

14 serem asquenazes (grupo étnico originário da Europa Central e Oriental, ao qual pertenceram Einsten, Freud e Mhaler), ainda que ele os considere dotados de superioridade intelectual. Na opinião do geneticista Antonio Sole-Cava, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, essas deduções equivocadas sobre enfermidades nada têm a ver com raça, mas com grupos populacionais que se casam mais freqüentemente entre si; os genes que determinam a cor da pele são insuficientes para determinar, concomitantemente, essa ou aquela diferença, e, de conseqüência, impossível se partir deste ponto com o fito de fixar uma relação causa-efeito entre raça e males. Num outro patamar, cientificamente e baseado em conceito assentado há décadas, tem-se que, em termos biológicos, as raças são chamadas de subespécies e definidas como grupos de pessoas ou animais, fisiológica e geneticamente diferentes de outros grupos; assim, são considerados da mesma raça os indivíduos que podem cruzar entre si e produzir descendentes férteis. No entanto, de novo, a sobredita conceituação foi refinada, na medida em que se concluiu ser viável ocorrer mais variação genética entre as pessoas de uma mesma raça do que entre seres de raças distintas. Destarte, eis que um sueco loiro pode ser, no íntimo de seus cromossomas, mais díspar de outro semelhante do que de um negro africano. Para resumir e com fulcro nos estudos realizados na área da genética, descobriu-se que a raça não existe abaixo da superfície cosmética que define coloração de pele, tamanho e formato do crânio, tipologia dos olhos e do nariz, bem como textura do cabelo; na verdade, essa descoberta está alicerçada no genoma humano, composto de 25 mil genes e as distinções mais aparentes, tais como cor da derme e textura capilar, são determinadas por um conjunto de genes insignificantemente pequeno se comparado a todos os genes humanos. Então, em

15 consonância com o dito acima, é admissível dizer com exatidão que as diferenças entre um branco nórdico e um negro africano compreendem apenas uma fração de 0,005 do genoma humano. E mais: provém de comprovação empírica a peremptória assertiva feita por Craig Venter (o primeiro geneticista a elaborar a descrição da seqüência pertinente ao genoma humano) e de imensa maioria de seus pares que, no tocante aos homens, a genética desautoriza falar-se de raças. A diferença de cor de pele é um fenômeno relativamente novo na história da humanidade. Quando o Homo sapiens surgiu, todos tinham a pele negra e habitavam o continente africano; à medida que os indivíduos foram se espalhando pelo globo, primeiro na Ásia, depois na Oceania e, sucessivamente, na Europa e na América, houve a adaptação das populações aos ambientes. No mundo científico, acredita-se que a seleção natural exercida nesses ambientes tenha originado as várias cores de pele e uma série de peculiaridades anatômicas que distinguem as raças. Desse modo, tem-se, à guisa de exemplo, que: a um, na África, a pele escura do ser humano foi preservada a fim de protegê-lo do alto grau de radiação ultravioleta solar; a dois, terem sofrido aqueles que migraram para o Norte europeu, uma pressão seletiva no sentido de ocorrer o clareamento da pele para aproveitar melhor o sol fraco típico da região e, assim, sintetizar a vitamina D, essencial aos ossos. Definitivamente, não existem genes exclusivos de uma determinada cor. Numa sociedade segregada como a americana, talvez seja mais comum que grupos populacionais tenham uma carga genética mais parecida; já em lugares onde a miscigenação predomina isto é muito improvável. Neste trecho do presente capítulo, é producente registrar que a coloração da pele sequer determina a ancestralidade de alguém: um negro, por exemplo, pode

16 não ter ancestrais provenientes da África; por conseguinte, tem-se que tal evidência científica é especialmente verdadeira entre os brasileiros, isto, devido ao alto grau de miscigenação existente no País. Enfim, são as inúmeras e freqüentes pesquisas na área que dão o tom da matéria: segundo a geneticista Maria Catira Bortolini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já é possível inferir que: Os genes que determinam a cor da pele de uma pessoa são uma parte ínfima do conjunto genético humano apenas seis dos quase que possuímos 2. Em parceria com seu colega mineiro Sérgio Pena, Maria Catira produziu um estudo que mostra que os negros brasileiros por parte de pai têm em média mais genes europeus do que africanos. Nessa esteira, Sérgio Pena, em outra pesquisa similar feita em conjunto com a BBC Brasil, afiançou que: Esses estudos mostram que é impossível dividir a humanidade em raças 3. Aliás, nas três últimas décadas, consensualmente, geneticistas afirmam que os homens são todos iguais, ou, conforme diz Pena, os homens são igualmente diferentes. Sob outro ângulo, é inconteste e merece ser apontado que seres humanos e a maioria dos animais baseiam suas escolhas sexuais na aparência e, conseqüentemente, a raça firmou-se, ao longo da evolução e da história cultural humana como um poderoso conceito; dessa maneira, compreensível que em termos cosméticos essa idéia seja imutável, mas daí a tentar explicar diferenças 2 ZAKABI, Rosana e; CAMARGO Leoleli. Eles são gêmeos idênticos, mas, segundo a UnB, este é o branco e...este é negro. VEJA. São Paulo : Editora Abril, edição 2011, ano 40, nº. 22, p , 6 de junho de ZAKABI, Rosana e; CAMARGO Leoleli. Eles são gêmeos idênticos, mas, segundo a UnB, este é o branco e...este é negro. VEJA. São Paulo : Editora Abril, edição 2011, ano 40, nº. 22, p , 6 de junho de 2007.

17 intelectuais, de temperamento ou de reações emocionais em função da raça não só demonstra monumental estupidez, mas é algo extremamente perigoso. No cenário sociológico, é fato, muitos insistem em defender a manutenção de tacanhas noções sobre raça, conquanto admitam que sob o ponto de vista científico, raças não existem. E diante desse contexto, natural e pertinente perquirir: E onde se encontram os pardos, no Brasil? Entre nós, os pardos sofrem sem identidade e servem, tãosomente, para engrossar as estatísticas sobre afro-brasileiros isso, diga-se de passagem, graças à ocorrência de erro metodológico de nossa classificação censitária. Nesse compasso, é bem-vinda a explicação de que aqui sempre foi um problema definir o que é ser pardo; aliás, tão mal resolvida é a questão em apreço que, como se não bastasse o entrave criado pela UnB aos irmãos Teixeira, em 2003, na Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, registrou-se outro episódio relacionado tanto à acessibilidade de cotas raciais quanto aos pardos, quando 76 candidatos não se alinharam ao fenótipo fixado pelos avaliadores da instituição, especificamente, aqueles que não tinham lábios grossos, nariz achatado e cabelo pixaim, característicos necessários à sua admissão na condição de cotistas. Na origem, sabe-se que os indivíduos pardos são frutos do casamento entre brancos (europeus) e negros (africanos) e deveriam, genericamente, ser chamados de euroafro-descendentes. Hoje, no País, o número daqueles que se declaram pardos beira os 76 milhões, numa população estimada em 182 milhões de nacionais; então, simples defluir desses dados que em muitas famílias brasileiras há negros. De outra sorte, os movimentos negros e os cientistas sociais daqui chamam de negros o conjunto de pretos e pardos, de conformidade com as estatísticas oficiais. Ainda, de bom alvitre frisar que essa démarche metodológica confunde-as

18 pessoas, que não empregavam, até pouco tempo atrás, tanto os termos pretos quanto negros como antônimos. Somam-se a esses informes que, em vez de uma população de 5,9% de pretos, percentual divulgado em prol da implementação política de cotas fala de 48% de negros ; os 42% de autodeclarados pardos não aparecem nas estatísticas. E mais: segundo dados estatísticos, entre os 56,8% milhões de pobres, o percentual de 65,8% é composto por negros e não por 7,1% de pretos. Em tal quadro, há omissão de autodeclarados brancos (34,2% entre os pobres) e de autodeclarados pardos (58,7%). Então, crava Ali Kamel: se a pobreza tem uma cor no Brasil, essa cor é parda 4. O conceito de negro para o mencionado autor equivaleria ao sinônimo de preto. E aduza-se: após se debater contra a leitura equivocada das estatísticas oficiais, Kamel percebeu que nelas negros são todos aqueles que não figuram como brancos. Cafuzo, mulato, mameluco, caboclo, escurinho, moreno, marrom-bombom não são brancos, segundo a estatística praticada no Brasil, ou, melhor dizendo, qualquer um que se encaixe neste gradiente tão variado de cores, oficialmente, é negro. E, ainda, vale fazer um aparte quanto ao ineditismo da lei pátria ter admitido aos pardos, curiosamente, uma existência temporária, por ocasião da implantação das cotas raciais, no Rio de Janeiro. Essa ocorrência sem precedentes deu-se em novembro de 2001, quando o então Governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho sancionou a Lei nº , instituidora de cotas. O espírito dessa legislação refletia o pensamento do cidadão médio: negro é sinônimo de preto e pardo, de pardo! Entrementes, por questões políticas (harmonização com a norma que instituía as cotas para alunos da rede pública), a Lei nº , sancionada em 4 de dezembro de 2003, vetou as cotas destinadas aos pardos. A reflexão que brota a 4 KAMEL, Ali. Não somos racistas : uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor. 2ª. impressão. Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira, 2006, p. 11.

19 partir do acontecido concerne ao aspecto identificação racial, ficando comprovada, de modo inconteste, a existência de racismo e, sobretudo, no que respeita às dissensões havidas entre os defensores de cotas incapazes de chegar a um denominador comum sobre os critérios de fixação das referidas que o assunto merece, ainda, ser examinado detidamente, além de existir um longo trajeto a ser cumprido. Ora, há que se refletir sobre o seguinte: uma vez aceita a tese referente à existência dos pardos, clarividente tornar-se-iam os erros cometidos pelos pesquisadores de censos oficiais, os quais não deixam de ser comentados à boca pequena, mas carecem de explicações, adequadas. Na Universidade de Brasília, outros acontecimentos (o primeiro, verificado em 2003) fortificaram ainda mais o desalento que permeia tal discussão: no edital daquele ano, que explicitava as regras do vestibular, houve a novidade de que o estudante pardo também poderia se beneficiar com as quotas; porém, aconteceu o inacreditável, do ponto de vista da lógica (se alguém é pardo, não pode ser negro!), da ética (instou-se o candidato a mentir!) e das leis de igualdade racial (no País, segundo a legislação em vigor, ninguém pode ser discriminado pela cor da pele), pois se evidenciou, para pasmo geral, no item 3.1 do citado documento, que só seriam beneficiários das cotas os negros pretos (pleonasmo) e os pardos negros (uma nítida inviabilidade ótica!). Persistindo no inaceitável, a Universidade de Brasília legitimou outros descalabros em dita documentação e estabeleceu não apenas a submissão de cidadãos ao constrangimento moral, mas a uma comissão de umas poucas pessoas tidas como abalizadas para essa tarefa (num Brasil miscigenado), as únicas dotadas de capacidade para fazer determinada distinção. Então, numa admirável e, mais do que isto, condenável perpetuação de erros

20 crassos, senão (diante do já exposto) falha inadmissível, eis que na Universidade de Brasília repetiu o coupe de grasse em 2007.

21 3. A SITUAÇÃO DO NEGRO NO BRASIL Desde o dia 22 de abril de 1500, data oficial do descobrimento do Brasil, nunca mais o País se viu livre da discriminação, a qual nasceu com ele e, a cada dia, parece mais imorredoura, conforme indicativos reais. Tudo começou com os indígenas, alcançando os negros escravos e, ainda, hodiernamente, voga uma flagrante discriminação para com os pobres, os deficientes físicos, os homossexuais, as mulheres, os idosos, entre outros; todavia, dentre todos esses excluídos, aos negros destinou-se o maior quinhão de preconceito. Ao lado dos índios, os negros foram vítimas no Novo Mundo, enfrentaram terríveis agonias, vivenciaram episódios de lutas, martírio e morte, tudo em busca da libertação da escravidão que lhes foi imposta. Durante os três primeiros séculos de nossa História, foram trazidos para cá, na condição de escravos e à revelia, aproximadamente, quatro milhões de africanos. No Brasil colonial, a base da economia e da riqueza repousava no escravismo. Os negros trazidos da África, aqui marcados pelo ferro em brasa que os designava como propriedade de algum senhor de terras, eram aproveitados nas mais diversas atividades econômicas, desempenhavam todas as funções nos engenhos, cuidavam da agricultura, da pecuária, laboravam em minas de ouro e pedras preciosas, além de participar, ativamente, no zelo das tarefas domésticas de seus senhores. Nosso País figurou como a última nação da América a abolir o regime escravista em 13 de maio de 1888 e apenas com dois artigos ato este que condenou a Monarquia à morte e abriu as portas à República; na supracitada data, com o advento Lei Áurea, o Estado brasileiro além de abolir formalmente a

22 escravatura, deixou os negros à mercê da concorrência do mercado capitalista período em que o trabalho assalariado já despontava como o mais adequado à sociedade industrial que se formava. E em que condições a escravidão foi abolida do Brasil? A contrario sensu de uma luta pela liberdade, a abolição brasileira apresentou-se como um acordo entre a elite republicana (que havia se apropriado de alguns ideais libertários durante sua estada na Europa) e um governo monárquico altamente enfraquecido. Os negros não foram atores de sua liberdade e, sim a receberam quase que pacificamente; e, junto com a alforria, houve a sua marginalização. Uma vez expulsos de latifúndios apenas com um papel na mão, que representava, teoricamente, a sua libertação, os negros não tinham para onde ir, nem dispunham de dinheiro e tampouco contavam com a consideração da sociedade que, agora, os via como animais fora das jaulas. A permanência de exescravos nas terras de antigos senhores tornou-se algo impensável. Simultaneamente, o Brasil abriu suas portas à mão-de-obra imigrante (últimas décadas do século XIX e início do século XX), em especial, aos europeus, negligenciando, desta forma e majoritariamente, os recém-alforriados. Aliás, durante o aludido período, foram elaboradas leis com o fito de impedir negros e indígenas de acessarem direitos sociais. Com efeito, os ex-escravos, uma vez declarados libertos, passaram, então, a vivenciar a inatividade, a falta de meios no tocante à subsistência básica: quando não permaneciam desempregados devido à ausência de qualificação profissional, submetiam-se a serviços que exigiam mão-de-obra pesada tendência continuada nos dias atuais. A partir da Abolição da Escravatura, os negros foram condenados à estagnação social e, sem oportunidades, foram encaminhados por veredas pouco lúcidas, como o furto, o roubo, alcançando, infelizmente, uma das vertentes mais devastadoras da

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