PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE

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1 PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE Feliz, setembro de Revisado em 14/07/2011. Atualizado em dezembro de Readequado em janeiro de 2013.

2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Denominação do curso: Curso Técnico em Meio Ambiente Eixo tecnológico do curso: Ambiente, saúde e segurança Habilitação: Técnico em Meio Ambiente Modalidade: Técnico de Nível Médio (presencial - subsequente) Local de oferta: Turno de funcionamento: Noturno Periodicidade de oferta: Anual, conforme pesquisa de demanda e infraestrutura física do Campus. Nº de vagas para ingresso: 32 Carga horária total: horas/aula (810 horas/relógio). Tempo de integralização do curso: 3 semestres letivos Mantida: IFRS Equipe de Gestão do Prof. Luís Carlos Cavalheiro da Silva, Diretor Geral Prof. Ivan Prá, Coordenador de Administração e Planejamento Prof. Rodrigo Dullius, Coordenador de Desenvolvimento Institucional Prof. Giovani Forgiarini Aiub, Coordenador de Ensino Prof. Silvia Regina Grando, Coordenadora de Extensão Prof. Vivian Treichel Giesel, Coordenadora de Pesquisa e Inovação Comissão de revisão e atualização do Projeto do Curso Profª. Andrea Jessica Borges Monzón Profª. Cristiane Inês Musa Prof. Giovani Forgiarini Aiub Profª. Liliane Madruga Prestes Prof. Luciano José Crochemore Prof. Rogério Pires Santos Profª. Ocinéia de Faria Feliz, janeiro de 2013.

3 SUMÁRIO 1.Apresentação Caracterização do Justificativa Objetivos do curso Objetivo geral Objetivos específicos Perfil do profissional egresso Perfil do curso Representação gráfica do perfil de formação Requisitos de ingresso e rematrículas Ingresso Matrícula Trancamento de matrícula Frequência mínima obrigatória Pressupostos da organização curricular Matriz curricular Programas por disciplina Critérios de aproveitamento de estudos e certificação de conhecimentos anteriores Avaliação da aprendizagem Expressão dos resultados Da recuperação Estudos orientados Exercícios domiciliares Relatório final de curso Estágio não obrigatório Instalações, equipamentos e biblioteca Área física... 38

4 16.2 Sala dos professores Sala de coordenação de ensino Salas de aula Laboratórios Laboratório de informática Laboratório de química e meio ambiente Biblioteca Pessoal docente e técnico administrativo Pessoal docente Servidores envolvidos com o curso Pessoal técnico administrativo Certificados e diplomas Casos Omissos Disposições Gerais... 43

5 1. Apresentação Os Institutos Federais foram criados pela Lei n o /08. São instituições de educação superior, básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino, com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas. O (IFRS) é organizado em estrutura multicampi, por isso a instituição surgiu a partir da integração das seguintes instituições que foram transformadas, respectivamente, em Campus Bento Gonçalves, Campus Canoas, Campus Porto Alegre, Campus Rio Grande e Campus Sertão: * Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves; * Escola Técnica Federal de Canoas (em implantação); * Escola Técnica, até então vinculada à UFRGS; * Colégio Técnico Industrial Prof. Mário Alquati, de Rio Grande; * Escola Agrotécnica Federal de Sertão. O Campus Erechim iniciou as atividades letivas em 2009 e outros três campi já foram implantados: Caxias do Sul, Osório e Restinga. Também compõem a estrutura do IFRS as unidades que foram federalizadas nas seguintes cidades: Farroupilha, Feliz e Ibirubá. Já o Campus Bento Gonçalves é uma instituição federal de ensino público e gratuito que está instalada em uma área central no Município de Bento Gonçalves. A instituição foi criada em 22 de outubro de 1959 pela Lei n o 3646, de 22 de outubro de 1959 como Colégio de Viticultura e Enologia de Bento Gonçalves, e passou a funcionar de forma efetiva a partir de 27 de março de Em 25 de março de 1985, alterou sua denominação para Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubistchek. Em 16 de agosto de 2002, foi implantado o Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves (Cefet-BG). 3

6 Ministério da Educação O surgiu da determinação de um grupo de cidadãos que se uniram e criaram uma Instituição sem fins lucrativos: a Fundação do Vale do Rio Caí. Em 24 de março de 2008, é firmado o compromisso com o Governo Federal para a Federalização da Escola Técnica do Vale do Caí, através da assinatura de um Termo de Compromisso de Federalização. Esse novo perfil jurídico possibilitou o ensino público, gratuito e de qualidade, que ficou sob responsabilidade do CEFET - BG, com a denominação de Unidade de Feliz. Seguindo as políticas governamentais, no ano de 2008 do Centenário da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, foram criados os Institutos Federais, sendo que, no segundo semestre de 2009, a Unidade passou a ser de responsabilidade do - Campus Bento Gonçalves transformando-se, assim, no Núcleo Avançado de Feliz. As aulas do primeiro curso de tal Núcleo, o Curso Técnico em Administração Subsequente, iniciaram-se no dia 7 de agosto de Desse modo, implantou-se mais uma unidade da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, assegurando a essa região, economicamente ativa na área de cerâmica e agroindústria, um ensino público, gratuito e de qualidade. Em 2009, a escola contou com quatro turmas, totalizando 109 alunos, no Curso Técnico em Administração Subsequente, sendo que duas turmas estavam em sala de aula, e outras duas formaram-se no dia 12 de dezembro do mesmo ano, entrando para a história da instituição. Em 1o de fevereiro de 2010, ocorreu a Inauguração Oficial do Campus Avançado de Feliz em Brasília, com a presença do Ilustríssimo Sr. Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva; o Secretário da Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Eliezer Moreira Pacheco; a Reitora do IFRS, Claudia Schiedeck Soares de Souza, o Diretor do Campus Avançado de Feliz, Luis Carlos Cavalheiro da Silva e o prefeito de Feliz, César Luiz Assmann. 4

7 Ministério da Educação No dia 24 de maio de 2010, foi lavrada, no Cartório de notas Busanello da cidade de Feliz, a doação da área urbana de terras (61.203,11m²) e 3 prédios de alvenaria (1.436,51m²) para o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. O doador Fundação Vale do Rio Caí foi representado por Severino Seger, o donatário, e o IFRS foi representado pela reitora pro tempore Cláudia Schiedeck Soares de Souza. O documento teve a assinatura da tabeliã Geórgia Laís Timm dos Santos. As áreas de atuação do são: Gestão Empresarial, Meio Ambiente, Cerâmica e Tecnologia de Informação. As áreas de atuação estão plenamente integradas com as necessidades da comunidade educacional e empresarial da região em que se insere. Atualmente, atua-se na modalidade presencial, com cursos técnicos subsequentes, e atende-se a uma população formada por aproximadamente vinte municípios da região do Vale do Rio Caí, no Rio Grande do Sul. 2. Caracterização do A região do Vale do Rio Caí compreende uma população de aproximadamente habitantes, e a economia desta região se destaca na fruticultura - principalmente de cítricos, morangos e amoras - bem como na produção de cerâmica tradicional. Algumas empresas que atuam na área metal-mecânica vêm se instalando nas cercanias, sendo que esse setor deverá representar demanda para novos cursos. Essa região é composta por aproximadamente vinte municípios, dentre eles o município de Feliz. O município de Feliz pertence à mesorregião metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Montenegro. Compreende uma área de 96 km². A população absoluta do município é de habitantes, sendo que a população urbana é de habitantes e a população rural é de habitantes. Segundo dados da FAMURS, o município foi criado pela Lei Estadual no 3726 de 17 de fevereiro de A localidade apresenta bom índice de desenvolvimento humano - IDH (0,833), estando em 37o no ranking estadual e 111o no país. 5

8 O município possui um PIB de R$ ,00, sendo que sua economia se baseia na agricultura caracterizada pela pequena propriedade familiar, sendo os produtos hortifrutigranjeiros, citrus, silvicultura e flores os maiores expoentes da região nesse setor. O setor metal mecânico está destacando-se com empresas atuando na fabricação de ônibus, de ferramentas e de peças para motores e para o setor petrolífero. Todos os setores da economia regional apresentam a necessidade de profissionais qualificados para auxiliar na produção de novas tecnologias que possam proporcionar um desenvolvimento sustentável de toda região. Neste contexto, o encontra-se em expansão, tanto em infraestrutura, quanto na oferta de vagas. O prédio no qual a unidade está instalada é resultado de uma preocupação com os impactos ambientais advindos das atividades econômicas da sociedade moderna. O foi construído atendendo aspectos arquitetônicos, que priorizam o emprego de materiais e técnicas regionais com menor impacto ambiental e otimizando parâmetros de conforto ambiental, através de medidas construtivas e do desenho arquitetônico, que visam à iluminação natural, captação e aproveitamento de água pluvial, reflorestamento com espécies florais nativas (de ordem ornamental, produtiva e educativa), além de atenção e respeito à interface com o Rio Caí. Neste sentido, os aspectos mencionados servirão como ferramenta pedagógica para todos os cursos do. As edificações foram pensadas, projetadas e construídas como um organismo vivo, que interage e molda-se ao ambiente, respeitando as suas especificidades e necessidades. O aspecto humanista será essencialmente definido pela formação crítica e social do cidadão, inserindo-o positivamente no mundo do trabalho local, contribuindo para a sua realização pessoal e a inserção produtiva com a comunidade. 3. Justificativa As preocupações com o meio ambiente assumem proporções cada vez maiores, em virtude dos efeitos visíveis de desequilíbrios provocados pelo homem na natureza. Nas 6

9 últimas décadas, os problemas ambientais na Terra agravaram-se, com a intensificação da industrialização e o consequente aumento da capacidade de intervenção do homem no ambiente. Tendo em vista o significativo comprometimento da qualidade dos recursos ambientais da região do Vale do Rio Caí, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - propõe a criação do Curso Técnico em Meio Ambiente. A proposta visa formar profissionais qualificados, com embasamento científico e tecnológico, para conservar, preservar e administrar de forma sustentável os recursos naturais. A proteção e conservação ambiental não é responsabilidade somente dos órgãos públicos, mas de todos os segmentos da sociedade organizada. A incorporação do conceito de responsabilidade socioambiental na gestão das empresas tem multiplicado a demanda por profissionais qualificados para atuar na área ambiental. Nesse sentido, o curso a ser oferecido, significa também uma forma de contribuir com as empresas, instituições de ensino e órgãos públicos instalados na cidade de Feliz e região, colocando no mercado de trabalho profissionais qualificados para atender com eficiência à resolução dos desafios ambientais na busca da sustentabilidade. 4. Objetivos do curso Preparar profissionais com conhecimentos técnicos que possibilitem executar atividades relacionadas às questões ambientais. 4.1 Objetivo geral O curso objetiva formar profissionais com competência para compreender, analisar, prevenir e propor soluções para problemas ambientais. 7

10 4.2 Objetivos específicos Coletar, armazenar e interpretar informações, dados e documentações ambientais; Colaborar na elaboração de laudos, relatórios e estudos ambientais; Auxiliar na elaboração, acompanhamento e execução de sistemas de gestão ambiental; Desenvolver e implementar programas de educação ambiental, de conservação e preservação de recursos naturais; Auxiliar na elaboração e implementação de programas para redução, reuso e reciclagem de materiais e resíduos; Identificar os impactos ambientais, analisar suas consequências e executar ações para minimizar e remediar seus efeitos; Assessorar na formulação de políticas públicas. 5. Perfil do profissional egresso A formação do Técnico em Meio Ambiente deve propiciar conhecimentos para que o profissional tenha condições de: Ter um comportamento ético e moral nas questões relativas à interferência do homem e suas ações no meio ambiente; Propor e executar programas de educação ambiental; Conhecer a complexidade e a fragilidade dos ecossistemas; Conhecer, interpretar e aplicar a legislação ambiental; Conhecer os fundamentos da dinâmica do meio ambiente relacionando-os com outras áreas do saber; Avaliar os processos de produção no intuito de identificar e implementar procedimentos para minimização e reciclagem de resíduos; Coletar amostras de água, ar, resíduos sólidos e solo, interpretando os resultados de análises físicas, químicas e biológicas; 8

11 Realizar o tratamento de águas, efluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos e sua disposição adequada; Auxiliar na elaboração de estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA); Auxiliar na elaboração e implantação de sistemas de gestão ambiental. 6. Perfil do curso O Curso Técnico em Meio Ambiente será desenvolvido com a carga horária de horas/aula (810 horas/relógio), distribuída em 3 semestres letivos. O curso Técnico em Meio Ambiente contempla disciplinas que agregam ferramental acadêmico científico para aprimorar o letramento, a compreensão e a produção técnica, bem como disciplinas que objetivam proporcionar conhecimentos básicos sobre as questões ambientais. Os componentes curriculares específicos tratam de aspectos relativos à preservação e conservação ambiental, da implementação de sistemas de gestão ambiental, da otimização quanto ao uso de recursos e do controle e tratamento de efluentes líquidos, ar e resíduos sólidos. 9

12 7. Representação gráfica do perfil de formação SEMESTRE I SEMESTRE II SEMESTRE III Português instrumental e redação técnica Metodologia IIIIIIIIIIIIII de pesquisa Orientação de relatório final Informática aplicada Introdução ao meio ambiente e educação ambiental Geografia aplicada Química Ambiental I Gestão e licenciamento ambiental Direito ambiental Gestão e empreendedorismo Química ambiental II Sistemas de gestão ambiental Controle ambiental: água, resíduos e ar Saneamento Ambiental e ecologia aplicada Optativa* Geoprocessamento e sensoriamento remoto Produção mais limpa Biologia aplicada Sociologia e meio ambiente Cidadania e meio ambiente Seminário integrador A estrutura curricular está organizada em três áreas, as quais são apresentadas na representação acima, conforme a legenda abaixo: Ferramental para aprimorar a produção técnica. Componentes curriculares básicos sobre as questões ambientais. Conhecimentos curriculares específicos sobre as questões ambientais. 10

13 8. Requisitos de ingresso e rematrículas 8.1 Ingresso O ingresso no Curso Técnico em Meio Ambiente acontecerá através de classificação em Processo Seletivo para alunos egressos do Ensino Médio. O Processo Seletivo é divulgado por meio de edital específico, cuja elaboração e operacionalização são de responsabilidade da Comissão Permanente de Processo Seletivo (COPERSE) do Câmpus. 8.2 Matrícula A efetivação da matrícula no Curso terá o prazo de validade de um semestre letivo e para realizá-la o aluno deverá seguir as normas institucionais vigentes bem como os seguintes procedimentos junto à coordenação de registros escolares (cumprindo os prazos previamente estipulados pelo respectivo calendário acadêmico e/ou orientações institucionais). Para tanto, dever-se-á seguir os seguintes critérios: a) Matrícula no primeiro semestre do Curso: o discente deverá preencher o requerimento de matrícula dentro dos prazos previstos em todos os componentes curriculares do primeiro semestre do curso. b) Nos semestres subsequentes (2 o e 3 o semestres do Curso): o discente deverá preencher o requerimento de matrícula dentro dos prazos previstos em todos os componentes curriculares ofertados e previstos para o semestre. c) Matrícula isolada em componentes curriculares pendentes: será permitido aos alunos regulares do Curso solicitar a matrícula em componentes curriculares de outros semestres letivos, os quais tenham ficado como pendência (reprovação anterior), somente após o terceiro semestre da matriz curricular do Curso. A efetivação de tais matrículas estará condicionada à análise e parecer emitido pela Coordenação de Ensino. 11

14 d) Matrícula em componentes curriculares isolados para alunos regulares de outros Cursos Técnicos e Tecnológicos ofertados pelo Câmpus ou de outras Instituições de Ensino devidamente reconhecidas pelo MEC: será permitida a matrícula em, no máximo, 01 componente curricular por semestre do Curso, cujos critérios e vagas serão definidos por Edital específico. A efetivação de tais matrículas estará condicionada à análise e parecer emitido pela Coordenação de Ensino. 8.3 Trancamento de matrícula O trancamento da matrícula no Curso é o ato pelo qual o estudante, após a efetivação da matrícula, dentro dos prazos previstos no calendário letivo, solicita afastamento do Curso num período de, no máximo, 50% (cinquenta por cento) do tempo previsto para a conclusão, computado a partir da data de matrícula no primeiro semestre, considerando-se períodos letivos consecutivos ou não. Salienta-se que o trancamento não poderá ser solicitado no primeiro semestre do Curso, e deverá observar as normas institucionais vigentes. O trancamento somente será concedido de forma total, ou seja, incluindo todos os componentes curriculares previstos para o semestre vigente. 8.4 Cancelamento de matrícula O cancelamento de matrícula deverá ser realizado pelo próprio aluno ou automaticamente, seguindo as normas institucionais vigentes, a saber, a Resolução Consup/IFRS n o 188/2010: Art. 28. O cancelamento da matrícula dar-se-á por solicitação do aluno ou automaticamente. 1 o No caso de cancelamento da matrícula por solicitação do aluno, este se dará através do preenchimento de formulário específico. 12

15 2 o No caso de cancelamento automático da matrícula, este se dará nas seguintes circunstâncias: I - Quando o aluno não comparecer às aulas injustificadamente, transcorridos 06 (seis) dias úteis do início do primeiro período letivo do curso; II - Quando o aluno, em situação de trancamento da matrícula, não manifestar o interesse pela continuidade dos estudos no período letivo seguinte ou não renovar o trancamento dentro dos prazos estipulados no Art Frequência mínima obrigatória O curso é ofertado na modalidade presencial e, portanto, a aprovação nos componentes curriculares exigirá a frequência mínima de 75%, conforme prevê a legislação de ensino vigente. 10. Pressupostos da organização curricular O curso técnico em meio ambiente é organizado de forma semestral, sendo que no decorrer das disciplinas estão previstas aulas teóricas bem como o desenvolvimento de práticas, tais como: projetos, seminários, oficinas, visitas técnicas, entrevistas etc. Tal proposta visa promover a articulação entre teoria e prática ao longo do curso, despertando no aluno o espírito investigativo e capacidade de argumentação e sistematização, mediante aprofundamento dos estudos realizados. Salienta-se que cada disciplina deverá contemplar o mínimo de 10% da carga horária para desenvolvimento das atividades mencionadas anteriormente. 13

16 10.1 Matriz curricular TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE Disciplinas SEMESTRE I Carga horária semestral (h/aula) Carga horária semestral (h/relógio) Cidadania e Meio Ambiente Direito ambiental Geografia aplicada Gestão e licenciamento ambiental Informática aplicada Introdução ao meio ambiente e educação ambiental Português instrumental e redação técnica Química ambiental I Total semestral Disciplinas SEMESTRE II Carga horária semestral (h/aula) Carga horária semestral (h/relógio) Controle ambiental: água, resíduos e ar Gestão e Empreendedorismo Optativa* Metodologia de pesquisa Química Ambiental II Saneamento ambiental e ecologia aplicada Sistemas de gestão ambiental Seminário Integrador Total semestral Disciplinas SEMESTRE III Carga horária semestral (h/aula) Carga horária semestral (h/relógio) Biologia aplicada

17 Geoprocessamento e sensoriamento remoto Orientação de relatório final Produção mais limpa Sociologia e meio ambiente Total semestral Carga horária total: 1080 horas/aula (810 horas/relógio) Disciplinas Disciplinas optativas* Carga horária semestral (h/aula) Carga horária semestral (h/relógio) Inglês Instrumental Língua Brasileira de Sinais Salienta-se que o aluno no decorrer do primeiro semestre deverá optar por uma das disciplinas optativas oferecidas pelo curso. Conforme prevê o Decreto Federal n de 22 de dezembro de 2005, a Língua Brasileira de Sinais constituir-se-á em disciplina curricular optativa no decorrer do curso. 11. Programas por disciplina SEMESTRE I Total de horas aula: 40h Disciplina: Cidadania e Meio Ambiente Total de horas relógio: 30h Ementa Breve histórico da problemática ambiental. Desenvolvimento sustentável e perspectivas. Meio Ambiente e economia política. Neoliberalismo e Globalização. Globalização: nova divisão internacional do trabalho e meio ambiente. Valoração econômica do meio ambiente no âmbito da economia de mercado. Elementos teóricos de análise da problemática ambiental. O iluminismo e o conceito de progresso. O Positivismo. A crítica ao conceito de progresso na Escola de Frankfurt e a antecipação da problemática ambiental. A Ética da 15

18 responsabilidade. Bibliografia básica BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano - compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, CAPRA, F. As conexões ocultas: ciência para uma vida sustentável. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Cultrix, REALE, G.; ANTISERI, D. História da Filosofia. Trad. Ivo Storniolo. 3ª ed. São Paulo: Paulus, Bibliografia complementar ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Ed. WMF Martins Fontes, BOFF, L. Ethos Mundial: um consenso mínimo entre os humanos. Rio de Janeiro: Record, CAPRA, F. A teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. Trad. Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Cultrix, CLOTET, J. Bioética: uma aproximação. Porto Alegre: Edipucrs, MERICO, L. F. K. Introdução à economia ecológica. 2ª Ed. Blumenau: Editora da FURB: Total de horas aula: 40h Disciplina: Direito Ambiental Total de horas relógio: 30 h Ementa Fundamentos da ciência jurídica. Direito como fenômeno sociocultural. Direito Público e Direito Privado. Normas Jurídicas. Conceitos fundamentais de Direito. Meio ambiente e Direito Ambiental. Legislação ambiental no Brasil. Meio ambiente e a Constituição Federal de Princípios jurídicos ambientais. Poder de Polícia, licenciamento e estudos ambientais. Responsabilidade Civil, administrativa e criminal ambiental. Direito ambiental internacional. Bibliografia básica MACHADO, P.A.L. Direito Ambiental Brasileiro. 19. ed. São Paulo: Malheiros, NADER, P. Introdução ao Estudo do Direito. 29. ed. Rio de Janeiro: Forense SIRVINSKAS, L.P. Manual de Direito Ambiental. 9. ed. São Paulo: Saraiva, Bibliografia complementar COTRIM, G.V. Direito Fundamental: instituições de direito público e privado. 2. ed. São 16

19 Ministério da Educação Paulo: Saraiva. DINIZ, M.H. Compêndio de Introdução à Ciência do Direito. 20. ed. São Paulo: Saraiva, DOWER, N.G.B. Instituições de Direito Público e Privado. 13. ed. São Paulo: Saraiva, MORAES, A. Direito Constitucional. 27. ed. São Paulo: Atlas, NETO, A. S.; CAMPOS, L.M.S.; SHIGUNOV, T. Fundamentos da Gestão Ambiental. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., Disciplina: Geografia Aplicada Total de horas aula: 40h Total de horas relógio: 30h Ementa Interação entre homem e meio ambiente. Conceitos geomorfológicos, climatológicos, hidrológicos e fitogeográficos. Ação humana sobre o meio físico. Bibliografia básica AYOADE, J. O. Introdução à Climatologia para os Trópicos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003 CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. São Paulo: Edgard Blücher Ltda/EDUSP, GARCEZ, N. L. Hidrologia. São Paulo: Ed. Edgard Blucher Ltda., Bibliografia Complementar BAPTISTA, S.; GUERRA, A. T. Geomorfologia e Meio Ambiente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, POP, J. H. Geologia Geral. Rio de Janeiro: Abdr, ROSS, J.L.S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, SANTOS, M. Técnica espaço tempo. São Paulo: Editora Hucitec, VERDUM, R. Rima Relatório de Impacto Ambiental. Porto Alegre: Ed UFRGS, Disciplina: Gestão e licenciamento ambiental Total de horas aula: 40h Total de horas relógio: 30h Ementa 17

20 Fundamentos, modelos e instrumentos de gestão ambiental. Gestão ambiental no contexto empresarial, seus aspectos econômicos e a responsabilidade social. Conceitos e procedimentos relativos ao licenciamento ambiental, tipos de licenças, contemplando as esferas federal, estadual e municipal. Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental. Bibliografia Básica BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 2. ed. São Paulo: Saraiva, DIAS. R. Gestão ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. 2. ed. São Paulo: Atlas, PHILIPPI Jr.et. al. Curso de gestão ambiental. São Paulo: Manole, Bibliografia Complementar ALIGLERI, L.; ALIGLERI, L. A.; KRUGLIANSKAS, I. Gestão socioambiental: responsabilidade e sustentabilidade no negócio. São Paulo: Atlas, CURI, D. (Coord.). Gestão Ambiental. São Paulo: Pearson Prentice Hall, SEIFFERT, M. E. Gestão ambiental: instrumentos, esferas de ação e educação ambiental. São Paulo: Atlas, SHIGUNOV, A.N. et al. Fundamentos da gestão ambiental. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, TACHIZAWA, T. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Corporativa: estratégias de negócios focadas na realidade brasileira. 7. ed. São Paulo: Atlas, Total de horas aula: 80h Disciplina: Informática Aplicada Total de horas relógio: 60 h Ementa Introdução ao hardware e software dos computadores. Noções básicas de Internet. Utilização de sistema operacional. Utilização de pacote de aplicativos de escritório. Conceitos e utilização de Software Livre. Bibliografia Básica CAPRON, H. L., JOHNSON, J. A. Introdução à Informática. São Paulo: Pearson/Prentice Hall, LAPPONI, J. C. Matemática Financeira Usando Excel: como medir, criação de valor, simulador 12 C. São Paulo: Lapponi,

21 SANTOS, A. A. Informática na empresa. São Paulo: Atlas, Bibliografia Complementar BOUSQUET, M. A Internet em pequenos passos. São Paulo: Nacional, CORNACHIONE Jr. Informática aplicada às áreas de contabilidade, administração e economia. 3. ed. São Paulo: Atlas, DINIZ, A. Desenvolvendo e Dominando o OpenOffice.org. 1ª edição. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, GARCIA, M. Informática Aplicada a Negócios. São Paulo: Brasport, MATTOS, A. C. M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, Total de horas aula: 80h Disciplina: Introdução ao meio ambiente e educação ambiental Total de horas relógio: 60h Ementa Conceitos de meio ambiente. Trajetória dos acontecimentos ambientais no Brasil e no mundo na busca do desenvolvimento sustentável. Conceitos de ética ambiental. Histórico e diretrizes para a prática da educação ambiental. Ecoturismo e suas atividades pertinentes. Fontes renováveis de energia. 19

22 Bibliografia Básica BRAGA, B.; HESPANHOL, I.; CONEJO, J. G. L. et al. Introdução à Engenharia Ambiental. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, CARVALHO, I. C. de M. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. 5. ed. São Paulo: Cortez, DIAS, G. F. Educação ambiental: princípios e práticas. 9. ed. São Paulo: Gaia, Bibliografia Complementar BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano, compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, BOFF, L. Ethos mundial: um consenso mínimo entre os humanos. 17. ed. Rio de Janeiro: Record, MEDINA, N. M.; SANTOS, E. C. Educação ambiental: uma metodologia participativa de formação. 8. ed. Petrópolis: Vozes, PHILIPPI Jr.et. al. Curso de gestão ambiental. São Paulo: Manole, PHILIPPI, A. Jr.; PELICIONI, M. C. F. Educação ambiental e sustentabilidade. Barueri: Manole, Total de horas aula: 40h Disciplina: Português Instrumental e Redação Técnica Total de horas relógio: 30h Ementa Desenvolvimento do letramento textual, a fim de aprimorar as práticas de leitura e escrita em língua materna. Reflexão sobre diversos gêneros textuais cotidianos, profissionais, técnicos e acadêmicos. Desenvolvimento da habilidade de falar em público (oratória) de maneira a apresentar trabalhos e seminários nesta e nas demais disciplinas. Bibliografia Básica FARACO, C. A. Oficina de Texto. Petrópolis: Vozes, FIORI, N, J. L.; SAVIOLI, F. P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, MEDEIROS, J. B. Correspondência: técnica de comunicação criativa. São Paulo: Atlas, Bibliografia Complementar ABAURRE, M. L.; ABAURRE, M. B. Produção de Texto: interlocução e gêneros. São Paulo: Moderna, s/d. 20

23 CÂMARA JÚNIOR, J. M. Manual de Expressão Oral e Escrita. Petrópolis: Vozes, FERREIRA, A.B.H. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. São Paulo: Positivo, INFANTE, U.; CIPRO NETO, P. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Scipione, TERRA, E.; NICOLA, J. Gramática, Literatura e Produção de Texto. São Paulo: Scipione, s/d. Total de horas aula: 40h Disciplina: Química ambiental I Total de horas relógio: 30h Ementa Conceitos básicos de química. Soluções, concentrações, Ácidos e Bases. Produto iônico da água. Interpretar e avaliar dados qualitativos e quantitativos de análises físicas, químicas e biológicas. Problemas ambientais relacionados à química do solo, da água e do ar. Bibliografia Básica BAIRD, C. Química ambiental. Porto Alegre: Bookman, BRADY, E. J.; HUMISTON, E. G. Química Geral - Vol ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, ROCHA, J. C. et. al. Introdução à química ambiental. Porto Alegre: Bookman, Bibliografia Complementar BRAGA, B.; HESPANHOL, I.; CONEJO, J. G. L. et al. Introdução à Engenharia Ambiental. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, DERÍSIO, J.C. Introdução ao controle de poluição ambiental. 3. ed. São Paulo: Signus, SKOOG, D.A.; HOLLER, F.J.; NIEMAN, T. A. Princípios de análise instrumental. 5.ed. São Paulo: Bookman, TRINDADE, D. F. et al. Química básica experimental. São Paulo: Ícone, VOGEL, A. I. Química analítica qualitativa. São Paulo: Mestre Jou,

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