08/04/2016 CONTROLE CONTROLE CONTROLE CONTROLE CONTROLE CONTROLE

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1 - CONCEITO - atividade de verificar se os resultados alcançados com a despesa pública correspondem à determinação legal de sua realização - Origem: - Documentos como a Magna Carta e outros; - Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789: Art. 14 Todos os cidadãos têm o direito de verificar, por eles mesmos ou pelos seus representantes, a necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente, de acompanhar-lhe o emprego, de lhe determinar a quota, a cobrança e a duração. Art. 15 A sociedade tem o direito de pedir contas a todo agente público pela sua administração. - CF - CF, Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. - ESPÉCIES contábil reporta-se ao exame da contabilidade, segundo a técnica de controle numérico e registro sistemático das verbas arrecadas e despendidas. financeira resume-se na verificação de entrada e saída de dinheiro, ao passo que a orçamentária alude à correta execução do orçamento. Orçamentária: relacionada a aplicação dos recursos conforme as leis orçamentárias. Operacional: relacionada à verificação do cumprimento das metas, resultados e eficiência da gestão. Patrimonial refere-se à própria execução orçamentária. As alterações patrimoniais devem ser objetos de fiscalização permanente para sua preservação e atendimento das finalidades públicas. - Legalidade (requisitos necessários à realização da despesa) - Legitimidade: analisa-se o mérito do ato, no tocante a desvio de finalidade. Economicidade diz respeito à verificação do custo benefício 1

2 - CLASSIFICAÇÃO LEGAL - A Constituição Federal prevê mecanismos de controle interno, externo e social. - Em âmbito infraconstitucional, o controle é disciplinado pela Lei 4.320/64, cujo art. 75 estabelece três tipos de controle: o da legalidade dos atos; o da fidelidade funcional dos agentes públicos; o do cumprimento do programa de trabalho: Lei 4.320: Art. 75. O contrôle daexecução orçamentária compreenderá: I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação dareceita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações; II - a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e valores públicos; III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em têrmos monetários e em têrmos de realização de obras e prestação de serviços. Lei 4.320: Art. 81. Objetivo do contrôle da execução orçamentária : - verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprêgo dos dinheiros públicos e o cumprimento dalei deorçamento. - CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA - a) Quanto ao órgão que exerce o controle, classifica-se em: Administrativo, Legislativo e Judicial. Lei n /99: Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos. Cf. Súmula nº473 dosupremotribunal Federal - CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA - b) Quanto à localização do controlador, classifica-se em: Interno, Externo e Social. - CF, Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de controle interno [...] 2

3 Externo: CF, Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (...) - c) Quanto ao momento em que se efetua o controle, temos: Prévio, Concomitante e Posterior. - d) Quanto à extensão do controle, classifica-se em: Controle de Legalidade e Controle de Mérito. - Doutrinariamente, há 3 tipos de controle externo: prévio, concomitante e posterior. Prévio: torna obrigatório o prévio registro do contrato para ulterior realização da despesa. Concomitante: descoberta a irregularidade, ocorre a sustação do ato de execução. Posterior ou subsequente: verificada a ilegalidade ou abuso na despesa, por ocasião do julgamento das contas dos administradores em geral, cabe ao Tribunal de Contas aplicar aos responsáveis as sanções previstas em lei. Controle social ou popular: - Portal da Transparência - Lei / Regula o acesso a informações - Lei Compl. 131/ prevê a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Leis Lei nº , de 18 de novembro de 2011 Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do 3o do art. 37 e no 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no , de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Lei Complementar nº 131, de 27 de maio de Lei Capiberibe Acrescenta dispositivos à Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. 3

4 (questão) De acordo com a Lei Federal n 4.320/1964, o controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, tem por objetivo a) verificar a execução orçamentária das entidades da Administração direta e indireta, quanto à legalidade, moralidade e eficiência na aplicação dos recursos públicos. b) fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados, mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, às entidades de direito público e privado. (questão) c) verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da lei de orçamento. d) fiscalizar a execução orçamentária da Administração direta e indireta e o atingimento das metas estabelecidas na lei orçamentária anual. e) verificar a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da despesa e o atingimento das metas estabelecidas no Plano Plurianual. (questão) A atividade de controle da execução financeiroorçamentária é realizada por diferentes órgãos de controle interno, externo e social. No que se refere aos tipos de controle, considera-se o seguinte: a) o controle interno é exclusivo do Poder Executivo, tendo em vista que os Poderes Judiciário e Legislativo já consistem em órgãos de controle da administração pública. b) os órgãos de controle interno atuam de modo independente dos órgãos de controle externo, o que não implica no afastamento do dever de colaboração que há daqueles para com esse na cientificação ao Tribunal de Contas dos Estados. (questão) c) a realização de audiências públicas no âmbito de um procedimento de contratação pública de obras e serviços é modalidade de controle social que dispensa a realização dos controles interno e externo. d) o controle interno se restringe ao modo prévio na medida em que é vedada à Administração a anulação de ato outrora praticado em respeito ao princípio da segurança jurídica. (questão) Sobre fiscalização orçamentária e financeira do Poder Judiciário estadual, é correto afirmar que a) o controle externo das contas do Poder Judiciário estadual é de competência do Superior Tribunal de Justiça, sendo suas contas homologadas ou não pelo Supremo Tribunal Federal. b) o Poder Judiciário estadual se submete apenas à fiscalização interna por órgão próprio, não se submetendo a controle externo pelo Poder Legislativo. (questão) c) não existe fiscalização orçamentária e financeira das contas do Poder Judiciário estadual, pois ele não possui orçamento próprio. d) a fiscalização orçamentária e financeira das contas do Poder Judiciário estadual é feita pelo Ministério Público. e) o controle externo das contas do Poder Judiciário estadual é de competência do Poder Legislativo estadual, com auxílio do Tribunal de Contas do Estado. 4

5 - art. 1º, parágrafo único, da CF - Art. 37, caput, da CF - Art. 5º, inc. XXXIII e XXXIV - LRF, Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição. - 1º A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, - art. 1º, parágrafo único, da CF - todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. - Art. 5º, inc. XXXIII e XXXIV, dacf - XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; - XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: - a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; - b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal;. CF Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) Lei Complementar 101: Art. 1o [...]. 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar. - INSTRUMENTOS - Denúncia ao TCU - CF, art. 74, 2.º que qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legitima para, na forma da lei, denunciar irregularidade ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. 5

6 - INSTRUMENTOS - Denúncia à CGU - Lei /2003: - Art. 18. À Controladoria-Geral da União, no exercício de sua competência, cabe dar o devido andamento às representações ou denúncias fundamentadas que receber, relativas a lesão ou ameaça de lesão ao patrimônio público, velando por seu integral deslinde. - INSTRUMENTOS - Ação popular - CF, Art. 5º. (...) - LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada máfé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; - INSTRUMENTOS - Outros: - Controle sobre as aquisições realizadas pelo Governo - Impugnação de Editais de Licitação - Audiências Públicas - Participação em conselhos gestores de políticas públicas (Conselho do Fundo da Educação Básica (Fundeb), Conselho de Alimentação Escolar, Conselho Municipal de Saúde etc. TRIBUNAIS DE CONTAS. - origem (Decreto 966-A, de 1890) - função - Natureza jurídica: órgão constitucional dotado de autonomia administrativa e financeira sem subordinação com os 3 poderes. - É órgão de auxílio e de orientação ao Poder Legislativo (CF, art. 71) - Não exerce atividade jurisdicional. Mas julga as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos com eficácia de título executivo: - CF, Art. 71, 3º - As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo ( extrajudicial ). - Natureza jurídica das decisões - A maior parte da doutrina diz que tem natureza administrativa (Cretella, JAS, Medauar). - Contra: - Pontes de Miranda, Seabra Fagundes, Jacoby 6

7 - TCU E DE CONSTITUCIONALIDADE - Súmula 347 do STF - Súmula Vinculante n. 3 - Lei nº 4.320, de Súmula 347 do STF : - O TRIBUNAL DE CONTAS, NO EXERCÍCIO DE SUAS ATRIBUIÇÕES, PODE APRECIAR A CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS E DOS ATOS DO PODER PÚBLICO. - Súmula Vinculante n. 3 : - Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. COMPOSIÇÃO - 9 MINISTROS CF, Art.73. O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art º - Os Ministros do TCU serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I - mais de 35 e menos de 65 anos de idade; II - idoneidade moral e reputação ilibada; III - notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; IV - mais de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. - Tribunais de contas nos Estados, DF e Municípios: - Âmbito de atuação do TCU - CF, Art. 71 Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do TCU, ao qual compete: I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento; II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; 7

8 Art. 71. III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; - Responsabilização fiscal em face da LC limitação de empenho (arts. 9º, 31, 1º, II, da LRF) - Ressalvas - - obrigações constitucionais e legais (ex: aplicação do percentual de impostos no ensino); - - as destinadas ao pagamento do serviço da dívida (totalidade dos pagamentos que o devedor faz para pagar os juros e amortizações de principal). Geração de despesa (arts.15 e 16) Limites para despesa com pessoal (art. 19): Antes de criação, expansão e aperfeiçoamento de ações que impliquem aumento de despesa, deve haver: - estimativa do impacto orçamentário-financeiro em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; - declaração do ordenador de despesas de adequação ao PPA, LDO e LOA. I - União: 50% (cinqüenta por cento); II - Estados: 60% (sessenta por cento); III - Municípios: 60% (sessenta por cento). Vedação de contrair obrigação em fim de mandato Art. 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20, nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte semque haja suficiente disponibilidade decaixa para este efeito. - REFERÊNCIAS - BALEEIRO, Aliomar. Uma introdução à ciência das finanças. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de direito financeiro e tributário. 9. ed. São Paulo: Celso Bastos Editor, VICCARI, Adauto Jr. et al. Comentários à Lei 4.320: Normas gerais de Direito Financeiro, Orçamentos e Balanços da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios. 5. ed. São Paulo: Atlas, FRANÇA, Phillip Gil. O controle da administração pública: tutela jurisdicional, regulação econômica e desenvolvimento. São Paulo: Revista dos Tribunais,

9 - GUERRA, Evandro Martins. Os controles externo e interno da administração pública. 2 ed. Belo Horizonte: Fórum, OLIVEIRA, Regis Fernandes de. Curso de direito financeiro. 3. ed. São Paulo Ed. Revista dos Tribunais, PASCOAL, Valdecir. Direito financeiro e controle externo. Rio de Janeiro, Campus, ROSA JUNIOR, Luiz Emygdio Franco da. Manual de direito financeiro & tributário. 16. ed. Rio de Janeiro: Renovar,

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