Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho"

Transcrição

1 Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho Regime jurídico aplicável à prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes através de centros telefónicos de relacionamento Comentários da APRITEL 27 de Novembro de 2009 APRITEL posicao Call Centers a.doc 1/10

2 1 Introdução O presente documento representa a posição comum das empresas associadas da APRITEL relativamente ao Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho, que aprova o regime jurídico aplicável à prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes através de centros telefónicos de relacionamento (call centers). 2 Comentários na Generalidade O Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho, tem por objectivo fundamental, conforme se refere no seu preâmbulo, estabelecer regras que contribuam para assegurar a eficiência na prestação do serviço de call center, bem como para salvaguardar o direito à informação por parte do consumidor. A APRITEL reconhece vantagens na iniciativa de definir, através de diploma legal, regras objectivas de prestação de serviços de call center, pois tal não só permitirá às empresas adoptar, de maneira uniforme, procedimentos de prestação do serviço, como ainda permitirá garantir que os consumidores e utentes de serviços públicos essenciais obtêm a informação e o apoio pretendido de forma célere e eficaz. Sucede, contudo, que o Decreto-Lei n.º 134/2009 não estabelece regras suficientemente claras em relação a diversas matérias que reputamos essenciais, pelo que algumas das medidas previstas, não sendo correctamente enquadradas, terão por consequência a diminuição da eficiência e qualidade do serviço actualmente prestado pelos call centers, com claro prejuízo para os consumidores, levando assim a um resultado final oposto ao que esteve subjacente à publicação do diploma. Neste contexto saliente-se, aliás, que o facto de não ter sido ainda publicada a portaria a que se faz referência no artigo 9.º nº 4 da Decreto-Lei n.º 134/2009, a qual se destina a definir os elementos que devem constar do registo histórico do atendimento, bem como o tratamento a dar aos dados pessoais recolhidos, dificulta a adequação dos processos actuais aplicáveis nos call centers às novas obrigações que decorrem do Decreto-Lei n.º 134/2009. Adicionalmente, as medidas previstas no diploma exigem a realização de investimentos avultados tendo em vista a adaptação aos novos processos, incluindo com o desenvolvimento, adaptação, operação, manutenção e controlo dos sistemas e infra-estruturas tecnológicas, a gravação das chamadas e o redimensionamento e formação dos recursos humanos. Pelas razões referidas, é fundamental esclarecer que as obrigações constantes do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 134/2009, e bem assim todas as que dependem da publicação da portaria, apenas se aplicam aos profissionais após um período razoável (nunca inferior a 90 dias) contado a partir da data da entrada em vigor da respectiva portaria. Cumpre ainda referir que uma incorrecta interpretação do Decreto-Lei n.º 134/2009 pode significar um efectivo prejuízo para os consumidores e utentes e um claro retrocesso nas melhores práticas até então adoptadas na prestação dos serviços APRITEL posicao Call Centers a.doc 2/10

3 de call center, as quais não só constituem práticas reconhecidas e adoptadas a nível nacional e internacional no sector das comunicações electrónicas, como se têm revelado um instrumento fundamental para garantir uma resposta mais rápida e eficiente às solicitações dos consumidores e utentes Cumpre, a este propósito, salientar que os operadores de comunicações electrónicas têm sido pioneiros na adopção das melhores soluções de call centres em Portugal e que têm assegurado a prestação de um serviço de atendimento de excelência aos seus clientes. Pelas razões expostas, a interpretação das normas constantes do diploma legal deverá ser efectuada de forma a não colocar em causa as melhores práticas adoptadas pelos profissionais, sob pena de se impor aos mesmos o cumprimento de regras sem paralelo na Europa, com claro prejuízo para os consumidores e utentes e para a competitividade das empresas portuguesas. A APRITEL considera assim que é de extrema importância clarificar o concreto âmbito de aplicação das normas constantes do Decreto-Lei n.º 134/2009, desde logo porque não é possível impor o cumprimento das obrigações constantes deste diploma pelos profissionais quando as mesmas carecem do detalhe e concretização necessárias para garantir a sua aplicabilidade. 3 Comentários na Especialidade 3.1 Noção de call center (artigo 2.º, alínea a)) Nos termos do diploma, define-se call center como a estrutura organizada e dotada de tecnologia que permite a gestão de um elevado tráfego telefónico para contacto com o consumidores ou utentes, no âmbito de uma actividade económica, destinada, designadamente, a responder às suas solicitações e a contactá-los, com vista à promoção de bens ou serviços ou à prestação de informação e apoio. Esta definição, desde logo por recorrer a conceitos indeterminados como o de elevado tráfego telefónico, deixa em aberto uma enorme margem para discussão sobre o que deve entender-se por call center e portanto sobre quais as empresas que ficam sujeitas às regras no mesmo estabelecidas. A APRITEL considera que a concretização deste conceito não deve ser efectuada por referência a um número específico de chamadas telefónicas, por ser um critério de difícil concretização e fiscalização, e que pode, aliás, variar no tempo, mas sim em função da finalidade efectiva dos canais de comunicação telefónicos disponibilizados pelas empresas aos consumidores ou utentes. Julga-se, com efeito, que um entendimento diverso poderá não só gerar desigualdades entre os operadores no mercado, como prejudicar os objectivos do diploma, qual seja a eficiência dos serviços de call center e a garantia do direito à informação por parte dos consumidores e utentes. Adicionalmente, a APRITEL considera que a noção de call center integra os serviços de atendimento telefónico relativos a produtos ou serviços do profissional, não se aplicando a linhas de atendimento com a finalidade de prestar informações gerais não específicas de produtos, serviços ou actividades do profissional, como APRITEL posicao Call Centers a.doc 3/10

4 sucede com informações sobre assinantes (serviços directórios), nem a linhas de atendimento através das quais se prestam serviços meramente informativos (por exemplo, informação sobre transportes, farmácias, números de telefone, etc.) ou se disponibilizam produtos que podem ser adquiridos à distância através do call center em causa. Apenas uma interpretação como a referida permitirá garantir que o objectivo de assegurar o direito à informação por parte dos consumidores e utentes não coloca em causa a competitividade e eficiência actual dos call centers. Com efeito, e por um lado, cumpre salientar que a informação genérica disponibilizada pelas linhas de atendimento meramente informativas é igualmente disponibilizada em outros suportes (nomeadamente na Internet), pelo que a imposição das obrigações constantes do Decreto-Lei n.º 134/2009 poderá ter por consequência a deslocação destes serviços apenas para este suporte, com claro prejuízo para os consumidores e utentes. Por outro lado, no que diz respeito às linhas através das quais se procede à venda de bens ou à prestação de serviços, cumpre referir que as mesmas se integram num sistema de venda ou prestação de serviços à distância, estando já sujeitas a regras específicas, nomeadamente as dispostas no Decreto-Lei n.º 143/2001, de 16 de Abril, relativa à protecção dos consumidores em matéria de contratos celebrados à distância. 3.2 Prestação do serviço de call center (artigo 4.º, n.º 1) Sendo um dos objectivos do Decreto-Lei n.º 134/2009 assegurar o direito à informação por parte do consumidor, deve ser esclarecido que tal direito à informação se satisfaz com a disponibilização, para cada produto ou serviço do profissional, de uma linha de atendimento que cumpra os requisitos do diploma mencionado. Com efeito, cabe relembrar que é habitual que os operadores económicos disponibilizem várias linhas de atendimento para o mesmo produto ou serviço, as quais terão finalidades específicas diversas (por exemplo, apoio técnico, self care ou troca de pontos). Fundamental será, por isso, que a linha de atendimento geral do profissional, isto é, a linha através da qual o consumidor ou utente pode obter informações e apoio gerais sobre o produto ou serviço, cumpra o disposto no Decreto-Lei n.º 134/ Materiais de suporte das comunicações (artigo 4.º, n.º 5) De acordo com o disposto no artigo 4.º, n.º 5 do Decreto-Lei n.º 134/2009, o número de telefone do serviço e o seu período de funcionamento, com destaque para o período de atendimento personalizado, devem constar, de forma bem visível, dos materiais de suporte de todas as comunicações do profissional. O diploma não esclarece em que consistem os referidos materiais de suporte de todas as comunicações do profissional. Uma vez que o objectivo é garantir que o consumidor e utente está devidamente informado, a APRITEL entende que tais materiais de suporte se deverão limitar às comunicações endereçadas especificamente ao consumidor ou utente em suporte físico com a finalidade exclusiva ou primordial de dar informações sobre o produto ou serviço, bem como APRITEL posicao Call Centers a.doc 4/10

5 às páginas de Internet relativas ao produto ou serviço em causa, excluindo-se quaisquer outros materiais, inclusive com carácter publicitário. Outra interpretação do diploma seria manifestamente desrazoável e desproporcionada atendendo os interesses em presença. 3.4 Proibição de publicidade durante o período de espera (artigo 5.º, n.º 1, alínea b)) A APRITEL entende, a este respeito, que a música ou outros slogans do profissional podem ser emitidos durante o período de espera no atendimento, bem como podem ser prestadas informações aos consumidores e utentes. 3.5 Proibição de registo do número de telefone do consumidor ou utente (artigo 5.º, n.º 1, alínea c)) O artigo 5.º, n.º 1 (c) do Decreto-Lei n.º 134/2009, estabelece que é proibido o registo em base de dados do número de telefone utilizado pelo consumidor ou pelo utente para efectuar a ligação telefónica, excepcionadas as situações legalmente autorizadas. A APRITEL gostaria neste ponto de chamar a atenção para o facto de a exigência estabelecida no Decreto-Lei n.º 134/2009 não fazer sentido no sector das comunicações electrónicas, no qual a esmagadora maioria dos esclarecimentos solicitados ou contactos estabelecidos pelos consumidores e utentes têm subjacente o número de telefone de ligação. Adicionalmente, cabe salientar que não se compreende como é que os profissionais poderão provar o cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 134/2009, nomeadamente do seu artigo 6.º, se não puderem proceder ao registo do número de telefone de ligação. Neste contexto, a proibição estabelecida no artigo 5.º, n.º 1 (c) do Decreto-Lei n.º 134/2009, não deve impedir os profissionais de conservarem a informação necessária, incluindo o número de contacto do consumidor ou utente, para provar o cumprimento do disposto no referido diploma. O exposto não invalida, naturalmente, que os profissionais não possam utilizar o número registado para comunicações comerciais não solicitadas, devendo para o efeito respeitar as exigências do Decreto-Lei nº 7/ Atendimento das chamadas (artigo 6.º, números 2 e 4) O artigo 6.º, números 2 e 4 do Decreto-Lei 34/2009 estabelece que, uma vez atendida a chamada, o período de espera em linha não deve ser superior a 60 segundos e, caso não seja possível efectuar o atendimento neste prazo, deve ser disponibilizada uma forma de o consumidor ou o utente deixar o seu contacto e identificar a finalidade da chamada, devendo o profissional responder em prazo não superior a dois dias úteis. A APRITEL entende que, nos casos de picos de tráfego, o profissional deve envidar os seus melhores esforços para cumprir o prazo do nº4. Contudo, a APRITEL APRITEL posicao Call Centers a.doc 5/10

6 gostaria de salientar que, em alguns casos, o cumprimento do mesmo se pode revelar extremamente difícil, desde logo pela existência de picos de tráfego para os quais os operadores não dispõem dos necessários recursos. Pelo exposto, tratando-se de um período de tráfego elevado ou anormal, é fundamental esclarecer que o profissional não incumpre o disposto no n.º 4 do referido artigo se não efectuar o call-back nos prazos aí previstos. Na verdade, seria manifestamente desproporcional e desrazoável se, em alturas de picos de chamadas, o profissional tivesse de efectuar o call-back para todas elas em dois dias úteis, tanto mais que podem existir chamadas que, pelo seu teor, não justificam a resposta do profissional, por ser extemporânea. É ainda entendimento da APRITEL que, caso não seja possível ao operador responder em 60 segundos, o consumidor ou utente poderá, em alternativa a deixar o seu contacto e identificar a finalidade da chamada, optar por manter-se em espera. Na verdade, não deve ser retirada ao consumidor a opção de aguardar durante um período adicional caso pretenda, por exemplo, submeter uma questão urgente, situação que, naturalmente, não se compadece com o prazo não superior a dois dias úteis estabelecidos na lei para receber uma resposta do operador económico. Pense-se, por exemplo, no furto de telefone onde o cliente não terá qualquer interesse em aguardar 2 dias úteis para satisfazer o seu pedido de desactivação do cartão SIM. A APRITEL considera também que deve ficar claro que o profissional pode cobrar ao consumidor e utente um preço por si definido para realização da chamada de resposta ( call back ). 3.7 Cancelamento do serviço (artigo 6.º, números 6 e 7) A APRITEL considera que a disponibilização de uma opção respeitante ao cancelamento do serviço, conforme exigida pelo artigo 6.º, n.º 6 do Decreto-Lei n.º 134/2009, não prejudica as regras estabelecidas contratualmente para esse cancelamento. Por outro lado, a APRITEL entende que, no caso de o profissional disponibilizar linhas de atendimento distintas consoante se dirijam a clientes empresariais ou não empresariais, a opção relativa ao cancelamento do serviço poderá ser apenas disponibilizada nas linhas de atendimento dirigidas a clientes não empresariais. Pelo que, de forma aliás a garantir a eficiência do call center objectivo expresso do diploma julga-se que a obrigação constante do artigo 6.º, n.º 6 do Decreto-Lei n.º 134/2009 não terá de se aplicar a linhas de atendimento empresarial, isto é, a linhas de atendimento dirigidas a pessoas (singulares ou colectivas) que adquiram bens ou serviços para uso profissional. 3.8 Ónus da prova do cumprimento das obrigações (artigo 6.º, n.º 8) De acordo com o artigo 6.º, n.º 8 do Decreto-Lei n.º 134/2009, nos primeiros 90 dias contados da prestação do serviço, o ónus da prova do cumprimento das obrigações previstas no artigo 6.º cabe ao profissional. APRITEL posicao Call Centers a.doc 6/10

7 Entendemos relevante referir que não é evidente que esta inversão do ónus da prova observe o princípio da presunção da inocência e a estrutura acusatória do processo contra-ordenacional, se for interpretada no sentido de que: a) Dispensa a entidade competente para a promoção, instrução e direcção de determinada acção contra-ordenacional de alegar factos ilustrativos da prática da infracção e apresentar prova da violação das obrigações dos profissionais, previstas nos números 1 a 7 do artigo 6.º; b) Estabelece uma presunção de incumprimento das obrigações previstas nos números 1 a 7 ou uma presunção de culpa do profissional; ou c) Permite à entidade competente para a acusação ou julgamento da acção contraordenacional decidir em desfavor do arguido em caso de dúvida quanto à prova da prática da infracção ou infracções em causa. 3.9 Resposta às questões colocadas pelo cliente (artigo 8.º, n.º 4) O artigo 8.º, n.º 4 do Decreto-Lei n.º 134/2009 exige que as questões colocadas pelo consumidor ou utente sejam respondidas de imediato ou, não sendo possível, no prazo máximo de três dias úteis, contado da data da realização do contacto inicial, salvo motivo devidamente justificado. A APRITEL entende que por motivo justificado se pode entender a existência de regras diferentes definidas contratualmente com o consumidor ou utente ou determinadas pelas entidades competentes. Chama-se com efeito a atenção para o facto de, nomeadamente no que diz respeito a serviços de assistência técnica, ser habitual preverem-se níveis de serviços que estabelecem os prazos de resposta às solicitações dos clientes Encaminhamento de chamadas (artigo 8.º, n.º 5) De acordo com o artigo 8.º, n.º 5 do Decreto-Lei n.º 134/2009, caso seja necessário, o serviço deve garantir a transferência para o sector competente para o atendimento definitivo da chamada, no tempo máximo de 60 s a contar do momento em que o operador verifica essa necessidade e desta dá conhecimento ao consumidor ou ao utente, sem prejuízo de o operador poder facultar ao consumidor ou ao utente o número directo de acesso ao mesmo. A APRITEL entende que a transferência para o sector competente não tem de ser necessariamente realizada pelo operador, podendo ser realizada de forma automática desde que não envolva custos adicionais para o consumidor ou utente Registo histórico do atendimento (artigo 9.º, n.º 1) De acordo com o Decreto-Lei n.º 134/2009, o profissional deve manter o histórico do atendimento que identifique os problemas colocados pelo consumidor ou pelo utente até à resolução da questão suscitada, evitando a reprodução de contactos anteriores. A este respeito, a APRITEL entende que a obrigação de os profissionais manterem o histórico do atendimento até à resolução da questão suscitada não deve impedir APRITEL posicao Call Centers a.doc 7/10

8 a possibilidade de aqueles manterem o histórico por um período mais longo, desde que naturalmente cumpridos, se aplicáveis, os requisitos em matéria de protecção de dados pessoais. Adicionalmente, relembra-se que a definição dos elementos que devem constar do registo histórico serão definidos por portaria, pelo que o cumprimento desta obrigação não deve ser exigido até á entrada em vigor da referida portaria Gravação das chamadas (artigo 9.º, n.º 2) O artigo 9.º, n.º 2 do Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho, estabelece que o profissional deve manter a gravação das chamadas efectuadas pelo consumidor ou pelo utente pelo prazo mínimo de 90 dias, permitindo a este o acesso ao seu conteúdo, nos termos previstos na legislação aplicável. O n.º 3 do mesmo artigo acrescenta que aquela obrigação não se aplica às chamadas de conteúdo meramente informativo. Neste contexto, não é necessário obter o consentimento dos consumidores e utentes, atento o disposto no artigo 6.º (b) da Lei n.º 67/98 de 26 de Outubro (Lei de Protecção de Dados Pessoais), segundo o qual o tratamento de dados pessoais só pode ser efectuado se o seu titular tiver dado de forma inequívoca o seu consentimento ou se o tratamento for necessário para cumprimento de obrigação legal a que o responsável pelo tratamento esteja sujeito. Adicionalmente, a APRITEL entende que, neste caso, será suficiente notificar a CNPD, desde logo por a gravação ser imposta por lei. Por outro lado, a APRITEL considera que apenas é possível determinar se a chamada tem um conteúdo meramente informativo, ou não, após o termo da conversação com o consumidor ou utente, pelo que o profissional poderá proceder à gravação de todas as chamadas. No que diz respeito ao direito de acesso dos consumidores ou utentes ao conteúdo das suas chamadas, julga-se que deve ser reconhecido que, uma vez que o exercício deste direito implica custos para os profissionais, estes poderão cobrar um preço pelo mesmo. Por fim, reitera-se que uma vez que a definição do tratamento a dar aos dados pessoais recolhidos será aprovada por portaria, o cumprimento desta obrigação não deve ser exigido até á entrada em vigor da referida portaria. 4 Conclusões O Decreto-Lei n.º 134/2009 levanta um conjunto de questões cujo esclarecimento se afigura fundamental para garantir que os profissionais implementam os procedimentos constantes do diploma referido. Antes de mais, a noção de call center, por recorrer a conceitos indeterminados como o de elevado tráfego telefónico, deixa em aberto uma enorme margem para discussão sobre o que deve entender-se por call center. A APRITEL considera que a concretização deste conceito não deve ser efectuada por referência a um número específico de chamadas telefónicas, mas sim em função da finalidade efectiva dos call centers. APRITEL posicao Call Centers a.doc 8/10

9 Adicionalmente, a APRITEL entende que a noção de call center integra os serviços de atendimento telefónico relativos a produtos ou serviços do profissional, não se aplicando a linhas de atendimento com a finalidade de prestar informações gerais não específicas de produtos, serviços ou actividades do profissional, como sucede com informações sobre assinantes, nem a linhas de atendimento através das quais se prestam serviços ou se disponibilizam produtos que podem ser adquiridos à distância através do call center em causa. Por outro lado, sendo um dos objectivos do Decreto-Lei n.º 134/2009 assegurar o direito à informação por parte do consumidor, a APRITEL entende que tal direito à informação se satisfaz com a disponibilização de uma linha de atendimento, para cada produto ou serviço do profissional que cumpra os requisitos do diploma mencionado. No que diz respeito aos materiais de suporte de todas as comunicações do profissional, e uma vez que o objectivo é garantir que o consumidor está devidamente informado, a APRITEL entende que tais materiais de suporte se deverão limitar às comunicações endereçadas em suporte físico com a finalidade exclusiva ou primordial de dar informações sobre o produto ou serviço, bem como às páginas de Internet relativas ao produto ou serviço em causa, excluindo-se quaisquer outros materiais, inclusive com carácter publicitário. A APRITEL considera ainda que a proibição de publicidade durante o período de espera não impede a emissão de música ou outros slogans do profissional e a prestação de informações aos consumidores e utentes. No que diz respeito à proibição de registo do número de telefone do consumidor ou utente, e sem prejuízo da proibição de utilização do mesmo para fins de comunicações comerciais não solicitadas, o registo do número de telefone poderá ser utilizado para efeitos de prova do cumprimento do disposto no Decreto-Lei n.º 134/2009, respeitando as exigências da Lei n.º 67/98 de 26 de Outubro. No que diz respeito ao período de espera em linha, considera-se que a obrigação de atender a chamada em 60 segundos se aplica apenas nos casos de normal funcionamento do call center, excluindo-se os períodos de tráfego elevado ou anormal. Relativamente à obrigação de disponibilizar uma forma de o consumidor ou o utente deixar o seu contacto e identificar a finalidade da chamada, devendo o profissional responder em prazo não superior a dois dias úteis, a APRITEL entende que, em períodos de tráfego elevado ou anormal, deverá ser reconhecido que o profissional não incumpre o disposto no referido artigo se apenas disponibilizar tais meios num prazo razoável atento o número elevado ou anormal de chamadas. Adicionalmente, deve ser reconhecido que, nestas situações, o profissional deve responder ao consumidor ou utente no prazo mais curto possível. A APRITEL considera que a disponibilização de uma opção respeitante ao cancelamento do serviço não prejudica as regras estabelecidas contratualmente para esse cancelamento, nem deve impedir o cliente, caso este assim o entenda, de, em alternativa a deixar o seu contacto e a indicação da finalidade da chamada, se manter em espera por um período adicional. APRITEL posicao Call Centers a.doc 9/10

10 A APRITEL entende também que o prazo de três dias para dar resposta às solicitações dos clientes não prejudica a aplicação das regras específicas que possam constar do contrato com o cliente e que devem por isso prevalecer, por, justamente, constituir um motivo justificado. A APRITEL considera, ainda, que a transferência da chamada para o sector competente não tem de ser necessariamente efectuada pelo operador, podendo ser efectuada de forma automática. No que diz respeito ao registo histórico do atendimento e à gravação de chamadas, relembra-se que os elementos que devem constar daquele registo e o tratamento a dar aos dados pessoais recolhidos deverão ser regulamentados através de portaria, pelo que as obrigações constantes do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 134/2009, e bem assim todas as que dependem de portaria, apenas se aplicam aos profissionais após um período razoável (nunca inferior a 90 dias) contado a partir da data da entrada em vigor da mesma. APRITEL posicao Call Centers a.doc 10/10

PROJECTO DE PORTARIA QUE REGULAMENTA O DECRETO-LEI N.º 134/2009, DE 2 DE JUNHO. Portaria n.º /09,

PROJECTO DE PORTARIA QUE REGULAMENTA O DECRETO-LEI N.º 134/2009, DE 2 DE JUNHO. Portaria n.º /09, PROJECTO DE PORTARIA QUE REGULAMENTA O DECRETO-LEI N.º 134/2009, DE 2 DE JUNHO Portaria n.º /09, de O Decreto-Lei n.º 134/2009, de 2 de Junho, estabeleceu o regime jurídico aplicável à prestação de serviços

Leia mais

REGIME JURÍDICO APLICÁVEL AOS CALL CENTERS

REGIME JURÍDICO APLICÁVEL AOS CALL CENTERS TMT N.º 2 /2009 MAIO/JUNHO 2009 REGIME JURÍDICO APLICÁVEL AOS CALL CENTERS Foi publicado no passado dia 2 de Junho o Decreto-Lei nº 134/2009 que veio estabelecer o regime jurídico aplicável à prestação

Leia mais

Prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes através de centros telefónicos de relacionamento

Prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes através de centros telefónicos de relacionamento Prestação de serviços de promoção, informação e apoio aos consumidores e utentes através de centros telefónicos de relacionamento Comentário da APRITEL 17 de Março de 2009 APRITEL comentarios DL23-2009

Leia mais

VENDAS Á DISTÂNCIA. Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 01: Comércio Electrónico. Decreto-Lei n.º 24/2014 de 14-02: Vendas à Distância

VENDAS Á DISTÂNCIA. Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 01: Comércio Electrónico. Decreto-Lei n.º 24/2014 de 14-02: Vendas à Distância VENDAS Á DISTÂNCIA Enquadramento Legal Decreto-Lei n.º 7/2004 de 07 01: Comércio Electrónico Decreto-Lei n.º 24/2014 de 14-02: Vendas à Distância No que respeita à forma da contratação electrónica, estipula

Leia mais

Artigo 1.º. Objecto e âmbito. Lei nº 69/98. de 28 de Outubro

Artigo 1.º. Objecto e âmbito. Lei nº 69/98. de 28 de Outubro REGULA O TRATAMENTO DOS DADOS PESSOAIS E A PROTECÇÃO DA PRIVACIDADE NO SECTOR DAS TELECOMUNICAÇÕES (TRANSPÕE A DIRECTIVA 97/66/CE, DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO, DE 15 DE DEZEMBRO DE 1997) Artigo

Leia mais

Vendas pela Internet, televisão, telefone, fax ou catálogos

Vendas pela Internet, televisão, telefone, fax ou catálogos Vendas pela Internet, televisão, telefone, fax ou catálogos Para assegurar os direitos dos consumidores relativos à informação dos produtos e identidade do vendedor, as empresas têm de cumprir regras sobre

Leia mais

GRUPO DE TRABALHO SOBRE A PROTECÇÃO DE DADOS DO ARTIGO 29.

GRUPO DE TRABALHO SOBRE A PROTECÇÃO DE DADOS DO ARTIGO 29. GRUPO DE TRABALHO SOBRE A PROTECÇÃO DE DADOS DO ARTIGO 29. 00065/2010/PT WP 174 Parecer 4/2010 sobre o código de conduta europeu da FEDMA relativo ao uso de dados pessoais no marketing directo Adoptado

Leia mais

O REGIME DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012

O REGIME DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012 27 de Fevereiro de 2012 O REGIME DE EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2012 Introdução O Decreto-Lei n.º 32/2012, de 13 de Fevereiro, que regula a execução do Orçamento do Estado para 2012, aprovado

Leia mais

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros.

Por outro lado, estabelece ainda o referido preceito a susceptibilidade da Norma Regulamentar emitida se aplicar igualmente aos mediadores de seguros. Não dispensa a consulta da Norma Regulamentar publicada em Diário da República NORMA REGULAMENTAR N.º 03/2010-R, DE 18 DE MARÇO DE 2010 Publicidade Pelo Decreto-Lei n.º 8-A/2002, de 11 de Janeiro, foram

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS PROFISSIONAIS DE ESTUDOS DE MERCADO E DE OPINIÃO RELATIVO AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS

CÓDIGO DE CONDUTA DOS PROFISSIONAIS DE ESTUDOS DE MERCADO E DE OPINIÃO RELATIVO AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS CÓDIGO DE CONDUTA DOS PROFISSIONAIS DE ESTUDOS DE MERCADO E DE OPINIÃO RELATIVO AO TRATAMENTO DE DADOS PESSOAIS CONSIDERANDO QUE: A) A Lei nº 67/98, de 26 de Outubro, estipula um conjunto de normas tendentes

Leia mais

Regime da Protecção de Dados nos Centros Telefónicos de Relacionamento Quadro Actual: Deliberação 629/2010

Regime da Protecção de Dados nos Centros Telefónicos de Relacionamento Quadro Actual: Deliberação 629/2010 PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS E O MARKETING Regime da Protecção de Dados nos Centros Telefónicos de Relacionamento Quadro Actual: Deliberação 629/2010 Sónia Sousa Pereira 13-12-2011 Sónia Sousa Pereira 2

Leia mais

ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais

ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais ARTIGO 29.º - Grupo de Protecção de Dados Pessoais 12054/02/PT WP 69 Parecer 1/2003 sobre o armazenamento dos dados de tráfego para efeitos de facturação Adoptado em 29 de Janeiro de 2003 O Grupo de Trabalho

Leia mais

ACERTOS DE FACTURAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA

ACERTOS DE FACTURAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA ACERTOS DE FACTURAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA Parecer interpretativo da ERSE (ao abrigo do artigo 290.º do Regulamento de Relações Comerciais) Julho de 2005 ACERTOS DE FACTURAÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA Parecer

Leia mais

BBVA Fundos Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.

BBVA Fundos Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. N.º de Processo: 2/2009 Entidade Reclamada: Identificação: Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Morada: Avª. General Firmino Miguel, n.º 5, 9º B, 1600-100 Lisboa Fundo de Pensões Aberto:

Leia mais

Proposta de adesão ao Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde 2012

Proposta de adesão ao Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde 2012 澳 門 衛 特 別 生 行 政 局 區 政 府 Governo da Região Administrativa de Macau Serviços de Saúde Proposta de adesão ao Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde 2012 (1.ª Parte) Unidades Privadas de Saúde que

Leia mais

澳 門 特 別 行 政 區 政 府 Governo da Região Administrativa Especial de Macau 個 人 資 料 保 護 辦 公 室 Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais

澳 門 特 別 行 政 區 政 府 Governo da Região Administrativa Especial de Macau 個 人 資 料 保 護 辦 公 室 Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais Parecer n. 05/P/2007/GPDP Assunto: Dúvida sobre se o conteúdo do Impresso de Requerimento do Cartão A destinado a veículos de empresas Notificação ao Cliente corresponde à Lei da Protecção de Dados Pessoais

Leia mais

REGULAMENTO DO PROVEDOR DO CLIENTE DAS EMPRESAS DO GRUPO EDP

REGULAMENTO DO PROVEDOR DO CLIENTE DAS EMPRESAS DO GRUPO EDP REGULAMENTO DO PROVEDOR DO CLIENTE DAS EMPRESAS DO GRUPO EDP Aprovado em reunião do Conselho de Administração Executivo da EDP Energias de Portugal, S.A. (EDP) em 25 de Março de 2008 Capítulo I Disposições

Leia mais

30 de Junho de 2010. Carmo Sousa Machado carmo.s.machado@abreuadvogados.com. LOCAL : Porto DATA : 01-07-2010

30 de Junho de 2010. Carmo Sousa Machado carmo.s.machado@abreuadvogados.com. LOCAL : Porto DATA : 01-07-2010 30 de Junho de 2010 Carmo Sousa Machado carmo.s.machado@abreuadvogados.com 1 LOCAL : Porto DATA : 01-07-2010 1. A videovigilância no local de trabalho 2. Confidencialidade e acesso à informação 3. Monitorização

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9, nº 28. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9, nº 28. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9, nº 28 Seguros enquadramento da actividade de call center na prestação de serviços a empresas seguradoras e correctoras de seguros - despacho do SDG dos

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 18º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 18º Prestação de Serviços de telemarketing Processo: nº 3109, despacho do SDG dos Impostos, substituto legal do Director - Geral, em 2012-05-18. Conteúdo:

Leia mais

Ministério dos Petróleos

Ministério dos Petróleos Ministério dos Petróleos Decreto Executivo nº 196/08 de 16 de Setembro Considerando a necessidade do estabelecimento de disposições relativas as entidades exploradoras dos armazéns e das redes e ramais

Leia mais

Caderno de encargos. Parte I Do contrato. Artigo 1.º Objecto

Caderno de encargos. Parte I Do contrato. Artigo 1.º Objecto Caderno de encargos Parte I Do contrato Artigo 1.º Objecto O presente caderno de encargos tem por objecto a aquisição, ao abrigo do Acordo Quadro Nº 10 para serviços de comunicações de voz e dados em local

Leia mais

Portaria n.º 827/2005, de 14 de Setembro Estabelece as condições de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM)

Portaria n.º 827/2005, de 14 de Setembro Estabelece as condições de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) Estabelece as condições de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) O Decreto-Lei n.º 134/2005, de 16 de Agosto, que permite a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM)

Leia mais

- Aviso n.º 14/2009-AMCM -

- Aviso n.º 14/2009-AMCM - - Aviso n.º 14/2009-AMCM - ASSUNTO: SUPERVISÃO DA ACTIVIDADE SEGURADORA GUIA PARA AS INSTITUIÇÕES SEGURADORAS AUTORIZADAS REFERENTE AO TRATAMENTO DE QUEIXAS DE TOMADORES DOS SEGUROS/CLIENTES/TERCEIROS

Leia mais

Decreto-Lei n.º 125/2008, de 21 de Julho

Decreto-Lei n.º 125/2008, de 21 de Julho Decreto-Lei n.º 125/2008, de 21 de Julho Introduz um regime de fiscalização e de sanção contra-ordenacional aplicável a infracções aos deveres previstos no Regulamento (CE) n.º 1781/2006, do Parlamento

Leia mais

AVISO Nº 02/2014 de 20 de Março

AVISO Nº 02/2014 de 20 de Março Publicado no Diário da República, I Série, nº 60, de 28 de Março AVISO Nº 02/2014 de 20 de Março ASSUNTO: DEVERES GERAIS DE INFORMAÇÃO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E PRODUTOS FINANCEIROS Considerando a necessidade

Leia mais

REGULAMENTO DO SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE

REGULAMENTO DO SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE REGULAMENTO DO SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE ARTIGO 1º SERVIÇO DE PROVEDORIA DO CLIENTE DE SEGUROS 1. O Serviço de Provedoria do Cliente de Seguros é criado por tempo indeterminado e visa a disponibilização

Leia mais

No âmbito deste procedimento, foram recebidas respostas da Tele2 e da PTC (em anexo ao presente relatório):

No âmbito deste procedimento, foram recebidas respostas da Tele2 e da PTC (em anexo ao presente relatório): http://www.anacom.pt/template31.jsp?categoryid=246205 RELATÓRIO DA AUDIÊNCIA PRÉVIA A QUE FOI SUBMETIDO O PROJECTO DE DECISÃO RELATIVO À RESOLUÇÃO DE UM LITÍGIO ENTRE A TELE2 E A PT COMUNICAÇÕES QUANTO

Leia mais

VENDAS AO DOMICÍLIO, VENDAS POR CORRESPONDÊNCIA E «VENDAS AGRESSIVAS» Decreto-Lei n.º 272/87. de 3 de Julho

VENDAS AO DOMICÍLIO, VENDAS POR CORRESPONDÊNCIA E «VENDAS AGRESSIVAS» Decreto-Lei n.º 272/87. de 3 de Julho VENDAS AO DOMICÍLIO, VENDAS POR CORRESPONDÊNCIA E «VENDAS AGRESSIVAS» Decreto-Lei n.º 272/87 de 3 de Julho Na ordem jurídica portuguesa a protecção do consumidor alcançou uma marcante expressão com a lei

Leia mais

Publicado: I SÉRIE N.º 2 - «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 22 DE JANEIRO DE 2001

Publicado: I SÉRIE N.º 2 - «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 22 DE JANEIRO DE 2001 ASSEMBLEIA NACIONAL Lei nº134/v/2001 de 22 de Janeiro Actualmente ainda persiste no ordenamento jurídico cabo-verdiano um grande número de direitos praticamente sem garantia ou resposta. O domínio da protecção

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA COMISSÃO DE ASSUNTOS EUROPEUS PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 557/X/4.ª

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA COMISSÃO DE ASSUNTOS EUROPEUS PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 557/X/4.ª PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 557/X/4.ª Iniciativa Europeia Proposta de Decisão - Quadro COM (2007) 654 final SEC (2007) 1422 e 1453, relativa à utilização dos dados do Registo de Identificação de Passageiros

Leia mais

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Em Geral Na sequência da publicação do novo Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12

Leia mais

PARECER N.º 45/CITE/2006

PARECER N.º 45/CITE/2006 PARECER N.º 45/CITE/2006 Assunto: Parecer prévio ao despedimento de trabalhadora puérpera, nos termos do n.º 1 do artigo 51.º da Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto, que aprovou o Código do Trabalho, conjugado

Leia mais

DECRETO-LEI N.º 51/2007, DE 7 DE MARÇO, ALTERADO PELO DECRETO-LEI N.º 88/2008,

DECRETO-LEI N.º 51/2007, DE 7 DE MARÇO, ALTERADO PELO DECRETO-LEI N.º 88/2008, DECRETO-LEI N.º 51/2007, DE 7 DE MARÇO, ALTERADO PELO DECRETO-LEI N.º 88/2008, DE 29 DE MAIO E PELO DECRETO-LEI N.º 192/2009, DE 17 DE AGOSTO Regula as práticas comerciais das instituições de crédito no

Leia mais

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS NOVEMBRO DE 2007 CMVM A 1 de Novembro de 2007 o

Leia mais

Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A.

Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A. Processo: R-36/04 Entidade Visada: ANACOM Autoridade Nacional de Comunicações; PT Comunicações, S.A.; EDP Distribuição de Energia, S.A. Assunto: Ordenamento do território servidões administrativas propriedade

Leia mais

A implementação do balcão único electrónico

A implementação do balcão único electrónico A implementação do balcão único electrónico Departamento de Portais, Serviços Integrados e Multicanal Ponte de Lima, 6 de Dezembro de 2011 A nossa agenda 1. A Directiva de Serviços 2. A iniciativa legislativa

Leia mais

******* Protocolo estabelecido com o ESPAÇO ÁVILA

******* Protocolo estabelecido com o ESPAÇO ÁVILA J U R I S T @ N L I N E CONSULTÓRIO JURÍDICO ON-LINE ******* Protocolo estabelecido com o ESPAÇO ÁVILA Considerando que: 1º A consulta jurídica é feita pelo consultório jurídico JURIST@NLINE, constituído

Leia mais

Despacho n.º 28777/2008, de 10 de Novembro Série II n.º 218

Despacho n.º 28777/2008, de 10 de Novembro Série II n.º 218 Despacho n.º 28777/2008, de 10 de Novembro Série II n.º 218 Regulamento de horário de trabalho aplicável aos trabalhadores da DGCI que prestam serviço no Edifício Satélite 1 - Em conformidade com o disposto

Leia mais

FW: Questões no âmbito da 42 Consulta Pública

FW: Questões no âmbito da 42 Consulta Pública Alexandra Paulo De: ERSE Enviado: quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012 10:27 Para: Revisao Regulamento Gas Natural 2012 Assunto: FW: Questões no âmbito da 42 Consulta Pública Sinal. de seguimento: Estado

Leia mais

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17)

M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa e comparativa. (JO L 250 de 19.9.1984, p. 17) 1984L0450 PT 12.06.2005 002.001 1 Este documento constitui um instrumento de documentação e não vincula as instituições B M1 DIRECTIVA DO CONSELHO de 10 de Setembro de 1984 relativa à publicidade enganosa

Leia mais

PARECER N.º 26/CITE/2007

PARECER N.º 26/CITE/2007 PARECER N.º 26/CITE/2007 Assunto: Direito ao gozo de férias após licença por maternidade Processo n.º 147 QX/2006 I OBJECTO 1.1. Em 20 de Novembro de 2006, a CITE recebeu da funcionária do, com a categoria

Leia mais

MINUTA. Contrato de Mandato de Alienação

MINUTA. Contrato de Mandato de Alienação MINUTA Entre: Contrato de Mandato de Alienação 1. [Firma da empresa notificante da Operação de Concentração], (doravante denominação abreviada da empresa ou Mandante ), com sede em [morada], com o n.º

Leia mais

São serviços de comunicações eletrónicas os serviços oferecidos mediante

São serviços de comunicações eletrónicas os serviços oferecidos mediante O que são serviços de comunicações eletrónicas? São serviços de comunicações eletrónicas os serviços oferecidos mediante remuneração e que consistem no envio de sinais através de redes de comunicações

Leia mais

26.8.2011 Jornal Oficial da União Europeia L 220/9

26.8.2011 Jornal Oficial da União Europeia L 220/9 26.8.2011 Jornal Oficial da União Europeia L 220/9 REGULAMENTO DE EXECUÇÃO (UE) N. o 859/2011 DA COMISSÃO de 25 de Agosto de 2011 que altera o Regulamento (UE) n. o 185/2010 que estabelece as medidas de

Leia mais

COMÉRCIO ELECTRÓNICO ELECTRÓNICO

COMÉRCIO ELECTRÓNICO ELECTRÓNICO Ficha Informativa 1 Janeiro 2015 Ordem dos Advogados Largo São Domingos 14-1º, 1169-060 Lisboa Tel.: 218823550 Fax: 218862403 odc@cg.oa.pt www.oa.pt/odc COMÉRCIO ELECTRÓNICO ELECTRÓNICO Compras na Internet:

Leia mais

PROCEDIMENTOS DE MUDANÇA DE COMERCIALIZADOR - CONSULTA PÚBLICA -

PROCEDIMENTOS DE MUDANÇA DE COMERCIALIZADOR - CONSULTA PÚBLICA - PROCEDIMENTOS DE MUDANÇA DE COMERCIALIZADOR - CONSULTA PÚBLICA - 1. ENQUADRAMENTO Na sequência da consulta pública acima mencionada, promovida conjuntamente pelos reguladores português e espanhol, vem

Leia mais

SECÇÃO III Serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho SUBSECÇÃO I Disposições gerais

SECÇÃO III Serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho SUBSECÇÃO I Disposições gerais A Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, revê o Código do Trabalho, mas mantém em vigor disposições assinaladas do anterior Código do Trabalho de 2003, e da sua regulamentação, até que seja publicado diploma

Leia mais

Adesão ao Serviço MB WAY

Adesão ao Serviço MB WAY Adesão ao Serviço MB WAY 1) Objecto Pelo presente contrato, o Banco Santander Totta SA obriga-se a prestar ao Utilizador o Serviço MB WAY, nas condições e termos regulados nas cláusulas seguintes, e o

Leia mais

Parecer n.º 157/2010 Data: 2010.06.16 Processo n.º 252/2010 Entidade consulente: Universidade do Porto - Reitoria

Parecer n.º 157/2010 Data: 2010.06.16 Processo n.º 252/2010 Entidade consulente: Universidade do Porto - Reitoria Parecer n.º 157/2010 Data: 2010.06.16 Processo n.º 252/2010 Entidade consulente: Universidade do Porto - Reitoria I - Factos e pedido A Universidade do Porto (UP), através de Lígia Maria Ribeiro, Pró-Reitora

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS. 3. Os comercializadores são responsáveis pelo cumprimento das obrigações decorrentes do acesso à RNTGN por parte dos seus clientes.

CONDIÇÕES GERAIS. 3. Os comercializadores são responsáveis pelo cumprimento das obrigações decorrentes do acesso à RNTGN por parte dos seus clientes. CONDIÇÕES GERAIS Cláusula 1ª Definições e siglas No âmbito do presente Contrato de Uso da Rede de Transporte, entende-se por: a) «Contrato» o presente contrato de uso da rede de transporte; b) «Agente

Leia mais

REGISTO COMERCIAL. Isabel Quinteiro. Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho

REGISTO COMERCIAL. Isabel Quinteiro. Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho REGISTO COMERCIAL Isabel Quinteiro Adjunta da Conservadora na Conservatória do Registo Predial e Comercial de Montemor-o-Velho Outubro de 2010 Introdução IRN, IP É um instituto público integrado na administração

Leia mais

Assim: Nos termos da alínea a), do n. 1, do artigo 198. da Constituição, o Governo decreta o seguinte:

Assim: Nos termos da alínea a), do n. 1, do artigo 198. da Constituição, o Governo decreta o seguinte: Foram ouvidos o Conselho Superior da Magistratura, o Conselho Superior do Ministério Público, a Ordem dos Advogados, a Câmara dos Solicitadores, o Conselho dos Oficiais de justiça, o Instituto de Seguros

Leia mais

O MARKETING DIRECTO POR EMAIL

O MARKETING DIRECTO POR EMAIL O MARKETING DIRECTO POR EMAIL 1 AS IMPLICAÇÕES LEGAIS DO EMAIL MARKETING Enquadramento da questão Equilíbrio entre o poder e a eficácia do marketing directo por e-mail no contacto com os consumidores e

Leia mais

Deliberação n.º 156/09

Deliberação n.º 156/09 Deliberação n.º 156/09 Princípios aplicáveis aos tratamentos de dados pessoais no âmbito de Gestão de Informação com a finalidade de Prospecção de Opções de Crédito A Comissão Nacional de Protecção de

Leia mais

Consulta Pública. Ex.mos Senhores,

Consulta Pública. Ex.mos Senhores, Consulta Pública Deliberação sobre os procedimentos exigíveis para a cessação de contratos, por iniciativa dos assinantes, relativos à oferta de redes públicas ou serviços de comunicações electrónicas

Leia mais

PARECERES Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados

PARECERES Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados CONSULTA N.º 52/2008 Artigo 91º do Estatuto da Ordem dos Advogados QUESTÃO A Senhora Dra.... vem solicitar que o emita parecer sobre uma questão relacionada com o âmbito de aplicação do dever consagrado

Leia mais

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS Objectivo do presente documento O presente documento descreve a actual situação no que se refere ao comércio electrónico e serviços

Leia mais

P R E M I S S A S P A R A E L A B O R A Ç Ã O D E C O N T R A T O D E P R E S T A Ç Ã O D E S E R V I Ç O S D E A R Q U I T E C T U R A

P R E M I S S A S P A R A E L A B O R A Ç Ã O D E C O N T R A T O D E P R E S T A Ç Ã O D E S E R V I Ç O S D E A R Q U I T E C T U R A P R E M I S S A S P A R A E L A B O R A Ç Ã O D E C O N T R A T O D E P R E S T A Ç Ã O D E S E R V I Ç O S D E A R Q U I T E C T U R A O Pelouro do Apoio à Prática Profissional entendeu estabelecer um

Leia mais

PARECER N.º 38/CITE/2005

PARECER N.º 38/CITE/2005 PARECER N.º 38/CITE/2005 Assunto: Parecer nos termos do n.º 3 do artigo 133.º do Código do Trabalho e da alínea j) do n.º 1 do artigo 496.º da Lei n.º 35/2004, de 29 de Julho Não renovação de contrato

Leia mais

Avisos do Banco de Portugal. Aviso nº 2/2007

Avisos do Banco de Portugal. Aviso nº 2/2007 Avisos do Banco de Portugal Aviso nº 2/2007 O Aviso do Banco de Portugal nº 11/2005, de 13 de Julho, procedeu à alteração e sistematização dos requisitos necessários à abertura de contas de depósito bancário,

Leia mais

CONTRATO DE COMPRA DE ENERGIA ELÉCTRICA UNIDADES DE MICROPRODUÇÃO

CONTRATO DE COMPRA DE ENERGIA ELÉCTRICA UNIDADES DE MICROPRODUÇÃO CONTRATO DE COMPRA DE ENERGIA ELÉCTRICA UNIDADES DE MICROPRODUÇÃO Entre F.., residente em.com o número de contribuinte, [ou 1 ] F..., com sede em,, com o capital social de. euros, matriculada na Conservatória

Leia mais

PARECER N.º 41/CITE/2008

PARECER N.º 41/CITE/2008 PARECER N.º 41/CITE/2008 Assunto: Parecer prévio nos termos do n.º 1 do artigo 51.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto, conjugado com a alínea a) do n.º 1 do artigo 98.º

Leia mais

Publicado no Diário da República, I série nº 79, de 28 de Abril. Decreto Presidencial N.º 95/11 de 28 de Abril

Publicado no Diário da República, I série nº 79, de 28 de Abril. Decreto Presidencial N.º 95/11 de 28 de Abril Publicado no Diário da República, I série nº 79, de 28 de Abril Decreto Presidencial N.º 95/11 de 28 de Abril O quadro jurídico-legal Geral das Instituições Financeiras, aprovado pela Lei n.º 13/05, de

Leia mais

entidades obrigadas as medidas de vigilância da clientela incluem "entidades obrigadas"

entidades obrigadas as medidas de vigilância da clientela incluem entidades obrigadas Parecer da OAA Parecer da Ordem dos Advogados (Proposta de Regulamento sobre prevenção de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo). A prevenção da utilização do sistema financeiro para

Leia mais

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO Considerando que os Municípios dispõem de atribuições no domínio da promoção do desenvolvimento, de acordo com o disposto na alínea n) do n.º 1 do

Leia mais

Regulamento do Registo de Nomes de Domínio da Internet na Região Administrativa Especial de Macau

Regulamento do Registo de Nomes de Domínio da Internet na Região Administrativa Especial de Macau Regulamento do Registo de Nomes de Domínio da Internet na Região Administrativa Especial de Macau Artigo 1.º Requisitos gerais 1. Para os efeitos de registo dos nomes de domínio da Internet, adiante designados

Leia mais

TERMOS E CONDIÇÕES Nutri Ventures Corporation, S.A.

TERMOS E CONDIÇÕES Nutri Ventures Corporation, S.A. TERMOS E CONDIÇÕES Nutri Ventures Corporation, S.A. O presente documento regula a utilização do sítio de Internet http://www.nutri-ventures.com/ e respectivas subpáginas (doravante, o Sítio de Internet

Leia mais

CARTÃO PRÉ-PAGO VISA KANDANDU

CARTÃO PRÉ-PAGO VISA KANDANDU [Imagem] CONTRATO DE ADESÃO CARTÃO PRÉ-PAGO VISA KANDANDU Órgão Nº de Entidade (NDE) Dados do Titular Nome Nome a gravar no cartão Nº de Conta - - Declaro serem verdadeiras todas as informações prestadas.

Leia mais

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I OBJECTO E ÂMBITO

TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I OBJECTO E ÂMBITO Anteprojecto de Decreto-Lei sobre a Comercialização à Distância de Serviços Financeiros (Transposição da Directiva número 2002/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Setembro de 2002, relativa

Leia mais

CÓDIGOS ESTABELECE O REGIME JURÍDICO DE ACESSO E DE EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE DE ORGANIZAÇÃO DE CAMPOS DE FÉRIAS

CÓDIGOS ESTABELECE O REGIME JURÍDICO DE ACESSO E DE EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE DE ORGANIZAÇÃO DE CAMPOS DE FÉRIAS CÓDIGOS ESTABELECE O REGIME JURÍDICO DE ACESSO E DE EXERCÍCIO DA ACTIVIDADE DE ORGANIZAÇÃO DE CAMPOS DE FÉRIAS TERMOS DE DISPONIBILIZAÇÃO E DE UTILIZAÇÃO A selecção dos textos legislativos disponibilizados

Leia mais

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA ONLINE WWW.ZILIANCHOOSE.COM. Artigo 1.º. (Âmbito e Definições)

CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA ONLINE WWW.ZILIANCHOOSE.COM. Artigo 1.º. (Âmbito e Definições) CONDIÇÕES GERAIS DE VENDA ONLINE WWW.ZILIANCHOOSE.COM Artigo 1.º (Âmbito e Definições) 1 As presentes condições gerais regulam a venda, incluindo o registo e a encomenda, de produtos através da página/sítio

Leia mais

EDP Renováveis, S.A. Regulamento do Código de Ética

EDP Renováveis, S.A. Regulamento do Código de Ética EDP Renováveis, S.A. Regulamento do Código de Ética 1. Objecto e Âmbito do Regulamento O presente regulamento foi adoptado pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS) e pelo Conselho de Administração Executivo

Leia mais

Política de Subcontratação

Política de Subcontratação 1. Introdução O presente documento define a Política de Subcontratação adoptada pelo Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. ( BES Investimento ou Banco ). A Política de Subcontratação baseia-se na

Leia mais

Regulamento Interno de Duração e Organização do Tempo de Trabalho da Direcção-Geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça

Regulamento Interno de Duração e Organização do Tempo de Trabalho da Direcção-Geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça Regulamento Interno de Duração e Organização do Tempo de Trabalho da Direcção-Geral da Política de Justiça do Ministério da Justiça Capítulo I Disposições gerais Artigo 1.º (Objecto e âmbito de aplicação)

Leia mais

O Regime Jurídico de algumas medidas de segurança - Implicações Práticas -

O Regime Jurídico de algumas medidas de segurança - Implicações Práticas - Lisboa, 18.05.2006 O Regime Jurídico de algumas medidas de segurança - Implicações Práticas - Enquadramento, Conceitos & Formalidades 2 Enquadramento Algumas medidas de segurança envolvem o tratamento

Leia mais

1. Objecto e âmbito de aplicação

1. Objecto e âmbito de aplicação As presentes Condições Gerais de Contratação são acordadas entre a Lusodidacta Sociedade Portuguesa de Material Didáctico, Lda, com o número de pessoa colectiva e matrícula na Conservatória do Registo

Leia mais

DESTAQUE I. INTRODUÇÃO

DESTAQUE I. INTRODUÇÃO DESTAQUE Maio de 2011 REGIME JURÍDICO DAS AGÊNCIAS DE VIAGENS E TURISMO DECRETO-LEI N.º 61/2011, DE 6 DE MAIO I. INTRODUÇÃO A presente nota incide sobre as principais alterações introduzidas no regime

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013

CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013 CÓDIGO DE CONDUTA Julho de 2013 1 ÍNDICE INTRODUÇÃO...3 I. Âmbito de Aplicação e Princípios Gerais...4 Artigo 1.º Âmbito Pessoal...4 Artigo 2.º Âmbito Territorial...4 Artigo 3.º Princípios Gerais...4 Artigo

Leia mais

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO

MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO 5910 Diário da República, 1.ª série N.º 201 17 de outubro de 2012 MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DO EMPREGO Decreto-Lei n.º 225/2012 de 17 de outubro O Decreto -Lei n.º 27 -C/2000, de 10 de março, que cria o

Leia mais

newsletter Nº 78 JULHO / 2013

newsletter Nº 78 JULHO / 2013 newsletter Nº 78 JULHO / 2013 Assuntos em Destaque Resumo Fiscal/Legal Julho de 2013 2 O conceito de Indispensabilidade do Gasto para a Realização do Rendimento 3 Revisores e Auditores 6 LEGISLAÇÃO FISCAL/LEGAL

Leia mais

Consulta Pública sobre o novo regime jurídico das plataformas eletrónicas de contratação pública PARECER DA ESOP

Consulta Pública sobre o novo regime jurídico das plataformas eletrónicas de contratação pública PARECER DA ESOP Consulta Pública sobre o novo regime jurídico das plataformas eletrónicas de PARECER DA ESOP Janeiro de 2015 Índice 1 Enquadramento... 3 2 O novo regime jurídico... 4 3 Contributos para o novo regime das

Leia mais

CONVERT DE ENTRADA. Decreto-lei 24/96 (artº.9º.ponto 4) Portaria n.º 215/2011 (art.º 15.º n.º 1.º e 2.º).

CONVERT DE ENTRADA. Decreto-lei 24/96 (artº.9º.ponto 4) Portaria n.º 215/2011 (art.º 15.º n.º 1.º e 2.º). Selecionamos as dúvidas sobre os direitos dos consumidores da Restauração, Bares e Discotecas quando frequentam esses estabelecimentos. Será que tenho de pagar o Convert de Entrada? Tenho de dar gorjeta?

Leia mais

Regras gerais. Entidades Utilizadoras de produto de software de prescrição electrónica de medicamentos no Sistema de Saúde

Regras gerais. Entidades Utilizadoras de produto de software de prescrição electrónica de medicamentos no Sistema de Saúde Entidades Utilizadoras de produto de software de prescrição electrónica de medicamentos no Sistema de Saúde Unidade Operacional de Normalização e Certificação de Sistemas e Tecnologias da Informação Os

Leia mais

CONTRATO DE COMPRA DE ENERGIA ELÉCTRICA A PRODUTORES EM REGIME ESPECIAL

CONTRATO DE COMPRA DE ENERGIA ELÉCTRICA A PRODUTORES EM REGIME ESPECIAL CONTRATO DE COMPRA DE ENERGIA ELÉCTRICA A PRODUTORES EM REGIME ESPECIAL Entre EDP Serviço Universal, S.A., com sede na Rua Camilo Castelo Branco, 43, em Lisboa, com o capital social de 10 100 000 (dez

Leia mais

- A supervisão da conduta de mercado no sector segurador: metodologias de trabalho e avaliação de resultados

- A supervisão da conduta de mercado no sector segurador: metodologias de trabalho e avaliação de resultados Boas práticas no sector segurador - A supervisão da conduta de mercado no sector segurador: metodologias de trabalho e avaliação de resultados Eduardo Farinha Pereira eduardo.pereira@isp.pt Sumário Enquadramento

Leia mais

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BANCOS GUIA PARA A MOBILIDADE DE SERVIÇOS BANCÁRIOS

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BANCOS GUIA PARA A MOBILIDADE DE SERVIÇOS BANCÁRIOS ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BANCOS GUIA PARA A MOBILIDADE DE SERVIÇOS BANCÁRIOS simplifica Como nasce este Guia O presente Guia baseia-se nos Princípios Comuns Para a Mobilidade de Serviços Bancários", adoptados

Leia mais

At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa

At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa At. Exma. Senhora Dra. Ana Paula Contreiras Direção-Geral do Consumidor Praça Duque de Saldanha, 31-3º 1069-013 Lisboa Assunto: Audição do CNC - Transposição da Diretiva Consumidores - Diretiva 2011/83/UE

Leia mais

Regulamento da CMVM n.º 9/2007 Comercialização Pública de Contratos Relativos ao Investimento em Bens Corpóreos

Regulamento da CMVM n.º 9/2007 Comercialização Pública de Contratos Relativos ao Investimento em Bens Corpóreos Regulamento da CMVM n.º 9/2007 Comercialização Pública de Contratos Relativos ao Investimento em Bens Corpóreos Ao abrigo do disposto no n.º 5 do artigo 9.º, no n.º 2 do artigo 10.º, nos artigos 11.º e

Leia mais

INSTRUÇÃO 1/2006 INSTRUÇÕES RELATIVAS AOS PROCEDIMENTOS A ADOPTAR PARA CUMPRIMENTO DOS DEVERES DE NATUREZA PREVENTIVA DA PRÁTICA DOS CRIMES DE

INSTRUÇÃO 1/2006 INSTRUÇÕES RELATIVAS AOS PROCEDIMENTOS A ADOPTAR PARA CUMPRIMENTO DOS DEVERES DE NATUREZA PREVENTIVA DA PRÁTICA DOS CRIMES DE INSTRUÇÃO 1/2006 INSTRUÇÕES RELATIVAS AOS PROCEDIMENTOS A ADOPTAR PARA CUMPRIMENTO DOS DEVERES DE NATUREZA PREVENTIVA DA PRÁTICA DOS CRIMES DE BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E DE FINANCIAMENTO AO TERRORISMO

Leia mais

Decreto-Lei n.º 13/93 de 15 de Janeiro Regula a criação e fiscalização das unidades privadas de saúde

Decreto-Lei n.º 13/93 de 15 de Janeiro Regula a criação e fiscalização das unidades privadas de saúde A leitura deste documento, que transcreve o conteúdo do Decreto-Lei n.º 13/93, de 15 de Janeiro, não substitui a consulta da sua publicação em Diário da República. Decreto-Lei n.º 13/93 de 15 de Janeiro

Leia mais

Data: 19/05/2011 Consulta Pública. Documento de Trabalho: Proposta Legislativa

Data: 19/05/2011 Consulta Pública. Documento de Trabalho: Proposta Legislativa Data: 19/05/2011 Consulta Pública (período de consulta: 10 dias úteis) Documento de Trabalho: Proposta Legislativa Assunto: Responsabilidades dos operadores em Reg. (CE) n.º 178/2002 matéria de segurança

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DISTRITAL DE LISBOA Coadjuvação Outubro 2012. Estudo sobre a atuação do Ministério Público face à Lei 5/2008, de 12/02

PROCURADORIA-GERAL DISTRITAL DE LISBOA Coadjuvação Outubro 2012. Estudo sobre a atuação do Ministério Público face à Lei 5/2008, de 12/02 PROCURADORIA-GERAL DISTRITAL DE LISBOA Coadjuvação Outubro 2012 Estudo sobre a atuação do Ministério Público face à Lei 5/2008, de 12/02 A Lei n.º 5/2008, de 12 de Fevereiro, aprovou a criação de uma base

Leia mais

Código de Conduta de Promotores OREY FINANCIAL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A.

Código de Conduta de Promotores OREY FINANCIAL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. Código de Conduta de Promotores OREY FINANCIAL INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. Novembro de 2011 CÓDIGO DE CONDUTA DE PROMOTORES O objectivo deste documento é o de fixar um código de conduta e um

Leia mais

DIRECTIVA RELATIVA À SUBCONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS

DIRECTIVA RELATIVA À SUBCONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS N. o 032/B/2009-DBS/AMCM Data: 14/8/2009 DIRECTIVA RELATIVA À SUBCONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS A Autoridade Monetária de Macau (AMCM), no exercício das competências que lhe foram atribuídas pelo Artigo 9. o

Leia mais

BBVA Fundos Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A.

BBVA Fundos Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. N.º de Processo: 9/2009 Entidade Reclamada: Identificação: Futuro - Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Morada: Avª. General Firmino Miguel, n.º 5, 9º B, 1600-100 Lisboa Fundo de Pensões Aberto:

Leia mais

Zero Parte 1. Licenciamento

Zero Parte 1. Licenciamento Licenciamento Zero Parte 1 Departamento de Portais do Cidadão e da Empresa Sónia Lascasas Maio de 2011 O conteúdo desta apresentação é alvo de Direitos de Autor, não podendo ser utilizado fora das condições

Leia mais

ASSEMBLEIA NACIONAL 718 I SÉRIE N O 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 14 DE ABRIL DE 2015

ASSEMBLEIA NACIONAL 718 I SÉRIE N O 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 14 DE ABRIL DE 2015 718 I SÉRIE N O 24 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE 14 DE ABRIL DE 2015 ASSEMBLEIA NACIONAL Lei n.º 86/VIII/2015 de 14 de Abril Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta, nos termos da alínea

Leia mais

ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS RESPOSTAS SOCIAIS

ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS RESPOSTAS SOCIAIS 1. bjectivo presente documento tem como objectivo definir o esquema de acreditação para a Certificação do Serviço proporcionado pelas várias Respostas Sociais, tendo em conta os Modelos de Avaliação da

Leia mais