MINUTA DIRETRIZES PARA MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTROLE DA DENGUE.

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1 MINUTA DIRETRIZES PARA MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO SOCIAL NO CONTROLE DA DENGUE. INTRODUÇÃO O planejamento e a implementação da política de saúde pressupõe a interface entre governo e sociedade, por meio dos conselhos e das conferências. A comunidade, além de explicitar suas expectativas e demandas, deve assumir responsabilidades nas tomadas de decisões e efetivação das ações, ampliando assim a perspectiva da participação social na gestão da saúde. Nesta área, vemos diversas estratégias e movimentos de trabalho, citando a política de humanização, que em uma de suas frentes de atuação, busca a reflexão da autonomia do sujeito, enquanto produtor de saúde, em todos os âmbitos de sua vida, que promoverá ação responsável, participativa, gerando mudanças de hábitos e consequentemente de comportamento. O Governo Estadual instituiu pelo decreto nº / 2003, como estratégia de mobilização, o Comitê Estadual de Mobilização Contra a Dengue, com a participação de diversas entidades do setor público, privado, sociedade civil organizada e conselhos de saúde. O comitê é um fórum permanente que tem como atribuição principal articular, dialogar e realizar ações de promoção e prevenção à saúde. Constitui se como espaço participativo direto, sem caráter deliberativo, organizando ações de mobilização social, bem como criação de comitês municipais e locais articulados com os gestores municipais e as lideranças comunitárias para a formação de redes de trabalho de combate e monitoramento da dengue, em cumprimento ao plano de contingência do componente da mobilização social. Entre as prioridades estabelecidas no termo de compromisso da gestão da Secretaria Estadual de Saúde o fortalecimento das ações de mobilização

2 social para o enfrentamento das endemias, com ênfase na dengue. Como meta, busca-se a redução do vetor a menos de 1% de infestação predial, por meio de ações educativas intersetoriais com mobilização social de forma continuada. Os conselhos devem desenvolver interlocução continuada com a comunidade na perspectiva de fortalecimento da prevenção a dengue, na forma especificada/proposta no objetivo deste documento. JUSTIFICATIVA O grande número de casos de dengue, em 2008, maior da história, indica cuidados com o controle desta doença e com a elevada infestação do mosquito Aedes aegypti, que se constitui em alerta para o risco de epidemia. Diante da situação, é fundamental a participação de toda sociedade nas ações de controle, considerando-se seus diversos segmentos, classes sociais, esfera de ação, de abrangência, nos setores privado e público, em todos os níveis e dimensões sociais, pois a dengue traz conseqüências além do sofrimento do paciente, implica em despesas médico-hospitalares, afastamento das atividades laborais, escolares, esportivas, religiosas e sócio-culturais com o comprometimento econômico e produtivo. Segundo o epidemiologista Paulo Sabroza o combate ao Aedes aegypti é responsabilidade de cada um: o controle da dengue dá se essencialmente no nível coletivo e exige um esforço de toda sociedade, independente de classe social, credo ou raça ele prega o compartilhamento de responsabilidades e integração de esforços de todos os brasileiros. o controle da dengue num mundo globalizado requer responsabilidade governamental com participação social coletiva, frisa. Cada cidadão tem obrigação a cumprir com a sociedade. A sociedade tem igualmente obrigações a cumprir para com o cidadão, ou seja, de modo igual o maior e o menor dos componentes da sociedade tem como finalidade o interesse público, no caso em questão o controle à dengue. Alguns serviços do governo e empresarial estão informatizados sistematicamente. A saúde está a evoluir neste aspecto. A saúde deve avançar rapidamente para uma sociedade informatizada, na qual o governo estadual deverá implantar a saúde eletrônica que desempenhará papel central no nível

3 estadual. Na era da internet, websites governamental se tornará o portal que se abrirá a interação das pessoas e dos governos (ente municipal) e regional com o Estado e constituirá componente central de distribuição e prestação de serviços de saúde pública. É vital que todos os cidadãos tenham acesso aos instrumentos e canais eletrônicos utilizados pelo governo e pelas autoridades de saúde pública. As Websites constituem em instrumento privilegiado de interação entre governo e cidadão. OBJETIVO Buscar parceiras para desenvolver ações de combate ao vetor Aedes aegypti, com lideranças de instituições públicas e privadas, organização da sociedade civil OSC, lideranças de trabalhadores, conselhos de classe, instituições religiosas. DIRETRIZES E AÇÕES Assegurar a estruturação física, recursos humanos e financeiros, por meio de decreto-lei estadual, para o fortalecimento do Comitê Estadual de Mobilização e de Combate a Dengue no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde; Consolidar os comitês para a implementação, de modo a integrar as ações dos três níveis de governo, com a participação social direta para acompanhamento do controle da dengue; Promover conferência sobre meio ambiente, enfatizando a dengue, estimulando sua realização em nível municipal e regional como estratégia de articulação e mobilização; Promover espaços e fóruns de debate sobre a dengue e suas conseqüências, aberto a população, na assembléia legislativa e câmaras municipais, estimulando a formação de frentes parlamentares e comissões dedicadas a promoção da saúde pública; Incluir o tema prevenção/controle da dengue em todos os eventos e reuniões promovidos pelo estado, exibindo mensagem ou leitura, com base nos dados disponíveis na página da Secretaria de Estado da Saúde;

4 Garantir a participação do Comitê Estadual de Mobilização e Combate a Dengue na elaboração de publicidades e materiais educativos sobre a dengue; Elaborar um calendário de eventos culturais e esportivos de caráter educativo; Instituir rede de informações, utilizando os vários recursos que a internet possibilita, com o objetivo de fortalecer a gestão das ações de controle da dengue e preservação da memória, fomento e difusão das diversas atividades e iniciativas Desenvolver ações de educação em saúde, em parceria com trabalhadores que atuam na coleta de materiais recicláveis e limpeza urbana, para a promoção da cidadania e controle da dengue; Estimular a criação de equipes voluntárias de educação em saúde, com participação de representantes da comunidade. Comissão do Comitê responsável pela Elaboração das Diretrizes de Mobilização Contra a Dengue composta no Seminário de Avaliação das Ações de Controle e Combate a Dengue, realizado dia 11 de dezembro, de Secretaria de Estado da Educação / SESMT Alba Lucínia da Silva Magalhães De Sensi e Aline Rachel Gonçalves Costa Conselho Regional de Psicologia - Alba Lucínia da Silva Magalhães De Sensi Fundação Otavinho Arantes Hamilton José Amorim Rezende Secretaria Municipal de Saúde / ANCV / Educação em Saúde Ângela Divina Fraga Dias e Lucina Ferreira Gomes Superintendência de Vigilância Sanitária Marta Rozângela Marinho da Costa Associação das Donas de Casa do Estado de Goiás Rosangela Gusmão Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia / Vigilância de Saúde Ambiental Jucinêde Silva Oliveira Araújo e Isaias Ferreira Araújo Conselho Estadual de Saúde / SMS distrito sanitário sul Goiânia Edivaldo Bernardo de Lima Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de Goiás - Vicente Gonçalves Ribeiro

5 Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde GVE Educação em Saúde Wilmar Rodrigues do Amaral; Subgerencia de Insumos - Sócrates Siqueira de Sousa. FONTES DE PESQUISA / INFORMAÇÕES Nota técnica N.º/08/Doenças virais/gve/spais/ses Boletim Epidemiológico da SPAIS/SES GO Ano8, nº 32, janeiro, fevereiro e março de pagina 3. INFORME TÉCNICO - Nº. 01/2008 Assunto: Ciclo Biológico e Criadouros do Aedes aegypti Termo de Compromisso da Gestão Estadual - SES Revista radis comunicação em saúde nº 71, julho de 2008.

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