MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Básica. AUDIÊNCIA PÚBLICA Avaliação dos Programas Federais de Respeito à Diversidade Sexual nas Escolas

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1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Básica AUDIÊNCIA PÚBLICA Avaliação dos Programas Federais de Respeito à Diversidade Sexual nas Escolas MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria Geral da República Dia 03 de maio de 2011

2 BASE LEGAL Constituição de 1988 Art. 227 É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, à convivência familiar e comunitária, além de colocálos a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão; Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13 de julho de 1990) Art. 5º - Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais Art. 7º A criança e o adolescente tem direito à proteção, à vida, e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais, públicas que permitam, o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência

3 O QUE QUEREMOS? Queremos uma escola que forme cidadãos críticos e informados, com habilidades para agir em defesa da vida, na perspectiva dos direitos humanos; Que os estudantes tenham informações críticas sobre como cuidar da sua saúde sexual e reprodutiva (escolher quando, como e de que forma); Os temas relevantes à saúde, promoção e prevenção às doenças e agravos devem ser prioritariamente incluídos nos Projetos Político-Pedagógicos das escolas e acordados com toda a comunidade escolar (professores, gestores, estudantes, famílias e profissionais).

4 BREVE HISTÓRICO Desde 1992: parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação execução de vários projetos conjuntos para a prevenção das DST/aids; 2003: lançamento do Piloto do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) em 5 Municípios: Curitiba/PR, São José do Rio Preto e Itaquecetuba/SP, Xapuri e Rio Branco/AC; 2005: Expansão para os 27 estados e Distrito Federal; 2007: Declaração do México -

5 PROJETO SAÚDE E PREVENÇÃO NAS ESCOLAS (SPE) Ação interministerial do MEC e MS em parceria com Unesco, Unicef e Unfpa: Articula as 3 esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal), organizações da sociedade civil, universidades e outros parceiros locais; Agrega diferentes iniciativas regionais e não substitui as ações de prevenção existentes nos estados; Contribuir para sustentabilidade de uma política de educação e saúde, articulada ao Projeto Político-Pedagógico da Escola.

6 PROJETO SAÚDE E PREVENÇÃO NAS ESCOLAS Contribuir para a promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos e o enfrentamento da epidemia de HIV/Aids entre adolescentes e jovens escolares; Desenvolver ações articuladas no âmbito das escolas e das unidades básicas de saúde; Envolver toda a comunidade escolar na promoção da saúde e prevenção às doenças e agravos; Apoiar as ações de redução do uso de alcool, tabaco, crack e outras drogas, Redução de preconceitos e estigmas relacionados à raça, etnia e orientação sexual; Promoção da igualdade de gênero; Estimular o debate e a reflexão sobre questões relativas a sexualidade, saúde sexual e saúde reprodutiva, drogas, direitos humanos, diversidade sexual, relações de gênero e cidadania com toda a comunidade escolar;

7 CONDIÇÃO INTRÍNSECA PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO SAÚDE E PREVENÇÃO NAS ESCOLAS Inclusão de suas diretrizes e estratégias nos Projetos Políticos-Pedagógicos das Escolas de anos/séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Com estratégias combinadas e articuladas com toda comunidade escolar (gestores, professores, profissionais de educação e de saúde, estudantes e familiares).

8 GRUPOS GESTORES ESTADUAIS (GGE) Sensibilizar a criação de Grupos Gestores Municipais - ligação entre os níveis locais; Garantir a consolidação da formação em áreas prioritárias do Projeto; Produzir, reproduzir e distribuir materiais de referência para consulta; Realizar eventos para promover troca de experiências; Realizar monitoramento e avaliação todo o processo de implementação e desenvolvimento das ações do SPE.

9 Grupos Gestores Municipais (GGM) Realizar análise da situação das escolas; Desenvolver plano de ação; Produzir, reproduzir e distribuir materiais de referência para consulta; Realizar eventos de formação e troca de experiências; Promover a rede colaborativa de escolas; Avaliação e gestão do projeto de uma forma sistemática

10 FLUXO OPERACIONAL DO SPE MS E MEC UNICEF UNFPA GRUPO GESTOR FEDERAL UNESECO ESTADOS MUNICÍPIOS SAÚDE E PREVENÇÃO NAS ESCOLAS GRUPO GESTOR ESTADUAL GRUPO GESTOR MUNICIPAL PLANO DE TRABALHO

11 MATERIAL EDUCATIVO Diretrizes para a implementação do Projeto; Diretrizes para a Formação dos Profissionais da Educação e Saúde; Caderno das Coisas Importantes" para alunos do ensino médio das escolas que tenham implantado o SPE de forma pactuada com toda a comunidade escolar; Mobilização Nacional de Adolescentes e Jovens do Ensino Médio para a Prevenção da Infecção pelo HIV e da AIDS (Guia para Professores) Guia de adolescentes e Jovens para a Educação entre Pares; Histórias em Quadrinhos (HQ) Guia para Professor.

12 MATERIAL EDUCATIVO

13

14 PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS (2003/2010) Criação de Grupos Gestores Estaduais nas 27 Unidades da Federação e municípios envolvidos, muitos desses com Grupos Gestores Municipais instituídos; Formação de representantes dos Grupos Gestores Estaduais profissionais; Capacitação de profissionais de saúde e educação profissionais; Curso de Prevenção ao uso de Drogas para Educadores das escolas Públicas em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas;

15 PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS (2003/2010) Formação dos jovens formadores estudantes; Mostras Nacionais: I - Belo Horizonte (2006), II Brasília (2008), III - Florianópolis (2009), IV - Brasília (2010). Ao todo, participaram mais de pessoas, entre profissionais da saúde, educação e estudantes; Mobilização de jovens e professores no Dia Mundial de Luta contra a Aids, parceria com a Confederação Nacional dos dos Trabalhadores em Educação que integra a Internacional da Educação (jovens/comunidades); Cooperação Internacional com Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, América Latina e Caribe.

16 PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA (PSE) Decreto Presidencial nº 6.286/2007 É PRECISO QUE: A escola ensine ao estudante como fazer escolhas saudáveis, como cuidar de si próprio; A escola aprenda a olhar para seu território de responsabilidade compartilhada que ultrapassa o cotidiano previsível e faça as articulações necessárias e possíveis para a promoção da saúde e prevenção às doenças e agravos; A escola seja crítica e sensível às dificuldades das crianças, dos adolescentes e jovens com base nos direitos humanos e princípios constitucionais.

17 PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA Componente 1: Avaliação clínica e psicossocial; Componente2: Promoção a saúde e prevenção de doenças e agravos: Prevenção ao uso de álcool, fumo e outras drogas lícitas e ilícitas (SPE); Educação para saúde sexual e reprodutiva (SPE); Componente 3: Capacitação de profissionais da educação e da saúde e de jovens; Componente 4: Avaliação das condições de saúde dos estudantes; Componente 5: Monitoramento e avaliação do PSE - SIMEC, SISVAN, HIPERDIA e outros.

18 PANORAMA GERAL DO PSE PSE municípios MUNICÍPIOS: ESCOLAS: EQUIPES SAÚDE DA FAMÍLIA: ESTUDANTES:

19 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Básica OBRIGADA PELA ATENÇÃO! Maria de Fatima Simas Malheiro Telefones:

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