Política Territorial da Pesca e Aquicultura

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1 Política Territorial da Pesca e Aquicultura Esplanada dos Ministérios, bloco D, CEP Brasília/DF Telefone: (61) Fax (61)

2 APRESENTAÇÃO O Ministério da Pesca e Aquicultura soma-se ao esforço do governo federal de superação da pobreza e das desigualdades regionais e sociais junto a comunidades aquícolas e pesqueiras com a criação da Política de DesenvolvimentoTerritorial da Pesca e Aquicultura. Um dos objetivos dessa Política é ampliar a participação social na gestão das políticas públicas e do desenvolvimento e aprimorar o diálogo entre governo e sociedade. A gestão social é entendida como processos participativos que permitem a partilha do poder decisório entre o Estado e a sociedade na implantação de políticas públicas. A Política de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aquicultura tem nos colegiados territoriais um grande instrumento de participação política da sociedade civil e dos governos locais nos processos de tomada de decisão. Desta forma, contribui para que os governos sejam cada vez mais transparentes, ao mesmo tempo em que a sociedade decide sobre o seu futuro. Nesse sentido, a Política de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aquicultura, uma das diretrizes do Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura, é mais uma oportunidade da sociedade intervir no processo de desenvolvimento, envolvendo-se de modo contínuo e deliberativo na definição das prioridades econômicas e sociais relacionadas ao desenvolvimento. Reconhecendo a importância da participação social nesse processo, o MPA reuniu nessa cartilha as principais informações referentes a esta importante Política que certamente serão úteis nas discussões e debates, contribuindo, assim, para sua qualificação e consequentemente com a promoção da inclusão social e o desenvolvimento sustentável nos territórios.

3 CONTEXTUALIZAÇÃO A Política de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aquicultura é uma das diretrizes do Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura. Ela incorpora a abordagem territorial aos programas e ações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e busca entender as necessidades dos pescadores e aquicultores no seu contexto, trazendo o setor para dialogar com os demais atores territoriais e favorecendo processos participativos. Mapa localizador dos 174 Territórios da Pesca e Aquicultura no Brasil e os Territórios da Cidadania Utiliza o mesmo conceito do Programa Territórios da Cidadania, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), apenas ampliando as possibilidades de articulação das ações do MPA ao esforço do Governo Federal no enfrentamento da pobreza e da exclusão social, da degradação ambiental e das desigualdades regionais, sociais e econômicas. A abordagem territorial traz para as ações do MPA duas novidades: a ampliação da participação social e a descentralização dos processos de decisão. A adoção da abordagem territorial implica em fortalecer, nos territórios, a capacidade dos pescadores e aquicultores de se integrar ao esforço dos demais atores sociais e governos locais na gestão social do desenvolvimento. Ao focar no segmento da pesca e aquicultura, o MPA tem como objetivo apoiar e fortalecer, nos territórios, capacidades sociais de auto-gestão, aonde as organizações dos pescadores e aquicultores podem protagonizar iniciativas em prol do desenvolvimento territorial

4 OBJETIVO Superação da pobreza e das desigualdades sociais e regionais junto às comunidades aquícolas e pesqueiras pelo aprimoramento das capacidades de auto-gestão dos interesses coletivos, favorecendo a inserção competitiva do segmento nas cadeias produtivas do setor e a gestão sustentável dos recursos aquícolas e pesqueiros. RESULTADOS ESPERADOS Gestão sustentável e compartilhada dos recursos pesqueiros e aquícolas, sendo adotadas em diferentes escalas; Políticas de apoio à aquicultura e à pesca, implementadas de forma articulada nas três esferas de governo; Arranjos institucionais para a gestão do desenvolvimento da aquicultura e pesca e dos programas e projetos territoriais; Arranjos institucionais para a gestão compartilhada dos recursos pesqueiros e aquícolas, gerenciando conflitos e normatizando o uso comum desses recursos; Planos territoriais de desenvolvimento sustentável da aquicultura e pesca elaborados, apoiados e geridos de forma participativa; Ampliação das capacidades humanas, institucionais e de gestão participativa dos territórios; Empreendimentos e infraestruturas públicas de apoio ao setor instalados no território e geridos dentro dos princípios e processos da auto-gestão; Programas e ações do Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura implementados de acordo com as necessidades do setor no país e em cada território; Projetos com viabilidade econômica, social, ambiental e técnica. PREMISSAS Reconhecimento do Programa Territórios da Cidadania, seus recortes, colegiados e planos de desenvolvimento territorial; Os Planos Territoriais integram, sistematicamente, as múltiplas dimensões do desenvolvimento e interesses setoriais, o que, em função da diversidade de realidades e construções históricas das relações econômicas, ambientais, sociais e políticas do segmento da pesca e aquicultura, requerem necessidades de ajustes pontuais; Reconhecimento do fortalecimento organizacional do setor por meio do estabelecimento de instâncias específicas para discussão e decisão sobre ações e projetos voltados para o desenvolvimento. Reconhecimento dos Colegiados dos Territórios da Cidadania como instâncias de planejamento, gestão e controle social das ações implementadas no âmbito das ações intersetoriais e intergovernamentais; Reconhecimento dos princípios da gestão social do desenvolvimento, da gestão compartilhada dos recursos pesqueiros e aquícolas e da economia solidária, concatenados por planos de trabalho e negócios sustentáveis, os quais expressam o modo mais democrático e eficiente de garantir a sustentabilidade da atividade e de trabalho e renda no setor; Definição de Programas Territoriais de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e Pesca para a identificação, elaboração e financiamento de ações e projetos e para a integração das políticas públicas; Articulação da Política Territorial da Pesca e Aquicultura com demais políticas públicas e programas de outros órgãos do Governo Federal e dos estados. ABRANGÊNCIA Foram identificados no Brasil, inicialmente, 174 territórios com presença de pesca e aquicultura. Em 2009 iniciou-se a implantação da Política Territorial da Pesca e Aquicultura em 60 territórios, sendo que, a cada ano, novos territórios serão incorporados

5 DEMANDA SOCIAL DO MPA Nos 174 territórios estão presentes 89,8% dos pescadores e pescadoras cadastrados no Registro Geral de Pescadores (RGP), 80% das áreas de alta incidência da prática de aquicultura continental; 100% das áreas com potencial para atividades de maricultura; 85% dos reservatórios com potencial para a aquicultura. Mapa localizador dos 60 Territórios da Pesca e Aquicultura no Brasil, cuja implementação da Política começou em 2009 INSTRUMENTOS Rede de entidades e assessores técnicos parceiros para desenvolver ações de implantação dos territórios identificados e priorizados; Termos de Cooperação Interministerial para integração de políticas públicas com base nos planos, ações e projetos territoriais; Termos de Cooperação Técnica entre o MPA e governos estaduais para organização das competências e prestação dos serviços essenciais para o desenvolvimento do setor; Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura. GESTÃO No âmbito nacional: Comitê Executivo das Ações Territoriais do MPA em articulação com o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE) e com o Comitê Gestor do Programa Territórios da Cidadania. No âmbito estadual: Articulação com instâncias estaduais de aquicultura e pesca e os Comitês de Articulação Estaduais do Programa Territórios da Cidadania; No âmbito dos Territórios: Arranjos Organizacionais de gestão social da aquicultura e pesca do território, integrados aos Colegiados Territoriais do Programa Territórios da Cidadania ou em articulação com outras instâncias colegiadas

6 ESTRATÉGIA OPERACIONAL A estratégia operacional de apoio ao desenvolvimento da pesca e aquicultura nos territórios será efetivada a partir da implementação de um conjunto de eventos e assessorias que subsidiarão os atores sociais a avançarem no processo de gestão e planejamento do desenvolvimento do setor, adotando a abordagem territorial. Trata-se de uma ação que visa ampliar a capacidade deste segmento de se inserir nas dinâmicas territoriais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos territórios e para o fortalecimento da cidadania. Âmbitos de atuação: 1) Ações de articulação nacional e de apoio aos estados; 2) Ações de apoio aos territórios, divididas em: ações de implantação e ações de consolidação; 3) Ações de suporte. 1) Ações de articulação nacional e de apoio aos estados: Fortalecimento dos atores sociais e instâncias colegiadas ligados à política de desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura; Monitoramento, acompanhamento e avaliação da operacionalização do Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura; Sensibilização, mobilização e estabelecimento de acordos de cooperação, parcerias e alianças no âmbito federal e estadual. 2) Ações de apoio aos Territórios: O apoio aos territórios é desenvolvido por meio de duas linhas de ação: implantação das ações territoriais e consolidação da aquicultura e pesca locais. Consolidação da Aquicultura e Pesca locais: São ações destinadas a assegurar a condição básica de cidadania, a geração de renda e inclusão social em atividades produtivas, considerando as vocações e potencialidades do território e a conservação do meio ambiente, a partir das discussões produzidas com participação social nos programas de desenvolvimento para o setor. Estão baseadas nos cinco programas (com 27 ações) previstos no Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura: Programa de Desenvolvimento Sustentável da Pesca Programa de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura Programa de Políticas de Apoio à Aquicultura e Pesca Programa de Infraestrutura Aquícola e Pesqueira Programa de Gestão Estratégica da Informação Aquícola e Pesqueira 3) Ações de suporte: Seleção e homologação dos territórios, construção da metodologia referencial, estruturação da rede de entidades parceiras, alinhamento conceitual e metodológico com as equipes internas do MPA e parceiros estratégicos; Aprimoramento da abordagem territorial junto aos programas e ações do plano estratégico; Apoio técnico pedagógico junto às instâncias de gestão e equipes do MPA; Apoio técnico pedagógico junto à rede de entidades parceiras na operacionalização das ações de implantação dos territórios selecionados; Apoio ao Comitê Executivo das ações territoriais no monitoramento, avaliação e planejamento das ações junto aos territórios selecionados. Implantação das Ações Territoriais Ações de estruturação das condições de gestão social da atividade da aquicultura e pesca nos territórios. Tem como focos a gestão social do Plano de Desenvolvimento Sustentável Mais Pesca e Aquicultura, a gestão compartilhada dos recursos pesqueiros e aquícolas do território e a autogestão dos empreendimentos da cadeia produtiva da aquicultura e pesca apoiados com recursos públicos

7 CRITÉRIOS PARA IDENTIFICAÇÃO DOS 174 TERRITÓRIOS a) Recortes territoriais de outras políticas e programas federais e estaduais; b) Áreas prioritárias da agenda social do Governo Federal (Territórios da Cidadania e Povos e Comunidades Tradicionais); c) Registro Geral da Pesca (RGP); d) Infraestruturas de apoio à cadeia produtiva instaladas com recursos do MPA; e) Territórios com previsão de implantação de Terminal Pesqueiro Público (TPP); f) Territórios com previsão de implantação de Parque Aquícola (continental ou marinho); g) Territórios com previsão de implantação de Centro Integrado da Pesca Artesanal (CIPAR). Mapa localizador dos 174 Territórios da Pesca e Aquicultura no Brasil. Saiba mais sobre a Política de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aquicultura Procure a Superintendência do MPA no seu Estado AC: (68) /1325 AL: (82) /7025/7004 AM: (92) /3826/3827 Superintendências do MPA PB: (83) /6322 PE: (81) PI: (86) /4551 AP: (96) / BA: (71) /6614/6214 CE: (85) /9209/9222/9223 DF: (61) ES: (27) /2817 GO: (62) MA: (98) MG: (31) / MS: (67) / MT: (65) /6595 PR: (41) /1646 RJ: (21) /1904 RN: (84) /7484 RO: (69) /5616 RR: (95) RS: (51) /9614 SC: (48) SE: (79) SP: (11) /1383/1380 TO: (63) PA: (91)

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