Governo quer saber se Azul cumpre regras da UE na TAP

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1 EDIÇÃO LISBOA SEG 18 MAI 2015 HOJE "Olhar" de Vhils Décimo de 25 acetatos Por + 4,85 FERNANDO VELUDO/NFACTOS FUTEBOL BENFICA BICAMPEÃO 31 ANOS DEPOIS Destaque, 2 a 9 e 45 PRÉMIOS 2014 JORNAL EUROPEU DO ANO JORNAL MAIS BEM DESENHADO ESPANHA&PORTUGAL Governo quer saber se Azul cumpre regras da UE na TAP PUBLICIDADE Advogados vão avaliar consórcio de David Neeleman, impedido de controlar a TAP por não ser europeu. Privatização entra em semana decisiva Economia, 20/21 PR corre o risco de paralisar a actuação após as legislativas Enfermeiro diz ter sido CML aprecia projecto despedido por gozar imobiliário em solos licença ao ser pai contaminados Maria de Belém discorda de Cavaco não aceitar dar posse a governos minoritários p10 a 12 Hospital de Viseu nega e justifica despedimento com o desempenho p14 Câmara de Lisboa começou a apreciar o projecto um ano antes de ser aprovado p18/19 HOJE BILHETE DUPLO GRÁTIS CUPÃO NA CONTRACAPA NOS CINEMAS 21 DE MAIO PUBLICIDADE Ganhe até com a nova Raspadinha dos 20 anos. Os prémios atribuídos de valor superior a estão sujeitos a imposto do selo, à taxa legal de 20%, nos termos da legislação em vigor. ISNN: Ano XXVI n.º ,15 Directora: Bárbara Reis Directores adjuntos: Nuno Pacheco, Simone Duarte, Pedro Sousa Carvalho, Áurea Sampaio Directora de Arte: Sónia Matos jartur.silvestre sapo.pt Ipad

2 2 DESTAQUE PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 CAMPEONATO NACIONAL Bicampeão com um golo à distância Nulo em Guimarães foi suficiente para que o Benfica pudesse festejar, face ao empate do FC Porto em Lisboa Crónica de jogo Samuel Silva Estavam decorridos 80 minutos do jogo entre Vitória de Guimarães e Benfica quando o Belenenses marcou o golo do empate frente ao FC Porto. A notícia correu depressa para o relvado do Estádio D. Afonso Henriques, dado o entusiasmo que invadiu a bancada reservada aos adeptos do clube da Luz. Os benfiquistas sabiam que o primeiro bicampeonato das últimas três décadas estava prestes a concretizar-se. Oito minutos depois, quando o jogo do FC Porto acabou, empatado, o banco do Benfica começou a passar a mensagem aos jogadores: o título estava ainda mais parto. A partir daí, os benfiquistas procuraram aguentar, porque o Vitória de Guimarães tinha três homens no ataque e vontade de marcar. O encontro entre lisboetas e vimaranenses acabou, porém, sem golos. E depois foi tempo de festa encarnada. O jogo de Guimarães teve pouco futebol. É certo que o Benfica entrou forte, dispondo de um par de oportunidades soberanas logo nos primeiros minutos. Primeiro (3 ) Jonas cabeceou à barra na sequência de um lance de contra-ataque e, na recarga, Pizzi atirou contra a cara de um adversário. No minuto seguinte, Lima apareceu isolado perante Douglas, graças a um toque subtil de Jonas, mas atirou por cima. A partir daí, as quebras do ritmo de jogo 0 0 VITÓRIA DE GUIMARÃES Estádio D. Afonso Henriques, Guimarães Espectadores cerca de V. Guimarães Douglas, Nii Plange, Josué, João Afonso a59, Luís Rocha, Moreno, André André (Bruno Alves, 56 ), Otávio a24 (Xande Silva, 80 ), Sami, Ricardo Valente, Tomané (Álvez, 88 ). Treinador Rui Vitória Benfica Júlio César, Maxi Pereira a25, Luisão, Jardel, Eliseu, Fejsa a45+1 (André Almeida, 83 ), Pizzi (Talisca, 67 ), Salvio, Nico Gaitán, Lima, Jonas (Derley, 87 ). Treinador Jorge Jesus Árbitro Artur Soares Dias (AF Porto) Positivo/Negativo BENFICA Jorge Jesus No início da época, quando o plantel oferecia mais dúvidas do que esperança, poucos apostariam no título. Se ele aconteceu, foi porque Jesus montou mais uma boa equipa. Pizzi Foi uma das invenções do treinador nesta época, a jogar na posição oito, mas ontem o médio português não esteve à altura das exigências. motivadas pelas muitas vezes que foi preciso prestar assistência a jogadores do Vitória e a ansiedade que, a cada minuto que passava, se apoderava dos jogadores do Benfica tornaram o jogo pouco interessante. O resultado manteve-se a zero até ao final, permitindo aos jogadores começarem a festejar, no Minho, o 34.º título de campeão nacional do clube. O campeonato agora conquistado é o nono troféu de Jorge Jesus à frente do Benfica. Mas, antes ainda do encontro de Guimarães, o técnico encarnado tinha afirmado que este é o título mais importante que consegue no clube. Isto porque há 31 anos que na Luz não se festejava um bicampeonato. A última vez que o Benfica venceu dois campeonatos nacionais consecutivos foi na temporada , treinado por Sven-Goran Eriksson. A partir de então, os lisboetas só voltaram a ser campeões por seis vezes, as duas últimas ( e ) já com Jorge Jesus como treinador. Títulos de campeão nacional Benfica FC Porto Sporting Boavista 1934/ / / / / / / / /15 Fonte: PÚBLICO 1 Belenenses 1943/ / / / / / / /14

3 Lima na primeira linha dos festejos do novo bicampeão, em Guimarães 31 anos passaram desde a última ocasião em que o Benfica venceu dois campeonatos seguidos: foi nas épocas e PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 DESTAQUE 3 3pela terceira vez na I Liga , o Benfica não marcou golos (dois empates e uma derrota). Mas no final pôde fazer a festa MIGUEL VIDAL/REUTERS REACÇÕES Julgo que sou o único treinador português a ganhar dois títulos seguidos no Benfica. Era um objectivo que traçámos no início da época, estivemos 11 meses a pensar nele, e ganhámos com todo o mérito A rota da festa Guimarães-aeroporto-Lisboa MIGUEL MANSO Conquistámos este campeonato pela experiência acumulada ao longo de seis anos, soubemos trabalhar em cima da emoção, fomos pragmáticos Jorge Jesus FERNANDO VELUDO/NFACTOS No início da temporada, o 34.º título do Benfica parecia uma ambição difícil de concretizar. A equipa que no ano passado tinha conseguido vencer tudo a nível interno sofreu uma verdadeira razia, com as vendas de jogadores que foram quase sempre titulares. Também saíram Cardozo e André Gomes que, não sendo indiscutíveis, acrescentavam profundidade e qualidade ao plantel. Enzo Pérez também deixou do clube, a meio da presente temporada, obrigando a equipa técnica a recalcular o plano de ataque para o resto da temporada. Apesar destas dificuldades, Jorge Jesus conseguiu montar uma equipa consistente e eficaz no campeonato e, nas 34 jornadas da competição (ainda há uma por jogar), apenas não foi líder numa, a terceira, depois de um empate a um golo frente ao Sporting. Na ronda seguinte, o Benfica voltou ao primeiro lugar, no qual se isolou se à jornada 5, para não mais ser apanhado. Desde a quinta jornada que somos líderes, e ser bicampeão é fantástico. Foi mais difícil do que na época passada. O Benfica não era bicampeão há 30 anos e a responsabilidade era maior Lima É muito bonito repetir o que fizemos no ano passado. No início da época saíram jogadores importantes mas entraram outros. Agora quero ser tri. Estou muito contente por estar no Benfica Nico Gaitán MIGUEL MANSO Vem aí, vem aí : as indicações chegavam pelo telemóvel para orientar os milhares de adeptos benfiquistas que se lançaram para o aeroporto Francisco Sá Carneiro assim que acabou o jogo em Guimarães. O autocarro saiu da auto-estrada na Maia, estão a chegar, gritavam-se as orientações, para que aqueles que cantavam, aplaudiam e se entretinham a tirar fotografias assumissem as suas posições. Eva Costa, de nove anos, estava meio assustada com o barulho ensurdecedor e o cheiro a queimado dos foguetes, mas também entusiasmada com a perspectiva de encontrar Lima numa das janelas do autocarro do Benfica. Estava no sítio certo, na berma do passeio, junto do desvio para a zona das partidas que o condutor do veículo acabaria por falhar. Vai ter de dar a volta, corre que vais vê-lo Eva deixou a irmã mais velha, portista, e o pai, do Sporting, à espera no carro: com ela estava a mãe, Susana, que em tempos até foi atleta de ginástica artística do FC Porto mas aos 14 anos percebeu que aquele clube não era para ela. Nessa altura escolhi o Benfica por ir contra, e depois foi uma paixão muito grande, justifica. Rita Siza MIGUEL MANSO

4 4 DESTAQUE PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 CAMPEONATO NACIONAL As Ligas por Jorge Jesus no Benfica Vitórias Empates Derrotas MAIORES SÉRIES DE JOGOS CONSECUTIVOS Com vitórias Empates Derrotas GOLOS A marcar A sofrer Jorge Jesus, o maquilhador que soube retocar o rosto do Benfica Chegou há seis anos para interromper a hegemonia do FC Porto e tem dado luta ao rival. Somou o terceiro título numa época em que foi forçado a reinventar uma equipa campeã Nuno Sousa No final de Junho de 2010, praticamente na véspera do arranque da segunda temporada de Jorge Jesus aos comandos do Benfica, o discurso era claro: Va-mos querer ser bicampeões. Os encarnados vinham de uma época de luxo, com um título construído à custa de várias goleadas e de um futebol vistoso, e o treinador tinha história para fazer. Mas à página brilhante escrita um ano antes seguiu-se uma folha de rascunho cheia de intenções desfeitas à última hora e quatro anos de espera até o técnico poder voltar a falar em bicampeonato. Ontem, esse sonho deixou de ser uma mera declaração de intenções. Jorge Jesus tem atropelado recordes atrás de recordes desde que, pela mão e crença de Luís Filipe Vieira, chegou ao Estádio da Luz para rentabilizar um plantel à altura das ambições do clube. Desde o número de vitórias consecutivas (18, alcançado a ), ao maior número de troféus numa temporada (três), até se assumir como o treinador com mais jogos na história do Benfica (183), o amadorense tem preenchido muitas alíneas do currículo. E agora tem mais uma competência a acrescentar: é o primeiro treinador português a sagrar-se bicampeão pelos encarnados e o sexto a vencer três campeonatos, depois de Jimmy Hagan, Janos Biri, Fernando Riera, Lipo Herczka e Sven- Goran Eriksson. Os méritos de Jesus são inegáveis e a Liga é apenas o exemplo mais recente de como foi disfarçando alguns dos buracos que o mercado cavou no plantel. O sinal de desinvestimento já tinha sido dado pela Treinador impôs no Benfica uma ideia de jogo bem definida direcção, quando Luís Filipe Vieira assumiu a necessidade de baixar substancialmente a massa salarial, e as estocadas foram surgindo, uma atrás da outra, no Verão passado. Oblak, Garay, Siqueira, Markovic, André Gomes e Rodrigo, quase todos peças fundamentais no xadrez encarnado, disseram adeus a Lisboa e deixaram o campeão a braços com um quebracabeças. O Benfica demorou a reagir e jogadores consagrados como Júlio César e Jonas chegaram, a custo zero, já com a época em andamento. Para além disso, as prolongadas lesões de Fejsa e Sulejmani e a ruptura de ligamentos de Ruben Amorim, logo à 3.ª jornada, depauperaram ainda mais o leque de opções disponíveis, que sofreria uma machadada adicional em Janeiro, com a transferência de Enzo Pérez para o Valência. Era altura de recorrer àquilo que Jesus apelida de o jogador do treinador. Depois das adaptações bem sucedidas de Fábio Coentrão, Matic e Enzo, por exemplo, a fórmula repetiu-se com Pizzi no miolo do meio-campo, tendo Samaris (normalmente um número 8 na selecção da Grécia) recuado para a posição 6. Eliseu cumpria os mínimos no lado esquerdo da defesa e Jardel agarrava com as duas mãos a oportunidade no centro da defesa. Mais realista do que nunca, o treinador do Benfica dava mostras de pragmatismo sempre que a equipa não conseguia brilhar e a prova maior de maturidade chegou nos jogos com os rivais directos. Se, por um lado, teve mais dificuldades que o habitual nos duelos com o Sporting (o jogo de Alvalade foi um dos piores dos encarnados nesta temporada), no frente-a-frente com o FC Porto a estratégia de contenção valeu uma vitória decisiva, no Estádio Dragão, para a corrida ao título. A jogarem quase sempre em (ou ), as águias voltaram a ser demolidoras no Estádio da Luz e a equipa técnica mostrou especial cuidado na gestão da condição física, especialmente quando Talisca (determinante no arranque de época) entrou numa fase de desgaste acentuado e perdeu de imediato a condição de titular. Uma circunstância minimizada pela classe e pela eficácia de Jonas, a quem Jesus deu a liberdade necessária para combinar na perfeição com Lima. O importante é ganhar. Se puder ser com nota artística, melhor, foi uma das frases que mais se ouviram ao treinador nesta época. Trabalhador nato, estratego e perfeccionista, mas também intempestivo, egocêntrico e polémico q.b., Jesus é daqueles treinadores que gostam de andar na ribalta. E que hoje, mais do que nunca, depois de atingido um dos maiores objectivos a que se propôs, encarará com bons olhos os holofotes de uma Liga mais competitiva. Vitória mais folgada (8-1 com o V. Setúbal) Pts 1.º 76 Pos 2.º Fonte: PÚBLICO Derrota mais pesada (0-5 com o FC Porto) Com quem mais perdeu e ganhou 6 11 FC Porto P. Ferreira 63 2.º 69 2.º 77 Treinadores do Benfica com mais jogos no campeonato Jorge Jesus Otto Glória S. G. Eriksson Toni Janos Biri Jogos em que: (N.º de golos) Não marcou Não sofreu Marcou 4 ou + Sofreu 3 ou º 74 Golos Casa Marcados 242 Sofridos 54 Fora 1.º José Alves

5 PÚBLICO, SEG 18 MAI Os momentos-chave do título 13/12/2014 FC Porto-Benfica (0-2) As águas andavam agitadas no Dragão e Julen Lopetegui era alvo de alguma desconfiança por parte dos adeptos, depois da eliminação prematura do FC Porto da Taça de Portugal e de alguns empates comprometedores frente a equipas acessíveis no campeonato. Dias antes do duelo com os encarnados, um golo de Aboubakar nos descontos evitou uma derrota caseira frente ao Shakhtar para a Champions. O clássico era, por isso, encarado como uma espécie de prova de fogo, até porque era importante anular os três pontos de vantagem do Benfica na classificação. O FC Porto começou melhor, mas desmoronou-se quando, a partir de um lançamento de linha lateral, Lima marcou o primeiro dos seus dois golos no jogo. O Benfica, que tinha entrado no Dragão com três pontos de vantagem, regressava à Luz com seis na bagagem e Jesus ganhava pela primeira vez naquele recinto para o campeonato. 08/02/2015 Sporting-Benfica (1-1) Um golo de Jardel, no último suspiro do jogo, evitou uma derrota em Alvalade que poderia ter complicado a vida aos encarnados. O Benfica jogava no terreno do Sporting com uma vantagem de sete pontos sobre os leões e seis em relação aos portistas. E esteve muito, muito perto de a ver esfumar-se. Depois de uma primeira parte desinteressante, o segundo tempo mostrou um Sporting mais ofensivo e que chegaria ao golo a três minutos dos 90. Atingido tão perto do final da partida, poucos acreditariam que o Benfica fosse capaz de ripostar. Mas, no último lance do jogo, no primeiro remate enquadrado à baliza de Rui Patrício, surgiu o empate. Os leões empatariam o encontro seguinte e nunca mais voltariam a incomodar, enquanto as águias, com os dois duelos frente aos rivais lisboetas para trás das costas, conseguiram manter uma preciosa margem de conforto para o FC Porto. 26/04/2015 Benfica-FC Porto (0-0) Benfica e FC Porto jogavam no Estádio da Luz separados por três pontos. Depois do clássico ficariam somente três jornadas por disputar até ao final do campeonato. As águias sabiam que um empate lhes daria vantagem no confronto directo, face ao triunfo por 2-0 na primeira volta, e jogaram com isso. Numa partida que surgia depois de uma pesada derrota portista na Champions (6-1 em Munique), os encarnados optaram por uma estratégia cautelosa e só fizeram o primeiro remate à baliza adversária aos 50. Também o FC Porto raramente incomodou a baliza de Júlio César e o jogo terminou sem golos, com um bate-boca entre os dois treinadores, mas com os benfiquistas satisfeitos, pois reforçaram a distância de segurança para os perseguidores. J.M.M.

6 6 DESTAQUE PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 CAMPEONATO NACIONAL A segunda juventude de Jonas, que já foi o pior avançado do mundo Jardel, um muro contra a desconfiança Tiago Pimentel MIGUEL VIDAL/REUTERS Nuno Sousa Teve fama mundial ao falhar o golo três vezes no mesmo lance, mas deu a volta por cima e foi a figura do Benfica bicampeão Chegou apenas a meio de Setembro, já com o campeonato em andamento, mas ainda muito a tempo de deixar a sua marca: 18 golos em 26 jornadas fazem de Jonas, para já, o melhor marcador do Benfica no campeonato e foram um contributo valioso para a conquista do título de campeão. O avançado brasileiro de 31 anos foi a melhor contratação da época para a equipa de Jorge Jesus e não precisou de muito tempo para mostrar credenciais. Marcou na estreia com a camisola encarnada e a partir daí não parou de acrescentar golos à conta pessoal. Mas houve uma altura em que foi considerado o pior avançado do mundo. Num tempo em que a Internet cria heróis e vilões instantâneos, Jonas foi protagonista de um vídeo que se tornou viral. Mas não era a fama que o avançado, então com 24 anos, desejaria. Estávamos em Março de 2009 e Jonas representava o Grémio de Porto Alegre. Numa partida da Taça Libertadores frente aos colombianos do Boyacá Chicó (em Tunja, a 2800 metros de altitude), a equipa orientada por Celso Roth fez o único golo ainda na primeira parte. Mas o lance pelo qual o jogo continua a ser recordado só aconteceria no segundo tempo, quando Jonas surgiu em excelente posição para ampliar a vantagem gremista: entrou na área e disparou para a defesa do guarda-redes adversário; recolheu o ressalto e, já dentro da pequena área, sem oposição, rematou de pé esquerdo mas acertou em cheio no poste; a bola voltou aos pés de Jonas, que contornou o guardião e, de ângulo difícil (mas com a baliza à mercê), voltou a tentar a sorte. Mas a bola foi para fora de vez. Três falhanços num só lance, em Os golos de Jonas foram decisivos na caminhada do Benfica menos de dez segundos, rapidamente fizeram de Jonas uma vedeta fora do Brasil. O vídeo passou pelo site do Mundo Deportivo, com um epíteto pouco simpático para Jonas: O pior avançado do mundo. Será possível falhar tanto?, questionava-se o diário desportivo espanhol. A situação, porém, não foi encarada com dramatismo pelo futebolista que agora representa o Benfica. Falávamos do lance, mas na brincadeira. Ele superou isso naturalmente e chegámos à meia-final da Libertadores, que perdemos com o Cruzeiro. Depois o Jonas foi para Espanha, recordou ao PÚBLICO o médio Makelele, que passou pelo futebol português ao serviço da Académica e foi companheiro de equipa do avançado no Grémio. Perdeu três golos no mesmo lance, eu é que fiz o passe para ele. O jornal espanhol escreveu aquilo, mas o Jonas provou que isso não tinha nada a ver. Isso acontece aos jogadores, por vezes há dias maus. Mas o Jonas é um jogador que faz a diferença, tem grande qualidade, lembrou. Dos tempos em que conviveu com Jonas no Grémio, Makelele reteve o carácter e humildade. É uma óptima pessoa e um jogador acima da média. Toda a gente gostava dele, era um ídolo da torcida, contou o futebolista brasileiro. Se algum trauma tivesse ficado após aquela noite em Tunja, Jonas superou-o rapidamente. Em 2010 sagrou-se melhor marcador do Brasileirão, com 23 golos (mais cinco do que Neymar, então no Santos), e atravessou o Atlântico para alinhar no futebol espanhol, ao serviço do Valência. Conquistou o seu espaço na equipa che, fez golos e estreouse nas competições europeias. E no final de 2011 deixava marca na Liga dos Campeões, com aquele que continua a ser, segundo a UEFA, o segundo golo mais rápido da história da competição: precisou de ape- nas 10,96 segundos para inaugurar o marcador no Valência-Bayer Leverkusen da fase de grupos. Porém, com a chegada de Nuno Espírito Santo no início desta temporada, deixou de haver espaço para Jonas no Valência. O avançado esteve no mercado e acabaria por assinar pelo Benfica, já com o campeonato a decorrer. Mas a adaptação foi rápida: De todos os clubes por que passei é o que tem a melhor estrutura, com profissionais em todas as áreas. Isso tudo facilitou muito, reconhecia em Fevereiro, ao Globo. O resto da história é conhecido: na Luz, Jonas vive uma segunda juventude, com os golos a sucederemse. Ele chegou tarde ao futebol (começou nos juniores), podia ter sido farmacêutico (foi o que estudou na faculdade) e protagonizou aquele lance absurdamente incrível em Tunja. Mas se estão à procura do pior avançado do mundo, procurem noutro lado. Chegou ao Benfica em Janeiro de 2011, proveniente do Olhanense, e foi olhado com desconfiança por muitos adeptos do clube. David Luiz tinha acabado de rumar ao Chelsea e os encarnados precaviam-se com um central que, apesar de não ter grande currículo, tinha dado boas indicações no Algarve. Discreto, trabalhador, humilde, Jardel foi trilhando o seu caminho, em grande parte decidido pela posterior contratação de Ezequiel Garay. Aposta indiscutível de Jorge Jesus, o argentino reduziu a margem de manobra do brasileiro na equipa principal, alternando entre o banco na I Liga e a titularidade no Benfica B, na II Liga. Essa rodagem num palco secundário permitiu-lhe manter o ritmo competitivo e responder com acerto sempre que era chamado a depor. Fez oito jogos no campeonato no primeiro ano, depois 10, 16, seis até se afirmar decisivamente como titular, nesta época, ao lado de Luisão. Adivinhava-se um problema grave no eixo da defesa, com a saída de Garay, mas a verdade é que Jardel esteve sempre à altura das exigências e fecha a temporada como um dos elementos mais utilizados e com uma prestação ofensiva digna de registo (30 jogos e 4 golos). Jardel substituiu Garay com grande fiabilidade

7 PÚBLICO, SEG 18 MAI Nico Gaitán, uma eterna caixinha de surpresas Jovem fotografia em Portugal Nuno Sousa Gaitán, o rei das assistências De Nico Gaitán espera-se sempre algo de novo, de imprevisível, e o argentino raramente desilude. Aquela arrancada imparável, aquele drible inesperado que confunde marcações e aquela arte, ao alcance de poucos, de conseguir colocar a bola onde quer. É nele que o Benfica se apoia quando colectivamente não consegue encontrar os caminhos da baliza adversária, e o criativo de 27 anos vive bem com o estatuto. Gaitán mostrou ao que vinha logo no arranque do campeonato, com duas assistências para golo na jornada inaugural, frente ao Paços de Ferreira. Seguiram-se Estoril, Nacional, Penafiel, V. Guimarães, Sp. Braga, Nacional, Gil Vicente e, pelo meio, Belenenses. Duas vezes. Na primeira delas, na 12.ª jornada, a 6 de Dezembro de 2014, o argentino assinou um dos lances mais brilhantes da prova. Arrancou sozinho, com a bola controlada, quase a partir do meio-campo, passou com elegância por três adversários, derivou para a esquerda, entrou na área e cruzou com precisão para o cabeceamento fácil de Salvio. O público da Luz aplaudiu-o de pé. O mesmo público que terá ficado apreensivo quando, a meio da temporada, depois de um encontro com o Marítimo, o jogador abandonou o relvado com uma lesão muscular na coxa direita. Resultado: um mês e meio de paragem, durante o qual o Benfica sofreu uma derrota (com o Paços de Ferreira) e um empate (com o Sporting). Coincidência ou não, nova ausência do argentino, já na 26.ª jornada, em Vila do Conde redundou em novo desaire, com o Rio Ave. Sim, Gaitán é determinante na manobra ofensiva do Benfica, como o é qualquer grande jogador capaz de pôr a cabeça dos adversários a andar à roda. Foi nele que a direcção de Luís Filipe Vieira apostou para tentar colmatar a saída de Di María para o Real Madrid, em Maio de E o natural de San Martín, cidade onde nasceu há 27 anos, pegou de estaca em Portugal (superou sempre os 23 jogos por época, só no campeonato). Como o próprio fez questão de sublinhar em entrevista à UEFA, tem crescido como jogador e atravessa um período de maturidade que lhe permite fazer melhores opções dentro do campo. Introvertido, e visita de casa de Maxi Pereira, o melhor amigo desde que chegou a Lisboa, Nico Gaitán não gosta de falar sobre si próprio e desvaloriza o rótulo que possam colar-lhe. Eu não me considero extremo. Considero-me um jogador que está à disposição da equipa. Quando um avançado da minha equipa faz golo e eu tenho a sorte de poder assisti-lo, fico satisfeito com o meu trabalho, confidenciou. E a verdade é que o tem feito mais do que qualquer outro elemento do plantel. Na temporada passada, espalhou sete passes que resultaram em golo no campeonato; em , são já 13 (e Jonas tem sido o principal beneficiado, com quatro golos às custas do argentino). Desde que chegou à Europa, Osvaldo Nicolás Fabián Gaitán tem convencido críticos e adversários e coleccionado elogios em muitos dos estádios por onde passa. Alex Ferguson e Lionel Messi serão dos maiores vultos do futebol a ter prestado tributo ao criativo do Benfica, com o astro do Barcelona a não poupar nas palavras: Tem lugar em qualquer equipa do mundo. É fabuloso. Revela o teu talento. Participa até 30 de junho no mais prestigiante prémio de fotografia para jovens artistas. Se tens até 30 anos, poderás ser o grande vencedor deste prémio de referência na fotografia contemporânea. Habilita-te a ganhar uma bolsa de produção no valor de e a oportunidade única de expores individualmente no Museu de Serralves. Regulamento e ficha de candidatura em e Parceria:

8 8 DESTAQUE PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 CAMPEONATO NACIONAL Vieira conseguiu quebrar a hegemonia de Pinto da Costa Perto de completar 12 anos à frente dos destinos do Benfica, o presidente com mais longevidade no clube já é o segundo no ranking dos campeonatos conquistados Paulo Curado Quatro campeonatos nacionais em 12 anos de presidência de Luís Filipe Vieira parece escasso para um clube com os pergaminhos do Benfica, mas a verdade é que o líder encarnado cumpriu a promessa de reconduzir o futebol do clube à liderança em Portugal, quebrando, pela primeira vez, a hegemonia do FC Porto da era Pinto da Costa. Os sucessos desportivos dos últimos anos têm a assinatura do presidente, que antecipou em Jorge Jesus o homem certo para liderar a ambiciosa empreitada, mantendo-se firme nos momentos mais complicados da vida do técnico na Luz. Na simbiose perfeita que construiu com o seu treinador residiu o segredo de uma rara estabilidade no banco da equipa, fundamental para as conquistas recentes. O grande vencedor é Luís Filipe Vieira, apontou recentemente José Mourinho, ao comentar a provável reconquista do campeonato pelos encarnados. Para o treinador do Chelsea, o êxito desportivo da equipa é indissociável da determinação presidencial em manter Jorge Jesus, há duas épocas, quando o técnico deixou escapar todos os títulos na recta final da temporada. Um trauma profundo no universo benfiquista, que exigiu a cabeça do treinador (nomeadamente elementos da direcção do clube), mas que não faria vacilar o líder, que anunciaria a renovação por mais dois anos com o técnico. O treinador não estaria agora perto de ser campeão se tivesse sido despedido depois de uma época em que perdeu tudo nos últimos jogos, reforçou Mourinho. Vieira explicaria mais tarde a decisão: Crescemos bastante com Jesus e ele também evoluiu bastante connosco, por isso não podemos cortar este ciclo de um momento para o ou- tro, seria terrível. O tempo deu-lhe razão. Logo na temporada seguinte, foi recompensado com a conquista das três principais competições nacionais e acabou apenas por ceder na final da Liga Europa (à qual chegou pelo segundo ano consecutivo), frente ao Sevilha. Nesta época, já arrebatou a Supertaça, o campeonato e está na final da Taça da Liga. As vozes críticas cessaram e actualmente, ironia do destino, a continuidade de Jesus na Luz dependerá, acima de tudo, da vontade do treinador. Ao longo da sua presidência, Vieira trabalhou com seis técnicos, mas apenas com dois deles construiu uma relação de cumplicidade. Primeiro com o espanhol José António Camacho e, nos últimos seis anos, com Jesus, de quem nunca escondeu a admiração. Para mim, é o melhor treinador português, garantiu poucas semanas após a sua contratação, em Julho de 2009: Come futebol todos os dias, identifica-se facilmente com a massa associativa do Benfica, é um homem que eu conheço perfeitamente, que veio do nada, subiu a corda a pulso, e tudo o que sabe foi ele que aprendeu. Um treinador do povo, genuíno e emotivo, com quem o presidente se NUNO FERREIRA SANTOS Luís Filipe Vieira tem recebido o apoio maciço dos sócios do clube identificou desde o primeiro momento. O respeito e a solidariedade são mútuos. Temos uma relação próxima, de grande confiança, falamos a mesma linguagem e isso é muito importante, responderia Jesus, no final da época passada: Sei ser solidário e estou-lhe grato. Claro que a relação com Vieira foi importante para que continuasse. Nascido no bairro das Furnas, em Lisboa, há 65 anos, Luís Filipe Vieira nunca renegou as suas origens humildes. Abandonou cedo a escola e empregou-se numa loja de pneus, tornando-se num modelo de self made man. Empreendedor, lançou-se por conta própria no negócio dos pneus, alargando mais tarde as suas actividades à construção civil e ao imobiliário. Tornou-se num empresário de sucesso e construiu fortuna pessoal. Tal como Jesus, subiu a corda a pulso e sente-se bem junto do povo benfiquista, com quem convive com grande naturalidade nas regulares visitas às casas do clube dentro e fora de Portugal. O futebol surgiu na vida do empresário no início dos anos de 1990, quando se aventurou na presidência do Alverca, que faria paulatinamente chegar à I Liga. Em 2000, chegou ao Benfica pela mão de Manuel Vilarinho. Encarregou-se do futebol, mas depressa se perfilou como potencial presidente. A 31 de Outubro de 2003, venceu as eleições com a maior percentagem de votos de sempre na história do clube, até então: 90,47%. Esta é a maior responsabilidade que alguma vez os dirigentes do Benfica tiveram, avisou, no meio de um ambiente eufórico. O discurso era ainda de reconstrução, após os conturbados anos da presidência de Vale e Azevedo ( ). As prioridades passavam pela recuperação financeira, profissionalização e aposta nas infra-estruturas, com o novo Estádio da Luz e o centro de estágios do Seixal à cabeça. Em , conquistaria o seu primeiro campeonato com o italiano Giovanni Trapattoni, mas o futebol encarnado ainda não estava em condições de se bater de igual para igual com o FC Porto. Só com Jorge Jesus começaria a afirmação, ainda que com alguns percalços pelo caminho. Conquistado um bicampeonato, que não era festejado na Luz há 31 anos, chegou uma nova etapa para o presidente com mais longevidade na história encarnada e o segundo com mais títulos conquistados (só atrás de Borges Coutinho, vencedor de sete campeonatos, entre 1969 e 1977). Temos feito um caminho coerente ao longo dos últimos anos. Primeiro recuperámos a credibilidade do clube, depois as suas infra-estruturas e, agora, estamos na fase de consolidação, resumiria no início deste ano, em entrevista ao jornal A Bola. E o futuro? Temos cada vez mais de contar com jogadores da formação nas nossas equipas profissionais (...). Os constrangimentos financeiros vão obrigar-nos a olhar cada vez mais para dentro e vamos deixar de poder fazer os investimentos que fazíamos no passado. Um novo paradigma no futebol encarnado, com ou sem Jesus a bordo. Os números do Benfica 2 Melhores marcadores Jonas 178 Lima 167 Salvio 9 Talisca 9 Maxi Pereira 5 Gaitán 4 Luisão 4 Eliseu 4 Jardel 4 Ola John 3 Os reis das assistências Gaitán 13 Salvio 9 Pizzi 7 Lima 6 Maxi Pereira 5 Ola John 5 A. Almeida 4 Jonas 4 Enzo Pérez 3 Luisão 1 Os rematadores Lima Jonas Salvio Talisca Gaitán Jardel Pizzi Luisão Ola John Eliseu Maxi Pereira Samaris Derley Enzo Pérez A. Almeida L. López Franco Jara Fejsa Sulejmani R. Amorim César G. Guedes Bebé Total Fonte: PÚBLICO (à baliza) 82 (41) 66 (35) 59 (31) 54 (22) 51 (17) 25 (8) 24 (10) 17 (7) 17 (7) 16 (8) 15 (11) 10 (2) 9 (3) 7 (2) 5 (2) 5 (2) 3 (1) 2 (1) 2 (2) 1 (0) 1 (0) 1 (0) 1 (1)

9 PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 DESTAQUE Como marcaram Pé direito Cruzamento da direita Como sofreram Golos Marcados Pé esquerdo Esquerda Sofridos Minutos Outro Cabeça 2 Pé direito Pé esquerdo Talisca 65 Jonas 49 Eliseu 49 Lima 47 Maxi Pereira 46 Gaitán 41 Samaris 39 Salvio 38 Enzo Pérez 33 A. Almeida 20 As faltas cometidas Maxi Pereira 62 Samaris 58 Talisca 52 Luisão 43 Jardel 42 Salvio 41 Eliseu 39 Jonas 33 Lima 32 Gaitán Quem mais faltas sofreu 2 Cabeça Penálti Livre Canto 5 indirecto 10 2 Livre directo Lançamento 1 lateral 1 2 Minutos de jogo no plantel do Benfica Maxi Pereira Lima Jardel Luisão Salvio Eliseu Jonas Samaris Gaitán Júlio César Talisca Pizzi A. Almeida Ola John Artur Moraes Enzo Pérez L. López Derley R. Amorim César Fejsa Sulejmani Cristante Jara Benito G. Guedes Bebé 82 Peq. área J. Rodríguez Peq. área Fora área 3 Dentro área Canto Cruzamento 1 Corrida da direita Esquerda Penálti Fora área 13 9 Dentro área 46 Corrida José Alves O risco de Fernando Martins e a revolução de Eriksson Marco Vaza A história do bicampeonato conquistado pelo Benfica em 1983 e 1984 começou com aposta de risco num sueco quase desconhecido Fernando Martins queria Pedroto, mas não conseguiu convencer o Zé do Boné e optou por um novato chamado Sven-Goran Eriksson. O jovem sueco não era um total desconhecido, depois de ter conquistado a Taça UEFA com o IFK Gotemburgo, mas não deixava de ser uma aposta arriscada para uma equipa que queria voltar aos títulos. Quando chegou, num quente dia de Junho de 1982, tinha centenas de pessoas à sua espera no aeroporto, conta Eriksson na autobiografia. Dois anos depois desse dia de Junho, a aposta presidencial tinha sido um sucesso quase total. O Benfica de Eriksson foi bicampeão, ganhou uma Taça de Portugal e esteve muito perto de uma conquista europeia. Eriksson foi um revolucionário, como diz ao PÚBLICO Álvaro Magalhães, defesa-esquerdo dessa equipa bicampeã. Mas não foi só isso. Era um jovem com ideias novas, mas teve a sorte de ter uma equipa de grande nível, conta o antigo internacional português, um dos 18 bicampeões com Eriksson nesses dois anos na segunda, Álvaro foi, inclusive, o jogador mais utilizado, cumprindo todos os minutos de todos os jogos em todas as competições, o único a fazê-lo. Eriksson fez poucas mudanças de um ano para o outro e manteve o núcleo duro da equipa. Voltemos à autobiografia de Eriksson. Quando chegou, o sueco achou que tinha jogadores a mais (45, segundo os seus próprios números) e tinha de dispensar uma parte substancial deles. O clube estagnara. Eram precisas ideias novas, uma revolução. O Benfica queria dar-lhe Fernando Caiado como adjunto, mas Eriksson preferiu ficar com Toni, um pensador que vivia para o futebol e que falava in- glês. Com Eriksson, recorda Álvaro, acabaram-se os treinos na mata do Jamor: Com outros treinadores, estávamos habituados a ir para a mata. Treinávamos no campo, quase sempre com bola. O Estádio Nacional é bom para fazer piqueniques, era o que ele dizia. Eriksson fez a triagem, mas ficou com as grandes estrelas, Bento, Humberto Coelho, Chalana, Nené, Shéu, Carlos Manuel, Diamantino, entre outros, e acrescentou-lhe um seu compatriota, o médio Glen Stromberg. O Benfica abriu o campeonato de com 11 vitórias consecutivas e só perdeu pontos à 12.ª jornada, com um empate em Alcobaça. À 13.ª, veio a única derrota, em Alvalade, frente ao Sporting, mas foram raros os soluços. Um empate sem golos nas Antas, à 24.ª ronda, colocou o Benfica perto do título, que seria confirmado com um triunfo em Portimão à 28.ª jornada, depois de uma época intensa de luta com o FC Porto, que cumpria a sua primeira época sob a liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa. Carlos Manuel marcou o único golo desse jogo, poucos dias depois de ter perdido a final da Taça UEFA com um empate na Luz com o Anderlecht, no jogo da segunda mão. Carlão voltaria a ser decisivo ao marcar o único golo no triunfo benfiquista na final da Taça de Portugal, um jogo que se disputou no Estádio das Antas, em Agosto. Tirando a frustração europeia (que seria recorrente nas décadas seguintes), o ano de estreia de Eriksson esteve bem perto da perfeição. Palavra a Álvaro Magalhães: A preparação psicológica logo no início da época foi fundamental. No balneário, pensávamos todos: este ano é para ganhar. Para a segunda época do sueco foram poucas as alterações. A uma equipa vencedora, acrescentaramse os golos do dinamarquês Michael Manniche, mas a base era a mesma. Mas houve um grande contratempo. Humberto Coelho, o grande líbero e capitão de equipa, lesionou-se com gravidade num jogo da selecção e apenas fez dois jogos os últimos da sua carreira. É evidente que sentimos a falta dele. O Humberto Coelho era o capitão, o líder e um grande jogador. Mas entrou o Oliveira, que se adaptou facilmente e rendeu a um alto nível, conta Álvaro. O arranque foi igualmente dominador. Dezoito vitórias e dois empates nas primeiras 20 jornadas e o primeiro desaire só aconteceu à 21.ª ronda, por 3-1 nas Antas, com o FC Porto. Tal como na época anterior, os dois rivais andaram sempre muito próximos na classificação. Uma derrota por 4-1 em Guimarães atrasou as celebrações, mas a jornada seguinte, na Luz, frente ao Sporting, podia espoletar a festa. Uma vitória sobre os leões bastava para o Benfica ser campeão sem pensar no que se iria passar no derby da Invicta entre FC Porto e Boavista. Aquela tarde de 6 de Maio de 1984 foi digna de um thriller. No Bessa, Fernando Gomes, de penálti, coloca o FC Porto na frente aos 17, o mesmo minuto em que Chalana, na Luz, faz o mesmo para o Benfica. Bento, o guardião que também era o marcador de penáltis, falha da marca dos 11 metros o 2-0. Na segunda parte, o Boavista consegue dar a volta por Jorge Silva aos 70 e Almeidinha aos 81, enquanto na Luz Kostov já tinha feito o empate para o Sporting, aos 66. A três minutos do fim, o Sporting tem a possibilidade de ganhar o jogo, com um penálti. Jordão foi o marcador designado e Bento, seu antigo colega de equipa, sabia como ele marcava os penáltis. Com uma passada larga, punha o pé muito perto da bola [...], ficava com a perna no ar, deixava cair o guardaredes e encostava a bola à vontade, contava o já falecido Bento no livro A Luz não se apaga. Jordão falhou dos 11 metros, o FC Porto não recuperou no Bessa e depois do apito final do árbitro Marques Pires é que o Benfica festejou o bi.

10 10 PORTUGAL PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 Presidente corre o risco de paralisia de actuação após as legislativas Maria de Belém discorda da posição de Cavaco Silva de não aceitar dar posse a governos minoritários. Sem querer falar de presidenciais, assume que admira Sampaio da Nóvoa, mas diz que é tempo de pensar na mudança de políticas Entrevista Leonete Botelho e Sofia Rodrigues A ex-presidente do PS desvaloriza as sondagens mas assume que a mensagem da coligação de direita é, neste momento, muito eficaz, embora não seja verdadeira. Recusando comentar a sua condição de presidenciável, a exministra da Saúde usa metáforas do sector para dizer que a austeridade não é o remédio adequado e defende que é preciso acabar com os paraísos fiscais na Europa. O seu nome tem sido falado para uma candidatura presidencial... Fui a primeira pessoa a dizer em público que não é a agenda que interessa ao PS neste momento. A agenda das legislativas é que é muito importante e eu quero muito que o PS ganhe, portanto dedicar-me-ei a isso de alma e coração. Mas acha que Sampaio da Nóvoa preenche o espaço de uma candidatura do PS? Eu não posso responder a isso senão estou a contradizer-me a mim própria. Coloquemos a questão assim: acha que o perfil de Sampaio da Nóvoa é adequado para Belém? Não quero pronunciar-me sobre isso. O professor António da Nóvoa é um intelectual brilhante que eu muito admiro, mas não me vou pronunciar. É uma pessoa que tem muito mérito e que sente esse impulso de cidadania e acho que esses impulsos são muito importantes numa sociedade em que corremos o risco de haver cada vez menos gente interessada na política. Mas o que vai marcar a vida política vai ser fundamentalmente a agenda política do próximo governo, de quem tiver responsabilidade de governar a seguir. Há um ano, António Costa desafiou a liderança de António José Seguro. Na altura, enquanto presidente do PS, foi crítica do processo. Acha que contribuiu para o desgaste dos políticos? Eu não fui crítica do processo em si, fui defensora da legalidade estatutária porque essa era a minha responsabilidade. O processo foi muito tenso, mas acabou bem, com uma grande participação cívica, e imediatamente a seguir à clarificação houve o momento de unir o partido e isso tem estado a ser feito. Faria sentido fazer primárias para o candidato presidencial? Há quem defenda esse modelo, que é o dos EUA, mas no nosso sistema jurídico-constitucional, sendo um cargo unipessoal, penso que sujeitar a um escrutínio interno uma candidatura que não é dos partidos poderia contaminar a isenção absoluta de quem exerce o cargo de Presidente da República. Poderia ser restritivo da liberdade. António Costa é líder do PS há oito meses e não descola nas sondagens. Porquê? Nós deveríamos ter mais cautelas em relação às sondagens porque tem havido muitos enganos. Hoje é mais difícil acreditar nelas também porque acho que as pessoas que são questionadas se calhar já não respondem com sinceridade. Mas não é também uma questão de mensagem política? O Governo tem uma mensagem muito simples e, como tal, muito eficaz, porque diz o PS é que levou o país à bancarrota e nós Tudo se transforma em doença: desemprego, pobreza, subida das taxas moderadoras, falta de apoio nos transportes. As pessoas chegam mais tarde e em pior estado aos hospitais é que o salvamos. Escamoteia completamente que existiu uma crise internacional gravíssima e que os países mais débeis não foram protegidos da especulação sobre as dívidas soberanas. E diz mais: Tudo o que fizemos foi porque fomos obrigados mas fizemo-lo com o coração a chorar. Isto é uma mensagem que não é verdadeira, nem na parte em que culpa o PS porque também houve governos anteriores que levaram o país a uma situação difícil e porque hoje já percebemos que a entrada no euro foi mal preparada, nem na parte em que dizem que lhes custou fazer. Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque não esconderam que a troika lhes deu oportunidade de mudar estruturalmente Portugal e levar por diante a sua agenda privatizadora. Seja como for, a mensagem que hoje passam é simples e eficaz, mas não é verdadeira. Quando Passos Coelho diz que tiveram de dar este remédio, que fez muito bem mas que as pessoas se queixam por ser amargo, esquece-se de que os medicamentos têm de ter uma bula onde estão identificados os efeitos adversos. E quando estes vão além do que está na bula, devemos procurar de imediato um médico e contactar o sistema de fármaco-vigilância. E não foi isto que o Governo fez. Quem é que devíamos ter contactado? Quem definiu a receita. Hoje já todos reconheceram que erraram na receita. O FMI já disse que os multiplicadores que usou estavam errados, o Banco Central Europeu também. A Comissão Europeia no tempo de Durão Barroso não podia admitir o engano, mas agora Juncker já quer um programa de investimento virado para o emprego. Hoje mesmo a Comissão Europeia diz que é preciso aliviar a austeridade em Portugal com um programa assente na produção e no investimento. Mas nunca ninguém avisou que a receita estava a dar mau resultado, pelo contrário: até se aumentou a

11 PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 PORTUGAL 11 O Presidente, ao dizer que não dá posse a um governo minoritário, perdeu elasticidade FOTOS: MIGUEL MANSO receita para o dobro. O doente estava a dar sinais de estertor, e em vez de se analisarem os sinais vitais, aumentou-se a dose. Quais são os sinais vitais? Aumento da pobreza, pobreza infantil superior à pobreza dos idosos, o que significa famílias em idade activa pobres. Desemprego e com muito menos apoio. Falências em massa. O PIB a decrescer muito mais do que era previsível pelos criadores da receita e a dívida a aumentar para níveis nunca vistos. Portanto, vivemos num mundo um bocadinho de faz de conta em que as coisas correm mal mas é preciso dizer que correm bem e em que aqueles que são responsáveis não avisam do impacto do que está a correr mal. Todos os contactos internacionais que tenho e são muitos dizem que nunca o Governo avisou, em lado nenhum, para a situação trágica em que os portugueses estavam. A saúde foi uma vítima da austeridade? Claro que sim. Vou dar apenas um exemplo: todos os anos há epidemia de gripe. Este ano ela foi pior porque a vacina não protegia contra as principais estirpes da mesma forma. O que aconteceu nos hospitais? Foram encharcados com pessoas com doença que não era apenas a gripe: quem chegava aos hospitais chegava com frio, com fome e com doença crónica descompensada, porque não tinha dinheiro para comprar os medicamentos. Quando era preciso dar-lhe alta, não tinha a família por trás para receber, devido à emigração em massa ou ao desemprego. A saúde foi uma das principais vítimas porque não se percebeu que quando se cria desemprego e pobreza, a saúde vai logo ser chamada a uma pressão maior. Tudo se transforma em doença: o desemprego (doença mental), a pobreza, a subida das taxas moderadoras e a falta de apoios nos transportes leva as pessoas a acorrerem mais tarde aos hospitais, e portanto em situação mais grave, mais cara e com pior prognóstico. O Governo devia ter sido um representante das dores dos portugueses junto das instâncias internacionais e não foi. É isso que mais me custa. Como é que, com um quadro destes, não há indicadores de uma esmagadora vontade de mudar de líderes políticos? Porque a mensagem do Governo é muito fácil e a mensagem contrária para explicar que o Governo queria isto mesmo para levar à prática as suas políticas neoliberais implica uma desmontagem pela negativa é muito mais difícil. Há uma política partidária europeia que dá lastro ao Governo? É evidente que hoje a política europeia tem arrasado as diferenças democráticas. A crise política e a moeda única têm contribuído para desapetrechar os Estados de instrumentos que lhes permitam fazer as suas escolhas democráticas. Isto porque há uma construção incompleta do euro e da União Europeia. Temos todas as dores e nenhuma compensação. As desigualdades e as assimetrias têm-se acentuado e isto não é a construção europeia de acordo com o seu quadro fundador. Dizem que as políticas de austeridade têm dado muito bons resultados. É caso para perguntar: bons resultados para quem? Os programas de austeridade foram o remédio errado? Uma das críticas que faço a estes programas é que foram iguais para todos, quando as realidades são muito diferentes. A Grécia, por exemplo, não tem máquina fiscal, ao contrário de nós. Os programas deviam ter sido estruturalmente diferentes porque os problemas estruturais eram diferentes. A Grécia tinha um problema com o Estado, nós temos um problema com a economia, e os irlandeses tinham um problema com o sistema financeiro. É o mesmo que tratar todas as doenças com o mesmo medicamento. Há uma questão comum a todos, que é a dívida. Não seria um remédio comum a sua renegociação? Acho que devíamos abordar a questão da dívida em conferência europeia. Há coisas que crispam as instituições europeias, que é a palavra renegociação a palavra reestruturação aceitam mais. Estamos inseridos num espaço internacional e a mensagem tem de ser que queremos honrar os nossos compromissos. Para honrar os nossos compromissos, também temos de falar com os nossos parceiros europeus: nós precisamos de pôr a economia a crescer, precisamos de investimento estrangeiro. Da mesma maneira também tem de haver uma posição muito mais clara no sentido da harmonização fiscal. Porque nós não podemos ter esta batota em que os países mais pobres têm de ter taxas de impostos muito elevadas para obter as receitas que permitam obter o incremento orçamental e estão ser torpedeadas, porque os nossos parceiros oferecem condições de IRC que levam a que os investidores que ganham dinheiro em Portugal paguem os impostos com o dinheiro que ganharam noutros países onde a riqueza não foi gerada. Há todo um conjunto de problemas que tem de ser atacado de frente e que a União Europeia não pode fazer de conta que não acontece. Concorda com o cenário macroeconómico pedido a um grupo de economistas como metodologia política? Acho que estas metodologias são necessárias para contrariar o discurso do Governo. O Governo diz: Nós é que damos garantias de pôr as finanças saudáveis, porque se vêm aí os socialistas, aí chega o despesismo outra vez. Não, é possível garantir finanças Temos de ir buscar receitas que andam por aí perdidas. Os paraísos fiscais encobrem a grande criminalidade saudáveis com outra política. Este cenário macroeconómico visa dar esse toque técnico no sentido de garantir que o PS preza, valoriza, estima o equilíbrio orçamental, mas este pode ser atingido de várias maneiras. A dos partidos que estão no Governo é a continuação do programa de austeridade que foi desejado pelos actuais protagonistas políticos, foi necessário para concretizar a sua própria agenda ideológica. Nós não concordamos com esta agenda, achamos que ela é desastrosa do ponto de vista económico, como aliás se viu com o decréscimo do PIB, com a subida do desemprego e o impacto social negativo que teve. E pode-se ir por outro caminho que é sustentável do ponto de vista orçamental. Para isso vamos buscar pessoas insuspeitas do ponto de vista da sua credibilidade técnicocientífica para o demonstrarem. Foi o exercício que foi feito. Agora, este exercício também está sujeito a algum escrutínio, a alguma avaliação política, porque a política não é um exercício de tecnocracia, é um exercício de escolhas no sentido de transformar para melhor. Essa vertente de transformar para melhor caberá às propostas políticas que virão a existir no compromisso eleitoral que o PS irá apresentar em Junho. No campo da Segurança Social concorda com medidas como a diversificação das fontes de financiamento? Concordo com a diversificação das fontes de financiamento, porque sou uma das pessoas que mais têm falado em garantir aos Estados aquilo que efectivamente lhes pertence. Há um livro muito interessante do Gabriel Zucman, que é um colaborador do [Thomas] Piketty, sobre a riqueza oculta das nações, em que ele faz um apuramento daquilo que é roubado aos Estados em termos das receitas fiscais por causa dos paraísos fiscais. Sempre tenho dito, há uns anos a esta parte, porque no Conselho da Europa acompanho as questões da evasão fiscal, que não se pode financiar os sistemas de protecção social no século XXI com a alteração na organização do trabalho, com uma forma de produção na economia intensiva em termos de mão de obra como se fazia no século XIX e século XX. Portanto, tenho de ir buscar as receitas que pertencem aos Estados e que andam por aí perdidas. Os paraísos fiscais encobrem as actividades que são as de grande criminalidade. Isso não está na agenda do PS. Gostaria que estivesse? É vital e fulcral. Nós, em termos nacionais, podemos fazer muito pouco, mas podemos insistir nessa agenda na União Europeia. Portugal até integrou este grupo de cooperação reforçada para o combate aos paraísos fiscais, mas passa a vida a adiar-se a entrada em vigor dessa taxação financeira porque essa agenda tem a troca de informações fiscais e tem sido muito difícil no âmbito dos países da UE conseguir isso. Tem-se feito uma grande pressão sobre a Áustria e com o escândalo no Luxemburgo começa-se a garantir alguma coisa. É difícil enfrentar c

12 12 PORTUGAL PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 Acho que a detenção de José Sócrates, pela maneira como foi feita, preocupa muito os interesses da City de Londres e de alguns países do âmago da UE. Sabemos que o problema da taxa das transacções financeiras não é a taxa em si, porque é muito baixinha, mas o permitir a rastreabilidade do dinheiro, verse como ele foi obtido. Temos de atacar progressivamente estas áreas que são difíceis, porque se não abraçamos esta agenda, estamos a desfazer a classe média e a transformar as pessoas, sobretudo as que vivem do trabalho, em vítimas disto tudo. Se esta agenda de cooperação forçada conseguir arrecadar algumas receitas, elas são óptimas para canalizar para a parte do Estado social. Concorda com a descida da Taxa Social Única? Vejo com muita dificuldade a descida da Taxa Social Única. Para mim, que sempre trabalhei nestas áreas, acho que pode transmitir uma mensagem errada. Acho que é importante dinamizar a procura interna, mas as outras medidas apontadas no relatório já são suficientes e não é necessário descer a TSU. É tão importante um sistema de protecção social que não quero o risco de qualquer desafeição relativamente a ele. Reconhece que há um problema de sustentabilidade na Segurança Social? Acho que devemos fazer com que não haja problemas de sustentabilidade. O PS sempre foi líder de reformas na Segurança Social para garantir a sua sustentabilidade e acho que deve continuar. Sou muito mais adepta de aumento de idades da reforma, como o PS introduziu, do que mexidas na TSU. E sou depois favorável, para garantir mais procura interna, que as pessoas sejam aliviadas na carga fiscal. Acho que as pessoas estão habituadas a pagar este nível de TSU, não estão é habituadas a pagar este nível de impostos. Está na linha do líder do PS quando diz que controlo estratégico da TAP deve manterse no Estado? Sempre foi a posição do PS. O Governo não articula rigorosamente nada com o principal partido da oposição, é um problema desde o princípio. Penso que teria sido muito mais prudente, agora que estamos em fim de legislatura, que se encontrasse uma solução transitória para a TAP que não se fosse atrás de um calendário apressado que deixará toda esta nublosa, estes problemas de tensão, de luta sindical, mal explicada dentro da TAP. Acho que se cria um clima de instabilidade que só terá como consequência pôr a companhia de rastos e abrir espaço ao Governo para uma operação de desmantelamento de uma companhia que era o orgulho de todos nós. O Presidente da República deve ou não dar posse a um governo minoritário? As eleições legislativas deviam ter sido antecipadas para Junho, mas não foram. A partir deste momento, acho que o Presidente se meteu numa situação de grande complexidade jurídicoconstitucional. Porque ele, a partir de 9 de Outubro, já não tem poderes de dissolução da Sou mais adepta do aumento da idade da reforma do que mexidas na TSU. Sou favorável a que as pessoas sejam aliviadas na carga fiscal Assembleia. E a partir daí corre o risco de mais ninguém o respeitar. Entretanto começa a campanha para as presidenciais... Podemos ficar com um governo de gestão corrente porque o Presidente já fez saber que não dá posse a um governo minoritário. O Presidente tem duas armas muito importantes, uma é a palavra, outra é o silêncio. Como dizia alguém, nós somos reis dos nossos silêncios e escravos das nossas palavras. E, neste momento, o Presidente ficou prisioneiro da sua palavra. E pode cair numa situação dificilmente gerível e de grande paralisia relativamente à sua capacidade de actuação. Acho que devemos ter todos o cuidado de tentar preservar o prestígio das instituições. Uma das razões pelas quais acho que não se deve falar de presidenciais muito cedo é para não enfraquecer quem está em exercício de funções. Mas foi o Presidente que afirmou não dou posse a um governo minoritário. E não é previsível que haja uma maioria absoluta. Não sabemos. Mas no caso de não haver, até pode haver um governo minoritário que possa fazer um acordo parlamentar. O Presidente, ao dizer que não dá posse a um governo minoritário, nem sequer ficou com essa elasticidade de conseguir um acordo parlamentar. Eu acho que é muito difícil aguentar-se até Março uma situação desta natureza. No caso de não haver maioria absoluta, quais os dois partidos que se podiam juntar para responder a essa imposição presidencial? Acho que todo o trabalho do PS deve ser o de aspirar a uma maioria absoluta. Não sei qual vai ser a adesão dos portugueses a partidos que ainda vão surgir. Como o Livre? Nem sequer estava a pensar no Livre, estava a pensar no partido do doutor Marinho e Pinto [PDR], que teve um resultado nas europeias que não sei se repetirá nas legislativas, mas temos de prever isso como hipótese. Depende de como se vão fazer as campanhas eleitorais. Acho que todos deviam salvaguardar o respeito uns pelos outros. Ficou mais facilitado um cenário de alianças com pequenos partidos do que com grandes partidos como o PSD? É natural, pelo menos com esta liderança. A fustigação que o PSD fez e a diabolização em relação ao PS foi tão forte, foi tão feroz que penso que as pessoas deixam de acreditar um bocadinho nos políticos se as pessoas se insultam e depois fazem de conta que não aconteceu nada. E se houvesse outro protagonista no PSD? Depende das circunstâncias. Também dependeria da agenda ideológica que esse protagonista tivesse. Há imensa gente do PSD que está muito próxima da agenda da social-democracia do PS. Há muitos genuínos sociaisdemocratas no PSD com os quais é possível um entendimento. Rui Rio, por exemplo? Muitas pessoas do PSD e algumas até do CDS que estão genuinamente preocupadas com o que se está a passar e que acham que tem de haver uma convergência de esforços para se retomar o sentido da política, que é de transformar a sociedade para melhor. Por exemplo, o professor Adriano Moreira sempre foi do CDS e tem tido um discurso alertador em relação às injustiças, o doutor Bagão Félix, a dra. Manuela Ferreira Leite, o dr. Mota Amaral. Está a falar de pessoas que dificilmente estarão à frente desses partidos. Estou a falar de pessoas que podem ter influência numa agenda política que possa ter pontos de contacto com a agenda política do PS. Acha que a detenção de Sócrates prejudica a capacidade eleitoral do PS? Eu por acaso acho que a detenção de José Sócrates, pela maneira como foi feita, preocupa muito. Não ponho em causa que, pelos dados disponíveis na investigação, fosse aquele o caminho. Agora, há maneiras de o fazer. Preocupa-me isso. Para o PS, é uma dor e um problema que um seu militante tão destacado tenha caído numa situação desta natureza. Acho que as pessoas distinguem que uma coisa é o militante José Sócrates, outro é o PS. Agora, todos aqueles que são amigos dele estão muito tristes e preocupados com esta situação. Como é evidente, vai haver aproveitamento político por parte dos opositores, mas o que devemos dizer é que os princípios do Estado de direito foram feitos para sermos gente civilizada e a presunção da inocência é um princípio que deve ser garantido até à exaustão. Já foi visitá-lo? Não, escrevi-lhe um cartão. Quando alguém visita alguém como amigo ou porque quer acompanhá-lo do ponto de vista pessoal é privado. Não gosto de alimentar espectáculos que considero indecorosos para um regime democrático.

13 Marco António Costa disponível para esclarecimentos no inquérito do DIAP Breves PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 PORTUGAL 13 PEDRO LIMA/NFACTOS Investigação Intervenção do Ministério Público decorre de uma participação apresentada pelo ex-dirigente do PSD- -Porto, Paulo Vieira da Silva O vice-presidente do PSD Marco António Costa transmitiu ontem a sua imediata disponibilidade para esclarecimentos na investigação de que é alvo pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto, na sequência de uma participação. Manifestei já à Procuradoria-Geral da República, no passado dia 11 de Maio, mesmo antes de ser conhecida a existência de qualquer inquérito, a imediata disponibilidade para prestar declarações no âmbito de qualquer processo em que seja visado, refere o porta-voz do PSD, numa nota de esclarecimento enviada à imprensa. O político pede que seja analisado com todo o rigor jurídico o texto em que se baseia a suposta denúncia, uma vez que em momento algum há qualquer acusação concreta de corrupção ou de tráfico de influências ou de qualquer crime, mas apenas lamentáveis insinuações maldosas. No sábado, fonte da Procuradoria- Geral da República (PGR) confirmou que Marco António Costa está a ser investigado pelo DIAP do Porto, na sequência de uma participação. Confirma-se a recepção de participação, que deu origem a um inquérito, que corre termos no DIAP do Porto, disse a fonte da PGR. O caso foi avançado no sábado pela RTP, de acordo com a qual Marco António Costa está a ser investigado na sequência da denúncia de alegados crimes de tráfico de influências durante os mandatos na Câmara de Gaia. Aceito, como princípio, que quem participa activamente na vida pública está sujeito, e deve sujeitar-se, ao maior escrutínio mesmo quando estejam em causa insinuações infundadas, salienta o vicepresidente do PSD, na nota. Não tenciono fazer qualquer comentário de natureza política, reservando para o meu advogado a resposta judicial à denúncia apresentada, acrescenta Marco António Não tenciono fazer qualquer comentário de natureza política, reservando para o meu advogado a resposta judicial à denúncia apresentada Costa, dizendo que o seu foco político é trabalhar para uma vitória da coligação servindo o PSD com a determinação de sempre. No sábado, a RTP referia que a acusação partiu de Paulo Vieira da Silva, antigo dirigente do PSD-Porto, que enviou uma carta à Procuradoria a descrever uma rede de influências de Marco António Costa na autarquia e empresas municipais onde terá beneficiado amigos e pessoas da estrutura partidária. Lusa NUNO FERREIRA SANTOS Vice do PSD vinca que não lhe é imputado qualquer crime concreto PCP Presidente não tem moral para falar dos jovens, diz Jerónimo O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou ontem na Guarda que o Presidente da República não tem moral para afirmar que é preciso olhar para os jovens porque eles não se interessam pela política. Um Presidente da República que nunca suportou a luta desses jovens estudantes, como a luta dos trabalhadores, não tem moral para vir dizer que é preciso olhar para os jovens, disse Jerónimo de Sousa no final do almoço convívio da CDU- Guarda, realizado na Escola Secundária da Sé, naquela cidade. O secretário-geral do PCP garantiu que, ao contrário do que diz Cavaco Silva, ainda há muitos jovens que se interessam pela política e que estão dispostos a lutar pelo seu futuro. PSD Congresso da rodagem do carro de Cavaco foi há 30 anos Fez ontem 30 anos que Cavaco Silva foi ao XXI Congresso do PSD na Figueira da Foz para defender o apoio do partido à candidatura presidencial de Freitas do Amaral e sair de lá como líder do partido, em nome do qual viria a ser primeiro-ministro durante dez anos. Nesse congresso, Dias Loureiro destacou-se na fusão das moções alternativas à de João Salgueiro e no apoio a Cavaco, que mantém que não planeou nada. Acabei por dizer à minha mulher que íamos à Figueira da Foz, aproveitava para fazer a rodagem do carro tinha acabado de trocar o BMW por um Citröen fazia uma intervenção (...) e, no segundo dia, regressaríamos a Lisboa, conta o actual Presidente da República na sua autobiografia. Passos insiste que desequilíbrio das contas inferior a 3% é inédito Défice abaixo dos 3% já foi alcançado, não uma mas sete vezes Prova dos factos Paulo Pena Ao contrário do que tem dito o primeiro-ministro, o défice já ficou abaixo dos 3% do PIB. Mas depois subiu, retroactivamente... No seu discurso em Guimarães, num jantar da coligação PSD/CDS, o primeiro-ministro prometeu anteontem um défice inferior a 3% do PIB. É a primeira vez, desde que existe democracia e moeda única, garantiu. Guterres, Durão Barroso e Sócrates conseguiram défices abaixo dos 3%. O problema é que a forma de cálculo mudou, retroactivamente. O futuro costuma aumentar os défices. Logo no início da sua intervenção, aos quatro minutos, Passos apresentou uma ideia que mereceu palmas da assistência: Conseguimos também que o país pudesse ter em 2015, é isso que vamos conseguir, um défice inferior a 3% do PIB. É a primeira vez desde que nós integrámos a moeda única, desde que existe a moeda única, que Portugal vai ter menos de 3% de défice. Mas deixem-me dizer-vos, é também a primeira vez que vamos ter défice abaixo de 3% desde que temos um Portugal democrático. Deixemos de lado as dúvidas que a própria Comissão Europeia já expressou sobre o objectivo para 2015 e o uso do verbo conseguimos por ser, nesta altura, apenas uma previsão ainda com o ano a chegar a meio. A moeda única existe desde 1 de Janeiro de Em 1999, 2000, 2007 e 2008, o défice esteve abai- xo desse limite, segundo a série de dados Estado: despesas efectivas, receitas efectivas e défice/excedente em % do PIB publicado pela Pordata. Também em 2002 e 2003 não houve nenhum alerta de Bruxelas para o incumprimento dessa meta. Ainda que a série do Eurostat, hoje, apresente valores diferentes, e mais altos. Novas regras A forma de calcular o défice mudou há menos de um ano. O novo Sistema Europeu de Contas (SEC 2010), em vigor desde Setembro de 2014, alterou, retroactivamente, o valor destes défices. O único que escapou foi o de Os outros foram revistos em alta, quer pela inclusão de despesas que antes não contavam para este campeonato, quer pela exclusão forçada de receitas extraordinárias que à época eram permitidas. Na inauguração da Feira Internacional de Agropecuária e Artesanato de Estremoz, em 29 de Abril deste ano, Passos dissera o mesmo: Pela primeira vez desde os últimos 15 anos, nós iremos sair de um défice excessivo, quer dizer, registaremos um défice inferior a 3%. Os procedimentos por défice excessivo, naturalmente, só foram abertos quando os números, à data em vigor, o exigiram. Guterres, Barroso e Sócrates conseguiram evitar, ou sair, de procedimentos desse tipo. Se Passos conseguir manter o de 2015 abaixo desse limiar, não será a primeira vez. Nada garante, como vimos, que esse seja um êxito duradouro. E outro primeiro-ministro pode vir a reivindicar o que praticamente todos os seus antecessores já tentaram.

14 14 PORTUGAL PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 Enfermeiro diz ter sido despedido após gozar licença de paternidade Profissional em causa trabalhava no hospital de Viseu, que atribui o despedimento ao desempenho do enfermeiro. Ordem abre, pela primeira vez na sua história, inquérito disciplinar a enfermeira directora Trabalho Alexandra Campos Um enfermeiro com 14 anos de experiência profissional afirma que foi despedido do hospital de Viseu por, depois de ter sido pai, ter avisado que iria usufruir de vários períodos da licença de paternidade a que tem direito. O hospital garante que não renovou o seu contrato, três meses depois de o ter recrutado, apenas devido ao seu desempenho, sem mais explicações. João Guterres queixou-se à Ordem dos Enfermeiros (OE) que, pela primeira vez na sua história, abriu um inquérito disciplinar a uma enfermeira directora. Se eu soubesse que ia ser pai, não o tinha contratado, terá dito a responsável durante uma reunião do Serviço de Urologia/Hematologia em que estava presente a maior parte da equipa de enfermagem, segundo conta o enfermeiro que está a equacionar a hipótese de processar o hospital. Sou enfermeiro há 14 anos sempre com um desempenho impecável. Cheguei lá [ao hospital de Viseu] e em dois meses fui despedido, insurge-se. João não será caso único, segundo a Ordem. Num inquérito feito pela OE este ano, mais de um terço (35%) dos enfermeiros que responderam disseram ter sentido dificuldades em usufruir dos direitos de maternidade ou paternidade previstos na lei. A maior parte afirmou ter sido pressionado para gozar menos dias de licença no trabalho, mas 14 revelaram que foram despedidos ou não viram o seu contrato renovado depois de serem pais ou mães. A esta auscultação responderam 4926 profissionais. João Guterres exibe uma carta com elogios ao seu trabalho, assinada pela enfermeira que o chefiou no Hospital de S. João (Porto), onde trabalhou durante 12 anos. Lembra que tem uma especialidade em enfermagem médico-cirúrgica e duas pós-graduções e conta que decidiu ir para Viseu porque a companheira vivia lá. Candidatou-se num concurso de recrutamento aberto pelo Centro Hospitalar de Tondela Viseu (CHTV) e em Abril de 2014 foi chamado para cumprir um contrato individual de trabalho por tempo indeterminado. Por ter sido pai a 28 de Maio de 2014, João resolveu gozar todos os dias de licença permitidos por lei. Foi dispensado em Julho Rescindiu então com o hospital do Porto e mudou-se de armas e bagagens para Viseu, onde a companheira estava prestes a ter o filho. Começou a trabalhar em 2 de Maio, o filho nasceu em 28 desse mês e João entregou o pedido de licença parental que gozou em parte (os pais têm dez dias de licença obrigatória). Avisou, entretanto, que iria usufruir de mais um período previsto na lei Hospital diz que, ali, a denúncia de contratos de trabalho resulta, única e exclusivamente, do desempenho do contratado (que estabelece a possibilidade de outros 10 dias de licença facultativa e ainda a hipótese de o pai ficar um mês de licença em vez da mãe). Em 28 de Julho, diz ter sido completamente surpreendido com uma carta de denúncia de contrato, a qual invocava um parecer negativo da enfermeira-chefe relativamente ao seu desempenho como motivo para o despedir. Na nota que inclui as explicações da enfermeira-chefe para o director de recursos humanos, esta destaca que João esteve ausente do serviço por licença de parentalidade, situação esta que se vai repetir por longo período, o qual (sic) tem direito. Acrescenta que ele não se encontra integrado no serviço, apresentando limitações a nível dos registos de enfermagem e não mostra interesse ou espírito de iniciativa, apesar de se revelar receptivo à crítica cons- trutiva. Como o período experimental (três meses) do contrato de trabalho terminava a 8 de Agosto, este podia ser denunciado sem invocação de justa causa nem direito a indemnização, frisava o director de recursos humanos. Inconformado, João, que passou vários meses no desemprego e actualmente ganha cinco euros à hora numa instituição privada, queixouse a todas as entidades possíveis Ordem dos Enfermeiros, Comissão Para a Igualdade no Trabalho e no Emprego, Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, que estão a investigar o caso e a ouvir ambas as partes. As investigações têm-se arrastado, mas a OE decidiu já avançar com o inquérito disciplinar, porque o enfermeiro tem colegas que terão ouvido as polémicas declarações e se dispõem a testemunhar. João revela ainda que cometeu um RUI GAUDÊNCIO erro na administração da terapêutica a um doente, que tratou de comunicar aos superiores, e que terá sido dito aos colegas que esse erro iria ser invocado, caso ele avançasse com uma acção judicial contra o hospital. Quiseram intimidar-me, lamenta. O PÚBLICO tentou falar com a enfermeira directora, sem sucesso, e confrontou o Centro Hospitalar de Tondela Viseu com as denúncias de João. A resposta, via gabinete de comunicação e imagem, foi a de que neste centro hospitalar a denúncia de contratos de trabalho resulta, única e exclusivamente, do desempenho do contratado no âmbito das funções que lhe são adstritas. A unidade garante que em situação alguma o gozo de direitos legalmente previstos pelos trabalhadores foi ali objecto de qualquer condicionante nas deliberações do conselho de administração.

15 PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 PORTUGAL 15 Breves Alunos do 4.º ano abrem hoje época de exames, mas parte só irá de férias em Julho Atrasos impedem reforma de emigrantes Protecção de menores PSP e comissões identificam 18 jovens em situação de risco Dezoito jovens em situação de risco foram identificados pela PSP na madrugada de sábado, em Lisboa, numa operação que visou detectar crianças a consumir álcool e drogas na via pública. Para esta operação, que decorreu no Bairro Alto e na Avenida Dom Carlos I, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP contou com a colaboração de membros da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens Lisboa Centro e de técnicos da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco. Em todos os casos, foram contactados os responsáveis legais pelos menores. Os pais deslocaramse ao local da operação, onde lhes foram entregues os seus filhos em segurança, sublinha a PSP. Acidentes Despiste mata rapaz de 15 anos e faz quatro feridos em Borba Um jovem, de 15 anos, morreu e outros quatro jovens ficaram feridos, no sábado à noite, no despiste de um automóvel ligeiro de passageiros, perto de Borba (Évora), na Estrada Nacional (EN) 4. O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Évora disse à agência Lusa que o alerta para o acidente, ao quilómetro 160 da EN4, foi dado aos bombeiros às 23h11. O óbito do jovem de 15 anos, um dos ocupantes da viatura, foi confirmado no local pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Instituto Nacional de Emergência Médica, afirmou a fonte do CDOS. O acidente provocou também ferimentos graves em dois jovens, de 18 e 19 anos, e leves noutros dois rapazes, de 16 e 18 anos, todos ocupantes do veículo. Provas nacionais Graça Barbosa Ribeiro, Clara Viana No primeiro ano de exames do 4.º ano, 2013, a taxa de retenção caiu para o valor mais baixo, frisa Instituto de Avaliação Educativa Os cerca de 103 mil alunos do 4.º ano que estreiam hoje a época de exames vão ainda continuar em aulas até 5 de Junho ou até mais tarde, caso reprovem nas provas finais de Português (hoje) ou Matemática (quarta-feira) e queiram tentar de novo a sorte na 2.ª fase, criada há três anos para estes casos, que decorrerá entre 13 e 15 de Julho. Antes, têm direito, caso os pais queiram, a um período de acompanhamento extraordinário nas escolas, que se prolongará entre 18 de Junho e 8 de Julho. Os efeitos reais da realização desta 2.ª fase estão por apurar, uma vez que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) ainda não divulgou quantos alunos conseguiram de facto passar devido a estas provas. Sabe-se quantos o conseguiram a Português ou Matemática, mas como vários realizam ambos os exames não podem por isso ser somados para se obter um número total. Os exames do 4.º ano realizaramse pela primeira vez em Um relatório preliminar do então Gabinete de Avaliação Educacional, agora rebaptizado Instituto de Avaliação Educativa, dava conta em Agosto desse ano que a taxa de retenção no 4.º ano, após a realização da 2.ª fase, era a mais baixa de uma série de resultados registados desde o ano Baixou de 9,8% naquele ano para 3,8% em Este indicador ainda não é conhecido para No relatório conclui-se que a realização da 2.ª fase, em conjunto com o período de acompanhamento extraordinário, veio permitir tanto a redução do nível de retenção como a diminuição dos níveis de reprovação por disciplina. A percentagem de alunos do 4.º ano que recuperou a Português na 2.ª fase, realizada por 3189, foi de 7% em 2013 e de 38% em 2014, quando fizeram a prova A Matemática passou de 22% num total de 5296 que compareceram ao exame para 13% em 2014, numa prova realizada por 3560 alunos. A 2.ª fase destina-se aos estudantes que não tenham tido aprova- ção no final do ano lectivo ou que, apesar de aprovados, tenham obtido uma classificação inferior a 3 a Português ou a Matemática. Esta possibilidade foi alargada a partir de 2014 aos alunos do 6.º ano e este ano será também aplicada aos do 9.º ano. Mas, ao contrário dos seus colegas mais novos, estes não terão qualquer período suplementar de acompanhamento. No 6.º ano realizaram a prova de Português, na 2.ª fase, 8.477, dos quais 35% ficaram aprovados na disciplina. A de Matemática foi feita por estudantes e só 5% conseguiram recuperar. Na 1.ª fase as notas das provas finais contam 30% para a classificação final do aluno. Caso façam a prova na 2.ª fase, a nota que obtiverem neste exame será considerada como a sua clas- 103 mil alunos do 4.º ano realizam hoje a prova nacional de Português. Para depois de amanhã está marcada a prova de Matemática, para 114 mil sificação final, não contando assim para este cálculo a avaliação que foi feita pelos seus professores ao longo do ano. Tanto pais como professores têm-se mostrado cépticos quanto aos reais benefícios desta segunda oportunidade criada pelo ministério de Nuno Crato e que levou à antecipação para Maio, quando as aulas ainda estão a decorrer, das provas finais do 1.º e 2.º ciclo. An- tes realizavam-se em Junho, já depois do final do ano lectivo, como continua a suceder com os exames dos 9.º, 11º e 12.º anos. Este ano, as críticas repetem-se. Não percebemos como é que, em três semanas, por mais intensivo que seja o apoio, uma criança aprende o que não aprendeu em oito meses ou durante o 1.º ciclo, comentou de novo ao PÚBLICO o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. Jorge Ascensão não considera que tal seja possível, embora alguns acabem por passar porque há uma prova que lhes corre melhor ou porque receberam um treino intensivo para responder a um determinado tipo de perguntas. Para o representante dos pais, seria interessante fazer um estudo para saber o que acontece depois a estes alunos. É muito importante ter um 1.º ciclo sólido, bases sólidas. Quem entra manco no 5.º ano fica, depois a marcar passo, alerta. Também o dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, considera que em crianças nestas idades (10 em média), o que falta em Maio não é obtido em três semanas. Diz que há muitos pais que percebem isso e que não tem sido invulgar recusarem a possibilidade de os filhos terem aulas de compensação e de fazerem de novo exame. Tal acontece, segundo este director, porque confiam no parecer dos professores, sabem que são eles que conhecem as competências e a maturidade dos seus filhos e se estão ou não preparados para o 5.º ano. ANA BANHA A existência de uma 2.ª fase da prova é criticada por pais e docentes Segurança Social Os atrasos da Segurança Social para enviar um formulário atestando a carreira contributiva dos emigrantes antes de saírem de Portugal está a impedir centenas de portugueses no Luxemburgo de se reformarem, refere o sindicato luxemburguês OGB-L. Por culpa da Segurança Social em Portugal, as pessoas vêem-se impedidas de aceder à reforma, porque não lhes facultam o documento necessário, disse à Lusa o responsável do departamento de Migrantes da central sindical luxemburguesa, Eduardo Dias. Segundo o responsável, há cerca de 500 casos em que a Caixa de Pensões do Luxemburgo está há mais de seis meses à espera de resposta de Portugal. No Luxemburgo, é possível pedir a reforma a partir dos 57 anos, após ter trabalhado durante 40 anos. Quem trabalhou em Portugal antes de emigrar pode fazer prova dos descontos efectuados, completando assim os 40 anos necessários para pedir a reforma no Luxemburgo. Há casos em que a Caixa Nacional de Pensões do Luxemburgo já enviou entre 10 e 15 avisos e continua sem receber o formulário, o que leva a que as pessoas tenham de esperar mais tempo e sejam forçadas a continuar a trabalhar, apesar de preencherem as condições para obter a reforma, criticou Carlos Pereira, responsável dos Assuntos Sociais na OGB-L. Para Carlos Pereira, não há razão nenhuma para demorar tanto tempo a emitir um documento generalizado na União Europeia. Trata-se de uma situação que se resolve num minuto, porque os serviços devem estar informatizados, defendeu o sindicalista, para quem a culpa dos atrasos é da redução de funcionários públicos: Em Portugal, (...) reduziram o pessoal na Caixa Nacional de Pensões, e por isso não conseguem responder em prazos aceitáveis. Na quinta-feira, o embaixador de Portugal no Luxemburgo esteve na Caixa de Pensões do Luxemburgo para se informar do problema. O diplomata disse à Lusa que os atrasos da Segurança Social são um problema recorrente que está a acompanhar. O atraso no envio do formulário E205P não é o único problema a preocupar o sindicato luxemburguês, que denuncia casos de imigrantes reformados regressados a Portugal que estão a ser alvo de dupla tributação, por falta de informação das autoridades.

16 16 PORTUGAL PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 Um parlamento que só aprove leis à prova de pobreza EAPN Rede Europeia Antipobreza Portugal quer pôr pobreza na agenda dos partidos políticos, antes que eles concluam os programas com que vão apresentar-se nas eleições legislativas deste ano Coesão social Ana Cristina Pereira E se Portugal tivesse uma estratégia nacional de combate à pobreza? Mais: e se Portugal tivesse uma lei nacional de combate à pobreza que, além de enquadrar a tal estratégia, definisse uma série de mecanismos capazes de garantir que a Assembleia da República só aprovaria leis à prova de pobreza? A ideia é hoje à tarde apresentada na sala do senado da Assembleia da República pela EAPN Rede Europeia Antipobreza Portugal. O objectivo, segundo a directora executiva, Sandra Araújo, é influenciar os partidos no momento em que preparam os programas para as próximas eleições. Nos últimos meses, a EAPN Portugal tem vindo a dinamizar um grupo de trabalho formado por representantes de diversas organizações locais, nacionais e internacionais, mas também por cidadãos independentes reconhecidos como peritos em matéria de pobreza e exclusão, como Bruto da Costa, Farinha Rodrigues, José Pereirinha, Fernanda Rodrigues, Manuela Silva ou Joaquina Madeira. Após diversos encontros de reflexão sobre a crise e as políticas de austeridade, o grupo de trabalho apontou para a necessidade de o país definir uma estratégia nacional, como há anos defende a EAPN Portugal. A Sérgio Aires, relator de grupo de trabalho, cabe fazer a síntese do manifesto, intitulado Compromisso para uma estratégia nacional de erradicação da pobreza. Preconiza uma espécie de pacto para fazer da erradicação da pobreza a primeira e mais urgente prioridade nacional. O sociólogo deverá começar por fazer uma revisão histórica, segundo adiantou ao PÚBLICO. A crise actual inverteu a tendência de redução de pobreza, que se registava no país desde os anos De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, não só a taxa de pobreza passou de 19,9% em 2009 para 19,5% em 2013 como a linha de pobreza relativa caiu de 434 para 411 euros nesse período. O grupo não poupa críticas ao Governo: entende que as mudanças sofridas pelas políticas públicas têm A EAPN vai apresentar esta tarde propostas aos partidos representados na Assembleia da República vindo a descaracterizar o modelo de Estado social, tendendo a convertê-lo num Estado de protecção minimalista, supletivo da protecção privada. E que o combate à pobreza e à exclusão está reduzido a medidas avulsas que visam fundamentalmente aliviar as carências mais prementes. Sérgio Aires deverá aproveitar a ocasião para recordar aos deputados DANIEL ROCHA que o Parlamento aprovou em 2008 uma resolução na qual reconheceu que a pobreza constitui uma violação dos direitos humanos. Parecelhe que a consequência natural de tal declaração seria a adopção de uma estratégia nacional. O perito apresentará, então, uma espécie de roteiro, com possíveis linhas de actuação. Recomendará que se comece por criar um grupo ad hoc na Assembleia da República tendo em vista a definição e a adopção de uma estratégia nacional de combate à pobreza. A pobreza, enfatiza, não depende só de políticas sociais, mas também de políticas económicas e financeiras. Em nome do grupo, defenderá que se avance para uma lei nacional de combate à pobreza, como a que existe em França. E que se crie uma forma de garantir que o Parlamento aprova leis à prova de pobreza. Como? Só se pronunciando sobre as propostas de leis depois de apurar o seu respectivo impacto. Que nada que aumenta a pobreza saia do Parlamento, sintetiza Sérgio Aires. A dita estratégia teria de ter objectivos e metas mensuráveis. E teria de ser avaliada em todos os seus pontos. Não caberia nos limites de um ministério. A Presidência do Conselho de ministros poderia assumir a pasta, quiçá o próprio primeiro-ministro, diz. Constituir-se-ia também uma comissão interministerial com a participação da chamada sociedade civil para desenvolver tudo isto. Criar um observatório Ainda conforme o manifesto, o relator sugerirá que se crie um observatório permanente da pobreza, encarregado de identificar causas e de fazer recomendações. O momento é crucial, diz. Até porque a União Europeia decidiu que 20% do Fundo Social Europeu deve ser aplicado no combate à pobreza. Seria toda uma mudança de paradigma no combate à pobreza e à exclusão, sintetiza Sérgio Aires. O novo paradigma implicaria envolver as pessoas que vivem em situação de pobreza e de exclusão social na procura de respostas. Uma vez por ano, realizar-se-ia um encontro na Assembleia da República. O encontro começa às 14h. Pelos partidos, segundo o programa a que o PÚBLICO teve acesso, estarão Artur Rego (CDS-PP), Catarina Martins (BE), João Oliveira (PCP), José Luís Ferreira (Partido Ecologista Os Verdes), Mercês Borges (PSD) e Sónia Fertuzinhos (PS).

17 PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 PORTUGAL 17 BARBARA RAQUEL MOREIRA Refer gasta 1,2 milhões para cuidar das pontes ferroviárias Os dados dizem respeito a 5 de Janeiro do corrente ano Portugal tem mais de 3,5 milhões de pensionistas Providência Quase três milhões de beneficiários pertencem ao regime geral. A Caixa Geral de Aposentações paga 613 mil pensões O número de pensionistas em Portugal ultrapassa os 3,59 milhões, quase três milhões do regime geral e 613 mil na Caixa Geral de Aposentações (CGA), segundo documentos oficiais a que a agência Lusa teve acesso. A Segurança Social (SS) paga pensões de velhice, mais por invalidez e pensões de sobrevivência, que totaliza pessoas no regime geral, dados actualizados até 5 de Janeiro deste ano. A CGA regista pensões de reforma, sobrevivência e outras, pagas a pensionistas da administração pública, que adicionadas às do regime geral totalizam utentes pagos, segundo cálculos efectuados pela Lusa com base nos documentos públicos disponíveis. A CGA divulga que correspondem a pagamentos por aposentação e reforma, e são retribuições por sobrevivência e outras, com um valor médio de pensão de 1.280,95 euros, à data de Dezembro de 2013, conforme os dados mais recentes e disponíveis no endereço electrónico https://www.cga.pt/ numeros.asp. As mulheres estão em número superior nas reformas nacionais da SS e representam quase 1,1 milhões de pensionistas, do total de reformas pagas pelo regime geral no final de 2014, sendo uma constante desde 2001 (http://www4.seg-social.pt/ estatisticas).a SS difunde nos documentos consultados pela Lusa que em 2013 pagava pensões por velhice a mulheres e a 1/3 do total de reformas pagas actualmente pela Segurança Social diz respeito a pensionistas de apenas três distritos: Lisboa, Porto e Setúbal homens (total ), em 2012 as mulheres representavam reformas e os homens (total ), e inscritas eram mulheres contra homens (total ) em Nas pensões de sobrevivência, as mulheres lideram com diferenças ainda maiores, no final do ano passado pensionistas eram mulheres contra homens, revelam os mapas estatísticos da SS. Lisboa, Porto e Setúbal representam mais de um terço do total de reformas pagas no presente pela SS, com , e pensionistas, respectivamente, inscreve o mapa de pensionistas por velhice por centro de processamento à data mais recente de actualização. Açores, Bragança e Beja são os distritos com menos reformados remunerados, , e pensionistas, respectivamente, consta dos mesmos mapas. A CGA é a responsável pela gestão do regime de Segurança Social dos funcionários públicos, e trabalhadores equiparados, admitidos até 31 de Dezembro de 2005 em matéria de pensões de aposentação, reforma dos militares e elementos das forças e serviços de segurança, e outras pensões relacionadas com o sector público, conforme a lei 131/2012 de 25 de Junho. Os utentes da CGA são funcionários e agentes administrativos da administração pública central, local e regional, professores do ensino particular e cooperativo e trabalhadores de algumas empresas públicas e sociedades anónimas de capitais públicos, ainda de acordo com a lei consultada pela Lusa. Segurança Carlos Cipriano Tratamento anticorrosivo vai proteger 21 pontes metálicas nas linhas do Norte, do Oeste e da zona de Lisboa A Refer adjudicou trabalhos de protecção anticorrosiva de 21 pontes metálicas no valor de 1,2 milhões de euros, com o objectivo de assegurar as condições de segurança da infra-estrutura ferroviária, anunciou a empresa em comunicado. Nove destas pontes estão na linha do Oeste, três na linha do Norte e nove nas linhas suburbanas de Lisboa, Xabregas e da linha da Cintura. A Refer salienta que estas obras se tornam necessárias tendo em conta que a humidade, salinidade ou a poluição originam um elevado grau de agressividade e desgaste do esquema de pintura, pelo que estes trabalhos são decisivos para garantir a segurança e fiabilidade destes equipamentos. A metodologia de inspecção e manutenção das pontes ferroviárias obedece a uma tradição muito antiga e muito rigorosa. Muitas pontes ferroviárias são contemporâneas da ponte de Entre-os-Rios, travessia rodoviária que colapsou em 2001, provocando a morte de 59 pessoas. De 15 em 15 meses as brigadas de manutenção inspeccionam todas as pontes de caminho-de-ferro do país, verificando os aparelhos de apoio e de dilatação MARIA DO ROSÁRIO TINOCO DE SOUSA DIAS CADETE FERRÃO Faleceu Sua Família participa o seu falecimento e que o funeral se realiza hoje, dia 18, às 12:00 horas da Igreja dos Jerónimos para o cemitério dos Olivais. Será celebrada Missa de corpo presente às 11:30 horas. Agência Funerária Restelo Servilusa - Número Verde Grátis Serviço Funerário Permanente 24 Horas e os sistemas de drenagem. Periodicamente procede-se à sua limpeza, lubrificação, enchimento de fendas e reaperto das ligações. De cinco em cinco anos são medidas ao milímetro as inclinações dos pilares, os deslocamentos dos aparelhos de apoio e as juntas de dilatação. Isto sempre em estações do ano diferentes, para se ter uma ideia do comportamento da ponte sob condições climatéricas opostas. Periodicamente são ainda feitas inspecções subaquáticas para ver o estado dos pilares. É graças a este rigor metodológico que a Refer está tranquila quanto à improbabilidade de ocorrer um acidente como o da ponte de Entre-os-Rios. A especificidade das pontes ferroviárias levou a que, na fusão em curso entre a Refer e a Estradas de Portugal, se mantivessem a manutenção e a conservação em departamentos separados. Mas já a inspecção entendeu que podia ser fundível, situação que preocupa o ex-director-geral da Refer Andrade Gil. A diferença entre o grau de exigência na inspecção de pontes rodoviárias e ferroviárias é enorme. Andrade Gil dá um exemplo fácil de compreender: o pequeno solavanco que os carros sentem ao passar nas pontes pode resultar de desníveis de um ou dois centímetros. No caminho-de-ferro isso é impensável, pois o rigor de uma via férrea é medida em milímetros. O nível de exigência é diferente, diz este especialista, que, com a fusão, receia que a Refer seja contaminada por um menor rigor da Estradas de Portugal nesta área.

18 18 LOCAL PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 Câmara de Lisboa aprecia projecto imobiliário em solos contaminados APL e CCDRLVT emitiram pareceres contra o licenciamento devido à contaminação, mas não só. Autarquia começou a apreciar o projecto um ano antes de a minuta do contrato de urbanização ser aprovado apenas com os votos do PS Urbanismo José António Cerejo O fundo Fimes Oriente, que detém 80% dos terrenos da antiga fábrica do gás da Matinha, junto ao Parque das Nações, pediu licença à Câmara de Lisboa, no final de 2013, para avançar com um loteamento de 771 apartamentos, em prédios que chegam aos 21 pisos, sem nada dizer sobre a descontaminação dos solos, exigida pelo plano de pormenor da zona. A inexistência de qualquer referência ao processo de descontaminação foi uma das razões que levaram a Administração do Porto de Lisboa e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) a emitirem pareceres desfavoráveis à aprovação do loteamento, que continua pendente na Câmara de Lisboa. A urbanização, cujo licenciamento foi requerido pelo Fimes Oriente, um fundo criado em 2004 no quadro do Grupo Espírito Santo (GES) e gerido pela Gesfimo, uma sociedade pertencente a uma holding do mesmo grupo já falida, é a primeira de um total de quatro a executar na área do Plano de Pormenor da Matinha (PPM). Este plano foi desenvolvido para a Gesfimo entre 2004 e 2012 pelo atelier Risco, de que era principal accionista o vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, e que actualmente é detido pelos filhos e pela primeira mulher. A execução do PPM por fases, requerida pelo fundo, foi aprovada em Novembro de 2012 pelo próprio Manuel Salgado, embora este não tenha subscrito outras decisões camarárias relacionadas com a Matinha por ser um dos autores do plano. De acordo com o faseamento aprovado, o Fimes Oriente requereu a aprovação do primeiro loteamento previsto, o qual deverá ocupar um total de cerca de 10 hectares, oito dos quais lhe pertencem, cabendo os 2,9 restantes ao município. O projecto apresentado baseia-se num conjunto de pressupostos constantes da minuta de um contrato de urbanização que só foi aprovado pela câmara mais de um ano depois, em Fevereiro passado, com os votos favoráveis dos vereadores do PS e a abstenção de todos os outros. Este contrato, que ainda não foi assinado, estabelece as obrigações das partes envolvidas na urbanização de toda a área do plano, determinando, nomeadamente, a forma de repartição dos seus custos e benefícios entre os diferentes proprietários. No entanto, o seu conteúdo compromete apenas o município e a Gesfimo, já que os restantes se opuseram frontalmente a ele, caso das empresas Aermigeste e Exportadora M. Saldanha, ou manifestaram sérias reservas quanto ao seu conteúdo (APL Administração do Porto de Lisboa), ou optaram por não se pronunciar (Lisboagás). Resolver o problema da contaminação implica custos de 4,9 milhões de euros Até agora, a CCDRLVT não recebeu qualquer processo relativo à descontaminação As duas primeiras empresas detêm ali cerca de 6 mil m2 e não só rejeitaram formalmente o contrato de urbanização, por o considerarem contrário aos seus interesses e direitos, como se opõem desde o início ao PPM e ao faseamento da sua execução aprovado a pedido do Fimes. No caso da APL e da Lisboagás, ambas disputam nos tribunais, desde há vários anos, a propriedade de uma área de cerca de quatro hectares (40 mil m2) na qual o plano prevê a implantação de infraestruturas rodoviárias essenciais à sua execução. Na altura em que o projecto do primeiro loteamento, elaborado pelo Risco e coordenado pelo arquitecto Tomás Salgado (filho do vereador do Urbanismo), foi submetido à câmara, em Dezembro de 2013, já esta sabia das objecções dos restantes proprietários. Os responsáveis municipais entenderam, todavia, que isso não era impeditivo do início da execução do plano e da celebração do contrato de urbanização. No entanto, a APL, que tem jurisdição sobre uma parte da área, tal como a CCDRLVT e a Refer, também por via das suas competências legais, tinham uma palavra essencial a dizer em relação ao projecto de loteamento, pelo que foram consultadas pela autarquia no início de Mas ainda antes de se pronunciarem, já os serviços de Urbanismo do município, em Fevereiro do ano passado, tinham chamado a atenção para o facto de o Fimes Oriente não ter entregue o certificado de descontaminação dos solos exigido pelo regulamento do PPM. Dias depois chegou à câmara o parecer desfavorável emitido pela APL, desde logo por o projecto ignorar a questão da descontaminação e por não ter sido apresentado o Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição exigido por lei. O documento suscita também várias questões relacionadas com as acessibilidades à futura urbanização e com as suas implicações nos acessos à zona portuária. Por último, os serviços da APL aproveitam para defender uma negociação aprofundada do contrato de urbanização [cuja minuta, aprovada pela câmara em Fevereiro deste ano, já estava então elaborada], capaz de esclarecer cabalmente todos os proprietários acerca das implicações das transformações preconizadas, assim como do tempo, do modo e dos custos do seu efectivo envolvimento no processo. O mesmo parecer nota que o projecto de loteamento em apreço se enquadra num ambicioso programa de realização ou alteração de obras de infra-estruturas, cujas implicações, Em 2013, a Fimes Oriente pediu uma licença para construir 771 apartamen Gesfimo diz que os terrenos não são do GES O qualquer entidade Fimes Oriente não é detido directa ou indirectamente por pertencente ao GES, disse ao PÚBLICO, por , um responsável da Espírito Santo Property, empresa detida pela falida Rio Forte e dona da Gesfimo, gestora daquele fundo. Alexandre Torres Pereira, que já foi administrador da Gesfimo, adiantou que as unidades de participação [acções] do Fimes Oriente são totalmente detidas por empresa pertencente a 100% ao Novo Banco. O último relatório de gestão daquele fundo, relativo a 2013, esclarece que nessa altura a totalidade do capital do Fimes Oriente era detida pela seguradora Ges Vida, de que o BES se tornou o único proprietário em 2012, depois de comprar os 50% detidos pelo Crédit Agricole. Na sequência da resolução do BES no ano passado, a Ges Vida passou a integrar o Grupo Novo Banco, mudando o nome para GNB Seguros Vida. De acordo com Alexandre Torres Pereira, a actual situação da Rio Forte/ES Property não interfere com o objectivo da Gesfimo/Fimes Oriente de obter o licenciamento municipal do loteamento submetido a aprovação e não afecta as acções a desenvolver pela Gesfimo em relação ao Fimes Oriente. A mesma fonte acrescenta que a Gesfimo prevê

19 PÚBLICO, SEG 18 MAI tos nos terrenos da antiga fábrica do gás da Matinha iniciar a construção das infraestruturas logo que obtenha o respectivo licenciamento, sendo prematuro avançar datas para a construção dos edifícios. A empresa salienta que este primeiro loteamento se desenvolve integralmente em terrenos do Fimes Oriente e que as infra-estruturas necessárias à sua execução serão suportadas exclusivamente por este fundo. Quando à descontaminação dos solos, confirma que não foi ainda pedido o seu licenciamento, estando em conclusão os respectivos estudos. A descontaminação, também, antecederá qualquer obra de infra-estruturas a executar no terreno, conforme determinado pelo plano de pormenor. DANIEL ROCHA na perspectiva dos interesses da APL, estão longe de ser claras. Contactada pelo PÚBLICO na semana passada, a presidente da APL, Marina Ferreira, fez questão de salientar que os termos deste parecer podem transmitir uma noção de conflitualidade que não corresponde à realidade do dia-a-dia uma vez que existe uma grande articulação entre a entidade que dirige e os serviços do município. Sustentando-se na posição da APL e da Refer, que também se pronunciou contra o projecto por razões que se prendem com a proximidade de alguns edifícios à linha férrea, a CCDRLVT emitiu um parecer igualmente desfavorável em meados de Março do ano passado. O conteúdo desse parecer, juntamente com as reservas dos seus próprios serviços, levou depois o director municipal de Urbanismo a indeferir o pedido de licenciamento do Fimes Oriente em Abril do ano passado. Dois meses depois, o promotor apresentou um conjunto de alterações subscritas pelo Risco, mas os serviços municipais voltaram a considerar que o processo não reunia as condições necessárias para ser aprovado. Já em Dezembro foram entregues novos elementos, que levaram a Refer a mudar de posição, dando luz verde ao projecto, devido à deslocalização de alguns edifícios. Entre os novos elementos apresentados, conta-se um estudo de descontaminação dos solos da responsabilidade da empresa Egiamb. A CCDR e a APL, porém, não voltaram a pronunciar-se, razão pela qual, já em Janeiro deste ano, os técnicos municipais defenderam, até agora sem êxito, um novo indeferimento do processo. No mês seguinte, dias depois de os vereadores do PS aprovarem a minuta do contrato de urbanização actualmente à espera de uma deliberação da assembleia municipal para ser assinado, uma outra informação técnica da câmara refere que a aprovação do loteamento mantém-se pendente devido à pronúncia da APL, que até ao momento, do que se conhece, é desfavorável. Quanto à descontaminação, o estudo apresentado pelo Fimes Oriente adianta que a resolução do problema obrigaria a remover metros cúbicos de solos contaminados. O custo estimado para a escavação, transporte e deposição dos resíduos em aterro licenciado é de 4,9 milhões de euros. Nos termos da lei, o estudo em causa terá de ser objecto de parecer da CCDRLVT, entidade à qual compete o licenciamento das operações de descontaminação. Até agora ainda não lhe foi submetido qualquer processo referente a este assunto. De acordo com a presidência deste organismo não se identifica na CCDRLVT qualquer processo relativo a descontaminação de solos na Matinha, Lisboa, o mesmo sucedendo com a Agência Portuguesa do Ambiente. Nos últimos dois meses a Câmara de Lisboa viabilizou dois outros grandes projectos imobiliários polémicos para construir em terrenos que são propriedade de empresas ligadas ao universo Espírito Santo. Um deles prende-se com a construção de um edifício de 17 pisos em Picoas. O outro tem a ver com a construção de uma grande urbanização na zona da Gare do Oriente, em terrenos onde a Petrogal esteve instalada até à realização da Expo 98. Golfe Agora o Público acompanha diariamente tudo o que se passa no mundo do publico.pt/desporto/golfe

20 20 ECONOMIA PÚBLICO, SEG 18 MAI 2015 Governo pede parecer para garantir que Azul cumpre regras da UE na TAP Advogados da Freshfields foram contratados para avaliar se o consórcio de David Neeleman, candidato à privatização, respeita proibição de investidores não-europeus controlarem companhias de aviação da UE Privatizações Raquel Almeida Correia O Governo não quer correr o risco de a privatização da TAP morrer na secretaria e, por isso, contratou uma sociedade de advogados estrangeira para avaliar se os investidores que apresentaram ofertas na sexta-feira respeitam as regras da União Europeia (UE) no que diz respeito ao controlo de companhias de aviação. Essa análise incidirá necessariamente sobre a proposta de David Neeleman, dono da Azul, já que os restantes candidatos não terão qualquer problema a este nível. Tanto Germán Efromovich, que tem passaporte polaco, como o empresário português Miguel Pais do Amaral, respeitam, logo à partida, a norma que impede não-europeus de controlarem empresas do sector. A Freshfields é a sociedade de advogados que foi contratada para fazer esta avaliação, que o Governo quer que esteja concluída dentro de menos de 15 dias. Isto porque a intenção é que a próxima grande decisão sobre a venda da TAP seja tomada no Conselho de Ministros de 28 de Maio. Neste dia, o executivo decidirá se escolhe o vencedor da privatização ou se abre um período para negociação das ofertas apresentadas. Ou seja, terá já de ter na mão nessa altura este parecer jurídico para tomar a decisão. Mas a primeira entidade a pronunciar-se sobre este tema será o regulador do sector, a Autoridade Nacional da Aviação Civil. Não existe um prazo para que o supervisor emita o seu parecer, mas também está implícito que este chegue à mesa do Governo até 28 de Maio. A estrutura de investidores montada para concorrer à TAP é um tema muito sensível. Até porque Efromovich, que entrou nesta privatização sozinho, não está disposto a baixar os braços se Neeleman vencer e houver dúvidas sobre o cumprimento das regras comunitárias. Fonte próxima do empresário, dono do grupo sul-americano Avianca, adiantou na semana passada ao PÚBLICO que, se essa situação se confirmar, a operação será impugnada. A necessidade de contratar a Freshfields, que já tem acompanhado dossiers deste tipo, prende-se Governo quer tomar decisões importantes sobre a TAP já no Conselho de Ministros de 28 de Maio com o facto de as regras da UE não serem totalmente claras. Os investidores não-europeus estão impedidos de deter mais de 49,9% do capital, já que as normas estabelecem que não podem ser maioritários. Mas a legislação também os proíbe de controlar companhias do espaço comunitário. Ou seja, mesmo não sendo os maiores accionistas, também não podem mandar nos destinos das em- presas, o que, na prática, se traduz por exemplo em limitações na nomeação de administradores. O dono da Azul sempre esteve ciente destes obstáculos e, por isso, tentou rodear-se de aliados. Um deles é o empresário português Humberto Pedrosa, dono da Barraqueiro (ver texto ao lado). A restante composição ainda é desconhecida, embora se antecipe que Neeleman DANIEL ROCHA tenha conseguido mais reforços. Ao que o PÚBLICO apurou, o consórcio que lidera deixou o Governo algo preocupado, mas o acordo parassocial (contrato celebrado entre os sócios) trouxe maior tranquilidade, já que deverá impor uma limitação de poderes ao investidor norte-americano para cumprir a lei. A análise mais fina caberá, porém, à Freshfields. Só com um parecer jurídico que dê conforto é que o executivo poderá vender a TAP ao dono da Azul. E, mesmo assim, não é certo que não se siga uma batalha judicial ou mesmo acções de fiscalização por parte da Comissão Europeia, que tem estado muito atenta a estas questões. Ainda em 2014, abriu um conjunto de investigações a transportadoras aéreas europeias para determinar se são realmente detidas e controladas por investidores da UE. Venezuela condiciona preço A próxima semana será decisiva para a privatização da companhia. Até quarta-feira, a administração da TAP tem de dar um parecer sobre as três propostas apresentadas, no que ao projecto estratégico diz respeito. E, até sexta-feira, é a vez de a Parpública, a holding que detém as acções da companhia, se pronunciar do ponto de vista financeiro. O PÚBLICO apurou que, no caso de Efromovich, que regressa depois de a primeira tentativa de comprar a TAP ter falhado em 2012, o dinheiro que está disposto a oferecer vai depender da capacidade do Estado para recuperar os 120 milhões de dívidas que estão retidos na Venezuela e em Angola. O empresário quer ver o problema resolvido pela via diplomática e só com um desfecho positivo estará disponível para aumentar a proposta pela participação de 34% que se mantém, por agora, no universo público. A proposta prevê 35 milhões de euros por 100% da empresa, 12 novos aviões e 250 milhões de capitalização (125 milhões nos primeiros 12 meses e a restante fatia nos 12 meses seguintes). O dono da Avianca pretende distribuir entre 10% a 20% dos lucros pelos trabalhadores com base no mérito, e, tal como Expresso noticiou no fim-de-semana, planeia fazer do aeroporto de Beja o centro nevrálgico do transporte aéreo de carga para a Europa. Já Neeleman, cuja proposta ainda é relativamente desconhecida, também quer partilhar 10% dos lucros, mas por todos os funcionários e, também de acordo com o Expresso, planeia aumentar a frota da TAP em mais 53 aviões. Da oferta de Miguel Pais do Amaral sabe-se ainda muito pouco, a não ser que concorre através da sua holding pessoal, a Quifel.

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