NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO"

Transcrição

1 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO JOSE LUIZ QUADROS DE MAGALHÃES * Não vamos neste ponto repetir o que já foi escrito de forma competente por diversos juristas contemporâneos. Cada um, dentro de seu marco teórico, desenvolveu reflexões importantes que devem ser conhecidas e estudadas. Vamos aqui desenvolver nossas reflexões sobre o tema, procurando oferecer uma contribuição a este debate. As reflexões que se seguem são construções teóricas efetuadas a partir do debate com o pensamento dos autores acima citados entre outros, e no que diz respeito especialmente a questão do conflito de princípios, a partir do dialogo com as obras de Robert Alexy e Ronald Dworkin, tomando este ultimo como referencial teórico capaz de nos oferecer maior segurança diante da incerteza, relatividade e complexidade descoberta. O Direito Constitucional evolui com grande velocidade nestes anos de crise. Podemos dizer que nunca na história, a comunicação entre os dois grandes sistemas ocidentais de Direito, ocorreu com tanta intensidade, trazendo contribuições importante um para o outro. * Professor na UFMG

2 100 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS A mudança da compreensão do significado do que é Constituição ocorre a partir de exigências de um mundo dinâmico e complexo. Constituição não é texto e Direito não é regra e não pode ser assim considerado, sob pena de se tornar obsoleto. É inimaginável a possibilidade do parlamento acompanhar e prever todas as possíveis situações fáticas decorrentes dos avanços da tecnologia (biomédica, biotecnologia, tecnologia das comunicações, tecnologia da produção entre outras), na vida das pessoas. A vida se mostra muito mais complexa do que a ciência (simplificadora por exigência) e os seres humanos felizmente não se adequam aos sistemas prontos. Assistimos desmoronar diante de nossos olhos os sistemas teóricos econômicos, sociais e políticos construídos durante os séculos XVIII e XIX e implementados nos séculos XIX e XX. Assim vimos morrer a promessa liberal, o socialismo real, nos conformamos ao adiamento do sonho comunista e anarquista assim como assistimos propostas que se diziam mais realistas, e portanto mais tímidas, como a social democracia, o social cristianismo, entrarem em crise radical. Assistimos, hoje, patéticos economistas televisivos, arrogantes e presunçosos, afirmarem que não há salvação fora de suas pobres teorias (daí o caos em que vivemos) que mandam no mundo (teorias que transformaram os seres humanos em pouco mais que ratos que reagem a estímulos de consumo e poupança). A economia neoliberal (neoconservadora) se transformou em uma nova religião inquestionável. Felizmente começa a ser desmascarada e lentamente abandonada. Diante deste mundo surpreendente o desafio é perceber sua complexidade, sua diversidade e sua relatividade. Diante disto uma nova consciência jurídica começa a se expandir. A superação de um legalismo pobre é exigência do nosso tempo. O Direito não pode ser resumido a regra pois não há a possibilidade de previsão de regras para solucionar todos os conflitos de um mundo

3 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 101 complexo. O Direito principiológico vinculado a história, vinculado ao caso concreto se tornou uma exigência democrática. Para compreendermos as origens históricas das reflexões contemporâneas do Direito Constitucional, e como antes das teorizações elas já eram realidades históricas, vamos começar a estudar esta questão através da compreensão da contribuição do Direito constitucional inglês e norte americano para o Direito contemporâneo, que é neste sentido (enquanto método e processo), global ou universal. 1- O constitucionalismo inglês A Constituição inglesa (ou o constitucionalismo inglês para alguns) começa a nascer simbolicamente com a Magna Carta de Três são as instituições protagonistas da histórica constitucional inglesa: o Rei, a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. O predomínio de cada um destes protagonistas marca períodos da história política e constitucional do Reino. No período que vai de 1215 até o século XVII, predomina a autoridade do Rei, marcando um período monárquico. Entre o século XVII e meados do século XIX prevalece a Câmara dos Lordes, marcando o período aristocrático, e, desde de final do século XIX até os dias de hoje ocorre o predomínio da Câmara dos Comuns, que seria então o período democrático. Alguns autores vêem no século XVIII um período misto, onde então ocorreria uma união ideal das três formas clássicas de governo: a monarquia, a aristocracia e a democracia. 1 Muitos equívocos foram cometidos a respeito da Constituição inglesa. Dizia-se que a Inglaterra 2 (leia-se Reino 1 MIRANDA, Jorge. Teoria do Estado e da Constituição, Editora Forense, Rio de Janeiro, 2002, pagina A Inglaterra integra a partir de 1602 uma união pessoal com Escócia e país de Gales e a partir de 1707 uma União real formando o Reino Unido da Grã Bretanha e da Irlanda, sendo parte integrante da Grã Bretanha a Inglaterra, Escócia e País

4 102 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS Unido) não tinha Constituição ou então que não tinha Constituição escrita, duas incorreções. Alguns começaram a separar o inseparável, a constituição moderna de constitucionalismo, afirmando que na Inglaterra e Israel, entre outros havia constitucionalismo sem Constituição (bobagem). O equivoco estava em reduzir a Constituição a sua forma, não compreendendo que Constituição pode até ser forma e pode até ser matéria específica, historicamente localizada, mas seu único elemento permanente é a sua hermenêutica, a Constituição sempre será interpretação, compreensão, leitura histórica, e, portanto, temporal e geograficamente localizadas. Aliás constituição é vida e vida é interpretação. Tudo é interpretação e a interpretação é história, cultura, vida, e portanto complexidade. Para fins de referencial histórico a maior parte dos autores mencionam a Magna Carta de 1215 como o marco inicial de formação da Constituição Inglesa. A Magna Carta não é a primeira Constituição mas nela podemos encontrar os elementos essenciais do constitucionalismo moderno: limitação do poder do Estado e declaração de direitos da pessoa. A Constituição inglesa a partir de então começa a se construir sobre um tripé cuja a Magna Carta constitui apenas o início: a) as leis escritas produzidas pelo parlamento que podemos chamar de Statute Law. As leis constitucionais produzidas pelo parlamento são Constituição não porque são elaboradas por um poder de Gales. Com a guerra de independência da Irlanda, esta transformou-se em República, permanecendo entretanto parte do território da Irlanda, a parte de maioria protestante ao norte, vinculada ao Reino Unido, formando assim a Irlanda do Norte. A partir daí constituiu-se o Reino Unido da Grã-bretanha e Irlanda no Norte.

5 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 103 constituinte originário ou derivado, ou por observarem procedimentos legislativos especiais, mas são Constituição, por tratarem de matéria constitucional, ou seja, limitação do poder do estado com distribuição de competência e organização da sua estrutura e território e a declaração e proteção dos direitos fundamentais da pessoa; b) as decisões judiciais de dois tipos: o Common Law e os Cases Law. Por Common Law compreendemos as decisões judiciais (escritas) que incorporam costumes vigentes à época. Por Cases Law temos as decisões judiciais que se traduzem por interpretações e reinterpretações, leituras e releituras das normas produzidas pelo parlamento; c) e a terceira base, as Convenções constitucionais, que são acordos políticos efetuados no parlamento, não escritos, de conteúdo constitucional (entenda-se por conteúdo constitucional aqui as normas de organização e funcionamento do Estado, distribuição de competência e limitação do poder do Estado e as declarações e posteriormente garantias de direitos fundamentais). Como se vê, a Constituição inglesa existe, e é essencialmente escrita pois dois dos três pilares de sua estrutura são escritos. Importante ainda ressaltar que as Convenções constitucionais não escritas, são obrigatórias, e por força da tradição, são de difícil alteração. Uma Convenção constitucional pode se transformar em lei do Parlamento, e neste caso o seu cumprimento ou não pode ser objeto de decisão judicial. Entretanto, enquanto Convenção constitucional, esta é de competência do parlamento, e o fato de uma ruptura com uma Convenção não autoriza o Judiciário a decidir sobre o fato.

6 104 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS Em outras palavras devemos entender o seguinte: uma Convenção constitucional é um acordo parlamentar não escrito, alguns durando séculos, que têm enorme força, sendo de difícil alteração. Entretanto, para romper com uma Convenção, basta não mais aplicá-la. Este fato para nossa cultura pode parecer fácil, mas, na cultura inglesa, extremamente tradicional, é difícil acontecer. Uma vez rompido com o acordo, está rompido, e este rompimento não pode ser objeto de análise do Judiciário. O que nos interessa no constitucionalismo inglês é a sua contribuição para o constitucionalismo norte-americano, que influenciou fortemente o constitucionalismo brasileiro a partir de A sua contribuição principal neste caso não está na força do parlamento, mas na força do Juiz. O Judiciário constrói a norma justa aplicável ao caso concreto. Se esta norma construída pelo Judiciário cuida de matéria constitucional, ela é Constituição. O que acabamos de dizer vem a ser teorizado com maior consistência no século XX, entretanto é praticado a séculos. Esta construção e reconstrução da compreensão da Constituição inserida na realidade econômica, social, cultural e política, é fato, que passa a ser melhor teorizado na segunda metade do século XX. A Constituição inglesa é de extrema complexidade, pois não foi construída sobre uma única base, um texto constitucional produto de um poder constituinte originário, sistematizado, codificado, dividido em títulos, capítulos, seções, artigos, incisos e alíneas, mas é formado por diversas leis que são interpretadas, reinterpretadas e formalmente modificadas, isto tudo somado a Convenções não escrita acordadas no parlamento, o que torna a compreensão da Constituição Inglesa extremamente difícil para nós. Não há na história constitucional inglesa um poder constituinte originário, eleito para elaborar a Constituição

7 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 105 dissolvendo-se depois desta tarefa, restando um poder constituinte derivado de reforma atuante a qualquer momento, desde que cumpridos os requisitos formais. Podemos dizer que não há na Inglaterra um poder constituinte originário nem derivado, mas um poder constituinte permanente que atua no legislativo, judiciário e na cultura política. A idéia britânica da soberania do parlamento reside na afirmação antiga de que o parlamento (as câmaras e o rei) podem adotar qualquer lei. Assim não existe norma superior à lei e logo uma lei de conteúdo constitucional pode a qualquer momento ser modificada por uma lei ordinária. A lei constitucional não o é por ter procedimento legislativo diferente mas somente pelo seu conteúdo. Alguns ainda defendem a idéia de que aquilo que a rainha faz em seu parlamento é direito e não há limites ao que pode fazer o parlamento (ao menos limites jurídicos por ser obvio a existência de limites históricos, fáticos). Assim os Tribunais não podem recusar a aplicação de uma lei sob o fundamento de invalidade ou inconstitucionalidade, recusando-se portanto um mecanismo judicial de controle de constitucionalidade das leis produzidas pelo parlamento. 3 Entretanto recentemente a um forte movimento em defesa da adoção de uma declaração de direito, de uma codificação dos direitos e liberdades com um valor supralegislativo e logo suscetível de um controle de constitucionalidade. Esta tese ainda é minoritária mas mudanças importantes vem ocorrendo com a condição do Reino Unido de Estado Membro da União Européia. O Ato dos Direitos Humanos adotado em 1998 tornou a Convenção Européia de Direitos Humanos diretamente aplicável. Embora a Convenção não tenha superioridade em relação as 3 HAMON, Francis; TROPER, Michel e BURDEAU, Georges. Direito Constitucional, 27 edição, Editora Manole, Barueri, São Paulo, 2005, página 197.

8 106 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS leis ordinárias do parlamento, um deputado que proponha uma lei deve fazer uma declaração sobre a compatibilidade desta com a Convenção. Os Tribunais continuam não podendo anular uma lei do parlamento, mas devem, no caso de conflito entre uma lei do parlamento e a convenção, promover uma interpretação que as tornem compatíveis. Sendo impossível a compatibilização, esta deve ser declarada pelo Tribunal. O juiz não pode afastar a aplicação da lei parlamentar mas para por fim ao conflito o primeiro ministro pode emendar a lei sem voltar ao caso concreto que gerou o conflito. 4 Outro aspecto importante da tradição jurídica inglesa, que decorre de maneira lógica de tudo o que foi dito, é o recurso ao precedente, como fonte do direito constitucional. Os precedentes judiciais são Constituição, na forma de decisões que incorporam tradições e costumes, e nas interpretações e reinterpretações da lei produzida pelo parlamento. Importante lembrar que a jurisdição suprema do Reino Unido é exercida pela Câmara dos Lordes que é também integrante do legislativo. A Câmara dos Lordes era composta em 1999 de 758 pares hereditários e 542 pares vitalícios indicados pela Rainha ou indiretamente pelo Primeiro Ministro, e 25 pares espirituais, bispos da Igreja Anglicana. Com as recentes reformas do governo Trabalhista de Tony Blair, os lordes hereditários deixam de existir e se inicia um processo de democratização da Câmara dos Lordes com a eleição de pares ao lado dos pares vitalícios nomeados pelo Primeiro Ministro por intermédio da Rainha. A reforma no sistema de designação do lorde vitalícios ainda não foi implementada. Com a implementação os lordes hereditários perderão suas cadeiras com a exceção de 92 que permanecerão por serem selecionados por eleição. Finalmente acrescente-se 4 HAMON, Francis; TROPER, Michel e BURDEAU, Georges. Direito Constitucional, ob.cit., página 197.

9 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 107 que, com as sucessivas restrições históricas ao poder da câmara dos lordes, a participação desta no processo legislativo se resume a possibilidade de vetos suspensivos que prorrogam a entrada em vigor de uma lei por no máximo um ano. 5 O precedente não se equivale ao que chamamos entre nós de súmula. A súmula é uma redução absurda do caso, onde uma ementa elimina toda a sua complexidade. O pior é determinar que esta sumula dos Tribunais Superiores ou do Supremo Tribunal Federal, vincule as decisões de todos os órgãos do Poder Judiciário. Para entendermos a absurda simplificação de uma sumula, e a desumanização do processo no Judiciário quando impomos sua vinculação, devemos compreender o significado de um precedente. A riqueza do precedente, e a sua contribuição para as compreensões da hermenêutica constitucional contemporânea, está no fato de que o precedente não se resume a uma súmula (uma ementa) mas leva em consideração toda a lógica argumentativa desenvolvida pelas partes no decorrer do processo assim como o fundamento das decisões, incluindo os argumentos de votos vencidos. Neste sistema de precedentes as partes devem demonstrar que, levando em consideração a situação histórica do caso em julgamento, com todo o seu pano de fundo social, cultural, econômico, pessoal entre outros aspectos, um precedente se aplica ou não, qual precedente se aplica, ou ainda se é necessário criar um novo precedente. Neste sentido podemos dizer que um precedente não se revoga mas é superado pela história, cultura e valores vigentes nas sociedades, sempre em transformação. Partindo desta experiência podemos resistir a estupidez das simplificações impostas, utilizando a mesma lógica para rechaçar a aplicação de uma súmula. Para evitar a desumanização do 5 HAMON, Francis; TROPER, Michel e BURDEAU, Georges. Direito Constitucional, ob.cit., página 205.

10 108 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS processo é necessário demonstrá-la, ou seja, é necessário demonstrar em cada caso a sua natureza única, a sua especificidade e a razão por que a súmula não se aplica. Isto posto passamos a análise do constitucionalismo norteamericano, modelo este que contribuiu diretamente para nossa história constitucional. O constitucionalismo norte americano se aproxima do nosso uma vez que, a partir da experiência inglesa e da teoria francesa, os norte-americanos elaboraram um texto, produto de um poder constituinte originário, rígido, sintético, e essencialmente principiológico, o que permite a força do Judiciário na construção e reconstrução de sua interpretação. Embora não tenhamos uma constituição com um texto sintético e principiológico, como a Constituição norte-americana, a influência do constitucionalismo norte-americano, a partir da nossa Constituição de 1891, ocorreu principalmente com a criação do controle difuso de constitucionalidade. A introdução desta forma de controle no Brasil permite que recebamos importante contribuição teórica e prática, que ocorre com a introdução da idéia de construção de um sentido mais amplo e democrático do conceito de jurisdição constitucional. Esta contribuição é hoje importante para o direito constitucional em todo o mundo. 2- O constitucionalismo norte-americano De forma diferente do constitucionalismo inglês, nos Estados Unidos houve um poder constituinte originário que produziu em 1787 um texto codificado, rígido e sintético com aspecto essencialmente principiológico e inicialmente político, incorporando a declaração de direitos individuais fundamentais a partir da dez emendas que constituíram o Bill of Rights. O constitucionalismo estadunidense criou o sistema de governo presidencial, o federalismo, o controle difuso de constitucionalidade, mecanismo sofisticados de freios e

11 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 109 contrapesos e uma Suprema Corte que protege a Constituição, sendo sua composição uma expressão do sistema de controle entre os poderes divididos. Sobre a constituição norte-americana muito tem sido dito, e por isto, muitos são também os equívocos. Primeiro diz-se que os Estados Unidos tiveram apenas uma Constituição, mas esta não parece ser a compreensão de seus interpretes e estudiosos. Alguns autores afirmam encontrar-se nos EUA ao menos três constituições, outros falam em sete constituições diferentes. Isto significa que, embora desde 1787 o texto com sete artigos permaneça em vigor com 27 emendas, ocorreram modificações interpretativas que atribuíram sentidos diversos aos significantes do seu texto, e estas mudanças de compreensão geraram novos direitos. Para compreender o que foi dito é importante lembrar que Constituição não é texto. O texto é um sistema de significantes aos quais atribuímos significados. Neste sentido toda leitura de um texto, significa atribuição de sentidos e atribuição de sentidos significa atribuir valores, valores estes que mudam com a mudança da sociedade. A sociedade muda através das contradições e conflitos internos e externos. Logo, quando muda a sociedade, mudam os valores, logo mudam os conceitos das palavras (significantes), aos quais portanto passamos atribuir novos significados. O processo evolutivo da Constituição dos EUA ocorre principalmente através das suas mutações interpretativas, decorrentes da evolução de valores de uma sociedade em permanente conflito. Jorge Miranda 6 afirma que a constituição norte-americana é simultaneamente rígida e elástica. Rígida porque a alteração 6 MIRANDA, Jorge. Ob.cit.p.84

12 110 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS formal de seu texto é complexa e diferenciada do processo legislativo de elaboração de uma lei ordinária. Para alterar o texto ou promover emendas aditivas ou supressivas é necessária a participação dos Estados membros da federação em um processo lento e complexo. Isto explica em parte o número reduzido de emendas. Entretanto o principal motivo da existência de poucas mudanças formais do texto, através de emendas, é o fato de que, este texto sintético e principiológico permite amplas mutações interpretativas, mudança de compreensão de seu sentido e do conceito de seus princípios, que torna desnecessária o recurso constante a mudança do texto, pois muda-se a Constituição mudando o seu sentido, a sua compreensão, sem ter que mudar o texto. Importante ressaltar que a mudança interpretativa tem limites, impostos pelo próprio texto. Logo, um texto sintético, que contenha mais princípios do que regras 7 permite maiores mudanças interpretativas, do que um texto analítico, com excesso de regras, que travem a mudanças de compreensão dos princípios. Quanto mais detalhado o texto, quanto mais regras, quanto maior o detalhamento do texto, que em alguns casos pode construir modelos, conceitos e traduzir valores, menor o espaço para as mudanças interpretativas. Entretanto podemos dizer que mesmo um texto detalhado, minucioso também muda de sentido, embora o espaço da mudança seja menor. Podemos concluir neste aspecto, que, ao contrário do que se diz, a Constituição dos EUA não é pequena pois o seu texto sintético permite construções interpretativas muito amplas, fazendo que a constituição dos EUA, juntamente com a Inglesa, seja uma das maiores Constituições do planeta, pois para compreendê-la é necessário buscar a leitura que os tribunais fazem do seu texto. Integram a Constituição as decisões judiciais que dão densidade aos seus princípios diante do caso concreto. 7 mais adiante vamos tratar da diferença entre princípios e regras

13 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 111 Este é o ponto que nos interessa de perto para a construção da idéia de jurisdição constitucional: o que ocorre nos EUA ocorre em outros sistemas, com intensidade diferente. A interpretação, a atribuição de sentido ao texto, é fato que sempre ocorre. O texto pos si só não existe, ele só passa a existir quando alguém lê, e quando isto ocorre, necessariamente quem lê e atribui sentido, o faz a partir de suas compreensões dos significantes ali apresentados, utilizando na compreensão do texto os valores, as pré compreensões adquiridas no decorrer de sua vida. Podemos afirmar que é impossível não interpretar. Pode-se imaginar a partir daí que a relatividade e as variações das compreensões são muito grandes, e isto também é fato. O que cabe ao jurista buscar, é a segurança jurídica possível diante do universo de compreensão que se abre com esta descoberta. A segurança que se buscou no legalismo extremado, gerador de injustiças, não é de forma nenhuma a solução. A inflação normativa, com a criação de regras para tudo é uma ilusão, que não gera segurança mas gera sim injustiça e imobilismo autoritário. Vivemos inseridos em sistemas de valores, em universos de compreensão que se inserem uns dentro dos outros. Quanto maior o espaço de abrangência do sistema de compreensão, menor a sintonia fina existente, menores os recursos de comunicação. O sistema jurídico constrói um universo de compreensão não uniforme, mas que oferece uma maior segurança se o compreendermos em sua dimensão histórica e em sua dimensão sistêmica e teleológica. Este assunto vamos enfrentar mais adiante, e vamos nos valer das reflexões de Ronald Dworkin para fazê-lo, não adotando sua teoria mas pensando a partir dela. Voltemos pois a história constitucional norte-americana para procurarmos entender a evolução constitucional daquele

14 112 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS país e a importante contribuição de sua prática histórica para as reflexões que envolvem a hermenêutica constitucional. 8 Vamos tomar uma frase (em português) mas originária da declaração de independência dos Estados Unidos: TODOS OS HOMENS NASCEM LIVRES E IGUAIS EM DIREITO Como o leitor compreende estas palavras hoje, no século XXI? Provavelmente da maneira como a grande maioria da pessoas: todas a pessoas, indistintamente, sem diferenciação em razão de credo religioso, etnia, cor, sexo, origem econômica ou nacional nascem livres e iguais em Direito. Como vemos, a expressão todos os homens nascem livres e iguais em Direito conquistou hoje o senso comum de milhões de pessoas em vários lugares do planeta onde há uma Constituição de um Estado nacional relativamente democrático, com um significado que se universalizou. Entretanto para lermos e compreendermos esta frase como a compreendemos hoje foram séculos de história, séculos de conflitos e lenta conquista de direitos. A atribuição deste sentido aos significantes da frase, embora não seja realidade efetiva em diversas sociedades representa uma busca comum de boa parte da humanidade. A compreensão geral deste principio é hoje bastante generalizada, embora a compreensão mais profunda da idéia de igualdade não seja tão uniforme, e nem deva ser, dentro de um universo cultural diversificado, plural e democrático, construído a partir de valores sociais diversos. 8 Não ignoramos a existência de uma rica hermenêutica no mundo oriental, muito anterior as reflexões ocidentais, mas para abordamos este tema é necessário maiores estudos. Quando aptos a enfrentar e trazer as contribuições históricas do oriente para a humanidade vamos fazê-lo. Agora ainda não.

15 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 113 Se buscarmos no entanto, a compreensão desta frase no século XVIII, pouco depois da independência dos EUA, vamos perceber que as palavras ganham um outro sentido, e logo as normas decorrentes deste princípio serão outras. O olhar de um juiz norte-americano sobre estas palavras, expressando os valores daquela época, vai permitir que ele extraia desta frase a seguinte compreensão: todos os homens (sexo masculino) brancos e protestantes, nascem livres e iguais em direito. A mesma frase, com os mesmos significantes ganha sentido completamente diverso, pois o olhar do interprete é condicionado pelos valores sociais e as pré-compreensões destas palavras decorrentes de um determinado momento da história. As compreensões são historicamente e geograficamente localizadas. Com outro sentido, as normas decorrentes deste principio estabelecem uma ordem jurídica fundada sobre valores completamente diferentes, e um sistema normativo também completamente diferente. A situação de exclusão, e um desenvolvimento econômico distinto no norte industrializado e progressista e um sul escravocrata e conservador, gerou conflitos que levaram a guerra civil norte-americana. Os conflitos sociais, políticos e econômicos sacodem a sociedade levando a mudanças comportamentais com a afirmação de novos valores, fazendo com que as compreensões do mundo mudem gradualmente. Novos conceitos se afirmam diante de novas realidades, um novo universo de précompreensões é paulatinamente construído e reconstruído. Novos significados se afirmam para os mesmos símbolos, para os mesmos significantes, para as mesmas palavras. Um novo mundo se constrói na linguagem que é reconstruída pela marcha econômica e social do capitalismo do século XIX. Estas mudanças ocorrem nas cabeças das pessoas. Novas demandas se apresentam perante o Poder Judiciário, e juízes que incorporam estas novas compreensões constroem soluções, novas normas diante do caso concreto que refletem estes valores. No final do século XIX as

16 114 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS mesmas palavras que traduzem o princípio da igualdade ganham novo significado e normas diferentes são criadas, regulando as relações sociais, políticas e econômicas de forma diferente. A frase todos os homens nascem livres e iguais em direito passa a ter um novo sentido, podendo ser traduzida da seguinte forma: todos os homens (sexo masculino), brancos e negros, nascem livres e iguais em direitos, mas devem viver separados. A existência de escolas só para brancos e só para negros, ônibus ou lugares nos transportes coletivos só para brancos e só para negros assim como outras separações, são permitidas, desde a qualidade dos serviços sejam iguais para brancos e negros. 9 Está criada a doutrina fundada sobre a idéia de separados mas iguais. Este processo de mutação interpretativa é muitas vezes lento, aparecendo pontualmente em algumas decisões judiciais, até se firmar enquanto paradigma de compreensão durante algum tempo. A compreensão do separados mas iguais permanece até a década de 1960 nos Estados Unidos. Os conflitos raciais, o movimento pelos direitos civis na década de e 60 com a liderança de Malcon X, o pastor Martin Luther King, a eleição 9 A pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, professora Carla Dumont Olliveira observa em sua pesquisa sobre a reforma da Constituição do EUA que no caso Plessy v. Fergunson, foi questionada uma lei de Louisiana de 1890 que exigia acomodações iguais para brancos e negros, porém em partes separadas de um mesmo trem. A Suprema Corte entendeu que tal exigência era razoável e não feria a décima quarta emenda, pois o que visava a referida lei era promover o interesse público, a paz pública e a boa ordem e não oprimir uma classe específica. Consta, ainda, da decisão, cujo relator foi o Juiz Brown, que se as duas raças buscam igualdade social, isso precisa ser o resultado do consentimento voluntário dos indivíduos, sendo que a legislação é impotente para erradicar instintos raciais. (grifos nossos) Plessy v. Fergunson iniciou a denominada doutrina dos separados, mas iguais. Os precedentes Plessy v. Fergunson e Brown v. Board of Education foram retirados do livro : The American Constitution. Cases Comments Questions P Carla Dumont Oliveira observa que felizmente, em 1954, foi alterada a

17 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 115 de John Kennedy em 1960 e a ação de Bob Kennedy na repressão aos movimentos racistas violentos da Ku Klux Klan, empurram a sociedade norte americana para uma nova ruptura, com a construção de uma nova idéia de igualdade. Lentamente a doutrina do separados mais iguais vai cedendo espaço a uma nova leitura do principio da igualdade jurídica. A frase todos os homens nascem livres e iguais em direito passa a ser compreendida de outra maneira. Agora podemos dizer que todos os homens, brancos, negros, vermelhos, amarelos, independente de cor, etnia ou qualquer outra diferenciação, nascem livres e iguais em direitos, e não podem ser obrigados a viver separados em um sistema de segregação, de qualquer espécie. A igualdade direitos entre homens e mulheres entretanto ainda vai demorar um pouco mais. Em 1972, nos EUA, foi proposta a 27ª emenda, reconhecendo direitos iguais para homens e mulheres. Na sua proposição reconheceu-se que, caso a Suprema Corte mudasse a orientação a respeito da igualdade jurídica, não seria necessária a aprovação da emenda. A emenda não foi aprovada, encontrando forte resistência nos Estados do sul, mais conservadores. Entretanto a Suprema Corte passa a compreender a igualdade perante a lei de uma nova forma. Podemos dizer que a frase todos os homens nascem livres e iguais em direitos passa a ser compreendida da seguinte forma: todos os homens leia-se todos os seres humanos, sem nenhuma distinção, nascem livres e iguais em interpretação da décima quarta emenda com Brown v. Board of Education, em cujo caso decidiu-se que no campo da educação pública, a doutrina dos separados, mas iguais não tem cabimento. Entre outras coisas, asseverou-se que o senso de inferioridade afeta a motivação da criança em aprender e que a segregação, de per si, é uma negação da igual proteção das leis. Verifica-se, pois, alteração da Carta Magna, sem nenhuma alteração na letra da lei, mas significativa alteração no que tange à concepção do princípio da igualdade.

18 116 REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS direitos e não podem ser segregados ou discriminados por nenhum motivo, seja cor, etnia, origem social ou econômica, ou sexo. A igualdade de direitos entre mulheres e homens no Brasil só foi reconhecida expressamente com a Constituição de 1988, no seu artigo 5 inciso I. Em muitos países, hoje respeitados como modelos de Estado de bem estar social democráticos, os direitos das mulheres foi tardiamente reconhecido. Na Suíça, por exemplo, o voto feminino só foi admitido em nível federal, a partir de Como vimos o princípio da igualdade jurídica percorreu um caminho de mais de duzentos anos de conflitos até que pudéssemos compreendê-lo com o significado que ele têm hoje. Este foi o percurso de um princípio. Quando falamos em uma mutação sistêmica da compreensão do texto constitucional, esta representa a mudança de compreensão de toda a Constituição. É como se adotasse uma nova Constituição. Talvez o exemplo mais claro disto tenha sido a passagem de uma Constituição liberal para uma Constituição social, sem a alteração do texto, sem um processo formal de reforma e sem um novo processo constituinte. Houve uma mudança de compreensão do texto no que diz respeito a admissão da possibilidade de uma forte intervenção do Estado no domínio econômico, o que marca a introdução do Welfare State nos Estados Unidos a partir do governo Roosevelt na década de 1930 e 1940, adotando um modelo econômico intervencionista de base teórica keynesianofordista Carla Dumont Oliveira observa que o ritmo das alterações da Constituição Federal tem variado rapidamente conforme o período histórico, apontando como fator determinante para isto relativo ativismo do governo federal. Entende Stephen Griffin que a Suprema Corte não deve servir como principal guardião da mudança constitucional. As principais mudanças constitucionais ocorridas ao longo do século vinte foram iniciadas e conduzidas pelo Presidente e pelo Congresso. Importantes modificações ocorreram por outros meios que não emendas ou

19 NOVAS REFLEXÕES ACERCA DA INTERPRETAÇÃO 117 A história constitucional norte-americana reforça a idéia de uma Constituição dinâmica, viva, que se reconstrói diariamente diante da complexidade das sociedades contemporâneas. Uma Constituição presente em cada momento da vida. Uma Constituição que é interpretação e não texto. A experiência norte-americana nos revela uma nova dimensão da jurisdição constitucional, presente em toda a manifestação do Direito. É tarefa do agente do Direito, nas suas mais diversas funções, dizer a Constituição no caso concreto e promover leituras constitucionalmente adequadas de todas a normas e fatos. A vida é interpretação, não há texto que não seja interpretado. A interpretação do mundo, dos fatos, das normas é inafastável. interpretação judicial. (mudanças fundamentais como aquelas que se seguiram ao New Deal). Daí Griffin criticar a definição convencional da Constituição como conteúdo do documento de 1787, ratificado e validamente emendada, acrescido dos vários precedentes interpretativos editados pelo judiciário federal (José Ribas (Org.) Temas de direito constitucional norte-americano. Rio de Janeiro: Forense, 2002, pág.65), por entender que tal definição não captura a total realidade da mudança constitucional. Para solucionar este aparente desafio, Griffin propõe entender as revisões sugeridas como tentativas para se explicar a Constituição, noticiando que normas que não estão no texto são funcionalmente equivalentes a normas do texto.

CONSTITUCIONALISMO E INTERPRETAÇÃO

CONSTITUCIONALISMO E INTERPRETAÇÃO CONSTITUCIONALISMO E INTERPRETAÇÃO Jose Luiz Quadros de Magalhães 1 RESUMO O Direito é um sistema integral e a norma deve ser construída diante da complexidade do caso concreto. Não há mais espaço para

Leia mais

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES

AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES AULA 04 CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES 1. Introdução. Diversas são as formas e critérios de classificação uma Constituição. O domínio de tais formas e critérios mostra-se como fundamental à compreensão

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO. Liberdade de profissão

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO. Liberdade de profissão ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 ESTUDO DIRIGIDO Liberdade de profissão Preparado por Carolina Cutrupi Ferreira (Escola de Formação, 2007) MATERIAL DE LEITURA PRÉVIA: 1) Opinião Consultiva n. 5/85 da Corte Interamericana

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Leia mais

Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Centro de Ciências Jurídicas CCJ Departamento de Direito DIR PLANO DE ENSINO

Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Centro de Ciências Jurídicas CCJ Departamento de Direito DIR PLANO DE ENSINO 1 Universidade Federal de Santa Catarina UFSC Centro de Ciências Jurídicas CCJ Departamento de Direito DIR PLANO DE ENSINO I IDENTIFICAÇÃO DA DISCIPLINA Nome Curso HISTÓRIA DO DIREITO DIREITO Código DIR

Leia mais

Estado de Direito! Uma das fórmulas mais felizes da filosofia política e da filosofia do direito ocidentais (Zolo)!

Estado de Direito! Uma das fórmulas mais felizes da filosofia política e da filosofia do direito ocidentais (Zolo)! Estado de Direito! Uma das fórmulas mais felizes da filosofia política e da filosofia do direito ocidentais (Zolo)! Duas tradições jurídicas distintas! Estado de direito teve origem na cultura liberal

Leia mais

COMMON LAW E CIVIL LAW: UMA ANÁLISE DOS SISTEMAS JURÍDICOS BRASILEIRO E NORTE-AMERICANO E SUAS INFLUÊNCIAS MÚTUAS

COMMON LAW E CIVIL LAW: UMA ANÁLISE DOS SISTEMAS JURÍDICOS BRASILEIRO E NORTE-AMERICANO E SUAS INFLUÊNCIAS MÚTUAS 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 COMMON LAW E CIVIL LAW: UMA ANÁLISE DOS SISTEMAS JURÍDICOS BRASILEIRO E NORTE-AMERICANO E SUAS INFLUÊNCIAS MÚTUAS Ramon Alberto dos Santos 1, Renê José

Leia mais

INTERVENÇÃO FEDERAL ARTIGO 34 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

INTERVENÇÃO FEDERAL ARTIGO 34 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL INTERVENÇÃO FEDERAL ARTIGO 34 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL É o ato de intervir (tomar parte), toda vez que a ação de um Estado- Membro perturbe o sistema constitucional federativo ou provoque grave anormalidade

Leia mais

NEOCONSTITUCIONALISMO E PLURALIDADE DEMOCRÁTICA

NEOCONSTITUCIONALISMO E PLURALIDADE DEMOCRÁTICA NEOCONSTITUCIONALISMO E PLURALIDADE DEMOCRÁTICA Shirlene Marques Velasco * RESUMO: O objetivo do trabalho é abordar alguns questionamentos que se apresentam na relação entre Constituição e democracia.

Leia mais

SABER DIREITO FORMULÁRIO

SABER DIREITO FORMULÁRIO Programa Saber Direito TV Justiça Outubro de 2010 Curso: Poder Constituinte Professor: André Alencar SABER DIREITO FORMULÁRIO TÍTULO DO CURSO PODER CONSTITUINTE PROFESSOR ANDRÉ ALENCAR TÍTULO Máximo de

Leia mais

A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos.

A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos. HISTÓRIA 8º ANO A formação da monarquia inglesa na Baixa Idade Média, mais precisamente no século XII, na época da Guerra dos Cem anos. Por volta do século XIII, o rei João sem terras estabeleceu novos

Leia mais

Controle de Constitucionalidade (Princípios Norteadores)

Controle de Constitucionalidade (Princípios Norteadores) 53 Controle de Constitucionalidade (Princípios Norteadores) Camila Novaes Lopes Juíza de Direito do II Juizado Especial Cível - Capital Durante o curso de Controle de Constitucionalidade ministrado pela

Leia mais

O ANTIGO REGIME FRANCÊS ANCIEN REGIM

O ANTIGO REGIME FRANCÊS ANCIEN REGIM O ANTIGO REGIME FRANCÊS ANCIEN REGIM Organização social que vigorou na França, principalmente na época em que os reis eram absolutistas, ou seja, de meados do século XVII até a Revolução Francesa. Tal

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO CONSTITUCIONAL 1. NOÇÕES GERAIS 1.1. Constituição e antecedentes A fim de se limitar o poder, e de se garantir direitos aos indivíduos, separou-se, hierarquicamente, as normas constitucionais das

Leia mais

Instituições do Direito Público e Privado

Instituições do Direito Público e Privado Instituições do Direito Público e Privado Professora conteudista: Cristiane Nagai Sumário Instituições do Direito Público e Privado Unidade I 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO...1 1.1 Conceitos gerais de direito...2

Leia mais

ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO

ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO ASPECTOS DO DIREITO CONSTITUCIONAL SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DO TEMPO Woille Aguiar Barbosa 1 1. RESUMO Neste trabalho, é apresentado um panorama das diversas concepções do constitucionalismo, através de um

Leia mais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais

Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Direitos dos povos e comunidades tradicionais na Constituição Federal como direitos fundamentais Paulo Gilberto Cogo Leivas Procurador Regional da República. Mestre e Doutor em Direito pela UFRGS. Coordenador

Leia mais

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes daqueles que consideramos nossos. Costuma indicar desconhecimento

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS

UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS UMA RESPOSTA ESTRATÉGICA AOS DESAFIOS DO CAPITALISMO GLOBAL E DA DEMOCRACIA Luiz Carlos Bresser-Pereira A Reforma Gerencial ou Reforma à Gestão Pública de 95 atingiu basicamente os objetivos a que se propunha

Leia mais

PARECER DECRETO CALL CENTER

PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO CALL CENTER PARECER DECRETO 6.523/2008 Elizabeth Costa de Oliveira Góes Trata-se de parecer com vistas a analisar a aplicabilidade do Decreto 6.523/2008, de 31 de julho de 2008, no que

Leia mais

DIREITO COMPARADO Exame de Época de Finalistas 16 de setembro de 2015

DIREITO COMPARADO Exame de Época de Finalistas 16 de setembro de 2015 DIREITO COMPARADO Exame de Época de Finalistas 16 de setembro de 2015 Grupo I À luz do que estudámos sobre a importância da jurisprudência como fonte de direito nas famílias jurídicas Romano-Germânica

Leia mais

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador CRISTOVAM BUARQUE I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador CRISTOVAM BUARQUE I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2009 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em decisão terminativa, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 157, de 2002, do Senador Carlos Bezerra, que acrescenta art. 392-B à Consolidação das Leis

Leia mais

2. (CESPE/MMA/2009) O modelo de federalismo brasileiro é do tipo segregador.

2. (CESPE/MMA/2009) O modelo de federalismo brasileiro é do tipo segregador. 1. (CESPE/SEJUS-ES/2009) A CF adota o presidencialismo como forma de Estado, já que reconhece a junção das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente da República. 2. (CESPE/MMA/2009)

Leia mais

APRESENTAÇÃO. 1 E não é à toa. Na zona do Euro, por exemplo, em 2002, as despesas públicas com serviços de

APRESENTAÇÃO. 1 E não é à toa. Na zona do Euro, por exemplo, em 2002, as despesas públicas com serviços de APRESENTAÇÃO A Conferência Mundial sobre Direitos Humanos afirma que a pobreza extrema e a exclusão social constituem uma violação da dignidade humana e que devem ser tomadas medidas urgentes para se ter

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988...

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988... CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO VIII DOS ÍNDIOS Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições,

Leia mais

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo

Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes. Introdução ao. Direito Administrativo 4º semestre Professora Ilza Facundes Introdução ao Direito Administrativo NOÇÕES GERAIS O estudo do Direito Administrativo, no Brasil, torna- se um pouco penoso pela falta de um código, uma legislação

Leia mais

A Revolução Inglesa. Monarquia britânica - (1603 1727)

A Revolução Inglesa. Monarquia britânica - (1603 1727) A Revolução Inglesa A Revolução inglesa foi um momento significativo na história do capitalismo, na medida em que, ela contribuiu para abrir definitivamente o caminho para a superação dos resquícios feudais,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Competência da Justiça Militar Paulo Tadeu Rodrigues Rosa* A Justiça Militar é um dos órgãos do Poder Judiciário, com previsão constitucional e Lei de Organização Judiciária que

Leia mais

INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO

INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL AULA 2 CONSTITUIÇÃO E CONSTITUCIONALISMO QUESTÃO PARA DISCUSSÃO: EXPLIQUE A DEFINIÇÃO DE CONSTITUCIONALISMO POR CANOTILHO, como uma Técnica específica de limitação

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito Ambiental Internacional e Interno: Aspectos de sua Evolução Publicado na Gazeta Mercantil em 12 de dezembro de 2002 Paulo de Bessa Antunes Advogado Dannemann Siemsen Meio

Leia mais

Direitos LGBT: do casamento ao enfrentamento da discriminação

Direitos LGBT: do casamento ao enfrentamento da discriminação Direitos LGBT: do casamento ao enfrentamento da discriminação Publicado em 28/06/2015, às 15h26 Atualizado em 28/06/2015, às 15h58 Sérgio Costa Floro* Especial para o NE10 #LoveWins tomou conta do discurso

Leia mais

ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL

ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Turma e Ano: Direito Público I (2013) Matéria / Aula: Direito Constitucional / Aula 13 Professor: Marcelo L. Tavares Monitora: Carolina Meireles ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Lei 9.882/99

Leia mais

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FORMA DE ESTADO: UNITÁRIO 1. Puro: Absoluta centralização do exercício do Poder; 2. Descentralização administrativa: Concentra a tomada de decisões, mas avança na execução de

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE AGRONÔMICA ESTADO DE SANTA CATARINA

PREFEITURA MUNICIPAL DE AGRONÔMICA ESTADO DE SANTA CATARINA EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº 01/2014 JULGAMENTO DOS RECURSOS CONTRA QUESTÕES E GABARITO DAS PROVAS ESCRITAS Número de recursos Prova/Conteúdo Questão Despacho Decisão Dois candidatos impetraram recurso

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES. CLASSIFICAÇÃO DAS CONSTITUIÇÕES. Como é uma questão muito exigida em provas objetivas, resolvi resumir diversos livros sobre o tema e postar no site para vocês. Aí vai: 1. Quanto ao conteúdo: Constituição

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMMON LAW NO DIREITO BRASILEIRO

A INFLUÊNCIA DA COMMON LAW NO DIREITO BRASILEIRO Faculdade Estácio Ceut Coordenação do curso de Bacharelado em Direito Disciplina: História do Direito Turma: 1º C Turno: Tarde Professor: Eduardo Albuquerque Rodrigues Diniz A INFLUÊNCIA DA COMMON LAW

Leia mais

A ideia de constituição

A ideia de constituição A ideia de constituição A Revolução Federal Filosofia politica e debate constitucional na fundação dos E.U.A Viriato Soromenho-Marques II Capítulo; pág.41 Apresentação de Rojer Rafael Tomás Soares Nº 36267

Leia mais

revele quem são os cotistas recebidos nas universidades. "Você pode, talvez, estar beneficiando uma classe média negra, o que não se justifica diante

revele quem são os cotistas recebidos nas universidades. Você pode, talvez, estar beneficiando uma classe média negra, o que não se justifica diante Ricardo se submeteu a um exame de vestibular para a Universidade de Tupiniquim, ele conseguiu pontuação suficiente para ser aprovado, porem não foi chamado para realizar sua matricula, pois duas vagas

Leia mais

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007. Breve Histórico dos direitos civis nos EUA até a decisão Plessy v. Ferguson:

ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007. Breve Histórico dos direitos civis nos EUA até a decisão Plessy v. Ferguson: ESCOLA DE FORMAÇÃO 2007 Estudo Dirigido Plessy vs. Ferguson e Brown vs. Board of Education Preparado por André Rosilho (Escola de Formação, 2007) Breve Histórico dos direitos civis nos EUA até a decisão

Leia mais

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com Reflexões sobre Empresas e Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com PRINCÍPIOS ORIENTADORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS (ONU, 2011): 1. PROTEGER 2. RESPEITAR 3. REPARAR Em junho de 2011, o

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008 MEDIDA PROVISÓRIA Nº 446, DE 2008 (MENSAGEM Nº 865, DE 2009) Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social, regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial Introdução Este documento foi elaborado e aprovado pela Equipe de País do Sistema das Nações Unidas no Brasil em resposta ao interesse

Leia mais

índice GERAL DO VOLUME I

índice GERAL DO VOLUME I Cód. barras: STJ00095058 (2012) índice GERAL DO VOLUME I INTRODUÇÃO 1 Q A pluralidade e a diversidade dos sistemas jurídicos contemporâneos 2 Q Primeira noção de Direito Comparado 3 Q Modalidades da comparação

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

CONSTITUIÇÃO E DEMOCRACIA

CONSTITUIÇÃO E DEMOCRACIA CONSTITUIÇÃO E DEMOCRACIA Por André Cordelli Alves Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Mestre em Direito Civil pela PUC/SP e Doutorando em Direito Civil pela

Leia mais

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho

CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA. Em cena: A realidade do sonho CAPÍTULO 11 CAMINHOS ABERTOS PELA SOCIOLOGIA Em cena: A realidade do sonho Uma mapa imaginário ( página 123) A sociologia foi uma criação da sociedade urbana. Com a advento da industrialização as grandes

Leia mais

A GUERRA DE SECESSÃO UM OLHAR SOBRE A ESCRAVIDÃO

A GUERRA DE SECESSÃO UM OLHAR SOBRE A ESCRAVIDÃO A GUERRA DE SECESSÃO UM OLHAR SOBRE A ESCRAVIDÃO HISTÓRICO O O sul, de clima seco e quente permaneceu no séc. XIX atrasado com uma economia agroexportadora de algodão e de tabaco, baseada no latifúndio

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Hierarquia das Leis Professora Rosinethe Monteiro Soares Vamos falar do produto, antes mesmo de descrever o processo formal de sua obtenção. Nosso propósito é facilitar a compreensão

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

MAPA MOSTRA PAÍSES ONDE CASAMENTO GAY É LEGALIZADO 28 / 6 / 2015 Projetos

MAPA MOSTRA PAÍSES ONDE CASAMENTO GAY É LEGALIZADO 28 / 6 / 2015 Projetos MAPA MOSTRA PAÍSES ONDE CASAMENTO GAY É LEGALIZADO 28 / 6 / 2015 Projetos ARGENTINA (2010) A Argentina tornou-se o primeiro país da América Latina a aprovar o casamento gay, em julho de 2010, apesar de

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO CONSTITUCIONAL ESTÁCIO-CERS DIREITO CONSTITUCIONAL Professora Ana Paula Teixeira Delgado Tema: Poder Constituinte Poder Constituinte Definição: Poder de elaborar (originário)ou de atualizar uma

Leia mais

História dos Direitos Humanos

História dos Direitos Humanos História dos Direitos Humanos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os direitos humanos são o resultado de uma longa história, foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O início

Leia mais

Cap. 12- Independência dos EUA

Cap. 12- Independência dos EUA Cap. 12- Independência dos EUA 1. Situação das 13 Colônias até meados do séc. XVIII A. As colônias inglesas da América do Norte (especialmente as do centro e norte) desfrutavam da negligência salutar.

Leia mais

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM R E S E N H A A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM TRABALHO PIONEIRO SALLES, VICENTE. O NEGRO NO PARÁ. SOB O REGIME DA ESCRAVIDÃO. 3ª EDIÇÃO. BELÉM: INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ, 2005. JOSÉ MAIA BEZERRA

Leia mais

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão.

que se viver com dignidade, o que requer a satisfação das necessidades fundamentais. O trabalho é um direito e um dever de todo cidadão. Osdireitosdohomemedocidadãonocotidiano (OscarNiemeyer,1990) "Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável,

Leia mais

Projeto de Lei nº 213/2015 - O Ingresso das Mulheres no Serviço Militar

Projeto de Lei nº 213/2015 - O Ingresso das Mulheres no Serviço Militar Projeto de Lei nº 213/2015 - O Ingresso das Mulheres no Serviço Militar Lívia Aragão de Melo 1 O Projeto de Lei nº 213/2015, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin, pretende alterar a Lei do Serviço

Leia mais

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber:

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber: Posição Compromissória da CRFB e a Doutrina da Efetividade A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos,

Leia mais

RESENHA. Resenha da obra A essência do Estado de Direito, de David M. Beatty. São Paulo: Martins Fontes, 2014, 349p.

RESENHA. Resenha da obra A essência do Estado de Direito, de David M. Beatty. São Paulo: Martins Fontes, 2014, 349p. RESENHA Resenha da obra A essência do Estado de Direito, de David M. Beatty. São Paulo: Martins Fontes, 2014, 349p. Bruno Goulart Cunha 1 O livro A essência do Estado de Direito é a primeira obra lançada

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Nº 5301 -PGR-RG MANDADO DE SEGURANÇA Nº 30.585 IMPETRANTE : ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS BRASILEIROS AMB : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DO BRASIL AJUFE : ASSOCIAÇÃO DOS JUÍZES FEDERAIS DO RIO DE JANEIRO

Leia mais

VOTO EM SEPARADO DA DEPUTADA ANDRÉIA ZITO

VOTO EM SEPARADO DA DEPUTADA ANDRÉIA ZITO COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI Nº 6.708, DE 2009. Acrescenta Capítulo III-A ao Título V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº

Leia mais

ATOS DO PODER EXECUTIVO. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição,

ATOS DO PODER EXECUTIVO. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, ATOS DO PODER EXECUTIVO DECRETO N o 4.520, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2002 Dispõe sobre a publicação do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça pela Imprensa Nacional da Casa Civil da Presidência da República,

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC

REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA MCC REVOLUÇÃO FRANCESA. MOVIMENTO BURGUÊS França antes da revolução TEVE APOIO DO POVO Monarquia absolutista Economia capitalista.(costumes feudais) sociedade estamental. 1º Estado-

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

Tensões Separatistas na Bélgica

Tensões Separatistas na Bélgica Tensões Separatistas na Bélgica Resenha Integração Regional Diego Cristóvão Alves de Souza Paes 18 de fevereiro de 2008 Tensões Separatistas na Bélgica Resenha Integração Regional Diego Cristóvão Alves

Leia mais

Subseção I Disposição Geral

Subseção I Disposição Geral Subseção I Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias;

Leia mais

Nota sobre o objeto e o objetivo do livro. Nota sobre a forma de utilização do livro

Nota sobre o objeto e o objetivo do livro. Nota sobre a forma de utilização do livro Nota sobre o objeto e o objetivo do livro Nota sobre a forma de utilização do livro 1 Leitura ativa, xxv 2 Ensino participativo, xxvii 3 Utilização da bibliografia, xxviii Introdução - O que é "processo

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Técnico comercial 4 (1º ano) Direitos Humanos são os direitos e liberdades básicas de todos os seres humanos. O principal objetivo dos Direitos Humanos é tratar cada indivíduo

Leia mais

O SIGNIFICADO DO ENSINO RELIGIOSO PARA OS ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL DR. JOÃO CRUZ DE OLIVEIRA.

O SIGNIFICADO DO ENSINO RELIGIOSO PARA OS ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL DR. JOÃO CRUZ DE OLIVEIRA. O SIGNIFICADO DO ENSINO RELIGIOSO PARA OS ALUNOS DA ESCOLA MUNICIPAL DR. JOÃO CRUZ DE OLIVEIRA. Profª Marília De Franceschi Neto Domingos - UFPB-CE-PPGCR Aldenir T. Claudio - aluna de Ciências das Religiões-UFPB

Leia mais

Nascimento e Evolução da Jurisdição Constitucional. A judicial review norte-americana. Prof. Ms. Pedro Buck

Nascimento e Evolução da Jurisdição Constitucional. A judicial review norte-americana. Prof. Ms. Pedro Buck Nascimento e Evolução da Jurisdição Constitucional. A judicial review norte-americana Prof. Ms. Pedro Buck A judicial review norte-americana Estrutura da aula: - Precedentes históricos - Influência nos

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015)

PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015) PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015) Acrescenta inciso V ao art. 3º da Lei 9.474, de 22 de agosto de 1997, e inciso VI e parágrafo único ao art. 7º da Lei nº 6.815,

Leia mais

Súmula Vinculante: de protetora dos direitos fundamentais a violadora do princípio democrático.

Súmula Vinculante: de protetora dos direitos fundamentais a violadora do princípio democrático. Súmula Vinculante: de protetora dos direitos fundamentais a violadora do princípio democrático. Francisco Tarcísio Rocha Gomes Júnior 1 Resumo A súmula é instrumento processual criado para facilitar o

Leia mais

Dos Direitos e Garantias Fundamentais.

Dos Direitos e Garantias Fundamentais. MATERIAL DE AULA I) Ementa da aula e breve resumo Dos Direitos e Garantias Fundamentais. Os direitos e garantias fundamentais correspondem às normas constitucionais que possibilitam as condições mínimas

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.124, DE 1997

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.124, DE 1997 COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE REDAÇÃO PROJETO DE LEI Nº 3.124, DE 1997 Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Psicopedagogo, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicopedagogia

Leia mais

COMPETÊNCIA ARTIGOS 21 A 33 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

COMPETÊNCIA ARTIGOS 21 A 33 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COMPETÊNCIA ARTIGOS 21 A 33 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL A primeira informação que devemos procurar sobre a unidade que vamos agora trabalhar (denominada de competência) e para que se possa ter um bom entendimento

Leia mais

Proposição: Projeto de Lei e Diretrizes Orçamentárias. a) O Excelentíssimo Relator da Lei de Diretrizes

Proposição: Projeto de Lei e Diretrizes Orçamentárias. a) O Excelentíssimo Relator da Lei de Diretrizes NOTA TÉCNICA CONJUNTA Associação Nacional dos Procuradores da República Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios Associação Nacional

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO I. NOÇÕES PRELIMINARES

DIREITO ADMINISTRATIVO I. NOÇÕES PRELIMINARES DIREITO ADMINISTRATIVO I. NOÇÕES PRELIMINARES 1. DIREITO: é o conjunto de normas de conduta coativa impostas pelo Estado, se traduz em princípios de conduta social, tendentes a realizar Justiça, assegurando

Leia mais

APOSENTADORIA ESPECIAL DO POLICIAL CIVIL

APOSENTADORIA ESPECIAL DO POLICIAL CIVIL APOSENTADORIA ESPECIAL DO POLICIAL CIVIL José Heitor dos Santos Promotor de Justiça/SP Silvio Carlos Alves dos Santos Advogado/SP A Lei Complementar Paulista nº. 1.062/08, que disciplina a aposentadoria

Leia mais

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO

HISTÓRIA DO LEGISLATIVO HISTÓRIA DO LEGISLATIVO Maurício Barbosa Paranaguá Seção de Projetos Especiais Goiânia - 2015 Origem do Poder Legislativo Assinatura da Magna Carta inglesa em 1215 Considerada a primeira Constituição dos

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

Capítulo 2 Método 81 A variável independente e a sua aplicação 81 O método institucional: o primado da instituição Estado sobre a ordem

Capítulo 2 Método 81 A variável independente e a sua aplicação 81 O método institucional: o primado da instituição Estado sobre a ordem índice Agradecimentos 15 Prefácio 17 Introdução 23 Capítulo 1 Que forma de Estado previne melhor os golpes militares? 27 Golpes de Igreja, golpes de Estado, golpes militares 27 Que é a forma do Estado

Leia mais

A Revolução Francesa (1789-1799)

A Revolução Francesa (1789-1799) A Revolução Francesa (1789-1799) Origens da Revolução Francesa Crise Econômica A agricultura, ainda submetida ao feudalismo, entrava em colapso. As velhas técnicas de produção e a servidão no campo criavam

Leia mais

John Locke e o fim da autoridade absoluta do governante

John Locke e o fim da autoridade absoluta do governante John Locke e o fim da autoridade absoluta do governante Sérgio Praça pracaerp.wordpress.com sergiopraca0@gmail.com Temas da Aula 2) Como estabelecer um governo? Constituintes e Constituição 3) Características

Leia mais

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial

As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial As Nações Unidas e as Políticas de Redução da Desigualdade Racial Introdução Este documento foi elaborado e aprovado pela Equipe de País do Sistema das Nações Unidas no Brasil em resposta ao interesse

Leia mais

REVOLUÇÃO FRANCESA - Marco Histórico: Fim da Idade Moderna. Símbolo: Queda da Bastilha (1789). Lema: Liberdade, Fraternidade, Igualdade.

REVOLUÇÃO FRANCESA - Marco Histórico: Fim da Idade Moderna. Símbolo: Queda da Bastilha (1789). Lema: Liberdade, Fraternidade, Igualdade. REVOLUÇÃO FRANCESA REVOLUÇÃO FRANCESA - Marco Histórico: Fim da Idade Moderna. 1789 Símbolo: Queda da Bastilha (1789). Lema: Liberdade, Fraternidade, Igualdade. Influência: Iluminista. DIVISÃO SOCIAL 1º

Leia mais

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça Intervenção do Ministro da Justiça Sessão comemorativa do 30º Aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos do Homem Supremo Tribunal de Justiça 10 de Novembro de 2008 Celebrar o

Leia mais

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Preâmbulo Considerando

Leia mais

A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948

A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948 Sentido histórico A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS 1948 Durante a sessão de 16 de fevereiro de 1946 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, ficou assentado que a Comissão de Direitos

Leia mais

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos Luciana Aleva Cressoni PPGPE/UFSCar Depois de uma palavra dita. Às vezes, no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Clarice Lispector

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO Seção II Das Atribuições do Congresso Nacional Art. 49. É da competência exclusiva

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM com a Independência dos E.U.A. e a Revolução Francesa, a Declaração Universal dos Direitos do Homem é um documento extraordinário que precisa ser mais conhecido

Leia mais

ADI, ADC, ADO e ADPF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946. Brasília, 27 de maio de 2014-18:23

ADI, ADC, ADO e ADPF. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946. Brasília, 27 de maio de 2014-18:23 Brasília, 27 de maio de 2014-18:23 ADI, ADC, ADO e ADPF AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE (Med. Liminar) - 1946 Origem: DISTRITO FEDERAL Entrada no STF: 21/01/1999 Relator: MINISTRO SYDNEY SANCHES Distribuído:

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais