CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ UNIDADE V CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: TEORIA GERAL DAS SOCIEDADES COMERCIAIS PROFª: PAOLA JULIEN O.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ UNIDADE V CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: TEORIA GERAL DAS SOCIEDADES COMERCIAIS PROFª: PAOLA JULIEN O."

Transcrição

1 UNIDADE V CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: TEORIA GERAL DAS SOCIEDADES COMERCIAIS PROFª: PAOLA JULIEN O. SANTOS TEORIA GERAL DAS SOCIEDADES COMERCIAIS CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ 1. CONCEITO DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA O CC disciplina a existência das sociedades a partir do artigo 981. No artigo 982 define a circunstância em uma sociedade ser considerada empresária e nãoempresária, ou simples: Art Salvo as exceções expressas, considera-se sociedade empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e simples, as demais. O mesmo artigo consagra o caráter empresarial incondicional da sociedade anômina e o não-empresarial das cooperativas (CC, art. 982, parágrafo único). Nos termos da lei, são empresárias as sociedades que tenham por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeita a registro e a sociedade anônima, independentemente de seu objeto, enquanto que as sociedades não empresárias denominadas simples são aquelas excetuadas pelo parágrafo único do art. 966, o empresário rural, as cooperativas e ainda as disciplinas em legislação especial. O CC pretende extingir a dicotomia anteriormente existente entre sociedade comercial e sociedade civil, visando abranger mais atividades que antes. Por mera definição legislativa, certas atividades eram consideradas civis, como por exemplo, transporte, construção civil etc., independentemente de seu grau de organização e da perspectiva de lucratividade do empreendimento. A lei nova quer oferecer um tratamento mais adequado ao direito societário, adotando a Teoria da Empresa, passando inclusive a reger as sociedades ditas irregulares (sociedades em comum). Para tanto, definiu sociedade empresária a partir da figura do empresário sendo aquele sujeito a registro, atendidos os requisitos do art , não mais em razão da atividade exercida pela sociedade. Entretanto, promoveu algumas exclusões à definição de empresário e, consequentemente, à noção de empresariedade: aqueles que executam atividade artística, intelectual, científica, etc., os que têm por objeto a atividade própria de empresário rural, os que adotam forma de cooperativa, e demais exceções previstas em legislação especial como é o caso das sociedades de advogados. Um ponto de partida para a conceituação de sociedade empresária é sua localização no quadro geral das pessoas jurídicas.

2 No direito brasileiro, as pessoas jurídicas são divididas em dois grandes grupos: De um lado as pessoas jurídicas de direito Público (União, os Estados, os Municípios, O Distrito Federal, os Territórios e as Autarquias); de outro, as de direito privado, compreedendo todas as demais. O que diferencia um de outro é o regime jurídico a que se encontram submetidos. As pessoas jurídicas de direito público gozam de uma posição diferenciada em razão da supremacia dos interesses que o direito encarregou-as de tutelar; já as de direito privado estão sujeitas a um regime jurídico caracterizado pelo isonomia. As pessoas de direito privado se subdividem em estatais e não-estatais. As estatais tem capital social formado, majoritária ou totalmente, por recursos provenientes do poder público, que compreende a sociedade de economia mista, da qual particulares participam, embora minoritariamente, e as empresa pública. As não-estatais compreendem a fundação, a associação e as sociedades. As sociedades, por sua vez, se distinguem da associação e da fundação em virtude de seu escopo negocial, e se subdividem em sociedades simples e empresárias. A distinção entre sociedade simples e empresária está no modo de explorar seu objeto. O objeto social explorado sem empresariedade (isto é, sem profissionalmente organizar os fatores de produção) confere à sociedade o caráter de simples, enquanto a exploração empresarial do objeto social caracterizará a sociedade como empresária. A exceção quanto a identificação da sociedade empresária pelo modo de exploração do objeto social possue uma exceção em relação as sociedades por ações, pois estas, serão sempre empresárias, ainda que seu objeto nao seja a empresarialmente explorado (CC, art. 982, parágrafo único; LSA, art. 2, 1 ). De outro lado as cooperativas nunca serão empresárias, mas necessariamente sociedades simples, independente de qualquer outra característica que as cerque (CC, art. 982, parágrafo único). Assentadas essas premissas, a sociedade empresária pode ser conceituada como a pessoa jurídica de direito privado não-estatal, que explora empresarialmente seu objeto social ou a forma de sociedades por ações. 2. PERSONALIZAÇÃO DA SOCIEDADE EMPRESÁRIA A sociedade empresária tem personalidade jurídica distinta da de seus sócio; são pessoas inconfundíveis, independentes entre si. Quando a lei define que as sociedades empresárias são pessoas jurídicas, que exatamente significa isso? A pessoa jurídica não preexiste ao direito; e apenas uma idéia, conhecida dos advogados, juízes e demais membros da comunidade jurídica, que auxilia a composição de interesses ou a solução de conflitos.

3 Sujeito de direito é conceito mais amplo que pessoa: nem todos os sujeitos são personalizados. Em outros termos, os titulares de direitos e obrigações podem ou não ser dotados de personalidade jurídica. O que diferencia o sujeito de direito despersonalizado do personalizado é o regime jurídico a que ele está submetido, em termos de autorização genérica para a prática dos atos jurídicos. De qualquer forma, a sociedade empresária, como uma pessoa jurídica, é sujeito de direito personalizado, e poderá, por isso, praticar todo e qualquer ato ou negócio jurídico em relação ao qual inexista proibição expressa. A personalização das sociedades empresariais gera três conseqüências bastantes precisas, a saber: a) Titularidade negocial ou obrigacional - quando a sociedade empresária realiza negócios jurídicos (compra de matéria-prima, celebra contrato de trabalho, aceita uma duplicata etc.), embora ela o faça necessariamente pelas mãos de seu representante legal, é ela, pessoa jurídica como sujeito de direito autônomo, personalizado, que assume um dos pólos da relação negocial. O eventual sócio que a representou não é parte no negócio jurídico, mas sim a sociedade. b) Titularidade processual a pessoa jurídica pode demandar e ser demanda em juízo; tem capacidade para ser parte processual a ação deve ser endereçada contra a pessoa jurídica e não os seus sócios ou de seu representante legal. Quem outorga mandato judicial. Recebe a citação, recorre, é ela como sujeito de direito autônomo. c) Responsabilidade patrimonial em conseqüência, de sua personalização, a sociedade terá patrimônio próprio, seu, inconfundível com o patrimônio individual de cada um de seus sócios. A pessoa jurídica responderá com o seu patrimônio pelas obrigações da sociedade. Somente em hipóteses excepcionais, que serão examinadas a seu tempo, poderá ser responsabilizado o sócio pelas obrigações da sociedade. - O fim da personalização da sociedade empresária A personalização da sociedade termina após um procedimento dissolutório, que pode ser judicial ou extrajudicial. É necessário acentuar que a simples inatividade da sociedade não significa o seu fim, como pessoa jurídica. A exemplo do que se verifica com as pessoas naturais que deixam de exercer qualquer atividade profissional (quando, por exemplo, se aposentam), mas não perdem, por óbvio, a capacidade para a prática de atos jurídicos, a pessoa da sociedade permanece, mesmo que o seu estabelecimento tenha sido fechado e alienado, mesmo que os seus empregados tenham sido dispensados, mesmo que não esteja mais praticando nenhuma operação econômica. A paralisação da

4 atividade empresarial não importa necessariamente a dissolução da sociedade (o inverso também é verdadeiro: o direito contempla situações em que o fim da sociedade empresária não acarreta o da empresa, ou seja, o da atividade de produção e circulação de bens ou serviços, que prossegue sob a direção de um empresário pessoa física). O procedimento dissolutório (ou dissolução em "sentido largo", dissoluçãoprocedimento) compreende as seguintes fases: a) dissolução, em "sentido estrito", (ou dissolução-ato), que é o ato de desfazimento da constituição da sociedade; b) e prossegue com a liqüidação, que visa à solução das pendências negociais da sociedade; c) e a partilha, que distribui o acervo patrimonial remanescente, se houver, entre os sócios. Enquanto esse procedimento não se realiza, a sociedade continua titular de personalidade jurídica própria e todos os efeitos derivados da personalização (quanto à titularidade negocial e processual, e quanto à responsabilidade patrimonial) se verificam. Atente-se, os sócios respondem perante os credores da sociedade, caso não realizem o procedimento dissolutório regular, em desobediência aos preceitos do direito societário; mas nessa hipótese, não estão exatamente respondendo por dívida da sociedade, e sim por ato ilícito que eles próprios praticaram. É a figura da dissolução irregular, ou "golpe na praça", como alguns comerciantes costumam dizer. A sociedade não dissolvida pela forma legal não se considera encerrada, não perdeu sua personalidade jurídica própria. Vige, portanto, plenamente o postulado da autonomia patrimonial, abrindo-se aos credores da sociedade duas alternativas: responsabilizar a pessoa jurídica, que ainda existe, mesmo depois de encerradas irregularmente as atividades; ou responsabilizar os sócios, por inobservância das normas legais relativas à regular finalização da sociedade. Por outro lado existem diversos modos de se extinguir a personalidade jurídica da sociedade, ale, da dissolução; por exemplo: a incorporação, a fusão, a cisão total e a falência. 3. CLASSIFICAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS As sociedades empresárias se classificam segundo os seguintes critérios: 3.1 Classificação das sociedades de acordo com a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais; 3.2 Classificação quanto ao regime de constituição e dissolução; 3.3 Classificação quanto às condições para alienação da participação societária. Antes de examinar cada um desses critérios, faz-se necessário apresentar a enumeração dos tipos societários existentes no direito empresarial:

5 1) Sociedade em nome coletivo (N/C) 2) Sociedade em comandita simples (C/S) 3) Sociedade em conta de participação (C/P) 4) Sociedade limitada (Ltda.) 5) Sociedade anônima ou companhia (S/A) Dos tipos societários acima, deve-se dar destaque a sociedade em conta de participação, que a lei define como despersonalizada (CC, arts. 991 a 996). Por ora, melhor desconsiderá-la, por motivos didáticos, na classificação das demais sociedades empresárias Classificação das sociedades de acordo com a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais em razão do princípio da autonomia patrimonial, ou seja, da personalização da sociedade empresária, os sócios não respondem, em regra, pelas obrigações desta. Se a pessoa jurídica é solvente, quer dizer, possui bens em seu patrimônio suficientes para o integral cumprimento de todas as suas obrigações, o patrimônio particular de cada sócio é, absolutamente, inatingível por dívida social. A responsabilidade dos sócios pelas obrigações da sociedade empresária é sempre subsidiária. Conforme disposto no art do CC e art. 596 do CPC, que asseguram aos sócios o direito de exigirem o prévio exaurimento do patrimônio social, a subsidiariedade é regra na responsabilização deles por obrigações da sociedade. Quando a lei qualifica de solidária a responsabilidade dos sócios ela se refere às relações entre eles; quer dizer, se um sócio descumpre sua obrigação, esta pode ser exigida dos demais, se solidários. Logo, esgotadas as forças do patrimônio social é que se poderá pensar em executar o patrimônio particular do sócio por saldos existentes no passivo da sociedade. Em algumas sociedades, o saldo do passivo poderá ser reclamado dos sócios de forma ilimitada. Em outra sociedades, os credores somente poderão alcançar dentre um limite o patrimônio dos particulares, devendo suportar a perda do saldo. E em um terceiro grupo de sociedades, alguns sócios tem responsabilidade ilimitada e outro não. Segundo o critério que considera a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais, as sociedades empresárias se dividem em: a) Sociedade ilimitada em que todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais. O direito contempla um só tipo de sociedade desta categoria, que é a sociedade em nome coletivo (N/C). b) Sociedade mista em que uma parte dos sócios tem responsabilidade ilimitada e outra parte tem responsabilidade limitada. São desta

6 categoria as seguintes sociedades: em comandita simples (C/S), cujo sócio comanditado responde ilimitadamente pelas obrigações sociais, enquanto o sócio comanditário responde limitadamente; e a sociedade em comandita por ações (C/A), em que os sócios diretores têm responsabilidade ilimitada pelas obrigações sociais e os demais acionistas respondem limitadamente. c) Sociedade limitada em que todos os sócios respondem de forma limitada pelas obrigações sociais. São desta categoria a sociedade limitada (Ltda.) e a anônima (S/A) Classificação quanto ao regime de constituição e dissolução um determinado conjunto de tipos societários tem a sua constituição e dissolução disciplinados pelo CC; outro grupo societário rege-se pelas normas da Lei n 6.404/76. Segundo esse critério, têm-se: a) Sociedades contratuais - são constituídas por um contrato entre os sócios. Isto é, nelas, o vínculo estabelecido entre os membros da pessoa jurídica tem natureza contratual, e, em decorrência, os princípios do direito dos contratos explicam parte das relações entre os sócios. Para a dissolução desta sociedade não basta a vontade majoritária dos sócios, reconhecendo o direito aos sócios mesmo minoritários, manterem a sociedade, contra a vontade da maioria; além disso, há causas específicas de dissolução desta categoria de sociedades, como a morte ou a expulsão de sócio. São sociedades contratuais: em nome coletivo (N/C), em comandita simples (C/S) e limitada (Ltda.). Rege-se pelo CC/2002. b) Sociedades institucionais cujo ato regulamentar é o estatuto social. Estas sociedades podem ser dissolvidas por vontade da maioria societária e há causas dissolutórias que lhe são exclusivas como a intervenção e liquidação extrajudicial. São institucionais a sociedade anônima (S/A) e a sociedade em comandita por ações (C/A). Rege-se pelas normas específicas da Lei n 6.404/ Classificação quanto às condições para alienação da participação societária há sociedades me que os atributos individuais do sócio interferem com a realização do objeto social e há sociedades em que não ocorre esta interferência. No primeiro caso, quando as particularidades individuais dos sócios podem comprometer o desenvolvimento da empresa a que se dedica a sociedade, os integrantes desta devem ter garantias acerca do perfil de quem pretenda fazer parte do quadro associativo. No segundo caso, o direito pode descuidar-se disto, posto que o perfil do eventual sócio não repercutirá no sucesso do empreendimento. Em vista disso, dividem-se as sociedades nas seguintes categorias: a) Sociedades de pessoas em que os sócios têm direito de vetar o ingresso de estranho no quadro associativo.

7 b) Sociedade de capital em relação às quais vige o princípio da livre circulabilidade da participação societária. Evidentemente, não existe sociedade sem a presença desses dois elementos (sócios e capital), de forma que a classificação aqui examinada diz respeito à prevalência de um deles sobre o outro. Quer dizer, em algumas sociedades, a realização do objeto social depende fundamentalmente dos atributos individuais dos sócios, ao passo que, em outras, essa realização não depende das características subjetivas dos sócios. Nas primeiras, a pessoa do sócio é mais importante que a contribuição material que este dá para a sociedade; nas últimas, opera-se o inverso: as aptidões, a personalidade e o caráter do sócio são irrelevantes para o sucesso ou insucesso da empresa explorada pela sociedade. Nas sociedades de pessoas, as quotas são impenhoráveis por dívida particular do sócio. Por outro lado, a morte de sócio pode acarretar a dissolução parcial da sociedade de pessoas. Evidentemente, se os demais concordam com o ingresso na sociedade do sucessor do sócio morto, ou de seu cônjuge, e estes desejam dela participar, não se opera a dissolução parcial, ainda que o contrato assim o estabeleça. As sociedades institucionais são sempre de capital, enquanto as contratuais podem ser de pessoas ou de capital. Assim, na sociedade anônima (S/A) e em comandita por ações (C/A), os acionistas não têm o direito de impedir o ingresso de terceiro não-sócio na sociedade (LSA, art. 36). Nas sociedades em nome coletivo (N/C) e comandita simples (C/S), a cessão das quotas sociais depende de anuência dos demais sócios (CC, art ). Nas sociedades limitadas (Ltda.), o contrato social definirá a existência ou não, e extensão do direito ao veto ao ingresso de novos sócios. Poderá dispor também sobre as conseqüências do falecimento de sócio. Regra geral, a sociedade limitada é de pessoas, a menos que o contrato social lhe confira natureza de capital. 4. SOCIEDADE IRREGULAR Assim como o empresário individual, a sociedade empresária deve ser registrada na Junta Comercial. O seu ato constitutivo (contrato social ou estatuto) é que será objeto de registro. O registro deve ser anterior ao início das atividades sociais. A sociedade sem registro é chamada, doutrinariamente, de sociedade irregular, ou de fato. No código Civil, a sociedade irregular ou de fato é disciplinada sob a designação de sociedade em comum. Não se trata de novo tipo societário, mas de uma situação em que a sociedade empresária ou simples pode eventualmente se

8 encontrar: a irregularidade caracterizada pela exploração de negócios sem o prévio registro exigido na lei. O direito reserva uma sanção especifica para a sociedade empresária que opera sem registro na Junta Comercial. Pelo art. 990 do CC, os sócios da sociedade sem registro responderão sempre ilimitadamente pelas obrigações sociais, sendo ineficaz eventual cláusula limitativa desta responsabilidade no contrato social. Os sócios terão responsabilidade direta e os demais, subsidiária, mas todos assumem responsabilidade sem limite pelas obrigações contraídas em nome da sociedade. Da mesma forma, a falta de registro, repercute negativamente nas obrigações tributárias acessórias, nas obrigações perante a Seguridade Social e nas relações com o Poder Público. 5. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA A autonomia patrimonial da sociedade empresária, por vezes, dá margem à realização de fraudes. Para coibi-las, criou-se a teoria da desconsideração da pessoa jurídica, pela qual se autoriza o Poder Judiciário a ignorar a autonomia patrimonial da pessoa jurídica, sempre que ela tiver sido utilizada como expediente para a realização de fraude. Ignorando a autonomia patrimonial, será possível responsabilizar-se, direta, pessoal e ilimitadamente, o sócio por obrigação que, originariamente, cabia a sociedade. A desconsideração é instrumento de coibição do mau uso da pessoa jurídica; pressupõe, portanto, o mau uso. O credor da sociedade que pretende a sua desconsideração deverá fazer prova da fraude perpetrada, caso contrário, suportará o dano da insolvência da devedora. A teoria da desconsideração preserva a empresa, que não será necessariamente atingida por ato fraudulento de um dos sócios, resguardando-se, desta forma, os demais interesses que gravitam ao seu redor, como o dos empregados, dos demais sócios, da comunidade etc. Na lei, a desconsideração da personalidade jurídica é mencionada nos arts. 28 do CDC, 18 da Lei antitruste (LIOE). 4 da legislação protetora do meio ambiente (Lei n 9.605/98) e 50 do CC.

DAS SOCIEDADES: (A) A PERSONALIZAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESARIAIS (PRINCÍPIOS DO DIREITO SOCIETÁRIO) GERA TRÊS CONSEQÜÊNCIAS:

DAS SOCIEDADES: (A) A PERSONALIZAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESARIAIS (PRINCÍPIOS DO DIREITO SOCIETÁRIO) GERA TRÊS CONSEQÜÊNCIAS: DAS SOCIEDADES: CONCEITO: A sociedade empresária pode ser conceituada como a pessoa jurídica de direito privado não estatal, que explora empresarialmente seu objeto social ou a forma de sociedade por ações.

Leia mais

SOCIEDADE EMPRESÁRIA

SOCIEDADE EMPRESÁRIA SOCIEDADE EMPRESÁRIA I-CONCEITO Na construção do conceito de sociedade empresária dois institutos jurídicos servem de alicerce: a pessoa jurídica e a atividade empresarial. Um ponto de partida, assim para

Leia mais

www.uniestudos.com.br Direito Empresarial

www.uniestudos.com.br Direito Empresarial www.uniestudos.com.br Direito Empresarial Helder Goes Professor de Direito Empresarial do Universo de Estudos Advogado e Consultor Jurídico Graduado em Direito pela Universidade Tiradentes Especialista

Leia mais

1. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO - HISTÓRICO. 2. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO SOCIEDADES EMPRESÁRIAS.

1. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO - HISTÓRICO. 2. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO SOCIEDADES EMPRESÁRIAS. 1. TEORIA GERAL DO DIREITO SOCIETÁRIO - HISTÓRICO. As sociedades acompanham a civilização desde o seu primórdio, ainda que não da maneira que conhecemos hoje. As sociedades tiveram o seu gênese no agrupamento

Leia mais

TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. 1. TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES - GENERALIDADES:

TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. 1. TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES - GENERALIDADES: UNIDADE VI CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. PROFª: PAOLA SANTOS TIPOS SOCIETÁRIOS MENORES E DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE CONTRATUAL. 1. TIPOS SOCIETÁRIOS

Leia mais

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Profa. Joseane Cauduro Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Introdução A unidade I aborda: empresa e empresário; formação das sociedades; tipos de sociedades. Objetivos da disciplina: apresentar aos estudantes

Leia mais

SOCIEDADES COMERCIAIS

SOCIEDADES COMERCIAIS Legislação Societária / Direito Comercial Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 11 SOCIEDADES COMERCIAIS Sociedade comercial é a pessoa jurídica de direito privado, nãoestatal, que tem por objeto social

Leia mais

DISSOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE. Marcos Puglisi de Assumpção marcos@aesadv.com.br

DISSOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE. Marcos Puglisi de Assumpção marcos@aesadv.com.br DISSOLUÇÃO PARCIAL DA SOCIEDADE SUMÁRIO Capítulo 01 SOCIEDADES - CONSIDERAÇÕES GERAIS Capítulo 02 DA DISSOLUÇÃO DAS SOCIEDADES 02.1 DAS CAUSAS DE DISSOLUÇÃO DAS SOCIEDADES 02.2 DA DISSOLUÇÃO PARCIAL DA

Leia mais

NOÇÕES ACERCA DA HERANÇA JACENTE E VACANTE. Dayane Sanara de Matos Lustosa

NOÇÕES ACERCA DA HERANÇA JACENTE E VACANTE. Dayane Sanara de Matos Lustosa NOÇÕES ACERCA DA HERANÇA JACENTE E VACANTE Dayane Sanara de Matos Lustosa NOÇÕES ACERCA DA HERANÇA JACENTE E VACANTE Dayane Sanara de Matos Lustosa Bacharelanda em Direito pela UEFS (Universidade Estadual

Leia mais

Conteúdo: Pessoa Jurídica: Entes Despersonalizados; Desconsideração da Personalidade Jurídica. - PESSOA JURÍDICA -

Conteúdo: Pessoa Jurídica: Entes Despersonalizados; Desconsideração da Personalidade Jurídica. - PESSOA JURÍDICA - Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Civil (Parte Geral) / Aula 09 Professor: Rafael da Motta Conteúdo: Pessoa Jurídica: Entes Despersonalizados; Desconsideração da Personalidade Jurídica. - PESSOA

Leia mais

www.uniestudos.com.br Direito Empresarial

www.uniestudos.com.br Direito Empresarial www.uniestudos.com.br Direito Empresarial Helder Goes Professor de Direito Empresarial do Universo de Estudos Advogado e Consultor Jurídico Graduado em Direito pela Universidade Tiradentes Especialista

Leia mais

TIPOS DE EMPRESAS. Se a opção for a de Empresário Individual, o patrimônio particular se confunde com o da empresa.

TIPOS DE EMPRESAS. Se a opção for a de Empresário Individual, o patrimônio particular se confunde com o da empresa. 1 TIPOS DE EMPRESAS A atividade econômica organizada produtiva pode ser exercida individualmente ou de forma coletiva, objetivando a partilha do resultado. Se a opção for a de Empresário Individual, o

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA. Cláudio Basques. A garantia dos credos é o patrimônio do devedor.

DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA. Cláudio Basques. A garantia dos credos é o patrimônio do devedor. DIREITO EMPRESARIAL FALÊNCIA Cláudio Basques A garantia dos credos é o patrimônio do devedor. LEI N. 11.101, DE 9 DE FEVEREIRO DE 2005 Nova Lei de Falências Art. 1º Esta lei disciplina a recuperação judicial,

Leia mais

DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E BAIXA DE SOCIEDADE

DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E BAIXA DE SOCIEDADE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E BAIXA DE SOCIEDADE É sabido - e isso está a dispensar considerações complementares - que a pessoa jurídica tem vida distinta da dos seus sócios e administradores.

Leia mais

INFORMATIVO. num. num. pessoa jurídica seja utilizada como véu protetor de realizações fraudulentas por parte dos sócios ou administradores.

INFORMATIVO. num. num. pessoa jurídica seja utilizada como véu protetor de realizações fraudulentas por parte dos sócios ou administradores. BOLETIM INFORMATIVO EDIÇÃO N 12 09 / 2014 BOLETIM INFORMATIVO EDIÇÃO N 2 11 / 2013 INFORMATIVO num Editorial - 12ª Edição Prezado Leitor, Nesta edição do Informativo Mensal do Escritório Ribeiro da Luz

Leia mais

Se gostar, deixe um comentário, marque os amigos, compartilhe! Sigam o nosso Periscope para aulas diárias: @gabrielrabelo87 RESUMO DIREITO SOCIETÁRIO

Se gostar, deixe um comentário, marque os amigos, compartilhe! Sigam o nosso Periscope para aulas diárias: @gabrielrabelo87 RESUMO DIREITO SOCIETÁRIO Olá, pessoal! Tudo bem? A seguir, um pequeno resumo da parte de direito societário! Servirá para aqueles que estão estudando para Exame da OAB, concurso da área jurídica, fiscal, policial, etc. Se gostar,

Leia mais

I ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E OS MEIOS PARA BUSCÁ-LA

I ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E OS MEIOS PARA BUSCÁ-LA I ENCONTRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA RECUPERAÇÃO JUDICIAL E OS MEIOS PARA BUSCÁ-LA CLEILTON FERNANDES 1, JEFFESON CORDEIRO MUNIZ 1, LIDIANE FREITAS VARGAS 1, NIRLENE OLIVEIRA 1, SHEILA CRISTINA 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

Interpretação do art. 966 do novo Código Civil

Interpretação do art. 966 do novo Código Civil Interpretação do art. 966 do novo Código Civil A TEORIA DA EMPRESA NO NOVO CÓDIGO CIVIL E A INTERPRETAÇÃO DO ART. 966: OS GRANDES ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA DEVERÃO TER REGISTRO NA JUNTA COMERCIAL? Bruno

Leia mais

Prof. Alexandre Lugon LEI FATO GERADOR DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO

Prof. Alexandre Lugon LEI FATO GERADOR DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO UNIDADE IV OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LEI FATO GERADOR SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO Obrigação Trib Principal Prestação DE DAR: TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO PENALIDADE PECUNIÁRIA

Leia mais

O sócio que ceder suas quotas continua responsável pelas obrigações sociais até dois anos depois de modificado o contrato social:

O sócio que ceder suas quotas continua responsável pelas obrigações sociais até dois anos depois de modificado o contrato social: AULA 2 4. Tipos societários 4.1 Sociedade Simples Se a sociedade simples não optar por outra forma essa é a forma que será a ela aplicada. Esse tipo é também subsidiário aos outros tipos sociais, ou seja,

Leia mais

Utilizava-se como sinônimo de falência a expressão quebra, haja vista que, a banca dos devedores era quebrada pelos credores.

Utilizava-se como sinônimo de falência a expressão quebra, haja vista que, a banca dos devedores era quebrada pelos credores. Legislação Societária / Direito Comercial Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 33 NOVA LEI DE FALÊNCIA E RECUPERAÇÃO DE EMPRESAS FALÊNCIA: Evolução do Instituto - a palavra "falência" vem do latim: fallere

Leia mais

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Empresarial

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Empresarial VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Empresarial Peça O examinando deverá demonstrar conhecimento acerca do direito societário, notadamente da disciplina da responsabilidade civil dos administradores

Leia mais

INFORMAÇÕES GERAIS PARA CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE DE ADVOGADOS COMPOSTA POR SÓCIOS PATRIMONIAIS E DE SERVIÇO

INFORMAÇÕES GERAIS PARA CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE DE ADVOGADOS COMPOSTA POR SÓCIOS PATRIMONIAIS E DE SERVIÇO INFORMAÇÕES GERAIS PARA CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE DE ADVOGADOS COMPOSTA POR SÓCIOS PATRIMONIAIS E DE SERVIÇO Previsto no Provimento nº 112/2006 Artigo 2º - Inciso XIII e Deliberação nº 21 de 12 de abril

Leia mais

Resumo. Para ser Comerciante (pessoa física) ou Sociedade Comercial (pessoa jurídica) era necessário ter:

Resumo. Para ser Comerciante (pessoa física) ou Sociedade Comercial (pessoa jurídica) era necessário ter: 1. Generalidades Resumo Antes do CC tínhamos o CCom de 1850 que era dividido em 3 partes: Parte Primeira: do Comércio em geral Parte Segunda: do Comércio Marítimo Parte Terceira: das Quebras (essa parte

Leia mais

SOCIEDADE ENTRE CÔNJUGES

SOCIEDADE ENTRE CÔNJUGES DIREITO SOCIETÁRIO DIREITO SOCIETÁRIO Sociedade empresária/ Empresário individual Distinção entre a sociedade simples e a sociedade empresária objeto social art.982 CC/02 Duas exceções p.único do art.982

Leia mais

Conceito de Empresário

Conceito de Empresário Conceito de Empresário Requisitos (Art. 966,caput,CC): a) Profissionalismo; b) Atividade Econômica; c) Organização; d) Produção/Circulação de bens/serviços; Não Empresário Requisitos (Art. 966, único,

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Espera-se que o(a) examinando(a) elabore ação revocatória, com fulcro no art. 130 e ss. da Lei n. o 11.101/2005: São revogáveis os atos praticados com a intenção de prejudicar credores,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A identificação do sujeito passivo na relação jurídica tributária brasileira Elizabete Rosa de Mello* Introdução O poder de tributar no Estado Democrático de Direito é exercido pelo

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ UNIDADE VII CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: SOCIEDADE LIMITADA PROFª: PAOLA SANTOS SOCIEDADE LIMITADA

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ UNIDADE VII CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: SOCIEDADE LIMITADA PROFª: PAOLA SANTOS SOCIEDADE LIMITADA UNIDADE VII CIÊNCIAS CONTÁBEIS TEMA: SOCIEDADE LIMITADA PROFª: PAOLA SANTOS SOCIEDADE LIMITADA 1. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL A sociedade limitada é o tipo societário de maior presença na economia brasileira.

Leia mais

CURSO ONLINE - DIREITO COMERCIAL(EMPRESARIAL) AFRFB/AFT 2013 PROFESSORES LUCIANO OLIVEIRA E CADU CARRILHO AULA 07

CURSO ONLINE - DIREITO COMERCIAL(EMPRESARIAL) AFRFB/AFT 2013 PROFESSORES LUCIANO OLIVEIRA E CADU CARRILHO AULA 07 Olá, pessoal! Chegamos ao nosso derradeiro encontro! Esta é a Aula 07, a última do nosso curso de Direito Comercial para AFRFB e AFT 2012 (aleluia!...rs... Vocês vão sentir saudades!...rs). Hoje faremos

Leia mais

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL DIREITO EMPRESARIAL 1. Atividade Empresarial ( art. 966 e ss do CC) Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens

Leia mais

Classificação da pessoa jurídica quanto à estrutura interna:

Classificação da pessoa jurídica quanto à estrutura interna: Classificação da pessoa jurídica quanto à estrutura interna: São consideradas universitas personarum, quando forem uma associação de pessoas, atenderem aos fins e interesses dos sócios. (fins mutáveis)

Leia mais

DIREITO CIVIL. Obrigações, obrigações contratuais e responsabilidade civil

DIREITO CIVIL. Obrigações, obrigações contratuais e responsabilidade civil DIREITO CIVIL Obrigações, obrigações contratuais e responsabilidade civil 1 2 GILBERTO KERBER Advogado. Conselheiro Estadual OAB/RS. Mestre em Direito pela UFSC. Coordenador do Curso de Direito CNEC-IESA

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO SUMÁRIO 1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA 2. TEORIA DA EMPRESA 3. ATIVIDADE EMPRESARIAL 4. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL 5. ATIVIDADE RURAL 6. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL REGULAR X

Leia mais

ASPECTOS CONTROVERSOS DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI)

ASPECTOS CONTROVERSOS DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) ASPECTOS CONTROVERSOS DA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (EIRELI) DIEGO BISI ALMADA Advogado, Professor Universitário, Palestrante e Sócio-Diretor da Almada & Teixeira Consultoria Empresarial.

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS A respeito das normas brasileiras de contabilidade, julgue os itens a seguir. 51 Considere que determinada entidade, que passava por uma auditoria independente, tenha contratado

Leia mais

Sociedades. Feedback aula anterior: 26/10/2010

Sociedades. Feedback aula anterior: 26/10/2010 Prof. Thiago Gomes Sociedades Feedback aula anterior: Quais são os tipos societários que uma sociedade pode adotar? Adoção de tipo societário na sociedade simples/empresária Sociedade em nome coletivo

Leia mais

OAB 1ª FASE- EXTENSIVO VESPERTINO Disciplina: Direito Empresarial Prof. Elisabete Vido Data: 20.08.2009 Aula nº 01

OAB 1ª FASE- EXTENSIVO VESPERTINO Disciplina: Direito Empresarial Prof. Elisabete Vido Data: 20.08.2009 Aula nº 01 OAB 1ª FASE- EXTENSIVO VESPERTINO Disciplina: Direito Empresarial Prof. Elisabete Vido Data: 20.08.2009 Aula nº 01 TEMAS TRATADOS EM AULA 1. ATIVIDADE EMPRESARIAL X ATIVIDADE NÃO EMPRESARIAL O CC/02 adota

Leia mais

Questão 1. Sobre a ação de responsabilidade prevista no art. 159 da Lei das Sociedades Anônimas e sobre a Teoria da Aparência:

Questão 1. Sobre a ação de responsabilidade prevista no art. 159 da Lei das Sociedades Anônimas e sobre a Teoria da Aparência: PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO EMPRESARIAL P á g i n a 1 Questão 1. Sobre a ação de responsabilidade prevista no art. 159 da Lei das Sociedades Anônimas e sobre a Teoria da Aparência: I. A ação

Leia mais

Capítulo III DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL

Capítulo III DIREITO DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL Sumário Capítulo I EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL 1. Origens do direito comercial 2. Da definição do regime jurídico dos atos de comércio 2.1. Definição e descrição dos atos de comércio e sua

Leia mais

Direito Civil: parte geral. Prof. Thiago Caversan Antunes

Direito Civil: parte geral. Prof. Thiago Caversan Antunes Direito Civil: parte geral Prof. Thiago Caversan Antunes FEMPAR Londrina V Turma de Pós-Graduação Ano 2012 Parte Geral do Código Civil de 2002 - Das pessoas (art. 1º a 69); - Do domicílio (art. 70 a 78);

Leia mais

STJ00097431 - V. 1 MARLON TOMAZETTE. cu SO DE DlREIT EMP S RIAL. Teoria. Societário. 6ª Edição. Volume 1

STJ00097431 - V. 1 MARLON TOMAZETTE. cu SO DE DlREIT EMP S RIAL. Teoria. Societário. 6ª Edição. Volume 1 MARLON TOMAZETTE cu SO DE DlREIT EMP S RIAL Teoria Societário 6ª Edição Volume 1 são PAULO EDITORA ATLAS S.A. - 2014 2007 by Editora Atlas SA 1.ed. 2008; 2. ed. 2009;3. ed. 2011; 4. ed. 2012; 5. ed. 2013;

Leia mais

6.3 Competência específica à falência, 64 7 Remuneração, 74

6.3 Competência específica à falência, 64 7 Remuneração, 74 Nota do autor, xxi 1 INSOLVÊNCIA, 1 1 O risco de empreender, 1 2 Obrigação e solução, 3 3 Princípio geral da solvabilidade jurídica, 4 4 Execução coletiva, 7 5 Histórico, 8 2 INSOLVÊNCIA EMPRESÁRIA, 13

Leia mais

BR MALLS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 06.977.745/0001-91 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

BR MALLS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 06.977.745/0001-91 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES 1. OBJETIVOS DO PLANO BR MALLS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ nº 06.977.745/0001-91 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES 1.1. Os objetivos do Plano de Opção de Compra de Ações da BR Malls Participações S.A. ( Companhia

Leia mais

[Nota: os instrumentos de alteração contratual devem conter o número de registro da sociedade no CNPJ e o número de inscrição da sociedade na OAB/ES]

[Nota: os instrumentos de alteração contratual devem conter o número de registro da sociedade no CNPJ e o número de inscrição da sociedade na OAB/ES] ... ª ALTERAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO DO CONTRATO SOCIAL DA SOCIEDADE DE ADVOGADOS...(nome da Sociedade)... [Nota: os instrumentos de alteração contratual devem conter o número de registro da sociedade no CNPJ

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br As sociedades de advogados e demais sociedades de prestação de serviços no novo Código Civil Dilson França Lange* 1)INTRODUÇÃO O articulista, em qualquer campo do conhecimento humano,

Leia mais

DIREITO DE EMPRESA SOCIEDADES

DIREITO DE EMPRESA SOCIEDADES DIREITO DE EMPRESA SOCIEDADES Prof. Cristiano Erse www.erse.com.br CONCEITO GERAL Sociedade, de acordo com CC em seu art. 981, é o contrato em que pessoas reciprocamente se obrigam a contribuir com bens

Leia mais

ESTATUTO FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT

ESTATUTO FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT ESTATUTO FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT ESTATUTO FUNDAÇÃO DE SEGURIDADE SOCIAL BRASLIGHT ÍNDICE CAPÍTULO I - Da Denominação, Sede e Foro... 4 CAPÍTULO II - Dos Objetivos... 4 CAPÍTULO III - Do

Leia mais

Prof. José Eduardo 4. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO 4.REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO. Princípios: Conceito: Conteúdo: Princípios Expressos na CF/88:

Prof. José Eduardo 4. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO 4.REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO. Princípios: Conceito: Conteúdo: Princípios Expressos na CF/88: Direito 4. REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO Conceito: Conjunto normas, princípios e poderes que conferem à Administração Pública, de um lado, prerrogativas, e de outro, sujeições. Conteúdo: Princípios da

Leia mais

Responsabilidade Tributária. Dissolução Irregular como Infração à Lei. Prof. Marcus Lívio

Responsabilidade Tributária. Dissolução Irregular como Infração à Lei. Prof. Marcus Lívio Responsabilidade Tributária. Dissolução Irregular como Infração à Lei Prof. Marcus Lívio CTN Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes

Leia mais

1. REGISTRO RESTRIÇÕES PARA ATUAR COMO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. Falido:... Estrangeiro:... Médico:... Advogado:... Membros do legislativo:...

1. REGISTRO RESTRIÇÕES PARA ATUAR COMO EMPRESÁRIO INDIVIDUAL. Falido:... Estrangeiro:... Médico:... Advogado:... Membros do legislativo:... 1 DIREITO EMPRESARIAL PONTO 1: Registro PONTO 2: Incapacidade Superveniente PONTO 3: Sociedade Empresária 1. REGISTRO Para fazer o registro, a pessoa deve estar livre de qualquer impedimento ou proibição.

Leia mais

OAB XIV EXAME PROVA BRANCA. Comentário às questões de Direito Empresarial. A prova foi bem elaborada e não ofereceu maiores dificuldades.

OAB XIV EXAME PROVA BRANCA. Comentário às questões de Direito Empresarial. A prova foi bem elaborada e não ofereceu maiores dificuldades. OAB XIV EXAME PROVA BRANCA Comentário às questões de Direito Empresarial A prova foi bem elaborada e não ofereceu maiores dificuldades. QUESTÃO 48 Paulo, casado no regime de comunhão parcial com Jacobina,

Leia mais

PONTO 1: Litisconsórcio na Seara Laboral PONTO 2: Sucessão Trabalhista PONTO 3: Terceirização 1. LITISCONSÓRCIO NA SEARA LABORAL

PONTO 1: Litisconsórcio na Seara Laboral PONTO 2: Sucessão Trabalhista PONTO 3: Terceirização 1. LITISCONSÓRCIO NA SEARA LABORAL 1 DIREITO DO TRABALHO PONTO 1: Litisconsórcio na Seara Laboral PONTO 2: Sucessão Trabalhista PONTO 3: Terceirização 1. LITISCONSÓRCIO NA SEARA LABORAL 1.1 FORMAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO FACULTATIVO

Leia mais

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL Direito Societário É subárea do direito empresarial que disciplina a forma de exercício coletivo de atividade econômica empresária; Importante observação sobre as questões da primeira fase da OAB: 25%

Leia mais

AS NORMAS DAS S.A. E AS EMPRESAS LIMITADAS

AS NORMAS DAS S.A. E AS EMPRESAS LIMITADAS AS NORMAS DAS S.A. E AS EMPRESAS LIMITADAS Professor Doutor Armando Luiz Rovai Professor da Faculdade de Direito - UPM Não é mais novidade a afirmação de que o Código Civil trouxe regras específicas e

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO - Principais tipos de relação de trabalho

DIREITO DO TRABALHO - Principais tipos de relação de trabalho ROTEIRO DE AULAS - PARTE 4 DIREITO DO TRABALHO - Principais tipos de relação de trabalho Relação de Trabalho Autônomo: - Trabalhador autônomo é pessoa física que exerce por conta própria uma atividade

Leia mais

A extinção da personalidade ocorre com a morte, que pode ser natural, acidental ou presumida.

A extinção da personalidade ocorre com a morte, que pode ser natural, acidental ou presumida. Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Civil Aula 04 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitora: Fernanda Manso de Carvalho Silva Personalidade (continuação) 3. Extinção da personalidade:

Leia mais

RESUMO. A responsabilidade da sociedade é sempre ilimitada, mas a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas.

RESUMO. A responsabilidade da sociedade é sempre ilimitada, mas a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas. RESUMO 1)Sociedade Limitada Continuação 1.1) Responsabilidade do sócio dentro da sociedade limitada. A responsabilidade da sociedade é sempre ilimitada, mas a responsabilidade de cada sócio é restrita

Leia mais

1. Legislação empresarial:

1. Legislação empresarial: 1 DIREITO EMPRESARIAL PONTO 1: Legislação empresarial PONTO 2: Conceitos de Direito Empresarial PONTO 3: Excluídos do Regime Jurídico Empresarial PONTO 4: Espécies de Empresário PONTO 5: Gênero de Sociedades

Leia mais

Texto integral de Proposições

Texto integral de Proposições Texto integral de Proposições PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2007 Altera a Lei nº 1.411, de 13 de agosto de 1951, para atualizar a regulamentação do exercício da profissão de Economista e dá outras providências.

Leia mais

TEORIA. Como Tudo Começou... EMPRESA TEORIA DA EMPRESA EXPANSÃO MARÍTIMA E AS FASES DO DIREITO EMPRESARIAL ATOS DE COMERCIO : COMERCIANTE

TEORIA. Como Tudo Começou... EMPRESA TEORIA DA EMPRESA EXPANSÃO MARÍTIMA E AS FASES DO DIREITO EMPRESARIAL ATOS DE COMERCIO : COMERCIANTE TEORIA DA EMPRESA TEORIA DA EMPRESA Como Tudo Começou... EXPANSÃO MARÍTIMA E AS FASES DO DIREITO EMPRESARIAL ATOS DE COMERCIO : COMERCIANTE FASE SUBJETIVA Matrícula PRODUTOR CONSUMIDOR FASE OBJETIVA Atos

Leia mais

MINUTA DE RESOLUÇÃO. Capítulo I DO OBJETO

MINUTA DE RESOLUÇÃO. Capítulo I DO OBJETO MINUTA DE RESOLUÇÃO Dispõe sobre a atividade de corretagem de resseguros, e dá outras providências. A SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP, no uso da atribuição que lhe confere o art. 34, inciso

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CUSTÓDIA DE ATIVOS

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CUSTÓDIA DE ATIVOS CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE CUSTÓDIA DE ATIVOS A COMPANHIA BRASILEIRA DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA, pessoa jurídica com sede na Rua XV de Novembro, n.º 275, em São Paulo, SP, inscrita no CNPJ/MF sob

Leia mais

Nota do autor, xix. 5 Dissolução e liquidação, 77 1 Resolução da sociedade em relação a um sócio, 77

Nota do autor, xix. 5 Dissolução e liquidação, 77 1 Resolução da sociedade em relação a um sócio, 77 Nota do autor, xix 1 Empresa, 1 1 Empreender, 1 2 Noções históricas, 2 3 Teoria da empresa, 3 4 Registro, 8 4.1 Redesim, 10 4.2 Usos e práticas mercantis, 14 4.3 Empresário rural, 15 5 Firma individual,

Leia mais

Prof. Marcelino Fernandes DIREITO ADMINISTRATIVO

Prof. Marcelino Fernandes DIREITO ADMINISTRATIVO Prof. Marcelino Fernandes DIREITO ADMINISTRATIVO Twitter: @profmarcelino facebook.com/profmarcelino88 Fanpage:facebook.com/profmarcelino instagram.com/profmarcelino professormarcelino@hotmail.com AULA

Leia mais

CAPÍTULO I. Parágrafo Único - Sua duração é por tempo indeterminado. CAPÍTULO II DAS ATIVIDADES DA FUNDAÇÃO

CAPÍTULO I. Parágrafo Único - Sua duração é por tempo indeterminado. CAPÍTULO II DAS ATIVIDADES DA FUNDAÇÃO ESTATUTO DA FUNDAÇÃO HOSPITAL SANTA LYDIA CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, NATUREZA JURÍDICA, SEDE E FORO Artigo 1º - A FUNDAÇÃO HOSPITAL SANTA LYDIA, cuja instituição foi autorizada pela Lei Complementar nº

Leia mais

MODELO BÁSICO DE CONTRATO SOCIAL SOCIEDADE SIMPLES PURA OU LIMITADA CONTRATO DE CONSTITUIÇÃO DE:

MODELO BÁSICO DE CONTRATO SOCIAL SOCIEDADE SIMPLES PURA OU LIMITADA CONTRATO DE CONSTITUIÇÃO DE: MODELO BÁSICO DE CONTRATO SOCIAL SOCIEDADE SIMPLES PURA OU LIMITADA CONTRATO DE CONSTITUIÇÃO DE: 1. FULANO DE TAL, nacionalidade, naturalidade, estado civil (se casado indicar o regime de bens), categoria

Leia mais

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL COOPERCITRUS - CREDICITRUS CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO. Disposições Preliminares

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL COOPERCITRUS - CREDICITRUS CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO. Disposições Preliminares ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL COOPERCITRUS - CREDICITRUS CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO Disposições Preliminares Art. 1º - A ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DA CREDICITRUS,

Leia mais

Legislação e tributação comercial

Legislação e tributação comercial 6. CRÉDITO TRIBUTÁRIO 6.1 Conceito Na terminologia adotada pelo CTN, crédito tributário e obrigação tributária não se confundem. O crédito decorre da obrigação e tem a mesma natureza desta (CTN, 139).

Leia mais

GARANTIAS DE OPERAÇÕES DE FACTORING

GARANTIAS DE OPERAÇÕES DE FACTORING GARANTIAS DE OPERAÇÕES DE FACTORING Marcelo Augusto de Barros 1 marcelo@fortes.adv.br Maio 2011 I. TEMA ANALISADO As operações mais comuns de factoring são: a. operação convencional, isto é, a compra e

Leia mais

A grosso modo a ideia é boa e já foi implantada em vários países com sucesso. Assim, por exemplo: Portugal, França, Itália.

A grosso modo a ideia é boa e já foi implantada em vários países com sucesso. Assim, por exemplo: Portugal, França, Itália. EIRELI Eireli, embora possa parecer, não é nome de uma artista de cinema ou televisão. E i re li é abreviação da expressão empresa individual de responsabilidade limitada e, como deve constar após a denominação

Leia mais

ALTERAÇÃO DA DENOMINAÇÃO SOCIAL

ALTERAÇÃO DA DENOMINAÇÃO SOCIAL ALTERAÇÃO CONTRATUAL Instrumento Particular de Alteração de Contrato de Sociedade de Advogados, consubstanciado nas cláusulas e condições abaixo discriminadas. NOME DO ADVOGADO, brasileiro, casado, advogado,

Leia mais

CAPÍTULO I Disposições gerais

CAPÍTULO I Disposições gerais ESTATUTOS DO CONSELHO DAS FINANÇAS PÚBLICAS Aprovados pela Lei n.º 54/2011, de 19 de outubro, com as alterações introduzidas pelo artigo 187.º da Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro (Grafia adaptada em

Leia mais

COMISSÃO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS DA OAB/PB PARECER I. RELATÓRIO

COMISSÃO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS DA OAB/PB PARECER I. RELATÓRIO COMISSÃO DE ESTUDOS TRIBUTÁRIOS DA OAB/PB PARECER SOCIEDADE UNIPESSOAL DE ADVOCACIA LEI 13.247/2016 - RECEITA FEDERAL - INTERPRETAÇÃO LITERAL E RESTRITIVA POSSIBILIDADE DE OPÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL.

Leia mais

ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL.

ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL. ASPECTOS DA DESAPROPRIAÇÃO POR NECESSIDADE OU UTILIDADE PÚBLICA E POR INTERESSE SOCIAL. Por Osvaldo Feitosa de Lima, Advogado e mail: drfeitosalima@hotmail.com Em razão do princípio da supremacia do interesse

Leia mais

EMPRESÁRIO / COMERCIANTE (Ponto 2) Prof. João Glicério de Oliveira Filho

EMPRESÁRIO / COMERCIANTE (Ponto 2) Prof. João Glicério de Oliveira Filho EMPRESÁRIO / COMERCIANTE (Ponto 2) Prof. João Glicério de Oliveira Filho I. Conceito de empresário - Art. 966, CC/2002 (Lei n. 10.406, 10 de janeiro de 2002) - Profissionalismo: a. Habitualidade b. Pessoalidade

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO Profa. Patrícia Newley Kopke Resende 1. Administração Pública 2. Direito Administrativo 3. Organização Administrativa ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1.PODERES (art. 2º CF/88) 2. CONCEITO

Leia mais

Resumo Aula-tema 05: Legislação empresarial especial

Resumo Aula-tema 05: Legislação empresarial especial Resumo Aula-tema 05: Legislação empresarial especial Em termos gerais, as relações jurídicas empresariais estão regidas pelo Código Civil de 2002. No entanto, sobre matérias específicas, existem leis específicas

Leia mais

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO PIRANGUÇUENSE DE ARTESANATO

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO PIRANGUÇUENSE DE ARTESANATO ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO PIRANGUÇUENSE DE ARTESANATO CAPÍTULO I DA DENOMINAÇÃO, SEDE E FINS Art. 1º A Associação Piranguçuense de Artesanato, doravante denominada APA, fundada em 04 de outubro de 2008, é

Leia mais

BANCO CENTRAL DO BRASIL

BANCO CENTRAL DO BRASIL 1 DECRETO-LEI Nº 2.321 25 DE FEVEREIRO DE 1987 Institui, em defesa das finanças públicas, regime de administração especial temporária, nas instituições financeiras privadas e públicas não federais, e dá

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Deve-se propor ação renovatória, com fulcro no art. 51 e ss. da Lei n.º 8.245/1991. Foro competente: Vara Cível de Goianésia GO, conforme dispõe o art. 58, II, da Lei n.º 8.245/1991:

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 1.939, DE 2015 (Do Sr. Weverton Rocha)

PROJETO DE LEI N.º 1.939, DE 2015 (Do Sr. Weverton Rocha) *C0054196A* C0054196A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 1.939, DE 2015 (Do Sr. Weverton Rocha) Dispõe sobre a criação e a estruturação do regime jurídico de Advogado de Empresa Estatal Federal e

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS

RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SEGURANÇA DE BARRAGENS DE REJEITOS RESPONSABILIDADE DOS ATORES POLÍTICOS E PRIVADOS SIMEXMIN OURO PRETO 18.05.2016 SERGIO JACQUES DE MORAES ADVOGADO DAS PESSOAS DAS PESSOAS NATURAIS A vida é vivida por

Leia mais

Visão panorâmica do processo falimentar. O processo de falência tem 3 fases:

Visão panorâmica do processo falimentar. O processo de falência tem 3 fases: FALÊNCIA (LEI 11.101/05) Visão panorâmica do processo falimentar O processo de falência tem 3 fases: 1. Fase pré falencial Vai da petição inicial até a sentença, já que até antes da sentença ainda não

Leia mais

DESTAQUES DO INVENTÁRIO 1

DESTAQUES DO INVENTÁRIO 1 DESTAQUES DO INVENTÁRIO 1 DO INVENTÁRIO EXTRAJUDICIAL A lei 11.441/2007 alterou os dispositivos do CPC, possibilitando a realização de inventário, partilha, separação consensual e divórcio consensual por

Leia mais

O presente instrumento particular é firmado pelos Diretores das sociedades abaixo:

O presente instrumento particular é firmado pelos Diretores das sociedades abaixo: PROTOCOLO E JUSTIFICAÇÃO DE INCORPORAÇÃO DA S.R.J.S.P.E. EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA.; CARE PLUS DENTAL LTDA.; e BIODENT ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA S.A. PELA ODONTOPREV S.A. O presente instrumento

Leia mais

DIREITO SOCIETÁRIO. Sociedades não personificadas

DIREITO SOCIETÁRIO. Sociedades não personificadas DIREITO SOCIETÁRIO As sociedades são classificadas como simples ou empresárias (art. 982, CC). As sociedades empresárias têm por objeto o exercício da empresa: as sociedades simples exercem uma atividade

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

CIRCULAR N. 003433 CIRCULAR 3.433 --------------

CIRCULAR N. 003433 CIRCULAR 3.433 -------------- CIRCULAR N. 003433 CIRCULAR 3.433 -------------- Dispõe sobre concessão de autorização para funcionamento, transferência de controle societário, cisão, fusão, incorporação, prática de outros atos societários

Leia mais

MATRICULA CASOS ESPECIAIS

MATRICULA CASOS ESPECIAIS MATRICULA Atitude do registrador Constatada oficialmente a existência de uma rádio, revista ou qualquer outro meio de comunicação previsto na legislação, sem a competente matrícula no Registro Civil das

Leia mais

Pessoa jurídica: Constituída regularmente Sujeito de direitos e obrigações. Responsabilidade dos sócios ou acionistas: limitada ou ilimitada.

Pessoa jurídica: Constituída regularmente Sujeito de direitos e obrigações. Responsabilidade dos sócios ou acionistas: limitada ou ilimitada. Pessoa jurídica: Constituída regularmente Sujeito de direitos e obrigações. Responsabilidade dos sócios ou acionistas: limitada ou ilimitada. Obrigação: débito compromisso do devedor responsabilidade -

Leia mais

P O D E R J U D I C I Á R I O TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO SECRETARIA DA COMISSÃO DE CONCURSO

P O D E R J U D I C I Á R I O TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO SECRETARIA DA COMISSÃO DE CONCURSO P O D E R J U D I C I Á R I O TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO SECRETARIA DA COMISSÃO DE CONCURSO XXI CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO NA MAGISTRATURA DO TRABALHO DA 9ª REGIÃO EDITAL nº 7/2008

Leia mais

Procedimentos Especiais No Processo do Trabalho. Por Luiz Cesar K. Ayub luiz@ayubeanzzulin.com.br

Procedimentos Especiais No Processo do Trabalho. Por Luiz Cesar K. Ayub luiz@ayubeanzzulin.com.br Procedimentos Especiais No Processo do Trabalho Por Luiz Cesar K. Ayub luiz@ayubeanzzulin.com.br Consignação em Pagamento: A ação de consignação, na Justiça do Trabalho, é substitutiva ao pagamento, para

Leia mais

Agências Executivas. A referida qualificação se dará mediante decreto do Poder Executivo. Agências Reguladoras

Agências Executivas. A referida qualificação se dará mediante decreto do Poder Executivo. Agências Reguladoras Agências Executivas A Lei nº 9.649/98 autorizou o Poder Executivo a qualificar, como agência executiva aquela autarquia ou fundação pública que celebre contrato de gestão com o Poder Público. A referida

Leia mais

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto:

FICHA DOUTRINÁRIA. Diploma: CIVA. Artigo: 9º. Assunto: FICHA DOUTRINÁRIA Diploma: Artigo: Assunto: CIVA 9º. Enquadramento - Concessão do Direito de Construção, Gestão e Exploração Comercial, em Regime de Serviço Público, da Plataforma Logística. Processo:

Leia mais

BRASIL BROKERS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF nº 08.613.550/0001-98 NIRE 33.3.0028096-1 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES

BRASIL BROKERS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF nº 08.613.550/0001-98 NIRE 33.3.0028096-1 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES BRASIL BROKERS PARTICIPAÇÕES S.A. CNPJ/MF nº 08.613.550/0001-98 NIRE 33.3.0028096-1 PLANO DE OPÇÃO DE COMPRA DE AÇÕES 1. Objetivo da Outorga de Opções 1.1. O Plano de Opção de Compra de Ações da Brasil

Leia mais

OAB EXTENSIVO FINAL DE SEMANA Disciplina: Direito Empresarial Prof.ª Elisabete Vido Data: 05.12.2009 Aula nº. 05

OAB EXTENSIVO FINAL DE SEMANA Disciplina: Direito Empresarial Prof.ª Elisabete Vido Data: 05.12.2009 Aula nº. 05 OAB EXTENSIVO FINAL DE SEMANA Disciplina: Direito Empresarial Prof.ª Elisabete Vido Data: 05.12.2009 Aula nº. 05 TEMAS TRATADOS EM AULA I FALÊNCIA (Lei 11.101/05) 1) Legitimidade Passiva (Art. 1º e 2º

Leia mais

IOB Setorial JURÍDICO. Sociedade de advogados - Aspectos tributários 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO 7. EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL 1.

IOB Setorial JURÍDICO. Sociedade de advogados - Aspectos tributários 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO 7. EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL 1. 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO Segundo o art. 16 da Instrução Normativa DNRC em tela, ao final dos nomes dos empresários e das sociedades empresárias que estiverem em processo de liquidação, após a anotação

Leia mais

PROJETO DE LEI 1.572/11 NOVO CÓDIGO COMERCIAL ESTRUTURA E COMENTÁRIOS PONTUAIS

PROJETO DE LEI 1.572/11 NOVO CÓDIGO COMERCIAL ESTRUTURA E COMENTÁRIOS PONTUAIS PROJETO DE LEI 1.572/11 NOVO CÓDIGO COMERCIAL ESTRUTURA E COMENTÁRIOS PONTUAIS (material preparado para reunião do Comitê Societário do CESA julho 2011) Autor: Renato Berger LIVRO I DA EMPRESA TÍTULO I

Leia mais

MINUTA DO ESTATUTO DA FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA E AO DESENVOLVIMENTO FAPED APROVADO PELO CONSELHO CURADOR. TÍTULO I DA FUNDAÇÃO

MINUTA DO ESTATUTO DA FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA E AO DESENVOLVIMENTO FAPED APROVADO PELO CONSELHO CURADOR. TÍTULO I DA FUNDAÇÃO 1 MINUTA DO ESTATUTO DA FUNDAÇÃO DE APOIO À PESQUISA E AO DESENVOLVIMENTO FAPED APROVADO PELO CONSELHO CURADOR. TÍTULO I DA FUNDAÇÃO DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES: ESTATUTO reformulado de acordo com a Lei

Leia mais