Contos de ensinamento da tradição oral

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1 Contos de ensinamento da tradição oral Os chamados contos de ensinamento, fazem parte da grande herança cultural formada pelos contos transmitidos oralmente, de geração para geração, ao longo de milênios. Alguns de seus aspectos são similares aos dos contos maravilhosos e de fadas: a antiguidade, a falta de autor determinado, a transmissão boca a boca através das gerações. O que os particulariza, o que os distingue dos demais é a intenção: sua finalidade principal não é divertir, é ensinar. Atualmente, esses contos (como todos da tradição oral) são, muitas vezes, classificados como pertencentes à literatura infantil. Se os analisarmos com mais cuidado, veremos que eles, em sua origem, eram destinados a ouvintes de todas as idades. Isso fica fácil de entender quando lembramos que, antes do século XIX, não havia essa divisão rígida que temos hoje em mundo das crianças e mundo dos adultos, com os diferentes artigos de consumo (os materiais e os culturais) divididos entre públicos bem definidos. A tecelã, 1882, Rodriguez Até essa época, em sociedades ocidentais ou orientais, as crianças das classes populares não eram apartadas dos adultos em situações de trabalho,

2 diversão ou convívio familiar. É claro que os mais velhos passavam ensinamentos tradicionais para os mais jovens, como tendemos a fazer ainda hoje, mesmo que de modos diversos, mas a distância entre gerações não era tão espacialmente determinada; o convívio entre velhos, adultos e crianças era próximo, os nascimentos e as mortes não eram tratados de forma higienizada como o são atualmente: nascimentos e mortes não são coisas da casa são coisas do espaço hospitalar e subordinados ao cuidado médico. Os acontecimentos da vida eram partilhados no convívio próximo e cotidiano. Nesse ambiente onde a maioria não tinha acesso à escolarização, a eletricidade chegava a poucos lugares e ainda não tinha diminuído os mistérios da noite, e a internet nosso grande oráculo - não era sequer imaginada, a conversa era o meio mais usual para o acesso aos conhecimentos acumulados. As reuniões nas famílias ou em grupos sociais maiores, sempre eram animadas por contadores que guardavam na memória as narrativas mais significativas para a transmissão da história e das tradições de seu povo, entre eles os contos de ensinamento, muitas vezes acompanhados por música. Eram ocasiões de grande envolvimento dos ouvintes, era nelas que se aprendia sobre a vida. E os contos eram o instrumento, nesse momento eles ganhavam uma vida que não podemos reviver pelas versões escritas. Como diz o historiador Robert Darton, um estudioso do assunto, não há como recuperar os dispositivos gestuais e de entonação usados na época por meio das frias páginas escritas. Embora não possamos recriá-los como eram, não deixam de ser, ainda hoje, encantadores e poderosos, mesmo para os ouvintes adultos. Há contos de ensinamento originários do mundo todo. São muito conhecidos aqueles que valorizam o esforço e a esperteza dos fracos contra os fortes e poderosos (como Pequeno polegar, João e Maria, O pequeno Alfaiate, João e o pé de feijão, Aladin e a Lâmpada maravilhosa, etc.) e os que alertam contra os perigos do mundo (como Chapeuzinho Vermelho, Barba Azul etc.).

3 História Emocionante, autor desconhecido Como todos os demais contos da tradição oral, as versões que conhecemos hoje resultam da passagem por diferentes países e são influenciadas por suas versões escritas. Por conta de serem atualmente, tratadas como literatura infantil, e porque vivemos a divisão da sociedade em adultos (que tudo podem ver e saber) e crianças (cuja mente não pode ser contaminada pelas maldades do mundo), as versões mais recentes são abrandadas, mais românticas, em relação às primeiras que foram escritas e que, provavelmente, são mais próximas da tradição oral. As primeiras versões escritas continuam influenciando, é claro, as atuais. São elas a de Perrault, no século XVII, na França, a dos irmãos Grimm, no século XIX na Alemanha e as de Andersen, também no século XIX, na Dinamarca. Além das escritas, no século XX houve versões gravadas em discos e fitas e versões cinematográficas. Os contos de ensinamento são um material rico que desperta o interesse dos estudiosos. Podemos encontrar correntes diversas que revelam perspectivas de diferentes campos de estudo: Há os que veem neles elementos psicológicos¹ revelados na simbologia que pode se atribuir aos personagens, aos elementos da paisagem às cores etc., úteis na análise psicanalítica. Existem os que os estudam como documentos históricos² que revelam, de forma crua, fatos realmente vividos e retratados nos contos como advertência e como indicação de atitudes que devem ser tomadas como proteção à vida.

4 Muitos foram analisados pelas formas que tomaram quando foram utilizados como ensinamentos filosóficos³, morais e religiosos. Griots Sambala Alguns povos ainda muito ligados aos ensinamentos da tradição oral estão recolhendo, mais recentemente, contos que ainda circulam oralmente para registrá-los por meio da escrita. Veja alguns lançamentos editoriais recentes: Contos recolhidos da tradição oral africana por Nelson Mandela, Meus contos africanos, livro publicado no Brasil pela editora Martins Fontes; Contos recolhidos da tradição de povos indígenas brasileiros, por Daniel Munduruku e Heloisa Prieto, Antologia de contos indígenas de ensinamento, publicado pela editora Salamandra. Heloisa Amaral Publicado originalmente no site do Escrevendo o Futuro ¹ Entre os estudiosos da psicologia que estudaram os símbolos nos chamados contos de fadas estão Bruno Betelheim, de linha freudiana, autor do conhecido Psicanálise dos contos de fadas, publicado pela editora Paz e Terra, e Marie Louise Von Franz, de linha junguiana, autora de alguns livros sobre o assunto, entre eles A interpretação do conto de fadas, publicado pela editora Paulus. ² Entre os historiadores que estudaram os contos populares de ensinamento está Robert Darton, que escreveu O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa, livro publicado pela editora Graal. ³ Entre os contos de tradição filosófico-religiosa oriental estão os do personagem Nasrudin. Veja um dos contos emhttp://www.releituras.com/nasrudin_menu.asp

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