MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO Estado-Maior do Exército Centro de Estudos Estratégicos do Exército

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1 MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO Estado-Maior do Exército Centro de Estudos Estratégicos do Exército RELATÓRIO DO SIMPÓSIO PRESSÕES INTERNACIONAIS SOBRE A AMAZÔNIA: CONSEQÜÊNCIAS PARA O EXÉRCITO BRASILEIRO/2022 RESUMO Este trabalho sintetiza o conteúdo das palestras realizadas durante o simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia, realizado no período de 27 a 29 de maio de 2008 pelo Estado-Maior do Exército (EME), sob coordenação do Centro de Estudos Estratégicos do Exército. Os aspectos relacionados aos reflexos das pressões internacionais sobre a Amazônia para o País são debatidos a partir de quatro visões: a de um parlamentar integrante da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) da Câmara dos Deputados, a de um diplomata do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a de um professor da Universidade de Brasília (UnB) e a do Estado-Maior do Exército (EME). Palavras-chave: Amazônia; pressões internacionais. ABSTRACT This work summarizes the content of lectures delivered during the Symposium International pressures on the Amazon, which was promoted by the Brazilian Army Staff from 27 to 29 May 2008, under the coordination of the Army Center for Strategic Studies. Aspects related to the consequences for Brazil of international pressures on the Amazon are addressed from different points of views, provided by a member of the National Defense and International Affairs Committee (CREDEN) of the House of Representatives, a diplomat of the Foreign Affairs Ministry (MRE), a professor from the Universidade de Brasília and a representative of the Brazilian Army Staff. Key-words: Amazon; international pressures.

2 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ INTRODUÇÃO É evidente que a sociedade brasileira não convalida as ações predatórias e as violações aos direitos indígenas na Amazônia, daí porque exercita, através do Governo, medidas destinadas e combatê-las. Explica-se, assim, porque, apesar de tudo, três quartas partes da região mantêm-se incólumes em sua cobertura vegetal e as comunidades silvícolas em grande parte preservadas. O Brasil, contudo, não renunciará ao dever soberano de dinamizar os potenciais naturais da Amazônia, mediante a compatibilização das questões ligadas à economia e à ecologia. Seguramente é esta decisão que desperta a cobiça internacional e favorece o curso de uma campanha difamatória, fundada na má-fé e na mentira (Correio Braziliense, ). Este documento resume informações e opiniões coletadas durante o Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o Exército Brasileiro de 2022, realizado no período de 27 a 29 de maio de 2008, no Estado-Maior do Exército (EME), sob coordenação do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx), como parte do esforço do EME em auscultar fontes diversas, a fim de subsidiar os planejamentos estratégicos do Exército Brasileiro (EB). O texto abaixo não reflete necessariamente a opinião do EB nem reproduz literalmente as palavras dos palestrantes durante o simpósio. Conserva, no entanto, o sentido geral do discurso dos conferencistas. Serviu como ponto de partida para discussão no âmbito do Grupo de Controle (G Ct LINCE) 1, que executa, desde 2006, o trabalho de monitoramento dos Cenários EB/2022, em apoio ao Sistema de Planejamento Estratégico do Exército (SIPLEx). 2. VISÕES SOBRE O TEMA a. De Hidekazu Takayama 2 (Deputado Federal, membro da CREDEN) Identifica-se como principal ameaça à soberania nacional, na região amazônica, o interesse internacional em relação às riquezas da Amazônia brasileira, em especial aos seus recursos minerais, hídricos e da biodiversidade. Esses recursos são objeto de cobiça em razão do valor econômico a eles associado (recursos minerais e biodiversidade) ou em razão de seu valor estratégico e do risco de sua eventual escassez (recursos hídricos). A forma de manifestação dessas ameaças assume diferentes modelos, desde o início do século XX. Ora apresentam-se como declarações de restrição à soberania brasileira na região, ora sob o falso discurso de defesa ambiental ou de direitos de etnias indígenas. Essas diferentes formas de manifestação têm apenas um ponto em comum: a associação de Estados estrangeiros a organismos não-governamentais ligados a questões ambientais e a direitos humanos para implementar ações que possam restringir a soberania brasileira sobre aquela área. Tal método de ação, em que pese se apresentar como fundado em nobres intenções humanitárias, busca mascarar as reais intenções desses Estados, as quais estão fortemente influenciadas por motivação econômica. 1 O EB organizou, em 2005, o grupo de controle para elaborar os Cenários EB/2022 GCt LINCE. Este grupo prossegue continuamente monitorando esses cenários e é composto por oficiais representantes do EME (Subchefias e CEEEx), dos Órgãos de Direção Setorial (todos os Departamentos, o Comando de Operações Terrestres e a Secretaria de Economia e Finanças), e de órgãos do Gabinete do Comandante do EB (Centro de Inteligência do Exército, Centro de Comunicação Social do Exército e Assessoria Especial do Gabinete). 2 O expositor é 1º Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDEN) da Câmara dos Deputados. A ele foi apresentada a solicitação de que respondesse às seguintes questões: - Há percepção de ameaças ao Estado brasileiro relacionadas à questão amazônica? Caso positivo, quais? - Como percebe a ação do Estado em face de tais ameaças? - Há vinculações dos atores (associados a essas ameaças) a organismos/grupos internacionais ou estados estrangeiros quanto a apoio financeiro e político? - Qual a posição da CREDEN em face da aprovação pela ONU da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas com voto favorável do Brasil? - Quais as interpretações atribuídas pela CREDEN ao citado regime jurídico quanto à desmilitarização das terras utilizadas por índios e à prevalência de leis internacionais nessas áreas? - Quais as expectativas quanto à homologação desse regime jurídico pelo Congresso?

3 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ Em relação à ação do Estado brasileiro em face de tais ameaças, utilizando-se os elementos das teorias de relações internacionais neo-realista e construtivista, tem-se que essa ação mostra-se adequada para a preservação da integridade territorial brasileira, devido à atual capacidade econômica e militar do País. Assim, para a defesa dos interesses nacionais, à luz da teoria neo-realista, a ação que teria maiores chances de obter uma maximização efetiva da sua utilidade, no plano internacional, seria a que o Brasil adotou: participação em organismos internacionais, ainda que à custa de certas concessões, para conseguir o aumento da influência brasileira no processo de tomada de decisões. À luz da teoria construtivista, também se justificam as atitudes adotadas pelo Estado brasileiro. No plano internacional, observa-se a preponderância da influência do paradigma kantiano na formação da identidade do País, o que explica os atos de cooperação e de amizade com os países vizinhos, na América do Sul, e as posições assumidas pelo Estado brasileiro, perante organismos internacionais. Portanto, a adesão do Brasil a tratados e a convenções que aparentemente impliquem riscos à soberania nacional não pode ser julgada dentro de uma ótica racionalista, sob a perspectiva hobbesiana ou lockeana. Quando segue a corrente sociológica, o governo brasileiro tem sido mais eficiente na preservação da soberania sobre o território nacional, do que se assumisse confronto, em virtude de sua fragilidade econômica e dos reflexos dessa condição sobre outros projetos político-militares. A percepção dessas condicionantes, que estão associadas à linha de ação adotada, torna mais compreensível a subscrição da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, ou seja, não se pode julgar essa subscrição, de forma maniqueísta, como um ato que sirva apenas para pôr em risco a soberania brasileira, uma vez que o fato de o Poder Executivo a ter assinado não cria, ipso facto, nenhuma obrigação para o Estado brasileiro. Para que essa Declaração gere obrigações internacionais para o Brasil é preciso que ocorra o seguinte: sua incorporação a uma Convenção Internacional que o País assine; o depósito, pelo Brasil, do instrumento de ratificação; e a entrada em vigor da Convenção, no plano internacional. Assiná-la, portanto, ao invés de ser um ato de fraqueza, foi um ato sensato, dentro da lógica da política de relações exteriores do Brasil. Diante da hipótese de se propor que a Declaração venha a se tornar lei no País, avalia-se, superficialmente, que há dispositivos dessa Declaração muito sensíveis que deverão gerar profundas discussões, no âmbito do Congresso Nacional. É pouco provável ratificá-la assim como está hoje. Merecem destaque, em especial quanto à constitucionalidade, dentre outros dispositivos, os referentes aos seguintes temas: o reconhecimento de capacidade dos povos indígenas de firmarem tratados, acordos ou outros atos internacionais e a imposição de uma jurisdição internacional para questões que envolvam interesses indígenas; a possibilidade desses povos determinarem livremente sua condição política; restrições ao desenvolvimento de atividades militares em reservas indígenas; direito dos povos indígenas a determinar e elaborar prioridades e estratégias para o desenvolvimento ou utilização de suas terras ou territórios e outros recursos; o reconhecimento de autonomia política para as comunidades indígenas etc. Em razão das questões apontadas, é possível afirmar-se que o processo de ratificação desse ato internacional não deverá ser um processo simples, devendo ser objeto de extensas discussões durante a tentativa de ratificação. Antes da entrada na pauta de votação, caberá à Câmara dos Deputados detalhar as conseqüências decorrentes da adoção dessa hipotética Convenção, com seus possíveis reflexos em relação à soberania do Estado brasileiro sobre a região amazônica e os riscos à integridade territorial do Estado brasileiro 5. Para levar a efeito sua obrigação de eliminar as incertezas que cercam o processo decisório sobre a ratificação desse ato internacional, certamente deverão ocorrer audiências públicas com especialistas da matéria que irão contribuir para a elucidação de questões polêmicas, bem como para identificar eventuais riscos ou benefícios para o Estado brasileiro, decorrentes da aprovação congressual desse ato internacional. Então, tudo isso pode gerar o impedimento da ratificação da Convenção ou o endosso desta com ressalvas. 5 É o trabalho das comissões internas da Câmara, tarefa que antecede à entrada na pauta de discussão e provação do plenário.

4 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ b. De Luis Alberto Figueiredo Machado 3 (ministro de 2ª classe do MRE) O ideário sobre a preservação da Amazônia remonta aos idos do século XVI e reflete interesses internacionais os mais diversos, razão pela qual a região já recebeu referências como pulmão do mundo e reserva estratégica de água doce do planeta, depositário de riquezas inesgotáveis, biodiversidade capaz de curar todas as doenças etc. Muito do imaginário sobre a área alimenta a idéia de que a Amazônia deve ser preservada intocada, tendo em vista o interesse científico e tudo o que representa em termos de biodiversidade ainda não explorada. Quanto a esse aspecto, a região não corre risco maior nesse campo uma vez que os recursos naturais são direitos soberanos do Estado e eles devem ser exercidos em prol do interesse nacional, obedecendo aos princípios do meio ambiente e de desenvolvimento, reafirmados pelo Brasil durante a Conferência Mundial no Rio de Janeiro sobre o tema em 1992 a Eco/92. A floresta é por definição um recurso natural relevante que pertence à base territorial do País e o desenvolvimento sustentável da Amazônia é um dever do Estado brasileiro. Em termos regionais, o País compartilha a Amazônia com vizinhos e o bioma amazônico representa um fator aglutinador entre os paises da região. A questão florestal é importante para a política externa brasileira, por isso a sociedade deve estar consciente de que o País tem de exercer a soberania sobre os recursos da região. O governo federal vem implementando desde 2004 um plano de ação voltado para a Amazônia que envolve 13 ministérios e busca a redução do desmatamento o Plano Amazônia Sustentável. Além disso, medidas adicionais foram tomadas a partir de 2007, visando à continuidade daquele plano. Em meados de 2008, a redução do desmatamento já atingiu o patamar de 59% do que se desmatava antes de o plano ser implementado. Há, no entanto, de se destacar que, para se cumprir as leis, não basta apenas ação de comando e controle. É necessária também a adoção de medidas coercitivas pelo Estado. Críticas da mídia internacional apontam para o desmatamento excessivo da floresta amazônica, questionando o que fazer para conservar a cobertura vegetal. Essas preocupações são legítimas, mas se prendem à idéia errada de pulmão do mundo. Não se pode, no entanto, desconsiderar na gestão da região que ela é habitada por aproximadamente 25 milhões de pessoas que precisam ter opções econômicas para sobreviver sem que utilizem a floresta e provoquem certo desflorestamento. A dificuldade está em se determinar como produzir, reduzindo, ao mínimo, a depredação ambiental. Alguns países que criticam o Brasil fizeram, no passado, uso predatório de seus recursos naturais e agora querem que isso não se repita na Amazônia. O governo brasileiro interpreta essas ações como ingerência ilegítima em assuntos internos do País, procurando, contudo, sinalizar que se encontra aberto ao diálogo e à cooperação. Órgãos poderosos da mídia não divulgam, no entanto, de forma equilibrada as idéias do governo brasileiro sobre essa questão. Conforme já sinalizado, a preocupação internacional é para que a floresta seja preservada, custe o que custar, o que faz despontar o grande dilema: preservação da biodiversidade versus desenvolvimento sustentável. Há inclusive o objetivo global de reverter de forma substancial, até 2010, a perda da biodiversidade. Parte-se da premissa de que algumas espécies estão se extinguindo e, se o desmatamento não for sustado, corre-se o risco de contínua e irreversível perda da biodiversidade. O Brasil está interessado nas questões de acesso, uso, repartição de benefícios dos produtos originados da biodiversidade. Defende a idéia de que a população local da área onde se extraem os recursos deva ter acesso aos benefícios econômicos da riqueza natural ali explorada. 3 O palestrante é Diretor do Departamento do Meio Ambiente e Temas Especiais do MRE. A ele foi apresentada a solicitação de que respondesse às seguintes questões: - Há percepção de ameaças ao Estado brasileiro relacionadas à questão amazônica? Caso positivo, quais? - Quais as ações de política externa do Estado em face de tais ameaças? - Há vinculações dos atores (associados a essas ameaças) a organismos/grupos internacionais ou estados estrangeiros quanto a apoio financeiro e político? - Para o Estado brasileiro qual o significado da aprovação pela ONU da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas? - Quais as interpretações ao citado regime jurídico, em particular, quanto à desmilitarização das terras utilizadas por índios e à prevalência de leis internacionais nessas áreas?

5 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ O governo federal entende que as pesquisas sobre a biodiversidade devem ser feitas segundo os parâmetros da lei e que o acesso à pesquisa deve estar ligado ao desenvolvimento sustentável e à preservação da propriedade. Então, o caminho é fomentar o desenvolvimento tecnológico e também das indústrias de biotecnologia na própria região amazônica. Ambientalistas internacionais vêem a perda da biodiversidade, a falta de preservação dos recursos hídricos e as mudanças climáticas como os problemas mais graves ocasionados pelo desmatamento e queimadas na Amazônia. Quanto à questão das mudanças climáticas, esses ambientalistas julgam que o desmatamento contribui para o fenômeno e que deve ser interrompido imediatamente. Sabe-se que, efetivamente, o desflorestamento contribui para o aquecimento global e que um dos maiores causadores do efeito estufa é o uso de combustíveis fósseis. Assim, a redução (pelo corte ou pela queima) da hiléia amazônica não pode ser tomada como a vilã e a grande geradora do problema ambiental do mundo, como se tentando desviar outras causas ligadas à poluição industrial e à queima de combustíveis fósseis. A solução à exploração da floresta não pode ser tomada como apartada da questão maior. Os maiores interessados em buscar solução para o problema em foco são os brasileiros sem perder de vista o modelo de desenvolvimento sustentável para a região. A declaração dos Povos Indígenas foi um texto amplamente discutido e negociado na Organização das Nações Unidas (ONU) e está ligado fundamentalmente às questões dos direitos humanos que tanto preocupam aquele órgão. A votação dessa declaração apontou 143 países favoráveis, 4 contrários e 12 abstenções. O Brasil se incorporou ao bloco dos favoráveis. O documento não tem força de instrumento jurídico vinculante ao corpo legal do Brasil, isto é, à Constituição Federal de 1988 (CF/88). Na realidade, visa sinalizar à comunidade internacional o engajamento político do País com as questões de direitos humanos no mundo. Seu texto, portanto, é meramente declaratório, sem força de lei. Nada dessa declaração poderá afetar a integridade do território ou a soberania do Brasil. Quanto ao direito de ingerência que poderia estar presente nessa declaração, pondo sob risco o País, cabe salientar que a CF/88, no seu Art 4º inciso IV, declara que a não-intervenção é um dos princípios que regem a República Federativa do Brasil nas suas relações internacionais. O Brasil não tem casos de genocídio contra a população nem de limpeza étnica, visto que a miscigenação faz parte da formação nacional. Tais crimes têm suscitado o Conselho de Segurança da ONU a fazer uso da Carta das Nações Unidas, para evitar desastres humanos (texto de 2005). Essas ações, por questões humanitárias, se processam com resistências, em particular quanto aos limites da ingerência. Conforme já mencionado, os limites seriam nos casos de genocídio e limpeza étnica. Esses casos não se aplicam à problemática brasileira. Como o Poder Executivo não cogita submeter a Declaração dos Povos Indígenas à apreciação do Congresso Nacional para transformação em dispositivo legal, não seria de todo errado entendê-la como sinal da postura de respeito do País aos direitos humanos, no caso, aos indígenas brasileiros como todos os demais reconhecidos na CF/88. c. De Eduardo José Viola 4 (professor Dr. da UnB) Ao tratar o tema das pressões internacionais sobre a Amazônia, verifica-se que essas pressões são conduzidas pelos agentes dos ilícitos transnacional e nacional, pela Revolução Bolivariana de Hugo Chávez (político venezuelano), das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e de 4 O expositor é Professor Titular do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília. A ele foi apresentada a solicitação de que respondesse às seguintes questões: - Há percepções de ameaças ao Estado brasileiro relacionadas à questão amazônica? Caso positivo, quais? - Como percebe a afirmação do Estado brasileiro em face de tais ameaças? - Há vinculações dos atores (associados a essas ameaças) a organismos/grupos internacionais ou estados estrangeiros quanto a apoio financeiro e político? - Qual o significado da aprovação pela ONU da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas com voto favorável do Brasil, com cláusulas relativas à desmilitarização das terras utilizadas por índios e à prevalência de leis internacionais nessas áreas? - Como percebe o envolvimento da sociedade quanto à afirmação do Estado na Amazônia?

6 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ outros extremismos, pelo movimento internacional de apoio aos povos indígenas, pela percepção americana de ameaças potenciais oriundas de santuários para terroristas islâmicos, pelo movimento internacional para preservar a biodiversidade ou para mitigar a mudança climática. Os ilícitos transnacionais e nacionais exercem a pressão mais negativa e destrutiva por intermédio do tráfico de drogas, de armas, de animais silvestres, das migrações ilegais, da prostituição, da lavagem de dinheiro e da biopirataria. O desmatamento ilegal envolve interesses escusos de estrangeiros e nacionais com poder de corromper e intimidar funcionários públicos e as populações locais. Essas ações desgastam (erodem) o Estado de Direito e a confiança pública no governo da lei e nas instituições. A Revolução Bolivariana, por sua vez, tenta criar um movimento continental para subverter as democracias de mercado. Propõe um modelo obsoleto de capitalismo de estado e um populismo plebiscitário. Esse movimento conta com a Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) como aliados no Brasil. Apesar de as FARC contarem com o apoio de Hugo Chávez, essa combinação de comunismo degradado pelo crime organizado 6 encontra-se em situação de derrota e esfacelamento. O movimento internacional de apoio aos povos indígenas tem se manifestado no Brasil por intermédio de organizações não-governamentais (ONGs) e antropólogos com visão exagerada sobre as virtudes da cultura indígena e o direito de constituir nações, impactando sobre as manifestações da ONU. Esses movimentos incentivam a delimitação de reservas indígenas excessivamente grandes e contínuas em zona de fronteira, revelando a baixa capacidade do Estado nacional para integrar os indígenas como cidadãos. Algumas lideranças indígenas, com oportunismo, têm demonstrado grande capacidade para maximizar interesses particulares, transitando entre o Estado nacional e as redes internacionais. Os movimentos indigenistas radicais promovidos por Evo Morales (político boliviano) e outras lideranças na Bolívia, no Equador e no Peru têm mobilizado lideranças indígenas nacionais. A política contra-terrorista dos Estados Unidos da América (EUA) tem gerado a procura de indícios de santuários terroristas, em muitas áreas do mundo em que há baixa presença do Estado e da lei. A América de Sul pode até possuir algumas áreas em quadro depreciativo, mas isso se situa em condições bem menos ruins do que outras áreas na África, Oriente Médio e Ásia Central. O movimento internacional de preservação da biodiversidade tem atuado por intermédio de ONGs e cientistas preocupados pela erosão da mesma. As pressões exercidas se tornam perniciosas quando radicalizam a sua visão preservacionista como no caso das usinas do rio Madeira. Verifica-se que o Brasil valoriza pouco o potencial da biodiversidade de que dispõe, deixando de atrair para a Amazônia laboratórios de biotecnologia. O movimento internacional para mitigar as mudanças climáticas tem sua origem em vasta coalizão global transnacional que pressiona todos os países para reduzirem as emissões de gases causadores do efeito estufa. Os principais protagonistas desse movimento são os países da União Européia e o Japão e as maiores pressões são exercidas sobre os EUA, a China e a Índia. Sobre a Amazônia, essas pressões são positivas, pois atuam no sentido de mitigar a destruição dos recursos naturais e o uso de forma irracional, caracterizado pela abertura de estradas, pela extração da madeira, pela queimada, pela abertura de pasto e pelo plantio da soja. A economia do Brasil contribui com 2,5% do PIB mundial e participa com 3,5% das emissões globais de carbono. Cerca de 50% dessas emissões são oriundas do desmatamento da Amazônia e, desse percentual, 80% são originadas de atividades ilegais. Tudo isso reduz as vantagens do País na transição para uma economia global de baixa intensidade de carbono. Para que ocorra uma transição para o desenvolvimento sustentável, é preciso que existam leis que regulem o zoneamento ecológico econômico, diferenciando áreas de preservação e de exploração, segundo parâmetros de eficiência de conversão como, nos casos de construção de usinas hidrelétricas, a exploração seletiva de madeira, a 6 O expositor se refere ao fato de as FARC terem o discurso revolucionário marxista e viverem em simbiose com o narcotráfico, agregando-se ao grupo o que há de estranho contra a democracia e os direitos humanos.

7 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ utilização de terras apropriadas para agricultura de alta produtividade e o reflorestamento de áreas degradadas. A sociedade brasileira tem uma percepção distorcida e simplificada das questões amazônicas por se tratar de ameaças difusas e transnacionais como é o caso da tolerância com o crime e as atividades ilícitas, particularmente o desmatamento ilegal. Verifica-se também uma baixa compreensão do conceito de soberania no século XXI, segundo o qual compete ao Estado nacional a imposição de governo da lei e o monopólio do emprego da violência. Outra percepção deficiente é a baixa compreensão do caráter estratégico da Amazônia, da necessidade de defesa e desenvolvimento com alta tecnologia bem como o papel problemático assumido pelas religiões missionárias expansivas. Para o futuro, podem-se elaborar dois cenários prováveis. O primeiro apontaria o provável aumento da capacidade de o Estado impor a lei e o monopólio da violência, em um quadro de crescimento econômico de 4 a 5% ao ano e o conseqüente aumento da capacidade fiscal para investir na Amazônia. O cenário regional comporia provável retrocesso da ameaça da revolução bolivariana e das FARC, com forte incerteza quanto ao futuro do Estado venezuelano e do boliviano que podem ser tomados por processos de desintegração. Finalmente, há o provável aumento da captura dos estados da Guiana e do Suriname pelo crime transnacional. O segundo cenário comportaria os seguintes aspectos: estagnação da questão indígena, não se configurando o risco de agravamento ou de separatismo; o provável aumento da confiança dos EUA na capacidade de o Brasil impor o governo da lei na Amazônia e suprimir as ameaças terroristas; a provável redução do desmatamento ilegal na Amazônia com a redução das emissões de carbono; o conseqüente aumento do prestígio internacional do Brasil; e o provável aumento da sua capacidade para utilizar estrategicamente os recursos naturais da Amazônia. d. Do Estado-Maior do Exército 5 As pressões internacionais ligadas à Amazônia estão incluídas em um contexto mais abrangente de ameaças ao Brasil. Elas se situam nos cenários de globalização e abrangem questões ambientais (desmatamento, queimadas, aquecimento global, agressões ao ecossistema, enfim, a destruição da maior floresta tropical pulmão do mundo ), ilícitos transnacionais (narcotráfico, tráfico de armas, contrabando e descaminho) e a alegada proteção de minorias étnicas (indígenas, negros e outros apontados como excluídos socialmente). Na verdade, as pressões refletem a cobiça internacional sobre os recursos da região, que fomentam a ameaça real aos interesses nacionais, à soberania e à integridade territorial do Brasil, sempre com a palavra de ordem apelando pela internacionalização da Amazônia. Apesar dos atrativos que as riquezas provocam, não há dúvida de que a causa maior da vulnerabilidade do País na questão amazônica decorre do vazio demográfico, de poder estatal, mormente pela carência de recursos aplicados no desenvolvimento e na integração da região ao restante do Brasil. A ausência do Estado na região tem produzido vulnerabilidades que parcela do terceiro setor (ONGs estrangeiras ou a serviço desses), organismos internacionais e vários simpatizantes de causas internacionalistas exploram com ampla repercussão nos meios de difusão de idéias (mídia, internet, livros, círculos de intelectuais, acadêmicos, dentre outros). Tão eficientes têm sido tais ações 7 junto à opinião pública internacional e nacional que ganham contornos preocupantes, pois canalizam interesses oriundos de grupos estrangeiros com bandeiras pela internacionalização da Amazônia. Saliente-se que o interesse de países do chamado primeiro mundo não é novo. Por estimarem, por exemplo, que suas reservas minerais se esgotariam em médio prazo, que a escassez de 5 O expositor foi Júlio César Spíndola Caldas, coronel servindo na 5ª Subchefia do EME, representando esse órgão. A ele foi apresentada a solicitação de que respondesse às questões que estão em destaque na seção que resume sua palestra. 7 Sob suspeição de parecem inspiradas em técnicas de propaganda de Joseph Goebbels e em conceitos de hegemonia cultural de Antonio Gramsci.

8 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ água doce se prenuncia e que a biodiversidade se apresenta como nova fonte de riqueza, passaram a intensificar suas pressões. Autoridades 8 já declararam suas posições e intenções sobre a Amazônia, em diferentes fóruns internacionais, causando desconforto político e a sensação de ameaça ao Brasil. Esse breve resumo sobre os antecedentes serve para situar o leitor em relação às respostas às questões a seguir: 1) Há percepção de ameaças ao Estado brasileiro relacionadas à questão amazônica? Quais? Sim, ainda que os agentes não se apresentem abertamente como atores explícitos e estatais. É daí que surge o conceito de natureza difusa das atuais ameaças, retirado da Política de Defesa Nacional 9 (PDN). A percepção de ameaças sobre a Amazônia está inserida dentro da nova ordem mundial, na qual a globalização em todos os campos da atividade humana enseja, dentre outras, uma nova Era, a da Força da Opinião Pública, em que se busca implantar a idéia de que o Estado-nação se encontra superado. Para que isso se transforme em fato, é fundamental a conquista do apoio da população. Sem tal respaldo as decisões e ingerências perdem em credibilidade. Na realidade, vive-se a Era em que se acentua a tendência de países hegemônicos quererem intervir em outros de maneira não convencional, com base nas explicações mencionadas, usadas como pano de fundo para mascarar suas reais intenções, que, no caso da Amazônia ficam centradas, basicamente, nos ilícitos transnacionais (tráfico de armas e drogas, contrabando, descaminho e biopirataria), nas questões do meio ambiente (destruição de florestas tropicais desmatamento, queimadas -, aquecimento global, contaminação de rios e lençóis freáticos, etc.), e proteção de minorias étnicas (no caso, os indígenas, sob o pretexto de lhes prestar ajuda humanitária). As ameaças de origens externas se alicerçam em componentes ideológicos e geopolíticos. Este último componente aponta para estados e empresas multinacionais do primeiro mundo e manifesta interesses em assegurar posição de domínio, no contexto do Conflito Norte-Sul ou na conformação dos pólos mundiais de influência, nos quais os Estados Unidos da América (EUA) e a União Européia (EU), principalmente, buscam assumir e sustentar suas posições. Nesse processo, os estados hegemônicos têm em comum a realização de ingerência ou pressão sobre problemas internos dos países menos poderosos que eles, como instrumento ostensivo ou velado, sob o manto de temas como globalização, governo mundial e regimes ofensivos à soberania dos Estados com pouco poder de coação no jogo político internacional. Na realidade, combinam-se provisoriamente, nessa ousadia intervencionista, correntes ideológicas internacionalistas com interesses geopolíticos centrados na ambição econômica. No caso da Amazônia brasileira, encoberta sob o manto das causas ecológica e indígena, disfarça-se a cobiça por seus recursos naturais (nióbio, água doce, biodiversidade etc.) na busca constante pelo controle de matérias-primas. Figuras em evidência na comunidade internacional, há muito, vêm causando constrangimentos aos brasileiros, quando defendem a tese de que o Brasil deveria aceitar a soberania compartilhada sobre a área, considerada por elas patrimônio da Humanidade. Assim, a principal ação externa ameaçadora em curso é o processo de formação da opinião pública internacional e pior ainda - nacional de que o Brasil não seria capaz de cuidar da Amazônia. Por outro lado, como problemas internos que se destacam como contribuintes ao adensamento daquela ameaça os seguintes aspectos: as disfunções do Estado (por ausência dos órgãos públicos ou funcionamento embrionário destes) naquela região, o vazio demográfico e a exploração econômica sob frágeis rédeas fiscalizadoras. A ausência do Estado agrava a questão ambiental e fundiária, gera precário descontrole das ONGs, facilita ilícitos e permite que indígenas brasileiros em sua ingenuidade 10 sejam utilizados 8 Dentre outras figuras do cenário político internacional, podem-se listar Henry Kissinger, Margareth Thatcher, François Mitterrand, Al Gore, Madeleine Albright, Mikail Gorbachov, John Mayor, Pascal Lamy, e até o ex-secretário Geral da ONU Kofi Annan. 9 Brasil (2005, p. 16): vide item 6.8 da PDN. 10 A ingenuidade política de alguns indígenas faz com que não percebam o jogo urdido nos circuitos que perpassam as capitais dos Estados mais ricos e mais poderosos militarmente no mundo locais afastados das reservas onde residem.

9 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ como massa de manobra, para atender a causas estranhas à nação brasileira, mas simuladas de direitos politicamente corretos. O Brasil tem de neutralizar essas vulnerabilidades de modo que reforme a opinião pública internacional com imagens estereotipadas negativas contra o País e fortaleça a sociedade brasileira no sentido de que ela demonstre vontade em defender os interesses nacionais. Para tanto, é preciso que o Estado imediatamente aja com rigor e retire as atribuições delegadas às ONGs envolvidas com atos ilícitos, servindo de fachada a interesses que não podem ser revelados publicamente por elas mesmas tão ilegítimos são, uma vez que visam a objetivos dissociados da sociedade brasileira. 2. Como o EB contribui para a afirmação do Estado brasileiro em face dessas ameaças? A contribuição do EB à afirmação do Estado brasileiro se manifesta em seu preparo para emprego na região, na sua presença nos longínquos pontos das fronteiras, na integração com as comunidades indígenas e caboclas amazônicas, e nas ações subsidiárias que ali realiza há séculos. O emprego da Força Terrestre (F Ter) 11 é visualizado a partir da concepção em tempo de paz de que as ameaças são indefinidas, ou seja, de que os agentes das ameaças ainda não se apresentam claros a ponto de exigir a resposta do Estado com uma ação armada. Em face disso, a F Ter se faz presente na Amazônia e é estruturada de maneira a desenvolver características ideais de versatilidade, flexibilidade e mobilidade. Estando, desde o tempo de paz, bem treinada, dotada de equipamentos e motivada a cumprir sua missão, ela contribui para a dissuasão contra as ameaças ao Estado brasileiro 12. Caso a dissuasão não seja efetiva e o Estado se veja forçado a empregar as FA, conforme previsto nas hipóteses de emprego em vigor 13, a F Ter concebe seu emprego combinado com as demais FA segundo ações ofensivas militares clássicas (quando enfrentar poder igual ou inferior) ou ações de resistência (diante de força superior). Em ambas as hipóteses acima, não basta a ação militar, o sacrifício dos soldados. Vencer esses desafios exige, essencialmente, a vontade nacional para lutar, para aceitar ceder seus filhos aos riscos maiores da vida; enfim, apoiar a população brasileira na Amazônia e se sentir irmanada a ela pelo elo da nação. Identificando o vazio de poder, o Exército prosseguirá presente nos rincões mais distantes da Amazônia, principalmente na faixa de fronteira, e atuando como a mão amiga dos brasileiros afastados dos centros urbanos. O Exército é uma das poucas manifestações da autoridade do Estado em vários sítios geográficos na Amazônia. 3) Quais os planos (programas ou projetos) de futuro do EB vinculados à tarefa de afirmação do Estado brasileiro na Amazônia? O EB participa de vários programas, projetos e ações que auxiliam na afirmação do Estado. Coopera com órgãos governamentais civis, além de trabalhar em conjunto com as demais Forças Armadas no Programa Calha Norte, no SIPAM, no Projeto Rondon, etc. Essas atividades abrangem implantação ou manutenção da infra-estrutura viária, assistência médica às populações ribeirinhas e às comunidades indígenas, apoio à fiscalização contra desflorestamento irregular, além de outras ações. A afirmação do Estado não dispensa a construção da capacidade dissuasória no trato da questão amazônica, que, por sua vez, não pode prescindir do conhecimento científico e tecnológico (C&T) sobre a região. O Exército pode contribuir muito além do que já realiza há séculos naquela região. Ele dispõe de pessoal capacitado em C&T e, em parceria com a base industrial de Defesa e os centros civis de pesquisa, pode auxiliar na redução da dependência externa do País e contribuir para 11 O EB para fim de melhor entendimento se compõe da Força Terrestre (o componente armado com missão de emprego em operações militares) e da administração (conjunto de órgãos que não estão previstos para serem empregados em operações militares). Os militares, circunstancialmente em serviço na seção da administração, podem ser designados para ocuparem cargos nas organizações da F Ter. 12 Restrições orçamentárias e outros fatores têm retardado que a F Ter alcance o estágio evolutivo nos níveis mínimos, correlatos aos desafios ligados à questão Amazônia. Aquelas causas merecem complexas considerações que fogem a este estudo. Vide: Brasil (2007a) e Brasil (2007b). 13 Vide Brasil (2006).

10 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ aumentar a aproximação com pesquisadores civis nacionais e de países amazônicos vizinhos na busca do domínio do conhecimento sobre a área. O Plano Estratégico de Reestruturação do Exército (PEREx) está sendo atualizado, prevê mudanças do EB para a Amazônia e sua execução é uma das maneiras de se contribuir para a afirmação do Estado naquela região. Além desse plano, estão nas cogitações da Força incrementar a atuação contra crimes transfronteiriços e ambientais na faixa de fronteira terrestre e aumentar a cooperação com as forças armadas dos países vizinhos. Em suma, o Exército permanecerá cooperando com o desenvolvimento nacional, priorizando sua ação na Amazônia em perfeita consonância com o bioma amazônico. 4) Para o EB quais as sinalizações apresentadas pela Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, em particular, quanto à desmilitarização das terras utilizadas por índios e à prevalência de leis internacionais nessas áreas, caso seja posta na pauta do Congresso Nacional para homologação? A Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas da ONU (DUDPI) foi assinada, voluntariamente, pelo governo brasileiro em setembro de 2007, sob a alegação de que se buscava manter uma posição coerente de posicionamento do País nos assuntos relacionados a direitos humanos. Nela estão contidos novos conceitos de autodeterminação, autonomia e autogoverno das comunidades indígenas e a limitação da presença militar em reservas indígenas, sendo, portanto, uma ameaça à estabilidade institucional do País, caso venha a ser posta na pauta do Congresso Nacional e sua aprovação consumada. Tais dispositivos estimulam a desintegração territorial, criando espaço para que surjam diversos estados dentro do Estado. Há estimativas de que ultrapassariam 200 (duzentos) quistos, cantões. Os índios brasileiros não são problemas. Eles são tão brasileiros quantos todos os demais nascidos no País. Fazem, portanto, parte dos interesses nacionais. A Constituição Federal demonstra como o Estado coloca os indígenas em situação de proteção. As questões ligadas a ele se constituem em um dos maiores problemas na Amazônia, na atualidade, por afetar diretamente a soberania nacional. A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) não apresenta um ideário historicamente convergente e claro sobre como lidar com o tema. Isso contribui para polêmicas no âmbito do governo e da sociedade brasileira. Esta está quase anestesiada por interpretações de indigenistas e brasilianistas estrangeiros que avocam a si a propriedade exclusiva de visões legítimas e politicamente corretas sobre o índio. No tocante à possível desmilitarização de reservas indígenas e à eventual necessidade de pedidos de autorização para que as FA atuem nessas reservas, conforme pretende a DUDPI em foco, tais pleitos são simplesmente inaceitáveis ao Estado. Desse modo, a intenção da proposta parece que visa a restringir as FA de estarem presentes em parte do território nacional, no cumprimento da sua destinação constitucional, afrontando diretamente o interesse nacional. Conforme facilmente se percebe a partir de alguns indícios, a Declaração contém dispositivos que não podem ser aplicados sob pena de dissociar o indígena do restante da sociedade brasileira. As comunidades indígenas se reafirmam como parte integrante da nação brasileira. Uma das características dessa sociedade é a tolerância a todas as raças e credos, como previsto na Carta Magna. O processo de miscigenação, fenômeno vivo, destaca o Brasil dentre os países com formação multirracial. Não deixa de ser estranho que países hegemônicos ou a própria comunidade internacional venham querer interferir em assuntos internos do Brasil, utilizando-se de declarações públicas ou de serviços de ONGs, quando o passado histórico daqueles atores não registra respeito aos seus próprios indígenas ou aos das terras por eles colonizadas, fato esse que, em alguns casos, ainda se mantêm. Após as considerações acima, conclui-se que o desenvolvimento da Amazônia se sucederá por questões de necessidade. Cabe, portanto, aos próprios brasileiros, sob a orientação das autoridades do Estado, encaminhá-lo de forma sustentável. A conscientização da sociedade sobre a importância dos cuidados com o ambiente é fundamental para desencorajar ilícitos predatórios.

11 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ Ademais, algumas políticas para atividades conveniadas com ONGs devem ser revistas, tendo em consideração que algumas dessas ONGs não têm compromisso com a nação brasileira e seu trabalho causa sérios riscos ao País. Aquelas flagradas em conexões suspeitas com estrangeiros ou em desvirtuamento na destinação de recursos vultosos da União precisam ser enquadradas na lei, expurgadas dos convênios por imoralidade, ineficiência e ilegalidade no serviço público contratado, e suas ações imediatamente neutralizadas. As FA, há séculos, integram, em suas fileiras, componentes indígenas e miscigenados que convivem em perfeita harmonia, retrato fiel de uma só nação a brasileira. Os pelotões especiais de fronteiras junto a comunidades indígenas comprovam isso desde a fase colonial na História do Brasil. A maior responsabilidade pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia cabe às instituições públicas: os três poderes e o Ministério Público. Realizar isso requer não apenas um Plano Nacional de Desenvolvimento que inclua atividades de proteção ambiental, de produção e de pesquisa C&T. É necessário que o Estado se faça autoridade mais efetiva e promova a educação da sociedade no sentido de despertar a vontade de defender a Amazônia e de saber protegê-la da depredação ambiental e do trânsito de ilícitos. O EB se inclui, há muito tempo, no rol dos responsáveis por essa empreitada e o faz com sacrifícios e fé inabalável, colocando sua ação na Amazônia como prioridade primeira, certo de que está contribuindo para que o Brasil enfrente e supere as pressões internacionais já apontadas e outras que poderão advir. 3. CONCLUSÃO Os debates realizados no âmbito do GCt LINCE entre 27 e 29 de maio foram focalizados em torno dos mesmos questionamentos apresentados ao representante do EME e visavam diagnosticar as percepções que os integrantes desse grupo tinham acerca daquelas questões. Esta seção reproduz o sentido geral das posições da maioria, visto que não se identificou uma só resposta obtendo unanimidade. a) Há ameaças ao Estado relacionadas à Amazônia? Caso positivo, quais? Sim. As ameaças ao Estado brasileiro, no tocante à questão amazônica, existem em formas variadas e perceptíveis (de insinuações sutis em discursos de autoridades estrangeiras a ações ousadas de membros de ONGs, de internacionalistas autônomos e de algumas agências de organismos multilaterais). Tais ameaças se manifestam, por exemplo, por pressões políticas oriundas de Estados ricos cujas empresas multinacionais ali sediadas e controladas, têm interesses em explorar riquezas disponíveis na região em foco. Tais riquezas compreendem depósitos minerais; recursos da biomassa com expectativa de lucros vultosos para a indústria farmacológica, de cosméticos e da química em geral; madeira de lei, etc. As riquezas amazônicas ainda não foram plenamente dimensionadas, o que gera mais cobiça, pois novas descobertas poderiam alterar as relações de poder econômico no mundo, atualmente bem definidas em favor de empresas cujo controle societário está em mãos de grupos estrangeiros. Este é o problema focal que precisa ser encoberto por outros problemas, a fim de usar estes últimos como causas maiores para as pressões, porque essas causas são politicamente corretas. Elas podem ser anunciadas, pois têm poder para mobilizar a opinião pública internacional contra o Estado brasileiro, estigmatizando-o como responsável pelo perigo à Amazônia e, por extensão, à humanidade. Sumariamente, essa é a forma do jogo em curso em torno da Amazônia, da sua exploração econômica, do exercício da soberania sobre ela. Nessa espécie de inversão de figura e fundo 14, passam a ter destaque como fontes (agentes) de pressão sobre o Brasil várias ONGs e organismos multilaterais, funcionando como 14 É típica das percepções na teoria do Gestalt: a figura (o foco, o destaque) e o fundo (a situação geral e difusa).

12 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ prepostos dos promotores dos grandes movimentos politicamente corretos. Agem com a liberdade de ação que Estados e empresas multinacionais abertamente não teriam. Proclamam bandeiras de cunho internacionalista, pondo em xeque toda a construção nacional, mesmo quando por tática oportunista e temporária eventualmente defendem temas nacionalistas. É um fenômeno de difícil compreensão, pois reúne bases ideológicas divergentes que ora se aglutinam em torno da decisão sobre o destino da Amazônia no tabuleiro internacional. Grupam-se ímpetos internacionalistas por um governo mundial e interesses privados por lucro em bases capitalistas 15. É a antítese no jogo de xadrez político com o Estado brasileiro sendo posto em xeque quanto ao controle soberano sobre a Amazônia. Obviamente, nem todas as ONGs empreendem o jogo contra os interesses nacionais. As que o fazem buscam se associar a órgãos com credibilidade como, por exemplo, a Igreja Católica e repartições públicas, simulando querer ajudar o Estado porque este não seria capaz de atender à demanda por serviços públicos. Facilmente têm acesso a organismos internacionais nos quais postulam condenações ao País e isso tem sido acolhido de modo rotineiro, surpreendente e rápido, criando para o Brasil constrangimentos políticos e danos irreparáveis à imagem perante a opinião pública internacional. Difícil seria acreditar que essas ações são acidentais ou fantasiosas. Os temas que servem para inquietar as mentes, dissimular os interesses econômicos (pivô central da questão Amazônia ) e servir de pretexto para ameaças ao Estado brasileiro são os seguintes: ilícitos transnacionais (tráfico de drogas, contrabando de armas do mercado clandestino, descaminho de mercadorias, etc.), direitos humanos universais, proteção ecológica para gerações futuras (degradação do meio ambiente, queimadas e derrubadas da floresta nativa), danos à biodiversidade (extinção da fauna e da flora), regime jurídico internacional, proteção das culturas indígenas (Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, demarcação de reservas para índios etc.). A ambivalência das ONGs é tal que elas pouco (ou poucas delas) se empenham em denunciar a biopirataria, espécie de furto de material genético da flora e da fauna amazônica, praticado com destino majoritariamente a laboratórios químico-farmacêuticos multinacionais no exterior. Há ainda ameaças que decorrem do ambiente de tensão política nos países vizinhos, no entorno da hiléia, devido à violência de grupos armados sem apreço à democracia (por exemplo, as FARC, facções do crime organizado e outros grupos usuários da coação), à insatisfação da população com resultados econômicos e sociais muito aquém das promessas eleitorais, às questões fronteiriças históricas entre países, ao ranço revolucionário antidemocrático que ainda embevece siglas partidárias, e à fragilidade da democracia como regime. Esse caldo político resulta a criação de estopins políticos latentes prontos para explodir no entorno amazônico. Eles podem afetar interesses do Brasil, abrindo frentes de tensões com vizinhos (refugiados, expulsão de brasileiros, expropriação de bens destes, evasão de grupos armados irregulares etc.). Esses aspectos aumentam a complexidade dos desafios relacionados à Amazônia. É evidente que a problemática recrudesce no território nacional por fatores ligados a deficiências do Estado. Não exercendo efetivo controle e repressão sobre a criminalidade e a contravenção, em curso por grileiros, por traficantes (de armas, drogas ilegais, animais, plantas etc.), por ONGs em ações escusas, por garimpeiros e por madeireiros que operem irregularmente, esses segmentos vão ocupando o vazio de poder deixado pelo Estado. Muitas vezes, ele chega tardiamente com suas ações, com sua autoridade, inclusive a de exercer o monopólio legal da violência. b) No presente, como o EB contribui para neutralizar tais pressões? 15 Segundo Carvalho (2003), o governo global que se forma ante os nossos olhos [...] é uma aliança das velhas potências européias com a revolução islâmica e o movimento esquerdista mundial. Suas centrais de comando são os organismos internacionais, e a única força de resistência que se opõe à mais ambiciosa fórmula imperialista que já se viu no mundo é o nacionalismo [...]. Os planos do governo mundial estão expostos desde 1995 no documento Our Global Neighborhood, publicado por uma Comissão de Governança Global, que prega abertamente a subordinação da soberania nacional ao transnacionalismo democrático. Esses planos incluem: 1. Imposto mundial. 2. Exército mundial sob o comando do secretário-geral da ONU. 3. Legislações uniformes sobre direitos humanos, imigração, armas, drogas etc. [...]. 4. Tribunal Penal Internacional, com jurisdição sobre os governos de todos os países. 5. Assembléia mundial, eleita por voto direto, passando por cima de todos os Estados Nacionais. 6. Código penal cultural, punindo as culturas nacionais que não se enquadrem na uniformidade planetária politicamente correta. É o Estado policial global, a total liquidação das soberanias nacionais. E não são meros planos : com os Estados Unidos da Europa, tudo isso entra em vigor imediatamente no Velho Continente, da noite para o dia, sem consulta popular, sem debates, sem oposição, anunciando para prazo brevíssimo a extensão das mesmas medidas para o globo terrestre inteiro pelo mesmo método rápido da transição hipnótica.

13 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ As FA têm sido atuantes como instituição de afirmação da autoridade do Estado na Amazônia, fator essencial à neutralização das pressões internacionais. A mais tradicional forma de contribuição que o Exército tem feito ao Estado, remonta à presença nos fortes coloniais, nos pelotões (PEF) e comandos especiais de fronteira que, com o passar dos tempos, foram evoluindo em efetivo e poder de combate, tomando, algumas vezes, novas denominações. Ressalta-se que, na Amazônia, a presença militar também é sinônimo de desenvolvimento econômico-social, pois estimula o surgimento de povoados e vilas que crescem ao redor das guarnições do Exército. A vivificação das fronteiras é importante fator de afirmação da vontade nacional perante a comunidade internacional. O plano de reestruturação do Exército (PEREx) em curso, que consta do Sistema de Planejamento Estratégico do Exército (SIPLEx), prevê a ampliação do poder de combate naquela área. À custa de sacrifícios, em face da exígua margem orçamentária para investimentos, aquilo tem sido efetuado por transferência de organizações militares (OM) para a Amazônia, por criação de novas OM ou pelo preenchimento de estruturas incompletas que lá já existem. A ação do Exército em rincões da Amazônia, às vezes, se manifesta como a única presença do Estado. Nesses locais, o comandante militar se desdobra em encargos que extrapolam seu dever profissional, envolvendo subordinados e familiares. Não é raro o comandante do PEF ser diretor da escola; os sargentos e as esposas dos militares formarem o corpo docente do mesmo estabelecimento; e os militares da área de saúde serem a única fonte de assistência à população local. O EB participa do programa Calha Norte, do Projeto Rondon, de diversos conselhos consultivos ministeriais sobre temas amazônicos e em vários convênios, apoiando a prevenção ou a repressão a ilícitos ambientais, tráfico de drogas, contrabando, descaminhos etc. Órgãos como o Departamento de Polícia Federal (DPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Ministério da Saúde, o Ministério dos Transportes e Secretarias Estaduais são algumas das entidades de serviço público com as quais o Exército colabora em favor da afirmação do Estado brasileiro e da população ali residente. É certo que algumas atividades desses convênios podem ser incorporadas ao contexto de preparo da F Ter, desde que planejadas com antecedência e sejam assegurados os recursos orçamentários das partes civis envolvidas. Esse tipo de associação se abriga legalmente nas atividades subsidiárias 16 e pode ser harmonizada com a finalidade principal da organização: a preparação da Força Terrestre para o emprego no combate. A integração com as comunidades indígenas e o apoio assistencial a elas merecem destaque especial. É comum encontrar perfeitamente adaptados à caserna, nas fileiras do Exército em todos os níveis hierárquicos, pessoas de origem indígena. Marechal Rondon e sua obra de integração nacional e de respeito aos índios têm reconhecimento internacional e fazem parte da vida do Exército. Postos médicos e hospitais que funcionam administrados pelo Exército como o de São Gabriel da Cachoeira - AM atendem às comunidades indígenas e aos demais habitantes locais. A área de C&T do Exército possui amplas possibilidades para atuação na Amazônia. Exemplos disso são projetos dos quais o Instituto Militar de Engenharia (IME) 17 tem participado em convênio com diversos órgãos civis, beneficiando núcleos populacionais isolados, para preservar o ambiente, produzir energia limpa etc. A despeito de toda essa obra que o Exército realiza rotineiramente, sem alarde, observa-se que a organização não tem encontrado espaço para torná-la amplamente conhecida na sociedade. Esse é um dos desafios a ser superado. A interação em ato conjunto com as demais FA - com o meio universitário, a mídia, intelectuais, artistas, parlamentares e ministérios civis, núcleos potenciais de formação da imagem e de disseminação dos fatos, é necessidade evidente, visto que tais segmentos 16 Vide a Lei Complementar (LC) nº. 97 de , alterada pela LC nº. 117 de Exemplos de projetos em que o IME participa: na área de recursos hídricos (mini-estação de tratamento de água, tratamento de esgoto por zona de raízes e projetos de pequenas e micro-centrais hidroelétricas), em Surucucu/RR, Querari/RR, Maturacá/AM, São Joaquim/AM, Auaris/RR e Pari- Cachoeira/AM; navegabilidade, hidrologia, qualidade da água e biodiversidade do rio Negro (Manaus/AM-São Gabriel da Cachoeira/AM); o uso de energias renováveis para fornecimento de energia elétrica em comunidades isoladas na região Amazônica (projeto Geração de energia a partir de oleaginosa da Amazônia para atendimento a comunidade isolada ). Além do IME, esse conjunto de atividades envolve outros órgãos, dentre os quais estão o Centro de Instrução de Guerra na Selva, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica, a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas, a Secretaria de Ciência e Tecnologia do AM e a Universidade Federal do Pará, etc.

14 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ sociais têm espaço social para tornar simples atos em fatos políticos, de alcance nacional, exatamente aquilo de que precisa o Estado brasileiro na defesa da Amazônia. c) Para o EB quais as sinalizações apresentadas pela Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas, em particular, quanto à desmilitarização das terras utilizadas por índios e à prevalência de leis internacionais nessas áreas, caso seja posta na pauta do Congresso Nacional para homologação? As sinalizações de desmilitarização das reservas indígenas e de prevalência de leis internacionais, duas idéias contidas na Declaração em pauta, são cogitações inaceitáveis por atentarem contra a própria soberania do Estado. Revelam o conteúdo internacionalista, portanto, ofensivo e ameaçador aos interesses do País. Afinal, o conceito de Estado-nação ainda é e precisa continuar sendo elemento-chave para a unidade do Brasil. Por mais que se queira ser compreensivo acerca de supostas intenções humanistas nas questões inseridas naquela Declaração, não há dúvida de que seu sentido é de proclamação de total autonomia dos indígenas em relação ao Estado onde atualmente se encontram vivendo. Essas idéias não podem ser percebidas como utópicas manifestações de pacifistas, de humanistas ou de correntes virtuosas, desconectadas do jogo político internacional que não comporta ingenuidade, mas realismo e defesa de limites nas regras de convivência e de sobrevivência entre as nações. Mesmo havendo um dispositivo asseverando que a Declaração não visa atentar contra a integridade do território, esse trecho se cerca de pouca credibilidade, visto que o contraditório se faz presente no todo restante do documento. Em Política, às vezes, o que não é dito ou o que está nas entrelinhas têm força maior do que está expresso nos documentos, nos acordos. Isso é bem cabível em função de qual lado está o maior poder de coação; e, no caso, não está no lado do Brasil. A Declaração possui nítidos traços de ardil internacionalista contra os Estados com remanescentes indígenas, sob invólucro de proposta de proteção a grupos em estágio primitivo. Não foi por acaso que EUA e Austrália, por exemplo, países com esses tipos de grupos étnicos, rejeitaram sua aprovação. Sabem o precedente perigoso que representa a aceitação dessa declaração para a fragmentação da unidade nacional. Na realidade, fica a impressão de que grupos internacionalistas com acesso a órgãos da ONU desejam arregimentar legitimidade para a Declaração perante a opinião pública internacional, como etapa inicial, para, posteriormente, prosseguir no intento de aprovação do mesmo documento, desta vez com a força de regime jurídico internacional. Para se respeitar os indígenas e fazê-los participar dos benefícios do progresso, não é preciso o Estado se escravizar a essa declaração. A Constituição Federal de 1988 estende aos indígenas o direito ao usufruto (mas não, à propriedade) das reservas onde residem para sua sobrevivência. A União é a proprietária dessas terras. Assim sendo, não há como se cogitar de impedir que as FA ali se façam presentes quando for necessário; em particular, na faixa de fronteira onde já existem várias organizações militares como os pelotões especiais de fronteira e há programas para expansão do número deles. d) Quais os planos (programas ou projetos) de futuro do EB vinculados à tarefa de afirmação do Estado brasileiro na Amazônia? O PEREx contém diversas ações cuja conclusão levará vários períodos de governo federal. Ele se refere às transformações na estrutura da F Ter (novas OM e mudanças nas já existentes na Amazônia) e também equipamento da Força, fornecendo-lhe maior capacidade de deslocamento das tropas (mobilidade) e dotando-lhe de materiais e de serviços tecnologicamente mais modernos. O aumento do número de PEF na faixa de fronteira e a criação de novas organizações de maior envergadura (batalhões de infantaria de selva, por exemplo), quando concluídos, representarão reforço ao Estado. Todo esse rearranjo de forças demanda recursos orçamentários, deslocamento de pessoal e infra-estrutura de apoio em obras de engenharia civil e em outros serviços, pois a região ainda se caracteriza pela escassez e precariedade de meios. Para setores técnicos do Exército como o da cartografia, há a previsão de que sejam confeccionadas cartas topográficas em escalas que facilitem as operações militares até nos escalões

15 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ mais elementares. Esse trabalho abrangerá inicialmente sítios geográficos ainda não cobertos pela cartografia nacional e exigirá levantamentos técnicos mais detalhados, isto é, conhecimentos pormenorizados sobre a região que precisam ser compartilhados com outros órgãos, inclusive civis, durante a produção cartográfica. Como a implementação do desenvolvimento sustentável da Amazônia é encargo próprio do Estado brasileiro, o qual não deve abdicar disso nem delegar a terceiros, pois o principal beneficiário do progresso resultante é a própria sociedade brasileira, o Exército se sente um dos partícipes da garantia da soberania do Brasil nas decisões e nas ações sobre a região. A primeira e a mais prática maneira de o EB servir à causa é ter a F Ter pronta para a defesa da Pátria, atuando naquela região em plena harmonia, isto é, em integração, desde a etapa rotineira de preparo, com as demais FA, com o efetivo imbuído de que a afirmação do Estado naquela área é questão vital prioridade primeira. As demais atividades que o Exército ali pode exercer para garantia da lei e da ordem ou para auxiliar o desenvolvimento regional também contribuem como ações preventivas às ousadias de criminosos e contraventores da lei. Dentre as ações subsidiárias, há amplo espectro em que pode apoiar o desenvolvimento da infra-estrutura logística, a pesquisa e o desenvolvimento da C&T, etc. A antecipação aos problemas é a maneira mais ágil de moldar o futuro. Isso se realiza quando se dinamiza a atividade de Inteligência em sintonia com os eventos dos cenários de futuro. Só assim se evita que a surpresa e a reatividade aos fatos consumados se tornem cenas repetitivas. Assim sendo, o papel a ser desempenhado, em particular, pelo Sistema de Inteligência Brasileiro 18, pelo Congresso Nacional, pelos Ministérios das Relações Exteriores, da Justiça e da Defesa e pelos Governos Estaduais não pode ser de desconexão entre si ou de distanciamento da grave situação em que vive a Amazônia. Ainda nesse quadro, a mídia e o Ministério da Educação podem desempenhar o papel colaborativo de reforçar o sentimento de nacionalidade e de participação na defesa da Amazônia. Não se trata de doutrinação ou homogeneização de pensamentos, mas de informação à sociedade sobre os interesses nacionais em jogo. É preciso reiterar que o Exército tem de ampliar sua participação na região 19 e sua integração com outros órgãos do Estado, em programas voltados para o desenvolvimento da faixa de fronteira ou em medidas típicas de controle estatal. Estas últimas podem estar contextualizadas em ações militares de preparo da F Ter. As FA respaldadas pela experiência na área podem atuar em diversos conselhos interministeriais cuja temática seja a Amazônia. A capacidade de resposta das FA na Amazônia requer treinamento combinado e aquisição de novos equipamentos que forneçam maior capacidade de letalidade e rapidez de deslocamento (mobilidade) 20, aspectos cuja visibilidade geram o imaginário da dissuasão. Essa aquisição deve ser realizada, optando-se por material produzido no País, o que promove a associação entre interesses do Estado com privados, que, se feita com bases nos princípios da administração pública 21, beneficiará a causa nacional. Quanto à questão ambiental, no plano interno da organização, o Exército já inclui em destaque a gestão ambiental como item de sua responsabilidade na vida administrativa rotineira e nos treinamentos em geral. Isso se aplica às OM situadas na Amazônia e também às demais regiões do País. Verifica-se, entre os palestrantes do simpósio, a distinção de percepções sobre os problemas afetos à Amazônia, mas todas elas trazem em si o anseio do desenvolvimento regional sem prejuízo às causas ambientais e humanas ali inseridas, sendo tal desenvolvimento submetido às regras do Estado brasileiro, com a região protegida das hordas de criminosos, contraventores e ambiciosos inescrupulosos que se escondem sob discursos politicamente corretos. Por tudo o que foi exposto neste documento não há como dissimular 18 Ainda em estado embrionário, ainda visto com reservas sob prismas ideológicos do passado, difíceis de serem superados. 19 Isso deve ser demonstrado pela organização inclusive na destinação do volume de investimentos que ela aplica em favor das OM na Amazônia. 20 Para se obter mobilidade da tropa é preciso dispor de aeronaves, de meios aquáticos de transportes, de logística que sustente a ação, de planos e de doutrina integrados. 21 Segundo o Art. 37 da CF/1988, os princípios básicos da administração pública são os seguintes: legalidade, moralidade, impessoalidade, eficiência e impessoalidade.

16 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ os riscos potenciais a que está exposta uma área de dimensões soberbas e pródiga em recursos de valor incalculável [a Amazônia]. Vulnerável ao homizio e ao trânsito do terrorismo alienígena e objeto da cobiça internacional, a Amazônia não pode prescindir da determinação da Nação e do trabalho integrado, em todos os campos do poder, para que possa ser efetiva e ordenadamente ocupada em beneficio de toda a sociedade (BRASIL, 1992, p. 1). Diante do clamor em torno dos problemas que a região evoca cuja responsabilidade de solução não exclui dirigentes, instituições e também cada cidadão brasileiro, fica patente que não se pode mais adiar tal solução sob pena de, no futuro, a história imputar à atual geração a cumplicidade pela perda da soberania nacional sobre a área e por tantos outros danos à sociedade brasileira. Está posta a certeza de que o problema sobre a Amazônia é importante, mas ainda não foi solucionado. Se não for solucionado, no futuro recairá, então, sobre a presente geração o pesadelo de um dos quatro estereótipos crivados por Carvalho (2006, p ), os quais, embora se refiram à esfera individual, podem ter a compreensão estendida à coletividade e às entidades nacionais no trato da Amazônia : problema-solução 22. A defesa da Amazônia demanda coragem das lideranças, vontade nacional e conhecimento para usar o instrumental já à disposição do Brasil. *** REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http:// www2.camara.gov.br/internet/legislacao/pesquisa.html>. Acesso em: 26 abr Atualizada até 31 dez Art. 37. BRASIL. Decreto nº de : Política de Defesa Nacional. Brasília, Impresso no EGGCF. Também disponível em: BRASIL. Exército. Centro de Comunicação do Exército. Um trágico alerta: editorial. Noticiário do Exército, nº , Brasília, p. 1, 26 fev Estado-Maior do Exército. Centro de Estudos Estratégicos do Exército. Estrutura e Dimensão para o EB/2022: relatório de simpósio. George Luiz Coelho Cortês (Org.). Brasília: 2007a. CD Rom, 82 KB. Última modificação: em 10 set Obstáculos à modernização do Exército: relatório de simpósio. George Luiz Coelho Cortês (Org.). Brasília: 2007b. CD Rom. Realização do simpósio: de 26 a 28 mar BRASIL. Lei Complementar nº. 97 de Disponível em: Leis/LCP/Lcp97.htm. Acesso em: 04 jun Dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas. BRASIL. Lei Complementar nº 117 de Disponível em: ccivil_03/leis/lcp/lcp117.htm. Acesso em: 04 jun Altera a Lei Complementar n o 97, de 9 de junho de 1999, que dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas, para estabelecer novas atribuições subsidiárias. BRASIL. Ministério da Defesa. Estratégia Militar de Defesa: Port. Normativa nº. 578/SPEAEI/MD, Brasília: Confidencial. 22 Os estereótipos: Ninguém fala com freqüência de um problema que lhe pareça desimportante [...]. Existem quatro e não mais que quatro razões pelas quais um homem pode se desinteressar de um problema que objetivamente lhe diga respeito e de cuja existência tenha notícia: 1º) Ele desconhece a importância do problema. 2º) Ele reconhece a importância do problema em si, mas, por um desvio qualquer do seu foco de atenção, sente que o caso não é de sua conta. 3º) Ele reconhece a importância do problema e se sente responsável por buscar uma solução, mas não crê que exista uma solução. 4º) Ele decididamente não quer que o problema seja resolvido. Na primeira hipótese, o homem é um sonso. Na segunda, é um omisso. Na terceira, é um derrotista. Na quarta, bem, para dizer o mínimo, na quarta hipótese, ele é um inimigo daqueles a quem o problema afeta; na verdade, ele é um dos dados do problema. Não há uma quinta hipótese.

17 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ CALDAS, Julio César Spindola. O Exército Brasileiro e as pressões internacionais sobre a Amazônia. Brasília: CDRom, 65,2 MB, 132 slides. Última modificação em: 28 maio Palestra realizada em , no auditório General Marcelo, no EME.. O Exército Brasileiro e as pressões internacionais sobre a Amazônia: texto. Brasília: CDRom, 32,5 KB. Última modificação em: 28 maio Texto para a palestra realizada em , no auditório General Marcelo no EME. CARVALHO, Olavo de. Golpe de estado no mundo. O Globo, Rio de Janeiro, Opinião, p.7, 24 maio Também disponível em: O imbecil coletivo I: atualidades inculturais brasileiras. São Paulo: É Realizações, CORREIO BRAZILIENSE. Embuste e má-fé. Correio Braziliense, Brasília, 26 fev In: BRASIL. Exército. Centro de Comunicação Social. Noticiário do Exército nº de Brasília: EGGCF, 1989, p. 1. CORTÊS, George Luiz Coelho. Desigualdades sociais e política. Brasília, CD Rom, 68 KB. Última modificação em 28 jan TAKAYAMA, Hidekazu. Pressões internacionais sobre a Amazônia. Brasília: CDRom, 39,5 MB, 34 slides. Última modificação em: 27 maio Palestra realizada em , no auditório General Marcelo, no EME.. Pressões internacionais sobre a Amazônia: texto. Brasília: CDRom, 49 KB. Última modificação em: 27 maio Texto para a palestra realizada em , no auditório General Marcelo, no EME. VIOLA, Eduardo José. Pressões internacionais sobre a Amazônia. Brasília: CDRom, 38 KB, 11 slides. Última modificação em: 28 maio Palestra realizada em , no auditório General Marcelo, no EME.. Pressões internacionais sobre a Amazônia: texto. Brasília: CDRom, 28 KB. Última modificação em: 28 maio Texto para a palestra realizada em , no auditório General Marcelo, no EME. NOTAS EXPLICATIVAS 1. As expressões entre aspas cujas fontes não estão identificadas foram retiradas das projeções visuais ou anotações dos palestrantes. 2. Sistemática de elaboração deste documento O texto foi redigido originalmente a partir do roteiro e das projeções dos palestrantes, complementados por anotações captadas pelos redatores durante as exposições e debates. Posteriormente, foram agregadas anotações adicionais dos colaboradores ao texto original, na expectativa de tornar o documento sintético e ostensivo ao público em geral. 3. Colaboradores: - Expositores: Hidekazu Takayama (deputado federal, membro da CREDEN), Eduardo José Viola (prof. dr. da UnB), Luis Alberto Figueiredo Machado (ministro de 2ª classe do MRE) e Julio César Spindola Caldas (coronel do EME). - Redação: Maurício Augusto Cabral Galdino (coronel). - Organização e redação: George Luiz Coelho Cortês (coronel). - Sugestões: Paulo Roberto Laraburu do Nascimento e Antônio Augusto Vianna de Souza (coronéis). - Debatedores para as conclusões: Além dos oficiais do CEEEx, participaram os seguintes coronéis, representando no Grupo de Controle LINCE os órgãos a que se vinculam: Paulo Cesar Souza Miranda (SEF), Jamil Megid Júnior (DEC), Luiz Henrique Frazão Caminha (DLog), Antônio de Araújo Feitosa Filho (5ª SCh), Luiz Cláudio de Souza Gomes (DCT), Francisco José Fonseca de

18 Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/ Medeiros (DGP), Marcos Antonio Soares de Melo (1ª SCh), Denílson Alves da Fonseca (DEP), Ricardo de Souza Netto (3ª SCh), Jorge Antonio Alegria Silveira (CIE), José Carlos Sappi (CComSEx), Rubens Correa Leão (COTER), Paulo Alexandre Cunha (2ª SCh), Sebastião Vitalino da Silva (6ª SCh) e Cézar Augusto Rodrigues Lima (Gab Cmt Ex). - Revisão ortográfica: João Carlos Rodrigues da Silva (1º tenente). - Tradução do resumo: Virlane Machado Gomes Portela (1º tenente). 4. Oficiais componentes do Centro de Estudos Estratégicos do Exército: - Em 2008: George Luiz Coelho Cortês (chefe), Fernando Sampaio Costa, Paulo Roberto Laraburu Nascimento, Antônio Augusto Vianna de Souza e Maurício Augusto Cabral Galdino (coronéis). DADOS PARA FICHA CATALOGRÁFICA BRASIL. Exército Brasileiro. Estado-Maior do Exército. Centro de Estudos Estratégicos do Exército. Relatório do Simpósio Pressões internacionais sobre a Amazônia: conseqüências para o EB/2022. George Luiz Coelho Cortês (Org.). Brasília: CD Rom, 161 KB. Realização do simpósio: de 27 a 29 de maio de Última modificação em 29 jul Copyright 2008 Todos os direitos reservados ao EME QGEx, bloco A, 1º piso, SMU, Brasília-DF, CEP Tel: (61) , 6092 e

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