INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 5

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1 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 5 Recomendar procedimentos de segurança na rotina diária das instituições de educação infantil - públicas e privadas.. A Secretária Municipal da Educação do Município de Curitiba, no uso de suas atribuições legais, resolve, Recomendar procedimentos de segurança na rotina diária das instituições de educação infantil públicas e privadas. Para tanto, deve-se considerar: a) O cumprimento da legislação vigente e as normas, recomendações e/ou orientações dos órgãos competentes, referente às normas de segurança, sanitárias e da educação. b) A execução do planejamento pedagógico, conforme Projeto Político-Pedagógico da instituição. c) A qualidade de atendimento à criança, com a finalidade do seu desenvolvimento integral, nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social, garantindo e preservando o direito à educação, bem como à proteção da sua integridade física, moral e seu bem-estar. d) Que haja qualidade na comunicação e interação com as famílias, garantindo troca de informações, em especial, sobre as condições de segurança, saúde e bem-estar das crianças. e) A organização adequada dos espaços da instituição, de acordo com a oferta atendida na Educação Infantil: creche e/ou pré-escola. 1. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NA ROTINA DIÁRIA 1.1 Da entrada, permanência e saída das crianças. a) Designar um responsável que permaneça no portão para monitorar as crianças e seus acompanhantes, nos horários de entrada e saída. b) Manter os portões fechados, durante a permanência das crianças, com dispositivos de segurança, como por exemplo: fechadura, cadeado, trancas, portão eletrônico, entre outros. c) Receber a criança na instituição, verificando se a mesma está acordada. Caso não esteja, a criança deverá ser despertada e o pai, mãe e/ou responsável, deve informar sobre o seu estado geral. O mesmo procedimento deverá ser adotado quando da saída da criança, que esta esteja acordada e o pai, mãe e/ou responsável seja informado sobre seu estado geral pelo profissional da instituição, oralmente, agenda ou bilhete. d) Orientar o pai, mãe e/ou responsável para que comuniquem a instituição, oralmente, agenda ou bilhete quando a criança estiver indisposta, sonolenta, sem apetite entre outros que necessitem de cuidados especiais e maior observação. e) Comunicar imediatamente o responsável, caso a criança não apresente melhora ou a situação se agrave, realizando os devidos registros na ficha individual da criança ou livro de ocorrências. Importante registrar as seguintes informações: data, nome, ocorrência, responsável pela criança que forneceu as informações, profissional que registrou as informações e os encaminhamentos realizados.

2 2 f) Comunicar imediatamente o responsável quando ocorrer algum fato envolvendo a criança, tais como: queda, acidente, indisposição, febre, entre outros que possam comprometer a saúde e bem-estar da criança. Recomenda-se o registro do ocorrido e da comunicação e/ou da tentativa de comunicação com o pai, mãe e/ou responsável. g) Comunicar imediatamente os responsáveis pela criança, quando em caso de acidente grave, que houver a necessidade de solicitar atendimento, caráter emergencial, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência SAMU ou de empresa contratada pela instituição, quando houver. h) Ministrar medicamento acompanhado de solicitação da família e prescrição médica que deve ser atualizada, sem rasuras, com especificações claras dos horários e dosagens. Estes devem ser identificados com o nome, dosagem e horário e acondicionados fora do alcance das crianças. Recomenda-se o registro, anexando a cópia da receita médica e da solicitação da família na ficha individual da criança. i) Deverá constar nos documentos da criança, pasta individual, matrícula, entre outros, a autorização expressa do pai, mãe, e/ou responsáveis para outras pessoas buscarem a criança na instituição, quando estes não puderem. Informar o nome completo, número do registro geral de identidade RG, acompanhado de cópia do RG (outro documento com foto pode ser apresentado). j) Informar que para autorização válida somente por um dia, pode ser utilizada a agenda/bilhete, comunicando quem irá buscar com o nome completo e número do RG, seguida da assinatura do responsável. Recomenda-se o registro, seguido de cópia da agenda/bilhete. k) Registrar em livro de ocorrências/ficha individual, referente à saída antecipada da criança, contendo: data, horário de saída, nome da criança, turma, motivo, profissional que entregou a criança e assinatura do pai, mãe, e/ou responsável, e, quando for o caso, do responsável autorizado. l) Manter atualizados os dados na ficha individual da criança: endereço, telefone, entre outros. m) Solicitar cópia da documentação ao responsável quando houver determinação judicial que verse sobre impedimento de um genitor de buscar a criança. n) Orientar todos os profissionais da instituição sobre os procedimentos de retirada das crianças. o) Garantir supervisão dos profissionais da instituição durante o período em que a criança estiver sob seus cuidados, em especial nos momentos da realização das atividades, brincadeiras, refeições, sono/repouso e uso do banheiro. Estes por sua vez devem orientar a criança a identificar e prevenir situações de risco. p) Solicitar previamente autorização expressa dos responsáveis quando a instituição organizar saídas externas. Este documento deverá, no mínimo, conter: data do evento, local, horário, a ciência e concordância dos responsáveis seguida de assinatura. q) Orientar frequentemente os profissionais da instituição para garantir a integridade física, moral e emocional das crianças. 1.2 Da organização Espaço externo e interno a) Manter a organização dos espaços externos e internos de maneira limpa, acolhedora, confortável e segura para a criança, profissionais, pais, mães e/ou responsáveis.

3 3 b) Retirar todo o acúmulo de entulhos, mobiliário e/ou objetos que não estão sendo utilizados ou que possam impedir a circulação e que ofereçam riscos de acidentes. c) Proteger adequadamente armários, portas, janelas, espelhos, tomadas, fios elétricos, quinas, ganchos, que possam oferecer risco de acidentes. d) Manter os mobiliários e/ou objetos íntegros e em bom estado de conservação. e) Observar e realizar manutenção periódica de muros, grades, cercas, portões que devem estar íntegros. f) Vistoriar constantemente os espaços com o intuito de identificar e eliminar possíveis materiais/objetos ou plantas nocivas que possam colocar as crianças em risco. g) Seguir as recomendações dos órgãos competentes quando houver piscina e churrasqueira na instituição Parque/Brinquedos a) Manter o parque organizado e higienizado, com brinquedos de acordo com as especificações do órgão competente (INMETRO), e que ofereçam condições seguras de uso. b) Equipar o parque com brinquedos seguros, adequados à faixa etária e que não ultrapassem a medida de 1,5m² de altura, realizando a revisão e manutenção periódica. c) Realizar a manutenção da areia utilizada no parque, de forma que suas condições sejam adequadas para o uso e manuseio pelas crianças. d) Adquirir brinquedos adequados à faixa etária, em perfeita condição de uso, e dentro das normas de segurança, com a certificação do INMETRO. e) Descartar brinquedos quebrados, danificados, com peças soltas, rasgados, entre outros, que possam oferecer riscos à segurança das crianças. f) Utilizar materiais resistentes, no caso de confecção de brinquedos com sucata, que devem ser higienizados, protegidos e bem vedados, observando a faixa etária das crianças para serem utilizados. g) Quando estes apresentarem alguma avaria deverá ser descartado Recursos de multimídia e materiais a) Assegurar os cuidados necessários para utilização de aparelhos eletrônicos, como televisão, rádio, data show, considerando a manutenção, a fixação correta e segura destes equipamentos, bem como fios e extensões, a fim de evitar acidentes. b) Utilizar materiais de expressão plástica como tinta, cola, giz de cera, caneta hidrográfica, dentre outros, que estejam dentro do prazo de validade, adequados à faixa etária e que sejam atóxicos. c) Oferecer materiais e objetos seguros para as crianças. Caso seja necessária a utilização de objetos pequenos, pontiagudos e cortantes, estes deverão ser utilizados somente pelo profissional, mantendoos fora do alcance das crianças. d) Supervisionar a utilização do balão de látex durante as brincadeiras e quando as crianças estourarem ou esvaziarem o balão, os resíduos devem ser descartados imediatamente pelo profissional.

4 Sono a) Propiciar acomodações adequadas para o momento de repouso, considerando conforto, bem-estar e a segurança das crianças, respeitando a faixa etária. b) Monitorar o sono da criança, sendo que o profissional deverá considerar a qualidade deste, em especial daquela que precisa de acompanhamento Alimentação a) Manter organizados, limpos e seguros os espaços utilizados para a alimentação das crianças. b) Propiciar condições e oferecer acomodações adequadas à faixa etária, zelando pela segurança, higiene, cuidado e atenção. c) Disponibilizar aos responsáveis o cardápio e informá-los sobre o comportamento alimentar das crianças. d) Solicitar ao pai, mãe e/ou responsável, no ato da matrícula e/ou na agenda, que informem caso a criança tenha alguma restrição alimentar e realizem os devidos registros na ficha individual da criança. Se necessário, solicitar cópia de diagnóstico realizado por profissional da saúde para arquivo na instituição. e) Informar e orientar aos profissionais da instituição os cuidados com as crianças que apresentem alguma restrição alimentar Saúde a) Solicitar ao pai, mãe e/ou responsável, no ato da matrícula e/ou na agenda, que informem caso a criança tenha alguma alergia ou outra informação importante em relação à saúde. b) Informar e orientar aos profissionais da instituição os cuidados com as crianças que apresentem alguma alergia ou outra informação em relação à saúde Higiene a) Organizar previamente os objetos, roupas, fraldas e materiais de higiene, para o momento de banho das crianças. b) Verificar previamente a temperatura da água com o dorso da mão ou com o cotovelo, para que em seguida, o profissional possa colocar a criança em contato com a água. c) Marcar a torneira de água quente e fria com etiqueta de aviso. Para as banheiras/cubas, colocar a água fria e, em seguida, a água quente até atingir a temperatura adequada. Mesmo para a ducha testar previamente a temperatura e nunca deixar a criança sozinha neste momento, evitando acidentes. d) Organizar previamente os objetos, roupas, fraldas e materiais de higiene, para o momento de troca fralda/roupa das crianças. e) Manter trocador ou bancada organizados e higienizados, a cada troca de fralda. f) Garantir que a criança não permaneça sem supervisão do profissional. Quando trocar a fralda/roupa de uma criança não deixar outra no mesmo espaço aguardando a vez, evitando distrações e possíveis acidentes.

5 5 g) Acompanhar e orientar as crianças nos momentos de higiene, sobre procedimentos na utilização do sanitário, lavagem das mãos, escovação dos dentes, lembrando que essas ações educativas contribuem ao cuidado e ao bem estar de si e dos outros, considerando também o cuidado com o ambiente coletivo Produtos de limpeza a) Armazenar os produtos e materiais de limpeza fora do alcance das crianças. b) Manter fechado com chaves ou trancas almoxarifados, depósitos e lavanderia. c) Descartar as embalagens vazias de produtos de limpeza em local próprio e não reutilizá-las Vazamento de gás a) Verificar regularmente o prazo de validade e as condições de conservação da mangueira, abraçadeiras e do regulador de pressão de gás do botijão de gás. b) Orientar os profissionais da instituição para que no caso de vazamento, a alavanca do regulador seja mudada para fechado, evacuem as pessoas do local, não acionem interruptores de eletricidade ou outros equipamentos que possam produzir faíscas, abram portas e janelas Programa Defesa Civil na Educação Conhecer Para Prevenir CPP a) Implantar e manter o Programa Defesa Civil na Educação Conhecer Para Prevenir - CPP, gerenciado e articulado pela Secretaria Municipal da Educação e Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, que se destina a preparar a comunidade escolar para o enfretamento de situações de emergência, com o objetivo de promover a mudança cultural por meio da educação, reduzir e minimizar o número de incidentes e riscos de desastres, bem como de vítimas e danos nestas situações de crise, desenvolvendo ações como a implementação de Planos de Preparação para Emergências Locais PPEL, capacitações e práticas de Abandono e Primeiros Socorros. 2. Esta Instrução Normativa entra em vigor a partir da data de sua publicação. Secretaria Municipal da Educação, 1 de outubro de Roberlayne de Oliveira Borges Roballo - Secretária Municipal da Educação (Republicada por ter saído com incorreção no Diário Oficial Eletrônico Nº 182 de 29/09/2015).

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