RODRIGO KALACHE MORA TÍTULOS DE CRÉDITO EM INFORMÁTICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RODRIGO KALACHE MORA TÍTULOS DE CRÉDITO EM INFORMÁTICA"

Transcrição

1 RODRIGO KALACHE MORA TÍTULOS DE CRÉDITO EM INFORMÁTICA Artigo apresentado à disciplina de Orientação de Monografia II, curso de Bacharelado em Direito, da Escola de Direito e Relações Internacionais, da UNIBRASIL - Faculdades Integradas do Brasil. Orientadora: Profª. Dr. Carlos Alberto Farracha de Castro. CURITIBA 2009

2 1 RESUMO TÍTULOS DE CRÉDITO EM INFORMÁTICA Rodrigo Kalache Mora 1 O instituto da duplicata, surgiu no art. 219 do Código Comercial brasileiro. Vale, por isso invocá-lo: "Mas em grosso ou por atacado entre comerciantes, o vendedor é obrigado a apresentar ao comprador por duplicado, no ato da entrega das mercadorias, a fatura ou contra dos gêneros vendidos, as quais serão por ambos assinadas, uma para ficar na mão do vendedor e outra na do comprador. Não e declarando na fatura o prazo do pagamento, presume-se que a compra foi a vista (art.137). Embora a duplicata seja dotada de certas peculiaridades, mormente no que tange à sua emissão, não se pode olvidar que está sujeita ao regime do direito cambiário nacional, como qualquer outro título de crédito. Isso significa, em concreto, que ela comporta endosso, que o endossante responde pela solvência do devedor, que o executado não pode opor contra terceiros de boa-fé exceções pessoais, que as obrigações dos avalistas são autônomas em relação às dos avalizados, etc. Palavras- Chave: Duplicata; títulos de créditos; virtual. INTRODUÇÃO O presente artigo tem como objetivo geral analisar os títulos de crédito no ordenamento jurídico brasileiro dando ênfase ao estudo da duplicata, sendo que na amplitude dos Títulos de Créditos, pode-se compreender ser um tema completo, almejando em poucas palavras uma possível compreensão das suas características. Trataremos, também, da evolução da tradicional duplicata, que dará lugar, futuramente, a duplicata virtual. Entretanto, alguns elementos que configuram o título de crédito devem estar presentes: a autonomia, a literalidade e a carturalidade, vinculados aos Títulos, criando obrigações. 1 Bacharelando pelas Faculdades Integradas do Brasil UNIBRASIL.

3 2 1 TÍTULOS DE CRÉDITO Para Negrão, o título de crédito é: O documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele mencionado. Todo título de crédito deve conter uma declaração: da obrigação e também uma confissão de dívida; é um documento confessório. É fonte de obrigação de pagar uma determinada soma em dinheiro, até um certo dia e em determinado lugar, a quem apresentar o título para pagamento dele. 2 Fran Martins, cita que: Para ser título de crédito é necessário que a declaração obrigacional esteja exteriorizada em um documento escrito, corpóreo, em geral uma coisa móvel (cartularidade). Tal documento é necessário ao exercício dos direitos nele mencionados. E continua a expor que a literalidade, por sua vez, reside no fato de que só vale o que se encontra escrito no título. 3 A expressão título de crédito tem duplo sentido: amplo e restrito. Em sentido amplo significa todo e qualquer documento que consubstancie direito de crédito de uma pessoa em relação à outra, como, por exemplo, instrumento de confissão de dívida. O Código Civil brasileiro (arts. 887 a 903), ao se referir a título de crédito, emprega a expressão em seu sentido lato. Em sentido restrito a expressão título de crédito corresponde somente aos documentos que a lei considera como títulos cambiários (letra de câmbio, nota promissória, cheques, etc). 4 O conceito formulado por Cesar Vivante é, sem dúvida, o mais completo, afinal como disse Fran Martins "encerra, em poucas palavras, algumas das principais características desses instrumentos (títulos de crédito)". Tal é a razão pela qual, segundo Fábio Ulhoa, "é aceita pela unanimidade da doutrina comercialista". 5 2 NEGRÃO, Theotonio (organizador). Código Civil e Legislação Civil Em Vigor. 33. ed. São Paulo, Saraiva, MARTINS, Fran. Títulos de Crédito. v 1: Letra de Câmbio e Nota Promissória Segundo a Lei Uniforme. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, ALMEIDA, Amador Paes de. Teoria e prática dos títulos de credito. 25. ed. São Paulo: Saraiva, COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. 2. ed. São Paulo: Saraiva,

4 3 O título de crédito é um documento, e um documento muito especial por ser um título. De origem latina, titulus (marca, sinal), essa expressão nos leva a seu portador, o "titular", vale dizer, o sujeito ativo de um direito ou o credor de uma obrigação. Título, portanto, representa um documento expressivo de um direito e seu possuidor torna-se o titular desse direito. Mesmo sendo um documento, é distinto, ante outros documentos, pois muitos destes não representam direitos. Um conjunto de características faz do título de crédito um documento próprio, típico. As peculiaridades caracterizadoras do título de crédito já tinham sido detectadas desde o início do Direito Cambiário. Cesare Vivante, o primeiro jurista a formular uma doutrina sobre a novel figura jurídica, apontou na sua descrição, com acidentes e atributos próprios, três peculiaridades identificadoras. Ao dizer que o título de crédito é o documento necessário para o exercício do direito nele expresso, reconheceu Vivante a "incorporação" como a primeira particularidade qualificadora dos títulos de crédito. Se o documento é necessário, é porque o direito está incorporado nele. A definição de Vivante, porém, traz outros sinais tipificadores do título de crédito: ao dizer que o direito representado no título é literal e autônomo, ressaltou a literalidade e a autonomia. VÊ-se assim que a primeira definição encontrada para os títulos de crédito os considera como documento altamente qualificado pelas três peculiaridades: incorporação, literalidade e autonomia. 6 2 A DUPLICATA Disposta originariamente no Código Comercial (Lei n 556, de 25 de junho de 1850), a duplicata sofreu inúmeras alterações até ser entendida como hoje o é. Referido Códex assim dispunha em seu em seu artigo 219: Nas vendas em grosso ou por atacado entre comerciantes, o vendedor é obrigado a apresentar ao comprador por duplicado, no ato da entrega das mercadorias, a fatura ou conta dos gêneros vendidos, as quais serão por ambos assinadas, uma para ficar na mão do vendedor e outra na do comprador. Não se declarando na fatura o prazo do pagamento, presume-se que a compra foi feita à vista (art. 137). As faturas sobreditas, não sendo 6 idem.

5 4 reclamadas pelo vendedor ou comprador, dentro de 10 (dez) dias subseqüentes à entrega e recebimento (art. 135), presumem-se contas líquidas. Assim sendo, deveriam os comerciantes proceder à relação escrita das mercadorias que estavam sendo entregues em duas vias, uma delas permanecendo em poder do comerciante e outra sendo destinada ao comprador. Contudo, o baixo grau de alfabetização no Brasil à época imperial, contribuiu para que as transações comerciais se efetivassem de maneira mais informal, comprometendo, assim, a prática da escrituração mercantil. Tão somente em 1915, visando atender as aspirações do comércio, e acima de tudo aos propósitos do Governo, em sua constante busca pela fiscalização e arrecadação de impostos sobre as vendas mercantis, é que novo tratamento jurídico passou a ser dado ao tema ora discorrido. Foi na década de 60 que a duplicata passou a ter a regulamentação até hoje adotada pelo ordenamento jurídico brasileiro. Com o advento da Lei 5.474/1968, o título passou a ter conotações exclusivamente comerciais, relacionando-se à constituição, circulação e cobrança de créditos, desvincilhando-se definitivamente dos aspectos fiscais que a circundavam. Waldirio Bulgarelli 7 entende que a duplicata passou por três estágios, assim compreendidos: 1) como título mercantil, do Código Comercial de 1850 até a promulgação do Decreto n 2.044/1908; 2) como título fiscal, Lei Orçamentária n 2.919, de 1914 até a Lei n 5.474/68; 3) e como título bancário, implantado pela Lei n 5.474, que inclusive concedeu ao Conselho Monetário Nacional poderes para regulá-la e padronizá-la. Hoje, por determinação expressa do Código Civil Brasileiro, Lei 10406/2002, a duplicata mercantil, enquanto título de crédito que é, passa a ser regida também pelas disposições desta legislação, eis que Salvo disposição diversa em lei especial, regem-se os títulos de crédito pelo disposto neste Código. (artigo 903) Feitas as considerações preliminares acerca do desenvolvimento histórico do título de crédito ora analisado, passa-se a tecer comentários detalhados acerca da legislação específica vigente e regulamentadora da Duplicata Mercantil no ordenamento jurídico pátrio, qual seja, a Lei n de BULGARELLI, Waldirio. Títulos de Crédito. 15 ed. São Paulo: Atlas, p. 425.

6 5 Em data de 18 de julho de 1968, o então Presidente da República do Brasil, Costa e Silva, promulgou a Lei n 5.474, que, dentre outras providências, dispunha sobre a Duplicata Mercantil. Referida legislação específica encontra-se em vigor até a presente data, tendo sido objeto de algumas alterações por decretos posteriores, principalmente pelo Decreto n 436, de 27 de janeiro de 1969 e pela Lei n 6.458, de 01 de janeiro de Prima facie é de se contemplar que a duplicata é um título de crédito eminentemente causal. Isto equivale a dizer que sua emissão deve estar enumerada na legislação específica, devendo corresponder à documentação de crédito nascido de compra e venda mercantil, ou decorrente de uma prestação de serviços. Embora a duplicata seja dotada de certas peculiaridades, mormente no que tange à sua emissão, não se pode olvidar que está sujeita ao regime do direito cambiário nacional, como qualquer outro título de crédito. Isso significa, em concreto, no entender de Fábio Ulhoa Coelho 8, que ela comporta endosso, que o endossante responde pela solvência do devedor, que o executado não pode opor contra terceiros de boa-fé exceções pessoais, que as obrigações dos avalistas são autônomas em relação às dos avalizados, etc. Não há dúvida de que a duplicata mercantil, ao ser regida pelo regime cambiário brasileiro, e não apenas por sua legislação específica, corrobora princípios e preceitos comerciais. No que tange à inoponibilidade das exceções pessoais, Rubens Requião leciona que: O interesse social visa, no terreno do crédito, a proporcionar ampla circulação dos títulos de crédito, dando aos terceiros de boa fé plena garantia e segurança na sua aquisição. É necessário que na circulação do título, aquele que o adquiriu, mas que não conheceu ou participou da relação fundamental ou da relação anterior que ao mesmo tempo deu nascimento ou circulação, fique assegurado de que nenhuma surpresa lhe venha perturbar o seu direito de crédito por quem com ele não esteve em relação direta. Por conseguinte, em toda a fase de circulação do título, o emissor pode opor ao seu credor direto as exceções de direito pessoal que contra ele tiver, tais como, por exemplo, a circunstância de já lhe ter efetuado o pagamento do mesmo título, ou pretender compensálo com crédito que contra ele possuir. Mas, se o mesmo título houver saído das mãos do credor direto e for apresentado por um terceiro, que esteja de boa-fé, já nenhuma exceção de defesa ou oposição poderá usar o devedor contra o novo credor, baseado na relação 1. p COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial. 2 ed. São Paulo: Saraiva, v.

7 6 pessoal anterior. Este, ao receber o título, houve-o purificado de todas as relações pessoais anteriores que não lhe dizem respeito 9. Desta sorte, a inoponibilidade das exceções fundadas em direito pessoal do devedor contra o credor constitui a mais importante afirmação do direito moderno em favor da segurança da circulação e negociabilidade dos títulos de crédito, mormente porque o princípio não exclui a possibilidade de oposição de defesa quando estiver o adquirente agindo de má-fé. Por conta de tal princípio é que as duplicatas são dotadas de autonomia, ou seja, cada um dos intervenientes assume obrigação relativa ao título, sendo que o vício em uma das relações não se estende para as demais relações. Ademais disso, em razão da autonomia é que o possuidor de boa-fé não tem seu direito restringido em decorrência de negócio subjacente entre os primitivos possuidores e o devedor. A duplicata é dotada também de outras características inerentes aos títulos de crédito. A literalidade faz com que a cártula valha exatamente a medida nela declarada. Segundo entendimento de Amador Paes de Almeida 10 os títulos de crédito são literais porque valem exatamente a medida neles declarada. Caracterizam-se tais títulos pela existência de uma obrigação literal, isto é, independentemente da relação fundamental, atendendo-se exclusivamente ao que eles expressam e diretamente mencionam. Finalmente, são as duplicatas dotadas da característica da abstração. Isto significa dizer que é possível, a partir de um dado momento, o título de crédito desvincular-se do negócio que lhe deu origem, e passar a compor outra relação jurídica. A duplicata mercantil torna-se abstrata a partir do momento em que o sacado aceita o título ou recebe as mercadorias adquiridas. Assim sendo, quanto à sua emissão, as duplicatas serão necessariamente causais, porque devem estar atreladas a uma causa de origem taxada na legislação específica, mas gozarão da abstratividade tão logo sejam aceitas ou recebidas as mercadorias pelo sacado, oportunidade em que se desvencilharão da causa de sua emissão. 9 REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. 21 ed. São Paulo: Saraiva, v. 2, p ALMEIDA, Amador Paes de. Teoria e Prática dos Títulos de Crédito. 18 ed. São Paulo: Saraiva, 1998, p. 03.

8 7 Comumente a duplicata é emitida quando da ocorrência de vendas a prazo, situação em que o vendedor cumpre com sua obrigação (entrega do bem), mas que a contrapartida do comprador só se verifica posteriormente (pagamento). Sem dúvida trata-se de uma operação baseada na fidúcia entre as partes, na qual a utilização do crédito torna-se preponderante. 3 DA FATURA Consoante previsão do caput do artigo 1 da Lei das Duplicatas, em todas as operações de venda mercantil realizadas em território nacional, cujo prazo seja superior a 30 (trinta) dias, o vendedor estará obrigado a extrair a fatura. A fatura seria, por assim dizer, uma nota discriminativa das mercadorias comercializadas, com indicação de sua qualidade, quantidade, espécie, preço e demais características inerentes ao contrato de compra e venda, bem como o número e valor da nota fiscal correspondente. Por si só a fatura não representa a mercadoria, mas espelha a compra e venda mercantil a prazo e comprova a remessa da mercadoria, segundo entendimento de José Paulo Leal Ferreira Pires 11. Consoante exigência do Código Civil Brasileiro, há que se respeitar os requisitos: agente capaz, objeto lícito, forma prescrita ou não defesa em lei para que o contrato comercial seja válido, aliando-se, ainda, a fatura para corroborar tal perfeição. Tem ainda a fatura um caráter probatório, vez que torna possível ao comprador a conferência com as mercadorias remetidas. A partir de 1970, por convênio firmado entre o Ministério da Fazenda e as Secretarias Estaduais da Fazenda, possibilitou-se aos comerciantes a extração da nota fiscal-fatura, instrumento que produziria efeitos comerciais e tributários. No caso de o comerciante optar pela nota fiscal-fatura, sua expedição (ainda que a venda seja à vista) será obrigatória, ante seus aspectos fiscais. A fatura acabou caindo em desuso perante o mercado brasileiro. Comum é a utilização da nota-fiscal, uma vez que referido documento traz consigo não apenas 11 PIRES, José Paulo Leal Ferreira. Letra de Câmbio, Nota Promissória, Cheque e Duplicata. São Paulo: Malheiros Editores, 1997, p. 141.

9 8 características comerciais, mas também fiscais, importando em facilitação do trabalho do comerciante. Enquanto a fatura é um documento de emissão obrigatória, a Lei faculta ao comerciante a emissão da duplicata. Ocorre, entretanto, que a legislação não admite qualquer outro título de crédito para documentar o saque do vendedor pelo valor faturado ao comprador. 4 PROTESTO DA DUPLICATA Para Amador Almeida Consoante disposição da Lei 5.474/68, a duplicata é protestável por falta de aceite, devolução ou pagamento. Entretanto, somente quando da apresentação do título em cartório é que se definirá a natureza do protesto. 12 Em se tratando de protesto por falta de aceite, ou por falta de pagamento, o mesmo será tirado ante a apresentação da duplicata não aceita ou não paga. Tratase de um protesto comum, similar ao que ocorre com os títulos cambiários não aceitos ou não pagos, com a simples adaptação das normas específicas da duplicata ao instrumento de protesto. Quando o protesto for lavrado pela falta de devolução do título de crédito, poderá ocorrer por indicação, onde os dados constantes da cártula são fornecidos ao cartório. A partir dos dados escriturados no Livro de Registro de Duplicatas, obrigatório ao emitente, extrai-se um boleto com informações exigidas para o protesto, que será então remetido ao Cartório de Protestos. Embora o protesto não se faça necessário para garantir ao portador o direito de cobrar a duplicata de seus obrigados diretos (aceitante e avalista), é somente através dele (ocorrido de forma regular e dentro do prazo de 30 dias) que o portador estará legitimado a exercer seu direito de regresso contra endossantes e respectivos avalistas, conforme disposição do artigo 13 4 da Lei 5.474/ ALMEIDA, Amador Paes de. Teoria e Prática dos Títulos de Crédito. 18. ed. São Paulo: Saraiva, 1998.p.44.

10 9 5 A DUPLICATA SIMULADA Feitas as considerações iniciais acerca da Duplicata Mercantil, título de crédito eminentemente causal que é, cabe se tratar nesse capítulo sobre a emissão de referida cártula em desacordo com a prescrição normativa. Trata-se a simulação da duplicata de um expediente comum que se desenvolve em tempos de recessão econômica, uma vez que os empresários utilizam-se desta fraude para angariar valores. Com a emissão da duplicata fria, os sacadores podem negociá-las através de endosso com bancos ou empresas de factoring, obtendo recursos imediatos através das operações de desconto ou fomento mercantil. No entender de Celso Barbi Filho: Esses títulos simulados são, por vezes, emitidos com base na perspectiva de negócios futuros ou em andamento, que os vendedores têm expectativa de ultimar com potenciais clientes. Assim é comum que estes confirmem verbalmente aos gerentes de bancos ou factorings a existência do relacionamento comercial, sem, contudo, aceitarem as duplicatas descontadas. Outras vezes, os títulos são simulados mesmo, inexistindo qualquer relação comercial entre sacador e sacado. 13 Mencione-se que a duplicata simulada não traz reflexos tão somente na esfera comercial de nossa sociedade, mas constitui, ainda, um ilícito penal, que possui tipificação e sanção previstas no Código Penal Brasileiro. Denote-se que a facilidade de emissão da duplicata simulada justifica-se porque, primeiro: não há obrigatoriedade legal para que o sacado firme seu aceite no título de crédito para que este seja validado; segundo: em regra, as instituições de crédito não promovem uma verificação completa quanto à origem do débito e do título; terceiro: para efetivação do protesto não se requer a apresentação de faturas ou notas fiscais probatórias da regularidade e validade do título de crédito. Por certo que tal expediente não seria suficiente para coibir a emissão de duplicatas simuladas, mas a incidência de emissões poderia ser reduzida. Do exposto, percebe-se que nosso ordenamento jurídico não dispõe de meios que efetivamente coíbam ou vedem a emissão da duplicata simulada. Ao 13 BARBI FILHO, Celso. Protesto de Duplicata Simulada e Procedimentos Judiciais do Sacado. Revista de Direito Mercantil. São Paulo, v. 110, p , abr./jun. 1998, p. 177.

11 10 suposto devedor, quando da ciência de que seu nome (ou de sua empresa) foi utilizado em uma operação de crédito inexistente, caberão medidas que visem afastar ou abrandar os efeitos comerciais advindos do ato ilícito, porque este já restou consumado. Não há dúvida de que o protesto configura-se prejudicial ao sacado vitimado pela emissão de duplicatas simuladas. Em contrapartida, não há como se desconsiderar a prescrição normativa que impõe a obrigatoriedade do protesto como meio necessário à garantia de direito de regresso do portador da cártula. 6 A DUPLICATA VIRTUAL A Internet é um dos meios de comunicação mais utilizados mundialmente. Com isso, ocorre uma simples movimentação financeira, seja para pagamento de uma conta de luz, até a aplicação de milhares de dólares. Desde a criação da Internet até os dias de hoje, poucos diplomas legais, sejam no direito brasileiro, sejam no direito comparado, foram criados para regulamentar as relações lá travadas. Nesse contexto, o documento eletrônico deve ser revestido de algumas particularidades, tais como: A permissão de inserção de dados; descrição de fatos que se deseja configurar; permissão de reconhecimento inequívoco das partes; não permitir a adulteração sem que se deixem vestígios. Para Falconeri: O crédito registrado em meio magnético será descontado junto ao banco, muitas vezes em tempo real, também sem a necessidade de papelização. Por via telefônica os dados são remetidos aos computadores da instituição financeira, que credita abatidos os juros contratados o seu valor na conta de depósito do empresário. Nesse momento, expede-se a guia de compensação bancária que, por correio, é remetida ao devedor da duplicata virtual. Nessa esfera, de posse desse boleto, o sacado procede ao pagamento da dívida, em qualquer agência de qualquer banco do país. Em alguns casos, quando o devedor tem o seu microcomputador interligado ao sistema da instituição descontadora, se dispensa a papelização da guia, realizando-se o pagamento por transferência bancária eletrônica. Os atos comerciais evoluíram, de maneira brusca, com a utilização da informática. Alguns títulos de crédito como o cheque, tornaram-se mais imunes a falsificações, posto que avançados programas de computadores passaram a confeccionar cártulas de difícil simulação. O comércio eletrônico, viabilizado pela rede mundial de computadores, fez com que os comerciantes pudessem negociar seus produtos com consumidores que estão a

12 11 milhares de quilômetros de sua empresa, oferecendo, ainda, modernas e eficientes formas de pagamento. Fruto, também, da informatização das práticas comerciais, a duplicata virtual popularizouse no mercado há cerca de cinco anos trazendo, via de regra, ao vendedor e comprador as seguintes vantagens: a desnecessidade do vendedor-sacador de entregar nas mãos do comprador-sacado a duplicata em 30 dias contados de entrega da mercadoria para que este interponha o aceite e a desobrigação do comprador-sacado de enviar a cártula de crédito, após ter interposto o seu aceite 14. que: Ainda nas palavras de Falconeri, porém agora tratando dos princípios, diz Apesar dos princípios da cartularidade e da literalidade restarem-se prejudicados na duplicata virtual, esta não é menos provida de eficácia executiva de que a duplicata mercantil primitiva. A assinatura eletrônica nas duplicatas virtuais fornece um suporte de autenticidade à esta que, sendo impressa e, portanto, transformada em título executivo extrajudicial, poderá dar ensejo a uma ação executiva conforme os trâmites do Código de Processo Civil 15. Nas palavras de Frontini: A informática está desmaterializando a duplicata, transformada em meros registros eletromagnéticos, transmitidos por computador pelo comerciante ao banco. O banco, a seu turno, faz a cobrança, mediante expedição de simples aviso ao devedor os chamados boletos -, de tal sorte que o título em si, na sua expressão de cártula, somente vai surgir se o devedor se mostrar inadimplente. Do contrário e tal corresponde à imensa maioria dos casos a duplicata mercantil atem-se a uma potencialidade que permite se lhe sugira a designação de duplicata virtual. Ressalte-se que a duplicata virtual não é uma nova espécie de título de crédito. Ao contrário, a duplicata virtual e a duplicata são o mesmo e único título. A qualificação virtual provém da condição desmaterializada da duplicata. Ulhoa Coelho conceitua: [...] quando a obrigação registrada por processo informatizado vem a ser satisfatoriamente cumprida, em seu vencimento, ela [a duplicata virtual] não chega jamais a ser materializada num título escrito. A sua emissão não se verifica sequer na hipótese de descumprimento do dever pelo adquirente das mercadorias ou serviços, tendo em vista a executividade da duplicata virtual FALCONERI Débora Cavalcante de. A duplicata virtual e a desmaterialização dos títulos de crédito. Disponível em Acesso em agosto de FALCONERI Débora Cavalcante de. A duplicata virtual e a desmaterialização dos títulos de crédito. Disponível em Acesso em agosto de COELHO, Op, cit. p.123.

13 12 A comprovação da existência da duplicata virtual se dá através do lançamento no Livro de Registro de Duplicatas. Ou seja, se houver um lançamento no Livro de Registro de Duplicatas, o comerciante deve, necessariamente, possuir um registro informatizado correspondente a essa duplicata. Ao contrário, se não houver lançamento no Livro de Registro de Duplicatas, não haverá informações constantes de seus computadores capazes de suprir a prova da existência de determinada duplicata. Segundo Paes de Almeida Em decorrência dos excelentes resultados práticos obtidos em virtude da simplificação da cobrança e manifesta redução de gastos, vem a duplicata escritural encontrando grande receptividade nas praças brasileiras. 17 Segundo Falconeri, o procedimento da duplicata virtual se dá da seguinte forma: O vendedor fornece uma mercadoria ao comprador, que se torna seu devedor. O vendedor, ou credor saca uma duplicata virtual contra o devedor e registra isso no computador(e no livro de registro de duplicatas), assinando com sua chave privada, que, como já comentamos, é a parte da assinatura virtual que fica com o usuário. Essa assinatura, então, é criptografada pela autoridade certificadora competente para o caso. O credor envia, então, a informação através da Internet para a instituição financeira, que credita o valor da dívida na sua conta. Se o devedor também tiver seu computador interligado ao sistema, a informação é enviada para ele também pela Internet e ele deverá pôr seu aceite e efetuar o pagamento através de transferência bancária eletrônica. Se não tiver, a guia de compensação bancária é enviada para ele pelos correios e ele poderá pagar em qualquer agência de qualquer banco do país 18. Como vimos, a duplicata virtual pode se tornar um meio mais econômico e ágil para a concretização das relações comerciais. 7 OS PRINCIPIOS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO TRADICIONAIS EM FACE DA DUPLICATA VIRTUAL O direito pátrio possui fundamentação legal para os diversos títulos de crédito, sendo que o Código Civil brasileiro adotou o entendimento de César Vivante, o qual conceituou como título de crédito documentos necessários para o exercício 17 ALMEIDA, Op. cit. p Ibidem, p.90.

14 13 de um direito literal e autônomo nele mencionado 19. Tal fato confirma-se com o disposto no artigo 887 do Código Civil Brasileiro. Sabemos que as principais características dos títulos de crédito são: A carturalidade, a Literalidade e a autonomia. Os títulos de crédito virtuais encontram resistência na sua aceitação como título de crédito dotado de executividade, visto que não estariam presentes um dos três principais princípios que dariam vida aos títulos, a carturalidade. Vejamos o que diz Falconeri quando trata dos princípios dos títulos de crédito: Princípio da cartularidade O devedor deve ter o título em mãos para exercitar o seu direito sobre ele. O credor deve provar que se encontra na posse do documento. Esse princípio é totalmente incompatível com a duplicata virtual, já que não como se provar a posse do documento eletrônico, muito menos anexá-lo em sua petição para executá-lo. È previsto, então, pela lei das duplicatas, o protesto por indicações, através do qual o credor informa ao cartório os dados identificadores. Para a execução desse título, então, basta o citado protesto e a prova de entrega das mercadorias. Princípio da autonomia Os vícios que comprometem a validade de uma relação jurídica não comprometem as demais. Não interessa se o ato que originou o título era ilícito. Isso não prejudica as relações que surgiram a partir dessa. Elas são autônomas. Esse princípio é uma forma de assegurar a circulação dos títulos de crédito e tem total adequação com a duplicata virtual. Princípio da literalidade O direito decorrente do título será exercido nos limites do que está literalmente escrito. Igualmente, esse princípio se adequa à duplicata virtual. 20 Atualmente ocorre o predomínio da informática nas relações sociais, dentre elas incluem-se as comerciais e as cambiárias. Deste modo, deve-se urgentemente ser efetuado uma reformulação na base do direito em que se alicerçam os títulos de crédito, para que a informática seja um meio de utilização e aprimoramento dos títulos de crédito existentes e dos novos títulos virtuais que possam ser implantados. O posicionamento aplica-se no princípio da carturalidade, que corresponde pela materialização do título através do papel, gerando, assim, o direito objeto da relação jurídica. Nos documentos virtuais esse princípio estaria fragilizado, uma vez que deixa de ser corpóreo. Porém, a falta da cártula seria sanada com a adoção da assinatura digital, possibilitando a emissão do título, o aceite, o endosso e o aval. Tudo na forma digital. Rodrigo Almeida Magalhães, em seu artigo, trata do tema. Vejamos: 19 VIVANTE, Op. cit., p FALCONERI Débora Cavalcante de. A duplicata virtual e a desmaterialização dos títulos de crédito. Disponível em Acesso em agosto de 2009.

15 14 Os primeiros títulos de crédito ditos virtuais foram os valores mobiliários escriturais. Sem adentrar na discussão sobre a natureza jurídica das ações, se são ou não títulos de créditos, o exemplo aqui dado são as das debêntures, cuja configuração jurídica como título de crédito decorre da lei nº 8.953/1994. Elas representam um empréstimo que as sociedades anônimas emissoras obtêm dos particulares. Assim sendo, entre as debêntures, existem as escriturais que são aquelas em que não há a emissão dos certificados, elas existem em contas correntes abertas em nome dos debenturistas nas instituições financeiras. Apesar de não estarem sobre a forma eletrônica, elas representam os primeiros exemplos de títulos de crédito sem a cártula. Outro exemplo é a cédula de crédito bancário (CCB) que é um título de crédito emitido em favor de instituição financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de pagamento, decorrente de operação de crédito. Vem regulamentada pela lei nº /2004 e possui como principal característica ser originada de operação de crédito de qualquer modalidade.as instituições financeiras podem emitir certificados de cédulas de crédito bancário que representam as cédulas de crédito bancário por elas mantidas em depósito. È objetivo, nessa hipótese, às instituições financeiras promover a cobrança das cédulas depositadas e somente entregar o valor ao titular do certificado, contra a apresentação deste. Os certificados de cédulas de crédito bancário podem ser emitidos sob a forma escritural, sendo a transferência feita por termo, datada, assinada pelo titular e averbada junto à instituição financeira.pelos dois exemplos dados, percebe-se que falta o documento, mesmo que eletrônico, em que constem todos os requisitos dos títulos de créditos.quase todos os empecilhos à existência dos títulos de crédito virtuais foram resolvidos.o problema da assinatura foi acertado, conforme analisado, com a assinatura digital regulada pela medida provisória nº 2200/2001. Em ações de execução exige-se o título em original, logo, deverá imprimi-lo para torná-lo material, palpável, corpóreo. Com a regulamentação do processo eletrônico, lei nº /2006, não necessitará mais da cártula para a cobrança do título, já que o processo está todo digitalizado. Outra questão que precisará ser sanada é a do endosso. No contexto atual, as entidades certificadoras somente têm condições de reconhecer uma assinatura. Se no título já consta a assinatura digital do emitente, as entidades certificadoras não têm condições de reconhecer outras assinaturas impedindo sua circulação 21. Como vimos, a crise principiológica dos títulos de crédito teria sua solução com uma completa reformulação dos princípios existes hoje, para uma nova lei uniforme, adequando aos novos tempos da era da informática. 8 A SEGURANÇA NA DUPLICATA ELETRÔNICA Outro ponto muito discutido é sobre a segurança da duplicata virtual. Todos nós já nos deparamos com a intenção de comprar algum bem através da Internet, porém ficou com receio de ter seu cartão clonado ou de não ter sua compra entregue. 21 MAGALHÃES, Rodrigo Almeida. Títulos de crédito virtuais. Disponível em Acesso em agosto de 2009.

16 15 O mesmo acontece com a duplicata virtual, só que agora o medo estaria no sigilo das informações e na autenticidade do documento. Falconeri trata com propriedade deste tema: Pela transmissão de dados através de computador, as partes da relação querem ter certeza de que as informações não serão alteradas no caminho que percorrerem. Para garantir essa segurança foi criada a assinatura eletrônica, que utiliza a técnica da criptografia, para identificar o signatário e reconhecer a autenticidade das informações. Essa técnica foi criada nos Estados Unidos e já vem sendo utilizada em vários países e agora, também, no Brasil. Há, inclusive, no Congresso nacional, um Projeto de Lei, que é o de nº 7.316/02, que disciplina o uso de assinaturas eletrônicas e a prestação de serviços de certificação. Frisa-se assim que a assinatura eletrônica assegura aos documentos suas funções declarativa, de dizer quem é o autor da assinatura; probatória determinando a veracidade dos dados e a vontade declarada; e a declaratória, que garante que o que há expresso no documento condiz com a vontade do contratante. Entende-se que o procedimento é basicamente o seguinte: São oferecidas duas chaves ao usuário, uma para seu uso pessoal e outra para o conhecimento público. Uma serve para codificar e outra, para decodificar os dados. Essa decodificação é feita pelas autoridades certificadoras. 22 Salienta-se que pode ser discutida a incompatibilidade dessas autoridades certificadoras com o art. 236, da Constituição federal, que diz "Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do poder público". Acontece que não se pode equiparar as firmas ou assinaturas formais, com a assinatura digital. Aquelas são bem pessoais, físicas. Esta é apenas um emaranhado de dados. É apenas uma simbologia para assegurar a validade do negócio jurídico. Mas o que seria assinatura digital afinal? Assinatura digital nada mais é do que um conjunto de caracteres alfanuméricos resultantes de complexas operações matemáticas de criptografia efetuadas por um computador sobre um documento eletrônico, que recebe o nome de sistema assimétrico de incriptação de dados. Sobre esse sistema, utiliza-se um par de chaves, uma denominada privada e outra pública. Sendo que uma é utilizada para encriptar e outra para desencripta-la. Faz-se necessário à existência de uma autoridade certificante. No Brasil a única autoridade certificante é a Certsign, sediada na cidade do Rio de Janeiro, a qual segue práticas internacionais para a identificação dos interessados em habilitar-se ao sistema certificador. 22 Idem.

17 16 A garantia das assinaturas digitais é efetivada através do registro do contrato de emissão de assinaturas em cartório de registro de títulos e documentos. Portanto, o registro tem como objetivo final afirmar a boa-fé daqueles que praticam os atos jurídicos fundamentados na real vontade das partes. Sendo que a certificação digital une a tecnologia e o direito, tornando legitimo como meio de prova o documento eletrônico. 9 PROJETOS DE LEIS QUE REGULAMENTEM O COMÉRCIO ELETRÔNICO E A ASSINATURA DIGITAL Em 26/09/2001 a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, o substitutivo do relator, deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), sobre a regulamentação do comércio eletrônico e a assinatura digital em negócios feitos pela Internet. O projeto seguiu para inclusão em na pauta para votação no Plenário da Câmara dos Deputados, onde permanece até a presente a data, se for aprovado, irá para o Senado e depois à sanção presidencial. O Projeto de Lei nº 4.906/2001, sendo Autor o Senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE), dispõe sobre a validade jurídica e o valor probante do documento eletrônico e da assinatura digital, regula a certificação digital, institui normas para as transações de comércio eletrônico e dá outras providências. O Capítulo I do projeto de lei trata dos efeitos jurídicos do documento eletrônico e da assinatura digital. O art. 3º dispõe que não serão negados efeitos jurídicos, validade e eficácia ao documento eletrônico, pelo simples fato de apresentar-se em forma eletrônica. As declarações constantes de documento presumem-se verdadeiras em relação ao signatário, nos termos do Código Civil, desde que a assinatura digital seja única e exclusiva para o documento assinado, passível de verificação pública, gerada com chave privada cuja titularidade esteja certificada por autoridade certificadora e seja mantida sob o exclusivo controle do signatário, esteja ligada ao documento eletrônico de tal modo que se o conteúdo deste se alterar, a assinatura digital estará invalidada e não tenha sido gerada posteriormente à expiração, revogação ou suspensão das chaves, estão dispostas no art. 4º.

18 17 O art. 5º define que a titularidade da chave pública poderá ser provada por todos os meios de direito, não sendo negado valor probante ao documento eletrônico e sua assinatura digital, pelo simples fato desta não se basear em chaves certificadas por uma autoridade certificadora. Já o art. 6º presume verdadeira a data do documento, sendo lícito, porém, a qualquer deles, provar o contrário por todos os meios de direito e depois de expirada ou revogada a chave de algum dos signatários, compete à parte a quem o documento beneficiar a prova de que a assinatura foi gerada anteriormente à expiração ou revogação. Entre os signatários, ou em relação a terceiros, será considerado datado o documento particular na data em que foi registrado, ou da sua apresentação em repartição pública ou em juízo, ou do ato ou fato que estabeleça, de modo certo, a anterioridade da formação do documento e respectivas assinaturas. Aplicam-se, ainda, ao documento eletrônico as demais disposições legais relativas à prova documental que não colidam com as normas do título que trata do Documento Eletrônico e da Assinatura Digital neste projeto de lei. Na existência de falsidade, os art. 8º e 9º dispõem que o juiz apreciará livremente a fé que deva merecer o documento eletrônico, quando demonstrado ser possível alterá-lo sem invalidar a assinatura, gerar uma assinatura eletrônica idêntica à do titular da chave privada, derivar a chave privada a partir da chave pública, ou pairar razoável dúvida sobre a segurança do sistema criptográfico utilizado para gerar a assinatura. Havendo impugnação de documento eletrônico, incumbe o ônus da prova, em primeiro lugar à parte que produziu a prova documental, quanto à autenticidade da chave pública e quanto à segurança do sistema criptográfico utilizado, ou à parte contrária à que produziu a prova documental, quando alegar apropriação e uso da chave privada por terceiro, ou revogação ou suspensão das chaves 23. Vemos que é imprescindível a aprovação de tão importante projeto de lei para considerar e regular definitivamente o documento eletrônico assinado pelo seu autor mediante sistema criptográfico de chave pública, resultante ou da digitalização de documento físico, bem como a materialização física de documento eletrônico 23 ALBERNAZ, Lister. Títulos de crédito eletrônicos. Disponível em Acesso em setembro de 2009.

19 18 original, pois o art. 29, corrobora que para os fins do comércio eletrônico, a fatura, a duplicata e demais documentos comerciais, quando emitidos eletronicamente, obedecerão ao disposto na legislação comercial vigente, qual seja, o Código Civil 24. O art. 43 equipara ao crime de falsidade de documento particular, sujeitando-se às penas do art. 298 do Código Penal, a falsificação, no todo ou em parte, de certificado ou documento eletrônico particular, ou alteração de certificado ou documento eletrônico particular verdadeiro. 24 Idem.

20 19 CONCLUSÃO Conclui-se com o presente estudo que a duplicata é um título de crédito criado pelo direito brasileiro, inicialmente nos anos de 1850, com a finalidade de proporcionar um maior controle do fisco. Os seus efeitos são cambiais e é documento hábil para cobrança judicial do preço da venda. Inicialmente, previa que nas vendas por atacado o vendedor era obrigado a extrair, em duas vias, uma relação das mercadorias vendidas as quais eram assinadas por ele e pelo comprador, ficando cada via com uma das partes contratantes. Assim sendo, no decorrer do tempo, a duplicata mercantil perde o caráter fiscal, predominando-se o caráter comercial nas operações de constituição, circulação e cobrança de crédito nascido de operações mercantis ou de contratos de prestação de serviços. A duplicata diferencia-se da letra de câmbio pelo regime de aceite, pois no último o ato de vinculação do sacado à cambial é facultativo, Já no primeiro, a vinculação é obrigatória, há protesto por indicações e execução de título não assinado. Já a duplicata virtual não é uma nova espécie de título de crédito. Ao contrário, a duplicata virtual e a duplicata são o mesmo e único título. A qualificação virtual provém da condição desmaterializada da duplicata. Com isso, a única diferença fica em relação ao princípio da carturalidade. Mas como vimos, essa evolução do título de crédito passando da necessidade de um documento corpóreo para a sua desmaterialização não retira sua eficácia, nem seu caráter executivo.

TÍTULOS DE CRÉDITO: CONHECENDO A TEORIA GERAL

TÍTULOS DE CRÉDITO: CONHECENDO A TEORIA GERAL 1 TÍTULOS DE CRÉDITO: CONHECENDO A TEORIA GERAL Juliana de Oliveira Carvalho Martins Ferreira 1 RESUMO: Na busca pelo aprimoramento do conhecimento acerca dos títulos de crédito, faz-se necessária uma

Leia mais

AULA 3 23/02/11 A CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO

AULA 3 23/02/11 A CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO AULA 3 23/02/11 A CLASSIFICAÇÃO DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1 A CLASSIFICAÇÃO QUANTO À ESTRUTURA JURÍDICA 1.1 AS ORDENS DE PAGAMENTO Há títulos de crédito que estão estruturados na forma de ordens de pagamento.

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO PELA LEI 10.931 DE 02 DE AGOSTO DE 2004.

REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO PELA LEI 10.931 DE 02 DE AGOSTO DE 2004. 1 REGULAMENTAÇÃO DA CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO PELA LEI 10.931 DE 02 DE AGOSTO DE 2004. Lécio Goulart Costa * Acadêmico do curso de Direito Contabilista Sumário: 1. Introdução; 2. Aspectos gerais da CCB

Leia mais

12 DUPLICATA 12.1 APRESENTAÇÃO

12 DUPLICATA 12.1 APRESENTAÇÃO 12 DUPLICATA 12.1 APRESENTAÇÃO A duplicata mercantil é um documento criado pelo legislador brasileiro. O Código Comercial, embora revogado, previa, em seu art. 219, que nas vendas por atacado, o vendedor

Leia mais

DUPLICATA XII. 1. Origem:

DUPLICATA XII. 1. Origem: DUPLICATA XII 1. Origem: - A duplicata constitui um título de crédito que tem origem no Direito brasileiro, e mais especificamente no Código Comercial de 1850, o qual determinava aos comerciantes atacadistas

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal.

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal. PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Levi Hülse Período/ Fase: 10ª Semestre: 1º Ano: 2015 Disciplina: Direito empresarial

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS

TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS TÍTULOS DE CRÉDITOS VIRTUAIS Rodrigo Almeida Magalhães Mestre e Doutor em Direito 1- Introdução Baseado no conceito de Cesare Vivante 1, o Código Civil de 2002, em seu art. 887, preceitua o título de crédito,

Leia mais

APOSTILA 5 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : DUPLICATA

APOSTILA 5 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : DUPLICATA APOSTILA 5 DE TÍTULOS DE CRÉDITO Tema : DUPLICATA Material de apoio para a disciplina Direito Empresarial Elaborado por : Denis Domingues Hermida OBSERVAÇÃO: A redação dessa apostila é feita com base nas

Leia mais

APOSTILA 3 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : NOTA PROMISSÓRIA

APOSTILA 3 DE TÍTULOS DE CRÉDITO. Tema : NOTA PROMISSÓRIA APOSTILA 3 DE TÍTULOS DE CRÉDITO Tema : NOTA PROMISSÓRIA Material de apoio para a disciplina Direito de Empresa Elaborado por : Denis Domingues Hermida OBSERVAÇÃO: A redação dessa apostila é feita com

Leia mais

Cheque e Duplicata. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Cheque e Duplicata. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Cheque e Duplicata Crédito ETIMOLOGIA E SEMÂNTICA A palavra crédito é derivada do latim "Creditum", Credere que significa, coisa emprestada, empréstimo, dívida, depositar confiança em, confiar em, dar

Leia mais

Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D-40 7º 04 04 60

Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D-40 7º 04 04 60 Cód. Disciplina Período Créditos Carga Horária D-40 7º 04 04 60 Turma DIREITO Nome da Disciplina / Curso DIREITO COMERCIAL II D- 32DIREITO COMERCIAL I(EMENTA 2008/01) D- 27 DIREITO COMERCIAL I(EMENTA 2008/02)

Leia mais

Faculdade de Direito da Alta Paulista

Faculdade de Direito da Alta Paulista Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL II Código: Série: 3ª Obrigatória (X ) Optativa ( ) CHTeórica: 136 CH Prática: CH Total: 136 Horas Obs: Objetivos Geral: Apresentar aos alunos os pontos principais da Disciplina

Leia mais

Faculdade de Direito da Alta Paulista

Faculdade de Direito da Alta Paulista Plano de Ensino Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL II Código: Série: 3ª Obrigatória (X ) Optativa ( ) CHTeórica: 136 CH Prática: CH Total: 136 Horas Obs: Objetivos Geral: Apresentar aos alunos os pontos principais

Leia mais

Exigibilidade. Introdução

Exigibilidade. Introdução 1 Exigibilidade Introdução 1. Considerações: Os devedores de um título de crédito são de duas categorias: o chamado devedor principal, que, na letra de câmbio, é o aceitante, e os coobrigados, que, nesta

Leia mais

Cheque Aulas 22 a 24

Cheque Aulas 22 a 24 Cheque Aulas 22 a 24 1. NORMATIZAÇÃO: Lei 7.357/85 que absorveu as regras contidas na Lei Uniforme sobre Cheques. Resoluções do Banco Central do Brasil, tomadas por deliberação do Conselho Monetário Nacional,

Leia mais

RESOLUÇÃO CONSEAcc-SP 2/2005

RESOLUÇÃO CONSEAcc-SP 2/2005 RESOLUÇÃO CONSEAcc-SP 2/2005 ALTERA AS EMENTAS E CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DAS DISCIPLINAS CH1301 - COMERCIAL I, CH1306 - COMERCIAL II E CH1308 - COMERCIAL III, DO CURSO DE, DO CÂMPUS DE SÃO PAULO, DA UNIVERSIDADE

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO

TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO O direito cambiário é o que tem por objeto o estudo dos títulos de crédito. Estes títulos são documentos representativos da obrigação de pagar uma determinada quantia em dinheiro,

Leia mais

Operações de Créditos Atuais: o cartão de crédito como substituto dos clássicos documentos de crédito

Operações de Créditos Atuais: o cartão de crédito como substituto dos clássicos documentos de crédito Operações de Créditos Atuais: o cartão de crédito como substituto dos clássicos documentos de crédito Katyúscia Kelly Pereira de Sousa Feitoza* Títulos de crédito são documentos que representam obrigações

Leia mais

EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL III Período: 5 Período. Carga Horária: 72H/a: EMENTA

EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL III Período: 5 Período. Carga Horária: 72H/a: EMENTA EMENTÁRIO Curso: Direito Disciplina: DIREITO EMPRESARIAL III Período: 5 Período Carga Horária: 72H/a: EMENTA O curso é estruturado de sorte a oferecer uma visão panorâmica dos principais aspectos dos títulos

Leia mais

1. Formalidade versus informalidade e a perspectiva dos Direitos Humanos

1. Formalidade versus informalidade e a perspectiva dos Direitos Humanos 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D-38 PERÍODO: 7º CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Títulos

Leia mais

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal.

PLANO DE ENSINO. 5. RELAÇÕES INTERDISCIPLINARES Direito constitucional, civil, processual civil, penal, processual penal. PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professores: Evandro Muniz Período/ Fase: 10ª Semestre: 2º Ano: 2012 Disciplina: Direito empresarial

Leia mais

CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 PERÍODO: 7º NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO

CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 PERÍODO: 7º NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO 1. IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DA DISCIPLINA: D. 40 CRÉDITO: 04 CARGA HORÁRIA SEMANAL: 04 CARGA HORÁRIA SEMESTRAL: 60 PERÍODO: 7º NOME DA DISCIPLINA: DIREITO COMERCIAL II NOME DO CURSO: DIREITO 2. EMENTA Títulos

Leia mais

O PROTESTO CAMBIAL INDEVIDO DOS BOLETOS BANCÁRIOS

O PROTESTO CAMBIAL INDEVIDO DOS BOLETOS BANCÁRIOS O PROTESTO CAMBIAL INDEVIDO DOS BOLETOS BANCÁRIOS Tatiana Corrêa Teixeira Acadêmica de Direito Centro Universitário Newton Paiva Resumo: O presente artigo tem a função de demonstrar os abusos cometidos

Leia mais

AULA 17 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO

AULA 17 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO 1 AULA 17 ESPÉCIES DE TÍTULOS DE CRÉDITO INTRODUÇÃO Atualmente, existem cerca de 40 títulos de crédito em circulação no país. Os mais conhecidos são a nota promissória, cheque e duplicata. NOTA PROMISSÓRIA

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA I. Curso: DIREITO PROGRAMA DE DISCIPLINA II. Disciplina: DIREITO COMERCIAL II (D-49) Área: Ciências Sociais Período: 9º (nono) Turno: matutino/noturno Ano: 2013.1 Carga Horária: 72 H; Créd.: 04 III. Pré-Requisito:

Leia mais

A relação dos Títulos de Crédito e Documentos eletrônicos no mundo moderno

A relação dos Títulos de Crédito e Documentos eletrônicos no mundo moderno 1 A relação dos Títulos de Crédito e Documentos eletrônicos no mundo moderno Vera Lúcia Guimarães Gabrich Fonseca * Os avanços tecnológicos demonstram a necessidade do homem na busca de modernização de

Leia mais

Arts. 269 e 270 Teoria da Aparência. Arts. 272 e 273 Revisão Contratual

Arts. 269 e 270 Teoria da Aparência. Arts. 272 e 273 Revisão Contratual Novo Código Comercial Livro III Das obrigações dos empresários Cibele Frandulic Shimono Guilherme Setoguti J. Pereira Luiz Rafael de Vargas Maluf Rafael Villac Vicente de Carvalho 22 de novembro de 2011

Leia mais

4 MÓDULO 4 DOCUMENTOS COMERCIAIS

4 MÓDULO 4 DOCUMENTOS COMERCIAIS 44 4 MÓDULO 4 DOCUMENTOS COMERCIAIS 4.1 Cheque O cheque é uma ordem de pagamento à vista. Pode ser recebido diretamente na agência em que o emitente mantém conta ou depositado em outra agência, para ser

Leia mais

Literalidade o título valerá pelo que nele estiver escrito. Formalismo - a forma do título de crédito é prescrita lei.

Literalidade o título valerá pelo que nele estiver escrito. Formalismo - a forma do título de crédito é prescrita lei. Legislação Societária / Direito Comercial Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 27 DIREITO CAMBIÁRIO Títulos de Crédito São documentos representativos de obrigações pecuniárias, deve ser escrito, assinado

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO ELETRÔNICOS

TÍTULOS DE CRÉDITO ELETRÔNICOS TÍTULOS DE CRÉDITO ELETRÔNICOS TÍTULOS DE CRÉDITO Conhecida é a definição de TÍTULO DE CRÉDITO dada por Cesare Vivante e adotada em nosso Código Civil, no sentido de que título de crédito é o documento

Leia mais

OBRAS DO AUTOR... NOTA EXPLICATIVA... XVII

OBRAS DO AUTOR... NOTA EXPLICATIVA... XVII ÍNDICE SISTEMÁTICO OBRAS DO AUTOR... XV NOTA EXPLICATIVA... XVII CAPÍTULO I TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1. A regulamentação dos títulos de crédito pelo Código Civil e por leis especiais 2. Aplicação

Leia mais

Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n.

Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural. A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n. Natureza Cambiária da Cédula de Produto Rural Gustavo Ribeiro Rocha A Cédula de Produto Rural, conhecida pela sigla CPR e criada pela Lei n. 8.929/94, é um documento emitido pelo produtor rural ou por

Leia mais

AULA 4 02/03/11 OS ELEMENTOS CONEXOS À MATÉRIA

AULA 4 02/03/11 OS ELEMENTOS CONEXOS À MATÉRIA AULA 4 02/03/11 OS ELEMENTOS CONEXOS À MATÉRIA 1 INTRODUÇÃO No estudo da matéria títulos de crédito, torna-se imprescindível a análise daqueles elementos que, não obstante não fazerem parte da essência

Leia mais

NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA CONCEITO

NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA NOTA PROMISSÓRIA CONCEITO CONCEITO Armindo de Castro Júnior E-mail: armindocastro@uol.com.br MSN: armindocastro1@hotmail.com Homepage: www.armindo.com.br Cel: 8405-7311 A nota promissória é promessa de pagamento, isto é, compromisso

Leia mais

Contas a Pagar e Contas a receber

Contas a Pagar e Contas a receber Treinamento Financeiro Contas a Pagar e Contas a receber Jéssica Rodrigues Pedro Amauri 1 Duplicatas O que são duplicatas? A duplicata mercantil ou simplesmente duplicata é uma espécie de título de crédito

Leia mais

DIREITO COMERCIAL II TÍTULOS DE CRÉDITO:

DIREITO COMERCIAL II TÍTULOS DE CRÉDITO: TÍTULOS DE CRÉDITO: CRÉDITO = alargamento da troca. Venda a prazo Empréstimo Documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo nele mencionado.(vivante) joao@joaopereira.com.br TÍTULO

Leia mais

OAB XIV EXAME PROVA BRANCA. Comentário às questões de Direito Empresarial

OAB XIV EXAME PROVA BRANCA. Comentário às questões de Direito Empresarial OAB XIV EXAME PROVA BRANCA Comentário às questões de Direito Empresarial A prova, no geral, foi bem elaborada e não admite recursos. Critica-se apenas a questão 49, pela inclusão da duplicata cartularizada,

Leia mais

O Crime de Duplicata Fria ou Simulada

O Crime de Duplicata Fria ou Simulada 1 O Crime de Duplicata Fria ou Simulada Maria Bernadete Miranda Mestre em Direito das Relações Sociais, sub-área Direito Empresarial, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Coordenadora e

Leia mais

TÍTULOS DE CRÉDITO 1) CONCEITOS

TÍTULOS DE CRÉDITO 1) CONCEITOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1) CONCEITOS Vivante : documento necessário para o exercício do direito literal e autônomo nele mencionado princípios da literalidade e autonomia Sentido lato qualquer documento que

Leia mais

É um título de crédito que se estrutura como ordem de pagamento. Desta forma tem-se origem a três situações jurídicas distintas:

É um título de crédito que se estrutura como ordem de pagamento. Desta forma tem-se origem a três situações jurídicas distintas: TÍTULOS DE CRÉDITO LETRA DE CÂMBIO É um título de crédito que se estrutura como ordem de pagamento. Desta forma tem-se origem a três situações jurídicas distintas: a) Sacador quem emite a ordem; b) Sacado

Leia mais

1. TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO

1. TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO 1. TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO Conceito: Título de crédito é o documento literal e autônomo que representa a obrigação nele contida Características: Titulo de crédito só representa obrigação creditícia

Leia mais

Nota do autor, xv. 6 Nome Empresarial, 48 6.1 Conceito e função do nome empresarial, 48 6.2 O nome do empresário individual, 49

Nota do autor, xv. 6 Nome Empresarial, 48 6.1 Conceito e função do nome empresarial, 48 6.2 O nome do empresário individual, 49 Nota do autor, xv Parte I - Teoria Geral da Empresa, 1 1 Introdução ao Direito de Empresa, 3 1.1 Considerações gerais, 3 1.2 Escorço histórico: do direito comercial ao direito de empresa, 4 1.3 Fontes

Leia mais

PROTESTO DE TÍTULOS. Deverão ser observados os prazos prescricionais, de acordo com legislação vigente.

PROTESTO DE TÍTULOS. Deverão ser observados os prazos prescricionais, de acordo com legislação vigente. 2 PROTESTO DE TÍTULOS O protesto de títulos pode ser lavrado por falta de aceite, de devolução de duplicatas, por falta de pagamento em seu vencimento, para garantia do direito regressivo contra endossantes

Leia mais

TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO - IX. 1. Do crédito:

TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO - IX. 1. Do crédito: TEORIA GERAL DOS TÍTULOS DE CRÉDITO - IX 1. Do crédito: - O crédito como um fenômeno econômico importa um ato de confiança do credor ao devedor. O crédito de um é o débito de outro. A venda a prazo e o

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2014.0000032304 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0000527-46.2013.8.26.0664, da Comarca de Votuporanga, em que é apelante SEBASTIÃO DE PIERRE SOBRINHO, é apelado

Leia mais

CHEQUE CARACTERÍSTICA

CHEQUE CARACTERÍSTICA CHEQUE LEI 7357/1985 CONCEITO: Cheque é uma ordem de pagamento à vista, sacada contra um banco e com base em suficiente provisão de fundos depositados pelo sacador em mãos do sacado ou decorrente de contrato

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO CURSO: DIREITO DISCIPLINA: DIREITO EMPRESARIAL III CÓDIGO

Leia mais

Portanto seremos obrigados a adaptar ou elaborar legislações, e isso há de ser agora, pois a evolução da informática é extraordinária e não espera.

Portanto seremos obrigados a adaptar ou elaborar legislações, e isso há de ser agora, pois a evolução da informática é extraordinária e não espera. 1 Títulos de Crédito em face da Revolução Eletrônica Karine Paola Vasconcelos Costa,aluna do curso de Direito-manhã, 5º período,do Centro Universitário Newton Paiva. Diante a banalização da ciência da

Leia mais

~ Sumário. Nota, xvii

~ Sumário. Nota, xvii ~ Sumário Nota, xvii SíNTESE HISTÓRICA, 1 1.1 Antecedentes, 1 1.2 Título brasileiro, 2 1.2.1 Código Comercial, 3 1.2.2 Interesses fiscais e empresariais, 4 1.2.3 Lei nl:! 5.474/68,8 2 CAUSALIDADE DA DUPLICATA

Leia mais

DIREITO COMERCIAL MÓDULO 2

DIREITO COMERCIAL MÓDULO 2 DIREITO COMERCIAL MÓDULO 2 Índice 1. Títulos de crédito...4 1.1 origem... 4 1.2 O crédito... 4 1.3 Conceito geral dos títulos de crédito... 4 1.4 Características dos títulos de crédito... 4 1.5 independência...

Leia mais

Cobrança Itaú. Conheça como funciona o serviço de protesto de títulos.

Cobrança Itaú. Conheça como funciona o serviço de protesto de títulos. Cobrança Itaú Conheça como funciona o serviço de protesto de títulos. Para garantir uma gestão de Cobrança ainda mais eficiente, é preciso que você saiba como funciona o serviço de protesto de títulos

Leia mais

Caderno Eletrônico de Exercícios Títulos de Crédito

Caderno Eletrônico de Exercícios Títulos de Crédito 1) São exemplos de títulos de crédito, exceto: a) Cheque b) Testamento c) Duplicata d) Nota promissória 2) São características de títulos de crédito, exceto: a) Documentalidade b) Força executiva c) Autonomia

Leia mais

Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural

Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural 2012 Global Central de Documentação e Serviços Ltda. CPR: Cédula de Produto Rural CPR: Cédula de Produto Rural CPR é um título cambial e declaratório com as seguintes características: É título líquido

Leia mais

03/04/2012. PDF created with pdffactory trial version www.pdffactory.com

03/04/2012. PDF created with pdffactory trial version www.pdffactory.com 6.1) Noções gerais e legislação aplicável 6.2) Requisitos essenciais 6.3) Aceite 6.4) Pagamento 6.5) Duplicata de prestação de serviços 6.6) Triplicata 6.7) Ação de cobrança e protesto Conceito: É um título

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº 105, DE 10 DE JANEIRO DE 2001.

LEI COMPLEMENTAR Nº 105, DE 10 DE JANEIRO DE 2001. LEI COMPLEMENTAR Nº 105, DE 10 DE JANEIRO DE 2001. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências. Faço saber que o Congresso Nacional

Leia mais

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA

MATERIAL DE APOIO - MONITORIA MATERIAL DE APOIO - MONITORIA Índice 1. Artigo Correlato 1.1. Títulos de crédito eletrônicos 2. Jurisprudência correlata 2.1. ADI 608 / DF - DISTRITO FEDERAL 3. Assista! 3.1. Principio da cartularidade

Leia mais

ÍNDICE SUMÁRIO PARTE I DOUTRINA. Capítulo I Títulos de Crédito... 27

ÍNDICE SUMÁRIO PARTE I DOUTRINA. Capítulo I Títulos de Crédito... 27 Títulos de Crédito, Aval, Endosso, Cessão e Fiança 11 ÍNDICE SUMÁRIO PARTE I DOUTRINA Capítulo I Títulos de Crédito..................................................... 27 Ação regressiva no título de

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Legislação aplicada ao factoring Heider Fiuza de Oliveira Filho* Direito Comercial 1. Legislação aplicável 1.1 Arcabouço legislativo Como já fora visto no capítulo anterior, o contrato

Leia mais

R E S O L V E U: Art. 2. A sociedade corretora tem por objeto social:

R E S O L V E U: Art. 2. A sociedade corretora tem por objeto social: RESOLUCAO 1.655 --------------- O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do artigo 9. da Lei n. 4.595, de 31.12.64, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 25.10.89, tendo em

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Estudo das garantias nos contratos mercantis internacionais Vanessa Rugai* Por várias razões, nem sempre os compradores conseguem crédito junto aos seus fornecedores. Uma forma de

Leia mais

PARECER Nº, DE 2008. RELATORA: Senadora SERYS SLHESSARENKO

PARECER Nº, DE 2008. RELATORA: Senadora SERYS SLHESSARENKO PARECER Nº, DE 2008 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA e CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei da Câmara nº 13, de 2007, que "dispõe sobre as operações de fomento mercantil - factoring, e dá outras providências".

Leia mais

UNIDADE: FACULDADE DE DIREITO DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

UNIDADE: FACULDADE DE DIREITO DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS Í N D I C E Código Disciplina Página DIR 04-00153 Direito Comercial I 2 DIR 04-00323 Direito Comercial II 3 DIR 04-00494 Direito Comercial III 4 DIR 04-00842 Direito Comercial

Leia mais

SUGESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE ENSINO DE DIREITO COMERCIAL. Da especificação dos temas do programa proposto para o Semestre (único)

SUGESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE ENSINO DE DIREITO COMERCIAL. Da especificação dos temas do programa proposto para o Semestre (único) Carga Horária Período Semestre (único) SUGESTÃO PARA O DESENVOLVIMENTO PROGRAMA DE ENSINO DE DIREITO COMERCIAL Da especificação dos temas do programa proposto para o Semestre (único) A dicotomia do Direito

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 1.655 R E S O L V E U:

RESOLUÇÃO Nº 1.655 R E S O L V E U: 1 RESOLUÇÃO Nº 1.655 O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do artigo 9º da Lei nº 4.595, de 31.12.64, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 25.10.89, tendo em vista o disposto

Leia mais

1. CONCEITO O protesto extrajudicial (ou cartorário) é regulamentado pela Lei 9492/97 (LP).A própria norma legal assim o define:

1. CONCEITO O protesto extrajudicial (ou cartorário) é regulamentado pela Lei 9492/97 (LP).A própria norma legal assim o define: CAPíTULO 7 PROTESTO 1. CONCEITO O protesto extrajudicial (ou cartorário) é regulamentado pela Lei 9492/97 (LP).A própria norma legal assim o define: Arf. 10_ Protesto é o ato formal e solene pelo qual

Leia mais

PONTO 1: Títulos de Crédito PONTO 2: Propriedade Industrial. 1. Títulos de Crédito:

PONTO 1: Títulos de Crédito PONTO 2: Propriedade Industrial. 1. Títulos de Crédito: 1 DIREITO EMPRESARIAL PONTO 1: Títulos de Crédito PONTO 2: Propriedade Industrial 1. Títulos de Crédito: Critérios de Classificação: Estrutura: - sacador = dá a ordem, emite o título; - sacado = destinatário

Leia mais

LEI N 5.474 - DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras providências. Capítulo I - DA FATURA E DA DUPLICATA

LEI N 5.474 - DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras providências. Capítulo I - DA FATURA E DA DUPLICATA LEI N 5.474 - DE 18 DE JULHO DE 1968. Dispõe sobre as Duplicatas, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo

Leia mais

Da Permissibilidade de os Casados Prestarem Aval e Fiança, as Regras Cambiárias e seus Efeitos no Novo Código Civil

Da Permissibilidade de os Casados Prestarem Aval e Fiança, as Regras Cambiárias e seus Efeitos no Novo Código Civil Da Permissibilidade de os Casados Prestarem Aval e Fiança, as Regras Cambiárias e seus Efeitos no Novo Código Civil Ricardo Z. Affonso Especialista em Direito Comercial e Tributário. M uito tem sido falado

Leia mais

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Corretagem Corretagem O vocábulo "corretor", vem do verbo correr, em seu significado semântico quer dizer: O que anda, procura, agencia negócios comerciais ou civis, serve de intermediário

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.228.173 - MT (2010/0215316-5) RELATOR : MINISTRO PAULO DE TARSO SANSEVERINO RECORRENTE : SIRIANNI E SIRIANNI LTDA ADVOGADO : MARCELO MARTINS DE OLIVEIRA RECORRIDO : ELÉTRICA SERPAL

Leia mais

Convém ressaltar, de início, que o benefício do diferimento não se confunde com a isenção ou com a suspensão do imposto.

Convém ressaltar, de início, que o benefício do diferimento não se confunde com a isenção ou com a suspensão do imposto. ICMS/SP - Diferimento - Tratamento fiscal 6 de Abril de 2010 Em face da publicação do Decreto nº 55.305/2009 - DOE SP de 31.12.2009, este procedimento foi atualizado (tópico 9 - bens do ativo imobilizado

Leia mais

REGIMENTO DO SCPC. Rua XV de Novembro, 621 Fone: (41) 3320-2929 80020-310 Curitiba PR www.acpr.com.br

REGIMENTO DO SCPC. Rua XV de Novembro, 621 Fone: (41) 3320-2929 80020-310 Curitiba PR www.acpr.com.br REGIMENTO DO SCPC Rua XV de Novembro, 621 Fone: (41) 3320-2929 80020-310 Curitiba PR www.acpr.com.br REGIMENTO INTERNO DO SERVIÇO DE REGIMENTO INTERNO DO SERVIÇO DE PROTEÇÃO PROTEÇÃO AO AO CRÉDITO CRÉDITO

Leia mais

Cheque. 1) Informações Gerais. Roteiro da Aula. Informações Gerais. Informações Gerais. Informações Gerais

Cheque. 1) Informações Gerais. Roteiro da Aula. Informações Gerais. Informações Gerais. Informações Gerais Professor Luiz Antonio de Carvalho Cheque lac.consultoria@gmail.com Roteiro da Aula 1) Informações Gerais; 2) Requisitos essenciais; 3) Endosso; 4) Cruzamento; 5) Compensação; 6) CCF; 7) Outros. 1 2 Informações

Leia mais

COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO

COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO COLEGIADO DO CURSO DE DIREITO Reconhecimento renovado pela portaria MEC nº 608 de 19.11.13, DOU de 20.11.13 Componente Curricular: Direito Empresarial II Código: DIR- 467 Pré-requisito: Direito Empresarial

Leia mais

ESTADO DO TOCANTINS PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO NACIONAL PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO

ESTADO DO TOCANTINS PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO NACIONAL PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO LEI N.º 2.178, DE 02 DE JUNHO DE 2.014. *VERSÃO IMPRESSA ASSINADA Dispõe sobre o Programa de Recuperação e Estímulo à Quitação de Débitos Fiscais REFIS PORTO 2014 e dá outras providências. Eu, PREFEITO

Leia mais

ESTADO DE SANTA CATARINA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PINHEIRO PRETO DECRETO Nº 4.042, DE 22 DE JULHO DE 2014.

ESTADO DE SANTA CATARINA PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PINHEIRO PRETO DECRETO Nº 4.042, DE 22 DE JULHO DE 2014. DECRETO Nº 4.042, DE 22 DE JULHO DE 2014. Regulamenta a Lei nº 1.775, de 10 de junho de 2014, dispondo sobre o modelo, requisitos, emissão e cancelamento da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica NFS-e, institui

Leia mais

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte)

Toque 14 - FGV - Fiscal de Rendas/ MS - 2006 (2ª parte) Olá, pessoal! Neste Toque continuaremos a análise da prova aplicada pela FGV em 21/05/2006, que selecionou candidatos ao cargo de Fiscal de Rendas para a Secretaria de Receita e Controle do Estado do Mato

Leia mais

CURSO DE DIREITO EMPRESARIAL

CURSO DE DIREITO EMPRESARIAL MARLON TOMAZETTE CURSO DE DIREITO EMPRESARIAL 'l'ítu]os de Crédit() 6ª Edição Volume 2 Atualizado de acordo com o novo CPC são PAULO EDITORA ATLAS S.A. - 2015 2009 by Editora Atlas S.A. 1. ed. 2009; 2.

Leia mais

NORMATIVO SARB 002/2008

NORMATIVO SARB 002/2008 O Conselho de Auto-Regulação Bancária, com base no art. 1 (b), do Código de Auto-Regulação Bancária, sanciona as regras abaixo dispostas, formalizando preceitos comuns a todas as signatárias da auto-regulação

Leia mais

UNIDADE VI Tributação sobre a transmissão de bens e direitos e operações financeiras. 1.1.1. Constituição (art. 156, inciso II e parágrafo segundo)

UNIDADE VI Tributação sobre a transmissão de bens e direitos e operações financeiras. 1.1.1. Constituição (art. 156, inciso II e parágrafo segundo) UNIDADE VI Tributação sobre a transmissão de bens e direitos e operações financeiras 1. Imposto sobre a transmissão de bens imóveis 1.1. Legislação 1.1.1. Constituição (art. 156, inciso II e parágrafo

Leia mais

REGULAMENTO DO AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO

REGULAMENTO DO AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO REGULAMENTO DO AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO O presente instrumento estabelece as normas regulamentares do AUTO-ATENDIMENTO SETOR PÚBLICO, destinado ao atendimento de Pessoas Jurídicas de direito público,

Leia mais

EMPRESARIAL III REVISÃO AV2

EMPRESARIAL III REVISÃO AV2 REVISÃO AV2 DIREITO OLHA AÍ, GENTE... HOJE É DIA DE REVISÃO!!!! APROVEITEM!!!! DE REVISÃO AV2 DIREITO REVISÃO PARA AV2 10: NOTA PROMISSÓRIA 11 : DUPLICATA 12 : CHEQUE PARTE I 13: CHEQUE PARTE II 14 : CONTRATOS

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 443, DE 2008 NOTA DESCRITIVA

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 443, DE 2008 NOTA DESCRITIVA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 443, DE 2008 NOTA DESCRITIVA NOVEMBRO/2008 Nota Descritiva 2 SUMÁRIO Constituição de subsidiárias integrais ou controladas para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal...4 Aquisição

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Espera-se que o(a) examinando(a) elabore ação revocatória, com fulcro no art. 130 e ss. da Lei n. o 11.101/2005: São revogáveis os atos praticados com a intenção de prejudicar credores,

Leia mais

LEI Nº 9.492, DE 10 DE SETEMBRO DE 1997. Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I. Da Competência e das Atribuições

LEI Nº 9.492, DE 10 DE SETEMBRO DE 1997. Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I. Da Competência e das Atribuições O PRESIDENTE DA REPÚBLICA LEI Nº 9.492, DE 10 DE SETEMBRO DE 1997. Define competência, regulamenta os serviços concernentes ao protesto de títulos e outros documentos de dívida e dá outras providências.

Leia mais

Caderno de apoio Master MASTER /// JURIS

Caderno de apoio Master MASTER /// JURIS Turma e Ano: Flex B ( 2014 ) Matéria/Aula : Direito Empresarial - Títulos de crédito em espécie e falência / aula 07 Professor: Wagner Moreira. Conteúdo: Ações Cambiais / Monitoria / Cédulas e Notas de

Leia mais

VENDA DIRETA EXTRAJUDICIAL ONLINE (Registro nº 15.010 VD) RIPPER ESCARIFICADOR PARA TRATOR DE ESTEIRA

VENDA DIRETA EXTRAJUDICIAL ONLINE (Registro nº 15.010 VD) RIPPER ESCARIFICADOR PARA TRATOR DE ESTEIRA VENDA DIRETA EXTRAJUDICIAL ONLINE (Registro nº 15.010 VD) RIPPER ESCARIFICADOR PARA TRATOR DE ESTEIRA ** Vendas nesta modalidade poderão ser encerradas a qualquer momento mediante confirmação de lance

Leia mais

Nota do autor, xix. 5 Dissolução e liquidação, 77 1 Resolução da sociedade em relação a um sócio, 77

Nota do autor, xix. 5 Dissolução e liquidação, 77 1 Resolução da sociedade em relação a um sócio, 77 Nota do autor, xix 1 Empresa, 1 1 Empreender, 1 2 Noções históricas, 2 3 Teoria da empresa, 3 4 Registro, 8 4.1 Redesim, 10 4.2 Usos e práticas mercantis, 14 4.3 Empresário rural, 15 5 Firma individual,

Leia mais

PLANO DE ENSINO - Curso Semestral 2015

PLANO DE ENSINO - Curso Semestral 2015 21/02/2011 Página 1 de 5 PLANO DE ENSINO - Curso Semestral 2015 Disciplina DIREITO DE EMPRESA Curso Graduação Período 3º PERÍODO Eixo de Formação EIXO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Turma A, B e D Código 076

Leia mais

ROTEIRO DE ENCERRAMENTO DE CONTAS CORRENTES

ROTEIRO DE ENCERRAMENTO DE CONTAS CORRENTES Como resultado de uma série de reuniões técnicas envolvendo representantes da Febraban, do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e do Banco Central do Brasil, no sentido de aprimorar ainda mais os procedimentos

Leia mais

PROJETO DE LEI N, DE 2013

PROJETO DE LEI N, DE 2013 1 PROJETO DE LEI N, DE 2013 (Dos Srs. Deputados Acelino Popó, Angelo Agnolin, Afonso Florence, Marcelo Matos, Perpétua Almeida, Renato Molling e Rosinha da Adefal) Regulamenta o Marketing Multinível, estabelece

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO CFC N.º 1.360/11 Dispõe sobre o Regime de Parcelamento de Débitos de Anuidades e Multas (Redam II) para o Sistema CFC/CRCs O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições

Leia mais

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL

RETA FINAL - MG Disciplina: Direito Empresarial Aula nº 01 DIREITO EMPRESARIAL DIREITO EMPRESARIAL 1. Atividade Empresarial ( art. 966 e ss do CC) Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens

Leia mais

ATOS DO PODER EXECUTIVO. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição,

ATOS DO PODER EXECUTIVO. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea a, da Constituição, ATOS DO PODER EXECUTIVO DECRETO N o 4.520, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2002 Dispõe sobre a publicação do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça pela Imprensa Nacional da Casa Civil da Presidência da República,

Leia mais

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Curso Profissional Técnicas de Secretariado. Ano Lectivo: 2009/10. Disciplina: Técnicas de Secretariado

Escola Secundária de Paços de Ferreira. Curso Profissional Técnicas de Secretariado. Ano Lectivo: 2009/10. Disciplina: Técnicas de Secretariado Ano Lectivo: 2009/10 Disciplina: Técnicas de Secretariado Professora: Adelina Silva Novembro de 2009 Trabalho realizado por: Sara Gonçalves n.º16 12ºS. Meios de Pagamento utilizados no Comércio Internacional

Leia mais

RESOLUCAO N. 003568. Dispõe sobre o mercado de câmbio e dá outras providências.

RESOLUCAO N. 003568. Dispõe sobre o mercado de câmbio e dá outras providências. RESOLUCAO N. 003568 RESOLUCAO 3.568 --------------- Dispõe sobre o mercado de câmbio e dá outras providências. O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964,

Leia mais