ESPECÍFICO FEDERAL DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO TEMA: IR PROFA.: TATHIANA PISCITELLI DATA: 28/04/07 ROTEIRO DA PROFESSORA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ESPECÍFICO FEDERAL DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO TEMA: IR PROFA.: TATHIANA PISCITELLI DATA: 28/04/07 ROTEIRO DA PROFESSORA"

Transcrição

1 ROTEIRO DA PROFESSORA 1.- Competência da União para a instituição de IMPOSTOS: - Impostos do artigo 153, CF (II, IE, IPI, IOF, IGF e IR); e - Impostos residuais (lei complementar, não-cumulativos e BC/FG novos). 2.- IMPOSTO DE RENDA CONSIDERAÇÕES GERAIS: O IR na CF. Previsto no artigo 153, inciso III da CF, que delega à União competência para tributar, por meio de imposto:(i) a renda; e (ii) os proventos de qualquer natureza. Nos termos do artigo 153, 2º da CF, o IR deve seguir 3 princípios específicos: generalidade,universalidade e progressividade. - Generalidade: todos que realizarem o FG devem pagar o imposto de renda. Princípio que alcança os contribuintes. - Universalidade: o IR alcançará todos os ganhos ou lucros obtidos pelo contribuinte. Ou seja, não pode ser seletivo em função do tipo de rendimento. - Progressividade: critério de realização da capacidade contributiva. Quanto maior a base de cálculo (renda), maior deve ser a alíquota O IR no CTN: FATO GERADOR: Aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza. * Disponibilidade econômica ou jurídica? Genericamente, é a ausência de quaisquer obstáculos à vontade do titular da renda ou proventos,quanto ao uso ou destinação destes. Disponibilidade econômica: é a possibilidade de dispor, de fato, da riqueza. Posse livre e desembaraçada. Rendimento ou provendo realizado. É o dinheiro em caixa. Disponibilidade jurídica, de outro lado, configura-se pelo crédito da renda ou dos proventos. Enquanto a disponibilidade econômica caracteriza-se pelo rendimento realizado, a jurídica está ao lado do rendimento adquirido. Ou seja, o beneficiário tem título jurídico que lhe permite obter a ealização em dinheiro. ***recolhimento do IR por regime de caixa ou regime de competência. O regime de caixa (em regra pessoas físicas) considera tributável só a renda ou provento recebidos. O regime de competência (em regra pessoas jurídicas) considera tributável a renda a ser recebida,em face da qual haja título que garanta o direito (ex.: venda a prazo, duplicatas,etc.). * Renda e proventos de qualquer natureza: definições Renda = produto do capital ($), do trabalho ou da combinação de ambos. Proventos de qualquer natureza = acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. - 1

2 Portanto, o FG está vinculado à existência de acréscimo (realizado ou a ser realizado). Somente haverá renda ou proventos caso haja aumento de patrimônio, tendo em vista determinado período de tempo. EXEMPLO: imóvel contabilizado no ativo por R$ ,00. Venda por R$ ,00. Ainda que haja o ingresso dessa quantia, por força da venda, não houve acréscimo patrimonial algum. * Outras observações O 1º do artigo 43 do CTN prescreve que a incidência do IR independe da denominação, localização, condição jurídica, origem e forma de percepção da renda. * Ou seja, toda renda será tributada, independentemente da classificação contábil ou origem (reafirma os princípios da universalidade e non olet) O 2º do artigo 43 do CTN trata do recebimento de receita ou rendimento oriundos do exterior. Segundo o dispositivo, será a lei que determinará o momento em que se dará sua disponibilidade para fins de incidência do IR. ***artigo 74, parágrafo único da MP : os lucros auferidos por empresas controlada ou coligada no exterior serão considerados disponibilizados para a PJ no Brasil na data do balanço em que tiverem sido apurados. OU SEJA, INDEPENDENTEMENTE DA DISPONIBILIZAÇÃO JURÍDICA! ***ADI 2588 em julgamento no STF. Ainda não há posição definida. * Questões doutrinárias: Fato gerador complexivo Há quem defenda que o FG do IR é complexivo, pois não se realiza num instante, mas sim durante um período determinado, que costuma ser o ano-calendário. Ou seja, ocorre pouco a pouco, somente se completando no último átimo do dia (ex.: Hugo de Brito Machado). De outro lado, há aqueles que dizem que o FG do IR é instantâneo e ocorre no último átimo do dia (ex.: Paulo de Barros Carvalho) BASE DE CÁLCULO Consideração preliminar: a BC tem por função quantificar o FG. Se o FG é a aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos, a BC somente poderá ser o valor da renda ou proventos verificada pelo sujeito passivo. Segundo o art. 44 do CTN, a BC é o montante real, arbitrado ou presumido da renda ou proventos tributáveis Diferenciação necessária: IRPF e IRPJ. As pessoas físicas devem pagar IR considerando o valor do acréscimo patrimonial obtido em determinado período. São tributadas pelo regime de caixa (dinheiro efetivamente recebido). A BC será a diferença entre a soma de todos os rendimentos tributáveis e de todas as deduções e abatimentos permitidos. Ou seja, montante real da renda ou proventos tributáveis (artigo 83 do RIR Decreto nº 3.000/1999). Já as pessoas jurídicas pagarão IR sobre o lucro obtido em determinado período (receitas despesas) que, no final, é expressão de acréscimo patrimonial. Nesse sentido, é a redação do artigo 219 do RIR (Decreto nº 3.000/1999): - 2

3 A BC do imposto será o lucro real, presumido ou arbitrado, correspondente ao período de apuração. Isso significa que as pessoas jurídicas estão sujeitas ao pagamento do IR por um dos seguintes regimes: lucro real, lucro presumido ou lucro arbitrado. Lucro Arbitrado: artigos 529 e seguintes do RIR Trata-se de recolhimento do IR com base em lucro (literalmente) arbitrado. Hipóteses em que o sujeito passivo descumpre suas obrigações acessórias (escrituração imprestável, não apresentação de livros comerciais e fiscais, etc.). O Fisco, inclusive com fundamento no artigo 148 do CTN, poderá arbitrar o lucro do período e cobrar o IR. ***O contribuinte pode arbitrar o lucro e recolher o IR? Hipótese de mudança de administração. Resposta: artigo 531 do RIR desde que conhecida a receita bruta (quanto entrou de $$ no período?). Assim, aplica-se à RB percentual previsto no artigo 15 da Lei nº 9.249/ do RIR. EXEMPLO: PJ prestadora de serviço de transporte RB x 16% = lucro arbitrado = BC do IRPJ Lucro Presumido: artigos 516 e seguintes do RIR Aplicável para pessoas jurídicas cuja receita no ano anterior seja inferior a R$ 48 milhões. Trata-se de opção para as PJ s que cumprem com essa condição. A base de cálculo do IR será apurada trimestralmente e determinada pela aplicação de percentuais sobre a receita bruta do trimestre (recolhimento definitivo. O período de apuração é o trimestre!). Os percentuais mudam de acordo com a atividade da pessoa jurídica (artigo 15 da Lei nº 9.249/1995). Receita bruta = todas as entradas da pessoa jurídica. EXEMPLO: Indústria gráfica. RB no primeiro trimestre = R$ 5 milhões BC do IRPJ = R$ 5 milhões x 8% = R$ 400 mil (lucro presumido) Lucro Real: artigos 246 e seguintes do RIR. PJ apura os resultados de sua atividade durante o ano, considerando as receitas ($ que entrou) e as despesas (custos, tributos, encargos). Em seguida, promove ajustes permitidos pela lei (adições artigo 249 ou exclusões artigo 250). Se o resultado for positivo, teremos lucro (real). Se negativo, prejuízo fiscal. EXEMPLO: Receitas 50 milhões Despesas 20 milhões R D = 30 milhões (lucro líquido) *adições = despesas com brindes (R$ 5 milhões) - 3

4 *exclusões = ganho de capital com imóvel desapropriado (R$ 1 milhão) (30 milhões + 5 milhões) 1 milhão = 34 milhões ***certas PJ s estão obrigadas a apurar a BC do IR pelo lucro real (ex.: PJ cuja receita no ano anterior tenha sido superior a R$ 48 milhões). A apuração (pagamento) pelo lucro real poderá ser mensal ou trimestral (artigos 1º e 2º da Lei nº 9.430/1996) OPÇÃO VÁLIDA PARA TODO ANO. Se for trimestral irá considerar como período de apuração o trimestre. O valor recolhido de IR naquela ocasião será definitivo (BC =.lucro real). De outro lado, sendo anual, o IR será recolhido mês a mês sobre base de cálculo estimada (= lucro presumido = RB x %). Em do ano-calendário, a PJ irá apurar o lucro real e deduzir o IR antecipado durante o ano. Havendo saldo, deverá ser pago até o último dia útil do mês de março. Caso haja sobra, o valor poderá ser compensado a partir de abril do ano seguinte ou poderá o sujeito passivo pleitear a restituição ALÍQUOTAS IRPF Tabela progressiva MENSAL (a partir de fevereiro/2006) Base de cálculo mensal em R$ Alíquota Parcela a deduzir do imposto em R$ Até 1.257, De 1.257,13 até 2.512,08 15,0 188,57 Acima de 2.512,08 27,5 502,58 ANUAL (válida para o ano-calendário de 2006, declaração em 2007) Base de cálculo anual em R$ Alíquota Parcela a deduzir do imposto em R$ Até , De ,33 até ,88 15, ,87 Acima de ,88 27, ,73 IRPJ Não há progressividade! A alíquota é de 15%. Recolhimento pelo lucro real (apuração mensal): se a BC (lucro real) exceder R$ 20 mil, sobre o excedente será aplicado adicional de 10% (ou seja, a AL será 25%). Recolhimento pelo lucro real (apuração trimestral): se a BC (lucro presumido) exceder R$ 60 mil (R$ 20 mil x 3 período de apuração), sobre o excedente será aplicado adicional de 10% (ou seja, a AL será 25%). Recolhimento pelo lucro presumido: se a BC (lucro presumido) exceder R$ 60 mil (R$ 20 mil x 3 período de apuração), sobre o excedente será aplicado adicional de 10% (ou seja, a AL será 25%). - 4

5 Recolhimento pelo lucro arbitrado: se a BC exceder R$ 20 mil vezes o período de apuração, sobre o excedente será aplicado adicional de 10% (ou seja, a AL será 25%). RESUMINDO Regime Apuração Base de cálculo Alíquota Adicional Lucro real Mensal (ajuste) RB do mês X % 15% 10% sobre o que exceder R$ 20 mil Lucro real Lucro presumido Trimestral (definitiva) Trimestral (definitiva) Lucro real [(receita despesas) + adições] - exclusões Lucro presumido (RB do trimestre X%) 15% 10% sobre o que exceder R$ 60 mil (período de apuração 3 meses) 15% 10% sobre o que exceder R$ 60 mil (período de apuração 3 meses) Lucro arbitrado ---- RB do período X% 15% 10% sobre o arbitrado que exceder R$ 20 mil x o período de apuração QUESTÕES CONEXAS: * IR retido na fonte Forma diferenciada de recolhimento do tributo. A fonte PAGADORA da renda ou provento é responsável tributária pelo recolhimento do IR devido por aquele que recebe o $$. Hipótese de responsabilidade por substituição. Como? RETENÇÃO = DESCONTO no valor pago. Desconto e posterior repasse. Se não repassar, crime contra a ordem tributária, previsto no artigo 2º, inciso II da Lei nº 8.137/1990. Hipóteses: pagamento de salários, juros em aplicações financeiras, pagamento pela prestação de serviços, etc. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Julgados Correlatos HC / RS - RIO GRANDE DO SUL HABEAS CORPUS Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE Julgamento: 25/08/1998 Órgão Julgador: Primeira Turma Publicação: DJ PP EMENT VOL PP EMENTA: Sonegação fiscal de lucro advindo de atividade criminosa: " non olet". Drogas: tráfico de drogas, envolvendo sociedades comerciais organizadas, com lucros vultosos subtraídos à contabilização regular das empresas e subtraídos à declaração de rendimentos: caracterização, em - 5

6 tese, de crime de sonegação fiscal, a acarretar a competência da Justiça Federal e atrair pela conexão, o tráfico de entorpecentes: irrelevância da origem ilícita, mesmo quando criminal, da renda subtraída à tributação. A exoneração tributária dos resultados econômicos de fato criminoso - antes de ser corolário do princípio da moralidade - constitui violação do princípio de isonomia fiscal, de manifesta inspiração ética. Informativo 296 (ADI-2588) Título IR e CSLL: Lucros Oriundos do Exterior Artigo Iniciado o julgamento de mérito de ação direta ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria - CNI contra o 2º do art. 43 do CTN, acrescentado pela LC 104/2000, que delega à lei ordinária fixar as condições e o momento em que se dará a disponibilidade econômica de receitas ou de rendimentos oriundos do exterior, e o art. 74, caput e parágrafo único da MP /2001, que considera disponibilizados, pela controladora ou coligada no Brasil, os lucros auferidos por controlada ou coligada no exterior, na data do balanço no qual tiverem sido apurados. Inicialmente, a Ministra Ellen Gracie, relatora, afastou a ofensa ao art. 62 da CF, por entender não configurada, à primeira vista, hipótese excepcional para o exame jurisdicional do mérito dos requisitos de relevância e de urgência de medida provisória, e, ainda, rejeitou a alegada ausência de pertinência temática da autora para propositura da ação, por entender que os objetivos institucionais da entidade são suficientes para legitimar o controle abstrato de constitucionalidade relativo ao Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Em seguida, a Ministra Ellen Gracie, fazendo a distinção entre empresas controladas e empresas coligadas (já que nestas não há posição de controle da empresa situada no Brasil sobre a sua coligada localizada no exterior), entendeu que não se poderia falar em disponibilidade jurídica, pela coligada brasileira, dos lucros auferidos pela coligada estrangeira antes da efetiva remessa desses lucros, ou, pelo menos, antes da deliberação dos órgãos diretores sobre a destinação dos lucros do exercício. Em conseqüência, proferiu voto no sentido de julgar procedente, em parte, o pedido formulado na inicial para declarar a inconstitucionalidade apenas da expressão "ou coligada", duplamente contida no caput do referido art. 74, por ofensa ao disposto no art. 146, III, a, da CF, que reserva à lei complementar a definição de fato gerador. Após, o julgamento foi adiado em virtude do pedido de vista do Min. Nelson Jobim. ADI DF, rel. Ministra Ellen Gracie, (ADI-2588) Informativo 373 (ADI-2588) Título IR e CSLL: Lucros Oriundos do Exterior - 2 Artigo O Tribunal retomou julgamento de mérito de ação direta ajuizada pela Confederação Nacional da Indústria - CNI contra o 2º do art. 43 do CTN, acrescentado pela LC 104/2001, que delega à lei ordinária fixar as condições e o momento em que se dará a disponibilidade econômica de receitas ou de rendimentos oriundos do exterior, e o art. 74, caput e parágrafo único da MP /2001, que considera disponibilizados, pela controladora ou coligada no Brasil, os lucros auferidos por controlada ou coligada no exterior, na data do balanço no qual tiverem sido apurados - v. Informativo 296. O Min. Nelson Jobim, em voto-vista, inicialmente, entendeu ser necessário ao deslinde da questão discorrer sobre o Método de Equivalência Patrimonial - MEP. Disse que o MEP, introduzido pela Lei 6.404/76 para fins de controle da situação societária, consiste em um método de avaliação dos investimentos relevantes (na - 6

7 forma da lei) de uma empresa (investidora) em suas coligadas e controladas (investidas), cujo valor é determinado mediante a aplicação, sobre o valor do patrimônio líquido da investida, da porcentagem de participação da investidora no capital social daquela. Por meio dele, o lucro auferido por uma investida é automaticamente registrado no balanço societário da investidora como lucro líquido, independente de sua efetiva distribuição, pois o regime contábil é o de competência e não o de caixa, o que gera conseqüências comerciais para a investidora: reflete no valor de suas ações comerciáveis em bolsa e é considerado na apuração de seu próprio valor no caso de venda de seus ativos. ADI 2588/DF, rel. Min. Ellen Gracie, (ADI-2588) Informativo 373 (ADI-2588) Título IR e CSLL: Lucros Oriundos do Exterior - 3 Artigo Em seguida, demonstrou a evolução da legislação tributária brasileira, que passou a coincidir com a legislação societária, com a utilização do MEP também para fins tributários. Afirmou que a partir de 1995, em face da abertura da economia brasileira ao comércio internacional, a lei tributária sofreu diversas alterações, visando ao combate da elisão fiscal - verificada, principalmente, por parte de empresas com companhias no exterior - dentre as quais a substituição da regra de cobrança de imposto de renda das pessoas jurídicas (territorialidade) pelo sistema de tributação em bases universais - TBU (pelo qual se tributam as rendas auferidas no Brasil e no exterior). Esse sistema foi objeto de aperfeiçoamento da LC 104/2001, que permitiu que a MP /2001 estendesse às controladas e coligadas estrangeiras o tratamento que já vinha sendo dispensado às filiais e sucursais desde 1997 (MP 1.602/97, convertida na Lei 9.532/97), por meio do qual os lucros auferidos consideram-se disponibilizados pela investidora brasileira, para fins de tributação, na data do balanço da investida em que são apurados, independente de sua distribuição. Dessa forma, abandonou-se, também,em relação às controladas e coligadas, a chamada disponibilização financeira (regime de caixa) e adotou-se a disponibilização econômica (regime de competência). Ressaltou, ainda, quanto ao TBU, a utilização no Brasil da regra de compensação do IR pago pela investida estrangeira. Por fim, salientou que a incorporação de resultados, no balanço da investidora brasileira, por meio do MEP, independe de eventual controle que esta exerça sobre a investida estrangeira, pois, de acordo com a Lei das S/A, basta a existência de investimentos relevantes em sociedade coligada, e, antes da distribuição dos lucros, a investidora brasileira já experimenta benefícios reais decorrentes da repercussão, no mercado, do acréscimo patrimonial, expresso em seu balanço, por via daquele método. ADI 2588/DF, rel. Min. Ellen Gracie, (ADI-2588) Informativo 373 (ADI-2588) Título IR e CSLL: Lucros Oriundos do Exterior - 4 Artigo Com base nisso, afastou as alegações da requerente nestes termos: 1) quanto à violação ao art. 153, III, da CF e a existência de um conceito constitucional "ontológico" de renda: a) a idéia de disponibilidade econômica decorre do MEP e do regime de competência das pessoas jurídicas. Para estas, a disponibilidade de renda prescinde do efetivo recebimento de moeda. Dá-se com o acréscimo patrimonial que, no caso das investidoras submetidas ao MEP, ocorre com a incorporação dos lucros apurados nas suas investidas, na proporção de sua participação no capital social destas, independente da distribuição (fluxo de riqueza). Esse acréscimo é considerado para efeitos da apuração do lucro líquido da investidora, que é base de cálculo do imposto de renda. A CF atribuiu à União a instituição de imposto sobre a renda (art. 153, III). O art. 43 do CTN definiu o fato gerador (disponibilidade - 7

8 econômica ou jurídica). Seu 2º, introduzido pela LC 104/2001, apenas deixou para a lei ordinária a fixação das condições e do momento em que a disponibilidade se daria, a qual, sem fazer as vezes de lei complementar, optou por um momento (o balanço comercial da controlada ou coligada). A legislação não fez qualquer ingerência no conceito próprio da renda ou da disponibilidade, apenas ligou as necessidades modernas do direito tributário internacional com os instrumentos da legislação comercial, em especial, o MEP. Não houve ofensa ao art. 153, III, da CF; b) o conceito de renda na CF é polissêmico e não ontológico. Para efeitos tributários, o conceito de renda é o legal. No CTN, corresponde à disponibilidade econômica ou jurídica do produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, o que, ao fim, representa o acréscimo de valor patrimonial; 2) quanto à aplicação do entendimento adotado no RE /SC (DJU de ): não incide na espécie por duas razões: a) tratava-se, naquele caso, de alteração da legislação complementar com afronta ao art. 146, III, a, da CF. Neste, o novo texto atribui à lei ordinária a fixação das condições e do momento da disponibilidade, sem invadir os limites de suas atribuições constitucionais; b) a tese lá fixada foi no sentido de que não se poderia considerar que a apuração do lucro da pessoa jurídica implicasse disponibilidade de renda para sócios, cotistas, acionistas e titulares de empresa individual (disponibilidade financeira). Aqui, cuida-se de pessoas jurídicas sujeitas ao MEP (disponibilidade econômica); 3) quanto à violação ao art. 150, III, a e b, da CF: a regra do parágrafo único do art. 74 resolveu a situação de dois tipos de lucros - os apurados em balanços anteriores à edição da primeira MP (7/2001), mas não creditados ou pagos à investidora brasileira, e os lucros a serem apurados no balanço do ano dessa edição (2001) - e determinou que ambos estariam disponibilizados no final do ano subseqüente ( ). Dessa forma, tais lucros passaram a integrar o patrimônio líquido da investidora brasileira, para fins tributários, pelo menos um ano após terem sido apurados nos balanços da investida estrangeira, ou seja, vieram a ser objeto de eventual tributação apenas no exercício de 2003, ano base 2002, não se configurando ofensa ao princípio da anterioridade. Em relação aos lucros anteriores, entendeu que não se poderia falar em ofensa ao princípio da irretroatividade, a qual se caracterizaria somente se tivesse ocorrido disponibilidade (distribuição) e a lei tributária viesse a dizer que àquele acontecimento incidiria a nova lei. Por fim, o Min. Nelson Jobim julgou improcedente o pedido e deu interpretação conforme a Constituição, no sentido de que o regime adotado pela MP impugnada só se aplica às empresas brasileiras sujeitas ao Método de Equivalência Patrimonial. Após, pediu vista dos autos o Min. Marco Aurélio. ADI 2588/DF, rel. Min. Ellen Gracie, (ADI-2588) - 8

IMPOSTO SOBRE A RENDA

IMPOSTO SOBRE A RENDA IMPOSTO SOBRE A RENDA CAIO AUGUSTO TAKANO MESTRANDO EM DIREITO ECONÔMICO, FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO USP ESPECIALISTA EM DIREITO TRIBUTÁRIO IBET PROFESSOR-ASSISTENTE DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO DO IBDT TRIBUTAÇÃO

Leia mais

IV SEMINÁRIO CATARINENSE SOBRE ATUALIDADES JURÍDICO-CONTÁBEIS IMPOSTO DE RENDA LIMITES DOS CONCEITOS CONTÁBEIS NA DEFINIÇÃO DO FATO GERADOR

IV SEMINÁRIO CATARINENSE SOBRE ATUALIDADES JURÍDICO-CONTÁBEIS IMPOSTO DE RENDA LIMITES DOS CONCEITOS CONTÁBEIS NA DEFINIÇÃO DO FATO GERADOR IV SEMINÁRIO CATARINENSE SOBRE ATUALIDADES JURÍDICO-CONTÁBEIS IMPOSTO DE RENDA LIMITES DOS CONCEITOS CONTÁBEIS NA DEFINIÇÃO DO FATO GERADOR José Antonio Minatel Florianópolis, 26.08.2015 LIMITE DOS CONCEITOS

Leia mais

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA CONSIDERAÇÕES INICIAIS É crescente o percentual da carga tributária no Brasil em relação ao Produto Interno Bruto - PIB; Também são crescentes os custos para controle e gestão

Leia mais

Tributação em Bases Universais Visão Geral Lei 12973

Tributação em Bases Universais Visão Geral Lei 12973 Tributação em Bases Universais Visão Geral Lei 12973 Luciana Aguiar lla@marizsiqueira.com.br Agenda Visão geral das principais alterações introduzidas Histórico Regras gerais Consolidação Renda ativa Investida

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Retenção na fonte sobre adiantamento pago por PJ a outra Pessoa Jurídica

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Retenção na fonte sobre adiantamento pago por PJ a outra Pessoa Jurídica Retenção na fonte sobre adiantamento pago por PJ a outra Pessoa Jurídica 19/10/2015 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 3 3.1.

Leia mais

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO

JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO Alunos: Gleidiane Lacerda de Souza Raichelle Piol Professor: Aldimar Rossi RESUMO: O presente trabalho tem a finalidade de falar de Juros sobre capital próprio (JSCP) é uma

Leia mais

TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nº 269/97, 285/98, 464/08 E

TEXTO INTEGRAL DA INSTRUÇÃO CVM Nº 247, DE 27 DE MARÇO DE 1996, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nº 269/97, 285/98, 464/08 E TEXTO INTEGRAL DA, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELAS INSTRUÇÕES CVM Nº 269/97, 285/98, 464/08 E 469/08. Dispõe sobre a avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas e sobre os procedimentos

Leia mais

LEI Nº 12.973, DE 13 DE MAIO DE 2014 - LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 627, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013 - ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

LEI Nº 12.973, DE 13 DE MAIO DE 2014 - LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 627, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013 - ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA LEI Nº 12.973, DE 13 DE MAIO DE 2014 - LEI DE CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 627, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013 - ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA A Medida Provisória (MP) nº 627/13, que promoveu diversas

Leia mais

DICAS DE ECONOMIA TRIBUTÁRIA - PJ Por Júlio César Zanluca Verifique se as dicas se aplicam ou não a sua empresa, pois pode haver restrições quanto a

DICAS DE ECONOMIA TRIBUTÁRIA - PJ Por Júlio César Zanluca Verifique se as dicas se aplicam ou não a sua empresa, pois pode haver restrições quanto a DICAS DE ECONOMIA TRIBUTÁRIA - PJ Por Júlio César Zanluca Verifique se as dicas se aplicam ou não a sua empresa, pois pode haver restrições quanto a aplicabilidade, de acordo com a forma de tributação

Leia mais

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR

LUIZ ANTONIO SOARES DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR Apelação Cível - Turma Espec. II - Tributário Nº CNJ : 0100686-34.2014.4.02.5006 (2014.50.06.100686-0) RELATOR : LUIZ ANTONIO SOARES APELANTE : PARANÁ GRANITOS LTDA ADVOGADO : EDGAR LENZI E OUTROS APELADO

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos PIS COFINS Regime de Caixa Vendas Inadimplidas

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos PIS COFINS Regime de Caixa Vendas Inadimplidas PIS COFINS Regime de Caixa Vendas Inadimplidas 12/11/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 5 4. Conclusão... 7 5. Referências...

Leia mais

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO (Coordenadores)

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO (Coordenadores) IVES GANDRA DA SILVA MARTINS MARCELO MAGALHÃES PEIXOTO (Coordenadores) IMPOSTO SOBRE A RENDA E PROVENTOS DE QUALQUER NATUREZA Questões pontuais do curso da APET MP Editora São Paulo, 2006 CATALOGAÇÃO NA

Leia mais

A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL

A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL A APLICAÇÃO DO REGIME DE CAIXA NA APURAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE AS VERBAS PAGAS A DESTEMPO, ACUMULADAMENTE, POR FORÇA DE DECISÃO JUDICIAL Nelson Yoshiaki Kato 1 RESUMO: O presente artigo aborda a

Leia mais

ICMS relativo ao Diferencial de Alíquotas. Implementação da Emenda Constitucional nº 87/2015 em Minas Gerais

ICMS relativo ao Diferencial de Alíquotas. Implementação da Emenda Constitucional nº 87/2015 em Minas Gerais ICMS relativo ao Diferencial de Alíquotas Implementação da Emenda Constitucional nº 87/2015 em Minas Gerais Emenda Constitucional 87/2015 CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988 "Art. 155 (...) 2º (...) VII - nas operações

Leia mais

IRPJ. Lucro Presumido

IRPJ. Lucro Presumido IRPJ Lucro Presumido 1 Características Forma simplificada; Antecipação de Receita; PJ não está obrigada ao lucro real; Opção: pagamento da primeira cota ou cota única trimestral; Trimestral; Nada impede

Leia mais

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO

COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO COMPENSAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO Rafael da Rocha Guazelli de Jesus * Sumário: 1. Introdução 2. O Instituto da Compensação 3. Algumas legislações que tratam da compensação 4. Restrições impostas pela Fazenda

Leia mais

ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO

ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO Ementa aula 08 de outubro de 2013. ACADEMIA BRASILEIRA DE DIREITO CONSTITUCIONAL PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO E PROCESSO TRIBUTÁRIO Professor: André Parmo Folloni Doutor em Direito pela UFPR; Mestre em Direito

Leia mais

REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO

REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO REVISÃO 1.º SEMESTRE SISTEMA CONSTITUCIONAL TRIBUTÁRIO CONCEITO DE TRIBUTO A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1.988 ACABA POR NÃO CONCEITUAR O QUE SEJA TRIBUTO. ENTRETANTO, LEVA EM CONSIDERAÇÃO, IMPLICITAMENTE,

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 19 - Data 25 de fevereiro de 2015 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF PRECATÓRIO. CESSÃO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB XIII EXAME DE ORDEM C006 DIREITO TRIBUTÁRIO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB XIII EXAME DE ORDEM C006 DIREITO TRIBUTÁRIO C006 DIREITO TRIBUTÁRIO PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL C006042 Responsabilidade Tributária. Exceção de pré-executividade. Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.371.922 - SP (2013/0060257-8) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS AGRAVANTE : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROCURADOR : DENISE FERREIRA DE OLIVEIRA CHEID E OUTRO(S) AGRAVADO

Leia mais

Lucro Contábil-Societário e Lucro Tributário: impactos sobre a distribuição de dividendos

Lucro Contábil-Societário e Lucro Tributário: impactos sobre a distribuição de dividendos Lucro Contábil-Societário e Lucro Tributário: impactos sobre a distribuição de dividendos Fabrício Costa Resende de Campos Mestre PUC/SP AGENDA Breve Introito fixação do problema Breve demarcação conceitual

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO RECURSO ESPECIAL Nº 1.575.381 - ES (2015/0320103-6) : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : COOPERATIVA DE ECONOMIA DE CREDITO MUTUO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO DE

Leia mais

Sumário. Prefácio, XIX 2 FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 19

Sumário. Prefácio, XIX 2 FONTES DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 19 STJ00090468 Sumário Prefácio, XIX PARTE GERAL - FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO, 3 1.1 Introdução, 3 1.1.1 Sistema jurídico-tributário, 3 1.2 Finalidade

Leia mais

SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PUBLICAÇÕES JUDICIAIS I - INTERIOR SP E MS SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SAO CARLOS 2ª VARA DE SÃO CARLOS

SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PUBLICAÇÕES JUDICIAIS I - INTERIOR SP E MS SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SAO CARLOS 2ª VARA DE SÃO CARLOS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO PUBLICAÇÕES JUDICIAIS I - INTERIOR SP E MS SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE SAO CARLOS 2ª VARA DE SÃO CARLOS Processo nº 0001312-86.2014.403.6115 RCO IND., COM., EXPORT. E

Leia mais

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 682.278 / RS

RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 682.278 / RS Procuradoria Geral da República Nº 7801 RJMB / tvm RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 682.278 / RS RELATOR : Ministro LUIZ FUX RECORRENTE : Município de Nonoai RECORRIDA : União RECURSO EXTRAORDINÁRIO. I PRELIMINAR

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.161.003 - RS (2009/0194588-0) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : MARCOPOLO S/A : DECIO FRIGNANI JUNIOR E OUTRO(S) : FAZENDA NACIONAL

Leia mais

O CONCEITO DE RENDA PARA FINS DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA

O CONCEITO DE RENDA PARA FINS DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA O CONCEITO DE RENDA PARA FINS DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA Raimundo Júnior Mangabeira Gonçalves Advogado. Bacharel em Direito pelo Centro de Ensino Unificado de Distrito Federal UNIDF. Pós-graduado em Direito

Leia mais

http://www.receita.fazenda.gov.br/prepararimpressao/imprimepagina.asp

http://www.receita.fazenda.gov.br/prepararimpressao/imprimepagina.asp Page 1 of 7 Instrução Normativa SRF nº 213, de 7 de outubro de 2002 DOU de 8.10.2002 Dispõe sobre a tributação de lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior pelas pessoas jurídicas domiciliadas

Leia mais

Sumário Executivo de Medida Provisória

Sumário Executivo de Medida Provisória Sumário Executivo de Medida Provisória Medida Provisória nº 651, de 2014. Publicação: DOU de 10 de julho de 2014. Ementa: Dispõe sobre os fundos de índice de renda fixa, sob a responsabilidade tributária

Leia mais

PARTE GERAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1

PARTE GERAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1 PARTE GERAL FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO, 1 1 INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO, 3 1.1 Introdução, 3 1.1.1 Sistema jurídico-tributário, 3 1.2 Finalidade do Estado, 5 1.3 Atividade financeira

Leia mais

Finanças Públicas. Aula 1

Finanças Públicas. Aula 1 Finanças Públicas Aula 1 Finanças Públicas Teoria do bem estar social Finanças Públicas Conceito de ponto Ótimo de Pareto Finanças Públicas As Falhas de mercado Falhas de mercado Existência de Bens públicos

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 22 21 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 206 - Data 11 de julho de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF REFORMA A SOLUÇÃO DE

Leia mais

CONCEITO DE RECEITA E A SUA PIS COFINS

CONCEITO DE RECEITA E A SUA PIS COFINS CONCEITO DE RECEITA E A SUA INFLUÊNCIA NA BASE DE CÁLCULO PIS COFINS Profa. Dra. Mary Elbe Queiroz www.queirozadv.com.br LEI FISCAL DIVÓRCIO CONTABILIDADE LEI 11.638/2007 Nova contabilidade IFRS LEI 11.941/2009

Leia mais

AGENDA DAS OBRIGAÇÕES FEDERAIS PARA FEVEREIRO DE 2011

AGENDA DAS OBRIGAÇÕES FEDERAIS PARA FEVEREIRO DE 2011 AGENDA DAS OBRIGAÇÕES FEDERAIS PARA FEVEREIRO DE 2011 Até dia Obrigação Histórico 3 IRRF Recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte correspondente a fatos geradores ocorridos no período de 21 a 31.01.2011,

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 07. Subvenção e Assistência Governamentais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 07. Subvenção e Assistência Governamentais COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 07 Subvenção e Assistência Governamentais Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 20 (IASB) Índice Item OBJETIVO E ALCANCE

Leia mais

V O T O. interposição deste recurso, foram observados os pressupostos gerais. de recorribilidade. Os documentos de folhas 43, 213 e 765 evidenciam

V O T O. interposição deste recurso, foram observados os pressupostos gerais. de recorribilidade. Os documentos de folhas 43, 213 e 765 evidenciam V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos gerais de recorribilidade. Os documentos de folhas 43, 213 e 765 evidenciam a regularidade

Leia mais

Destaque do mês de Maio

Destaque do mês de Maio Destaque do mês de Maio - Nº 22 www.cnf.org.br STJ: transporte interno de mercadorias entre o estabelecimento produtor e o porto ou aeroporto alfandegado, ainda que posteriormente exportadas, não configura

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : LUIZ FERNANDO JUCÁ FILHO E OUTRO(S) RECORRIDO : ANA CRISTINA CANET OSÓRIO DE ALMEIDA ADVOGADO : ADILSON GABARDO EMENTA TRIBUTÁRIO.

Leia mais

15/8/2012. Imposto sobre a Importação II. Fato gerador: CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I importação de produtos estrangeiros;

15/8/2012. Imposto sobre a Importação II. Fato gerador: CF, Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I importação de produtos estrangeiros; Impostos Federais (CF, art. 153) Imposto sobre Importação (II); Imposto sobre a Exportação (IE); Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza (IR); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO

MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL SRRF10 DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO Solução de Consulta Interna nº: 001 SRRF10/Disit Data: 26 de março de 2012 Origem: DRF Novo Hamburgo/Seort ASSUNTO:

Leia mais

Sigrid Kersting Chaves. IRPJ e CSLL

Sigrid Kersting Chaves. IRPJ e CSLL Sigrid Kersting Chaves IRPJ e CSLL PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO IRPJ CSLL CTN: Art. 43. O imposto, de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da

Leia mais

OBRIGAÇÕES FISCAIS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS PARA O MÊS DE MAIO DE 2011 (ÂMBITO FEDERAL)

OBRIGAÇÕES FISCAIS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS PARA O MÊS DE MAIO DE 2011 (ÂMBITO FEDERAL) OBRIGAÇÕES FISCAIS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS PARA O MÊS DE MAIO DE 2011 (ÂMBITO FEDERAL) 04.05 (4ª feira) IOF Imposto Sobre Operações Financeiras Último dia para o recolhimento do IOF referente ao

Leia mais

IMPOSTO DE RENDA E O ARTIGO 43 DO CTN

IMPOSTO DE RENDA E O ARTIGO 43 DO CTN IMPOSTO DE RENDA E O ARTIGO 43 DO CTN IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, Professor Emérito das Universidades Mackenzie, Paulista e Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Presidente do Conselho de Estudos

Leia mais

Contratos de Mútuo Empréstimos Incidência de IRRF e IOF

Contratos de Mútuo Empréstimos Incidência de IRRF e IOF Contratos de Mútuo Empréstimos Incidência de IRRF e IOF Os contratos de mútuo, comumente realizados entre pessoas físicas e jurídicas, serão tributados, na fonte, pelo Imposto de Renda e pelo Imposto sobre

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 534, DE 29 DE JANEIRO DE 2008

DELIBERAÇÃO CVM Nº 534, DE 29 DE JANEIRO DE 2008 TEXTO INTEGRAL DA, COM AS ALTERAÇÕES INTRODUZIDAS PELA DELIBERAÇÃO CVM Nº 624, DE 28 DE JANEIRO DE 2010 (DOCUMENTO DE REVISÃO CPC Nº 01) Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 02 do Comitê de Pronunciamentos

Leia mais

CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2013

CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2013 CARGA TRIBUTÁRIA ANO 2013 INFORMAÇÕES GERAIS Pessoa Jurídica Lucro Real Tributação com base no lucro efetivo demonstrado através do livro diário de contabilidade (obrigatório) 1. Empresas obrigadas à apuração

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.094.735 - PR (2008/0223408-4) RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : ADELSON BARBOSA DOS

Leia mais

Rodobens Locação de Imóveis Ltda.

Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Rodobens Locação de Imóveis Ltda. Demonstrações contábeis referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013 e relatório dos auditores independentes Approach Auditores Independentes Relatório dos

Leia mais

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2011 - CEMEPE INVESTIMENTOS SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/2011 - CEMEPE INVESTIMENTOS SA Versão : 1. Composição do Capital 1. Balanço Patrimonial Ativo 2 Índice Dados da Empresa Composição do Capital 1 DFs Individuais Balanço Patrimonial Ativo 2 Balanço Patrimonial Passivo 3 Demonstração do Resultado 4 Demonstração do Fluxo de Caixa 5 Demonstração das Mutações

Leia mais

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 6ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20090020080840AGI Agravante(s) POLIMPORT COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO

Leia mais

DECISÃO. Relatório. 2. A decisão impugnada tem o teor seguinte:

DECISÃO. Relatório. 2. A decisão impugnada tem o teor seguinte: DECISÃO RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. ALEGADO DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECLAMAÇÃO PROCEDENTE. Relatório 1. Reclamação, com pedido de antecipação de tutela, ajuizada

Leia mais

IOB Setorial JURÍDICO. Sociedade de advogados - Aspectos tributários 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO 7. EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL 1.

IOB Setorial JURÍDICO. Sociedade de advogados - Aspectos tributários 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO 7. EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL 1. 6. EMPRESAS EM LIQUIDAÇÃO Segundo o art. 16 da Instrução Normativa DNRC em tela, ao final dos nomes dos empresários e das sociedades empresárias que estiverem em processo de liquidação, após a anotação

Leia mais

não aplicada não aplicada

não aplicada não aplicada 45 3277/04 Mensal De janeiro a novembro de 2007 IRRF - Rendimentos de capital - Rendimentos de partes beneficiárias ou de fundador 46 3277/05 Decendial 1º, 2º e 3º decêndios de dezembro de 2007 IRRF -

Leia mais

ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 31/12/2012 Capitulo IX - Resultados não operacionais 2013

ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 31/12/2012 Capitulo IX - Resultados não operacionais 2013 ARQUIVO ATUALIZADO ATÉ 31/12/2012 Capitulo IX - Resultados não operacionais 2013 001 O que se entende por receitas e despesas não operacionais? Receitas e despesas não operacionais são aquelas decorrentes

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 32.453 - MT (2010/0118311-2) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : VIVO S/A ADVOGADO : SACHA CALMON NAVARRO COELHO RECORRIDO : ESTADO DE MATO GROSSO PROCURADOR

Leia mais

ANEXO II DESTINAÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO ANEXO 9-1-II DA INSTRUÇÃO CVM Nº. 481/2009 2014 (R$) 949.176.907,56

ANEXO II DESTINAÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO ANEXO 9-1-II DA INSTRUÇÃO CVM Nº. 481/2009 2014 (R$) 949.176.907,56 ANEXO II DESTINAÇÃO DO LUCRO LÍQUIDO ANEXO 9-1-II DA INSTRUÇÃO CVM Nº. 481/2009 1. Informar o lucro líquido do exercício. 949.176.907,56 2. Informar o montante global e o valor por ação dos dividendos,

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 21.242/13/1ª Rito: Sumário PTA/AI: 15.000013787-06

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 21.242/13/1ª Rito: Sumário PTA/AI: 15.000013787-06 Acórdão: 21.242/13/1ª Rito: Sumário PTA/AI: 15.000013787-06 Impugnação: Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA 40.010134004-28, 40.010134005-92 (Coob.) Michele de Paula Assis CPF: 055.137.026-22

Leia mais

Cape contabilidade LUCRO PRESUMIDO

Cape contabilidade LUCRO PRESUMIDO LUCRO PRESUMIDO 1. PESSOAS JURÍDICAS QUE PODEM OPTAR A partir do ano-calendário de 2003, poderão optar pelo lucro presumido as pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas ao lucro real, e tenham auferido,

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO ESCOLA DE DIREITO E RELAÇÕES INTERNACIONAIS COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO Disciplina: Direito Tributário II JUR 3412 Prof.: Luiz Fernando

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.029/13/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000184734-13 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.029/13/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000184734-13 Impugnação: 40. Acórdão: 20.029/13/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000184734-13 Impugnação: 40.010133151-29 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Modelo Comércio e Exportação de Açúcar Ltda IE: 515302633.00-13 Marcelo

Leia mais

INFORME JURÍDICO Tributário. Setembro de 2012

INFORME JURÍDICO Tributário. Setembro de 2012 Setembro de 2012 IN publicada pela Receita Federal promove alterações na legislação que trata do IR incidente sobre os rendimentos e ganhos líquidos auferidos nos mercados financeiros e de capitais Em

Leia mais

DECLARAÇÕES Lucro Presumido, Isentas e Simples

DECLARAÇÕES Lucro Presumido, Isentas e Simples DECLARAÇÕES Lucro Presumido, Isentas e Simples Wagner Mendes Contador, Pós-Graduado em Controladoria, Auditoria e Tributos, Consultor Tributário, Especialista em Tributos Federais, Contabilidade e Legislação

Leia mais

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR):

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): PROCESSO Nº: 0806690-65.2014.4.05.8400 - APELAÇÃO RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): Trata-se de apelação interposta pelo Conselho Regional de Corretores de

Leia mais

Clipping Legis. Publicação de legislação e jurisprudência fiscal. Nº 186 Conteúdo - Atos publicados em Setembro de 2015 Divulgação em Outubro/2015

Clipping Legis. Publicação de legislação e jurisprudência fiscal. Nº 186 Conteúdo - Atos publicados em Setembro de 2015 Divulgação em Outubro/2015 www.pwc.com.br Clipping Legis A MP 694 limita a dedutibilidade da despesa de JCP e suspende em 2016 alguns incentivos fiscais relativos a projetos de inovação tecnológica (MP Nº 694) Nova IN da RFB consolida

Leia mais

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS OU DIVIDENDOS - TRATAMENTO FISCAL

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS OU DIVIDENDOS - TRATAMENTO FISCAL LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA FEDERAL Nº 03/2007 15/10/2007 DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS OU DIVIDENDOS TRATAMENTO FISCAL Colaboração do AFRFB Nilo Carvalho Supervisor do Plantão Fiscal da Receita Federal do Brasil,

Leia mais

Faço uma síntese da legislação previdenciária e das ações que dela decorreram. 1. A LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Faço uma síntese da legislação previdenciária e das ações que dela decorreram. 1. A LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA DECISÃO: O INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL-INSS ajuíza suspensão de segurança em face de decisão da 1ª Turma Recursal do Juizado Especial Federal Cível de São Paulo que antecipou 21.416 (vinte e um

Leia mais

GJBB Nº 70031892250 2009/CÍVEL

GJBB Nº 70031892250 2009/CÍVEL AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ITCD. IMPOSTO REAL. ALÍQUOTAS PROGRESSÍVAS. DESCABIMENTO. VALOR DO BEM TRANSMITIDO OU DOADO. CRITÉRIO QUE NÃO MENSURA E/OU EXPRESSA A CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. TRIBUTO

Leia mais

Distribuição de Lucros: Critérios e Benefícios

Distribuição de Lucros: Critérios e Benefícios INFORMATIVO Nº 03 ASSUNTO: DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS Distribuição de Lucros: Critérios e Benefícios Com o objetivo de contribuir e esclarecer os critérios e benefícios da DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS e DIVIDENDOS

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO Olá, pessoal! Hoje trago uma aula sobre a Demonstração do Valor Adicionado DVA, que foi recentemente tornada obrigatória para as companhias abertas pela Lei 11.638/07, que incluiu o inciso V ao art. 176

Leia mais

BOLETIM Novembro/2013 Extraordinário nº 56

BOLETIM Novembro/2013 Extraordinário nº 56 BOLETIM Novembro/2013 Extraordinário nº 56 Medida Provisória nº 627/13 Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - Tributação em Bases Universais Com o advento da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, teve

Leia mais

Perguntas Frequentes - Tributação

Perguntas Frequentes - Tributação 1. Tributação do Ganho de Capital Perguntas Frequentes - Tributação 1.1 - Como é feita a tributação dos ganhos obtidos com a alienação de ações? A tributação é feita em bases mensais, ou seja: o ganho

Leia mais

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO

ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO Signature Not Verified Assinado por CESAR EDUARDO LIGABUE:27065588149 em 06/08/2014 15:21:12.144-0300 ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA-GERAL DE CONTENCIOSO EXCELENTíSSIMA SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA,

Leia mais

ESTADO DE ALAGOAS GABINETE DO GOVERNADOR CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES CAPÍTULO II DA DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA SOCIAL

ESTADO DE ALAGOAS GABINETE DO GOVERNADOR CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES CAPÍTULO II DA DEFINIÇÃO DE MICROEMPRESA SOCIAL ESTADO DE ALAGOAS GABINETE DO GOVERNADOR LEI Nº 6.559, DE 30 DE DEZEMBRO DE 2004 Publicada no DOE em 31 de dezembro de 2004 DISPÕE SOBRE A MICROEMPRESA SOCIAL, ESTABELECENDO TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DIFERENCIADO,

Leia mais

Pedro Onofre Fernandes Diretor de Estudos Técnicos

Pedro Onofre Fernandes Diretor de Estudos Técnicos Pedro Onofre Fernandes Diretor de Estudos Técnicos REFORMA TRIBUTÁRIA Pontos Convergentes: - O Brasil precisa de uma Reforma Tributária - A atual estrutura é complexa - Não há Justiça Fiscal Pontos Divergentes:

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 538.235 - RJ (2003/0086882-4) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : BANCO CENTRAL DO BRASIL PROCURADOR : FRANCISCO SIQUEIRA E OUTROS RECORRIDO : REGINALDO REIS MENEZES ADVOGADO

Leia mais

IR-FONTE Rendimentos de Aplicações Financeiras, Juros Sobre Capital Próprio, Prêmios, Multas e Vantagens, de que trata o art. 7º da Lei nº 9.

IR-FONTE Rendimentos de Aplicações Financeiras, Juros Sobre Capital Próprio, Prêmios, Multas e Vantagens, de que trata o art. 7º da Lei nº 9. AGENDA TRIBUTÁRIA FEDERAL JANEIRO DE 2016 06.01 (4ª Feira) IR-FONTE Rendimentos de Aplicações Financeiras, Juros Sobre Capital Próprio, Prêmios, Multas e Vantagens, de que trata o art. 7º da Lei nº 9.430/1996

Leia mais

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 18 Cosit Data 8 de agosto de 2013 Origem

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação. Relatório. Solução de Consulta Interna nº 18 Cosit Data 8 de agosto de 2013 Origem Fl. 18 Fls. 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 18 Data 8 de agosto de 2013 Origem COORDENAÇÃO GERAL DE PROGRAMAÇÃO E ESTUDOS ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 271 - Data 26 de setembro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE - IRRF FONTE PAGADORA. OBRIGAÇÕES

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Cespe Cebraspe FUB2015 Aplicação: 2015 Julgue os itens a seguir, com relação aos fatos descritos e seus efeitos nas demonstrações contábeis, elaboradas conforme a Lei n.º 6.404/1976

Leia mais

A Análise do Aspecto Temporal do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas à Luz das Limitações Constitucionais do Poder de Tributar

A Análise do Aspecto Temporal do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas à Luz das Limitações Constitucionais do Poder de Tributar A Análise do Aspecto Temporal do Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas à Luz das Limitações Constitucionais do Poder de Tributar *Eduardo Morais da Rocha Por razões de ordem prática e teórica,

Leia mais

MINISTÉRIO DA FAZENDA

MINISTÉRIO DA FAZENDA 252 CC02/C03 Fls. 254 MINISTÉRIO DA FAZENDA SEGUNDO CONSELHO DE CONTRIBUINTES TERCEIRA CÂMARA Processo nº 10380.006008/2004-48 Recurso nº 129.720 Matéria Acórdão nº 203-12.203 PIS. AUTO DE INFRAÇÃO. Sessão

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA. PROJETO DE LEI No 451, DE 2011

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA. PROJETO DE LEI No 451, DE 2011 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI No 451, DE 2011 Institui o Programa Nacional de Apoio à Assistência Social PRONAS e dá outras providências. Autor: Deputado THIAGO PEIXOTO Relator:

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Deve-se propor ação anulatória de débito fiscal, em nome da empresa, contra o município de Rio do Sul SC, ao argumento de decadência do período (competência) compreendido entre janeiro

Leia mais

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores RUBENS RIHL (Presidente) e JARBAS GOMES. São Paulo, 18 de setembro de 2013.

ACÓRDÃO. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores RUBENS RIHL (Presidente) e JARBAS GOMES. São Paulo, 18 de setembro de 2013. ACÓRDÃO Registro: 2013.0000562802 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0000555-80.2010.8.26.0482, da Comarca de Presidente Prudente, em que é apelante PREFEITURA MUNICIPAL DE PRESIDENTE

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 19.708/12/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000172336-99 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 19.708/12/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000172336-99 Impugnação: 40. Acórdão: 19.708/12/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 01.000172336-99 Impugnação: 40.010131187-81 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Transportadora R C Ltda IE: 625788240.00-50 Gustavo de Freitas DF/Barbacena

Leia mais

CARTILHA DE DOAÇÃO PARA O FUMCAD

CARTILHA DE DOAÇÃO PARA O FUMCAD CARTILHA DE DOAÇÃO PARA O FUMCAD ÍNDICE O que é o FUMCAD 2 Conceito e Natureza Jurídica 2 Doações 3 Dedução das Doações Realizadas no Próprio Exercício Financeiro 4 Passo a Passo para a Doação 5 Principais

Leia mais

Incentivos Fiscais para captação de recursos

Incentivos Fiscais para captação de recursos Incentivos Fiscais para captação de recursos a) Dedutibilidade das doações A partir de 1º de janeiro de 1996, a Lei 9.249, de 26 de dezembro de 1996, limitou a dedutibilidade de algumas despesas operacionais,

Leia mais

IR: Fato Gerador CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA

IR: Fato Gerador CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA IR: Fato Gerador CONTABILIDADE INTERMEDIÁRIA TÓPICO: LEGISLAÇÃO FISCAL CONCEITOS GERAIS LUCRO REAL CTN [art. 43]: Aquisição da Disponibilidade Econômica ou Jurídica de Renda* ou Proventos de qualquer natureza**.

Leia mais

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte III. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1

DIREITO TRIBUTÁRIO Parte III. Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 DIREITO TRIBUTÁRIO Parte III Manaus, abril de 2013 Jorge de Souza Bispo, Dr. 1 Processo Administrativo Fiscal Decreto nº 70.235, de 1972. (Leis nº 8.748, de 1993; nº 9.532, de 1997 e MP nº 2.158-35, de

Leia mais

UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA - SP CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Izilda Lorenzo. Resumo 3

UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA - SP CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Izilda Lorenzo. Resumo 3 UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA - SP CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Prof. Izilda Lorenzo Resumo 3 DLPAC Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados Estrutura do DLPAC

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DO RTT IN RFB Nº 1.397/13 Data 24/09/2013

REGULAMENTAÇÃO DO RTT IN RFB Nº 1.397/13 Data 24/09/2013 M E M O R A N D O A O S C L I E N T E S REGULAMENTAÇÃO DO RTT IN RFB Nº 1.397/13 Data 24/09/2013 Em 17 de setembro de 2013, a Secretaria da Receita Federal do Brasil ( RFB ) publicou a Instrução Normativa

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2015

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2015 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº, DE 2015 Cria a Contribuição Social sobre Grandes Fortunas (CSGF), e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Esta Lei cria a Contribuição Social sobre

Leia mais

Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional. Luís Eduardo Schoueri

Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional. Luís Eduardo Schoueri Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional Luís Eduardo Schoueri Preços de transferência Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Acórdão nº 2.208/10, julgado em 19 de

Leia mais

III CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL IBDT/AJUFE/FDUSP-DEF. Tributação Mundial

III CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL IBDT/AJUFE/FDUSP-DEF. Tributação Mundial III CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO TRIBUTÁRIO ATUAL IBDT/AJUFE/FDUSP-DEF Tributação Mundial Adequação do Novo Regime ao Posicionamento Judicial Anterior Ricardo Marozzi Gregorio Regime Anterior MP 2.158-35/2001,

Leia mais

Modelo de Projeto de Lei (Origem Poder Executivo) Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da lei orçamentária de 2011.

Modelo de Projeto de Lei (Origem Poder Executivo) Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da lei orçamentária de 2011. Modelo de Projeto de Lei (Origem Poder Executivo) Dispõe sobre as diretrizes para a elaboração da lei orçamentária de 2011. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1 o São estabelecidas, em cumprimento

Leia mais

www.apostilaeletronica.com.br

www.apostilaeletronica.com.br DIREITO TRIBUTÁRIO I. Sistema Tributário Nacional e Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar... 02 II. Tributos... 04 III. O Estado e o Poder de Tributar. Competência Tributária... 08 IV. Fontes

Leia mais

AGENDA DE OBRIGAÇÕES FEDERAIS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS ABRIL/2014. Pagamento do IOF apurado no 3º decêndio de Março/2014:

AGENDA DE OBRIGAÇÕES FEDERAIS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS ABRIL/2014. Pagamento do IOF apurado no 3º decêndio de Março/2014: AGENDA DE OBRIGAÇÕES FEDERAIS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIAS ABRIL/2014 03/Abril. 5ª Feira. IOF - Imposto sobre Operações Financeiras. Pagamento do IOF apurado no 3º decêndio de Março/2014: - Operações

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL A pessoa jurídica A, fabricante de refrigerantes, recolheu em montante superior ao devido o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente nas operações

Leia mais

PARECER CSA/DF nº 33 de 23 de setembro de 2013.

PARECER CSA/DF nº 33 de 23 de setembro de 2013. PARECER CSA/DF nº 33 de 23 de setembro de 2013. EMENTA: IN RFB Nº 1394/2013, REGULAMENTAÇÃO DA FORMA DE CÁLCULO DA ISENÇÃO DO PROUNI, ARTIGO 8º DA LEI Nº 11.096/05, COM REDAÇÃO DADA PELO ARTIGO 26 DA LEI

Leia mais