Aula: 12 Temática: Metabolismo das principais biomoléculas parte IV. Na aula de hoje iremos estudar a fermentação. Boa aula!

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Aula: 12 Temática: Metabolismo das principais biomoléculas parte IV. Na aula de hoje iremos estudar a fermentação. Boa aula!"

Transcrição

1 Aula: 12 Temática: Metabolismo das principais biomoléculas parte IV Na aula de hoje iremos estudar a fermentação. Boa aula! Fermentação O Piruvato, produto da glicólise, pode continuar sendo processado anaerobicamente, pela Fermentação, podendo ser fermentado até Lactato (Fermentação Láctica) ou até Etanol (Fermentação Alcoólica), mas em condições aeróbias o piruvato é oxidado totalmente até CO 2, gerando muito mais ATP que em anaerobiose (figura 1). Fig. 1 Depois da glicólise, que transforma a glicose em piruvato, esta última moléculas pode seguir duas vias de FERMENTAÇÃO, a LÁCTICA ou a ALCOÓLICA ou ainda ser totalmente oxidado quando em presença de O 2. Pode-se dizer que a segunda parte da glicólise é a fermentação, que consiste na redução do ácido pirúvico, produto da glicólise. Cada molécula de ácido pirúvico é reduzida pelo hidrogênio liberado do NADH 2 produzido na glicólise, originando, conforme o tipo de organismo fermentativo, ácido láctico, ácido acético ou álcool etílico e dióxido de carbono. Assim, o rendimento energético líquido no processo fermentativo é de apenas duas moléculas de ATP por cada molécula de glicose degradada. Este processo é, portanto, muito pouco

2 eficiente, pois apenas 4% da energia contida na molécula de glicose é disponibilizada para o organismo. Nos processos fermentativos, a glicose não é totalmente "desmontada". Na verdade, a maior parte da energia química armazenada na glicose permanece nos compostos orgânicos que constituem os produtos finais da fermentação. A fermentação degrada a glicose em moléculas menores, mas ainda ricas em energia. Um claro exemplo disso é o álcool etílico, um dos possíveis produtos da fermentação, que pode, inclusive, ser usado como combustível. É um processo semelhante a glicólise, sem a participação do oxigênio molecular, ainda que ocorra oxidação em ambos os processos. Resumidamente, pode-se dizer que a fermentação consiste na re-oxidação dos NADH. Como se viu, a oxidação do fosfogliceraldeído é acoplada à redução dos co-fatores da desidrogenase que catalisa a reação e que são moléculas de NAD + (Nicotinamida Adenina Dinucleotídeo). Estas moléculas são complexas e a sua produção é energética e materialmente dispendiosa para a célula, pelo que, uma vez reduzidas, não poderão permanecer neste estado. Deverão ser recicladas para poderem intervir de novo, em outros processos bioquímicos que exijam a sua presença. Isto é, deverão ser oxidadas. Nos organismos aeróbios, a oxidação dos NADH em NAD + ocorre na cadeia respiratório, com elevado rendimento energético, como se verá adiante. Em anaerobiose, pelo contrário, a regeneração dos NADH se processa de forma muito mais simples, mas com rendimento energético baixo através da fermentação. Há dois tipos principais de fermentação: a alcoólica e a láctica de que, aliás, a indústria alimentar tira proveito. Ambas produzem dois ATP no final do processo. - Fermentação Alcoólica: A fermentação alcoólica, como o seu nome indica, conduz à formação de álcool etílico (etanol) com liberação de dióxido de carbono. É o processo bioquímico usado para a fabricação do vinho e do pão. Tal como na fermentação láctica, o

3 etanol é um subproduto não interessante para os organismos e, conseqüentemente, excretado para o exterior. É o processo em que determinados açúcares, principalmente a Sacarose, Glicose e Frutose, são transformados em Álcool Etílico (ou Etanol). Para o início da fermentação o açúcar inicial sofre glicólise, originando duas moléculas de ácido pirúvico, 2 NADH 2, e um saldo energético positivo de dois ATP. Depois disso, começa a fermentação propriamente dita com a molécula do o ácido pirúvico (três Carbonos), que é descarboxilado (libera CO 2 ), originando aldeído acético e CO 2, sob a ação de enzimas denominadas descarboxilases. O aldeído acético, então, atua como receptor de hidrogênios do NADH 2 e se converte em álcool etílico (ou etanol) - dois Carbonos. Essa redução se deve à transferência de um hidrogênio do NADH, formado durante a glicólise, que passa à sua forma oxidada (NAD+), podendo ser novamente reduzido. O rendimento energético final é de duas moléculas de ATP, ficando grande parte da energia da glicose armazenada no etanol. Assim, na fermentação alcoólica, dois moles de CO 2 e etanol são produzidos a partir de 1um mole de glicose. C 6 H 12 O 6 fermentação alcoólica 2CH 3 CH 2 OH + 2CO ATP - Fermentação Láctica: A fermentação láctica consiste na redução do ácido pirúvico em ácido láctico concomitante à oxidação do NADH em NAD +. Isto é, o ácido pirúvico oxida o NADH, formado durante a glicólise, originado ácido láctico (três Carbonos). O rendimento é também de duas moléculas de ATP, permanecendo a energia remanescente no ácido láctico. Nesta fermentação, a glicose sofre glicólise exatamente como na fermentação alcoólica. Porém enquanto na fermentação alcoólica o aceptor de hidrogênios é o aldeído acético, na fermentação láctica o aceptor de hidrogênios é o próprio ácido pirúvico, que se converte em ácido láctico. Portanto não havendo descarboxilação do ácido pirúvico, não ocorre formação de CO 2.

4 C 6 H 12 O 6 fermentação láctica 2 C 3 H 6 O ATP Este processo ocorre comumente em organismos anaeróbios como as bactérias lácticas, como aquelas usadas para a fabricação de iogurtes. Para estes organismos, o ácido láctico não tem qualquer utilidade, sendo excretado para o meio, tornando-o ácido. Em organismos aeróbios também pode ocorrer fermentação láctica, como se verifica nas células musculares, quando sujeitas a forte solicitação. Nestas circunstâncias, verifica-se momentaneamente um déficit de fornecimento de oxigênio e o músculo passa a funcionar em anaerobiose, re-oxidando os NADH através da redução do ácido pirúvico em ácido láctico. A fermentação láctica é realizada por diversos tipos de microorganismos (bactérias, fungos e protozoários) e por certos animais. Bactérias do gênero Lactobacilos, por exemplo, são muito empregadas na fabricação de coalhadas, iogurtes e queijos. Elas promovem o desdobramento do açúcar do leite (lactose) em ácido láctico. O acúmulo de ácido láctico no leite torna-o "azedo", indicando uma redução do ph, provocando a precipitação das proteínas do leite, formado o coalho. - Fermentação no Músculo (Fermentação Láctica): Durante um esforço muscular prolongado, o oxigênio que chega ao músculo não basta para fornecer toda a energia necessária. Para suprir essa necessidade, as células musculares passam a realizar fermentação lática. Nesse caso, há um acúmulo de ácido lático no músculo, que produz dor, cansaço ou cãibras. Na realidade, tais sensações funcionam como defesas do organismo, levando-o a suspender o esforço. Se ele continuasse, o ácido lático aumentaria a acidez da célula a ponto de prejudicar seu metabolismo. Posteriormente, parte do ácido lático é conduzida pela corrente sangüínea para o fígado, onde será transformado em glicose através da gliconeogênese. Outra parte, que permanece no músculo, é oxidada aerobicamente durante o repouso, quando a célula volta a dispor de oxigênio.

5 A célula muscular, quando em repouso, produz um excesso de ATP. Esse ATP passa sua energia para um outro composto, a creatinina fosfato, que fica armazenada na célula. Em caso de necessidade, a creatinina fosfato cede energia para a produção de ATP e este é usado no trabalho muscular. Nos invertebrados, o músculo armazena outro composto, a arginina fosfato, com a mesma função. Na próxima aula, irei falar acerca do metabolismo aeróbio. Até lá!

Todas as manifestações de vida requerem um abastecimento de energia

Todas as manifestações de vida requerem um abastecimento de energia Todas as manifestações de vida requerem um abastecimento de energia Em todos os seres vivos, dos mais simples unicelulares até aos seres vivos multicelulares, as manifestações de vida resultam de numerosas

Leia mais

Bolsa limitada por duas membranas semelhantes à membrana plasmática. A interna forma uma série de dobras ou septos, as cristas mitocondriais, entre

Bolsa limitada por duas membranas semelhantes à membrana plasmática. A interna forma uma série de dobras ou septos, as cristas mitocondriais, entre Bolsa limitada por duas membranas semelhantes à membrana plasmática. A interna forma uma série de dobras ou septos, as cristas mitocondriais, entre as quais há uma solução gelatinosa, a matriz mitocondrial.

Leia mais

Biologia-Prof.Barão. Metabolismo Energético: Respiração Celular e Fermentação

Biologia-Prof.Barão. Metabolismo Energético: Respiração Celular e Fermentação Biologia-Prof.Barão Metabolismo Energético: Respiração Celular e Fermentação Metabolismo Energético I Conceitos básicos: 1-Metabolismo 2-Reações Exergônicas e Endergônicas 3-Reação de Redox(Oxidação-Redução)

Leia mais

METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO FOTOSSÍNTESE QUIMIOSSÍNTESE

METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO FOTOSSÍNTESE QUIMIOSSÍNTESE METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO FOTOSSÍNTESE QUIMIOSSÍNTESE RESPIRAÇÃO CELULAR Processo de produção de energia a partir da degradação completa de compostos orgânicos energéticos (ex.:

Leia mais

METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO FOTOSSÍNTESE QUIMIOSSÍNTESE

METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO FOTOSSÍNTESE QUIMIOSSÍNTESE METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO CELULAR FERMENTAÇÃO FOTOSSÍNTESE QUIMIOSSÍNTESE RESPIRAÇÃO CELULAR Processo de produção de energia a partir da degradação completa de compostos orgânicos energéticos (ex.:

Leia mais

UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II

UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ ÁREA DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FISIOTERAPIA CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS II Respiração Celular 1º estágio: GLICÓLISE 2º estágio: CK Ciclo de Krebs 3º estágio:

Leia mais

Aulão: 20/06/2015 Conteúdo: Metabolismo Energético Profº Davi Vergara Profº Roberto Fonseca ONDA que apenas transportam energia.

Aulão: 20/06/2015 Conteúdo: Metabolismo Energético Profº Davi Vergara Profº Roberto Fonseca  ONDA que apenas transportam energia. Aulão: 20/06/2015 Conteúdo: Metabolismo Energético Profº Davi Vergara O Sol é o principal responsável pela existência de vida na Terra. A energia luminosa captada por algas e plantas é utilizada na produção

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br A glicólise é provavelmente a via bioquímica mais bem compreendida. Desempenha uma função central no metabolismo energético, fornecendo uma porção

Leia mais

Experimento 10: Fermentação. Docente Sala (lab) Grupo

Experimento 10: Fermentação. Docente Sala (lab) Grupo Experimento 10: Fermentação Docente Sala (lab) Grupo 1 Experimento 10: Fermentação Introdução A glicose é uma importante molécula utilizada no metabolismo de diversos organismos para gerar energia. Em

Leia mais

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA Caderno N0901 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 2 BIMESTRE Ciências 9 ano do Ensino Fundamental Nome do Aluno(a): Orientações Você está recebendo um caderno com 27 questões. Você dispõe de 2 horas para responder a

Leia mais

Energia para a célula Fermentação Desnitrificação. Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com

Energia para a célula Fermentação Desnitrificação. Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com Energia para a célula Fermentação Desnitrificação Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com Respiração anaeróbia Processo em que energia é gerada a partir de quebra de uma molécula, porém sem a

Leia mais

Princípios de Bioenergética

Princípios de Bioenergética Universidade Federal do Ceará Centro de Ciências Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular Disciplina de Introdução a Bioquímica Princípios de Bioenergética 1. Conceitos Básicos 1.1. Conceito de

Leia mais

Biotecnologia. Fermentação láctica. Prof.ª Valdirene O P Valdo ETEC Benedito Storani

Biotecnologia. Fermentação láctica. Prof.ª Valdirene O P Valdo ETEC Benedito Storani Biotecnologia Fermentação láctica Prof.ª Valdirene O P Valdo ETEC Benedito Storani 1- Introdução A fermentação láctica consiste na oxidação anaeróbica, parcial de hidratos de carbono (mais especificamente

Leia mais

Profº André Montillo www.montillo.com.br

Profº André Montillo www.montillo.com.br Profº André Montillo www.montillo.com.br Definição: É a soma de todas as reações químicas envolvidas na manutenção do estado dinâmico das células, onde milhares de reações ocorrem ao mesmo tempo, determinando

Leia mais

PROCESSOS ENERGÉTICOS RESPIRAÇÃO E FERMENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO AO METABOLISMO ENERGÉTICO

PROCESSOS ENERGÉTICOS RESPIRAÇÃO E FERMENTAÇÃO 1. INTRODUÇÃO AO METABOLISMO ENERGÉTICO Ciências da Natureza - Biologia PROCESSOS ENERGÉTICOS RESPIRAÇÃO E FERMENTAÇÃO 1. Introdução ao Metabolismo Energético 2. Mitocôndria 3. Respiração Celular 4. Fermentação 1. INTRODUÇÃO AO METABOLISMO ENERGÉTICO

Leia mais

Estudos para otimização da produção de Etanol

Estudos para otimização da produção de Etanol 2011 Estudos para otimização da produção de Etanol Mogi Guaçu/SP ESTUDOS PARA OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE ETANOL Equipe da Faculdade Municipal Prof. Franco Montoro João Alexandre Bortoloti Responsável técnico

Leia mais

Resoluções de Atividades

Resoluções de Atividades Resoluções de Atividades Sumário Aula 16 Citoplasma I... 1 Aula 17 Citoplasma II... 2 Aula 18 Metabolismo energético Respiração... 3 Aula 19 Metabolismo energético Respiração e fermentação... 4 01 C 02

Leia mais

METABOLISMO ENERGÉTICO: RESPIRAÇÃO CELULAR E FERMENTAÇÃO

METABOLISMO ENERGÉTICO: RESPIRAÇÃO CELULAR E FERMENTAÇÃO METABOLISMO ENERGÉTICO: RESPIRAÇÃO CELULAR E FERMENTAÇÃO Mitocôndria - Organela em forma de grão ou bastonete. É formada por duas membranas: a mais interna forma uma série de dobras ou septos chamados

Leia mais

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Bioenergética Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Natal/RN Fevereiro de 2011 Substratos para o exercício O corpo utiliza nutrientes carboidratos, gorduras e proteínas consumidos diariamente para

Leia mais

EXERCÍCIOS DE REVISÃO CITOPLASMA E METABOLISMO

EXERCÍCIOS DE REVISÃO CITOPLASMA E METABOLISMO Componente Curricular: Biologia Professor: Leonardo Francisco Stahnke Aluno(a): Turma: Data: / /2015 EXERCÍCIOS DE REVISÃO CITOPLASMA E METABOLISMO 1. A respeito da equação ao lado, que representa uma

Leia mais

METABOLISMO CELULAR. Professor Felipe Abs

METABOLISMO CELULAR. Professor Felipe Abs METABOLISMO CELULAR Professor Felipe Abs O que é ENERGIA??? Físicos energia é a capacidade de realizar trabalhos; Biólogos energia é a capacidade de provocar mudanças; É indispensável para os seres vivos;

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. Sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. Sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo Sgrillo.ita@ftc.br E da onde vem esta energia?? E o que é Bioenergética? Para manterem-se vivos e desempenharem diversas funções biológicas os organismos necessitam continuamente

Leia mais

Fisiologia e Crescimento Bacteriano

Fisiologia e Crescimento Bacteriano UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA DEPARTAMENTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA Fisiologia e Crescimento Bacteriano Disciplina: Biologia de Microrganismos Professora: Alessandra Machado

Leia mais

(2) converter as moléculas dos nutrientes em unidades fundamentais precursoras das macromoléculas celulares;

(2) converter as moléculas dos nutrientes em unidades fundamentais precursoras das macromoléculas celulares; INTRODUÇÃO AO METABOLISMO Metabolismo é o conjunto das reações químicas que ocorrem num organismo vivo com o fim de promover a satisfação de necessidades estruturais e energéticas. O metabolismo tem quatro

Leia mais

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS

FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO I BIOENERGÉTICA: CICLO DE KREBS Ciclo de Krebs Considerações Gerais Esta denominação decorre da homenagem ao bioquímico Hans Krebs, a qual lhe valeu o Prémio Nobel de Fisiologia

Leia mais

Biologia Fascículo 04 Lara Regina Parra de Lazzari

Biologia Fascículo 04 Lara Regina Parra de Lazzari Biologia Fascículo 04 Lara Regina Parra de Lazzari Índice Fotossíntese e Respiração... 1 Fotossíntese... 1 Respiração... 4 Exercícios... 5 Gabarito... 8 Fotossíntese e Respiração Fotossíntese Definição

Leia mais

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO (Ufc) Na(s) questão(ões) a seguir escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO (Ufc) Na(s) questão(ões) a seguir escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos. Respiração e Fermentação 1. (Fuvest) O fungo 'Saccharomyces cerevisiae' (fermento de padaria) é um anaeróbico facultativo. Quando cresce na ausência de oxigênio, consome muito mais glicose do que quando

Leia mais

- TERCEIRÃO 2012. COLÉGIO CEC CENTRO EDUCACIONAL CIANORTE ED. INFANTIL, ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO - SISTEMA ANGLO DE ENSINO. PROF.

- TERCEIRÃO 2012. COLÉGIO CEC CENTRO EDUCACIONAL CIANORTE ED. INFANTIL, ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO - SISTEMA ANGLO DE ENSINO. PROF. - TERCEIRÃO 2012. COLÉGIO CEC CENTRO EDUCACIONAL CIANORTE ED. INFANTIL, ENS. FUNDAMENTAL E MÉDIO - SISTEMA ANGLO DE ENSINO. PROF. NANNI 01) (UFPE) O esquema abaixo representa o elo entre os processos de

Leia mais

ENERGIA PARA ATIVIDADE CELULAR BIOENERGÉTICA

ENERGIA PARA ATIVIDADE CELULAR BIOENERGÉTICA ENERGIA PARA ATIVIDADE CELULAR BIOENERGÉTICA Fontes Energéticas Bioenergética Fontes de Energia A energia define-se como a capacidade de realizar trabalho. Neste sentido, assumimos o conceito de trabalho

Leia mais

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ==============================================================================================

BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== PROFESSOR: Leonardo Mariscal BANCO DE QUESTÕES - BIOLOGIA - 1ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO ============================================================================================== Assunto: Organelas citoplasmáticas

Leia mais

NECESSIDADE BÁSICAS DOS SERES VIVOS. Estágio docência: Camila Macêdo Medeiros

NECESSIDADE BÁSICAS DOS SERES VIVOS. Estágio docência: Camila Macêdo Medeiros NECESSIDADE BÁSICAS DOS SERES VIVOS Estágio docência: Camila Macêdo Medeiros Necessidades básicas O planeta oferece meios que satisfaçam as necessidades básicas dos seres vivos. Necessidades básicas dos

Leia mais

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO METABOLISMO É o conjunto das reações químicas que ocorrem num organismo vivo com o fim de promover a satisfação de necessidades estruturais e energéticas. ...metabolismo Do ponto de vista físico-químico,

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. Sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. Sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo Sgrillo.ita@ftc.br A conversão do fluxo de elétrons em trabalho biológico requer transdutores moleculares (circuito microscópico), análogos aos motores elétricos que

Leia mais

QUÍMICA. 32. A neutralização equimolar do HClO com NaOH gera hipoclorito de sódio e água. Questão 21

QUÍMICA. 32. A neutralização equimolar do HClO com NaOH gera hipoclorito de sódio e água. Questão 21 Questão 21 QUÍMICA A irradiação é uma técnica utilizada na conservação de alimentos para inibir a germinação, retardar o amadurecimento e destruir bactérias patogênicas. Os isótopos césio 137 e cobalto

Leia mais

RESPIRAÇÃO CELULAR. Disciplina: Biologia Série: 2ª série EM - 1º TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto: Respiração Celular

RESPIRAÇÃO CELULAR. Disciplina: Biologia Série: 2ª série EM - 1º TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto: Respiração Celular Disciplina: Biologia Série: 2ª série EM - 1º TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto: Respiração Celular RESPIRAÇÃO CELULAR A MAIS QUÍMICA DAS REAÇÕES BIOLÓGICAS Questão certa em vestibulares

Leia mais

Metabolismo de Carboidratos. Profa.Dra. Leticia Labriola Abril 2012

Metabolismo de Carboidratos. Profa.Dra. Leticia Labriola Abril 2012 Metabolismo de Carboidratos. Profa.Dra. Leticia Labriola Abril 2012 Oxidação Completa da Glicose C 6 H 12 O 6 + 6O 2 + 36-38ADP + 36-38 P i 6CO 2 + 6H 2 O + 36-38ATP Via glicolítica gastou: 1 glicose,

Leia mais

Ciclo do Ácido Cítrico

Ciclo do Ácido Cítrico Ciclo do Ácido Cítrico e denominado Ciclo de Krebs ou ciclo do Ácido Ciclo do Ácido Cítrico O ciclo do ácido cítrico, também denominado Ciclo de Krebs ou ciclo do Ácido Tricarboxílico (TCA) realiza a oxidação

Leia mais

METABOLISMO DE LIPÍDEOS

METABOLISMO DE LIPÍDEOS METABOLISMO DE LIPÍDEOS 1. Β-oxidação de ácidos graxos - Síntese de acetil-coa - ciclo de Krebs - Cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa 2. Síntese de corpos cetônicos 3. Síntese de

Leia mais

QUESTÕES INTERDISCIPLINARES (Biologia/Química) PUCSP

QUESTÕES INTERDISCIPLINARES (Biologia/Química) PUCSP QUESTÕES INTERDISCIPLINARES (Biologia/Química) PUCSP 1. (2012) A prática de esportes promove modificações orgânicas significativas no corpo dos atletas, o que leva à necessidade de ajustes metabólicos

Leia mais

Questão 23 A asparagina ou ácido aspartâmico (fórmula abaixo) é um aminoácido não essencial que apresenta isomeria óptica.

Questão 23 A asparagina ou ácido aspartâmico (fórmula abaixo) é um aminoácido não essencial que apresenta isomeria óptica. QUÍMICA Questão 21 A irradiação é uma técnica utilizada na conservação de alimentos para inibir a germinação, retardar o amadurecimento e destruir bactérias patogênicas. Os isótopos césio 137 e cobalto

Leia mais

Bioquímica. Glicólise e fermentação

Bioquímica. Glicólise e fermentação Bioquímica Glicólise e fermentação Glicogênio, Amido e sacarose armazenamento Glicose Oxidação pela Via das pentoses fosfato Ribose 5-fosfato Oxidação via glicólise Piruvato Esquema geral Visão geral Coenzimas

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br O metabolismo de carboidratos em humanos pode ser dividido nas seguintes categorias: 1. Glicólise 2. Ciclo de Krebs 3. Glicogênese 4. Glicogenólise

Leia mais

Maria do Carmo de C. D. Costa

Maria do Carmo de C. D. Costa RESPIRAÇÃO INTRODUÇÃO Respiração é o processo de obtenção de energia através da degradação de um substrato. Essa degradação pode ocorrer na presença de oxigênio ou não. No primeiro caso falamos de respiração

Leia mais

A oxidação dos aminoácidos e a produção de uréia

A oxidação dos aminoácidos e a produção de uréia A oxidação dos aminoácidos e a produção de uréia A U L A 17 objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: Identificar as situações metabólicas nas quais ocorre o catabolismo dos aminoácidos.

Leia mais

AULA 5: Microrganismos Fermentadores

AULA 5: Microrganismos Fermentadores Centro Universitário da Zona Oeste Curso: Tecnologia em Produção de Fármacos e Farmácia Período: 7 período Disciplina: Microbiologia de Alimentos Professora: Sabrina Dias AULA 5: Microrganismos Fermentadores

Leia mais

São catalisadores biológicos de alta especificidade. Catalisar uma reação química é alterar a sua

São catalisadores biológicos de alta especificidade. Catalisar uma reação química é alterar a sua Profa Alessandra Barone Enzimas São catalisadores biológicos de alta especificidade. Catalisar uma reação química é alterar a sua velocidade, ou seja, a quantidade de massa de reagentes (S) transformada

Leia mais

UFMG - 2003 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR

UFMG - 2003 3º DIA QUÍMICA BERNOULLI COLÉGIO E PRÉ-VESTIBULAR UFMG - 2003 3º DIA QUÍMICA BERNULLI CLÉGI E PRÉ-VESTIBULAR Química Questão 01 A glicose, C 6 6, é uma das fontes de energia mais importantes para os organismos vivos. A levedura, por exemplo, responsável

Leia mais

Oxidação parcial o que acontece com o piruvato?

Oxidação parcial o que acontece com o piruvato? A glicólise ocorre no citosol das células transforma a glicose em duas moléculas de piruvato e é constituída por uma sequência de 10 reações (10 enzimas) divididas em duas fases. Fase preparatória (cinco

Leia mais

Profª Eleonora Slide de aula. Sistemas de transporte da membrana

Profª Eleonora Slide de aula. Sistemas de transporte da membrana Sistemas de transporte da membrana Sistemas de transporte da membrana interna da mitocôndria A membrana interna da mitocôndria, ao contrário da membrana externa, é impermeável a compostos com carga elétrica

Leia mais

Influência da Variação da Concentração de Etanol na Fermentação Alcoólica em Leveduras

Influência da Variação da Concentração de Etanol na Fermentação Alcoólica em Leveduras Relatório de um trabalho prático da disciplina de Biologia Celular 2011/12 Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Influência da Variação da Concentração de Etanol na Fermentação Alcoólica em Leveduras

Leia mais

Lista de Exercícios RESPIRAÇÃO CELULAR. Profº Fernando Teixeira fernando@biovestiba.net

Lista de Exercícios RESPIRAÇÃO CELULAR. Profº Fernando Teixeira fernando@biovestiba.net Lista de Exercícios RESPIRAÇÃ CELULAR Profº Fernando Teixeira fernando@biovestiba.net 01 - (FGV/2013) cianeto é uma toxina que atua bloqueando a última das três etapas do processo respiratório aeróbico,

Leia mais

C 5 H 12 O álcool 88g/mol. x 12,5g x = 9,94g 5CO 2 + 5H 2 O

C 5 H 12 O álcool 88g/mol. x 12,5g x = 9,94g 5CO 2 + 5H 2 O Questão 1 O esquema abaixo mostra compostos que podem ser obtidos a partir de um alceno de fórmula molecular C 5 H 10. A seguir, responda às questões relacionadas a esse esquema, considerando sempre o

Leia mais

Elementos essenciais a vida: Zn, Mo e o Co. - Água; - Macronutrientes: C, H, O, N e o P mais importantes, mas também S, Cl, K, Na, Ca, Mg e Fe;

Elementos essenciais a vida: Zn, Mo e o Co. - Água; - Macronutrientes: C, H, O, N e o P mais importantes, mas também S, Cl, K, Na, Ca, Mg e Fe; Elementos essenciais a vida: - Água; - Macronutrientes: C, H, O, N e o P mais importantes, mas também S, Cl, K, Na, Ca, Mg e Fe; - Micronutrientes principais: Al, Bo, Cr, Zn, Mo e o Co. Bio organismos

Leia mais

8.2 - Mecanismos envolvidos na alteração do metabolismo hepático entre os estado bem alimentado e o estado de jejum

8.2 - Mecanismos envolvidos na alteração do metabolismo hepático entre os estado bem alimentado e o estado de jejum UNIDADE 8 - INTERRELAÇÕES METABÓLICAS 8.1 - Ciclo Jejum-alimentação 8.2 - Mecanismos envolvidos na alteração do metabolismo hepático entre os estado bem alimentado e o estado de jejum 8.3 - Inter-relações

Leia mais

Regulação do metabolismo do glicogênio

Regulação do metabolismo do glicogênio Regulação do metabolismo do glicogênio A U L A 27 objetivos Ao final desta aula, você deverá ser capaz de: Aprender sobre as vias de regulação do metabolismo de glicogênio. Reforçar os conceitos adquiridos

Leia mais

Metabolismo de Lipídeos. Profa. Alana Cecília

Metabolismo de Lipídeos. Profa. Alana Cecília Metabolismo de Lipídeos Profa. Alana Cecília Lipídeos Catabolismo A oxidação dos ácidos graxos é a principal fonte de energia no catabolismo de lipídeos; os lipídeos esteróis (esteróides que possuem um

Leia mais

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício

Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício Prof. Paulo Fonseca Bioenergética do exercício O exercício é uma atividade ativa, portanto, demanda muita energia. Durante o exercício, a demanda energética do muculo esquelético aumenta consumindo uma

Leia mais

TRABALHO DE FISIOLOGIA

TRABALHO DE FISIOLOGIA TRABALHO DE FISIOLOGIA ALUNOS: WELLINGTON LUIZ ALEX BEZERA EDUCAÇÃO FÍSICA UFC / FACED INTRODUÇÃO Os carboidratos cnstituem uma importante fonte de enerfia para o metabolismo dos seres humanos. O glicogênio

Leia mais

Matéria: Biologia Assunto: Ciclos Biogeoquímicos Prof. Enrico Blota

Matéria: Biologia Assunto: Ciclos Biogeoquímicos Prof. Enrico Blota Matéria: Biologia Assunto: Ciclos Biogeoquímicos Prof. Enrico Blota Biologia Ecologia Ciclos biogeoquímicos Ciclo da água Proporção de água doce e água salgada no planeta A água encontrada na atmosfera

Leia mais

METABOLISMO. - ATP é a moeda energética da célula

METABOLISMO. - ATP é a moeda energética da célula INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO ESTRATÉGIAS DO METABOLISMO - ATP é a moeda energética da célula - ATP é gerado pela oxidação de moléculas de alimento: * as macromoléculas da dieta são quebradas até suas unidades

Leia mais

Ciclo do Ácido Cítrico

Ciclo do Ácido Cítrico Ciclo do Ácido Cítrico Estágio final do metabolismo dos carboidratos, lipídeos e aminoácidos Ciclo Oxidativo - requer O2 Também conhecido como ciclo de Krebs Homenagem a Hans Krebs quem primeiro o descreveu

Leia mais

COAGULAÇÃO DE PROTEÍNAS DO LEITE

COAGULAÇÃO DE PROTEÍNAS DO LEITE Universidade Federal do Rio de Janeiro Faculdade de Farmácia COAGULAÇÃO DE PROTEÍNAS DO LEITE Integrantes: Paula Floriano da Silva Virgínia Figueira Marques PROTEÍNAS PROTEÍNAS Ponto isoelétrico ou pi,

Leia mais

1ª PARTE: QUESTÕES OBJETIVAS

1ª PARTE: QUESTÕES OBJETIVAS COLÉGIO PEDRO II CAMPUS TIJUCA II DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS COORD.: PROFa. CRISTIANA LIMONGI 1º TURNO 1ª SÉRIE / ENSINO MÉDIO REGULAR ANO LETIVO 2015 PROFESSOR: FRED EXERCÍCIOS DE REVISÃO 04

Leia mais

COMENTÁRIO GERAL (EQUIPE DE BIOLOGIA)

COMENTÁRIO GERAL (EQUIPE DE BIOLOGIA) COMENTÁRIO GERAL (EQUIPE DE BIOLOGIA) A prova de Biologia ENEM 2010 apresentou como eixo central questões envolvendo meio ambiente e ecologia geral. Desta forma houve um desequilíbrio na distribuição de

Leia mais

2- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1- METABOLISMO DA GLICOSE

2- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1- METABOLISMO DA GLICOSE 1- INTRODUÇÃO O lactato é um composto orgânico gerado no organismo de qualquer indivíduo. Podendo ser achado nos músculos, no sangue e em vários outros órgãos. Sendo os músculos esqueléticos responsáveis

Leia mais

PROCESSO DE FERMENTAÇÃO CONTÍNUA ENGENHO NOVO - FERCEN

PROCESSO DE FERMENTAÇÃO CONTÍNUA ENGENHO NOVO - FERCEN PROCESSO DE FERMENTAÇÃO CONTÍNUA ENGENHO NOVO - FERCEN A ENGENHO NOVO, sempre atenta ao desenvolvimento de novas tecnologias para produção de etanol, pesquisou e desenvolveu um processo simples e eficiente

Leia mais

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO)

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO) Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO) As proteínas são digeridas até aminoácidos, as gorduras (triglicérides) até glicerol

Leia mais

Glicogênese Via das Pentoses Fosfato. Via das Pentoses Fosfato. Via das Pentoses Fosfato. NAD + versus NADP + Etapas da Via das Pentoses Fosfatos

Glicogênese Via das Pentoses Fosfato. Via das Pentoses Fosfato. Via das Pentoses Fosfato. NAD + versus NADP + Etapas da Via das Pentoses Fosfatos ênese,, Glicogenó e Via das entoses Fosfato Via das entoses Fosfato Alexandre Havt Via das entoses Fosfato Via alternativa de oxidação da glicose Ribose 5-fosfato5 entose que compõe os ácidos nucléicos

Leia mais

Biologia. Fotossíntese. Respiração Celular. Professor Otaviano Netto 12/03/2013. Aluno (a):

Biologia. Fotossíntese. Respiração Celular. Professor Otaviano Netto 12/03/2013. Aluno (a): Biologia 04 Professor taviano Netto Aluno (a): 12/03/2013 Fotossíntese 1-Conceito: É a síntese de carboidrato a partir de água (H 2 ) e dióxido de carbono (C 2 ) utilizando como fonte a energia luminosa,

Leia mais

QUÍMICA 2C2H2 5O2 4CO2 2H2O. Prof. Rodolfo

QUÍMICA 2C2H2 5O2 4CO2 2H2O. Prof. Rodolfo QUÍMICA Prof. Rodolfo 1. Considere a tabela abaixo, em que H c representa a entalpia de combustão para os compostos listados, a 25 C: Nome IUPAC Nome usual Estado físico (25 C) ΔHc kj/mol Etanol Álcool

Leia mais

2ª frequência: 5ª feira, 12 Janeiro 2011, 8h30-10h (sala 2)

2ª frequência: 5ª feira, 12 Janeiro 2011, 8h30-10h (sala 2) UNIVERSIDADE DS AÇRES Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento BIQUÍMICA II 2010/2011 (Licenciatura em Ciências Biológicas e da Saúde) Maria do Carmo Barreto www.barreto.uac.pt/ e-mail:

Leia mais

Exercícios de Aprofundamento Biologia Membrana Plasmática e Fisiologia Celular

Exercícios de Aprofundamento Biologia Membrana Plasmática e Fisiologia Celular 1. (Fuvest 2015) Nas figuras abaixo, estão esquematizadas células animais imersas em soluções salinas de concentrações diferentes. O sentido das setas indica o movimento de água para dentro ou para fora

Leia mais

CARBOIDRATOS. INTRODUÇÃO -Biomoléculas mais abundantes -Base da nutrição animal

CARBOIDRATOS. INTRODUÇÃO -Biomoléculas mais abundantes -Base da nutrição animal INTRODUÇÃO -Biomoléculas mais abundantes -Base da nutrição animal CARBOIDRATOS *Os animais não são capazes de sintetizar carboidratos a partir de substratos simples não energéticos, precisando obtê-los

Leia mais

BACTÉRIAS LÁCTICAS. Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis

BACTÉRIAS LÁCTICAS. Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis BACTÉRIAS LÁCTICAS Profª Drª Dejanira de Franceschi de Angelis BACTÉRIAS LÁCTICAS São bactérias que pertencem ao domínio BACTÉRIA. Cocos ou bacilos são Gram positivos não esporulados possuem baixo teor

Leia mais

METABOLISMO ENERGÉTICO

METABOLISMO ENERGÉTICO CURSO TÉCNICO INTEGRADO DE INFORMÁTICA E ELETROMECÂNICA - 2º ANO DICIPLINA: BIOLOGIA METABOLISMO ENERGÉTICO RESPIRAÇÃO E FERMENTAÇÃO Prof.ª Carla Pereira Nascimento METABOLISMO ENERGÉTICO Todo ser vivo

Leia mais

Vida saudável. Dicas e possibilidades nos dias de hoje.

Vida saudável. Dicas e possibilidades nos dias de hoje. CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO- Vida saudável. Dicas e possibilidades nos dias de hoje. Profa. Dra. Valéria Batista O que é vida saudável? O que é vida saudável? Saúde é o estado de complexo bem-estar físico,

Leia mais

Enzimas. Profª Eleonora Slide de aula

Enzimas. Profª Eleonora Slide de aula Enzimas Profª Eleonora Slide de aula Enzimas São proteínas capazes de promover catálise de reações biológicas. Possuem alta especificidade e grande poder catalítico. Especificidade: o substrato sofre ação

Leia mais

MITOCÔNDRIA E RESPIRAÇÃO CELULAR. Mito: filamento Chondrion: partícula

MITOCÔNDRIA E RESPIRAÇÃO CELULAR. Mito: filamento Chondrion: partícula MITOCÔNDRIA E RESPIRAÇÃO CELULAR Mito: filamento Chondrion: partícula QUALQUER TRABALHO NA CÉLULA REQUER ENERGIA: -Movimento celular, secreção de substâncias, transmissão dos impulsos nervosos, contração

Leia mais

Ciências do Ambiente

Ciências do Ambiente Universidade Federal do Paraná Engenharia Civil Ciências do Ambiente Aula 05 Ciclos biogeoquímicos: Parte I Profª Heloise G. Knapik Produtividade Produtividade primária Produtividade secundária Produtividade

Leia mais

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 17 MITOCÔNDRIAS E RESPIRAÇÃO CELULAR

BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 17 MITOCÔNDRIAS E RESPIRAÇÃO CELULAR BIOLOGIA - 1 o ANO MÓDULO 17 MITOCÔNDRIAS E RESPIRAÇÃO CELULAR Retículo endoplasmático Invólucro nuclear Núcleo Mitocôndria Procarionte fotossintético Cloroplasto Procarionte ancestral Eucariote ancestral

Leia mais

Pode ser polimerizada, estocada, transportada e liberada rapidamente quando o organismo precisa de energia ou para compor estruturas especiais

Pode ser polimerizada, estocada, transportada e liberada rapidamente quando o organismo precisa de energia ou para compor estruturas especiais Pode ser polimerizada, estocada, transportada e liberada rapidamente quando o organismo precisa de energia ou para compor estruturas especiais Precursor de intermediários metabólicos em várias reações

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER RECURSO DISCIPLINA QUÍMICA

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER RECURSO DISCIPLINA QUÍMICA 33) Assinale a alternativa correta, na qual todas as substâncias são compostas e líquidas à temperatura ambiente. A O 3, O 2 ; CH 3 CH 2 OH B H 2 ; CO 2 ; CH 3 OH C H 2 O; NH 3 ; CO D H 2 O; CH 3 CH 2

Leia mais

Glicólise. Professora Liza Felicori

Glicólise. Professora Liza Felicori Glicólise Professora Liza Felicori Glicose Glicose (combustível metabólico) Fígado: Serve como tampão para manter o nível de glicose no sangue (liberação controlada de glicose) Glicose GLICOGÊNIO Estoque

Leia mais

Experiência 10. TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE CROMO (VI)

Experiência 10. TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE CROMO (VI) Experiência 10. TRATAMENTO DE RESÍDUOS DE CROMO (VI) 1. Objetivos Ao final desta atividade experimental, deseja-se que o aluno seja capaz de: - Reconhecer a importância do tratamento e deposição correta

Leia mais

Superlista Bioenergética

Superlista Bioenergética Superlista Bioenergética 1. (Uerj) O ciclo dos ácidos tricarboxílicos, ou ciclo de Krebs, é realizado na matriz mitocondrial. Nesse ciclo, a acetilcoenzima A, proveniente do catabolismo de carboidratos,

Leia mais

APARELHO EXCRETOR HUMANO

APARELHO EXCRETOR HUMANO Disciplina: Biologia Série: 2ª série EM - 1º TRIM Professora: Ivone Azevedo da Fonseca Assunto: Aparelho Excretor Humano APARELHO EXCRETOR HUMANO O descarte dos produtos indesejáveis e a regulação hidrossalina

Leia mais

4. Os anestésicos, largamente usados pela medicina, tornam regiões ou todo o organismo insensível à dor porque atuam:

4. Os anestésicos, largamente usados pela medicina, tornam regiões ou todo o organismo insensível à dor porque atuam: MATÉRIA: Biologia PROFESSOR: Warley SÉRIE: 3º ano TIPO: Atividade de Recuperação - 2ª etapa 1. Quais os tipos de músculos encontrados no corpo humano? 2. As células do tecido muscular cardíaco apresentam

Leia mais

Metabolismo e oxidação de carboidratos: Glicólise

Metabolismo e oxidação de carboidratos: Glicólise Metabolismo e oxidação de carboidratos: Glicólise Nutrientes: Carboidratos Lipídeos Proteínas Catabolismo CO 2 H 2 O ADP NAD + NADP + FAD ATP NADH NADPH FADH 2 Componentes celulares Proteínas Polissacarídeos

Leia mais

ESTUDOS COMPARATIVOS NO PROCESSO INDUSTRIAL DE PRODUÇÃO DE BIOETANOL A PARTIR DO MELAÇO E CALDO DE CANA-DE-AÇÚCAR

ESTUDOS COMPARATIVOS NO PROCESSO INDUSTRIAL DE PRODUÇÃO DE BIOETANOL A PARTIR DO MELAÇO E CALDO DE CANA-DE-AÇÚCAR ESTUDOS COMPARATIVOS NO PROCESSO INDUSTRIAL DE PRODUÇÃO DE BIOETANOL A PARTIR DO MELAÇO E CALDO DE CANA-DE-AÇÚCAR Scarllet O hara de Oliveira Moraes 1, Wellington da Silva Rodrigues 2, kelson Carvalho

Leia mais

d) Ao contrário da fermentação alcoólica, a fermentação lática não produz CO 2.

d) Ao contrário da fermentação alcoólica, a fermentação lática não produz CO 2. Lista de exercícios - Bioenergética 01 - (UDESC SC) Assinale a alternativa correta quanto à respiração celular. a) Uma das etapas da respiração celular aeróbia é a glicólise, ocorre na matriz mitocondrial

Leia mais

MÓDULO 2 - METABOLISMO. Bianca Zingales IQ-USP

MÓDULO 2 - METABOLISMO. Bianca Zingales IQ-USP MÓDULO 2 - METABOLISMO Bianca Zingales IQ-USP INTRODUÇÃO AO METABOLISMO CARACTERÍSTICAS DO SER VIVO 1- AUTO-REPLICAÇÃO Capacidade de perpetuação da espécie 2- TRANSFORMAÇÃO DE ENERGIA O ser vivo extrai

Leia mais

CPV o cursinho que mais aprova na fgv gv 04/12/2005

CPV o cursinho que mais aprova na fgv gv 04/12/2005 33 QUÍMICA 106. Compostos hidratados são sólidos que apresentam moléculas de água em sua estrutura e são mais comuns do que se imagina. Um exemplo disso são os tetos dos cômodos de nossas casas, que podem

Leia mais

EXERCÍCIOS PROPOSTOS RESUMO. ΔH: variação de entalpia da reação H R: entalpia dos reagentes H P: entalpia dos produtos

EXERCÍCIOS PROPOSTOS RESUMO. ΔH: variação de entalpia da reação H R: entalpia dos reagentes H P: entalpia dos produtos Química Frente IV Físico-química Prof. Vitor Terra Lista 04 Termoquímica Entalpia (H) e Fatores que Alteram o ΔH RESUMO Entalpia (H) é a quantidade total de energia de um sistema que pode ser trocada na

Leia mais

METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS - GLICÓLISE

METABOLISMO DOS CARBOIDRATOS - GLICÓLISE Após a absorção dos carboidratos no intestino, a veia porta hepática fornece glicose ao fígado, que vai para o sangue para suprir as necessidades energéticas das células do organismo. GLICÓLISE principal

Leia mais

Biologia 2ª Série Resumo Fisiologia Vegetal

Biologia 2ª Série Resumo Fisiologia Vegetal A fisiologia vegetal estuda os fenômenos vitais relacionados com as plantas. Isto inclui o metabolismo vegetal; o desenvolvimento vegetal; os movimentos vegetais e a reprodução. Raiz e Absorção As plantas

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia

Universidade Federal de Uberlândia PRIMEIRA QUESTÃO Item A Valor: 10 pontos. Possíveis respostas: 3 em 16 (10 pontos). 3/16 (10 pontos). 18,75% (10 pontos). Item B Valor: 10 pontos. Proporção genotípica do cruzamento RRee X RrEe (Valor:

Leia mais

1.2 Microrganismos Micróbios Bons

1.2 Microrganismos Micróbios Bons 1.2 Microrganismos Micróbios Bons Ligação ao Currículo Nacional 2ª Fase Principal Ciências 1: 1a, 1b, 2a, 2b, 2c, 2d, 2g, 2j Ciências 2: 1a, 2b, 2g, 5f Unidade de Estudo Unidade 6 Microrganismos Tempo

Leia mais

Os seres autotróficos produzem matéria orgânica a partir de compostos minerais.

Os seres autotróficos produzem matéria orgânica a partir de compostos minerais. Obtenção de matéria pelos seres autotróficos Os seres autotróficos produzem matéria orgânica a partir de compostos minerais. A autotrofia pode envolver dois processos: Fotossíntese - realizada por organismos

Leia mais

P R O V A D E Q UÍMICA I. A tabela abaixo apresenta os pontos de ebulição e a solubilidade em água de alguns álcoois e éteres importantes.

P R O V A D E Q UÍMICA I. A tabela abaixo apresenta os pontos de ebulição e a solubilidade em água de alguns álcoois e éteres importantes. 17 P R O V A D E Q UÍMICA I QUESTÃO 46 A tabela abaixo apresenta os pontos de ebulição e a solubilidade em água de alguns álcoois e éteres importantes. Composto Pe ( o C) Solubilidade em água CH 3 CH 2

Leia mais

ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA

ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA ALERGIA ALIMENTAR: UMA VISÃO PANORÂMICA No dia-a-dia de um consultório de alergia é muito comum o cliente chegar achando que seu problema alérgico está relacionado à alergia alimentar, principalmente quando

Leia mais