PETROLOGIA DO STOCK GRANÍTICO GLÓRIA SUL, FAIXA SERGIPANA, SETOR SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA, SERGIPE

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA PETROLOGIA DO STOCK GRANÍTICO GLÓRIA SUL, FAIXA SERGIPANA, SETOR SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA, SERGIPE Joane Almeida da Conceição Orientadora: Profa. Dra. Maria de Lourdes da Silva Rosa Coorientador: Prof. Dr. Herbet Conceição DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Programa de Pós-Graduação em Geociências e Análise de Bacias São Cristóvão-SE 2014

2 Joane Almeida da Conceição PETROLOGIA DO STOCK GRANÍTICO GLÓRIA SUL, FAIXA SERGIPANA, SETOR SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA, SERGIPE Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Geociências e Análise de Bacias da Universidade Federal de Sergipe, como requisito para obtenção do título de Mestre em Geociências. Orientadora: Dra. Maria de Lourdes da Silva Rosa Coorientador: Dr. Herbet Conceição São Cristóvão SE 2014

3 PETROLOGIA DO STOCK GRANÍTICO GLÓRIA SUL, FAIXA SERGIPANA, SETOR SUL DA PROVÍNCIA BORBOREMA, SERGIPE por: Joane Almeida da Conceição (Geóloga, Universidade Federal de Sergipe 2011) DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Submetida em satisfação parcial dos requisitos ao grau de: MESTRE EM GEOCIÊNCIAS Data Defesa: 27/02/2014

4 FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA CENTRAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE C744p Conceição, Joane Almeida da Petrologia do stock granítico Glória Sul, Faixa Sergipana, setor sul da Província Borborema, Sergipe / Joane Almeida da Conceição ; orientadora Maria de Lourdes da Silva Rosa. São Cristóvão, f. : il. Dissertação (mestrado em Geociências e Análise de Bacias) Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, O 1. Geociências. 2. Stock granítico Glória Sul. 3. Petrografia. 4. Geoquímica. 5. Sergipe (SE). I. Rosa, Maria de Lourdes da Silva, orient. II. Título. CDU: 550.4(813.7)

5 A minha família e aos meus amigos.

6 I E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Apocalipse 21:1

7 II AGRADECIMENTOS A concretização desse trabalho só foi possível graças ao empenho e dedicação dos professores Herbet Conceição e Maria de Lourdes da Silva Rosa a frente do Projeto Granitogênese da Faixa de Dobramentos Sergipana. A CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) pelo apoio financeiro através da concessão da bolsa sem a qual não poderia me dedicar a esta pesquisa. A Universidade Federal de Sergipe, Programa de Pós- Graduação em Geociências e Análise de Bacias e ao Departamento de Geologia por toda infraestrutura necessária ao desenvolvimento deste trabalho. Aos professores Maria de Lourdes da Silva Rosa e Herbet Conceição pelo estímulo, apoio e cuja orientação em todas as fases de desenvolvimento do presente trabalho, foram de importância primordial para a elaboração e estabelecimento das ideias agora apresentadas. A CPRM (Superintendência Salvador) pelo acesso aos laboratórios e equipamentos para preparação das amostras, nas pessoas de Teobaldo Rodrigues de Oliveira Júnior, Ivanaldo Vieira Gomes da Costa e em especial as geólogas Rita Cunha Leal e Cristina Burgos. A SEPLAG/SE por fornecer as fotografias aéreas e foto- índice para elaboração dos mapas nas pessoas de Edson Magalhães Bastos, Simone Soraia Silva Sardeiro e Márcio dos Reis Santos. Ao Pronex/CNPq/Fapitec/UFS. Aos amigos Carol, Vinícius e Cleverton que conviveram comigo durante a pós- graduação, agradeço o grande apoio, incentivo, estímulo e discussões, na elaboração dos mapas, nas fotografias, microfotografias. Aos amigos Jailson Alves pelo auxílio na contagem modal e Adjanine Pimenta na separação das fotografias aéreas. A minha família pela compreensão e apoio. Meus agradecimentos a todos que de alguma forma colaboraram, orientando, apoiando e me incentivaram a acreditar e lutar pelos objetivos ao longo deste trabalho. Joane Almeida da Conceição

8 III RESUMO Na Faixa Sergipana existe um grande volume de rochas graníticas, com expressividade no Domínio Macururé. Nesse domínio os corpos graníticos são classificados como Tipo Glória. O Stock Granítico Glória Sul intrudido no Domínio Macururé apresenta uma área de aproximadamente 41 km 2, com geometria levemente arredondada, com rochas exibindo uma grande homogeneidade composicional e textural, sendo constituídas por granitos leucocráticos de coloração esbranquiçada na maior parte do stock, exibindo tipos de coloração acinzentada, textura equigranular. É evidente a presença de enclaves máficos microgranulares e por vezes percebe-se que as rochas exibem anisotropismo marcado pela orientação dos cristais de micas. Modalmente as rochas do stock são classificadas como granitos e seus enclaves como álcali-feldspato quartzo sienito. As rochas apresentam como mineralogia essencial constituída por quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio (albita oligoclásio), muscovita, biotita, diopsídio e hornblenda, e como minerais acessórios epídoto magmático, titanita, zircão, apatita, carbonato. A química de elementos maiores é caracterizada por teores de SiO 2 entre 56,38 73,19%, Al 2 O 3 entre 13,82 15,86%, TiO 2 entre 0,07 0,98%, K 2 O entre 1,57 7,05%, Na 2 O entre 2,48 4,67%, CaO entre 0,69 5,46%, Fe 2 O 3 entre 0,64 5,76%, MgO entre 0,10 4,5%, MnO entre 0,01 0,12% e P 2 O 5 entre 0,02 0,58%. Os valores dos elementos traços mostram-se bem diferenciados, evidenciando que os enclaves máficos microgranulares apresentam valores mais elevados em comparação aos granitos, com teores de Ba variação entre ppm, Rb variando entre 55,3 351 ppm, Sr variando entre 183,6 693,5 ppm, Zr variando entre 54,2 224,2 ppm, Nb variando entre 3,4 20,8 ppm e Y variando entre 1,6 16,7 ppm. Estas rochas mostram valores de ETR (ΣETR 38,58 299,21 ppm), La n /Yb n variando entre 12,57 137,22 ppm e Eu/Eu* variando entre 0,72 1,94 ppm. Para uma classificação do ambiente geotectônico o diagrama utilizando os parâmetros de Y+Nb versus Rb, as rochas estudadas posicionam-se no campo dos granitoides sin-colisionais com exceção dos granitos com granada. Palavras-chaves: Stock Granítico Glória Sul, Domínio Macururé, Faixa Sergipana

9 IV ABSTRACT In Sergipana range exists a large volume of granitic rocks, with expression in the Macururé Domain. In this field the granitic bodies are classified as Type Gloria. The Stock Granitic Gloria Sul intruded into the Macururé Domain has an area of approximately 41 km 2, with slightly rounded geometry, with rocks showing a large compositional and textural homogeneity, and consist of leucocratic granites whitish mostly stock, showing types of staining gray, equigranular texture. The presence of mafic microgranular enclaves and sometimes it is noticed that the rocks exhibit anisotropic behavior marked by the orientation of mica crystals is evident. Modally rocks of the stock are classified as granites and their enclaves as alkali-feldspar quartz syenite. The rocks have an essential mineralogy consists of quartz, alkali feldspar, plagioclase (albite-oligoclase), muscovite, biotite, diopside and hornblende and magmatic epidote as accessory minerals, sphene, zircon, apatite, carbonate. The chemistry of major elements is characterized by SiO 2 contents between 56,38 to 73,19%, Al 2 O 3 from 13,82 to 15,86%, TiO 2 from 0,07 to 0,98%, K 2 O from 1,57 to 7,05%, Na 2 O between 2,48 to 4,67%, CaO from 0,69 to 5,46%, Fe 2 O 3 from 0,64 to 5,76%, MgO from 0,10 to 4,5%, MnO between 0,01 to 0,12% of P 2 O 5, and 0,02 to 0,58%. The values of the traces show up well differentiated, showing microgranular mafic enclaves that have higher values compared to granite, with levels of Ba variation between ppm, Rb ranging from 55,3 to 351 ppm, Sr ranging from 183,6 to 693,5 ppm, Zr ranging from 54,2 to 224,2 ppm, Nb ranging from 3,4 to 20,8 ppm and Y ranging from 1,6 to 16,7 ppm. These rocks show ETR (ΣETR 38,58 to 299,21 ppm), Lan/Ybn ranging from 12,57 to 137,22 ppm and Eu/Eu* ranging from 0,72 to 1,94 ppm. For a classification of tectonic setting diagram using the parameters Y+Nb versus Rb, studied rocks are positioning themselves in the field of syn-collisional granitoids with the exception of granite with garnet. Keyswords: Stock Granitic Gloria Sul, Domain Macururé, Belt Sergipana

10 V SUMÁRIO AGRADECIMENTOS... II RESUMO... III ABSTRACT... IV LISTA DE SIGLAS... IX LISTA DE FIGURAS... X LISTA DE TABELAS... XIV LISTA DE FOTOMICROGRAFIAS... XV CAPÍTULO I CONSIDERAÇÕES GERAIS... 2 I.1. INTRODUÇÃO... 2 I.2. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA... 3 I.3. ASPECTOS FISIOGRÁFICOS... 3 I.4. OBJETIVOS... 3 I.5. MÉTODOS EMPREGADOS... 4 I.5.1. Trabalhos de Pré-Campo... 4 I.5.2. Trabalhos de Campo... 6 I.5.3. Trabalhos de Laboratório... 6 I Petrografia... 6 I Geoquímica... 7 I Terminologias Técnicas Utilizadas... 7 A. Critério de cores em mapas geológicos... 7 B. Abreviação dos nomes dos minerais em fotomicrografias... 8

11 VI CAPÍTULO II GEOLOGIA REGIONAL II.1. PROVÍNCIA BORBOREMA II.1.2. MAGMATISMO NA PROVÍNCIA BORBOREMA II.2. ARCABOUÇO GEOLÓGICO DO ESTADO DE SERGIPE II.2.1. Embasamento Gnáissico II Complexo Gnáissico-Migmatítico e Domo de Itabaiana e Simão Dias II.2.2. Faixa Sergipana II Domínio Estância II Domínio Vaza-Barris II Domínio Macururé II Domínio Marancó II Domínio Poço Redondo II Domínio Canindé II Granitoides na Faixa Sergipana II.2.3. Bacias Sedimentares CAPÍTULO III GEOLOGIA LOCAL III.1. INTRODUÇÃO III.2. Geologia do Stock Granítico Glória Sul III.2.1. Fácies Granito com Muscovita e Biotita III.2.2. Fácies Muscovita Granito III.2.3. Fácies Biotita Granito III.2.4. Fácies Granito com Granada III.2.5. Enclaves Máficos Microgranulares III.3. Geologia das Rochas Encaixantes... 39

12 VII CAPÍTULO IV PETROGRAFIA IV.1. INTRODUÇÃO IV.2. Classificação e Nomenclatura das Rochas IV.2.1. Fácies Granito com Muscovita e Biotita IV Aspectos Mineralógicos e Petrográficos IV.2.2. Fácies Muscovita Granito IV Aspectos Mineralógicos e Petrográficos IV.2.3. Fácies Biotita Granito IV Aspectos Mineralógicos e Petrográficos IV.2.4. Fácies Granito com Granada IV Aspectos Mineralógicos e Petrográficos IV.2.5. Enclaves Máficos Microgranulares IV Aspectos Mineralógicos e Petrográficos IV.2.6. Considerações Petrográficas IV Sequência de Cristalização IV Ocorrência de Epídoto Magmático IV Texturas IV Geminação dos Feldspatos IV Mirmequita IV Pertita e Antipertita IV Extinção Ondulante IV.3. Petrografia das Rochas Encaixantes IV.3.1. Aspectos Mineralógicos e Petrográficos IV Muscovita Biotita Granada Xisto... 83

13 VIII CAPÍTULO V GEOQUÍMICA V.1. INTRODUÇÃO V.2. Elementos Maiores V.3. Tipologia e Classificação V.3.1. Diagrama Total Álcalis versus SiO V.3.2. Diagrama K 2 O versus SiO V.3.3. Diagrama de Saturação em Alumina V.4. Diagramas Harker V.5. Composição Normativa CIPW V.5.1. Diagrama Ternário Qz-Ab-Or V.5.2. Elementos Traços V.6. Diagramas de Elementos Terras Raras V.7. Diagrama Multi-Elementar Expandido V.8. Diagrama para classificação em granitos Tipo-I e Tipo-S V.9. Diagrama Discriminante de Ambiente Geotectônico V.10. Considerações Geoquímicas CAPÍTULO VI CONCLUSÕES REFERÊNCIAS

14 IX LISTA DE SIGLAS CAPES CIPW CPRM DGeol DNIT ETR ETRL ETRP FDS GPS HFS ICP-MS ICP-OES IUGS LILE ORG PB QAP Q(A+P)M SEPLAG/SE SGS SHRIMP SUDENE Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Cross, Iddings, Pirsson e Washington Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais Departamento de Geologia Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Elementos Terras Raras Elementos Terras Raras Leves Elementos Terras Raras Pesadas Faixa de Dobramentos Sergipana Global Positioning System High-Field Strenght Inductively Coupled Plasma Microespectrometry Inductively Coupled Plasma Optical Emission Spectrometry International Union Geological Sciences Large-Ion Lithophile Elements Ocean Ridge Granites Província Borborema Quartzo, Feldspato Alcalino e Plagioclásio Quartzo, (Feldspato Alcalino + Plagioclásio) e Minerais Opacos Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão Stock Granítico Glória Sul Sensitive High Resolution Ion Microprobe Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste TAS Total álcalis versus SiO 2 UFS Universidade Federal de Sergipe UTM Universal Transversal Mercator

15 X LISTA DE FIGURAS Figura 1. Localização geográfica do Estado de Sergipe (área em vermelho) no Brasil e contorno geográfico do Estado de Sergipe, apresentando a principal via de acesso à área em estudo demarcado no retângulo preto; a área tracejada corresponde à capital Aracaju [A]. Mapa de localização e acessos da região do estudo com as rodovias estaduais e drenagens [B] Figura 2. Reconstituição geológica dos blocos cratônicos do NE Brasil e W da África. Fonte: Caby et al. (1991) Figura 3. Mapa esquemático mostrando o sistema de zonas de cisalhamento da Província Borborema (Vauchez et al. 1995) Figura 4. Províncias estruturais do Brasil (Almeida et al. 1977) Figura 5. Esboço tectono-estratigráfico do Estado de Sergipe Figura 6. Mapa geológico da Faixa Sergipana e áreas adjacentes (D el-rey Silva 1992), dividida em seis domínios litotectônicos: Estância, Vaza-Barris, Macururé, Marancó, Poço Redondo e Canindé, separados por grandes sistemas de falhas que são: Falha de Itaporanga (FI), Falha de São Miguel do Aleixo (FSMA), Falha de Belo Monte- Jeremoabo (FBMJ) e Falha de Macururé (FMS) Figura 7. Mapa do Estado de Sergipe no contexto dos estados vizinhos com a localização do Domínio Macururé (área na cor cinza) (A). Esboço geológico do Domínio Macururé apresentando, em rosa, as intrusões de granito (B). A área em destaque, delimitada pelo retângulo preto corresponde ao corpo granítico objeto deste estudo Figura 8. Mapa faciológico e afloramentos estudados no Stock Granítico Glória Sul e encaixante Figura 9. Aspecto geral de um afloramento do Stock Granítico Glória Sul, apresentandose comumente sob a forma de grandes lajedos Figura 10. Textura geral característica da Fácies Granito com Muscovita e Biotita. Observar no canto superior direito da figura a presença de dois pequenos enclaves máficos microgranulares Figura 11. Textura geral da Fácies Granito com Muscovita e Biotita, observando-se no centro da figura a presença de enclave máfico microgranular estirado

16 XI Figura 12. Visão geral da Fácies Muscovita Granito, que ocorre sob a forma de lajedo Figura 13. Textura geral da Fácies Muscovita Granito. Notar o grande volume de cristais de muscovita (pontuações marrom claro), o que confere a rocha um sutil anisotropismo Figura 14. Lajedo da Fácies Muscovita Granito, representada por uma rocha de coloração clara e textura equigranular Figura 15. Textura característica da Fácies Biotita Granito em que se observa a presença de enclaves máficos microgranulares. Esta fácies é que apresenta a maior concentração de enclaves do stock Figura 16. Zona de contato da Fácies Granito com Granada com o embasamento, observando-se injeções graníticas (coloração bege clara) nos metassedimentos do Domínio Macururé. Observar que o contato entre o granito e a rocha encaixante assemelha-se a um material amassado Figura 17. Diversas formas dos Enclaves Máficos Microgranulares presentes no SGS. [A] Enclave máfico microgranular estirado; [B] Enclave máfico microgranular anguloso; [C] Enclave máfico microgranular anguloso; [D] Enclave máfico microgranular múltiplo e em formato de coração; [E] Enclave máfico microgranular aparentemente oval; [F] Enclave máfico microgranular arredondado múltiplo Figura 18. Esquema ilustrativo da interação entre o magma máfico e félsico durante a cristalização do magma félsico segundo Barbarin & Didier (1992) Figura 19. Enclave máfico microgranular arredondado localizado na Fácies Biotita Granito, exibindo uma borda mais escura em decorrência da acumulação de biotita e diopsídio Figura 20. Textura típica do xisto do Domínio Macururé. Observar o grande volume dos cristais de muscovita (pontuações exibindo brilho) e de granada que ocorre como porfiroblastos (pontuações em coloração rosada) Figura 21. Injeções graníticas leucocráticas dobradas ocorrendo dentro do xisto (coloração cinza), no Domínio Macururé Figura 22. Afloramento nas margens do riacho da Lagoa. Notar que a rocha encaixante (coloração cinza) ocorre de forma fragmentada como brechas, em contato com o granito (coloração bege) Figura 23. Dique de granito leucocrático cortando o xisto do Domínio Macururé. Notar diversas injeções graníticas leucocráticas, por vezes dobradas na rocha encaixante

17 XII Figura 24. Estrutura em boudin presente de forma pontual no xisto do Domínio Macururé Figura 25. Metarenito presente no Domínio Macururé. É possível observar estrutura primária preservada (S 0 ) Figura 26. Diagramas de nomenclatura. Diagrama QAP de Streckeisen (1976, in Le Maître et al. 2002) aplicado as rochas do Stock Granítico Glória Sul. Q= Quartzo; A= Feldspato Alcalino e albita (<5%An); P= Plagioclásio (>5%An) Figura 27. Diagrama QAP de Streckeisen (1976, in Le Maître et al. 2002) aplicado as rochas do Stock Granítico Glória Sul. As linhas tracejadas representam trends segundo Lameyre & Bowden (1982). T = Séries Toleiíticas, A = Séries Alcalinas, a = Cálcio- Alcalinas de baixo K (Cálcio-Alcalinas trondhjemíticas), b = Cálcio-Alcalinas de médio K (Cálcio-Alcalinas granodioríticas), c = Cálcio-Alcalinas de alto K (Cálcio-Alcalinas monzoníticas) Figura 28. Sequência de cristalização proposta para as rochas do SGS. As letras representam a ordem cronológica de precipitação mineral Figura 29. Diagrama TAS (Na 2 O+K 2 O versus SiO 2 ) para a classificação das rochas plutônicas segundo Middlemost (1985), aplicado às rochas do SGS. A curva tracejada divide o domínio das rochas alcalinas e sub-alcalina segundo Myashiro (1978) Figura 30. Diagrama Na 2 O versus K 2 O de Peccerillo & Taylor (1976) com as amostras do SGS. As linhas A e B definidas por Corriveau & Gorton (1993) para o campo das rochas ultrapotássicas Figura 31. Índices de Shand (1927), expressos em diagrama de Maniar & Piccoli (1989), usados para o grau de saturação em alumina das amostras do SGS. Legenda: A/CNK - Al 2 O 3 /(CaO+Na 2 O+K 2 O), A/NK - Al 2 O 3 /(Na 2 O+K 2 O) Figura 32. Diagramas de Harker para as rochas estudadas Figura 33. Diagrama Albita (Ab) Quartzo (Qz) Ortoclásio (Or) com PH 2 O = 500, 3000 e 5000 bar, segundo Tuttle & Bowen (1958) Figura 34. Diagramas de Elementos Traços versus SiO 2 para as rochas do SGS Figura 35. Padrão de elementos terras rara normalizados para o condrito (Evensen et al. 1978) para as rochas da área estudada Figura 36. Diagramas multi-elementar com valores normalizados para o ORG (ocean ridge granites) de Pearce et al. 1984, para as rochas do SGS

18 XIII Figura 37. Diagrama K 2 O versus Na 2 O segundo Chappell & White (1974), aplicado às rochas do Stock Granítico Glória Sul Figura 38. Diagrama discriminante de ambiente tectônico de Pearce et al. (1984) com as amostras do Stock Granítico Glória Sul. Legenda: sin-colg sin-colisional, VAG granitos de arco vulcânico, WPG granitos intra-placa, ORG granitos de cadeias oceânicas

19 XIV LISTA DE TABELAS Tabela 1. Tipos de granitoides da Faixa Sergipana. Fonte: Santos et al Tabela 2. Análises modais das rochas pertencentes ao Stock Granítico Glória Sul. Legenda: FMG - Fácies Muscovita Granito; FBG Fácies Biotita Granito; FGMB Fácies Granito com Muscovita e Biotita. FGG Fácies Granito com Granada; FE Fácies Enclaves. Qz Quartzo; Pl Plagioclásio; Kfs Feldspato Alcalino; Ms Muscovita; Bt Biotita; Hbl Hornblenda; Di Diopsídio; Grt Granada; Ttn Titanita; Ep Epídoto; Ap Apatita; Zrn Zircão; Cb Carbonato; Opq Mineral opaco Tabela 3. Análises geoquímicas para elementos maiores (em % de peso) e cálculo normativo CIPW para as rochas do Stock Granítico Glória Sul, seus enclaves e rochas encaixantes. Legenda: FMG-Fácies Muscovita Granito; FBG-Fácies Biotita Granito; FGMB-Fácies Granito com Muscovita e Biotita; FGG-Fácies Granito com Granada; FE-Fácies Enclaves; RE-Rochas Encaixantes. L.O.I.-Loss on Ignition (Perda ao fogo). Q-Quartzo; C-Coríndon; Or-Ortoclásio; Ab-Albita; An-Anortita; Di-Diopsídio; Hy- Hiperstênio; Ol-Olivina; Il-Ilmenita; Hm-Hematita; Tn-Titanita; Ru-Rutilo; Ap-Apatita Tabela 4. Análises geoquímicas para elementos traços (em ppm) para as rochas do Stock Granítico Glória Sul, seus enclaves e rochas encaixantes. Legenda: FMG-Fácies Muscovita Granito; FBG-Fácies Biotita Granito; FGMB-Fácies Granito com Muscovita e Biotita. FGG-Fácies Granito com Granada; FE-Fácies Enclaves; RE-Rochas Encaixantes

20 XV LISTA DE FOTOMICROGRAFIAS Fotomicrografia 1. Foto-mosaico apresentando textura hipidiomórfica da Fácies Granito com Muscovita e Biotita. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 2. Cristais de biotita em contato com muscovita e titanita da Fácies Granito com Muscovita e Biotita. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 4X Fotomicrografia 3. Foto-mosaico representativo da Fácies Muscovita Granito podendose observar a textura predominante hipidiomórfica. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 4. Cristal de plagioclásio saussuritizado e cristais de muscovita, quartzo, feldspato alcalino, epídoto e mineral opaco (A). Cristal de biotita cloritizado (B). Cristais de biotita com inclusão de zircão (C). Cristais de carbonato, quartzo, plagioclásio, feldspato alcalino, muscovita, titanita e epídoto (D). Observação realizada com sistema em luz polarizada (A e D) e em luz natural (B e C). Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 5. Foto-mosaico apresentando a textura geral da Fácies Biotita Granito. Observa-se que os cristais são hipidiomórficos e estão organizados em uma estrutura isotrópica. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 6. Cristal de feldspato alcalino com textura pertita, quartzo, plagioclásio e biotita. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 10X Fotomicrografia 7. Foto-mosaico apresentando plagioclásio com zonação múltipla característico da Fácies Biotita Granito. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 8. Foto-mosaico apresentando cristais de biotita, quartzo, plagioclásio e epídoto. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 10X Fotomicrografia 9. Cristais de biotita, quartzo, epídoto e feldspato alcalino. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 10X Fotomicrografia 10. Cristais de biotita com inclusões de zircão e apatita. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 10X

21 XVI Fotomicrografia 11. Foto-mosaico apresentando textura hipidiomórfica da Fácies Granito com Granada. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 12. Cristais de biotita com inclusões de zircão e apatita da Fácies Granito com Granada. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 10X Fotomicrografia 13. Cristais de biotita em contato com cristais de muscovita da Fácies Granito com Granada. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 4X Fotomicrografia 14. Foto-mosaico apresentando cristais de diopsídio, biotita e mineral opaco da Fácies Granito com Granada. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 4X Fotomicrografia 15. Foto-mosaico apresentando cristais de biotita e granada da Fácies Granito com Granada. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 4X Fotomicrografia 16. Foto-mosaico apresentando a textura geral da Fácies Enclave. Observa-se que os cristais são hipidiomórficos e estão organizados em uma textura levemente anisotrópica. Observação realizada com sistema em luz polarizada. Aumento 4X Fotomicrografia 17. Cristais de biotita em contato reto, titanita euédrica e apatita. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 20X Fotomicrografia 18. Cristais idiomórficos de apatita com presença de inclusões de minerais opacos. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 40X Fotomicrografia 19. Foto-mosaico apresentando a textura geral da rocha encaixante. Observa-se que os cristais são hipidiomórficos e estão organizados em uma textura levemente anisotrópica. Observação realizada com sistema em luz natural. Aumento 4X

22 CAPÍTULO I CONSIDERAÇÕES GERAIS

23 CAPÍTULO I CONSIDERAÇÕES GERAIS I.1. INTRODUÇÃO As rochas graníticas são as mais abundantes na crosta continental e podem se originar a partir de fontes diversas, como manto, crosta, ou mistas, com contribuição em proporções variadas de crosta e manto (Barbarin 1990, 1999, Pitcher 1993, Pearce et al. 1984, Pearce 1996, Frost et al. 2001, Vigneresse 2004). Na Faixa Sergipana existe um grande volume de granitos, com expressividade no Domínio Macururé que foram classificados inicialmente como Tipo Glória. Diversos trabalhos foram desenvolvidos nesses granitos com destaque para Fujimori (1989), Chaves (1991), Santos et al. (1998), Conceição et al. (2012), Lisboa et al. (2012), Oliveira et al. (2012) e Silva et al. (2013). A Faixa de Dobramentos Sergipana situa-se entre o Cráton do São Francisco, ao sul, e o Maciço Pernambuco-Alagoas ao norte (Mascarenhas et al. 1984, Santos & Brito Neves 1984). A faixa compreende seis domínios litotectônicos: Domínio Estância, Domínio Vaza Barris, Domínio Macururé, Domínio Poço Redondo, Domínio Marancó e Domínio Canindé (Santos et al. 1988, Davison & Santos 1989, D'el-Rey Silva 1992). Uma das feições características da Faixa de Dobramentos Sergipana é a presença de um volumoso plutonismo granítico. Esta dissertação traz uma abordagem da geologia, petrografia e geoquímica do Stock Granítico Glória Sul, localizado no Domínio Macururé da Faixa Sergipana. Para esta pesquisa foram utilizadas diversas ferramentas que serão descritas a seguir. No capítulo 2 será apresentado uma síntese a respeito da geologia regional, com uma abordagem sobre a Província Borborema e a Faixa de Dobramentos Sergipana. Os dados de campo, petrografia e geoquímica serão apresentados e discutidos respectivamente nos capítulos 3, 4 e 5. Estes dados permitirão uma interação e caracterização da geologia local em estudo, bem como uma abordagem detalhada do ponto de vista textural, mineralógico e químico da área. 2

24 I.2. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA A área estudada está situada na porção nordeste do Estado de Sergipe, entre as coordenadas geográficas 10º12 10º20 de latitude sul e 37º50 37º41 de longitude oeste (Fig. 1). Ela aloca-se na folha topográfica Gracho Cardoso (SC.24-Z-B-I) da SUDENE (1971), elaborada para escala de 1: , onde consta o município de Nossa Senhora da Glória. A região estudada dista aproximadamente 113 km da capital Aracaju. O acesso a ela, partindo-se de Aracaju, é feito através da BR-235 até a cidade Itabaiana, e de Itabaiana até o município de Nossa Senhora da Glória é feito pela rodovia estadual SE A partir dessa cidade o acesso aos afloramentos é feito pelas estradas secundárias. I.3. ASPECTOS FISIOGRÁFICOS O município de Nossa Senhora da Glória está inserido no Polígono das Secas. Ele apresenta clima do tipo Megatérmico Semi-Árido, com temperatura média anual de 24,2º C, precipitação pluviométrica média de 702,4 mm e período chuvoso de março a agosto. O relevo é caracterizado por uma superfície pediplana e dissecada, com formas do tipo colina e tabuleiros, existindo aprofundamento em regiões de drenagem. Os solos são Podzólico Vermelho Amarelo Equivalente Eutrófico, Litólicos Eutróficos e Planosol, com uma vegetação de capoeira, caatinga, campos limpos, campos sujos e com vestígios de mata (Bomfim et al. 2002). I.4. OBJETIVOS A ocorrência de corpos graníticos na Faixa Sergipana é consideravelmente expressiva e o Domínio Macururé apresenta um volume significativo deste magmatismo. Alguns estudos anteriores apresentaram dados sobre geologia regional, merecendo destaque para os trabalhos de Humphrey & Allard (1969), Silva Filho et al. (1979) e Santos et al. (1988, 1998). Chaves (1991) aborda uma temática local estudando 3

25 alguns corpos graníticos e individualizando-os e Conceição (2011) apresenta o Maciço Granítico Glória Sul presente no Domínio Macururé. A presente dissertação de mestrado aborda o estudo específico do Stock Granítico Glória Sul (SGS), tendo em vista os principais objetivos:! Melhorar a cartografia geológica do SGS e definir sua faciologia e as relações com as rochas encaixantes;! Caracterizar o SGS quanto aos seus aspectos petrográficos, determinando a composição modal de suas amostras, bem como atribuir-lhes os nomes utilizando-se dos parâmetros estabelecidos pela International Union Geological Sciences (IUGS);! Interpretar os dados geoquímicos de elementos maiores, menores e traços. I.5. MÉTODOS EMPREGADOS As técnicas apresentadas neste trabalho envolveram a obtenção, análise e a interpretação dos dados obtidos. Para tanto, o trabalho constou de três etapas de atividades: i) trabalhos de pré-campo; ii) trabalhos de campo e iii) trabalhos de laboratório. I.5.1. Trabalhos de Pré-Campo Inicialmente realizou-se uma seleção de material bibliográfico sobre a área e temas afins, como petrografia e geoquímica de rochas graníticas. Essa coleta envolveu a consulta a teses, dissertações, artigos científicos, projetos na área de interesse, resumos em anais de eventos, entre outros, permitindo reunir o acervo bibliográfico. Durante a pesquisa na rede da internet, destaca-se a utilização do Portal de Periódicos da CAPES ( 4

26 Figura 1. Localização geográfica do Estado de Sergipe (área em vermelho) no Brasil e contorno geográfico do Estado de Sergipe, apresentando a principal via de acesso à área em estudo demarcado no retângulo preto; a área tracejada corresponde à capital Aracaju [A]. Mapa de localização e acessos da região do estudo com as rodovias estaduais e drenagens [B]. Fonte: Santos et al. (1997) [A] e DNIT (2009) [B]. Os números 1, 2, 3 e 4 na figura A correspondem aos municípios respectivos de Itabaiana, Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre de Sergipe e Canindé de São Francisco. 5

27 Ainda nessa etapa selecionou-se as fotografias aéreas da região que recobrem o SGS. Elas foram escolhidas a partir do foto-índice 3 na escala de 1: da Força Aérea Brasileira (1984). As fotografias correspondem às faixas 10 ( ; ; ) e 11 ( ) cedidas pela SEPLAG/SE. I.5.2. Trabalhos de Campo O mapeamento detalhado foi realizado no SGS e nas suas encaixantes. A localização dos afloramentos visitados foi realizada utilizando-se o sistema de coordenadas Universal Transversal Mercator (UTM), determinadas por Global Positioning System (GPS) da marca Garmin, modelo GPSMAP, 62 stc. O mapeamento permitiu a aquisição de dados dos principais elementos estruturais das rochas da região e realização de amostragem sistemática para estudos posteriores em laboratório. Para tanto, utilizou-se das seguintes ferramentas: bússola tipo Brunton, lupa de bolso (20X), martelo de geólogo, marreta, máquina fotográfica digital, sacos plásticos para acondicionar as amostras, e fita adesiva. Foram realizadas um total de cinco missões a campo, totalizando 94 pontos visitados e 28 pontos amostrados. I.5.3. Trabalhos de Laboratório Os trabalhos de laboratório consistiram na descrição petrográfica e análises químicas e isotópicas das amostras representativas do stock. Os métodos empregados estão sumariados abaixo. I Petrografia Os estudos petrográficos foram realizados a partir da descrição de amostras macroscópicas e de lâminas delgadas destas mesmas rochas. 6

28 A descrição das 22 lâminas delgadas foi realizada em um microscópio petrográfico XJP200 Kozo Optical. A contagem modal foi realizada com contador de pontos automático de marca SWIFT, modelo F acoplado em um microscópio petrográfico Leitz modelo Laborlux 12 Pol 15, contando cerca de pontos por lâmina. Com isto, realizou-se uma classificação petrográfica, caracterizando os diferentes aspectos texturais nas rochas estudadas. A obtenção das imagens microscópicas deu-se através de um microscópio da marca Olympus BX 41 com uma câmera acoplada Olympus SC30, utilizando-se o software Cell^B Olympus (2008). Todas as atividades petrográficas foram desenvolvidas Laboratório de Microscopia e Lupas do DGeol da UFS. I Geoquímica As análises geoquímicas das rochas foram realizadas nos laboratórios do Acme Labs no Canadá num total de 17 amostras. As análises para os elementos maiores foram realizadas pelo método de Inductively Coupled Plasma Optical Emission Spectrometry (ICP-OES) enquanto que os elementos menores e traços foram dosados por Inductively Coupled Plasma Microespectrometry (ICP-MS). As amostras foram preparadas no Laboratório de Geoquímica e Sedimentologia do DGeol. Os diagramas para as amostras analisadas foram elaborados com o auxílio do programa Geochemical Data Toolkit for Windows 2.3 (Janoušek et al. 2006) através de tabelas em Microsoft Office Excel 2007 contendo os dados analíticos. I Terminologias Técnicas Utilizadas A. Critério de cores em mapas geológicos Para a elaboração dos mapas geológicos apresentados neste trabalho, as cores utilizadas na confecção foram adotadas a partir das convenções geológicas da U.S. Geological Survey (2005) contidas na publicação Selection of colors and patterns for geologic maps of the U.S. Geological Survey. 7

29 B. Abreviação dos nomes dos minerais em fotomicrografias As abreviações dos nomes dos minerais nas fotomicrografias seguiram as recomendações de Whitney & Evans (2010). 8

30 CAPÍTULO II GEOLOGIA REGIONAL

31 CAPÍTULO II GEOLOGIA REGIONAL II.1. PROVÍNCIA BORBOREMA A Província Borborema (PB), como definida por Almeida et al. (1977), é uma unidade geotectônica essencialmente Brasiliana ( Ma), compreende a parte central de uma larga faixa orogenética Pan-Africana-Brasiliana formada como consequência de convergência e colisão dos crátons São Luís-Oeste da África e São Francisco-Congo-Kasai durante o Neoproterozoico tardio (Fig. 2), envolvendo vários processos orogenéticos mais antigos, onde rifteamento e fragmentação há 1,0 Ga foi um importante evento de formação crustal (Van Schmus et al. 1995). A PB cobre uma área de cerca de km 2, que coincide com a Faixa de Dobramentos do Nordeste. É limitada pelas províncias São Francisco e Parnaíba, bem como pelas bacias costeiras e margem continental (Almeida et al. 1981). Ela estende-se por grande parte do Nordeste brasileiro, desde o estado de Sergipe até a parte oriental do Piauí. A Província Borborema do Nordeste do Brasil (Brito Neves et al. 2000) apresenta uma complexidade estratigráfica e geocronológica, sendo marcada por uma intensa atividade magmática e extensas zonas de cisalhamentos transcorrentes relacionadas ao evento Brasiliano. Os seus principais traços estruturais foram estabelecidos por Brito Neves (1975), que a definiu como um arcabouço tectônico constituído por sistemas ou faixas de dobramentos, maciços medianos e lineamentos. Autores, como Barbosa (1970) e Brito Neves (1975), distinguiram as faixas de dobramentos: Sergipana, Riacho do Pontal, Pajeú, Piancó-Alto Brígida, Seridó, Jaguaribe e Médio Coreaú, que são separadas pelos maciços Pernambuco-Alagoas, Rio Piranhas, Tróia e Granja, estes incluindo alguns núcleos de embasamento, bem como os lineamentos de Pernambuco, Patos, Senador Pompeu e Sobral Pedro II, entre outros. Brito Neves (1975), Jardim de Sá & Hackspacher (1980), Jardim de Sá (1984) e Santos et al. (1984), elaboraram diversos modelos de compartimentação tectônica para PB. Van Schmus et al. (1994, 1995) dividiram a Província Borborema em três 10

32 Figura 2. Reconstituição geológica dos blocos cratônicos do NE Brasil e W da África. Fonte: Caby et al. (1991). 11

33 domínios geotectônicos distintos: o primeiro, localizado a norte do lineamento Patos, é constituído pelos maciços Rio Piranhas, Caldas Brandão e as supracrustais de idade supostamente Paleoproterozoica; o segundo, localizado a sul da PB, é constituído pelo embasamento Paleoproterozoico e Arqueano do Cráton São Francisco; o terceiro, central (sul do Lineamento Patos), é composto por blocos de embasamento Paleoproterozoico a Arqueano, alternados com faixas móveis de idade mesoproterozoica e neoproterozoica (Fig. 3). A PB trata-se de uma província estrutural da Plataforma Sul-Americana, caracterizada pela riqueza e diversidade do magmatismo granítico, o qual perfaz, em termos gerais, cerca de 30% de todo o conjunto territorial em apreço (Brito Neves et al. 2003). II.1.2. MAGMATISMO NA PROVÍNCIA BORBOREMA O magmatismo granítico é uma das feições mais expressivas da orogênese Brasiliana na Província da Borborema. Ele está representado por inúmeros corpos com dimensões e formas variadas. Estas manifestações graníticas se encontram permeando as faixas de supracrustais (Eo-Neoproterozoica/Cariris Velhos e Neoproterozoicas/ Brasilianas), os fragmentos do embasamento paleoproterozoico retrabalhados (intrafaixas e interfaixas de supracrustais), e as zonas de cisalhamento que deram a forma final geométrico-estrutural da província (Brito Neves et al. 2003). Os trabalhos regionais foram realizados por Almeida et al. (1967), Brito Neves & Pessoa (1974) e Santos & Melo (1978). Almeida et al. (1967) identificaram quatro tipos de granitóides, os quais foram designados como tipos: Conceição (tonalitos a granodioritos), Itaporanga (granodioritos porfiríticos com megacristais de feldspato atingindo até 10 cm de comprimento), Itapetim (biotita granitos) e Catingueira (granitoides peralcalinos). Com base em dados geoquímicos e determinações geocronológicas U-Pb em zircão e dados isotópicos Sm-Nd de parte destes granitos, Guimarães et al. (1998) apresentaram uma classificação considerando composição mineralógica, afinidade 12

34 Figura 3. Mapa esquemático mostrando o sistema de zonas de cisalhamento da Província Borborema (Vauchez et al. 1995). ZCCG: zona de cisalhamento Campina Grande; ZCPE: zona de cisalhamento Pernambuco Leste; ZCPW: zona de cisalhamento Pernambuco Oeste; ZCFN: zona de cisalhamento Fazenda Nova; ZCG: zona de cisalhamento Granja; ZCPO: zona de cisalhamento Portalegre; ZCPA: zona de cisalhamento Patos; ZCSP: zona de cisalhamento Senador Pompeu; ZCS: zona de cisalhamento Sobral; ZCT: zona de cisalhamento Tauá; ZCTT: zona de cisalhamento Tatajuba. 13

35 geoquímica, natureza das encaixantes e dos possíveis protólitos, principalmente no domínio central da província, a Zona Transversal. Estes autores subdividiram os granitoides em cinco grupos: 1. Cálcio-alcalinos Normais; 2. Cálcio-alcalinos de Alto Potássio (com afinidades shoshoníticas); 3. Sienogranitos, quartzo sienitos e sienitos com afinidades shoshoníticas; 4. Biotita granitos (transicionais entre alcalinos e shoshoníticos); 5. Biotita sienogranitos leucocráticos; biotita sienogranitos comagmáticos com basalto e dacitos (idades mais jovens). O grande volume de granitoides Brasilianos sincrônicos e tardi-tectônicos mostra que a Orogenia Brasiliana representa o mais intenso evento tectono-térmico na Província Borborema (Caby et al. 1991). A grande maioria dos plútons referidos fica localizada nos terrenos da Zona Transversal, com destaque especial para o terreno Alto Pajeú que concentra grande parte das intrusões, que são caracterizadas por batólitos compostos ou complexos batolíticos, muitas vezes associados a maciços migmatíticos. II.2. ARCABOUÇO GEOLÓGICO DO ESTADO DE SERGIPE O arcabouço geológico do Estado de Sergipe é caracterizado por pertencer a três províncias estruturais definidas por Almeida et al. 1977: Cráton do São Francisco, Província Borborema e a Província Costeira e Margem Continental (Fig. 4). Santos et al. (1998) expõe que as principais unidades geológicas do Estado de Sergipe são representadas pelo embasamento gnáissico, a Faixa de Dobramentos Sergipana e as Bacias Sedimentares e formações superficiais (Fig. 5). II.2.1. Embasamento Gnáissico O embasamento gnáissico no Estado de Sergipe compreende duas unidades distintas pertencentes ao Cráton do São Francisco: o complexo gnáissico-migmatítico e o complexo gnáissico-migmatítico do domo estrutural de Itabaiana e a janela tectônica em Simão Dias (Santos et al. 1998). 14

36 Figura 4. Províncias estruturais do Brasil (Almeida et al. 1977). 15

37 16 Figura 5. Esboço tectono-estratigráfico do Estado de Sergipe após Santos et al. (1998).

38 O Cráton do São Francisco como as outras províncias geológicas brasilianas (~ 600 Ma), foi definido com o nome de plataforma do São Francisco por Almeida (1967, 1969) é um bloco crustal consolidado durante o Paleoproterozoico Inferior, que tem os seus limites estruturados no Neoproterozoico. Do ponto de vista geotectônico, o Cráton do São Francisco, pode ser descrito como um mosaico de unidades estruturais, gerado por sucessivos mecanismos tectônicos que podem ser expressos por acresções crustais e/ou colisões continentais do final do Paleoproterozoico (Barbosa et al. 2003). II Complexo Gnáissico-Migmatítico e Domo de Itabaiana e Simão Dias O Complexo Gnáissico-Migmatítico compreende duas faixas divergentes em direção ao norte, constituída por gnaisses, migmatitos e rochas granitoides que afloram na porção meridional do Estado de Sergipe, separadas pela cunha constituída pelo Complexo Granulítico, o qual compreende ortognaisses charnoenderbíticos a charnoquíticos, gnaisses kinzigíticos, rochas calcissilicáticas, metanoritos e biotita gnaisses migmatizados, além de níveis pouco espessos de quartzitos (Santos et al. 1998). O Domo de Itabaiana é alongado na direção N50ºE, se expõe com um comprimento de cerca de 45 km e uma largura máxima de 30 km, aproximadamente. O núcleo da estrutura é constituído de gnaisse, ao qual se sobrepõem rochas metassedimentares miogeossinclinais que, por erosão da parte central, formam uma borda topográfica ao redor do gnaisse (Humphrey & Allard 1969). O Domo de Simão Dias é muito menor e continua para o leste ao longo de uma faixa muito estreita de gnaisses miloníticos (D el-rey Silva & McClay 1995). O gnaisse exposto no núcleo do domo estrutural e numa janela tectônica em Simão Dias é predominantemente um gnaisse quartzo-feldspático, que tem como minerais característicos mica e hornblenda, e é cortado por diques e/ou soleiras de rochas básicas. Estes dois corpos de gnaisse estão conectados por uma estreita faixa de gnaisse cisalhado e milonitizado, que inclui lentes de quartzito milonitizado. Esta faixa se acha 17

39 exposta, por causa de deslocamentos sofridos pelas rochas cavalgantes, por falhamento normal ao longo de zonas de cisalhamento mais antigas (Humphrey & Allard 1969). II.2.2. Faixa Sergipana A Faixa de Dobramentos Sergipana situa-se entre os granulitos e os gnaisses de grau anfibolito da parte norte do Cráton do São Francisco, ao sul, e o Maciço Pernambuco-Alagoas ao norte (Mascarenhas et al. 1984, Santos & Brito Neves 1984). A faixa exibe uma forma triangular e é seccionada por diversas falhas de empurrão e transcorrentes ESE-WNW (D el-rey Silva 1992), estendendo-se do litoral dos estados de Sergipe e Alagoas, onde alcança uma largura da ordem de 200 km, até o sul da cidade de Curaçá, no norte do Estado da Bahia (Brito Neves et al. 1977). O conhecimento geológico a cerca da Faixa Sergipana foi baseado em diversos trabalhos realizados por universidades, bem como por companhias federais e estaduais, como PETROBRÁS, CPRM entre outras. Humphrey & Allard (1969), em estudos iniciais descreveram sobre a Geossinclinal de Propriá, detalhando as principais unidades litoestratigráficas e estabeleceram os elementos básicos da geologia da área. Brito Neves et al. (1977) advogaram o Sistema de Dobramentos Sergipano como um choque de duas placas litosféricas rígidas, correspondentes ao Cráton do São Francisco, ao sul, e o Maciço Pernambuco-Alagoas, ao norte, com uma zona de subducção dirigida para sul. Silva Filho et al. (1979) mapearam sistematicamente a Geossinclinal Sergipana, a qual consta do Supergrupo Canudos, que engloba os Grupos Inferior e Superior, correspondendo aos Grupos Miaba e Vaza Barris, respectivamente, e representando à fácies miogeossinclinal; o Grupo Macururé representa à fácies eugeossinclinal e apresenta ocorrência de granitoides tardi a pós-tectônicos. A Faixa Sergipana (Fig. 6) compreende seis domínios litotectônicos separados pelas falhas de Itaporanga, São Miguel do Aleixo, Belo Monte-Jeremoabo e Macururé (Davison & Santos 1989). O Domínio Estância é a parte sedimentar depositada sobre o cráton, o Domínio Vaza Barris é a parte meta (vulcano) sedimentar, o Domínio 18

40 Figura 6. Mapa geológico da Faixa Sergipana e áreas adjacentes (D el-rey Silva 1992), dividida em seis domínios litotectônicos: Estância, Vaza- Barris, Macururé, Marancó, Poço Redondo e Canindé, separados por grandes sistemas de falhas que são: Falha de Itaporanga (FI), Falha de São Miguel do Aleixo (FSMA), Falha de Belo Monte-Jeremoabo (FBMJ) e Falha de Macururé (FMS). Além dessas estruturas, também são ressaltadas as janelas estruturais dos Domos de Itabaiana e Simão Dias, no Domínio Vaza-Barris e o Domo de Jirau do Ponciano, na porção setentrional do Domínio Macururé. 19

41 Macururé é a parte (meta) vulcanossedimentar depositada em torno do domo de Jirau do Ponciano. Neste último domínio, além dos migmatitos de Poço Redondo, os domínios Marancó e Canindé são derivados principalmente de rochas ígneas, que formam a parte norte da faixa, que é limitada a sul pela falha de São Miguel do Aleixo (Santos et al. 1988, Davison & Santos 1989, D'el-Rey Silva 1992). A compartimentação adotada para a Faixa Sergipana, nesta dissertação, segue a estabelecida por Santos et al. (1988) e complementada por Davison & Santos (1989), em que são reconhecidos domínios limitados por descontinuidades estruturais profundas e com feições geológicas distintas. Estes domínios foram denominados de Estância, Vaza-Barris, Macururé, Marancó, Poço Redondo e Canindé. Brito Neves & Cordani (1973) atribuem uma idade relativa de 673 ± 20 Ma. para a fase principal do metamorfismo regional que afetou a Faixa Sergipana, tendo sido perturbada pela ocorrência de corpos graníticos com idade máxima de 630 ± 23 Ma. e idade mínima de 590 ± 30 Ma., todos eles inseridos durante o Ciclo Brasiliano. II Domínio Estância Inicialmente denominada de Formação Estância (Humphrey & Allard 1969) compreende os arenitos finos e siltitos não deformados que afloram abundantemente na área ao sul de Lagarto e Simão Dias, até Tobias Barreto, incluindo-se, também, afloramentos esparsos a leste de Itaporanga, Estância, e ao longo do Rio Real. O Grupo Estância é uma pilha de rochas sedimentares quase não deformadas, que foi depositada na borda do cráton. Essas rochas correspondem a típicos sedimentos de plataforma estável e estilo idiomórfico de dobramento (fraco e descontínuo) e é provavelmente de idade neoproterozoica, com base em algumas correlações regionais (Brito Neves 1998). 20

42 II Domínio Vaza-Barris O Domínio Vaza-Barris localiza-se na parte central do Estado de Sergipe, prolongando-se para oeste, além do limite estadual, e, para leste, até a Bacia de Sergipe (Santos et al. 1998). Humphrey & Allard (1969) descreveram o Grupo Vaza-Barris como sendo constituído de filitos, metagrauvacas e metagrauvacas seixosas, metacalcários e metadolomitos, metarenitos, metassiltitos e lentes finas e descontínuas de rochas metavulcânicas. D el-rey Silva (1999) descreveu o Domínio Vaza-Barris como uma cunha de 1-4 km de espessura de metassedimentos siliciclásticos e carbonatos plataformais marinho raso (miogeoclinal) e pequenas ocorrências de rochas vulcânicas em torno dos domos do embasamento. É constituído principalmente de rochas sedimentares clásticas e químicas submetidas às condições da Fácies Xisto Verde. II Domínio Macururé O Domínio Macururé é uma cunha com <13 km de espessura que constituído pelo Grupo Macururé (metassedimentos siliciclásticos, carbonato e metavulcânicas), um conjunto de granitos cálcio-alcalinos sin- a pós-tectônicos (D el-rey Silva 1999). Davison & Santos (1989) estudaram o Domínio Macururé e o descreveram sua estratigrafia como sendo dominado por uma espessa sequência de grauvaca, siltitos e folhelhos, que são, por vezes, ritmicamente acamadados em uma escala centimétrica. O metamorfismo atinge a Fácies Anfibolito. Uma característica marcante neste domínio é a presença de abundantes corpos de granitoides intrusivos, tardios a pós-tectônicos. Estes plútons ocupam cerca de 25% da área de superfície e são referidos como Tipo Glória, observando-se granodioritos com fenocristais de anfibólio e biotita, e ricos em enclaves máficos (Davison & Santos 1989). Estas intrusões provocam metamorfismo de contato nos metassedimentos encaixantes e modificações nas estruturas pretéritas (Santos et al. 1998). 21

43 II Domínio Marancó Esse domínio ocorre apenas a leste da Bacia do Tucano. Ele é composto principalmente (80% por área) por lavas riolíticas e dacíticas com termos básicos anfibolitizados inter-bandados subordinados, pelitos, conglomerados de derivação vulcânica, quartzitos e carbonatos (Davison & Santos 1989). O domínio caracteriza-se pela presença de rochas do Complexo Marancó, de natureza vulcanossedimentar, imbricado tectonicamente com granitoides Tipo Serra Negra. Tanto o complexo como os granitoides Tipo Serra Negra mostram-se intensamente cisalhados, com foliações subverticais, subparalelas a zonas de cisalhamento dúctil contracionais oblíquas de alto ângulo, e com transcorrências rúpteis transversais superpostas (Santos et al. 1998). O metamorfismo é de Fácies Anfibolito. II Domínio Poço Redondo O Domínio Poço Redondo ocupa a área delimitada na falha entre os municípios de Canindé e Poço Redondo e o limite com a Bacia de Tucano (D el-rey Silva 1992). A complexa sequência de ortognaisses e paragnaisses, migmatizados, e injetada por granitos e granodioritos sincrônicos e pós-tectônicos indicam que o nível de exposição crustal desta área é mais profundo do que o Domínio Macururé e o Domínio Marancó (Davison & Santos 1989). Carvalho (2005) descreve esse domínio sendo constituído por migmatitos, biotita gnaisses e várias intrusões graníticas, tais como Serra Negra, granodiorito Sítios Novos. Limita-se com o Domínio Macururé através da falha Belo Monte-Jeremoabo e o metamorfismo atinge a Fácies Anfibolito Alto (Santos et al. 1998). Esse domínio caracteriza-se pela presença de granitos diversos dos tipos Glória, Xingó e Serra do Catu. Observa-se a ocorrência de enclaves de anfibolitos bandados, e, por vezes, de rochas cálcio-silicáticas e de mármores, estes últimos mais frequentes na região de Paulo Afonso, na Bahia (Santos et al. 1998). 22

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