Exmos. Srs., Cumprimentos,

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1 From: Fernando Jacinto dos Santos Flores Sent: terça-feira, 7 de Julho de :59 To: Subject: Manuais ITED e ITUR Exmos. Srs., Na sequência do fax ANACOM-S31893, de 16 de Junho, remetemos por via electrónica os comentários da Portugal Telecom aos Manuais ITED e ITUR. Os referidos comentários foram também remetidos nesta data a coberto da carta anexa. Cumprimentos, Fernando Jacinto dos Santos Zarcos Flores DRE AT

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3 à Consulta Pública sobre os Projectos de Manuais Técnicos ITED e ITUR Aprovada por Deliberação do Conselho de Administração do ICP-ANACOM, de 3 de Junho de 2009

4 à Consulta Pública sobre os Projectos de Manuais Técnicos ITED e ITUR Aprovados pelo Conselho de Administração do ICP-ANACOM, na reunião de 3 de Junho de 2009 I. INTRODUÇÃO A presente resposta representa a posição comum das empresas do Grupo Portugal Telecom seguidamente identificadas (doravante Grupo PT ) relativamente à consulta pública sobre os Projectos de Manuais Técnicos ITED e ITUR, aprovados por deliberação do Conselho de Administração do ICP-ANACOM, de 3 de Junho de 2009, constituindo assim a resposta conjunta das seguintes empresas: a) Portugal Telecom SGPS, S.A.; b) PT Comunicações, S.A.; c) PT Prime Soluções Empresariais de Comunicações e Sistemas, S.A.; d) TMN Telecomunicações Móveis Nacionais, S.A. 2

5 II. CONSIDERAÇÕES GERAIS O Grupo PT congratula o ICP-ANACOM pela oportunidade e timing inerentes ao lançamento da presente Consulta Pública, uma vez que a aprovação e publicação dos Manuais ITED e ITUR são fundamentais para a execução em pleno do novo regime jurídico aplicável à construção de infra-estruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações electrónicas e à construção de infra-estruturas de telecomunicações em loteamentos, urbanizações, conjuntos de edifícios e edifícios, aprovado pelo Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio. Neste contexto, e com vista à publicação célere e eficaz dos referidos Manuais, o Grupo PT teria preferido que, antes da submissão dos mesmos ao procedimento de audiência prévia, pudesse ter sido criado um Grupo de Trabalho com o objectivo de afinar conceitos que, por serem demasiados pormenorizados e técnicos, tornam-se difíceis de comentar em sede de resposta escrita. De qualquer forma, tendo o Grupo PT procedido à análise pormenorizada dos Projectos de Manuais ITED e ITUR, é seu entender que os documentos submetidos a consulta pública apresentam aspectos que exigem uma justificação mais aprofundada, na medida em que, a serem acolhidos os argumentos apresentados, induzirão alterações em diferentes pontos ou até capítulos dos Manuais ITED e ITUR. Não obstante, o Grupo PT considera que o ICP-ANACOM antes de proceder à aprovação e publicação dos referidos Manuais, deveria proceder à criação de um Grupo de Trabalho que afinasse e ultimasse a redacção dos mesmos, garantindo um maior nível de rigor a todos os aspectos ali previstos, conferindo-lhes um maior grau de eficácia e garantindo, assim, uma melhor aplicação prática. Neste âmbito, o Grupo PT disponibiliza-se desde já para apoiar a criação do proposto Grupo de Trabalho e para participar activamente nos trabalhos a desenvolver pelo mesmo. 3

6 Por outro lado, entende o Grupo PT que os Manuais ITED e ITUR ora colocados sob consulta merecem uma revisão geral, com vista a adequar os conceitos ali utilizados aos previstos e definidos no Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, num esforço de compatibilização de todos os documentos a vigorar neste âmbito (damos como exemplo, a expressão condomínio utilizada no Manual ITUR, quando o diploma estabelece como realidade a tratar conjunto de edifícios ). Feito este enquadramento, passamos a comentar os aspectos concretos dos Manuais objecto da consulta, ainda que em sede de comentários genéricos. Em primeiro lugar, cumpre referir que a segurança e sigilo das comunicações electrónicas são questões intimamente ligadas aos dispositivos de fecho, que devem ser devidamente acauteladas e contempladas, entendendo, no entanto, o Grupo PT que o texto do Manual ITED não lhe dá o tratamento adequado, por forma a que as regras aplicáveis sejam totalmente inequívocas. Com efeito, ao longo de todo o Manual ITED, existem questões que importa referir, a saber: 1. Dispositivos de fecho Acomodação de equipamentos e dispositivos (página 27) Caixas (páginas 72 e74) Armário de Telecomunicações de Edifício (ATE) (página 76) Repartidores Gerais (página 80) Nos pontos referidos são utilizadas expressões como não permitir acessos indevidos, dispositivo de fecho com chave, dispositivo de fecho, possuindo uma chave do tipo universal, provida de porta com fechadura universal ou com fechadura triangular. Esta diferenciação de realidades e conceitos justificaria, por si só, um ponto sobre acessibilidade a caixas constituintes dos diversos segmentos da infra-estrutura, em função da sua acuidade. 4

7 2. Caixas de passagem no pavimento (CV) para ligação entre o ATE (exterior) e o(s) ATI (s) ou entre a CEMU e o ATI O Manual ITED (a abordagem deste tema não faria sentido no Manual ITUR) parece esquecer situações em que, pelas distâncias existentes entre os diferentes elementos da rede, se torna necessário recorrer à passagem de cabos através de tubagem subterrânea, sendo necessário dotar a infra-estrutura de caixas de passagem no pavimento. Seria, por isso, desejável a definição das suas dimensões e condições de utilização. 3. Função da CEMU A CEMU foi introduzida na regulamentação técnica do ITED com a publicação da 1.ª edição do Manual ITED, em Tratava-se, então, de uma caixa de transição entre a rede pública e a rede de cliente e tinha por missão definir fronteiras e responsabilidades, simplificar a intervenção de instalação e manutenção. E revelou-se uma boa experiência! Ora, a proposta agora enunciada nesta nova versão do Manual ITED vem, no mínimo, distorcer a situação e, na prática, anular as suas vantagens. Ao propor que a cablagem da rede dos operadores em fibra óptica e para CATV faça apenas passagem na CEMU, mas ligue directamente no ATI e que apenas a rede de pares de cobre termine na CEMU, a nova versão do Manual parece procurar eliminar determinadas dificuldades sacrificando, no entanto, os seus princípios basilares. Não obstante o Grupo PT admitir que a solução ora proposta elimina algumas dificuldades, considera que não ultrapassa outras que reputa de essenciais e, em certas situações, tem até aspectos contraditórios. Analisemos, pois, as condições de instalação das CEMU: a) Moradias unifamiliares em que a distância entre a CEMU e o ATI é pequena (diríamos normal, entre 2 e 15 a 20 metros) - Nestes casos, podemos estar em zonas em que os operadores públicos de rede de fibra óptica e/ou de CATV tenham rede; 5

8 b) Moradias unifamiliares em que a distância entre a CEMU e o ATI é grande (diríamos entre os 150 e até mais de 1000 metros) - Nestes casos, podemos estar em zonas em que os operadores públicos não tenham e não venham a desenvolver rede de fibra óptica e/ou de CATV; Na situação identificada em a), os cabos entre a CEMU e o ATI podem ser apenas instalados em tubagem embebida em paredes (a CEMU na parte exterior do edifício e o ATI na parte interior) ou o cabo fazer um pequeno trajecto em parede (muro) ou pavimento (enterrado ou num passeio interior à moradia). Na situação identificada em b), os cabos entre a CEMU e o ATI são normalmente instalados em tubagem enterrada no solo, podendo necessitar de recorrer a câmaras de visita no pavimento até se chegar ao ATI. Para as redes de fibra óptica existem cabos com características para colocação em condutas enterradas. Também para as redes de CATV, existem cabos com essas características. Contrariamente, para as redes de pares de cobre e para as categorias 6 e 7 que o Manual ITED agora exige não existem cabos com essas características (já para a categoria 5 não existiam). Admitimos, contudo, que existam algumas dificuldades para a realização de conéctica em fibra óptica (até em face da potencial perigosidade para a saúde, em caso de acesso descuidado às mesmas) na CEMU e eventual dificuldade que se possa colocar na necessidade de amplificação do sinal para as situação definidas na situação b). A proposta agora em consulta pública permite que a instalação de rede de CATV nas Moradias Unifamiliares tenha carácter facultativo. No entanto, esta realidade não é compatível com a previsão dos artigos 58.º e 59.º do Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, tal como também acontece com o referido na Tabela 46 da página 142, quanto à rede de fibra óptica. Na verdade, de acordo com o previsto nos citados preceitos legais, é obrigatória a instalação desde a CEMU da rede de fibra óptica e de CATV, até ao ATI, pelo que o regulamentado no 6

9 Manual ITED não pode de modo algum contrariar aquela previsão, sob pena de vir a padecer de ilegalidade. Neste sentido, consideramos essencial que o Manual ITED determine que a CEMU seja a fronteira de todas as redes, pois só assim se consegue fazer a necessária compatibilização com o regime jurídico existente e obviar às dificuldades identificadas. Também em face do que antes se referiu, o Grupo PT entende que se deve reforçar o dimensionamento da tubagem entre a CEMU e o ATI, propondo que, em vez de 2 tubos de 32 mm, passem a existir 3 tubos de 40 mm, um para cada tecnologia, devendo, ainda, considerarse a utilização na rede de pares de cobre de um cabo com cobertura externa em polietileno negro, cobrindo um composto de petro gel, independentemente da garantia de classe. Esta proposta impõe, entre diversas outras, a alteração das dimensões propostas no Manual ITED para a caixa CEMU. Tendo em conta todo o referido e as propostas identificadas, o Grupo PT propõe alguns ajustamentos ao texto existente, devendo, contudo, todos os pontos do Manual ser compatibilizados com a mesma proposta. 4. ATE (Exterior) e CEMU para os edifícios sem Quadro Eléctrico de Serviços Comuns (QESC): Na página 76, e a propósito da eventual inexistência num ATE (Exterior) de possibilidade de ligação de tomadas de energia eléctrica, admite-se que existam CEMUs para fracções (FA) residenciais e ATEs para os outros tipos de fracções. Ora, o Grupo PT não considera adequada a solução proposta, apresentando, adiante, um texto alternativo, em linha com o que está actualmente em vigor, e que se encontra reflectido no esclarecimento publicado pelo ICP-ANACOM, nas FAQ s publicadas no seu site (FAQs TG5 e TT14). Por outro lado, estas situações deveriam surgir nos capítulos 6 a 11 do Manual, o que actualmente não acontece. 7

10 5. Dimensionamento dos RG, seja PC, CC ou FO Decerto, por lapso, não estão definidas determinadas regras, como as de capacidade (número de pares para o RG-PC) e de dimensão. No Manual ITED em vigor está determinada a regra para dimensionamento do secundário e, em função deste, a do primário. É uma boa prática, que sugerimos se retome na presente versão do Manual. O Grupo PT entende também que as definições propostas para o ATE não são suficientes para o correcto dimensionamento deste armário, faltando, por exemplo, indicações necessárias para o dimensionamento do espaço do primário do RG-PC. Sugere-se, pois, que o dimensionamento do primário preveja a ligação de um número de pares 1,5 vezes superior ao do secundário, sendo destinado, para cada um dos dois operadores, o espaço de 0,5 vezes o número de pares do secundário e igual espaço para reserva. De forma a garantir uma correcta utilização do espaço do ATE, bem como para manter a prática actual, integrando os blocos de primário do RG-PC na infra-estrutura do edifício, propõe-se que a sua instalação seja da responsabilidade do instalador ITED. Outro dos pontos que entendemos ser de referir prende-se com o facto de considerarmos que não se justifica a utilização de réguas de categoria superior a Cat.3 no primário do edifício, uma vez que o ITUR prevê a possibilidade de instalação de cabos de Cat.3, que são também habitualmente instalados pelos operadores das redes públicas. Pela mesma razão, não se justifica a utilização de cordões de categoria superior a Cat.3 para a ligação primáriosecundário. O secundário do RG-PC deve ser definido de forma mais restritiva para réguas de acravamento. O acravamento garante uma melhor fixação dos cordões ou cabos de ligação primáriosecundário, não justificando os custos adicionais da utilização de réguas com fichas RJ45, e dos próprios cordões, previsivelmente agravados numa proporção de 1 para 4, mesmo se não se considerar a necessidade de os operadores provisionarem cordões pré-conectorizados (como definido na proposta) de diversos comprimentos. Há a salientar que uma definição aberta do 8

11 tipo de blocos gera constrangimentos na provisão de serviços, bem como na manutenção, uma vez que não seja conhecido o tipo de material utilizado, nem o tipo de arrumação do RG-PC. O Grupo PT não concorda com a definição proposta de RG-PC sobreponível com um distribuidor de rede estruturada, nos edifícios de escritórios, uma vez que tal implicaria que um mesmo repartidor fosse operado por entidades diferentes os operadores das rede públicas, os instaladores e entidades de manutenção das redes de cliente-, impedindo uma separação de responsabilidades e gerando uma indefinição quanto a eventuais problemas de manutenção. Assim, considera-se que o distribuidor de rede estruturada deve ser equivalente a um RC-PC que possui pontos de repartição intermédia entre o seu secundário e as tomadas. A descrição dos cabos que ligam ao RU-FO, no projecto de Manual ITUR do ICP-ANACOM, parece-nos confusa, pelo que adiante, no respectivo contexto específico, propõe-se uma alteração no sentido de clarificar. 6. Importaria considerar um anexo para definição da simbologia a utilizar, apresentando o Grupo PT, desde já, para o efeito, uma proposta (Anexo n.º 1). 9

12 III. COMENTÁRIOS ESPECÍFICOS PARTE 1 Comentários ao Projecto de Manual ITED (infra-estruturas de telecomunicações em edifícios) 1 INTRODUÇÃO O Grupo PT não tem comentários a apresentar. 1.1 / 1.2 DEFINIÇÕES / ACRÓNIMOS E SIGLAS Embora a definição de conduta inserta nos projectos de Manuais ITED e ITUR não contrarie a definição que consta na alínea d) do n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, seria preferível que as definições fossem totalmente coincidentes, com vista a tornar uniforme a definição de condutas. Esta opção foi já feita no diploma legal em causa, que veio definir conduta em conformidade com a definição que já existia na ORAC. Ainda, neste ponto, as referências ao CCIR devem ser substituídas por ITUR. Capítulo 1.1. O Grupo PT propõe a alteração da redacção de diversas definições constantes dos Manuais, assinalando-se as alterações em itálico, de modo a torná-las mais claras: CÂMARA DE VISITA Compartimento ou caixa de acesso aos troços de tubagem subterrâneos, geralmente no exterior de edifícios, através da qual é possível instalar, retirar e ligar cabos e proceder a trabalhos de manutenção. SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA SIG: Conjunto de ferramentas e procedimentos computacionais, para registo de informação com localização espacial e geo-referenciação. 10

13 SISTEMA DE INFORMAÇÃO CENTRALIZADO sistema que assegura a disponibilização de informação relativa às infra-estruturas de comunicações electrónicas, nos termos do artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 123/2009 de 21 de Maio. TROÇOS DE TUBAGEM Conjunto de tubos interligando dois elementos das Redes de Tubagens, podendo qualquer desses elementos ser caixa, câmara de visita, sala técnica, armário, courette", ou entre um desses elementos e um edifício, ou um caminho de cabos. Capítulo1.1.- Ainda neste ponto, o Grupo PT propõe que sejam acrescentadas as seguintes definições, de forma a tornar mais clara a definição das Redes Individuais de Cabos: PONTO DE REPARTIÇÃO - Ponto acessível para execução de uniões ou derivações, para encaminhamento ou repartição de sinais de telecomunicações. Funciona como elemento de fronteira entre redes a montante, com elevada agregação de suportes, podendo ser redes de operadores de telecomunicações, e redes a jusante, com baixa agregação, podendo ser redes de cliente. PD PONTO DE DISTRIBUIÇÃO Ponto de repartição que funciona como ponto de fronteira entre as redes públicas e as redes ITED ou ITUR. REDE INDIVIDUAL DE CABOS Rede de cabos de uma fracção autónoma ou que seja propriedade de uma única entidade, terminada a montante pelo RC-PC e que termina nas tomadas. DISTRIBUIDOR GERAL - Designação do Repartidor de Cliente de Par de Cobre, no caso de uma Rede Individual com distribuição por pontos de repartição entre o RC-PC e as tomadas. O seu primário está directamente ligado ao RG-PC, fazendo o secundário deste repartidor a ligação aos primários dos repartidores de piso. DISTRIBUIDOR DE PISO - Ponto de repartição de uma Rede Individual, que pode existir numa ligação vertical, servindo de zona de flexibilidade e/ou transição na ligação 11

14 às tomadas de telecomunicações. 1.3 ORGANIZAÇÃO do MANUAL ITED Em nosso entender, o projecto de Manual ITED colocado sob consulta beneficiaria se os actuais capítulos 15 Telecomunicações em Ascensores e 17 Adaptação dos Edifícios já construídos, à Fibra Óptica fossem colocados imediatamente a seguir ao capítulo 4. 2 REQUISITOS TÉCNICOS GERAIS 2.1 Âmbito de aplicação O Grupo PT considera necessário concretizar de uma forma mais clara as situações em que se aplicam os requisitos técnicos do Manual ITED. Na verdade, entende-se por edifícios a reconstruir aqueles em que se efectua uma intervenção de carácter geral e em que, portanto, se impõe a aplicação das obrigações determinadas pelo Decreto-lei n.º 123/2009 e pelo Manual ITED. Também quando ocorram alterações ou ampliações no edifício ou nas infra-estruturas de comunicações electrónicas, a necessidade de complementar uma instalação ou, ainda, de alteração do destino de uma fracção autónoma são, também, de aplicar as obrigações determinadas pelo referido diploma e pelo Manual ITED. Também nos casos de adaptação dos edifícios já construídos à fibra óptica se aplica o Manual ITED e o definido no citado Decreto-lei n.º 123/2009, nomeadamente, o definido no capítulo 17 e nos artigos 83.º e 84.º, respectivamente Arquitectura Funcional Propõe-se que o PD seja definido como o ponto de repartição onde se situa a fronteira com outras redes. 12

15 Na página 25, onde se lê O elemento básico de qualquer rede de telecomunicações é o Ponto de Distribuição (PD), deve passar a constar O elemento básico de qualquer rede de telecomunicações é o Ponto de Repartição. Onde se lê O PD caracteriza-se, deve passar a constar O Ponto de Repartição caracterizase. Deve ser acrescentado o seguinte parágrafo: O Ponto de Distribuição (PD) é o Ponto de Repartição onde se situa a fronteira com outras redes. Ainda neste ponto, em relação às Figuras 2 e 3, o Grupo PT entende ser conveniente o esclarecimento da consideração de 2 pontos de ligação com a rede de Operador. Por outro lado, consideramos que a Figura 2 deve ser alterada de modo a que a rede de edifício seja representada na vertical. Assim, onde se lê A correcta interligação de todos os PD existentes num edifício, deve passar a constar A correcta interligação de todos os Pontos de Repartição existentes num edifício. Conforme referido, a Figura 3 proposta deve ser alterada, de modo a que o único ponto de fronteira com os operadores seja a CEMU. Consideramos, ainda, que a Tabela 6 do ponto deve ser apresentada a título de exemplo, uma vez que são possíveis situações diferentes das mencionadas. 2.4 Caracterização dos Tipos de Edifícios Neste ponto, a segmentação apresentada, com desenvolvimento nos capítulos 6 a 11, não é exaustiva. Sugere-se uma simplificação. No ponto Históricos, propõe-se que o texto seja completado, nos seguintes termos: Admitem-se limitações na adopção de soluções técnicas sempre que se ponham em causa aspectos de preservação de valores patrimoniais ou estéticos, desde que referidos pelos 13

16 projectistas. No ponto Centros Comerciais, o Grupo PT propõe que se altere para comerciais, de restauração e que se acrescente ou de diversão. No ponto Caracterização genérica de materiais, equipamentos e ligações, entendemos que deve ser retirada a menção ou superior existente no seu 1.º parágrafo. Deve ser corrigida a numeração dos pontos relativos a Cordão e Conectores respectivamente e , por inadequação sistemática. Propõe-se a criação de um novo título, e também uma nova numeração, para substituir as secções a : Novo título a inserir: CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DAS REDES INDIVIDUAIS REPARTIDOR DE CLIENTE (sem texto) CORDÃO (PATCH CORD) (deixa de ser ) (mesmo texto) CONECTORES (deixa de ser ) (mesmo texto) LIGAÇÕES (deixa de ser ) (mesmo texto) CATEGORIA DOS PARES DE COBRE (deixa de ser ) (mesmo texto) DEFINIÇÕES (deixa de ser ) Para esta secção, propõem-se as seguintes alterações, de modo a clarificar a regulamentação pretendida: o Onde se lê RG-PC e ATI, em edifícios de habitação, deve passar a constar 14

17 RG-PC e RC-PC em edifícios de habitação (nesta ligação, por suportar a ligação das redes públicas ao RC-PC, só se prevê a utilização de fichas RJ45 na terminação do RC-PC). o Onde se lê RG-PC e Distribuidor de Piso, em edifícios para uso profissional, deve passar a ler-se RG-PC e Distribuidor Geral, em edifícios para uso profissional (nesta ligação, por suportar a ligação das redes públicas ao RC-PC, só se prevê a utilização de fichas RJ45 na terminação do RC- PC). o Onde consta Distribuidores de Piso, num mesmo edifício, deve passar a constar Distribuidor Geral e Distribuidores de Piso, e entre Distribuidores de Piso, num mesmo edifício para uso profissional. Propõe-se a criação de dois novos parágrafos, a seguir ao segundo (Ligação Permanente Horizontal), nos seguintes termos: Distribuidor Geral Designação do Repartidor de Cliente de Par de Cobre, no caso de uma Rede Individual com distribuição por pontos de repartição entre o RC-PC e as tomadas. Uma vez que o RG-PC não pode ser utilizado para repartição de serviços originados no interior do edifício, o seu primário está directamente ligado ao RG-PC, fazendo o secundário deste repartidor a ligação aos primários dos repartidores de piso. Distribuidor de Piso Ponto de Repartição de uma Rede Individual, que pode existir numa ligação vertical, servindo de zona de flexibilidade e/ou transição na ligação às tomadas de telecomunicações. 15

18 Na Figura 15, onde se lê enterrado deve passar a ler-se entubado.no ponto , as referências à CCIR devem ser substituídas por referências à ITUR, compatibilizando o Manual com a terminologia actual. Também neste mesmo ponto, sugerimos que a palavra canalização seja substituída por distribuição de canais. Onde se lê Os cabos de fibra óptica são definidos em termos da sua construção física (diâmetros de núcleo/bainha) e categoria. As fibras ópticas utilizadas em determinado canal de transmissão, devem ter a mesma especificação técnica de construção e pertencerem à mesma categoria. Todos os cabos de fibra óptica devem cumprir os requisitos da norma EN , deve passar a constar Todos os cabos de fibra óptica a serem utilizados nas redes de cablagem das ITUR devem cumprir os requisitos definidos pela UIT Recommendations ITU- T (ITU-T-REC-G[1].) G.652 D (datada de 06/2005), G.655 C (datada de 03/2005), G.657 A, G.657 B (12/2006). Para efeitos de ensaios específicos as normas aplicáveis são as que se indicam: CEI 60793, CEI 60794, CEI Onde consta na Tabela 22, Atenuação para 1300nm de 0,4 a 1dB/km; Atenuação para 1550nm de 0,25 a 0,5dB/km, deve passar a constar na mesma Tabela 22: G.652.D 0,40 db/km (1310 nm até 1625 nnm) 0,25 db/km (1550 nm) G.655.C < 0.25 db/km (1550 nm) < 0.40 db/km (1625 nm) As restantes características devem ser corrigidas de acordo com os requisitos definidos na última versão da ITU Recommendations ITU-T (ITU-T-REC-G[1]) G.652 D (datada de 06/2005), G.655 C (datada de 03/2005), G.657 A, G.657 B (12/2006). No Ponto , onde está fibra 1.3, deverá passar a estar fibra B1.3. No Ponto Caixas, no parágrafo As caixas ou ser parte da construção, caso admissível para as Caixas de Entrada sem interligação., consideramos ser de acrescentar a 16

19 seguinte frase Admitem-se igualmente câmaras de visita para interligação entre o ATE e ATI (s), entre a CEMU e o ATI ou para passagem de cabos entre diferentes edifícios de uma mesma ITED. A introdução deste tipo de câmara de visita determina outras alterações no texto e nas Tabelas 25, 26 e 27. Nessas alterações, sugere-se que se inclua um ponto relativo à distância máxima permitida entre essas câmaras de visita quando instaladas em rede de cliente. Tal alteração deve ser colocada no ponto Regras Gerais e integrar uma alínea a criar b.1). Adiante, neste ponto específico, apresentaremos uma proposta de texto. Indicam-se como proposta as seguintes dimensões mínimas para esta câmara de visita: 50 x 50 x 75 (largura x comprimento x profundidade). No Ponto , no item CEMU, deve ser retirado o texto Cat. 6. Na Figura 50, os blocos do Primário do ATE deverão progredir a partir de baixo e não de cima como indicado. Uma sugestão alternativa, seria retirar as 2 imagens. No ponto Considerações Prévias Sobre Materiais Constituintes da Tubagem, propomos que seja retirada a construção de tubos em Politeraftalato de etileno, PVC Polímero reforçado com fibra. Esta gama construtiva é tecnicamente substituída/substituível pela gama de tubos fabricados em PEAD Armários Armário de Telecomunicações de Edifício ATE No Parágrafo Armário único, da página 77, onde se lê dimensões mínimas 800x900x200mm, deve passar a constar: dimensões mínimas 800x1200x200mm. No Parágrafo Armário compartimentado/multi-armário, quanto à Tabela 28, propõe-se a sua 17

20 alteração, de modo a garantir um espaço utilizável, para o primário do RG-FO, de 450x350x200mm, por operador, até 40 FA, mais um espaço igual para o secundário do RG-FO, correspondendo a um armário de alojamento do RG-FO de 900x700x200mm, até 40 FA. Tal proposta vê a sua justificação no facto de, para além do espaço para caixas de dois operadores, dever ser acautelado espaço para abertura de portas, para bucins e para arrumação de cabos. A Figura 53, da página80 ATE com Repartidores Gerais e espaços de passagem de cabos, deve ser alterada de modo a representar o RG-PC com imagem de régua de cravação simples. (Decerto, por lapso, esta figura não está correctamente numerada, devendo assim ser renumerada, pois a página79 tem também uma Figura53). Propomos que seja incluído um novo ponto Ponto Dispositivos de fecho com o seguinte texto: Podem ser utilizados dois tipos de fechadura: (i) Fechadura normalizada do tipo RITA ou; (ii) Fecho de chave triangular. De acordo com a justificação expressa no ponto 1 das Considerações Gerais, propõe-se um novo ponto Dispositivos de Fecho, com o seguinte texto: Visando assegurar a segurança e o sigilo das comunicações e em função do local e tipo de acessibilidade, são definidos diversos dispositivos de fecho a utilizar nas instalações ITED. Assim: a) Salas Técnicas, Armários de Telecomunicações de Edifício (ATE), Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar (CEMU) e Caixas situadas nas redes colectivas adoptar um dispositivo de fecho com chave universal compatível com as que são colocadas nas Caixas das instalações efectuadas de acordo com as prescrições técnicas RITA; b) Armário de Telecomunicações Individual (ATI), Bastidores se colocados na rede individual e outras Caixas situadas nas redes individuais adoptar um dispositivo de fecho através de fechadura triangular, aparafusamento ou fecho de pressão. 18

21 Na página 77, deverão ser revistas as dimensões dos armários REPARTIDORES GERAIS No 2.º parágrafo da página 80, quanto à composição do RG-PC, propõe-se a seguinte redacção, com 4 itens, em vez dos 3 itens constantes do texto proposto: Primário, da responsabilidade do instalador da Rede ITED. É constituído por réguas de acravamento simples, para 10 pares de condutores, garantindo ligações de categoria 3; Secundário, onde se liga a rede do edifício, constituído por réguas de acravamento simples de 10 pares de condutores, garantindo ligações de categoria 6. A ligação de cabos de 8 condutores da rede do edifício pode ser feita, de igual forma para todas as réguas, quer utilizando a totalidade dos pares de cada régua, quer deixando dois pares vagos em cada régua; Os cordões ou cabos que façam a interligação entre o primário e o secundário, por acravamento simples, devem garantir ligações de categoria 3; Não é possível a interligação directa entre pares do primário nem entre pares do secundário. Na página 81, propõe-se a eliminação da Figura 54, por representar o secundário do RG-PC com fichas RJ45. Para o 1.º parágrafo da página 82, propõe-se a seguinte redacção: A utilização de órgãos de protecção, quando necessária, é feita com recurso a unidades modulares adaptadas aos blocos de primário. A responsabilidade da colocação destes órgãos é do instalador da Rede ITED. Propõe-se a eliminação da Figura 56 da página82. Quanto à Figura 57, propõe-se que seja alterada, mostrando réguas de acravamento simples preparadas para ligações de categoria 3 e de categoria 6, respectivamente. 19

22 No texto do 2.º parágrafo relativo ao RG-CC REPARTIDOR GERAL DE CABOS COAXIAIS, onde se lê com distribuição em estrela (associado a CATV) deve ler-se com distribuição ascendente. A Figura 59 deve ser alterada em conformidade. Nos 2.º e 3.º bullet da página 84, onde se lê cabo de coluna, deve passar a ler-se cabo de coluna multi-fibra. Propõe-se para o 4.º bullet da mesma página a seguinte redacção: Poderá considerar-se a utilização de cabo raiser, entre o secundário do RG-FO e o primário do RC-FO, desde que o ATE esteja no interior do edifício, ou ligado a este por caminho de cabos no interior do edifício e desde que devidamente justificado pelo projectista. A proposta ora formulada assenta no facto de não se dever considerar o cabo raiser como excepcional. O cabo raiser deve estar conectorizado de modo a garantir a continuidade entre o secundário do RG-FO para o RC-FO, sendo a qualidade do projecto ITED da responsabilidade do projectista, não existindo, portanto, intervenção dos operadores neste cabo. No texto relativo ao RG-FO REPARTIDOR GERAL DE CABOS D onde se lê cabo riser deve passar a ler-se cabo raiser. Esta correcção deve ser feita em todo o documento No Ponto , o Grupo PT propõe acrescentar na 2.ª linha do 2.º parágrafo o seguinte: por uma ou duas caixas interligadas e pelos equipamentos. Consideramos, ainda, ser de efectuar a mesma correcção na página 86, no 3.º parágrafo. Ainda em relação a este ponto, na página 86, num parágrafo central, o Grupo PT sugere substituir fechadura universal por fechadura normalizada do tipo RITA ; antes do item ATI (par de cobre) - Constituição do RC-PC, inserir o parágrafo O ATI deverá estar equipado com uma tomada com terra e um borne de terra. Por outro lado, entende o Grupo PT que o ATI deve ser construído em materiais que não impeçam a propagação de sinais radioeléctricos.o ATI deve estar preparado para alojar equipamento activo (router ADSL/Fibra, Ethernet Switch, etc.). Deve por isso dispor não só de 20

23 espaço adequado e ventilação, mas também de alimentação eléctrica. O ATI deve permitir a instalação de uma fonte de alimentação ininterrupta (UPS) dentro ou nas proximidades para alimentar equipamentos instalados dentro do ATI e com este interligados. As interligações dentro do ATI devem ser feitas apenas com patch cords e sem recurso a comutadores ou outros dispositivos electrónicos ou mecânicos que possam comprometer serviços futuros. Todas as interligações, cabos, fichas e tomadas devem permitir a utilização de todos os condutores disponíveis em cada meio (ex.: 8 condutores nas ligações CAT6/7). Quanto ao Ponto Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar CEMU, entendemos ser de reforçar que a CEMU apenas é utilizada no caso de edifícios residenciais de um fogo, vulgarmente designadas por Moradia Unifamiliar, e apenas quando a dimensão da instalação se confine aos mínimos regulamentares. Também consideramos ser de recordar que não é admissível a sua utilização, no caso de moradias bifamiliares (justapostas lateralmente ou sobrepostas), nem em edifícios com outra finalidade, mesmo que a dimensão da instalação seja a mesma da determinada para a moradia unifamiliar. Assim, propomos que o texto seja completado com o seguinte: A CEMU apenas é utilizada no caso de edifícios residenciais de um fogo, vulgarmente designados por Moradia Unifamiliar e apenas quando a dimensão da instalação se confine aos mínimos regulamentares. O ponto deve, pois, passar a ter a redacção adequada ao por nós proposto para a CEMU, em função das questões legais e práticas que acima referimos. Esta caixa tem como função o alojamento dos dispositivos de transição para as redes de pares de cobre, coaxial (CATV) e Fibra Óptica entre as redes públicas de telecomunicações ou proveniente de uma ITUR, e a rede de individual de cabos de cada uma das tecnologias., devendo ser eliminado o n.º 2. 21

24 As dimensões mínimas internas da Caixa de Entrada de Moradia Unifamiliar referidas na Tabela 29 devem ser 420x400x150 (AxLxP). No último parágrafo do Ponto , é referido um anexo que não existe, pelo que deverá ser rectificado ou eliminado. No Ponto , é referida a possibilidade da existência de salas com a porta a abrir para dentro. Tal não é admissível à luz dos regulamentos de Segurança, pelo que este ponto deverá ser reformulado em conformidade. Na alínea b) do texto que se segue à Tabela 31, consideramos que a expressão ou unidades deve ser eliminada, uma vez que o conceito não está definido. Na página 92, onde surge uma alínea b), deverá ser retirado o texto ou unidades, por tal conceito não se encontrar definido. Na página 93, no 3.º parágrafo, propomos acrescentar o texto e anti-derrapante e, bem assim, retirar o último parágrafo antes do Ponto No 2.º parágrafo da página 94, é admitida a possibilidade da existência de ATIs em que a interligação entre primário e secundário é efectuada por comutadores. Tal deverá ser expressamente rejeitado, uma vez que a interligação nos modelos actuais apenas contempla a comutação de um par de fios, sendo susceptível (quase sempre) de criar curto-circuitos no processo de comutação. Assim, propomos que se retire do texto a frase comutadores, ou por outros dispositivos considerados adequados. Quanto aos órgãos de protecção, foi já feita uma proposta sobre a sua colocação pelo instalador ITED. O que não se entende é a inexistência de protecções nos cabos coaxiais. Também o facto de se considerar que a rede coaxial para suportar a rede de CATV seja sempre em estrela nos parece uma solução não adequada. De facto, se estivermos num edifício com muitas fracções autónomas, tal solução conduz a uma coluna montante com tubagem de 22

25 maiores dimensões. Também se a rede for muito extensa, tal solução implica a colocação de um (ou até mais) amplificador(es) por fracção autónoma. Acresce ainda que, se tal solução decorre da possibilidade de ser garantida a acessibilidade de mais do que um operador, então seria de adoptar uma solução de duas redes colectivas entre o secundário do RG-CC (CATV) e o ATI de cada fracção autónoma. Aliás, é assim que se exige para a rede de pares de cobre, apesar de se recorrer para tal a uma arquitectura em estrela. Também para a rede e em edifícios com determinada dimensão, deveria considerar-se que a rede óptica tenha uma solução idêntica à sugerida para a rede de CATV. Sugere-se a alteração destes aspectos e adequação de diferentes pontos do Manual à solução ora proposta. 3 CLASSIFICAÇÕES AMBIENTAIS O CONCEITO MICE O Grupo PT não tem comentários a apresentar. 4 REGRAS GENÉRICAS DE PROJECTO No Ponto 4.1, no 4.º parágrafo, o Grupo PT propõe retirar o texto Deverá ser efectuada uma estimativa de custos final, sempre que for solicitado pelo dono da obra. De facto, tal é imperativo, por força do Decreto-Lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, nomeadamente as alíneas d) e e) do n.º 1 do art.º 70, o que torna desnecessária a sua previsão nesta sede. Assim, propõe-se que o texto seja alterado para: O projectista dimensionados. Deverá igualmente elaborar medições e mapas de quantidades de trabalhos bem como o respectivo orçamento. A solução apresentada ITED REGRAS GERAIS 23

26 Na alínea b) deste ponto , o Grupo PT propõe que se crie uma subalínea b.1), visando integrar as condições de utilização da câmara de visita, com o seguinte texto: Caso o traçado de tubagens seja instalado no subsolo, para efectuar a ligação entre diferentes edifícios de uma mesma rede de cliente ou entre a CEMU e o ATI, admite-se, para cada troço de tubo, um comprimento máximo de 50 m, devendo recorrer-se também a câmaras de visita de passagem, sempre que ocorram derivações na tubagem ou mudanças de direcção. Ainda no Ponto 4.2.1, mas na página 106, no item CONDUTAS DE ACESSO, alínea i), propõe-se seja retirado o texto no caso das entradas subterrâneas, uma vez que a sua existência pressupõe outro tipo de entradas (designadamente aéreas), em violação do disposto no ponto 2.6. Na mesma alínea, onde se lê 0,6m, deve passar a constar 0,8m, uma vez que esta é a profundidade prevista para as condutas no Manual ITUR. Na Tabela 40 da página 107, propomos que o dimensionamento das ligações às CV seja definido de forma igual ao que se propõe para as ITUR, conforme tabela que se apresenta: DIMENSIONAMENTO DOS TUBOS DE LIGAÇÃO DAS CV AOS EDIFÍCIOS TIPOS DE EDIFÍCIO TUBOS Moradia Unifamiliar 1 X Ø 63 Edifícios residenciais até 8 FA 2 X Ø 63 Edifícios residenciais de 8 a 32 FA 3 X Ø 63 Edifícios residenciais de 32 a 64 FA 3 X Ø 63 Edifícios residenciais com mais de 64 FA A definir pelo projectista, 3 X Ø 63 ou superior Edifícios de escritórios, comerciais, industriais e especiais A definir pelo projectista, 3 X Ø 63 ou superior Por outro lado, atendendo a que a Tabela 40 é igual à Tabela 42 sugere-se que a última seja eliminada do Manual, corrigindo-se eventuais referências a esta no texto. 24

27 Na página 107, consideramos que, a seguir à alínea l), deve ser inserida uma alínea com o seguinte texto Para efeito do dimensionamento da rede de tubagens, deverão os elevadores ser considerados como fracções autónomas. Na mesma página 107, sugere-se a inclusão de uma nova alínea, também referente à secção Condutas de Acesso: A escolha da Câmara de Visita de um operador de rede pública, onde são ligadas as condutas de acesso ou o ponto de construção de nova Câmara de Visita para esse efeito, implica a concordância prévia do operador em causa, devidamente documentada. No dimensionamento das redes de tubagens, bem como dos cabos, deverão ser contabilizados os elevadores, para efeitos da contabilização do número de fracções autónomas. Quanto à alínea o) da página 108, propõe-se que a mesma seja complementada com um parágrafo, com o seguinte texto: Esta coluna montante deve estender-se a todos os pisos do edifício, inclusive aqueles em que não esteja prevista a instalação de equipamentos de imediato (por exemplo, garagens). Deverá, ainda, ser prevista a existência de um tubo de reserva na Rede Colectiva de Tubagens, cujo diâmetro deverá ser igual ou superior ao menor dos restantes tubos. Na página 108, no item cc), propõe-se que seja retirada a expressão para efeito de telecontagem e seja inserida para ligação a electroválvulas ou outros dispositivos de domótica ou segurança. No Ponto , no 4.º parágrafo, propõe-se a substituição da expressão de cima para baixo por de baixo para cima. No 6.º parágrafo, propõe-se a substituição de mais alta por mais baixa e direita por esquerda. Na Tabela 42, constante da página 115, propõe-se que o dimensionamento das ligações às CV seja definido de forma igual ao que se propõe para as ITUR, conforme tabela que se apresenta: 25

28 DIMENSIONAMENTO DOS TUBOS DE LIGAÇÃO DAS CV AOS EDIFÍCIOS TIPOS DE EDIFÍCIO TUBOS Moradia Unifamiliar 1 X Ø 63 Edifícios residenciais até 8 FA 2 X Ø 63 Edifícios residenciais de 8 a 32 FA 3 X Ø 63 Edifícios residenciais de 32 a 64 FA 3 X Ø 63 Edifícios residenciais com mais de 64 FA Edifícios de escritórios, comerciais, industriais e especiais A definir pelo projectista, 3 X Ø 63 ou superior A definir pelo projectista, 3 X 63 ou superior No último parágrafo do Ponto , na página 115, consideramos que se deve substituir a expressão através de três tubos Ø32 por através de dois tubos de diâmetro a dimensionar pelo projectista, mas nunca inferiores a Ø REDES COLECTIVAS DE PARES DE COBRE No Ponto 4.3, propomos que seja retirada a indicação da obrigatoriedade de distribuição em estrela para as Redes de Cabos Coaxiais. O mesmo se propõe para o Ponto Em conformidade, propomos que seja retirado o último parágrafo do Ponto É necessário compatibilizar a Tabela 43 com o disposto no Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio. Nos Pontos , e deveriam ser definidas as capacidades e dimensões dos respectivos RG s. Concretamente para o Redes Colectivas de Pares de Cobre, sugerese que o espaço destinado ao primário represente 1,5 vezes a dimensão do secundário. Esse espaço destinado ao primário seria dividido em 3 áreas iguais Operador 1, Operador 2 e Reserva. No espaço para o Operador 1 e no destinado ao Operador 2 serão instaladas réguas de derivação de acravamento simples de categoria 3, correspondentes a 50% da capacidade do 26

29 secundário para cada operador. A colocação dessas réguas é da responsabilidade do instalador ITED. Ainda quanto ao Ponto Redes Colectivas de Pares de Cobre, sugerimos que seja alterada a responsabilidade pelo fornecimento e instalação do primário do RG-PC. Essa responsabilidade deve ser atribuída ao instalador ITED. Na página 117, 5.º parágrafo, onde se lê: O secundário do RG-PC deve ser projectado com recurso a painéis ou caixas de interligação com conectores de oito contactos do tipo RJ45, para categoria 6, ou com réguas de interligação, desde que também cumpram categoria 6, conforme o exemplo abaixo representado de seguida, propõe-se que tal parágrafo passe a ter a seguinte redacção O secundário do RG-PC é projectado para instalação de réguas de acravamento simples de 10 pares de cobre, permitindo ligações de categoria 6, conforme o exemplo abaixo apresentado. Propõe-se a eliminação da Figura 81 existente na página 117, uma vez que representa o secundário do RG-PC com fichas RJ45. Propomos, também, que o texto da página 118 seja alterado para O fornecimento do material, instalação e ligação do primário do RG-PC poderá ser projectado com recurso a painéis com fichas RJ45. Na página 118, propõe-se a seguinte redacção para o parágrafo (único): O fornecimento do material, instalação e ligação do primário do RG-PC é da responsabilidade do instalador da Rede ITED. A ligação do primário ao secundário do RG-PC deverá ser assegurada por cordões de interligação apropriados, garantindo ligações de categoria 3. Ainda quanto ao Ponto Redes colectivas de pares de cobre, sugerimos, ainda, que seja alterada a responsabilidade pelo fornecimento e instalação do primário do RG-PC, a qual deve ser atribuída ao dono de obra. 27

30 A Figura 82 da página 118 deve ser alterada, de modo a ser igual à que foi proposta para a Figura 57 da página 82. No Ponto Projecto de MATV Sistemas digitais e analógicos é exigido que, no projecto, figurem garantias documentais. Consideramos que é necessário clarificar o texto, especificando quais os documentos exigidos e quem os emite. A Tabela 44 deverá ser revista de modo a incluir novos standards para comunicações por Satélite DVB-S2 e modulações 8PSK. Na página 127, último parágrafo, propõe-se a substituição de podem ser por serão, considerando-se ainda que deve ser corrigida a referência à figura X. Quanto ao Ponto 4.4 Documentação geral do projecto, em nosso entender, o Manual deve especificar um modelo de Ficha Técnica, sem carácter obrigatório. Aliás, esta foi a solução adoptada no actual Manual ITED e no projecto de Manual ITUR. No penúltimo item da página 131, sugere-se que o texto a pedido do dono da obra seja eliminado, uma vez que, de acordo com o disposto no artigo 70.º do Decreto-Lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, o orçamento deverá ser sempre produzido. Propõe-se, ainda, a inserção de um novo item neste ponto com o texto Medições e mapas de quantidade de trabalhos. No Ponto 4.5 Aspectos administrativos, sugerimos que no 2.º parágrafo se acrescente: Deve, igualmente, o projectista ter em conta o determinado no Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, nomeadamente nos seus artigos 83º e 84º e, ainda, o referido no capítulo 17 do presente Manual. Sugere-se igualmente que sejam definidos os seguintes tipos de projecto: (i) construção; (ii) alteração; (iii) ampliação e complemento a uma instalação. Nesse contexto, propomos as seguintes definições: 28

31 a) construção elaboração de projecto para edifício novo ou para edifício em que toda a infra-estrutura existente seja demolida (removida) (exemplo edifícios novos ou aqueles em que exista reconstrução em termos de construção civil, mas em que a rede de telecomunicações será completamente removida dando lugar a uma nova instalação); b) alteração modificação de uma instalação em serviço, sem que se envolva aumento da sua capacidade na ligação à rede pública (exemplo um edifício que, por motivo de processo de alteração de destino de uma fracção autónoma, se pretende modificar a rede de telecomunicações, nomeadamente fazendo a distribuição interna de mais tomadas para a rede de pares de cobre, modificando os locais e número de tomadas coaxiais, sem contudo pretender aumentar a sua capacidade na ligação à rede pública); c) ampliação modificação de uma instalação em serviço, envolvendo um aumento da sua capacidade na ligação à rede pública (exemplo num edifício que tinha uma fracção autónoma já de acordo com as especificações ITED (segundo a 2.ª edição, agora em consulta pública) e que era utilizada numa actividade de restauração, passando agora a uma agência de viagens, sendo necessário ampliar a rede de PC de 4 pares para 10 pares, em função das necessidades de comunicações do novo cliente); d) complemento - desenvolvimento de uma rede que, numa fase inicial, ficou em reserva ao nível da rede individual (exemplo num edifício misto, em que a solução técnica para as lojas não contemplou o desenvolvimento da rede a partir do ATI, e em que agora o proprietário ou legal ocupante pretende efectuar a instalação da rede individual dessa fracção autónoma). Finalmente, consideramos que o Manual deve estabelecer a simbologia e as regras de representação para utilização em projectos, sejam de construção, alteração ou ampliação de infra-estruturas. Quanto ao Ponto 4.6 Procedimento de alteração de projecto e atendendo que: 29

32 a) o projectista ITED tem as suas obrigações definidas no art. 69.º do Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio, o mesmo acontecendo com o instalador, no art. 76.º; b) o texto proposto para o procedimento de alteração de projecto parece circunscrever essa situação apenas aos direitos do projectista e parece querer imputar ao instalador a obrigação de elaborar uma proposta de alteração; c) muitas das alterações ao projecto decorrem da falta de qualidade do mesmo ou da sua não adequação à realidade do local, que normalmente o projectista não conhece, na maior parte das vezes porque delas não se procura sequer inteirar, Propomos que o texto deste ponto seja alterado no sentido de uma clara atribuição de responsabilidades. Assim, sugere-se a seguinte alteração: Quando detectados os casos acima referidos, deve o instalador promover a consulta ao projectista em estreita colaboração com o dono de obra. Compete ao projectista encontrar a solução para o problema encontrado emitindo ele próprio a alteração ao projecto. Propomos que no 3.º parágrafo se elimine: No caso do projectista Propomos, ainda, que o 4.º parágrafo seja alterado, passando a ter a redacção A alteração ao projecto elaborada pelo projectista inicial deverá implicar a realização de um documento (Aditamento ao Projecto), passando este a ser obrigatoriamente parte integrante da documentação geral do projecto, mantendo-se os restantes parágrafos existentes. Sugere-se a inclusão de um novo ponto 4.7 sobre procedimento de elaboração de projecto técnico simplificado para corresponder ao determinado no n.º 1 do art. 83.º do Decreto-lei n.º 123/2009 de 21 de Maio. De facto, em todo o Manual ITED, nada se refere quanto ao previsto nesse preceito legal. 30

33 5 REGRAS GENÉRICAS DE INSTALAÇÃO O Grupo PT não tem comentários a apresentar. 6 EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS Em todos os Pontos, de 6 a 11, consideramos que deve ser retirada a indicação da topologia em estrela para as redes de CATV nas redes colectivas. O Manual nada refere quanto a Edifícios residenciais sem zonas comuns. Sugere-se que seja possível adoptar soluções, ao nível da rede individual de cabos, mais simples nos edifícios residenciais a custos controlados (vulgarmente, para realojamento). Esta proposta é extensível à remodelação de fracções autónomas residenciais em que o carácter obrigatório de colocação de tomadas em todas as divisões destinadas a quartos, salas e cozinha deve ser substituído por RECOMENDADO. 7 EDIFÍCIOS ESCRITÓRIOS O Grupo PT não tem comentários a apresentar. 8 EDIFÍCIOS COMERCIAIS Sugerimos retirar a nota constante do ponto 8.1. ( NOTA Os centros comerciais ), uma vez que a excepção ali apontada não tem qualquer expressão. 31

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