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1 PNUMA 1 PoliONU 2015

2 PNUMA Tema: "As mudanças climáticas ante o desenvolvimento." Larissa Fernandes Caroline Custódio Gabriel Pandolphi PNUMA 2 PoliONU 2015

3 Sumário Carta aos Delegados... 5 I. Nações Unidas, PNUMA e Conferências Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Conferência de Viena e o Protocolo de Montreal Criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (1988) Conferência ECO-92 (Rio de Janeiro em 1992) Protocolo de Quioto (1997) II. O Desenvolvimento Ante às Alterações Climáticas A Relação Homem Natureza Ante ao Modelo Atual O Desenvolvimento Soberania Nacional e a Preservação Pensamento Social, Consumo e Desperdício Principais Organizações Atuantes na Área Ambiental III. Desenvolvimento e Ecologia O Desenvolvimento Sustentável e a Sociedade Atual Matriz Energética Produção de Alimentos Alterações Prejudiciais na Biodiversidade Sustentabilidade IV. Medidas Importante e Influentes no Contexto Global V. Correntes Vigentes e Remanescentes Assuntos Principais Correntes Preservacionismo Conservacionismo Ecossocialismo Visões Internacionais Quanto a Questão e Pautas Pendentes PNUMA 3 PoliONU 2015

4 2.1. Ecologia e Ecologismo Políticos Escala Global e Local Problemas Vividos no Contemporâneo Modelo Econômico VI. Posicionamento Recente do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) Contextualização do IPCC Culpa Antropogênica e Quinto Relatório do IPCC VII. Bibliografia Fontes Literárias Sites PNUMA 4 PoliONU 2015

5 Carta aos Delegados Estimados Delegados, Bem-vindos ao PoliONU 2015 e ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Esse ano estaremos debatendo As Mudanças Climáticas Ante o Desenvolvimento. Nos pro ximos quatro dias, as discusso es girarão em torno da situac ão do meio natural e a influência antropogênica sobre este; e de forma diploma tica chegar a um acordo que ajude a todos. Para que os debates acontec am da forma mais va lida possi vel e necessa rio que os senhores se dediquem ao ma ximo durante a preparac ão. Encorajamos fortemente a leitura do guia e pesquisas a fundo sobre a poli tica externa do seu pai s diante o conflito debatido. No s, da Mesa Diretora, colocamo-nos a disposic ão dos senhores para qualquer esclarecimento e eventuais du vidas. Não hesitem em nos procurar. Esperamos que durante esta edic ão do PoliONU os senhores tenham a oportunidade de desenvolver conhecimento, amizades e diversão. Estamos muito contentes pela oportunidade de trabalhar com os senhores. Boa simulação e bom debate! Atenciosamente, Larissa Fernandes Caroline Custódio Gabriel Pandolphi. PNUMA 5 PoliONU 2015

6 I. Nações Unidas, PNUMA e Conferências 1. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente A relação do homem com a natureza sempre foi baseada em transformações, desde os tempos mais remotos. Sendo o homem o único animal capaz desempenhar trabalho, esse transforma o meio em que vive, adequando-o para sua melhor vivência. Essa relação se torna ainda mais intensa quando, no século XVIII, a revolução industrial converte esse vínculo, pela intensa e incessante busca pelo lucro, em algo brutal. Muitas são as maneiras pelas quais o meio ambiente demonstra os resultados dessas transformações ocasionadas, dentre elas podemos citar as alterações climáticas que, sendo mudanças de escalas locais ou global, devem ser discutidas juntamente com todos os outros aspectos da questão ambiental. Tendo sido colocada, por muito tempo, como uma questão menos importante, o homem só passa a discutir sobre esse assunto, após o período das duas Guerras Mundiais. Como sempre o desenvolvimento foi posto à frente de todos os fatores, foi a partir de 1968, quando especialistas da UNESCO se reuniram que essas discussões e práticas políticas, que visam a preservação das boas condições ambientais para a sobrevivência qualitativa dos seres, passam a ser debatidas. Muitas conferências e encontros foram feitos, bem como tratados e protocolos foram estabelecidos, dentre os quais podemos citar como os principais eventos: PNUMA 6 PoliONU 2015

7 1.1. Conferência da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Essa conferência, a qual ocorreu em Estocolmo na Suécia, no ano de 1972, foi de extrema importância já que a questão foi, pela primeira vez, discutida por especialistas da área e ganhou notoriedade no âmbito mundial. Com o apoio internacional, entendeu-se por meio das discussões da conferência, que tiveram como base os dados dos efeitos das transformações provocadas até então, que deveria ser criado um órgão na Organização das Nações Unidas (ONU) que cuidasse especificamente dessa problemática ambiental. A partir disso, surgiu o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o qual continua-se em uma agência, de caráter recomendatório, do sistema das Nações Unidas. O PNUMA, criado em 15 de dezembro de 1972, tem como objetivo coordenar as ações internacionais de proteção ao meio ambiente e de promoção do desenvolvimento sustentável. Para isso, trabalha com grande número de parceiros, incluindo outras entidades da ONU, organizações internacionais, algumas ligadas aos governos nacionais e outras de caráter não governamental Conferência de Viena e o Protocolo de Montreal Em 1985, um conjunto de nações se encontrou na Áustria manifestando preocupação quanto aos possíveis impactos que poderiam ser causados com o fenômeno da redução da camada de ozônio e suas consequências climáticas. Nessa ocasião, foi formalizada a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio. Em linhas gerais, o documento elaborado nessa convenção enunciava uma série de PNUMA 7 PoliONU 2015

8 princípios relacionados à disposição da comunidade internacional em promover mecanismos de proteção ao ozônio estratosférico, prescrevendo obrigações que exigem dos governos a adoção de medidas administrativas apropriadas para evitar tal fenômeno. Essa convenção contribuiu para o surgimento, em 1987, do Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem e empobrecem essa camada de gás. Esse documento impôs obrigações específicas, em especial a progressiva redução da produção e consumo dessas substâncias até sua total eliminação. Devido à grande adesão mundial e também por ter sido o primeiro acordo internacional efetivado, ganhou notoriedade global. E como dito pelo diplomata da República do Gana, Kofi Annan: "Talvez seja o mais bem sucedido acordo internacional de todos os tempos ". É importante evidenciar que esse protocolo requer mudanças tecnológicas, sem interferir no modelo econômico de muitos países, e isso faz dele um protocolo bem sucedido Criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (1988) Estabelecido em 1988, pela Organização Meteorológica Mundial e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) constitui-se em um órgão que, composto por delegações de 130 governos, busca fornecer informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para o entendimento das mudanças climáticas, bem como os impactos potenciais dessas. Esse órgão, de caráter científico, surgiu da percepção de que a ação humana poderia estar exercendo uma forte influência sobre o clima do planeta e que, sendo as mudanças climáticas algo de influência em todos os âmbitos da sociedade, era necessário acompanhar todo o processo. O IPCC já divulgou quatro capítulos que, juntos, formam um relatório completo sobre as mudanças climáticas atualmente. Os documentos geram tanta repercussão que, no fim do ano de 2007, o IPCC, junto com ex-vice-presidente americano Al Gore, recebeu o honroso Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho de conscientização da comunidade e dos líderes internacionais para o problema e as consequências da mudança climática. O órgão procura manter seu perfil cientifico, mas sofre pressões políticas. Não tanto PNUMA 8 PoliONU 2015

9 pelos capítulos científicos e pronunciamentos, mas principalmente em resumos destinados aos formuladores de políticas públicas. O impacto político efetivo dos relatórios é difícil medir. O que é possível afirmar é que a repercussão das conclusões do IPCC e a ampla cobertura que a mídia em todo o mundo tem dado ao assunto, especialmente por causa do progressivo trabalho do grupo, colocou definitivamente a mudança climática entre as grandes questões mundiais e a tornou em um dos principais temas da agenda política em diversos países. Grandes potências, em geral, exercem influência para apresentar a sua versão sobre os problemas e conclusões sobre, como alguns documentos são revisados também pelos governos de cada país, a síntese torna-se um retrato do que todos os países concordam. Alguns pesquisadores do IPCC condenam esse tipo de influência, entretanto muitos outros especialistas consideram legítimas as intervenções internacionais, desde que elas sejam defendidas pelos diplomatas dos governos, e não pelos cientistas Conferência ECO-92 (Rio de Janeiro em 1992) A Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, bem como o relatório Relatório Brundtland, o qual aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes, que foi publicado em 1987, pelas Nações Unidas, lançaram as bases para o ECO-92. Em 1992, vinte anos após a realização da primeira conferência sobre o meio ambiente, representantes de 108 países do mundo reuniram-se para decidir que medidas tomar para conseguir reduzir a degradação ambiental e garantir a existência qualitativa de outras gerações. O propósito do encontro era introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado às condições ecológicas. Os encontros ocorreram no centro de convenções chamado Rio Centro, na cidade do Rio de Janeiro. Quanto as diferenças entre o evento de 1992 e a conferência que ocorreu na Suécia em 1972, podemos traduzi-las na presença maciça de Chefes de Estado na ECO-2, fator que demonstra a importância atribuída à questão ambiental no início da década de Como um dos principais frutos dessa conferência temos a Agenda 21, a qual pode ser PNUMA 9 PoliONU 2015

10 definida como um instrumento de planejamento que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. A Agenda 21 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo modelo. É um documento que reforça a importância de cada nação se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual instituições governamentais, privadas, e organizações não governamentais, bem como todos os setores da sociedade, poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais. Esse documento exige a reinterpretação do conceito de progresso e desenvolvimento, comtemplando maior harmonia entre o todo e as partes, promovendo qualidade e não apenas quantidade. Já que se entende que a questão ambiental ultrapassa as fronteiras ecológicas e exerce influência nos âmbitos sóciais e econômicos, assim como também as mudanças climáticas significativamente fazem Protocolo de Quioto (1997) O Protocolo de Quioto é resultado de série de eventos iniciada com a Conferência de Toronto sobre as Mudanças Climáticas, que ocorreu no Canadá em 1988, seguida pelo Primeiro Relatório de Avaliação do IPCC, em agosto de 1990, e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática na ECO-92 no Rio de Janeiro. Esse protocolo, de caráter internacional, institui um conjunto de compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerados, de acordo com a grande parte das investigações científicas, como causa antropogênica do agravamento do aquecimento global, e de suas respectivas alterações climáticas. Discutido e negociado no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em dezembro de 1997, e ratificado em 15 de março de Sendo que para que entrasse em vigor foi necessário que 55 países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, assim, passou a vigorar em 16 de fevereiro de A ratificação do protocolo pelos países do mundo esbarrou na necessidade de mudanças na sua matriz energética. Os elevados custos trouxeram fortes problemas quanto a ratificação, já que colocou em discussão os efeitos da redução proposta no setor econômico-industrial. PNUMA 10 PoliONU 2015

11 Os Estados Unidos, que tinha, na época, George W. Bush como presidente, declarou que não iria submeter o avanc o da economia norte-americana aos sacrifícios necessários para a implementac ão das medidas propostas, motivo pelo qual não ratificou o documento. Essa atitude impossibilitou o alcance efetivo das metas propostas, tendo em vista que esse país já representava uma das maiores potências mundiais e por isso também era considerado como um dos principais responsáveis por tal agravamento. Mapa do Protocolo de Quioto em 2009 Países que ratificaram o protocolo; Países que ratificaram, mas ainda não cumpriram o protocolo; Países que não ratificaram o protocolo; Países que não assumiram nenhuma posição no protocolo. Apesar de ter sido muito discutido os efeitos do tratado sobre o desenvolvimento de país emergentes e desenvolvidos, as metas de redução não eram homogêneas a todos os países, colocando níveis distintos para os 38 países que mais emitem gases. Países em pleno desenvolvimento; como Brasil, México, Argentina e Índia, não receberam metas de redução, pelo menos até o momento em questão. O protocolo estimulava a cooperação entre os países signatários e propunha que a PNUMA 11 PoliONU 2015

12 redução deveria acontecer por meio de algumas ações básicas que reforçam a importância de se tratar as mudanças climáticas pelo seu fator ecológico e econômico. Dentre tais ações propostas podemos citar: Reformar os setores de energia e transportes; Promover o uso de fontes energéticas renováveis; Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção; Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos; Proteger florestas e outros sumidouros de carbono. II. O Desenvolvimento Ante às Alterações Climáticas 1. A Relação Homem Natureza Ante ao Modelo Atual As relações entre homem e natureza foram construídas e modificadas durante o tempo até chegarmos na situação atual, em que se tem um dilema, se desgastarmos um lado fundamental nessa relação, seria possível reestruturá-la? O homem aprendeu a dominar a natureza e utilizá-la a seu favor no período Neolítico (Idade da Pedra Polida) e desde então se criaram novas técnicas de transformação da natureza. Por meio de mudanças no modo de pensar, muitas acompanhadas por revoluções, passa-se a enxergar a natureza como lucro; assim como na natureza em que o mais forte domina o espaço, no modelo vigente o que mais lucra domina um espaço imaginário chamado economia. Desse modo estão todos em busca da maior quantidade e mais rápida produção, a fim de lucrar cada vez mais, essa é a rudimentar lógica do capitalismo, hoje em dia o financeiro, em relação ao meio ambiente, enquanto as relações econômicas não forem afetadas não há medidas a serem tomadas. Pesquisas evidenciaram projeções que afetariam o modo de pensar no futuro; em 1972, na Conferência de Estolcomo, pela primeira vez os países se reuniriam oficialmente para discutir os impactos causados no ambiente e se realmente o homem era responsável pelas mudanças climáticas. PNUMA 12 PoliONU 2015

13 1.1. O Desenvolvimento Com a discussão iniciada, surgem duas questões: Seria mesmo a atividade antropológica a grande responsável das mudanças climáticas? Países que já atingiram o desenvolvimento não teriam problemas em reduzir a velocidade de sua produção, mas os países subdesenvolvidos, que iniciaram a pouco sua industrialização, aceitariam reduzi-la? Na época o único modo de retomarmos a harmonia entre desenvolvimento e as mudanças que prejudicariam, seria conhecido como desenvolvimento zero, uma linha radical de pensamento em que todos, para retomarem ao estado natural, deveriam parar totalmente quaisquer formas de intervenção da natureza. Era uma forma pouco viável para se resolver um problema como esse, criar-se-ia outro problema, a sociedade ruiria sem a produção, já que o modelo econômico se baseia no consumo e produção. Essa resolução de imediato não agradou aos países subdesenvolvidos, que se viram prejudicados em relação ao desenvolvimento de suas nações e economias, surge a ideia de desenvolvimento a qualquer custo; e ao contrário do que se pensa, os países desenvolvidos se dispuseram a diminuir o ritmo de sua industrialização, e procurar novas soluções por meio de seus institutos de pesquisas e universidades renomadas. Logo foram necessárias novas reuniões e sugestões de resolução para esse problema Soberania Nacional e a Preservação O que delimitam países são fronteiras imaginárias que são preservadas pela soberania que cada governo possui sobre seu território e o que nele há compreendido. Mas se tratando de meio ambiente e alterações climáticas, devemos considerar o globo um conjunto de biomas e climas que são interdependentes e a responsabilidade de mantê-los recaem sobre todas as nações e populações. Mediante a isso, a interferência em países que, de certa forma, fazem o uso abusivo do seu território e da matéria prima proveniente dele, seria viável. Todavia, a interferência de outras nações sobre qualquer outro território é considerado como violação, e quanto a preservação do meio ambiente, não seria diferente. Dessa forma, faz-se necessário que todos os países tomem providências, e estejam sempre trazendo novas metas de diminuição de poluentes, pois se tem visto as projeções se cumprirem. As medidas têm sido tomadas mas apenas em localidades, o que ainda não é o PNUMA 13 PoliONU 2015

14 suficiente, já que a biosfera é um conjunto, que para ser sanado deve ser tratado em sua integração sendo necessárias mudanças em todo globo. Em outras conferências, protocolos e acordos foram criados, mas poucos tiveram o comprometimento de todos os países; o grande exemplo é o protocolo de Kyoto, que demorou a ser colocado em vigor pela falta de comprometimento de países como os EUA, que se negaram a ratificar por considerar o acordo um impasse a sua economia e pela falta de cobrança aos países subdesenvolvidos com Índia e China; sendo um país influente, essa postura contribuiu para o longo processo de ratificação do protocolo. Os protocolos devem ser estudados e melhorados, pois muitos ainda possuem falhas; como exemplo a negligência da situação dos países subdesenvolvidos, que são grandes potências produtoras de gases e poluentes, e o crédito de carbono, já que transfere a emissão de gás CO2 de um país que abaixa seus níveis, para países que veem a necessidade de aumentar seus níveis, assim em escala local a diminuição acontece, mas em global é só um modo de concentrar a emissão em partes do mundo que poderão sofrer com consequências acarretadas pelo grande volume de gases e poluentes, como a maior incidência de chuvas ácidas, acentuação da inversão térmica, maior retenção de poluentes na camada de ar mais próxima a terra, aumento da temperatura nos centros urbanos e em seu entorno Pensamento Social, Consumo e Desperdício Se a sociedade é impulsionada pelo consumo, logo as pessoas que a compõe também são; mas quem mantém na base dessa relação é a matéria-prima, que sabemos ser esgotável. Quando levantada a questão da interferência do homem no meio ambiente afetando-o diretamente pelas mudanças climáticas, muito se hesitou em afirmá-la, mas por meio de pesquisas em intervalos de anos e monitoramentos, vimos que quanto maior as atividades humanas sobre o meio, mais intensos se tornavam os problemas ambientais. Hoje algumas pessoas têm acatado as ideias das correntes e dos movimentos ambientais, pois o ser humano se depara com um futuro tenebroso, em que faltarão recursos e a qualidade de vida de seus descendentes será cada vez mais afetada; outros não vêm as mudanças climáticas como um verdadeiro problema, capaz de ser um bloqueio ao desenvolvimento humano. PNUMA 14 PoliONU 2015

15 Mas a importância desse assunto tem sido omitida; é de suma importância que os hábitos pessoais também mudem; um problema em escala global precisa de uma solução na mesma escala. O consumo em massa, característico do american way of life que foi acatado pela globalização, trouxe consigo o desperdício característico de uma sociedade que busca sempre o que há de novo, e descarta seus últimos produtos sem que haja uma consciência de que eles têm um processo de produção e extração dos componentes na natureza, que demoram certo tempo para se regenerar, e esse tempo tem sido ultrapassado pela retirada excessiva de matéria-prima; pela lógica se tirando mais do que é produzido, logo se terá um déficit natural. 2. Principais Organizações Atuantes na Área Ambiental As ONGs têm surtido grande efeito nessa área, principalmente pelo apelo social por meio de ações que chamam a atenção do mundo para problemas futuros ou presentes, que interferem direta ou indiretamente na relação homem-natureza. PNUMA 15 PoliONU 2015

16 As organizações não governamentais têm como função cobrir as lacunas do Estado, de modo a cobrá-lo e pressioná-lo a agir com eficácia em seus programas de proteção ambiental, sendo elas também atuantes na área de pesquisa de modo a escrever artigos e ter grande importância e credibilidade nas causas ambientais que defendem. Hoje com a rápida difusão de informação, torna-se mais fácil a mobilização das pessoas em prol do meio ambiente pelas redes sociais, uma forma fácil de entrar em contato com as ONGs que se dispõe a ajudar a preservar fauna e flora, conciliar a preservação com a atividade humana, conscientizar a população fazendo-os repensar seus hábitos e incentivando-os a começar a mudança dentro de suas casas. Para isso usam de campanhas publicitárias, abaixo-assinados para deter ações de corporações ou do próprio governo, reúnem pessoas em locais públicos para manifestações, e assim conseguem executar projetos eficazes. III. Desenvolvimento e Ecologia 1. O Desenvolvimento Sustentável e a Sociedade Atual No século XIX, a questão ambiental começou a se destacar. Tal fator ocorreu porque foi nesse período que a ação antrópica sobre o meio se tornou mais intensa. A ocasionar, assim, problemas como a mudança climática. A partir da ocorrência desses problemas, confirma-se a necessidade das relações socioambientais. Ao enfatizar a questão ambiental, deve-se pensar nos embates existente entre desenvolvimento sustentável e crescimento econômico; e entre sociedades que almejam o crescimento econômico e sociedades que já possuem isso. O importante para o estudo das relações entre homem e meio ambiente (designação do termo ecologia) é a compreensão da interdependência que existe entre os dois. Por tal razão, há o ecologismo, intervenção nesse estudo. E é concluinte do ecologismo que o problema da mudança climática é culpa da interferência humana no meio ambiental. Dessa forma, o desenvolvimento necessário é colocado como um desafio para a sustentabilidade. Os recursos naturais possuem limites que devem ser respeitado; a seguir, as principais questões que PNUMA 16 PoliONU 2015

17 interferem diretamente no desenvolvimento dos países Matriz Energética Com o surgimento da agricultura, o homem passa a ter relações não naturais com o meio ambiente; ou seja, criam-se técnicas para a retirada de elementos necessários e um destes é a energia. Ao usar técnicas, ocorre aumento do uso da energia disponível. Contudo, existem procedimentos que afetam o meio ambiente. Matriz energética pode ser definido como a relação entre utilização e fontes de energia disponíveis. As fontes de energia podem ser divididas em primárias (como se apresentam na natureza) ou secundárias (obtidas das primárias transformadas); e renováveis (repostos pela natureza em uma velocidade maior ou igual ao uso) ou não renováveis (não são repostos). A capacidade econômica é a definidora no quesito da escolha de que fonte deverá ser usada em cada região. No mundo, apenas 13% são fontes renováveis. São exemplos de fontes primárias: solar, eólica, hidráulica, biomassa, maremotriz, geotérmica, combustíveis fósseis e minerais radioativos. Por outro lado, são exemplos de secundárias: mecânica, calorífera (queima de carvão vegetal, utilizada em países subdesenvolvidos), elétrica e luminosa. Como resultado do aumento do consumo de energia, a intervenção no meio natural se torna cada vez mais frequente; a prejudicar a disponibilidade futura de energia. Ademais, a queima de combustíveis fósseis intensifica o efeito estufa por causa da grande quantidade de dióxido de carbono emitido. E essa emissão precisa ser reduzida, para isso medidas como o uso de fontes alternativas de energia deve ser considerado. A substituição por essas fontes ajudaria porque além de renováveis, não causam impactos ambientais ou socias solar, eólica e biomassa são modelos de fontes alternativas. PNUMA 17 PoliONU 2015

18 1.2. Produção de Alimentos Por conta da mudança climática, a produção de alimentos é afetada, uma vez que a degradação dos ecossistemas acontece. Além disso, o solo também é atingido; a gerar um empecilho à agricultura e à disponibilidade de terras, e os impactos variam de acordo com a localização e com a dependência do uso da agricultura. A saber, os países emergentes são mais afetados que os desenvolvidos; isso se deve aos dois fatores citados dependência e localização. Além disso, este ano foi determinado como o ano do solo e é de suma importância a afirmação do presidente da Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo (SPCS): "Demora milhares de anos a ser desenvolvido e pode perder-se em horas. O solo é um recurso de que estamos cada vez mais dependentes". Dessa maneira, ao prejudicar o solo, a produção de alimentos é diretamente ferida. Ao zelar por terras cultiváveis, a luta pela erradicação da fome é estimulada; ainda, os solos conservados são a base para a agricultura familiar. A lembrar, o solo não é um recurso renovável. Existem ainda outros dois problemas que a alteração climática traz e merecem atenção. O primeiro é a desertificação (degradação de áreas nas zonas áridas), e isso traz um risco de perda de terras mais uma vez a agricultura e solo são ameaçados. E ainda é estipulado que aproximadamente 135 milhões de pessoas correm risco de sofrerem as consequências da desertificação. O segundo é o regime das chuvas que também sofrerá; migrações de regiões PNUMA 18 PoliONU 2015

19 agrícolas para locais com clima temperados, ou com maior probabilidade de precipitação pode ser uma das soluções. Inúmeros são os relatos de refugiados do clima. Inquestionavelmente, a população mais vulnerável dos países emergentes será a mais lesionada. Isso se deve aos fatores citados e também ao limite de recursos exigidos para a adaptação aos prejuízos que a alteração climática traz. Atividades que não deteriorizam o solo, como a pesca natural, devem ser estimulados. Já algumas atividades, como o comércio internacional de alimentos, merecem fiscalização por conta da baixa capacidade de compra de alguns países Alterações Prejudiciais na Biodiversidade Ainda como consequência da relação técnica entre homem e meio ambiente, há o caso do desrespeito do limite do crescimento de plantas e degradação da biodiversidade. Somado a isso, tem-se as alterações no clima, estas trazem um risco maior ainda aos ecossistemas, a colocar em risco a variedade biológica. Os ecossistemas oferecem benefìcios como medicamentos, alimentos, energia, e, principalmente, regulação do clima. Além de gerarem formação de solo e decomposição de resíduos. Contudo, esses serviços podem ser desrespeitados caso o uso seja superior à reposição; caso haja poluição como uso de agrotóxicos e despejo de substâncias prejudiciais em rios; caso haja intrometimento em espécies nativas por conta da introdução humana de outras espécies. Outro fator que está danificando aos ecossistemas é o alto nível de gases estufas, a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento são estimulantes desse aumento. Fundamentalmente, a proteção de biomas e ecossitemas deve ocorrer como prioridade. Como possível medida, o aumento da biocapacidade (que é a capacidade ecossistemas em produzir materiais biológicos e absorver os resíduos depositados pelo homem) deve ser relevado. 2. Sustentabilidade Possuidora de significado amplo e baseada no equilíbrio do que se precisa da natureza com o que se oferece em troca; embora a sustentabilidade vise não esgotar os recursos naturais e não causar danos ambientais, nem sempre é praticada. O que compromete o planeta PNUMA 19 PoliONU 2015

20 e suas formas de vida. Exemplo de tal atrocidade são as alterações climáticas. As alterações climáticas, com o passar dos anos, tomaram uma proporção cada vez maior na mídia. Essas têm sido identificadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e econômicas que o planeta e a humanidade enfrentam nos tempos atuais. Devido à notoriedade da questão e às divergentes visões sobre os tratados e acordos firmados, muitas discussões foram estabelecidas para tratar sobre o cumprimento dos mesmos ou a possível elaboração de novos documentos. Nesses debates, observa-se a clara divisão entre os que defendem o desenvolvimento das nações emergentes e apontam os processos de industrializações das atuais potencias como os causadores do difícil quadro climático atual. E os que, em contrapartida, alegam que a inexistências de metas obrigatórias para tais países em desenvolvimento, representam uma barreira para negociações de documentos e para os avanços de medidas até então propostas. Observamos que a industrialização é apontada como um dos principais agentes agravadores da questão climática. Após décadas desde o início desse processo, a queima de quantidades cada vez maiores de petróleo, gasolina e carvão, o corte das florestas, e a utilização de certos métodos de cultivo implicam alterações climáticas drásticas caso não se tomem as medidas necessárias. Frente ao rápido crescimento econômico de algumas nações, cuja matriz energética é extremamente dependente da queima de combustíveis fósseis, em especial do carvão mineral, o aumento nas emissões de gás carbônico parece inevitável para as próximas décadas, frustrando possivelmente as pretensões de alguns protocolos. IV. Medidas importante e influentes no contexto global Com as novas projeções e o pronunciamento do IPCC, se exige que hajam adaptações ao modelo de vida vigente. As principais precações são quanto a grande emissão de poluentes, muitos em forma de gases; algumas medidas básicas devem ser colocadas em prática inicialmente, como o gradual abandono dos combustíveis fósseis e a busca por novas formas de produção de energia, o que não é algo distante da realidade, mas pode ser intensificado de diversas maneiras contando que se pode produzir energia através da tecnologia utilizando-se de ventos, calor, luz solar, o movimento dos mares, restos vegetais; PNUMA 20 PoliONU 2015

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