Adultos e idosos também precisam se vacinar

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1 ANO VII N.º 10 Abril 2013 Canal de Comunicação da Sistel para os Usuários de Saúde Adultos e idosos também precisam se vacinar Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos e idosos não dão importância às campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas. A vacinação é a maneira mais eficaz de se evitar algumas doenças infecciosas e uma das ações de saúde pública mais importante dos últimos tempos. Estima-se que as vacinas impedem, anualmente, cerca de três milhões de mortes em todo o mundo. Veja os benefícios que as vacinas trazem para a população: * protegem milhões de pessoas contra a morte, a dor, sofrimento e a incapacitação permanente decorrente de doenças; * trazem economia para as pessoas, já que reduzem os custos com doença, medicamentos, cuidados hospitalares e perda de tempo de trabalho; * reduzem a velocidade de disseminação da doença; * extinguem doenças; * reduzem o uso de medicamentos que combatem microrganismos, prevenindo a resistência aos antibióticos. Nos idosos, a vacinação desempenha um papel ainda mais importante, uma vez que muitos possuem doenças crônicas que podem ser agravadas quando se unem a processos infecciosos. 1

2 Esclareça a seguir algumas dúvidas sobre vacinação. Quantas vacinas os adultos e idosos precisam tomar e quais os períodos? Isso depende do histórico de cada pessoa. O adulto não deixa de precisar de vacinas, como por exemplo, a vacina dupla contra tétano e difteria, que precisa ser reforçadas a cada 10 anos. Ela é oferecida na rede pública. Os idosos também têm que tomar cuidados especiais. Para eles, são indicadas vacinas contra a gripe e contra pneumococo. Ambas imunizam contra a pneumonia, que é a segunda causa de morte em pessoas acima de 60 anos. Vamos nos cuidar e colocar as vacinas em dia? Existe um calendário de vacinas para adultos e idosos? Assim como para as crianças, existem calendários de vacinação para adultos e idosos disponibilizados pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Além deles, há nos 27 estados do Brasil os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, também financiados pelo Ministério da Saúde, que disponibilizam todas as vacinas para pessoas com doenças específicas que necessitem de proteção. Para obtê-las, basta o seu médico elaborar um pequeno relatório, contendo o diagnóstico da doença e breve histórico da patologia. 2

3 Por que é importante que os adultos e idosos tomem vacinas? As vacinas para adultos e idosos são importantes por diversos motivos: o primeiro é que algumas imunizações da infância vão perdendo sua eficácia, como a vacina dupla contra difteria e tétano. Em segundo lugar, podem existir novas vacinas criadas depois da época de nascimento do adulto ou idoso. Outras questões que podem obrigar um adulto ou idoso a tomar mais vacinas são as doenças de base e outras que afetam o sistema imunológico da pessoa. Calendário de vacinação do adulto e do idoso do Ministério da Saúde e alguns esclarecimentos sobre as vacinas para pessoas a partir de 60 anos IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS Hepatite B (Grupos vulneráveis) vacina Hepatite B (recombinante) Três doses Hepatite B 20 a 59 anos Dupla tipo adulto (dt) vacina adsorvida difteria e tétano adulto Febre Amarela vacina febre amarela (atenuada) Uma dose a cada dez anos Uma dose a cada dez anos Difteria e tétano Febre amarela Tríplice viral (SCR) vacina sarampo, caxumba e rubéola Dose única Sarampo, caxumba e rubéola Hepatite B (Grupos vulneráveis) vacina Hepatite B (recombinante) Três doses Hepatite B Febre Amarela vacina febre amarela (atenuada) Uma dose a cada dez anos Febre amarela 60 anos e mais Influenza sazonal vacina influenza (fracionada, inativa) Pneumocócica 23-valente (Pn23) vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica) Dose anual Dose única Influenza sazonal ou gripe Infecções causadas pelo Pneumococo Dupla tipo adulto (dt) vacina adsorvida difteria e tétano adulto Uma dose a cada dez anos Difteria e tétano

4 Apenas as vacinas oferecidas pela rede pública são suficientes para imunizar adultos e idosos? Sim. A rede pública disponibiliza todas as vacinas de duas formas gerais. A primeira é via Campanhas Vacinais, que são aquelas que aparecem na televisão convidando os brasileiros a se vacinarem. A segunda é quando o nosso médico prescreve uma vacina específica e vamos a um posto de saúde, unidade básica de saúde ou um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais para sermos vacinados. Lembrando que há vacinas no Sistema Único de Saúde com dose indicada desde o nascimento até a terceira idade e distribuídas gratuitamente. Existe alguma vacina tomada na infância que precisa ser reforçada na vida adulta? De forma geral, as principais são as contra o tétano e difteria e a vacina contra a febre amarela (somente para quem mora ou costuma viajar para áreas que convivem com essa doença). Porém, outras vacinais podem precisar de reforço na vida adulta, principalmente se a pessoa tiver uma doença crônica preexistente. No caso de vacinas como a da hepatite, que precisam de mais de uma dose, e se a pessoa perder o período de uma das doses, ela precisa voltar para o início? Não, essa é uma informação que causa muita dúvida. Se a pessoa perder a segunda 4

5 dose, é só recomeçar do ponto em que parou. O mesmo acontece com a terceira dose. Existem perigos de se atrasar em alguns anos para tomar vacinas obrigatórias? Não há problema em atrasar, mas é claro que é preciso a regularidade na vacinação para que a pessoa não fique exposta. Hepatite B: a hepatite B é uma doença causada por vírus e nem sempre se apresenta de forma sintomática. Quando há sintomas, pode haver mal-estar, dor de cabeça, febre baixa, falta de apetite, fraqueza, aversão ao cigarro ou alguns alimentos, desconforto na região do fígado, icterícia (olhos e pele amarelados), urina escura, fezes claras e fígado aumentado. A hepatite B é uma das maiores causas de câncer de fígado e cirrose hepática, que acabam gerando a necessidade de transplante. As principais formas de transmissão são por meio da relação sexual sem uso de preservativos, pelo sangue (pelo compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas, principalmente entre usuários de drogas) ou procedimentos como de colocação de piercing, tatuagens, manicure, pedicure, com materiais não esterilizados, procedimentos médicos e odontológicos com uso de materiais contaminados, e pela transmissão da mãe para o filho no momento do parto. Todo brasileiro de qualquer faixa etária pode ser vacinado gratuitamente em qualquer posto de saúde. Quem faz parte de grupos de risco, como profissionais da saúde, pro- fissionais do sexo e usuários de drogas, por exemplo, deve ser vacinado imediatamente. Febre Amarela: a febre amarela é uma doença causada por vírus, existindo duas formas da patologia. Há a febre amarela urbana (erradicada no Brasil, era transmitida pelo Aedes aegypti, ou seja, o mesmo mosquito transmissor da Dengue) e a febre amarela 5

6 silvestre, ainda presente no Brasil. As áreas de maior risco para contaminação e que exigem a vacinação da população residente, a cada dez anos, e de viajantes são: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Essa infecção pode ser leve ou até fatal. São algumas manifestações da doença: febre alta aguda, calafrios, dor de cabeça, dor no corpo, vômito e náusea. Quando leva à insuficiência do fígado e dos rins, há o aparecimento de icterícia (olhos e pele amarelada), hemorragias, redução do volume da urina excretada, com evolução até o coma. Influenza Sazonal (Gripe): a influenza sazonal, ou gripe, é uma doença causada por vírus, apresentando-se como uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no País. A doença inicia-se com febre alta, em geral acima de 38 ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante. Mesmo podendo ser uma infecção leve para alguns, a influenza pode causar 6

7 doença grave em idosos, pessoas portadoras de doenças crônicas (como diabetes, câncer, doenças crônicas do coração, dos pulmões e dos rins), pessoas com baixa imunidade, gestantes no segundo e terceiro trimestres de gravidez e recém-nascidos. Essas pessoas são consideradas grupos de maior risco para apresentar complicações da influenza, como a pneumonia, e podem precisar de atenção hospitalar quando adoecem. A influenza humana pode ser transmitida de forma direta, ou seja, por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir; ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem transportar o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e olhos. A vacina tem a função de proteção contra, principalmente, as pneumonias, e estudos recentes indicam que a vacina também pode proteger contra infarto e derrame. Pneumocócica 23 (Pneumonia): o pneumococo é uma bactéria que causa infecções graves, como meningite, septicemia (infecção generalizada) e pneumonia. A vacina pneumocócica tem a função de prevenir as doenças acima citadas, principalmente a pneumonia, que é a segunda causa de morte no Brasil. Assim como a gripe, o pneumococo pode ser transmitido de forma direta, ou seja, por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao falar, espirrar ou tossir; ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem transportar o agente infeccioso diretamente para a boca, nariz e olhos. Todas as faixas etárias devem ser vacinadas, principalmente crianças, pessoas portadoras de doenças crônicas (como diabetes, câncer, doenças crônicas do coração, dos pulmões e dos rins), e idosos, pois são os grupos de maior risco. 7

8 Projeto gráfico, direção de arte, finalização e revisão: i-comunicação Integrada Dupla Tipo Adulto (Difteria e Tétano): a difteria é uma doença transmissível aguda, causada por bactéria que frequentemente se aloja nas amídalas, garganta e nariz. De forma geral, os sintomas são fadiga, malestar, dor de garganta, febre baixa e edema de pescoço. É transmitida pela tosse, espirro e gotículas de saliva provenientes da fala de uma pessoa contaminada. Já o tétano é uma doença infecciosa aguda não contagiosa (não passa de pessoa para pessoa), causada pela ação de uma bactéria, a qual provoca um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso de um indivíduo contaminado. Clinicamente, a doença manifesta-se com febre baixa ou ausente, rigidez muscular mantida (a pessoa não relaxa o músculo), rigidez da nuca, das costas, dificuldade para deglutir, rigidez abdominal e, em geral, o paciente mantém-se consciente e lúcido. A pior complicação é a parada cardiorrespiratória. A contaminação ocorre por meio do contato da bactéria com um ferimento na pele, por meio de poeira, terra e fezes humanas e de animais contaminados; e em casos de acidentes com materiais contaminados. Por isso, é importante que o esquema vacinal seja realizado com três doses e uma dose de reforço a cada dez anos a partir da última dose. Você recebeu o material do Pacote Preventivo? Tem alguma dúvida? Fontes: Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações Colaboração: Dra. Marcella Abunahman Freitas Pereira Você pode concluir os exames e a consulta até 31/8/2013 8

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