PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO - PNI. Profª. Andréa Paula Enfermeira

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1 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO - PNI Profª. Andréa Paula Enfermeira

2 HISTÓRIA DO PNI Desde que foi criado, em 18 de setembro de 1973, o PNI tornou-se ação de governo caracterizada pela inclusão social, na medida em que assiste todas as pessoas, em todos os recantos do País, sem distinção de qualquer natureza. Na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço da Organização Mundial de Saúde (OMS), o PNI brasileiro é citado como referência mundial, organizou duas campanhas de vacinação no Timor Leste, ajudou nos programas de imunizações na Palestina, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Fomos solicitados a dar cursos no Suriname, recebemos técnicos de Angola para serem capacitados aqui. Estabelecemos cooperação técnica com Estados Unidos, México, Guiana Francesa, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Peru, Israel, Angola e Filipinas.

3 COMPETÊNCIAS DO PNI Decreto nº /76 Implantar e implementar as ações relacionadas com as vacinações de caráter obrigatório; Estabelecer critérios e prestar apoio técnico a elaboração, implantação e implementação dos programas de vacinação a cargo das secretarias de saúde das unidades federadas; Estabelecer normas básicas para a execução das vacinações; Supervisionar, controlar e avaliar a execução das vacinações no território nacional, principalmente o desempenho dos órgãos das secretarias de saúde, encarregados dos programas de vacinação; Centralizar, analisar e divulgar as informações referentes ao PNI.

4 FATOS HISTÓRICOS DAS IMUNIZAÇÕES A primeira epidemia de varíola registrada no Brasil tem início na ilha de Itaparica-BA, disseminando-se para o restante do País Um surto de peste bubônica se propaga no porto de Santos; Oswaldo Cruz é nomeado diretor-geral de saúde pública. O Rio de Janeiro sofre epidemias de peste bubônica, febre amarela e varíola. Ele deflagra uma campanha de saneamento; Estabelecida a obrigatoriedade da vacina contra varíola no Brasil por decreto do governo federal, isso gera um sério levante popular conhecido como a Revolta da Vacina, em 13 de novembro, e faz o governo decretar estado de sítio e suspender a obrigatoriedade.

5 1937. A vacina contra a febre amarela começa a ser produzida no Brasil e em 1940, a Fundação Rockfeller executa a vacinação contra a febre amarela. Início dos anos 50. Implanta-se o toxóide tetânico e a vacina DTP no Brasil, em programas isolados, em alguns estados Realizadas no Brasil as primeiras campanhas com a vacina oral contra a poliomielite, em projetos experimentais no RJ e SP No Brasil é instituída a Campanha de Erradicação da Varíola Fim das campanhas de vacinação contra a varíola no Brasil. O País recebe a certificação internacional da erradicação da enfermidade pela OMS. No Brasil, a BCG passa a utilizar a via intradérmica, em lugar da oral.

6 1977. O Brasil define as vacinas obrigatórias para os menores de 1 ano de idade: contra tuberculose, poliomielite, sarampo, difteria, tétano e coqueluche Publicação do primeiro manual de rede de frio: O Refrigerador na Conservação de Vacinas É criado no Brasil o Zé Gotinha, marca-símbolo da campanha contra a poliomielite Inicia-se a implantação da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) no País, em São Paulo, com recursos próprios do governo daquele Estado, para faixa etária de 1 a 10 anos O PNI estende suas ações à população idosa, implanta a vacina contra influenza no Brasil, para idosos a partir de 65 anos de idade.

7 CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS Ao nascer Vacina BCG-ID. Dose única Formas graves da tuberculose. Hepatite B. 1ª dose Hepatite B. 1 mês Hepatite B. 2ª dose Hepatite B. Tetravalente (DTP + Hib). Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções por Haemophilus influenzae tipo b. 2 meses Vacina Oral Poliomielite (VOP). Vacina Oral de Rotavírus Humano (VORH). 1ª dose Poliomielite ou paralisia infantil. Diarréia por rotavírus. Vacina Pneumocócica 10 Pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo.

8 IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS 3 meses Vacina Meningocócica C 1ª dose Doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C. Tetravalente (DTP + Hib). Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções por Haemophilus influenzae tipo b. 4 meses Vacina Oral Poliomielite (VOP). Vacina Oral de Rotavírus Humano (VORH). Vacina Pneumocócica 10 2ª dose Poliomielite ou paralisia infantil. Diarréia por rotavírus. Pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo. 5 meses Vacina Meningocócica C 2ª dose Doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C.

9 IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS Tetravalente (DTP + Hib). Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções por Haemophilus influenzae tipo b. 6 meses Vacina Oral Poliomielite (VOP). Vacina Pneumocócica 10 3ª dose Poliomielite ou paralisia infantil. Pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo. Hepatite B. Hepatite B. 9 meses Vacina Febre Amarela Dose inicial Febre Amarela. 12 meses Vacina Tríplice Viral (SCR) 1ª dose Sarampo, caxumba e rubéola. Vacina Pneumocócica 10 Reforço Pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas pelo Pneumococo.

10 IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS 15 meses Vacina Tríplice Bacteriana (DTP) 1ª reforço Difteria, tétano e coqueluche. Vacina Oral Poliomielite (VOP) Vacina Meningocócica C Reforço Poliomielite ou paralisia infantil. Doença invasiva causada por Neisseria meningitidis do sorogrupo C. 4 anos Vacina Tríplice Bacteriana (DTP) Vacina Tríplice Viral (SCR) 2ª reforço Difteria, tétano e coqueluche. 2ª dose Sarampo, caxumba e rubéola. 10 anos Vacina Febre Amarela Uma dose a cada dez anos Febre Amarela.

11 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES VACINA BCG administrar o mais precoce possível, preferencialmente após o nascimento. nos prematuros com menos de 36 semanas administrar a vacina após completar 1 (um) mês de vida e atingir 2 Kg. administrar uma dose em crianças menores de cinco anos de idade (4 anos, 11meses e 29 dias) sem cicatriz vacinal. contatos de portadores de hanseníase com mais de 1 (um) ano de idade, sem cicatriz - administrar uma dose. Contatos comprovadamente vacinados com a primeira dose - administrar outra dose de BCG (manter o intervalo mínimo de seis meses entre as doses da vacina). Para criança HIV positiva, a vacina deve ser administrada ao nascimento ou o mais precocemente possível. Para as crianças que chegam aos serviços ainda não vacinadas, a vacina está contra indicada na existência de sinais e sintomas de imunodeficiência, para os portadores de HIV (positivo) a vacina está contra indicada em qualquer situação.

12 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES HEPATITE B administrar preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento, ou na primeira visita ao serviço de saúde. nos prematuros, menores de 36 semanas de gestação ou em recém-nascidos à termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguir esquema de quatro doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de mães portadoras da hepatite B administrar a vacina e a imunoglobulina humana antihepatite B (HBIG), disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais - (CRIE) nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. A vacina e a HBIG devem ser administradas em locais anatômicos diferentes. A amamentação não traz riscos adicionais ao RN que tenha recebido a primeira dose da vacina e a imunoglobulina

13 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES DTP = a idade máxima para administrar esta vacina é aos 6 anos, 11 meses e 29 dias e Dt a crianças com 7 anos ou mais. VORH = administrar duas doses seguindo rigorosamente os limites de faixa etária: primeira dose: 1 mês e 15 dias a 3 meses e 7 dias. segunda dose: 3 meses e 7 dias a 5 meses e 15 dias. O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda dose é de 30 dias. Nenhuma criança poderá receber a segunda dose sem ter recebido a primeira. Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação não repetir a dose.

14 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES FEBRE AMARELA durante surtos, antecipar a idade para 6 (seis) meses. indicada aos residentes ou viajantes para as seguintes áreas com recomendação da vacina: Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais e alguns Municípios dos Estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No momento da vacinação considerar a situação epidemiológica da doença. Para os viajantes que se deslocarem para os países em situação epidemiológica de risco, buscar informações sobre administração da vacina nas embaixadas dos respectivos países a que se destinam ou na Secretaria de Vigilância em Saúde do Estado. Administrar a vacina 10 (dez) dias antes da data da viagem. Administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose.

15 CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADOLESCENTE IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS Hepatite B. 1ª dose Hepatite B. Hepatite B. 2ª dose Hepatite B. Hepatite B. 3ª dose Hepatite B. 11 a 19 anos Dupla tipo adulto (dt) Uma dose a cada 10 anos Difteria e tétano. Vacina Febre Amarela Uma dose a cada dez anos Febre Amarela. Vacina Tríplice Viral (SCR) 2 doses Sarampo, caxumba e rubéola.

16 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES VACINA HEPATITE B: administrar em adolescentes não vacinados ou sem comprovante de vacinação anterior, seguindo o esquema de três doses (0, 1 e 6). Aqueles com esquema incompleto, completar o esquema. A vacina é indicada para gestantes não vacinadas e que apresentem sorologia negativa para o vírus da hepatite B após o primeiro trimestre de gestação. VACINA dt: adolescente sem vacinação anteriormente ou sem comprovação de três doses da vacina, seguir o esquema de três doses. O intervalo entre as doses é de 60 dias e no mínimo de 30 (trinta) dias. Os vacinados anteriormente com 3 (três) doses das vacinas DTP, DT ou dt, administrar reforço, a cada dez anos após a data da última dose. Em caso de gravidez, ferimentos graves e pessoas comunicantes de casos de difteria antecipar a dose de reforço quando a última dose foi administrada há mais de 5 (cinco) anos. Deve ser administrada pelo menos 20 dias antes da data provável do parto.

17 VACINA FEBRE AMARELA: Indicada 1 (uma) dose aos residentes ou viajantes para as áreas com recomendação da vacina 10 dias antes da data da viagem. Precaução: a vacina é contra indicada para gestante e mulheres que estejam amamentando. Nestes casos buscar orientação médica do risco epidemiológico e da indicação da vacina. VACINA SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (SCR): considerar vacinado o adolescente que comprovar o esquema de duas doses. Em caso de apresentar comprovação de apenas uma dose, administrar a segunda dose. O intervalo entre as doses é de 30 dias.

18 CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO DO ADULTO E DO IDOSO IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS Hepatite B. Três doses Hepatite B. 20 ao 59 anos Dupla tipo adulto (dt) Vacina Febre Amarela Uma dose a cada 10 anos Uma dose a cada 10 anos Difteria e tétano. Febre Amarela. Vacina Tríplice Viral (SCR) Dose única Sarampo, caxumba e rubéola. Vacina Influenza sazonal Dose anual Influenza sazonal ou gripe. 60 anos e mais Pneumocócica 23-valente Dose única Infecções causadas pelo pneumococo. Hepatite B. Três doses Hepatite B. Vacina Febre Amarela Uma dose a cada 10 anos. Febre Amarela.

19 ORIENTAÇÕES IMPORTANTES VACINAÇÃO HEPATITE B: oferecer aos grupos vulneráveis não vacinados ou sem comprovação de vacinação anterior, a saber: gestantes, após o primeiro trimestre de gestação; trabalhadores da saúde; bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários; caminhoneiros, carcereiros de delegacia e de penitenciarias; coletores de lixo hospitalar e domiciliar; agentes funerários, comunicantes sexuais de pessoas portadoras de VHB; doadores de sangue; homens e mulheres que mantêm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo; lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais; pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores...); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos e acampamentos; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundido; profissionais do sexo/prostitutas; usuários de drogas injetáveis, inaláveis e pipadas; portadores de DTS.

20 VACINA FEBRE AMARELA: A aplicação da vacina para pessoas a partir de 60 anos depende da avaliação do risco da doença e benefício da vacina. VACINA SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA (SCR) administrar 1 (uma) dose em mulheres de 20 a 49 anos de idade e; homens de 20 a 39 anos de idade que não apresentarem comprovação vacinal. VACINA PNEUMOCÓCICA 23-VALENTE: administrar 1 (uma) dose durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, nos indivíduos de 60 anos e mais que vivem em instituições fechadas como: casas geriátricas, hospitais, asilos, casas de repouso, com apenas 1 (um) reforço 5 (cinco) anos após a dose inicial. PORTARIA Nº 3.318, DE 28 DE OUTUBRO DE 2010.

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