Superior Tribunal de Justiça

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1 RECURSO ESPECIAL Nº PE (2006/ ) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROCURADOR : FERNANDA LAPA DE BARROS CORREIA E OUTROS RECORRIDO : J A G EMPREENDIMENTOS LTDA ADVOGADO : LUCIANA GRASSANO DE GOUVÊA MELO EMENTA PREVIDENCIÁRIO CONTRIBUIÇÃO EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO CONSTRUÇÃO CIVIL CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA ART. 31, 1º DA LEI 8.212/91 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 9.711/98 COMPENSAÇÃO. 1. A contribuição de 11% retida pelo tomador de mão-de-obra nos regimes de contratação de serviços terceirizados, na sistemática prevista no art. 31, 1º, da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei 9.711/98, pode ser compensada pelo estabelecimento da empresa cedente com os valores devidos a título de contribuição sobre a folha de pagamentos dos segurados a seu serviço. 2. Para fins de compensação com a contribuição sobre a folha de pagamentos, deve-se considerar como "estabelecimento da empresa cedente de mão-de-obra", notadamente no que toca às empresas do ramo da construção civil, cada estabelecimento ou filial da empresa identificado com CGC próprio. 3. Sob os pontos de vista contábil e jurídico, não é razoável a argumentação da Autarquia Previdenciária no sentido de que cada ponto de "obra" deve equivaler a um estabelecimento, mediante identificação através do CEI - Cadastro Específico no INSS, conforme previsão contida no art. 6º da IN/INSS 18/ Recurso especial parcialmente provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça "A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com a Sra. Ministra Relatora. Brasília-DF, 27 de fevereiro de 2007 (Data do Julgamento) MINISTRA ELIANA CALMON Relatora Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 1 de 11

2 RECURSO ESPECIAL Nº PE (2006/ ) RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROCURADOR : FERNANDA LAPA DE BARROS CORREIA E OUTROS RECORRIDO : J A G EMPREENDIMENTOS LTDA ADVOGADO : LUCIANA GRASSANO DE GOUVÊA MELO RELATÓRIO A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON: Trata-se de recurso especial interposto pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região assim ementado (fl.170): TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS MEDIANTE CESSÃO DE MÃO DE OBRA. RETENÇÃO DE ONZE POR CENTO DO VALOR DA FATURA PELA EMPRESA CONTRATANTE. COMPENSAÇÃO DO INDÉBITO. LIMITAÇÕES. FOLHA DE SALÁRIOS DA MESMA OBRA CONTRATADA. TETO DE TRINTA POR CENTO DO VALOR RECOLHIDO EM CADA COMPETÊNCIA. ILEGALIDADE. I. A empresa que presta serviços a terceiros mediante cessão de mão-de-obra, e tem retido de seu pagamento o valor de onze por cento, nos termos do art. 31, da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei 9.711/98, tem direito a compensar integralmente a quantia descontada coma contribuição incidente sobre sua folha de salários. II. Se não há, na norma que estabelece a retenção antecipada da contribuição previdenciária, qualquer limite ao direito de compensar os valores retidos a esse título, não pode o INSS, através das instruções normativas, impor que essa compensação obedeça ao limite de trinta por cento da quantia recolhida anualmente, ou que seja feita apenas por meio da guia de recolhimento especifica de cada empreitada, posto que tal implica em restrição indevida, por não autorizada em lei. Precedente desta Quarta Turma (AGTR nº /PE, Rel. Des. Federal Luiz Alberto Gurgel de Faria, jul , DJU ). III. Apelação da parte impetrante improvida. Remessa Oficial improvida. Alega o INSS ofensa ao art. 31 da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei 9.711/98, argumentando estar incorreta a interpretação ampliativa que lhe deu o acórdão recorrido, no sentido de que a compensação do valor retido na nota fiscal pela tomadora de serviço pode ser compensado pela prestadora sobre o total da sua folha de salários. Adverte que o dispositivo em questão tem menor amplitude, uma vez que a compensação decorrente da sistemática da retenção introduzida pela Lei 9.711/98 deve ficar restrita ao mesmo estabelecimento em relação ao qual houve a retenção. Salienta que, para o INSS, para as empresas prestadoras de serviços de construção civil, cada obra equivale a um estabelecimento, identificado pelo matrícula CEI - Cadastro Específico no INSS, segundo o disposto no art. 6º da IN/INSS 18/00 Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 2 de 11

3 Ao final colaciona precedente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que entende ser vedado a uma filial da empresa o aproveitamento dos valores retidos por outra de suas filiais. Sem contra-razões subiram os autos. É o relatório. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 3 de 11

4 RECURSO ESPECIAL Nº PE (2006/ ) RELATORA : MINISTRA ELIANA CALMON RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROCURADOR : FERNANDA LAPA DE BARROS CORREIA E OUTROS RECORRIDO : J A G EMPREENDIMENTOS LTDA ADVOGADO : LUCIANA GRASSANO DE GOUVÊA MELO VOTO A EXMA. SRA. MINISTRA ELIANA CALMON (RELATORA): Prequestionada suficientemente a tese objeto do especial e demonstrado o dissídio jurisprudencial, conheço do recurso. Em primeiro lugar, deve-se salientar que a legalidade da sistemática de retenção de contribuições previdenciárias introduzida pela Lei 9.711/98 vem sendo admitida pacificamente pela jurisprudência desta Corte, a partir da sua conformidade com a regra do art.128 do CTN. De fato, os precedentes são fartos no sentido de que não se alterou a fonte de custeio ou a base de cálculo, porque a incidência não é sobre a fatura ou a nota fiscal, mas sim sobre a folha de salário, sendo que a fatura serve apenas de base para o adiantamento, não sendo, assim, possível a compensação com a folha de salários. Vejam-se os precedentes: RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. RETENÇÃO DE 11%. PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE ATIVA. LITISCONSÓRCIO ATIVO. DESNECESSIDADE. MÉRITO. RETENÇÃO DE 11%. EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS. LEGALIDADE. RECURSO PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA PARTE, PARCIALMENTE PROVIDO. 1. À falta do indispensável prequestionamento, não se conhece do recurso especial em relação à violação dos arts. 480 a 482 do CPC (Súmulas 282 e 356 do STF). 2. Tanto a cedente de mão-de-obra como a tomadora do serviço têm legitimidade ad causam para questionar, em juízo, a retenção de onze por cento (11%). Isso porque o valor retido deve ser descontado na nota fiscal ou fatura pela tomadora, e tal valor está sujeito à restituição por parte da cedente, quando do recolhimento da contribuição previdenciária, conforme dispõe o art. 31 da Lei 8.212/91, com redação dada pela Lei 9.711/ Não há previsão legal no sentido da necessidade de formação de litisconsórcio passivo necessário entre a empresa prestadora do serviço e a tomadora, de maneira que a relação processual entre essas empresas não se enquadra na previsão do art. 47 do CPC. Ademais, consoante entendimento desta Corte, a admissibilidade de litisconsórcio ativo necessário envolve limitação a direito constitucional de agir; portanto, somente excepcionalmente pode-se admiti-lo. 4. A retenção de onze por cento (11%) a título de contribuição previdenciária, na forma do art. 31 da Lei 8.212/91, com a redação introduzida pela Lei 9.711/98, não configura nova modalidade de tributo, mas tão-somente alteração na sua forma de recolhimento, não havendo qualquer ilegalidade nessa sistemática de arrecadação. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 4 de 11

5 5. Na referida sistemática prevista no art. 31 da Lei 8.212/91, a empresa tomadora de serviços é responsável tributária pelo regime de substituição tributária. No caso, essa desconta parte do valor devido à Previdência Social, responsabilizando-se pelo recolhimento por meio de destaque na nota fiscal ou na fatura. Posteriormente, a cedente de mão-de-obra procede à compensação do valor, quando do recolhimento incidente sobre a folha de salário. Há, então, apenas um adiantamento de parte do recolhimento, sem alteração de alíquota ou base de cálculo. 6. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, parcialmente provido. (REsp /SP, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA TURMA, julgado em , DJ p. 225) PREVIDENCIÁRIO. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. ART. 31 DA LEI N /91. RESPONSABILIDADE. RETENÇÃO DE 11%. NOTA FISCAL. CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA. 1. A nova redação dada ao art 31 da Lei n /91 pela Lei n /98, que responsabiliza as tomadoras de serviços pelo recolhimento da contribuição previdenciária devida pela prestadoras de serviço, não infringiu o disposto no art. 128 do CTN. 2. Recurso especial provido. (REsp /SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em , DJ p. 397) TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 545 DO CPC. MÉRITO DO RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. ART 31, DA LEI Nº 8.212/91, COM A REDAÇÃO DA LEI Nº 9.711/98. NOVA SISTEMÁTICA DE ARRECADAÇÃO, MAIS COMPLEXA, SEM AFETAÇÃO DAS BASES LEGAIS DA ENTIDADE TRIBUTÁRIA MATERIAL DA EXAÇÃO. 1. A retenção de contribuição previdenciária determinada pela Lei 9.711/98 não configura nova exação e sim técnica arrecadatória via substituição tributária, sem que, com isso, resulte aumento da carga tributária. 2. A Lei n.º 9.711/98, que alterou o artigo 31 da Lei n.º 8.212/91, não criou nova contribuição sobre o faturamento, tampouco alterou a alíquota ou a base de cálculo da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento. 3. A determinação do mencionado artigo configura apenas uma nova sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária, tornando as empresas tomadoras de serviço como responsáveis tributários pela forma de substituição tributária. Nesse sentido, o procedimento a ser adotado não viola qualquer disposição legal. AGRESP n.º /MG, Rel. Min. Francisco Falcão, DJ 02/12/2002. REsp n.º /MG, Rel. Min. José Delgado, DJ 23/09/2002. AGRESP n.º /SP, Rel. Min. Teori Albino Zavascki, DJ 07/06/2004). 4. Empresa contratante de serviço executado mediante cessão de mão de obra, art. 31 4º, inciso III - empreitada de mão-de-obra; 5. Agravo Regimental desprovido. (AgRg no Ag /SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em , DJ p. 164) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A FOLHA DE PAGAMENTO EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇOS (SUBSTITUÍDA) - LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM LISTISCONSÓRCIO ATIVO NECESSÁRIO INEXISTÊNCIA - EMPRESA TOMADORA DE SERVIÇO- RETENÇÃO ANTECIPADA DE 11% SOBRE O VALOR BRUTO DA NOTA FISCAL OU DA FATURA - POSSIBILIDADE - ART. 31 DA LEI 8.212/91 (REDAÇÃO Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 5 de 11

6 DADA PELA LEI 9.711/98) - PRECEDENTES DO STF E DO STJ. - É pacífico o entendimento desta corte no sentido da legitimidade do substituído (empresa prestadora de serviços) para discutir judicialmente a sistemática do recolhimento antecipado da contribuição previdenciária, no regime de substituição tributária, já que, embora não figure na legislação como responsável pelo pagamento da exação, é sobre ele que recai o ônus da imposição fiscal. - É desnecessária a formação de litisconsócio ativo entre as empresas prestadora e tomadora de serviços, por isso que ausente qualquer determinação legal nesse sentido. - A Lei n /98, ao alterar o disposto no art. 31 da Lei 8.212/91, apenas criou nova sistemática de arrecadação da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento, tornando as empresas tomadoras de serviços responsáveis tributárias pelo regime de substituição tributária, sem afetar a base de cálculo ou a alíquota da exação. - Entendimento consolidado pelo Pleno do STF e pela 1ª Seção do STJ. - Recurso especial conhecido e provido parcialmente. (REsp /SP, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em , DJ p. 302) TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO. RETENÇÃO DE 11% SOBRE FATURAS. NOVA SISTEMÁTICA DE ARRECADAÇÃO. 1. A alteração promovida pelo art. 23 da Lei nº 9.711/98 ao art. 31 da Lei de Custeio da Previdência Social não criou qualquer nova contribuição sobre o faturamento, nem alterou a alíquota, nem a base de cálculo da contribuição previdenciária sobre a folha de salários. Precedentes: Resp /SP, 1ª T., Min. José Delgado, DJ de ; Resp /MG, 2ª T., Min. Francisco Peçanha Martins, DJ de É devida, portanto, a retenção do percentual de onze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços. 3. Recurso especial a que se dá provimento. (REsp /SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em , DJ p. 304) PREVIDENCIÁRIO CONTRIBUIÇÃO EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇO LEI 9.711/98 SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA LEGITIMIDADE ATIVA. 1. Segundo a jurisprudência pacífica do STJ, o substituído tributário, na qualidade de contribuinte de fato, tem legitimidade ativa ad causam para discutir a legalidade da sistemática da arrecadação instituída pela Lei 9.711/98, o que afasta a alegação de infringência aos arts. 47 e 267, VI, do CPC. 2. Nova redação do art. 31 da Lei 8.212/91 pela Lei 9.711/98 não alterou a fonte de custeio nem elegeu novo contribuinte. 3. A alteração foi apenas da sistemática de recolhimento, continuando a contribuição previdenciária a ser calculada pela folha de salário, tendo como contribuinte de direito a empresa prestadora do serviço de mão-de-obra. 4. A nova sistemática impôs ao contribuinte de fato a responsabilidade pela retenção de parte da contribuição, para futura compensação, quando do cálculo do devido. 5. Sistemática que se harmoniza com o disposto no art. 128 do CTN. 6. Recurso especial provido em parte. (REsp /SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em , DJ p. 290) A questão surgida nos autos, não obstante, diz respeito à interpretação que se deve dar à regra contida no art. 31, 1º, da Lei 8.212/91, com a redação dada pela Lei 9.711/98, Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 6 de 11

7 que tem a seguinte redação: Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra, inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter onze por cento do valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher a importância retida até o dia dois do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal ou fatura, em nome da empresa cedente da mão-de-obra, observado o disposto no 5 o do art. 33. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de ) 1º O valor retido de que trata o caput, que deverá ser destacado na nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, será compensado pelo respectivo estabelecimento da empresa cedente da mão-de-obra, quando do recolhimento das contribuições destinadas à Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos segurados a seu serviço. (Redação dada pela Lei nº 9.711, de ) 2º Na impossibilidade de haver compensação integral na forma do parágrafo anterior, o saldo remanescente será objeto de restituição.(redação dada pela Lei nº 9.711, de )(grifou-se) A interpretação que se requer desta Corte é a relativa à amplitude do conceito de "estabelecimento da empresa cedente de mão-de-obra" para o fim da compensação com as contribuições da folha de pagamento respectiva. O INSS, em sua argumentação alinhada pela alínea "a" do recurso especial, afirma que cada "obra" equivale a um estabelecimento, sendo que a identificação para fins de administração tributária ocorre através do CEI - Cadastro Específico no INSS, conforme previsão do art. 6º da IN/INSS 18/00. Pela alínea "c", o INSS traz como paradigma acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual entende por estabelecimento cada "filial" da empresa, considerando ser vedado o aproveitamento dos valores retidos pelas demais filial da mesma empresa que não contrataram a cessão de mão-de-obra. Nesse ponto, o Tribunal de origem considerou que o aproveitamento desses valores pode ser feito de maneira global pela empresa, sem limitações quanto ao preenchimento de guia específica para cada empreitada, como previsto na IN/INSS 18/00, que estariam em conflito com a autorização legal contida no art. 31, 1º, da Lei 8.212/91. Conforme abstraído nas instâncias de origem, a empresa recorrida fornece mão-de-obra no ramo da construção civil. Por sua vez, a retenção determinada pela sistemática do art. 31 da Lei 8.212/91, conforme se depreende do seu 1º, tem natureza tributária semelhante à da contribuição sobre a folha de salários, podendo com ela ser compensada. Os atuais regulamentos sobre o art. 31 da Lei 8.212/91 são o art. 219 do Decreto Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 7 de 11

8 3.048/99 e os arts. 149 a 186 da Instrução Normativa INSS/DC 100/ º e 5º do art. 219 que: No que toca ao objeto do presente recurso, o Decreto 3.048/99 estabelece nos 4º O valor retido de que trata este artigo deverá ser destacado na nota fiscal, fatura ou recibo de prestação de serviços, sendo compensado pelo respectivo estabelecimento da empresa contratada quando do recolhimento das contribuições destinadas à seguridade social devidas sobre a folha de pagamento dos segurados. 5º O contratado deverá elaborar folha de pagamento e Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social distintas para cada estabelecimento ou obra de construção civil da empresa contratante do serviço. (grifou-se) Por sua vez, a IN/INSS/DC 100/2003, no que se refere à sistemática de compensação da retenção, assim dispõe: Art A empresa prestadora de serviços que sofreu retenção no ato da quitação da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, conforme previsto no art. 149, poderá compensar o valor retido quando do recolhimento das contribuições devidas à Previdência Social, desde que a retenção esteja destacada na nota fiscal, na fatura ou no recibo de prestação de serviços....omissis. 6º A compensação do valor retido deverá ser feita no documento de arrecadação do estabelecimento da empresa que sofreu a retenção, sendo vedada a compensação em documento de arrecadação referente a outro estabelecimento. 7º A empresa contratada para execução de obra de construção civil mediante empreitada total, compensará o valor eventualmente retido, na forma do art. 200, em documento de arrecadação identificado com a matrícula CEI da obra para a qual foi efetuado o faturamento, vedada a compensação em documento de arrecadação referente a outra obra. 8º No caso de obra de construção civil, é admitida a compensação de saldo de retenção com as contribuições referentes ao estabelecimento da empresa ao qual se vincula a obra. (grifou-se) De fato, vê-se que, para os regulamentos da Lei 8.212/91, a compensação deve ser restrita à folha de pagamento de cada estabelecimento e, no caso de empresa o ramo de construção civil, a cada obra, matriculada no CEI. A despeito disso, prevê o 8º do art. 212 da própria IN/INSS/DC 100/2003 que, no caso de obra de construção civil, admite-se a compensação da retenção com as contribuições do estabelecimento ao qual se vincula a obra. Saliente-se, por outro lado, que a IN/INSS/DC Nº 18/2000 é diploma infralegal que disciplina os procedimentos aplicáveis à obra de construção civil de responsabilidade de pessoa jurídica, dispondo sobre as responsabilidades tributárias das empresas desse ramo, inclusive solidária e formas de recolhimento das contribuições devidas ao INSS. A despeito disso, Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 8 de 11

9 não trata especificamente sobre a sistemática da retenção nos contratos de cessão de mão-de-obra ou formas da respectiva compensação, motivo pelo qual aplica-se apenas subsidiariamente à hipótese dos autos. Nesse ponto, no que se refere à matrícula de obra de construção civil, considera, em seu art. 6º, como estabelecimento da empresa a obra de construção civil matriculada no Cadastro Específico do INSS - CEI. Entretanto, entendo que a limitação da compensação apenas ao montante gasto com a folha de pagamentos de cada ponto de obra de construção civil impõe à empresa cedente grande restrição ao seu direito de compensação, acarretando-lhe incremento na carga tributária em cada competência fiscal e sujeitando-a a um imprevisível processo de restituição previsto no art. 31, 2º, da Lei 8.212/91, que não prevê prazo para esse fim. Por outro lado, o entendimento adotado pelo Tribunal de origem, ao considerar a possibilidade da compensação pelo total da folha de salários da empresa, amplia demasiadamente e traz dificuldades de controle sobre a compensação pelo fisco. Sob o ponto de vista contábil, é mais razoável que seja observado, de regra, o que dispõe o 8º do art. 212 da IN/INSS/DC 100/2003, para que se considere como estabelecimento cada filial da empresa com CGC próprio. Raciocínio semelhante, muito embora a contrário senso, foi utilizado por esta Corte para definir sobre a base de cálculo da contribuição para o SAT, de forma a conter o ânimo voraz do fisco previdenciário. Naquela oportunidade, optou-se por reduzir o âmbito de categorização das empresas a cada estabelecimento identificado por CGC próprio para fins de apuração do grau de risco da empresa: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA - RECURSO ESPECIAL - TRIBUTÁRIO - SEGURO ACIDENTE DO TRABALHO - ALÍQUOTA - GRAU DE RISCO - FIXAÇÃO COM BASE EM CADA ESTABELECIMENTO COM CGC PRÓPRIO. É firme o entendimento deste Sodalício no sentido de que a alíquota da contribuição ao SAT deve corresponder ao grau de risco de cada estabelecimento identificado por seu CNPJ (antigo CGC), e não em relação à empresa genericamente. Como bem ponderou a insigne Ministra Eliana Calmon, no julgamento do REsp /SC, DJ de , "não se pode chancelar o Decreto 2.173/97 que, como os demais, veio a tentar categorizar as empresas por unidade total e não por estabelecimento isolado e identificado por CGC próprio, afastando-se do objetivo preconizado pelo art. 22, da Lei 8.212/91". No mesmo sentido: AgRg no AG /MA, Rel Min. João Otávio de Noronha, DJ 22/03/2004. Embargos de divergência acolhidos. (EREsp /PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em , DJ p. 356) TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. SEGURO DE ACIDENTE Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 9 de 11

10 DO TRABALHO. FIXAÇÃO COM BASE NO CNPJ (CGC). ENTENDIMENTO PELA 1ª SEÇÃO DO STJ. PRECEDENTES. SÚMULA Nº 168/STJ. 1. Em exame embargos de divergência apresentados pelo Instituto Nacional do Seguro Social objetivando discutir acórdão da Segunda Turma desta Corte com entendimento no sentido de que a alíquota do SAT deve corresponder ao grau de risco da atividade preponderante da empresa desenvolvida em cada estabelecimento. Decisão (fls. 965/966) admitindo os embargos de divergência para discussão. Em resposta (fls. 971/977) a parte contrária pugna pelo não-conhecimento do recurso. 2. A jurisprudência da egrégia Primeira Seção, por meio de inúmeras decisões, dentre as quais os EREsp nº /SC, é no sentido de que: "A alíquota da contribuição para o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) deve corresponder ao grau de risco da atividade desenvolvida em cada estabelecimento da empresa, individualizada pelo seu CNPJ (antigo CGC)". 3. Aplicação da Súmula nº 168/STJ: Não cabem embargos de divergência, quando a jurisprudência do Tribunal se firmou no mesmo sentido do acórdão embargado. 4. Embargos de divergência a que se nega seguimento. (EREsp /PA, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em , DJ p. 427) Com essas considerações, conheço integralmente do recurso especial e, no mérito, dou-lhe parcial provimento, pela alínea "c", para que É o voto. Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 10 de 11

11 CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2006/ REsp / PE Números Origem: PAUTA: 27/02/2007 JULGADO: 27/02/2007 Relatora Exma. Sra. Ministra ELIANA CALMON Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA Subprocuradora-Geral da República Exma. Sra. Dra. MARIA CAETANA CINTRA SANTOS Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI AUTUAÇÃO RECORRENTE : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROCURADOR : FERNANDA LAPA DE BARROS CORREIA E OUTROS RECORRIDO : J A G EMPREENDIMENTOS LTDA ADVOGADO : LUCIANA GRASSANO DE GOUVÊA MELO ASSUNTO: Tributário - Contribuição - Social - Previdenciária - Sobre a folha de salários CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, deu parcial provimento ao recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Castro Meira, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com a Sra. Ministra Relatora. Brasília, 27 de fevereiro de 2007 VALÉRIA ALVIM DUSI Secretária Documento: Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 14/03/2007 Página 11 de 11

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