Organizador Ronaldo Ferreira da Silva linkedin.com/in/ronaldofsilva1 facebook.com/ronaldofsilva09

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Organizador Ronaldo Ferreira da Silva linkedin.com/in/ronaldofsilva1 facebook.com/ronaldofsilva09"

Transcrição

1

2 Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Posse Licenciatura em Letras (Português/Inglês) Pós-Graduação Lato Sensu em Estudos Literários Av. JK, QD. 08, LT. Único CEP: Posse-GO Telefone: +55(62) / Organizador Ronaldo Ferreira da Silva Tecnólogo em Processamento de Dados - UEG / 2003 Especialista em Marketing - UCAM / 2006 Mestrando em Gestão do Conhecimento e da Tecnologia da Informação UCB / 2016 Professor de Linguagens de Programação no curso de Sistemas de Informação UEG Câmpus Posse Contatos: LinkedIn: linkedin.com/in/ronaldofsilva1 Facebook: facebook.com/ronaldofsilva09 Site: Versão 1.0 Setembro/2016

3 Ao pós-graduando Ao longo da vida precisamos aprender um pouco de muito, e muito de um pouco, o conhecimento mais aprofundado de uma temática se dá por meio da especialização. Precisamos ser capazes de posicionar sobre diversos temas, envolvendo ciência, tecnologia, política, universo, aspectos sociais, ambientais e até religiosos, o que difere uma pessoa livre e apta à formar opinião e uma que apenas acredita no que falam, é o seu nível intelectual e cultural. A nossa evolução enquanto seres humanos está diretamente ligada no quanto nós aprendemos e na quantidade de conhecimento útil que acumulamos. Conforme a definição da Wikipédia 1, aprendizagem é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação. Este processo pode ser analisado a partir de diferentes perspectivas, de forma que há diferentes teorias de aprendizagem. Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes em humanos e animais e também pode ser aplicada a sistemas artificiais. Na pós-graduação, com o aprofundamento sobre determinado tema, o aluno deve absorver e produzir de conhecimento, ao invés de apenas absorver, como ocorre na graduação. A produção de conhecimento deve sempre ter como propósito básico, a melhoria da qualidade de vida sua e da sociedade, seja por meio da inovação, seja para solução de problemas que irá proporcionar um bem comum. Bons estudos! Ronaldo Ferreira da Silva 1 A Wikipédia é um projeto de enciclopédia multilíngue de licença livre, baseado na web, escrito de maneira colaborativa e que se encontra atualmente sob administração da Fundação Wikimedia.

4 Sumário Introdução... 4 Conceitos básicos... 5 Cultura digital e cibercultura... 7 Cibercultura... 8 Literatura e as novas tecnologias A informação na era digital Forma e conteúdo E-books Leitores de e-books Exercício Por onde começar a criação de um e-book? Organize suas ideias Direitos autorais e licenças Exercício Exercício A evolução da Web Ferramentas da Web para criar e compartilhar literatura Blogs Wikis Redes sociais Google Sites Criação Edição Navegação Custo Rapidez Segurança Instalação Multiplicidade Exercício Blogger Exercício Google Docs Google Drive Conhecendo o Portal de Periódicos da Capes Referências... 29

5 4 UNIDADE 1 - CONCEITOS Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza. Quem tem âncoras vive apenas a nostalgia e não a saudade. Nostalgia é uma lembrança que dói, saudade é uma lembrança que alegra. Mário Sérgio Cortella Nesta unidade serão abordados os conceitos básicos da informação digital, cibercultura, ciberespaço e a contribuição da tecnologia para a literatura. Introdução A tecnologia da informação mudou a forma como vivemos, influenciando diretamente na maneira como nos comunicamos, fazemos compras, divertimos, relacionamos e até a forma como nos apaixonamos. Em poucos anos essa tecnologia da informação saiu da obscuridade para a ubiquidade, e isso causou grandes impactos no mundo contemporâneo. Grandes fortunas surgiram da noite para o dia, pequenas empresas, em pouco tempo tornaram-se globais e monopolizaram a forma como as pessoas acessam a informação. É inquestionável a evolução proporcionada por essa revolução nas chamadas TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) e a criação de novos conceitos, que está provocando profundas mudanças no comportamento e cotidiano das pessoas. Podemos exemplificar ao menos dois segmentos diferentes da economia que está sofrendo profundas transformações amparadas pelas tecnologias: transporte e setor financeiro. No transporte urbano, o aplicativo Uber 2 de mesmo nome da empresa criadora, tem mudado a forma como as pessoas se locomovem, principalmente nos grandes centros urbanos, onde a demanda por transporte rápido e de qualidade é muito alta, o aplicativo presta serviços de carona remunerada. Outro segmento que está mudando totalmente é o setor financeiro, com o surgimento das chamadas FINTECH (Financial Technology ou Finanças com Tecnologia). Um exemplo deste tipo de empresa é a Nubank, uma nova operadora de cartões de 2 Uber é uma empresa multinacional norte-americana de transporte privado urbano baseado em tecnologia disruptiva em rede, através de um aplicativo E-hailing que oferece um serviço semelhante ao táxi tradicional, conhecido popularmente como serviços de "carona remunerada". (WIKIPEDIA, 2016)

6 5 crédito. Ela possui muitos diferenciais em comparação com as demais operadoras de cartões, a começar pela ausência de uma agência física, não emite faturas ou qualquer outro documento físico, os limites de créditos são concedidos com a análise de grandes volumes de dados 3. Outra inovação relacionada a finanças é o Google Wallet este é um sistema de pagamento móvel desenvolvido pela Google que permite aos seus usuários armazenar cartões de crédito, cartões de fidelização, entre outras coisas. Conceitos básicos Informática (INFORmação AutoMÁTICA) é um termo utilizado para referenciar a informação digital e um conjunto de ciências relacionadas, bem como os meios para criar, armazenar e recuperar essa informação, ou seja, além dos meios físicos, também inclui os métodos teóricos da representação dos conhecimentos e da modelagem dos problemas. Assim, a informática pode ser entendida como ciência que estuda o conjunto de informações e conhecimentos por meios digitais. A palavra surgiu, em meados do século XX, da junção de, duas outras palavras, processamento da informação por meios automáticos analógicos ou digitais (quer sejam binários ou não, como "qubit" ou bit quântico). O meio mais comum da utilização de informática são os computadores que tratam informações de maneira automática. A informática é a disciplina que lida com o tratamento racional e sistemático da informação por meios automáticos e eletrônicos. Representa o tratamento automático da informação. Constitui o emprego da ciência da informação através do computador. Embora não se deva confundir informática com computadores, na verdade ela existe por que estes existem. A informação é estruturada de forma que pode criar conhecimento, sendo assim importante entender a diferença entre dado, informação e conhecimento. 3 Big data é o termo que descreve o imenso volume de dados estruturados e não estruturados que impactam os negócios no dia a dia. Mas o importante não é a quantidade de dados. E sim o que as empresas fazem com os dados que realmente importam. (SAS, 2016) -

7 6 Dado - segundo (DAVENPORT e PRUSAK, 1998) é um fato objetivo e distinto relativo a um fenômeno. Exemplo Brasil teve crescimento econômico de 0,9% em Informação segundo (DAVENPORT e PRUSAK, 1998), é uma mensagem com dados para influenciar a opinião do receptor. Exemplo: Brasil teve o menor crescimento entre os Brics em 2012 (China = 7,8% / India = 5% / Rússia = 3,4% / África do Sul = 2,5% / Brasil = 0,9%). Conhecimento - Experiência condensada, informação contextualizada, insight, crenças e valores. (DAVENPORT e PRUSAK, 1999). Insights, entendimentos e know-how prático que nos permite trabalhar de maneira inteligente. WIIG, Dados digitais são aquele produzidos e representados pelo sistema binário, ou seja, baseado na distinção entre dois dígitos, 0 (zero) e 1 (um). Um sistema digital é um conjunto de dispositivos de transmissão, processamento ou armazenamento de sinais digitais que usam valores discretos (descontínuos). Em contraste, os sistemas não-digitais (ou analógicos) usam um intervalo contínuo de valores para representarem informação. Embora as representações digitais sejam discretas, a informação representada pode ser discreta, como números, letras, ou ícones, ou contínua, como sons, imagens, outras medidas de sistemas contínuos. (WIKIPEDIA, 2016) A informação digital é concebida, armazenada e recuperada por um sistema composto por hardware e software. Hardware é a parte física, palpável de um sistema computacional. Software é a parte lógica, são os programas e drivers, que além de gerenciar o hardware, armazena e recupera a informação. A informação digital pode ser disponibilizada (compartilhada) em um sistema ou rede local, ou para qualquer lugar do mundo por meio da internet. A internet é um sistema global de computadores interligados por meio de uma rede mundial que utilizam um conjunto próprio de protocolo para se comunicarem, o TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol). Na internet pode trafegar informações de diversos formatos, como textos, fotos, vídeos e áudios. Esses formados podem ser reunidos para formar um documento que denominamos hipertexto.

8 7 A Internet surgiu nos Estados Unidos na década de 60 durante a Guerra Fria, e pela época do seu nascimento é possível concluir que seu objetivo inicial não era a democratização da informação, a primeira rede de dados foi chamada ARPANET. Em meio as turbulências diplomáticas e com constantes ameaças da extinta União Soviética, cientistas das universidades norte-americanas precisavam que as informações do país estariam a salvas no caso de um ataque militar. Já à época o governo estadunidense tinha informações que a evolução tecnológica e nos meios de comunicação dominaria o cenário econômico e político em um futuro próximo. O termo hipertexto foi cunhado por Ted Nelson, em 1960, em um projeto desenvolvido quando aluno de pós-graduação, em Harvard (WHITEHEAD, 1961). Hipertexto designa uma coleção de documentos com links, ou hiperlinks, que auxiliam o leitor a ir de um texto (texto escrito ou imagem) a outro, em um movimento autogerenciado. O hipertexto se caracteriza pela não-linearidade, pela liberdade do percurso que o leitor pode construir. Figura 1 Hipertexto Cultura digital e cibercultura Conforme definição do Ministério da Cultura (MIC), a cultura digital está baseada na maior acessibilidade a equipamentos tecnológicos e a pessoas conectadas à rede mundial de computadores foram motivos para a queda nos custos de produção e distribuição de produtos e serviços culturais, e, por conseguinte, aumento na circulação desses conteúdos, que desenvolveram novas dinâmicas

9 8 culturais na sociedade. Definida por muitos autores como a Era da informação, ou do Conhecimento, e da valorização da economia criativa, a Coordenação-geral de Cultura Digital traz a reflexão das oportunidades a serem exploradas sob a ótica pública. Dentro da lógica do processo de digitalização de acervos culturais e com o objetivo de prospectar futuras possibilidades, é necessária reflexão prévia do processo, devidamente atualizada com as novas tecnologias e conhecimentos disponíveis, a fim de desenvolver conceitos e soluções para a formulação de modelo integrado e sustentável de preservação e acesso aos acervos culturais, institucionalizada por meio de uma política nacional de digitalização de acervos. Cibercultura Falar sobre hipertexto, cibercultura e literatura na era da tecnologia digital equivale a abordar questões ainda novas, andar por caminhos pouco explorados e, diante desse quadro, arriscar-se a relacionar essas questões com as teorias literárias. (DINIZ, 2005). Pierre Lévy, ao publicar A máquina universo (1987), lapida o conceito de cibercultura ao indagar questões pertinentes ao movimento sociotecnocultural em que a sociedade está inserida. Segundo o filósofo, este é um tema polêmico e multifacetado em que culturas nacionais fundem-se a uma cultura globalizada e cibernética, envoltas no ciberespaço e orientadas por três princípios: interconexão, comunidades virtuais e inteligência coletiva. Trata-se de um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço (Lévy, 2010, p. 17). As técnicas condicionam as interações sociais, mas não representam a cultura do ciberespaço, que se incorpora no espaço virtual-cognitivo das pessoas, na partilha de sentimentos, informações e saberes. Afinal, a virtualização é um dos principais vetores da criação da realidade (Lévy, 2009, p. 18). O ciberespaço possibilita o autoaprendizado, facilita a interatividade e estimula a troca de informações e saberes, mas não garante o sucesso do aprendizado, comumente desmotivado pela falta de estímulo. Disso decorre a importância da escola e do professor como mediadores do conhecimento a ser construído, aliados

10 9 às estratégias pedagógicas, materiais didáticos e metodologias de ensino. Ainda assim, particularidades por vezes desconhecidas, outrora ignoradas, fazem a diferença quando lincamos educação a cibercultura. Diante disso, Lemos (2003) indica novas possibilidades de socialização do conhecimento através de três leis da cibercultura: lei da liberação do polo da emissão, lei da conectividade e lei da reconfiguração. Figura 2 - Ciberespaço A primeira refere-se a uma modificação no modelo de comunicação até então vigente (meio massivo unidirecional um para todos) e cede espaço à comunicação interativo-colaborativa (meio pós-massivo multidirecional todos para todos). A máxima é tem de tudo na internet, pode-se tudo na internet. A segunda define que a rede está em todos os lugares, generalizada, interligando tudo a todos. Mediante a crescente interconexão entre dispositivos de comunicação digital, amplia a troca de informações entre homens e homens, máquinas e homens e também entre máquinas e máquinas. A terceira é contrária à mera substituição de práticas e favorável a seu redesenho em face das novas possibilidades instrumentalizadas pelo ciberespaço, evitando a lógica da substituição ou do aniquilamento dos antigos meios, já que, em várias expressões da cibercultura, trata-se de reconfigurar práticas, modalidades midiáticas ou espaços sem a substituição de seus respectivos antecedentes (Lima, 2011; Lemos, 2003).

11 Literatura e as novas tecnologias 10 A literatura tem beneficiado muito dos recursos criados com as novas tecnologias da informação e comunicação, a interatividade, representação da realidade e recursos visuais estão sendo explorados para melhorar o processo ensino-aprendizagem. Em relação à Literatura Infantil, podemos ressaltar que uma das grandes vantagens adquiridas pelas novas tecnologias é que, ao nível gráfico, os livros para crianças melhoraram imenso, desde os formatos cada vez mais imaginativos, passando pela maior variedade dos tipos de letra, pela melhoria das ilustrações e da cor. As grandes editoras americanas e europeias disponibilizaram para o público infantil diversos CD/DVDs, entre eles, jogos pedagógicos interativos e também várias adaptações de histórias da Literatura Infantil, na grande maioria, acompanhadas de animações gráficas, sons, voz e música. Exemplificamos com os contos fantásticos: Peter Pan (J.M.Barrie, Peter pan, Electronic Arts, 1994) e Pedro e o Lobo (Chuck Jones, Peter and the Wolf, Time Warner Interactive, 1994). Chama-se também a atenção para o fato de que, na Internet inúmeras páginas são destinadas à literatura infantil, com uma qualidade eficaz, o que justifica a sua existência e ao grande número de procura pelos sites. Para além disso, surgem também páginas criadas pelos próprios pais ou até mesmo pelas crianças que registram seus heróis, autores e histórias preferidas. Os pedagogos, educadores também encontram espaços na Internet, na qual deixam suas reflexões e por meio dos links fazem contatos com outras páginas da mesma área. A informação na era digital A Era da Informação é um conceito que diz respeito ao atual momento de evolução das técnicas e dos objetos técnicos que compõem o processo de produção e transformação do espaço geográfico, bem como o modo de viver na sociedade. Por definição, a era da informação também chamada de era digital ou era tecnológica corresponde a todas as transformações instrumentais ocorridas após a Terceira Revolução Industrial.

12 11 No contexto cotidiano, é fácil percebermos as características da era da informação, como a aceleração dos sistemas de comunicação de transporte. Eventos que ocorrem nas mais diversas partes do mundo são rapidamente repercutidos e transmitidos para nós, em uma velocidade dita em tempo real. Atualmente, também é possível para nós o rápido deslocamento em distâncias que, anteriormente, levavam muito tempo para serem percorridas. Portanto, a era da informação está diretamente relacionada com os avanços técnicos que permitiram o avanço e a consolidação do processo de globalização pelo mundo, no qual as distâncias foram encurtadas e a velocidade das transformações tecnológicas foi acelerada. O acesso rápido e fácil às diferentes formas de saberes nunca foi tão amplo, embora se manifeste de maneira desigual nas diferentes regiões do planeta. Os processos de transformações estruturais e tecnológicas no âmbito socioespacial assinalam o conceito apresentado pelo geógrafo Milton Santos, o de Meio Técnico-científico-informacional, que corresponde à atual era da informação. Esse meio é profundamente marcado pela união entre ciência e técnica, em uma dinâmica que passa a obedecer à lógica dos mercados capitalistas. Nesse ínterim, é importante observar as variadas incorporações tecnológicas introduzidas no âmbito das técnicas e dos objetos técnicos, tais como a biotecnologia, a microeletrônica, a fibra óptica, a internet, os sistemas de comunicação via satélite e muitos outros elementos. Entre as consequências, vale o destaque para a expansão das redes digitais, a proliferação das empresas multinacionais, a formação dos acordos internacionais, entre inúmeros outros eventos sócio históricos. A era da informação é, dessa forma, uma instrumentalização que permite o avanço da modernidade e introduz aquilo que muitos autores denominam como era pós-industrial. Isso introduz efeitos que são sentidos nas mais diversas escalas, desde a dinâmica econômica mundial até as relações cotidianas de trabalho, lazer e vivência no âmbito do espaço geográfico.

13 12 Forma e conteúdo Na era da informação e de avanços tecnológicos, é importante diferenciar a forma do conteúdo, a Web é uma forma de organização e compartilhamento da informação online, nela estão dispostos os sítios, páginas, portais contendo informações, os e-books são um formato de informação. Forma e conteúdo é assunto em diversas áreas do conhecimento. Por exemplo, o IME/USP, define que todo texto (artigo de jornal, relatório, programa de computador) tem um conteúdo e uma forma. É claro que estamos muito mais interessados no conteúdo que na forma. É claro que estamos muito mais interessados n'o que o texto diz de que em como o texto diz o que diz. Conclusão: a forma não é importante; a escolha de palavras apropriadas, o respeito às convenções gramaticais e tipográficas, tudo isso é bobagem. CERTO? ERRADO. Toda vez que desrespeita uma regra de gramática, usa uma palavra inadequada ou atropela uma convenção tipográfica, o autor atrai a atenção do leitor para a forma. Toda vez que arranha a forma, o autor impede que o leitor concentre sua atenção sobre o conteúdo. Por isso, e só por isso, uma boa forma é tão importante. Quanto melhor a forma, mais ela é transparente e imperceptível. Quanto melhor a forma, mais fácil é concentrar a atenção sobre o conteúdo. E-books Um e-book é uma versão eletrônica de um livro impresso tradicional que pode ser lido por meio de um computador pessoal ou usando um leitor de e-book. (Um leitor de e-book pode ser uma aplicação de software para uso em um computador, tais como o Microsoft Reader, ou um computador livro do tamanho que é usado apenas como um dispositivo de leitura, como Rocket e Book de Nuvo Media). Os usuários podem comprar um livro em dispositivos de armazenamento secundário como CD/DVD, mas o método mais popular de obter um e-book é a compra de um arquivo para download do e-book (ou outro material de leitura) de um site (como Barnes and Noble) para ser lido a partir do computador do usuário ou dispositivo de leitura.

14 13 Alguns e-books podem ser baixados gratuitamente ou a custo reduzido, no entanto, os preços de muitos e-books - especialmente bestseller - são semelhantes aos de livros de capa dura, e às vezes são mais elevados. A maioria dos e-books na Barnes and Noble, por exemplo, são comparáveis no preço de suas versões impressas tradicionais. Leitores de e-books Leitores de e-book são dispositivos eletrônicos ou softwares capazes de ler um livro no formato digital. Embora não seja necessário usar um aplicativo de leitor ou dispositivo, para ler um e-book (a maioria dos livros podem ser lidos como arquivos PDF), eles são populares porque permitem opções semelhantes às de um livro de papel - os leitores podem marcar as páginas, fazer notas, realce passagens e salvar o texto selecionado. Além dessas possibilidades familiares, leitores de e-books também incluem construção de dicionários e tamanhos de fonte alteráveis e estilos personalizáveis. Normalmente, um dispositivo leitor de e-book custa algumas dezenas de reais e pode armazenar entre quatro mil a mais de meio milhão de páginas de texto e gráficos. Exercício 1 Identifique os principais formatos de e-books, suas características e quais os leitores compatíveis e valor destes leitores. Use a tabela abaixo para auxiliar no trabalho. Formato Principais leitores Características Valor

15 Por onde começar a criação de um e-book? 14 As novas tecnologias facilitaram muito a produção e disseminação de conteúdo digital e online. Quando foi abordado no tópico forma e conteúdo, onde apontou a importância do conteúdo, o intuito foi deixar claro que a forma e conteúdo são diferentes, porém ambos são importantes para produção de conteúdo. Disponibilizar a informação de forma clara, organizada e esteticamente agradável é um dos fatores que atraem leitores para seu artigo ou trabalho. Organize suas ideias Produzir um texto de qualidade, que realmente agregue conhecimento a quem o ler não é um trabalho trivial, exige organização de ideias e acima de tudo, domínio do tema no qual se propõe escrever. Existem diversas ferramentas online que auxiliam na elaboração de um artigo, resenha ou texto, porém o conhecimento concreto sobre determinado assunto, só é possível obter com pesquisa e leitura intensas. Uma forma de organizar as ideias é a criação de um mapa mental, uma das ferramentas online mais utilizadas atualmente é o Mind Meister, disponível em em nosso exercício iremos utilizá-lo. Direitos autorais e licenças Segundo (ROCHA, 2015), direitos autorais são direitos protetores e garantidores dos vínculos pessoais e patrimoniais do autor com sua obra. De acordo com a lei de Direitos Autorais, lei de 19 de fevereiro de 1998, são as prerrogativas morais e patrimoniais que se concede aos criadores das obras intelectuais sobre as criações do espírito, expressas por quaisquer meios ou fixadas em quaisquer suportes, tangíveis ou intangíveis. Em uma visão objetivamente material é o direito do Autor e seus sucessores explorarem a obra com exclusividade por um período que termina em 70 anos a partir do ano seguinte a morte do autor.

16 15 Os direitos autorais compreendem os direitos de autor e os que lhe são conexos. Os direitos autorais reputam-se, para os efeitos legais, bens móveis. (Ex. de bens móveis: televisão, bicicleta, relógio, etc.) Ao publicar um conteúdo online é necessário informar como as pessoas podem utilizar este conteúdo. Essas permissões de utilização são controlados por licenças, existem diversas como BSD, GPL (General Public Licence), CC (Creative Commons), etc. A licença Creative Commons, responde a algumas perguntas simples para escolher a licença primeiro, quero permitir o uso comercial ou não, e segundo, quero permitir trabalhos derivados ou não? Se o licenciante optar por permitir trabalhos derivados, pode exigir que todos aqueles que usam o seu trabalho a quem chamamos licenciados disponibilizem o novo trabalho ao abrigo dos mesmos termos da licença. Designamos esta ideia de "Compartilha Igual" e este (se for escolhido) é um dos mecanismos que ajuda o conjunto de bens comuns digitais a crescer ao longo do tempo. A Compartilha Igual foi inspirada pela GNU General Public License, usada por muitos projetos de software livre e código aberto. Exercício 2 Neste exercício vamos criar um e-book, vamos começar pela definição de um tema que você tenha domínio (caso deseje pode utilizar um dos tópicos propostos para o trabalho 2, no plano de enino). Organize suas ideias criando um mapa mental, utilize a ferramenta Mind Meister para esta tarefa. Após, estruture seu e-book, acesse o site crie uma conta e comece a escrever. Exercício 2.1 Vamos criar uma versão do e-book off-line utilizando o software BlueGriffon instalado no laboratório de informática e a linguagem HTML para formatá-lo.

17 16 UNIDADE 2 TECNOLOGIAS E FERRAMENTAS Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência. Augusto Cury Nesta unidade serão abordadas algumas ferramentas e tecnologias para criação, armazenamento e compartilhamento de conteúdo digital online. Grande parte dessas ferramentas foram concebidas devido a evolução da Web e nos meios de comunicação. A evolução da Web A Web é a parte mais proeminente da Internet que pode ser definida como um sistema tecno-social para interagir os seres humanos baseados em redes tecnológicas e de comunicação, é um mecanismo que usa o protocolo HTTP (HyperText Transfer Protocol) para promover a transferência de informações, permitindo a navegação entre documentos através de hiperlinks. Por estar em um ambiente que compartilha uma imensa quantidade de informações oriundas de diversas fontes, é necessário que haja um meio de localizar cada endereço, o URL (Uniform Resource Locator) é usado para encontrar esses endereços, é um identificador de rede fundamental para qualquer recurso conectado à Web (por exemplo, páginas de hipertexto, imagens e arquivos de som). A exibição desses recursos é feita em navegadores da Web ou Web browsers, softwares que são capazes de localizar um recurso através de um URL, processar o código HTML (HyperText Markup Language) e outras tecnologias client-side como JavaScript e CSS (Cascading Style Sheets) e exibir a informação ao usuário. No início da Internet as páginas da Web eram desenvolvidas exclusivamente pela comunidade de estudiosos e cientistas, devido à ausência de ferramentas e padrões tornavam o processo trabalhoso, atualmente essas páginas podem ser criadas por qualquer pessoa, com o avanço e difusão dos chamados CMS (Content Management System - Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo), até mesmo pessoas sem qualquer conhecimento em linguagens de programação, banco de dados e outras tecnologias envolvidas na Web podem criar e manter páginas

18 17 eletrônicas na Internet. O padrão para formatação e renderização para páginas da Web ainda continua sendo a HTML (HyperText Markup Language), porém a evolução dos browsers permitiu utilizar outros recursos como a linguagem JavaScript e códigos CSS (Cascading Style Sheets), tendo contribuído significativamente para sua evolução, quanto a interatividade e acessibilidade, e ainda o surgimento de outras tecnologias server-side, como as linguagens de programação PHP (HyperText Processor), Java, ASP (Active Server Pages), dentre diversas outras, que permitiram a evolução até a chamada Web 2.0. O resultado é que a Internet continua a crescer em ritmo surpreendente, atualmente com mais de 8 bilhões domínios 4 ativos, seguramente a Web é o meio mais fácil de compartilhar informações online atualmente. Mesmo com o crescimento exponencial, evolução nos meios de comunicação, até o momento a grande maioria das páginas eletrônicas criadas continuam sendo escritas com base em sintaxe para ter sua definição explicitada. Figura 3 Evolução da Web A primeira geração da Web, denominada Web 1.0, surgiu com as definições e convenções de Tim Berners Lee no ano de 1989, e por ele também foi definida como um espaço global de hipertextos, acessível por qualquer rede conectada à Internet e identificado por um Identificador Universal de Documento (UDI - Unifier Document 4 É um nome que serve para localizar um conjunto de computadores na Internet

19 18 Identifier). A ideia por trás da Web era criar um espaço de informações comum no qual as pessoas pudessem comunicar através do seu compartilhamento. A Web 1.0 constituía basicamente da leitura de documentos, era unidirecional, estática1. Era utilizada além da comunidade acadêmica, por empresas que queriam disponibilizar informações sobre seus produtos, catálogos ou folhetos e apresentar suas produções e contatos usando a Web, os usuários da rede não possuíam qualquer interação ou seja, o papel do usuário neste cenário era o de mero espectador da ação que se passava na página que visitava, não tendo autorização para alterar ou reeditar o seu conteúdo (Coutinho, 2007). O principal objetivo dos websites era compartilhar informações para qualquer um, a qualquer momento e estabelecer uma presença online. A Web 1.0 foi por si uma característica marcante da sociedade da informação, pois possibilitou o acesso a uma infinidade de informações em questão de segundos. No paradigma da Web 1.0, os sujeitos são consumidores desta informação (TREIN, 2009). Essa geração da Web era bastante onerosa para os seus utilizadores; a grande maioria dos serviços eram pagos e controlados através de licenças, os sistemas eram restritos a quem detinha poder de compra para custear as transações online e adquirir o software para criação e manutenção de sites (COUTINHO, 2007). O Web termo foi definido oficialmente em 2004 por Dale Dougherty, vicepresidente da O Reilly Media, em uma conferência entre a O Reilly e a MediaLive International. Tim O Reilly define Web 2.0 em seu website 5, como segue: "Web 2.0 é a revolução dos negócios na indústria de computadores causada pela mudança para a Internet como plataforma, e uma tentativa de compreender as regras para o sucesso nessa nova plataforma. O ponto principal nessas regras é: construir aplicações que aproveitem os efeitos e recursos da rede para alcançar mais pessoas e oferecer-lhes uma melhor experiência. A figura 3 ilustra a arquitetura simplificada de páginas da Web 2.0 Além da evolução no design, a grande mudança da Web 1.0 para a Web 2.0 está no conteúdo e não unicamente na forma. O grande diferencial dessa geração é que com o surgimento de novas tecnologias e avanços das indústrias de hardware e 5

20 19 software, o conteúdo das páginas da Web não são mais estáticas, e sim armazenada em banco de dados, permitindo a alteração e inclusão por qualquer pessoa. Os avanços na área de comunicação também tem papel fundamental nessa evolução, pois as páginas da Web passaram a oferecer mais conteúdos, ou seja mais bytes, o que nos anos iniciais da década de 90 era inviável devido aos custos elevados de transmissão de dados na rede, foi também em função da modernização das redes de comunicação que viabilizou o surgimento da banda larga, que culminou em um número astronômico de pessoas conectadas a grande rede. Outro fator relevante que contribuiu foi a redução do custo de armazenamento de dados, possibilitando que os hosting 6 pudessem oferecer mais espaço com um custo menor, dessa forma as páginas eletrônicas podem incluir em seu conteúdo, hipertextos em quantidade infinitamente superior. A tabela 1 abaixo mostra as principais diferenças entre a Web 1.0 e Web 2.0. Algumas características da Web 2.0 estão listadas a seguir: facilidade em publicar - maior facilidade de armazenamento de dados e criação de páginas online. Qualquer usuário pode produzir e publicar conteúdo. O usuário passa a ser participativo, atuando sobre aquilo que vê e consome da Internet; aplicativos ricos, fáceis e produtivos - os softwares/sites são fáceis de usar, além de gratuitos, na maioria dos sistemas disponibilizados. Estão associados a outros aplicativos, tornando-os mais ricos e produtivos e trabalhando na forma de plataforma; colaboração - a cada dia surgem novas ferramentas de colaboração, que possibilitam que vários usuários possam acessar a mesma página e editar as informações. Justamente pelo fato da atualização ser feita colaborativamente, a informação torna-se mais confiável à medida que aumenta o número de pessoas que a acessa e a atualiza; 6 Hosting ou web hosting server são empresas ou pessoas individuais que armazenam páginas e outros serviços da Web e as disponibilizam na Internet

21 20 rapidez - as informações são atualizadas de forma muito mais ágil e chegam aos usuários com maior rapidez. Mudam quase que instantaneamente; criação de comunidades - os softwares da Web 2.0 geralmente criam comunidades de pessoas interessadas em um determinado assunto; nova maneira de tratar a informação - com a utilização de tags em quase todos os aplicativos, ocorre um dos primeiros passos para a Web semântica e a indexação dos conteúdos disponibilizados. Ferramentas da Web para criar e compartilhar literatura Blogs O termo webblog ou blog foi proposto em 1997 por Jorn Barger. O blog é uma página da Web que inclui posts e artigos, geralmente classificados por ordem cronológica iniciando pelos mais recentes, semelhante a publicação de notícias em jornais. Os visitantes dos blogs podem adicionar comentários como forma de interação com os autores. Atualmente os blogs permitem adicionar diversos tipos de hipertextos como fotos, vídeos, áudios e podcast 7. As postagens dos blogs podem ser marcadas com palavras-chaves, criando uma nuvem de tags e organizados por categorias, quando o post fica antigo, existe a possibilidade de arquivá-lo, deixando o blog com um visual mais limpo. Wikis Um wiki é uma página da Web (ou conjunto de páginas Web) que pode ser facilmente editada por qualquer um que tem permissão de acesso. Ao contrário dos blogs, versões anteriores de wikis podem ser examinadas devido aos históricos que ficam armazenados e podem ser restaurados por uma função de reversão. Dentre as características da wiki estão inclusas: linguagem de marcação wiki, estrutura do site, navegação e modelo simples, suporte de vários usuários, mecanismo de busca interna e worflow simples. 7 Arquivo de áudio digital, frequentemente em formato MP3 ou AAC (este último pode conter imagens estáticas e links), publicado através de podcasting na internet e atualizado via RSS

22 21 Figura 4: Exemplo de criação de um wiki Redes sociais Um dos conceitos mais impactantes criados dentro do processo evolutivo da Web 2.0 talvez seja as redes sociais e seu crescimento astronômico, influenciando o dia-a-dia de bilhões de pessoas em todo o mundo. Redes sociais é um conceito antigo, mas que ganhou força e tomou proporções gigantescas com os avanços da Web. Uma rede social é definida como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos, os nós da rede) e suas conexões (interações, laços sociais). A rede, assim, é uma metáfora para observar os padrões de conexão de um grupo social a partir das conexões estabelecidas entre os diversos atores. A abordagem de rede tem, assim, seu foco na estrutura social, onde não é possível isolar os atores sociais e nem suas conexões (Recuero, 2009). As pessoas estão inseridas na sociedade por meio das relações que desenvolvem durante toda sua vida, primeiro no âmbito familiar, em seguida na escola, na comunidade em que vivem e no trabalho; enfim, as relações que as pessoas desenvolvem e mantêm fortalecem a esfera social. A própria natureza humana nos liga a outras pessoas e estrutura a sociedade em rede. Nas redes sociais cada indivíduo tem sua função e identidade cultural. Sua relação com outros indivíduos vai formando um todo coeso

23 22 que representa a rede. (TOMAÉL, 2005). De acordo com a temática da organização da rede, é possível a formação de configurações diferenciadas e mutantes. Diversos tipos de redes sociais tem surgido dentro da Web nos últimos anos e atendem os mais variadas tipos de comunidades, além de outras específicas para compartilhamento de vídeos, fotos, áudio entre outros. Google Sites O Google Sites é um serviço criado pela Google para facilitar a criação e a manutenção de páginas da web. Com um editor simples de usar e necessidade zero de configuração, é uma excelente alternativa para se criar sites rápida e eficientemente, sem maiores transtornos. Além disso, o Sites ainda possui alguns diferenciais que o tornam perfeito para a criação de intranets, sites internos e repositórios de informações para escritórios. Criação Em geral, o processo de criação de um site é bem longo e complexo. É preciso contratar um serviço de hospedagem, configurar banco de dados, instalar um sistema de gerenciamento de conteúdo e se certificar de que tudo está funcionando corretamente. Pois no Google Sites é a própria plataforma que se encarrega de todo esse trabalho, deixando para o usuário apenas a função de criar o conteúdo. Edição O Google Sites é plenamente acessível a pessoas que tenham qualquer tipo de habilidade com internet, desde os mais básicos aos mais avançados. Definitivamente não é preciso conhecer programação web ou entender de design para montar e disponibilizar uma página com essa ferramenta. Isso porque o editor do Google Sites exibe o conteúdo exatamente da forma como ele será exibido de verdade, o que proporciona muito mais produtividade e segurança ao responsável pela edição. Navegação Um dos maiores diferenciais do Google Sites em relação a serviços semelhantes é que ele se encarrega sozinho de criar uma hierarquia para o conteúdo, facilitando a navegabilidade do visitante. Por meio de um menu automático, o usuário

24 23 consegue saber exatamente em qual página está e quais são suas seções e subseções. Assim não é necessário criar ou manter esses índices manualmente. Custo Por mais incrível que possa parecer, o Google Sites é gratuito para qualquer usuário, sequer cobrando por espaço ou hospedagem. Basta criar uma conta Google e acessar o Sites para começar a criar suas páginas! Por ser tão fácil de usar e não custar absolutamente nada, o Google Sites é um concorrente de peso para muitos serviços de hospedagem que existem por aí. Rapidez Ao hospedar uma página na internet, na maioria das vezes é necessário contar com um bom servidor para oferecer boas velocidades de carregamento para seu público. O Google Sites, por sua vez, sustenta sua velocidade em dois pilares essenciais: traz os servidores do Google, que são os mais sofisticados da internet, e reúne sites relativamente simples, que não requerem muito poder de processamento para funcionar adequadamente. Segurança Ao utilizar o Google Sites, fica garantido o acesso a um robusto sistema de segurança, afinal, a Google nada mais é que a principal empresa on-line do mundo, que conta com uma estrutura simplesmente de cair o queixo. Ao hospedar seu site no Google Sites, o usuário tem a certeza de que não sofrerá com invasões nem instabilidades, que poderiam comprometer sua credibilidade e produtividade. Instalação Cada vez mais a nuvem vai tomando o lugar de muitos programas que até então precisavam ser instalados. Para editar as páginas do Google Sites, por exemplo, não é preciso usar nem um programa sequer, uma vez que tudo é feito diretamente pelo navegador. Assim é possível realizar edições em tempo real e ver seus resultados instantaneamente, editando conteúdos a partir de qualquer computador por meio de login. Multiplicidade

25 24 Uma página no Google Sites possui uma série de utilidades extras muito mais do que um site convencional. Por meio das configurações de visibilidade é possível fazer com que o conteúdo somente seja visível para membros de determinada empresa, por exemplo, sistema que facilita a criação de intranets modernas para organizar as informações da equipe de uma maneira bem acessível. Exercício 3 Vamos criar um site? O primeiro passo é obter uma conta Google. Caso não tenha, acesse o endereço Com a conta criada acesse o endereço: Figura 5: Tela inicial do Google Sites Blogger Blogger é uma ferramenta gratuita da Google para a criação de blogs. Ela pode ser encontrada na Web em As versões anteriores do Blogger foram fortemente marcados com o logotipo do Blogger, mas a versão mais recente é flexível e sem marca, assim você pode usá-lo para criar e promover blogs sem um orçamento. A principal vantagem de usar o Blogger é que o Blogger é totalmente gratuito, incluindo hospedagem e análises. Se você optar por exibir anúncios, você compartilhar os lucros.

26 Exercício 4 25 Vamos criar um Blog? Com a conta Google criada, acesse o endereço Figura 06 Página inicial do Blogger Google Docs O Google Docs, é um pacote de aplicativos do Google baseado em AJAX. Funciona totalmente on-line diretamente no browser. Os aplicativos são compatíveis com o OpenOffice.org/BrOffice.org, KOffice e Microsoft Office, e atualmente compõese de um processador de texto, um editor de apresentações, um editor de planilhas e um editor de formulários. Originalmente, o processador de texto foi desenvolvido a parte, sob o nome Writely, e comprado pelo Google meses depois. Alguns dos recursos mais peculiares são a portabilidade de documentos, que permite a edição do mesmo documento por mais de um usuário e o recurso de publicação direta em blog. Os aplicativos permitem a compilação em PDF. Ele permite aos usuários criar e editar documentos online ao mesmo tempo colaborando em tempo real com outros usuários. Google Docs combina as características de Writely e Spreadsheets com um programa de apresentação incorporando tecnologia projetada por Sistemas Tonic. Armazenamento de dados de

27 26 arquivos de até 1 GB no total de tamanho foi introduzido em 13 de janeiro de 2011, os documentos criados no Google Docs não contam para este contingente. Figura 07 Página inicial do Google Docs A parte interessante do Google Docs é que é possível produzir documentos compartilhados com colaboração de diversas pessoas geograficamente distantes, e todas contribuírem com a sua elaboração. A figura a seguir ilustra o compartilhamento de um documento. Figura 08 Compartilhando um documento no Google Docs

28 27 Google Drive Google Drive é um serviço de armazenamento e sincronização de arquivos, apresentado pela Google em 24 de abril de Google Drive abriga agora o Google Docs, um leque de aplicações de produtividade, que oferece a edição de documentos, folhas de cálculo, apresentações, e muito mais. O Google Drive é considerado uma "evolução natural" do Google Docs (uma vez ativado substitui a URL docs.google.com por drive.google.com). Rumores sobre o Google Drive começaram a circular no início de março de Com o lançamento do Google Drive, o Google aumentou o espaço de armazenamento do Gmail para 15 GB. O Google Drive baseia-se no conceito de computação em nuvem, pois o internauta poderá armazenar arquivos através deste serviço e acedê-los a partir de qualquer computador ou outros dispositivos compatíveis, desde que ligados à internet. Para além disso o Google Drive disponibiliza vários aplicativos via online, sem que esses programas estejam instalados no computador da pessoa que os utiliza. O Google Drive dá ao usuário 15 GB grátis de armazenamento no início. Um utilizador consegue espaço extra, que é compartilhado entre Picasa e Google Drive, que vai de 25 GB até 16TB pagando uma quantia mensal (2,49 dolares/mês ou menos de 2,00 euros/mês). Pode ser adquirido através da contratação de um plano de pagamento mensal. Conhecendo o Portal de Periódicos da Capes O Portal de Periódicos da Capes é uma biblioteca virtual que reúne e disponibiliza a instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional. Ele conta atualmente com um acervo de mais de 38 mil periódicos com texto completo, 123 bases referenciais, 11 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo.

29 28 Figura 09 Pesquisando no portal de periódicos da CAPES

30 29 Referências LEMOS, A. Cibercultura. Tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, DAVENPORT, T. H., PRUSAK, L.. Conhecimento empresarial. Rio de Janeiro: Campus, CRISTÓFANO Sirlene. A Literatura e as novas tecnologias: A formação de leitores ativos em múltiplos suportes. Disponível em < Tecnologias-A-Forma%C3%A7%C3%A3o-de-Leitores-Ativos-em- M%C3%BAltiplos-Suportes.pdf>. Acesso em 04/08/2016 SANT Zenildo; SILVA Maria Vitória da. O ensino de literatura num espaço globalizado: a parceria das novas tecnologias no processo ensinoaprendizagem. Disponível em < Acessado em DINIZ, Cibercultura e literatura: hipertexto e as novas arquiteturas textuais. Disponível em < Acessado em 03/09/2016 PENA, Rodolfo F. Alves. "Era da Informação"; Brasil Escola. Disponível em < Acesso em 08 de setembro de ARNT Héris; FERREIRA Telles. Jornalismo, literatura e novas tecnologias. Disponível em < Acessado em 28/08/2016.

31 30 BELL Alice. The Possible Worlds of Hypertext Fiction. Disponível em < Acessado em 01/09/2016. XAVIER Antônio Carlos. A era do hipertexto: Linguagem e Tecnologia. Editora Universitária UFPE. Recife-PE BARRETO, Ana Maria. Informação e Conhecimento na Era Digital. Disponível em < Acessado em 06/09/2016. COUTINHO, Clara Pereira; BOTTENTUI, João Batista. Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0, SIIE IX Simpósio Internacional de Informática Educativa, Porto, < bitstream/1822/7358/1/com%20siie.pdf>. Acesso em 10/06/2015. RECUERO, Recuero, R. (. Redes Sociais na Internet. Revista ECompós. V. 2, p.191). Sulina. Disponível em < redessociais-nainternet-consideraes-iniciais. Acesso em 10/06/2015. TOMAÉL, Maria Inês; ALCARÁ, Adriana Rosecler; CHIARA, Ivone Guerreiro Di. Das redes sociais à inovação. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 2, p , maio/ago ROCHA Ricardo Ribeiro. Guia sobre Direitos Autorais. Disponível em < Acessado em 02/09/2016. TREIN, Daiana; SCHLEMMER, Eiane D.R.. Projetos de aprendizagem baseados em problema no contexto da web 2.0: possibilidades para a prática pedagógica.. Revista e-curriculum, PUCSP-SP V. 4, n. 2, jun/2009

32 31 E-books. Disponível em < definition/ebook>. Acessado em 02/09/2016. Google Sites. Disponível em < Acessado em 02/09/2016 Google Docs. Disponível em < Acessado em 15/08/2016. Google Drive. Disponível em < Acessado em 15/08/2016. Periódicos CAPES. Disponível em < Acessado em 15/08/2016.