Área Temática: A3 - Custos e gestão no setor público e organizações sem fins lucrativos

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1 1 TEXTO a Submeter ao XIII Congresso Internacional de Custos Título: Custos no Sistema de Segurança Social: Repartição versus Capitalização Nome do Autor: Maria de La Salete Rodrigues Carneiro Área Temática: A3 - Custos e gestão no setor público e organizações sem fins lucrativos Palavras Chave: modelos de financiamento, repartição, capitalização, sistema de segurança social, envelhecimento Metodologia adotada: M1 Analytical/Modelling e M6 Interdisciplinary/Critical

2 2 Custos no Sistema de Segurança Social: Repartição versus Capitalização No sistema redistributivo, os benefícios atribuídos aos pensionistas e reformados são financiados, em parte, pelas contribuições da população ativa contemporânea, em vez de resultarem apenas da capitalização das contribuições diretas passadas dos próprios pensionistas e reformados, o chamado sistema de Capitalização. Alguns estudos revelam que os países com maiores despesas de Segurança Social são aqueles em que a fração de benefícios financiada por contribuições diretas é mais baixa. (Pinto Barbosa, 1997) 1 A intervenção do Estado no âmbito da Previdência é justificada por diversos fatores. Se por um lado os cidadãos não apresentam um perfil de rendimentos de equilíbrio ao longo da vida, para fazer face a períodos de carência, sobretudo na velhice, também há razões de miopia e falta de habilidade financeira dos cidadãos em gerir as suas poupanças. A missão estatal é desenvolvida através de um sistema de Segurança Social com objetivos e princípios de atuação devidamente definidos e regulamentados, suportada por um mecanismo gerador de fluxos financeiros entre contribuintes, beneficiários e instituições. A dinâmica das transações baseia-se nos métodos clássicos de financiamento da Segurança Social que são a repartição e a capitalização. Quais são as principais características de cada modelo? Que consequências, em termos de financiamento público, são relevantes na distinção de cada um deles? A identificação do modelo de financiamento adotado por um país, considerando a lógica dos princípios e das técnicas inerentes a cada um é condição necessária para o entendimento das variáveis em jogo, para a fundamentação de medidas de reforma e de ajustamento. Estando bem identificado o modelo de financiamento evitam-se ambiguidades e incoerências nas medidas políticas, nos quadros jurídicos das prestações e dos esquemas financeiros associados. Recorrendo a uma metodologia de análise e de evidência dos modelos clássicos de financiamento da Segurança Social: a Repartição e a Capitalização, procura-se descortinar a base científica do esquema adotado por Portugal. Conhecer a lógica dos princípios e das técnicas inerentes a cada um, é condição necessária para o entendimento das variáveis em jogo, para a fundamentação de medidas de reforma e de ajustamento. Seguindo os estudos de Orszarg (1997), Holzmann e Hinz (2005), Barr (2005), Silva (2002), procuraremos entender o Modelo da Repartição. 1 Barbosa, António P. (1997) - Economia Pública. McGraw-Hill. Lisboa. Pg. 59.

3 3 Seguindo os estudos de Silva (2002) e Murteira (1995), apresentamos um contributo para entender o Modelo da Capitalização. Cada um apresenta vantagens e desvantagens, pelo que numa terceira fase procuramos estudar a interação de algumas variáveis do sistema, na sua aplicação conjunta à realidade portuguesa. Recorrendo a uma metodologia interdisciplinar/crítica, referenciamos as conclusões de estudos de Barbosa (1998) e Teixeira (1992). Concluímos que há custos na decisão de financiamento, pois a rentabilidade do sistema de Segurança Social, em regime de repartição, depende da taxa de crescimento da população, no enquanto a rentabilidade do sistema em regime de capitalização depende da evolução da taxa de juro. a) A Repartição No modelo de financiamento em repartição 2 os fluxos financeiros são geridos por esquemas de transferência das cotizações e das contribuições dos indivíduos ativos (receita) para financiamento das prestações sociais da população inativa (despesa) no mesmo orçamento anual. O sistema integra como inputs os fluxos de receita, principalmente por via das contribuições e dos descontos, para aplicação em benefícios, cabendo-lhe definir os montantes a afetar a cada área de proteção social. Em termos sociais pressupõe-se que existe um contrato implícito entre as gerações, subentendido por um compromisso moral da sociedade perante os reformados. Assim, se considerarmos a estrutura etária da população, as pensões de reforma correspondem a um processo de transferência de rendimentos da população mais jovem para a população mais idosa, pelo qual os reformados constituem um verdadeiro encargo para as camadas de população ativa, pois consomem bens e serviços para cuja produção não estão a contribuir. De um outro ponto de vista, dir-se-ia que, o Estado assegura indiretamente a redistribuição de rendimentos entre ricos e pobres. Não deixa de ser paradoxal que na maior parte destes sistemas os beneficiários não têm a clara perceção da relação entre as contribuições, calculadas a partir dos rendimentos do seu trabalho e as prestações 2 Teixeira, Paulino (1992) - O Rendimento Nacional e a Segurança Social. Department of Economics University of South Carolina. Pg O sistema de repartição refere-se ao designado sistema de pay-as-you-go (PAYG). Os processos que não envolvem a acumulação de reservas de rendas ou de receitas dizem-se de repartição pura; os que originam apenas reservas de rendas dizem-se de repartição dos capitais de cobertura.

4 4 sociais a que têm direito, Orszarg (1997). 3 Com efeito, os descontos são largamente considerados como impostos, com respetivos controlos administrativos. Assim, a cobrança da receita produz um impacto mais restritivo do que incitador à contribuição. A lógica do sistema de repartição é a generosidade. A baixa idade de reforma foi a vitória do socialismo, bem como a facilidade de acesso à reforma enquanto pode continuar a trabalhar. O sistema de repartição existe por razões ideológicas, e porque não há ativos financeiros que suportem os fundos de pensões, Barr (2005). 4 Vários sociólogos e economistas argumentaram que o desenvolvimento dos modelos de repartição simples corresponde à substituição natural dos planos adotados nas famílias dinásticas. A sua expansão exerceu efeitos significativos ao nível do papel das famílias, da fertilidade, do crescimento populacional, da escolha da ocupação e da acumulação de capital humano. Efetivamente os países que o adotaram beneficiaram com o fenómeno baby boom, refletido na taxa de crescimento da população. Por outro lado este sistema é particularmente adequado para situações de estabilidade demográfica. Por conseguinte, foi escolhido pela maioria dos poderes públicos das economias ocidentais e por todos os do espaço comunitário, numa época em que não se adivinhavam alterações significativas nas estruturas populacionais. Os modelos de financiamento têm um desenho baseado na capacidade de gerir os riscos com eficiência, Holzmann & Hinz (2005, p. 42). Alguns períodos de crise originam um aumento das despesas sociais, particularmente do subsídio de desemprego, acompanhado por um decréscimo das contribuições cobradas (receita), não só devido à diminuição do número de trabalhadores em atividade, mas também pelo menor crescimento da massa salarial. Assim, há que reconhecer que o modelo de financiamento por repartição é vulnerável a dificuldades conjunturais. Vejamos a interação de algumas variáveis do sistema. Pressupondo que: a população é estável com taxa de crescimento intrínseca D, no momento atual a taxa de nascimentos é B(z), a vida ativa desenvolve-se entre os 20 e os 65 anos, os indivíduos 3 Em termos de reorganização futura do sistema, a ligação da contribuição com o benefício é um fator crucial. A confluência destes elementos poderá aumentar os incentivos ao trabalho ou pelo menos a manter o mesmo trabalho (se os incentivos dependerem do tempo de trabalho) e diminuir a reforma. Orszarg, J.; D. J. Snower (1997) - Expanding the welfare system: a proposal for reform. In Buti, M. et al. (1999) - The Welfare State in Europe: challenges and reforms. Edward Elgar Publishing Limited. UK. Pp Barr, N. e Michael Rutkouski (2005). Pensions. In N. Barr, Labor Markets and Social Policy in Central and Eastern Europe. Washington, DC. Pp

5 5 vivos com idade x nasceram no momento (z-x), então num sistema em repartição estabelece-se a seguinte fórmula: 5 65 Dx C 20 B( z) e S ( x) dx = B( z) e Dx S ( x) dx De acordo com a equação fundamental da repartição, considerando as componentes da relação, em cada momento, obtemos a seguinte igualdade de equilíbrio: Taxa média de quotização * Nº. de ativos * Salário médio = = Valor médio de pensões * Nº. de inativos reformados. b) A Capitalização No modelo de financiamento por capitalização, os fluxos financeiros são geridos com base na constituição de capital (por exemplo, sob a forma de reservas), aplicado em ativos ao longo da vida das cotizações (receita), e no fim desta poderão ser liquidados para garantir o pagamento das prestações (despesa), nomeadamente reformas, ao longo de diversos períodos, com referência individual. Uma das virtudes financeiras a retirar da capitalização é a perceção do beneficiário acerca do esforço que realiza em descontos, geralmente entendido como investimento pessoal. Em alguns países em que este esquema está implementado, a contribuição efetua-se por livre iniciativa, o que elimina a faceta de obrigatoriedade imposta, característica das contribuições em repartição. Mas mesmo que seja vinculativo, a consciência de poupança forçada facilita e incentiva a contribuição durante a vida ativa, na expectativa de usufruir da rentabilização dessas poupanças concretas quando reformado. Do ponto de vista económico, uma ilação a retirar de alguns estudos é que a poupança capitalizada induz ao investimento global e consequentemente à acumulação de riqueza. A sua gestão poderá recorrer a instrumentos financeiros de longo prazo e a entidades intermediárias, aliciando investidores, que serão a contraparte de algum investimento produtivo. O processo desenvolve-se em torno da expectativa de uma taxa de retorno positiva e planeada, no fim de uma longa vida útil. Um outro ponto importante a salientar é que se a estrutura de Previdência, apesar de pública, tiver âmbito nacional, a gestão global dos investimentos, pela possibilidade da diversificação, elimina uma série de riscos associados aos ativos. 5 Silva, Carlos Pereira da (2002) - Pensões: Repartição e Capitalização. Conferência proferida na Faculdade de Economia U. Porto. 21 de fevereiro.

6 6 Apesar das virtudes apontadas sublinhe-se que este modelo de financiamento está sujeito a críticas do ponto de vista sócio-económico. Como a capitalização pressupõe a personalização do investimento, em princípio não contribuí para a redução das desigualdades sociais. Os indivíduos que descontam para um regime capitalizado beneficiam com o aumento da sua riqueza à taxa de retorno do capital. Nesta ótica, os beneficiários que na vida ativa tiveram maiores rendimentos obtêm direito a prestações sociais proporcionalmente mais elevadas. Considerando algumas das suas características, este modelo tem maior propensão a ser gerido por entidades privadas. Assim, um dos aspetos mais polémicos acerca do tipo de financiamento do sistema de Segurança Social, é a divergência e a oposição entre o setor privado e público. Concretize-se: pressupondo que um indivíduo, cuja vida ativa se desenvolve entre os 20 e os 65 anos, se reforma aos 65 anos com uma pensão vitalícia anual de uma unidade monetária, em que a taxa de contribuição atuarial é obtida igualando o valor atual de todas as contribuições, durante o período, ao valor atual de todas as prestações vitalícias. Sendo os valores presentes reportados ao momento atual, estabelece-se a fórmula da capitalização: 6 C l l 45 D 20 t 45 τ 65 φ D 0 e dt = e 0 e l l l l 65 t 65 dt Neste esquema, o equilíbrio resulta da igualdade do valor do somatório das quotizações totais que um indivíduo desconta durante a vida ativa (considerada entre 20 e 65 anos) e o valor atual do montante de dispêndio com esse indivíduo, uma vez atingida a situação de reforma (entre os 65 anos e o resto da vida). Neste sistema de financiamento baseado na capitalização, a própria taxa de capitalização apresenta-se como uma vantagem, Murteira (1995). 7 Se a taxa de crescimento da economia for igual à soma da taxa de crescimento da produtividade com a taxa da população, então, segundo o Teorema da Equivalência Atuarial, os dois sistemas pagam as mesmas prestações, desde que a taxa de capitalização seja a taxa de crescimento da economia. No entanto, se a situação é de forte crescimento da população e da produtividade do trabalho, a taxa de crescimento da economia poderá ser superior à 6 Ibidem (2002). 7 Murteira, Maria Clara Papão Franjoso (1995) - O financiamento das pensões de reforma. Tese de Mestrado de Economia Europeia. Universidade de Coimbra. Faculdade de Economia.

7 7 taxa de juro real, o que confere vantagem à repartição. Assim, o sistema de capitalização poderá ser preferível para o pensionista na situação inversa. Uma das principais críticas ao sistema de capitalização são as falhas do mercado financeiro, mas também se advoga que um investidor individual para além de não ter conhecimentos técnicos, nem disponibilidade para analisar as rentabilidades dos investimentos a efetuar, não dispõe da possibilidade de adquirir carteiras de investimento diversificadas. Atendendo à evolução da taxa de inflação, enquanto num regime de repartição o Estado consegue a indexação das pensões, um sistema capitalizado puro não salvaguarda essa possibilidade, o que implica a consideração desse risco. c) Os Custos na decisão de financiamento A rentabilidade do sistema de Segurança Social, em regime de repartição, depende da taxa de crescimento da população, enquanto a rentabilidade do sistema em regime de capitalização depende da evolução da taxa de juro. (Ferreira, 2000) 8 Neste ponto analisam-se alguns parâmetros influentes do processo de decisão relativo à seleção do modelo de financiamento para o sistema de Segurança Social, a nível nacional. O equilíbrio do sistema está iminentemente dependente da relação existente entre a população ativa (que o sustenta) e inativa (do qual beneficia). No entanto, para além da condicionante demográfica, há a considerar que a envolvente macroeconómica influirá de modo abrangente na sua evolução. Mercado de Capitais Previdência Enquadramento Microeconómico Mercado de Trabalho Social Evolução Demográfica O trabalho pioneiro sobre a escolha do melhor regime de financiamento da Previdência é da autoria de Samuelson (1958). 9 O autor baseou os trabalhos nos 8 Ferreira, Luís Cunha (2000) - O Sistema de Segurança Social em Democracia. Dissertação Mestrado em Finanças. Universidade Portucalense. Pg Samuelson, Paul A. (1958) - An exact consumption loan model of interest with or without the social contrivance of money. In Journal of Political Economy. Vol. 66. Pg

8 8 modelos de gerações sucessivas, pressupôs a existência de uma determinada estrutura demográfica, através da criação de acordos entre gerações, pela qual todas elas podem beneficiar desde que a geração seguinte seja mais numerosa do que a anterior. Assim, demonstrou que a situação de indiferença entre um regime de capitalização e um regime de repartição só é possível quando a taxa de juro real é igual à taxa de crescimento da riqueza - somatório da taxa de crescimento da força de trabalho com a taxa de crescimento da produtividade -, uma vez que nesta conjuntura as responsabilidades atuariais são perfeitamente cobertas pelos respetivos ativos de cobertura. Atendendo à relação entre a taxa de crescimento da riqueza face à taxa de juro real, há argumentos no sentido de que se a primeira for superior à segunda, de forma sustentada, então é preferível manter a repartição. Na circunstância de se verificar a queda da relação ativo/reformado, então a solução passará por aumentar o número da fração ou diminuir o denominador da fração. Por outro lado, perante a situação inversa, isto é, a taxa de crescimento da riqueza for menor do que a taxa de juro real, de forma sustentada, constata-se um problema parecido com o da última geração, uma vez que não estando garantida uma taxa de crescimento de equilíbrio, não é possível assegurar o mesmo nível de consumo aos futuros reformados. Neste caso, a alternativa será alterar para um regime de capitalização que resolva a questão dos direitos adquiridos dos atuais ativos. Com efeito, no desenvolvimento desta reforma é necessário financiar várias componentes: o custo normal dos serviços futuros dos atuais ativos, a amortização dos direitos passados dos atuais ativos e o pagamento das reformas em curso. Aliás a capitalização exige um período de constituição de reservas, para que seja sustentável. A existência de mercados financeiros eficientes pode ser condição fundamental para o crescimento económico. Se um sistema de repartição reduz o volume de intermediação financeira, um sistema de capitalização para além de oferecer uma forte procura de ativos das empresas reforça a procura de instrumentos de longo prazo para atingir os horizontes das decisões dos contribuintes. Por outro lado, há quem defenda que a instabilidade dos mercados financeiros está mais ligada à profundidade ou à capitalização do mercado do que à instabilidade macroeconómica e política, o que permite concluir que a introdução de um sistema de Segurança Social de capitalização

9 9 tenderia a diminuir a volatibilidade do mercado financeiro e este tornar-se-ia outra fonte de benefícios, Barbosa (1998). 10 No entendimento de Teixeira (1992) 11 apenas se deveria recorrer ao sistema de capitalização no caso de a evolução da despesa anual atingir valores que o excesso de receita sobre a despesa permita a formação de uma reserva, de quantitativo suficientemente elevado, de forma que os rendimentos derivados da sua aplicação sejam suficientes para fazer face a uma importante parcela de despesa. A constituição destas aplicações apenas tem sentido, num enquadramento a médio e longo prazo. De seguida, expõe-se um esquema 12 que permite dissecar a interação de alguns parâmetros relevantes dos dois modelos de financiamento. Pressupõe que a taxa de contribuição é constante, um trabalhador efetua contribuições durante um período (1) e obtém reforma no período seguinte (2). Considera como variáveis: a taxa de contribuição (t), a pensão (p), os salários do primeiro e segundo período (s 1 e s 2 ), os volumes de emprego em cada período (e 1 e e 2 ), a taxa de rendibilidade do investimento (r), a taxa de crescimento do salário médio (TCS) e a taxa de crescimento do emprego (TCE). Verificando-se a situação de pensões com regime de financiamento por repartição contemporânea, no segundo momento as receitas das contribuições são dadas por t*s 2 *e 2. Como as despesas com pensões dependem do valor da pensão média e do número de reformados, e pressupondo que o número de reformados é igual ao número de ativos no período anterior, então um regime de repartição equilibrado requer o nível de despesa igual ao da receita: t*s 2 *e 2 = p*e 1 Logo a pensão é dada por: p = t*s 2 *(e 2 /e 1 ) Um reformado enquanto ativo contribuiu com t*s 1 para o sistema. Por definição temos que: (e 2 /e 1 ) = 1+TCE e 10 Barbosa, F. Holanda; Guilhermo E. Mondino (1998) - Como a Previdência pode contribuir para a retoma do crescimento económico. Associação da Bolsa de Derivados do Porto. 11 Teixeira, Paulino (1992) - O Rendimento Nacional e Segurança Social. Department of Economics University of South Carolina. 12 Comissão do Livro Branco da Segurança Social (CLBSS) (1998) Livro Branco da Segurança Social. Edição conjunta do Instituto Nacional de Administração (INA) e do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS). Pg. 205.

10 10 (s 2 / s 1 ) = 1+TCS No caso do financiamento por capitalização, a pensão p corresponde à contribuição realizada e os respetivos rendimentos, ou seja: p = t*s 1 *(1+r) Observando o ratio entre a pensão obtida por repartição (p) e a obtida por capitalização (p ), então: (p/p ) = (1+TCE)*(1+TCS)/(1+r) Para o mesmo esforço de contribuição, o valor da pensão das duas modalidades de pagamento é o mesmo se: r = TCS+TCE+TCS*TCE A anterior demonstração prova que nenhuma das formas de financiamento tem superioridade teórica sobre a outra no que concerne à recompensa que o trabalhador retira das suas contribuições. Se a taxa de rendibilidade dos investimentos for maior que a soma da taxa de crescimento do emprego (TCE) e da taxa de crescimento do salário médio (TCS) então a capitalização apresentará melhores resultados, caso contrário será a repartição. A hipótese da vantagem da introdução da capitalização fica reduzida à análise empírica da situação real. 13 Também pela pesquisa do modelo de financiamento de natureza de repartição, Kessler e Blanchet (1992) 14 estimaram valores para o nível relativo de pensões, isto é, pelo quociente da pensão média com a taxa média de salário. O estudo aplicado a 13 Um ponto de partida para outro estudo. No caso de Portugal, numa perspetiva de longo prazo, qual o comportamento destas variáveis relevantes? No que se refere à taxa de crescimento do emprego (TCE), cuja evolução está dependente da evolução da população em idade ativa e da taxa de participação, a tendência do crescimento de longo prazo do emprego é zero. Se por um lado, os vários cenários demográficos apontam para uma redução, em termos absolutos, da população em idade ativa até 2035, também não se prevê crescimento da taxa de participação. A taxa de crescimento dos salários reais (TCS), que segue a tendência da generalidade dos países da OCDE, apresenta nas diversas projeções um crescimento de 1,5% até 2020 e 1% depois desse ano. Um cenário mais otimista até consideraria a taxa de 2%. Mais complexo será estimar a taxa de rendibilidade do investimento (r). Para além de definir o tipo de ativos (depósitos a prazo, obrigações de dívida pública, Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, Fundos de Pensões portugueses), com base nos quais se calculam as taxas, é indispensável a disponibilidade de séries longas. Com o recurso a uma metodologia em que a rentabilidade é estimada como o quociente entre a compensação do fator de produção capital (líquido das depreciações) e estimativas do stock de capital agregado, conseguiu-se obter uma série relativamente longa para Portugal. Utilizando várias metodologias e fontes de dados constatou-se que a taxa de rendibilidade deverá situar-se no intervalo de 4,6% a 13,6%. Sendo a taxa de rendibilidade para o investimento superior à soma das taxas de crescimento dos salários reais e do emprego, então é vantajoso a introdução da capitalização no financiamento das pensões em Portugal. Contudo, a questão da vantagem de um modelo de financiamento sobre outro é muito mais abrangente, pelo que terá de ser complementada com a análise de outros fatores. Vide CLBSS (1998) Livro Branco da Segurança Social. Edição conjunta do INA e do IGFSS. Pg Blanchet, Didier; D. Kessler (1992) Pension Systems in Transition Economies: Perspetives and Choices Ahead. In a Supplement to volume 47/1992 of Public Finance.

11 11 diversos países, previa que a pensão relativa diminuiria 33%, para um período extensivo até Uma nota relativa à dedução das componentes da igualdade fundamental. Num sistema de repartição estável as despesas correspondentes às prestações de reforma equivalem às contribuições dos trabalhadores. Considere-se o número de reformados (N b ), o número de trabalhadores (N w ) e a média de salário por trabalhador (w), o beneficio por reformado (B) e a taxa de contribuição (t), estabelecem-se as seguintes igualdades: N b *B = t*n w *w t = N b /N w * B/w A taxa de contribuição de equilíbrio é igual ao produto de dois fatores: o quociente de dependência (N b /N w ), relativo ao número de reformados pelo número de trabalhadores, e o termo de substituição (B/w), constituído pela média de benefícios e pela média dos salários. A observação desta igualdade permite provar que se o Estado não quiser deixar derrapar os custos tem de atuar sobre estas componentes, Silva (2002). 15 De forma indireta constata-se que, a longo prazo, o problema financeiro do sistema de repartição resulta do envelhecimento da população e da taxa de fecundidade. O primeiro fenómeno aumenta o peso relativo dos reformados em relação à população ativa, e o segundo influencia a substituição de gerações. Estes dois fatores demográficos influenciaram o aumento do quociente de dependência. O fenómeno tem-se verificado no Canadá, Austrália e muitos dos países da Europa Ocidental, América Latina e Ásia. 16 O envelhecimento demográfico está patente nas estruturas atuais da Europa, para a qual se prospetiva o número de 180 milhões de pessoas, com mais de 65 anos em De facto, as alterações da estrutura demográfica provocam efeitos ao nível da estrutura de financiamento dos sistemas de Previdência, pois implicam um crédito diferente para o pensionista. Se no regime de repartição estabelecem-se direitos sobre o rendimento do capital humano, no regime de capitalização estão implícitos créditos sobre os ativos físicos e financeiros (títulos de dívida pública, obrigações, ações, etc.). 15 Silva, Carlos Pereira da (2002) - Pensões: Repartição e Capitalização, Conferência proferida na Faculdade de Economia - U. Porto. 21 de fevereiro. O autor aplica este corolário ao caso português explicando que o que se tem verificado é que o rácio de dependência tem aumentado devido ao efeito conjugado da redução da força de trabalho com o aumento do número de pensionistas, por alargamento da base demográfica nas idades acima dos 60 anos e por aumento da esperança de vida no período pós-reforma. 16 Rosen, Harvey S. (2000) - Public Finance. McGraw-Hill Irwin. Sixth Edition. Pg Nazareth, J. Manuel (2009) Crescer e Envelhecer Constrangimentos e Oportunidades do Envelhecimento Demográfico. Editorial Presença. Pg. 166.

12 12 A caracterização desta envolvente deixa antever que o valor das reformas capitalizadas dependa da evolução do preço de mercado dos elementos patrimoniais. Aliás, uma consideração política e económica a referir é que a criação de um sistema de previdência social capitalizado implica que todos os cidadãos se tornem capitalistas, pois deterão, através dos fundos de pensão, ações, obrigações, dívida pública e outros instrumentos financeiros. Este enquadramento tem consequências ao nível da consciencialização do rumo das políticas e regulamentações económicas, assim como nas políticas de estabilização. A correção do efeito de longevidade só poderia ser concretizada mediante um sistema atuarial justo. Ou seja, em que cada geração pague o aumento da sua própria esperança de vida, uma vez que foi conseguida graças à melhoria das condições de vida durante a fase da juventude. Com base neste argumento defende-se que os sistemas de repartição devem complementar-se com um sistema de capitalização, porque este é o mais eficaz para equilibrar actuarialmente os benefícios pagos durante a fase ativa. A estrutura demográfica apresenta uma importância fundamental, mesmo quando está em causa a capitalização, pois no momento em que uma dada geração ativa chega à idade de reforma tem de poder transacionar os seus ativos financeiros com a geração que a substituiu. O problema pode deixar de se resumir a técnicas de financiamento, repartição e capitalização, mas entre produção e consumo dos ativos e dos reformados. Com efeito os ativos têm não só de produzir como também de abdicar de uma parte do seu consumo para poderem investir nos títulos em poder dos reformados. Se para além disso estes títulos forem de dívida pública são os ativos que pagam parte dos juros através dos impostos sobre o seu rendimento. Estamos perante a falácia da composição do produto. O que é verdade para um indivíduo não é verdade para o conjunto dos indivíduos. Enquanto um indivíduo consegue transferir reservas financeiras, ao longo do tempo, abdicando de uma parte do consumo corrente, não é possível à sociedade, como um todo, fazer essa transferência na economia nacional. O output produzido, ceteris paribus, é o mesmo. Trata-se apenas de o repartir entre ativos e reformados. 18 Em suma, o problema financeiro da Segurança Social também depende da criação de riqueza do país. Mas, seja como for, a questão nuclear refere-se a qual o sistema a implementar para um dado nível de Produto, numa sociedade com um determinado 18 Ibidem (2002).

13 13 número de indivíduos. A Teoria Económica tem defendido que a decisão de opção por um tipo de esquema baseia-se na procura de melhores e maiores poupanças. Outros autores sublinham que como as características dos diferentes esquemas produzem diversos efeitos nos comportamentos dos beneficiários, estas terão de ser consideradas na definição de uma política social global. d) Conclusões /Propostas Em termos de conclusão, o sistema de pensões resume-se fundamentalmente em métodos de gerir riscos do envelhecimento. 19 No fundo o desafio colocado à Governação é determinar a melhor forma de gerir este relevante risco (demográfico, económico/financeiro) de forma eficiente, tanto na lógica individual como coletiva. O sistema de pensões compreende mecanismos de consumo-atribuição ou de outra forma, ativos afetos a um indivíduo ou uma sociedade. Procura-se o princípio da eficiência na gestão de riscos a otimização dos retornos esperados em relação aos riscos através da diversificação dos ativos do sistema como um todo. Assim, o sistema pode ser entendido como uma carteira de ativos. Nesta lógica enquadra-se o sistema multipilar que compreende diversos elementos com várias características, procurando maximizar benefícios e minimizar riscos relevantes. O sistema multipilar é composto pela combinação de 5 elementos básicos: "pilar zero" - que fornece um nível mínimo de proteção; o patamar contributivo de "primeiro pilar" - para vários graus de rendimento e procura substituir uma parcela do lucro; um segundo pilar - pilar obrigatório, que incluí a conta de poupança individual, voluntária; um "terceiro pilar" com diversos ativos de natureza discricionária e um quinto patamar com informação entre fontes intrafamiliares ou intergeracional de apoio financeiro e não financeiro para os idosos, Holzmann & Hinz (2005, p. 42). 20 Os riscos dos ganhos de volatilidade e deslocamento de emprego que estão subjacentes ao emprego voluntário baseado no terceiro pilar são significativamente compensados pelo primeiro e segundo. O risco político de padrão dos benefícios prometidos devido a choques macro ou mudanças demográficas a longo prazo pode ser 19 Não se prevê um sucesso significativo com as atuais políticas de apoio à natalidade. Por este motivo, espera-se que nos próximos anos a população do mundo desenvolvido continue a envelhecer e com tendência para diminuir significativamente o seu volume populacional. NAZARETH, J. Manuel (2009) Crescer e Envelhecer Constrangimentos e Oportunidades do Envelhecimento Demográfico. Editorial Presença. Pg Holzmann, R., & Hinz, R. (2005). Old Age Income Support in the the 21st century: an international perspetive. Washington: The World Bank. Pg. 42.

14 14 atenuado pelo segundo e terceiro patamar. Estes e uma série de outros sábios fatores fazem argumentos convincentes para a necessidade de diversificar os instrumentos de poupança de reforma e rendimentos, Holzmann & Hinz (2005, p. 42). 21 O Modelo Social Europeu baseia-se numa variedade de modelos e ideias nacionais, com o objetivo de criar solidariedade entre as gerações, ou seja, uma repartição intergeracional equilibrada das vantagens e dos custos. Esta definição que tem de ser objetiva, clara e transparente, de forma a fomentar e facilitar o debate público e político. Muito relevante quando se estuda a hipótese de alterar o sistema de financiamento, pois produz alterações profundas na arquitetura do Estado-Providencia tal como ele foi concebido e altera radicalmente o sistema de valores, equidade e justiça social. Então a problemática do financiamento pode colocar-se na determinação de uma combinação de Custos Ótima, isto é, pela convergência de diferentes fontes de financiamento e determinar um modelo/um esquema de financiamento que melhor assegurará a sustentabilidade de um país concreto. 21 Ibidem. Pg. 43.

15 15 BIBLIOGRAFIA Barbosa, António P. (1997) - Economia Pública. McGraw-Hill. Lisboa. Pp. 59. Barr, N. e. (2005). Pensions. In N. Barr, Labor Markets and Social Policy in Central and Eastern Europe (pp ). Washington: DC. Blanchet, Didier; D. Kessler (1992) Pension Systems in Transition Economies: Perspetives and Choices Ahead. In a Supplement to volume 47/1992 of Public Finance. Comissão do Livro Branco da Segurança Social. (1998). Livro Branco da Segurança Social. Lisboa: Edição conjunta do Instituto Nacional de Administração (INA) e do Instiuto Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS). Pp Holzmann, R., & Hinz, R. (2005). Old Age Income Support in the the 21st century: an international perspetive. Washington: The World Bank. Hirazawa, Makoto et al. (2010). Aging, Fertility, Social Security and Political Equilibrium. (A. Cigno, Ed.) Journal of Population Economics. 23 (political equilibrium - aging- pay-as-you-go - fertility), Pp Murteira, Maria Clara Papão Franjoso (1995) - O financiamento das pensões de reforma. Tese de Mestrado de Economia Europeia. Universidade de Coimbra. Faculdade de Economia. Nazareth, J. M. (2009). Crescer e Envelhecer - Constrangimentos e oportunidades do envelhecimento demográfico. Editorial Presença. Orszarg, J.; D. J. Snower (1997) - Expanding the welfare system: a proposal for reform. In BUTI, M. et al. (1999) - The Welfare State in Europe: challenges and reforms. Edward Elgar Publishing Limited. UK. Pp Rosen, Harvey S. (2000) - Public Finance. McGraw-Hill Irwin. Sixth Edition. Pg Silva, Carlos Pereira da (2002) - Pensões: Repartição e Capitalização, Conferência proferida na Faculdade de Economia - U. Porto. 21 de fevereiro. Teixeira, Paulino (1992) - O Rendimento Nacional e a Segurança Social. Department of Economics University of South Carolina. Pp

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