Câmara adia votação do Supersimples

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1 BRASÍLIA-DF, QUARTA-FEIRA, 26 DE AGOSTO DE 2015 CÂMARA DOS DEPUTADOS Ano 17 Nº 3461 Câmara adia votação do Supersimples Ontem, relator apresentou seu parecer, com modificações para atender reivindicações de prefeitos e governadores Por acordo de líderes, a votação do projeto que amplia o enquadramento de empresas no Supersimples ficou para a próxima semana. Texto cria programa de fomento à atividade produtiva rentável promovida pela população considerada de baixa renda. 3 Estatuto: relator defende mais facilidade para porte de armas Em videochat promovido pela Câmara, o relator do projeto que muda o Estatuto do Fernando Frazão/ABr Desarmamento, deputado Laudívio Carvalho, disse que o cidadão tem direito a portar arma para defesa pessoal e defendeu mudanças como a redução, de 25 para 21 anos, da idade mínima para compra de armas. O relatório deve ser apresentado hoje à comissão especial. 8 Ministro afirma que subfinanciamento da saúde é problema e critica fim da CPMF Vários deputados defenderam o texto, que beneficia pequenas e microempresas Gustavo Lima Plenário aprova regime de urgência para 10 projetos Um deles anistia dívida de municípios com multas ambientais. 3 Relatório da LDO terá emenda que permite reajuste maior a servidor Entidades sugerem menos tributos e mais equidade fiscal 6 5 Em audiência ontem na Câmara, Arthur Chioro declarou que o problema do Sistema Único de Saúde não é de má gestão, mas sim de falta de recursos. Se a CPMF não tivesse sido extinta em 2007, neste ano representaria uma receita extra superior a R$ 60 bilhões. 5 R$ 98,4 bilhões é a previsão de gastos federais com ações de saúde até o final deste ano Disque - Câmara DOIS PRINCIPAIS DELATORES DA OPERAÇÃO LAVA JATO, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (E) e o doleito Alberto Youssef, participaram de acareação em CPI, na qual divergiram sobre doação de campanha para a presidente Dilma em

2 2 JORNAL DA CÂMARA Em sessão solene, Câmara celebra 10 anos do PRB Deputados ressaltaram o crescimento da bancada e o número de votos recebidos pelo Partido Republicano Brasileiro Com o Plenário Ulysses Guimarães lotado, o Partido Republicano Brasileiro (PRB) comemorou ontem, em sessão solene, os dez anos da sua fundação. Chegamos aqui mantendo sempre uma linha de crescimento; hoje registramos 300 mil filiados, 20 deputados federais, 32 estaduais e 79 prefeitos, disse o presidente do partido, Marcos Pereira. Esses números, segundo ele, serão ampliados em 2016 com a eleição de 300 prefeitos e de 3,5 mil vereadores filiados ao PRB. O partido aposta na eleição do deputado Celso Russomanno e do senador Marcelo Crivella para as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente. O PRB também terá um candidato à Presidência da República em 2018, disse Marcos Pereira. Nos discursos, um dos personagens mais lembrados foi o falecido vice-presidente José Alencar ( ), Filiados ao PRB lotaram o plenário da Câmara na sessão presidida pelo deputado Cleber Verde que, já doente, ressaltava não ter medo da morte, mas da desonra, que seria a morte em vida. Essa citação serviu para apresentar o PRB como o partido ficha limpa, sem máculas, sem corrupção, que não tem medo do povo brasileiro, disse o senador Marcelo Crivella. História e futuro - A homenagem ao partido foi sugerida pelos deputados Cleber Verde (MA) e César Halum (TO). Cleber Verde, que presidiu a sessão, citou um pensamento do sociólogo Gilberto Freire para dizer que o partido tem que aprender com a história construindo o presente, que o levará a um futuro promissor. O passado, segundo ele, foi o de uma legenda que nasceu como Partido Municipalista Renovador (mudou de nome por sugestão de José Alencar), começou com um deputado federal, subiu para três e hoje tem 20 representantes na Câmara, além do senador Marcelo Crivella. Maryanna Oliveira O partido tem que aprender com a história construindo o presente, que o levará a um futuro promissor. Deputado Cleber Verde O deputado Celso Russomanno, saudado como o homem de 1,5 milhão de votos, elogiou a estratégia traçada pelo presidente do partido, que teria renunciado a uma candidatura a deputado para adotar o PRB como um filho. Eu também poderia ter sido candidato ao governo de São Paulo, ou ao Senado, mas resolvemos apostar no crescimento da bancada, para termos tempo na TV, única forma de nos defendermos de ataques que sofremos, disse Russomanno, que, com seu elevado número de votos, ajudou a eleger mais deputados do PRB, graças ao sistema proporcional. Municipalismo - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cujo discurso já havia sido lido por Cleber Verde, chegou ao Plenário acompanhado do presidente da Câmara do Chile, Marco Antônio Nunes, que visitava o Parlamento brasileiro. Cunha voltou a ressaltar a importância do expressivo número de representantes do PRB na Câmara, a base municipalista do partido e o fato de a legenda ter um ministro no governo George Hilton, do Esporte. AGENDA QUARTA-FEIRA» Educação profissional A Comissão de Educação e a Frente Parlamentar Mista da Educação promovem palestra sobre Os Desafios da Educação Profissional no Brasil. Plenário 10, 8h» Preservação urbana A Comissão de Desenvolvimento Urbano discute projeto que altera a Lei nº , para dispor sobre as áreas de proteção permanente no perímetro urbano e nas regiões metropolitanas. Plenário 16, 10h» Lei de migração A Comissão de Relações Exteriores debate a reforma das leis que disciplinam a migração e o tratamento a estrangeiros no País. Plenário 3, 11h» Relatório da LDO A Comissão de Orçamento reúne-se para analisar os relatórios da LDO. Plenário 2, 11h» Seguridade de catador A Comissão de Direitos Humanos debate PEC que dispõe sobre a contribuição para a seguridade social do catador de material reciclável. Plenário 9, 14h» Escola conectada A Comissão de Educação e a Fundação Lehmann promovem o seminário Escolas Conectadas: equidade e qualidade na educação brasileira?. Auditório Nereu Ramos, 14h» Lei da Anistia A Comissão de Legislação Participativa faz audiência sobre os 36 anos da Lei da Anistia. Plenário 3, 14h» Funcionamento do SUS A Subcomissão Especial sobre o SUS debate o tema. O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, é convidado. Local a definir, 16h Leia a agenda completa no celular Mesa Diretora da Câmara dos Deputados - 55 a Legislatura Presidente: Eduardo Cunha (PMDB-RJ) 1º Vice-Presidente Waldir Maranhão (PP-MA) 2º Vice-Presidente Giacobo (PR-PR) 1º Secretário Beto Mansur (PRB-SP) 2º Secretário Felipe Bornier (PSD-RJ) 3ª Secretária Mara Gabrilli (PSDB-SP) 4º Secretário Alex Canziani (PTB-PR) Suplentes: Mandetta (DEM-MS) Gilberto Nascimento (PSC-SP) Luiza Erundina (PSB-SP) Ricardo Izar (PSD-SP) SECOM - Secretaria de Comunicação Social Secretário: Cleber Verde (PRB-MA) (61) Diretor-Executivo: Sérgio Chacon Jornal da Câmara Diretor de Mídias Integradas Editora-chefe Diagramadores Pedro Noleto Rosalva Nunes Gilberto Miranda Editores Renato Palet Coordenador de Jornalismo Sandra Crespo Roselene Guedes Wilson Silveira Ralph Machado Redação: (61) Distribuição e edições anteriores: (61) Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar José Carlos Araújo (PSD-BA) Presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos Lúcio Vale (PR-PA) Corregedor Parlamentar Carlos Manato (SD-ES) Procurador Parlamentar Claudio Cajado (DEM-BA) Ouvidor Parlamentar Nelson Marquezelli (PTB-SP) Coordenadora dos Direitos da Mulher Dâmina Pereira (PMN-MG) Procuradora da Mulher Elcione Barbalho (PMDB-PA) Secretário de Relações Internacionais Átila Lins (PSD-AM) Diretor-Geral: Rômulo de Sousa Mesquita Secretário-Geral da Mesa: Sílvio Avelino Impresso na Câmara dos Deputados (DEAPA) Papel procedente de florestas plantadas Leia esta edição no celular

3 JORNAL DA CÂMARA 3 Plenário adia votação sobre o Supersimples Acordo leva a votação para semana que vem; relator João Arruda altera o texto a pedido de prefeitos e governadores Um acordo entre as lideranças partidárias adiou a votação do Projeto de Lei Complementar 25/07 para a próxima semana. O substitutivo da comissão especial aumenta em 250% o limite de enquadramento da microempresa no regime especial de tributação do Simples Nacional (Supersimples), passando de R$ 360 mil para R$ 900 mil a receita bruta anual máxima exigida. No caso das empresas de pequeno porte, a participação no sistema simplificado de tributação será permitida para o intervalo de R$ 900 mil a R$ 14,4 milhões anuais. Atualmente, é de R$ 360 mil a R$ 3,6 milhões. Essa faixa aumentou 400%. Ambas as atualizações de enquadramento começarão a valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte àquele em que o projeto virar lei. Fomento - O relator do projeto, deputado João Arruda (PMDB-PR), concluiu ontem a leitura de seu parecer às emendas apresentadas em Plenário. Uma das novidades na nova versão do texto é a criação de um programa de fomento da atividade produtiva geradora de renda por parte da população considerada de baixa renda, incluída no cadastro único do governo federal. Órgãos como o Sebrae poderão atuar como transferidores de conhecimento O Plenário da Câmara aprovou ontem requerimentos de urgência para dez projetos de lei. Com o novo regime de tramitação, essas propostas podem ter a relatoria exercida por um deputado designado diretamente em Plenário. Ainda não há data marcada para votação desses projetos, entre os quais estão quatro que tratam da criação de varas federais nos estados do Rio Grande do Sul, do Paraná e do Tocantins. Outro item é o Projeto de Lei 8170/14, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que concede anistia aos débitos Após o adiamento do projeto sobre o Supersimples, o Plenário aprovou urgência para dez propostas para melhorar esse processo de geração de renda. Os repasses para cada participante serão de até R$ 2,4 mil. Dispositivos - Arruda retirou da versão anterior do texto aprovada em comissão especial dispositivos em relação aos quais prefeitos e governadores apontaram discordância, como o fim do sublimite do ICMS e o aumento para R$ 120 mil da receita bruta de enquadramento do microempreendedor individual (MEI). Assim, permanece na Lei Complementar 123/06 a possibilidade de os estados com menor participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional cobrarem um ICMS adicional ao Simples Nacional. Já o teto para o empresário individual se enquadrar como MEI passou de R$ 60 mil de receita bruta ao ano para R$ 72 mil. Negociações - O relator enfatizou que o texto tem sido negociado há muito tempo com a frente parlamentar das micro e pequenas empresas e com o governo. O estímulo às microempresas vai melhorar o ambiente empresarial, já que elas são o motor da economia brasileira, afirmou João Arruda. Vários deputados defenderam a aprovação do projeto. O argumento principal é que as micro e pequenas empresas são as que impulsionam o desenvolvimento com a geração de empregos. O deputado Afonso Hamm (PP-RS) destacou o ponto da proposta que beneficia as empresas que crescem e mudam de faixa de tributação. Hoje, elas são penalizadas e, agora, só cobraremos pelo incremento de receita, disse. Já os deputados Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Otavio Leite (PSDB-RJ) ressaltaram o papel dessas empresas na geração de empregos. É exatamente fortalecendo a pequena e a microempresa que podemos enfrentar o drama do desemprego, disse Otavio Leite. A proposta não pode ser considerada pauta-bomba, avaliou o deputado Jorginho Mello (PR-SC). Quando Fotos: Gustavo Lima O estímulo às microempresas vai melhorar o ambiente empresarial, já que elas são o motor da economia brasileira. Deputado João Arruda mais empresas pagam menos, arrecada-se mais. Não vamos fazer um cavalo de batalha nisso, tem que ser aprovado por unanimidade. Estados - O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu o adiamento porque os governadores estão preocupados com o impacto nas contas dos estados. Os governadores pediram um pouco mais de calma para discutir. O governo não é contrário ao projeto, disse Guimarães. O deputado Danilo Forte (PMDB-CE) também alertou sobre os impactos negativos nos cofres de estados e municípios. Fragiliza ainda mais os entes federados mais fracos, disse. Aprovados requerimentos de urgência para 10 projetos Gustavo Lima Jovair Arantes, autor do projeto que anistia débitos com multas decorrentes de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aos municípios por infrações administrativas ambientais ocorridas antes da vigência da Lei Complementar 140/11, sobre competência concorrente na fiscalização ambiental. Pelo texto de Jovair Arantes, para possuir direito ao benefício, o município deve comprovar que o empreendimento ou a atividade, objeto do auto de infração, já estava em processo de licenciamento ou de autorização ambiental perante o órgão competente estadual ou municipal. Guerra fiscal - Também é destaque o Projeto de Lei Complementar (PLP) 366/13, do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que proíbe os municípios e o Distrito Federal de conceder benefícios com renúncia do Imposto sobre Serviços (ISS) abaixo da alíquota mínima de 2%. Jucá afirma que o objetivo é acabar com a guerra fiscal. Improbidade - Segundo a proposta, a concessão ou a aplicação indevida da renúncia fiscal constituirá ato de improbidade administrativa com penas que vão desde a perda da função; a suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos; e multa de até três vezes o valor do benefício concedido.

4 4 JORNAL DA CÂMARA Relatório que muda pacto federativo é adiado Ficou para hoje a votação de parecer sobre PEC que impede União de repassar serviços sem os recursos financeiros Foi adiada para hoje a votação do relatório do deputado André Moura (PSC-SE) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 172/12), que impede a União de repassar novas obrigações a estados, municípios e ao Distrito Federal sem a previsão dos recursos financeiros correspondentes. A decisão foi tomada ontem por acordo entre os líderes partidários reunidos na comissão especial sobre o tema. Ontem, André Moura apresentou seu parecer à PEC com duas alterações. Uma delas determina que a transferência de recursos da União para financiar encargos e serviços repassados para estados, Distrito Federal e municípios seja feita ao final de cada exercício financeiro. A outra alteração deixa claro que a competência da União para fixar pisos salariais de categorias profissionais também estará, a partir de agora, condicionada à transferência de recursos financeiros para os demais entes federados. Mais tempo - O líder do PMDB, deputado Leonar- MOBILIDADE URBANA Leonardo Picciani (C) sugeriu a discussão do texto de André Moura (E) com o vice Michel Temer do Picciani (RJ), disse que o acordo para adiamento da discussão foi sugerido pelo vice-presidente da República, Michel Temer. Ao defender a medida, Picciani sugeriu que o parecer do relator seja discutido com o vice-presidente. Eu recebi um pedido do vice-presidente Michel Temer de um tempo maior para discussão do texto. Temer é um constitucionalista renomado, um homem preocupado e consciente da necessidade de se fazer alterações com muita qualidade na Constituição, afirmou. Obstrução - Desde o início da reunião da comissão especial, deputados da base governista tentaram obstruir as votações. O governo teme que a PEC gere despesas extras à União, criadas na forma de compensações financeiras aos demais entes federados. Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Silvio Costa (PSC-PE) fez diversos apelos pelo adiamento da votação do relatório. Não é possível essa PEC, que é um catalisador para a pauta-bomba. Isso é um catalisador. Você tira estados e municípios e afronta a União. A deputada Margarida Salomão (PT-MG) chegou a apresentar um pedido de adiamento de votação, por cinco sessões. Em se tratado de uma medida de tamanho impacto constitucional e econômico, neste momento em que o mundo atravessa mais uma crise que derruba diversas bolsas de valores, defendo o adiamento em nome da sustentabilidade fiscal do Estado brasileiro, disse. Fotos Zeca Ribeiro Silvio Costa foi um dos que se manifestaram contrários à votação Debatedores pedem prazo até 2018 para propor planos Zeca Ribeiro Participantes de debate sobre mobilidade urbana apoiaram a proposta de extensão, até abril de 2018, do prazo exigido para apresentação dos planos de mobilidade pelas cidades brasileiras. De acordo com a Lei /12, os municípios com mais de 20 mil habitantes tinham até abril deste ano para apresentar seus planos. Após essa data, aqueles que não apresentaram o plano ficaram impedidos de receber recursos federais destinados a projetos de mobilidade urbana. A fim de resolver o problema principalmente dos pequenos municípios, um projeto de lei (PL 7898/14) em análise na Câmara estende o prazo até abril de O relator é o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que sugeriu o debate realizado ontem na Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Sem plano - O secretário nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, Dario Lopes, disse no debate que o governo acatará o que for decidido pela Câmara. A dilatação do prazo, segundo ele, é necessária porque cerca de 80% dos municípios de até 250 mil habitantes ainda não contam com o plano. Há ainda casos de capitais, como Salvador (BA), onde o documento ainda está em elaboração. Sem plano, os recursos orçamentários destinados à mobilidade urbana não chegam, a não ser por meio de empréstimo. Quem tinha contrato com o Ministério das Cidades anterior a 12 de abril não sofreu mudança nenhuma, continua recebendo. Porém, a partir dessa data, os municípios sem plano só podem assinar financiamento. Não pode assinar nenhum Segundo Lopes, maioria dos municípios ainda não têm plano convênio que envolva recursos do Orçamento Geral da União, explicou Lopes. Os municípios nesta situação têm que correr com o plano. O repasse é muito importante para os pequenos, que não têm condição de pegar empréstimo, acrescentou. Capacitação - Mais do que aumentar o prazo, o governo defende a capacitação dos municípios para que elaborem seus planos até para que não caiam em armadilhas. Pesquisas de origem e destino de transportes coletivos, infraestrutura, ciclovias e calçadas padronizadas, tudo deve ser levado em consideração na mobilidade urbana. Além de abordar o prazo, que deve variar conforme o tamanho do município, o relatório de Raul Jungmann deve incluir a previsão de capacitação. Vamos recomendar ao governo federal que auxilie os pequenos e médios municípios, resumiu o parlamentar. Esse auxílio, segundo ele, pode vir na forma de convênios ou de consórcios que envolvam várias cidades, a fim de estabelecer um suporte técnico. Na avaliação do professor de pós-graduação em Transporte da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César Marques, o poder público federal pode dar suporte aos municípios abrindo escritórios de projetos ou disponibilizando um cadastramento de consultores.

5 JORNAL DA CÂMARA 5 LDO: relator aceita emenda para Judiciário Ricardo Teobaldo fez acordo com servidores que, se aprovado, dará a cada Poder liberdade para definir reajustes O relator do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2016, deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), fechou um acordo no final da tarde de ontem com representantes de servidores do Judiciário. O acordo abre brecha, na LDO, para a concessão de um reajuste salarial maior para os demais Poderes (Legislativo e Executivo). Pelo acordo, Teobaldo deverá dar parecer favorável a um destaque que será apresentado por um parlamentar hoje, na hora da votação do relatório final na Comissão Mista de Orçamento. O destaque é baseado em uma emenda do deputado Izalci (PSDB-DF). A emenda determina que os três Poderes, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União informem ao Ministério do Planejamento as suas necessidades de recomposição salarial, que farão parte do anexo da proposta orçamentária que relaciona os reajustes autorizados em Pela redação proposta pelo deputado Izalci, cada Poder terá liberdade para definir quanto deseja conceder de aumento a seu funcionalismo. Segundo o parlamentar, a emenda apenas restabelece a independência entre os Poderes. Teto - O relatório final da LDO não permite essa liber- Ministro diz que subfinanciamento da saúde é problema O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse ontem, em debate na Câmara, que o principal problema do Sistema Único de Saúde (SUS) não é a má gestão, e sim a falta de recursos, mesmo tendo as três esferas de governo (federal, estaduais e municipais) elevado as despesas da área nos últimos anos. Os gastos federais com ações e serviços públicos de saúde passaram de R$ 58,3 bilhões em 2010 para R$ 98,4 bilhões neste ano. Mesmo assim, Chioro disse que o Brasil gasta relativamente pouco com saúde, se comparado a outros países. Segundo o Banco Mundial, citado pelo ministro, o O parecer final do deputado Ricardo Teobaldo sobre a LDO do próximo ano deve ser votado hoje dade. O texto, negociado por Teobaldo com o governo, determina que cada Poder terá um teto de reajuste informado pelo Planejamento. Com base nos tetos, os Poderes definirão os reajustes para as categorias. Os tetos já foram encaminhados, mas ainda não foram divulgados oficialmente. Ricardo Teobaldo também fez questão de ressaltar que apenas vai acolher o destaque, mas a decisão final vai depender da Comissão de Orçamento. O voto País despende US$ 525 por habitante/ano, com ações de saúde, número que inclui as despesas das três esferas. Países que também possuem sistemas universais como o SUS gastam em média US$ 3 mil por habitante/ano. Tributos - Chioro criticou a decisão de extinguir a CPMF, tributo que vigorou até 2007 e que tinha parte da arrecadação destinada para a saúde pública. A contribuição foi derrubada em votação no Senado. Segundo Chioro, o fim do tributo tirou da saúde pública R$ 350 bilhões desde Somente neste ano, se estivesse em vigor, a CPMF proporcionaria mais de R$ 60 bilhões. Lucio Bernardo Jr. é que vai decidir, afirmou. A cúpula do Judiciário já negociou com o governo um reajuste diferenciado. O poder ganhou um aumento de 41,47%, escalonado em oito parcelas. O projeto com a correção chegou à Câmara. Os demais Poderes terão um percentual menor. Na Câmara, por exemplo, a proposta foi de 21,3%, em quatro parcelas. Votação - A presidente da Comissão de Orçamento, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), disse que existe acordo para iniciar hoje a votação do relatório final. Está tudo preparado. Já temos quórum, então precisamos agora sentar e votar. Acho que não vai ter dificuldade, disse. A votação estava marcada para ontem, mas teve que ser adiada por causa do início da Ordem do Dia no Plenário da Câmara. Rose de Freitas lamentou e disse estranhar o fato de a sessão plenária ter começado antes do previsto e sem quórum para deliberação. A avaliação de que o fato é circunscrito à gestão reduz a magnitude do problema do financiamento. Ministro Arthur Chioro Durante o debate, diversos deputados defenderam a criação de impostos para financiar a saúde pública. Wadson Ribeiro (PCdoB-MG) propôs a taxação de grandes fortunas. Outros parlamentares, como Jorge Solla (PT-BA), defenderam a incidência do Imposto de Renda sobre lucros e dividendos do mercado de ações. Exigência - O ministro participou de audiência promovida pela Comissão de Orçamento em conjunto com as comissões de Seguridade Social e Família da Câmara; e Assuntos Sociais do Senado. Ele veio prestar contas da aplicação de recursos do SUS. A vinda dele é uma exigência da Lei Complementar 141/12, que trata de gastos com ações e serviços públicos de saúde. Chioro afirmou ainda que todas as vagas disponibilizadas neste ano pelo programa Mais Médicos foram integralmente ocupadas por brasileiros, o que é uma nova tendência. Segundo ele, o programa possui atualmente médicos. Aprovada MP sobre créditos A Comissão de Orçamento aprovou na semana passada a Medida Provisória 674/15, que abre crédito extraordinário de R$ 904,75 milhões para os ministérios do Desenvolvimento Agrário; da Defesa; e da Integração Nacional. A proposta recebeu parecer favorável da relatora, deputada Gorete Pereira (PR-CE). O texto será analisado no Plenário da Câmara e tranca a pauta de votações. Segundo Gorete Pereira, os recursos destinados aos ministérios da Defesa e da Integração Nacional, que somam R$ 661,48 milhões, afetam a meta de superavit primário de 2015, que é, oficialmente, de R$ 55,3 bilhões. Por isso, o governo terá que fazer a compensação, reduzindo gastos na mesma proporção, como determina a legislação fiscal. A maior parte dos recursos (R$ 546,51 milhões) foi endereçada para o atendimento de populações vítimas de desastres naturais, a cargo do Ministério da Integração, por meio de aquisição de alimentos, abastecimento de água para consumo e construção de adutoras. Chioro criticou o fim da CPMF

6 6 JORNAL DA CÂMARA Debatedores propõem simplificação de tributos Representantes de entidades sugeriram imposto único na União e nos estados e mais equidade nas contribuições Participantes da audiência pública da comissão especial que discute a reforma tributária defenderam ontem a simplificação do sistema, como forma de melhorar a competitividade do País, e uma justiça fiscal para que haja contribuição mais equânime entre pessoas físicas e jurídicas. O presidente da Associação Brasileira de Indústria de Máquina e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Cardoso, sugeriu a criação de um único imposto em nível federal, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que seria não-cumulativo e substituiria IPI, PIS, Cofins, Cide-combustíveis, salário-educação e a contribuição previdenciária patronal. Em nível estadual, seria criado imposto nos moldes do IVA federal, para substituir o ICMS. Segundo Velloso, a principal consequência da unificação de impostos estaduais é o fim da guerra fiscal. A guerra fiscal gera uma anarquia nos estados. É uma concorrência desigual permite ate mesmo a corrupção, criticou. Ele defendeu ainda que impostos como IPVA, ITR, IPTU fiquem para os municípios. Votação rápida - O coordenador do movimento Brasil Eficiente, Paulo Rabelo de Castro, pediu que o Congresso aprove a reforma em quatro meses. Atualmente estamos em um manicômio tributário, afirmou. Para ele, o ideal é que as propostas sejam implementadas gradativamente, em 36 meses. Castro definiu o IPI como um imposto anacrônico. Nenhum outro país tem um imposto como esse. O sujeito é punido porque industrializa, disse. Para Castro, entre as vantagens imediatas da simplificação estaria a retomada da confiança e dos investimentos. O presidente da comissão, deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), afirmou que tomará como base parecer Paulo Rabelo de Castro: estamos em um manicômio tributário Deputado sugere incentivo a boas práticas ambientais O deputado Sarney Filho (PV-MA) propôs na audiência que a reforma tributária leve em consideração a economia de baixo carbono um conjunto de normas que orientam as empresas e os países Antonio Araújo a fim de reduzir o impacto energético e diminuir a eliminação dos gases do efeito estufa no meio ambiente. Deveríamos estar na vanguarda da nova legislação e entrar com parâmetros que do ex-deputado Sandro Mabel, que apresentou relatório sobre o tema em Rocha também disse que pretende solicitar ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, 15 dias a mais do que os 30 previstos para que a comissão possa terminar seus trabalhos. Justiça fiscal Diretor de estudos técnicos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais, Pedro Onofre Fernandes sugeriu uma reavaliação da redução da alíquota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, feita em 1998, de 25% para 15%. Fernandes também propôs a revogação de privilégios do capital, como a isenção na distribuição dos lucros, a dedução dos juros sobre o capital próprio e a isenção da tributação sobre remessas de lucros para o exterior. incentivem boas práticas, como o do poluidor pagador e não-poluidor recebedor. Segundo ele, não se pode desconsiderar as mudanças que ocorrem na economia em virtude do aquecimento global. DISCURSOS Assis Carvalho afirma que saída de Dilma Rousseff seria um golpe da cultura elitista O deputado Assis Carvalho (PT- PI) disse, em discurso no Plenário, que não há justificativa para impeachment ou renúncia da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a eventual saída da presidente, no atual contexto, configura golpe, e golpe é da cultura elitista, faz parte do DNA da direita brasileira, que foi, é e sempre será golpista. Segundo o deputado, no dia 20 de agosto, os movimentos sociais foram às ruas para dizer não a qualquer iniciativa golpista e sim à democracia que conquistamos nas ruas. Foi uma manifestação pacífica, respeitosa, sem agressões, sem intolerância racial, religiosa, de gênero e sem qualquer extremismo. Foi uma manifestação para dizer que ditadura nunca mais, destacou. O que a manifestação da semana passada fez foi o questionamento de uma crise que existe, e certamente existe, mas foi superdimensionada em todas as direções, com o fito de desestabilizar o governo, que foi eleito democraticamente, afirmou o deputado. Assis Carvalho observou que as Assis Carvalho: avanços sociais Gustavo Lima críticas ao ajuste fiscal são legítimas, e que os manifestantes defenderam os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, a manutenção de políticas sociais, o que são reivindicações legítimas. Os brasileiros e brasileiras que tiveram avanços sociais consideráveis em suas vidas e é a maioria enxergam que essa instabilidade tem forte potencial para destruir as conquistas que alcançaram. E os movimentos, atentos a isso, reafirmaram o compromisso com a verdade e a democracia, com o desenvolvimento do Brasil e a inclusão social. Zeca Cavalcante faz balanço do mandato e cita projeto sobre saúde e ações contra seca Luiz Alves Cavalcanti: desconto em mensalidades O deputado Zeca Cavalcanti (PTB-PE) fez um balanço dos sete primeiros meses do seu mandato. Lembrando que atua como 1º vice- -presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, ele destacou que apresentou o Projeto de Lei 176/15, que concede desconto progressivo nas mensalidades para o usuário do plano de saúde que utiliza com pouca frequência os serviços contratados da saúde suplementar. O nosso interesse é que o cidadão procure atos saudáveis, como praticar esportes, para que possa usar menos o plano de saúde. E, usando menos o plano, que ele seja agraciado com um desconto na sua mensalidade, na sua prestação do seguro de saúde, explicou. Ao lembrar que veio do sertão nordestino, o deputado disse que apresentou requerimento para a criação de comissão externa para acompanhar as ações do governo federal, dos governos estaduais e das prefeituras em relação à seca no Semiárido. Esse é um assunto que nos preocupa muito e nos deixa muito atentos. Como nordestinos que somos, estamos vendo os nossos conterrâneos sempre com dificuldade de abastecimento de água, seja para o consumo da sua família, seja para o consumo do seu pequeno ou restante rebanho, suas criações, disse. Cavalcanti relatou que esteve em Cabrobó para presenciar a inauguração, pela presidente Dilma Rousseff, da estação de bombeamento do projeto de transposição do São Francisco. A presidenta acionou a primeira elevatória e vimos a beleza do que será a transposição. Serão beneficiadas em torno de 12 milhões de pessoas, afirmou.

7 JORNAL DA CÂMARA 7 Youssef e Costa contam versões divergentes Em acareação na CPI da Petrobras, o doleiro voltou a negar ter operacionalizado dinheiro para campanha de Dilma Em mais de quatro horas de acareação na Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, os dois principais delatores da Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, mantiveram versões divergentes para o suposto uso de dinheiro de propina na campanha da presidente Dilma Rousseff em Costa disse em depoimentos à Justiça Federal que o ex-ministro Antonio Palocci pediu na época R$ 2 milhões para a campanha, dinheiro que teria sido disponibilizado por Youssef. Já o doleiro voltou a negar ter operacionalizado o repasse. Youssef insinuou, porém, que houve pagamentos para a campanha, mas realizados por outra pessoa. E essa pessoa, segundo ele, estaria colaborando com a Justiça. Eu não conheço Palocci, nem assessor dele, nem irmão dele. Não fiz o repasse. Mas existe outro réu colaborador que está falando. Há uma investigação em relação ao Palocci e em breve vocês vão saber quem repassou os recursos, disse. Costa (E) e Youssef, os dois principais delatores da Operação Lava Jato, participaram de acareação Além da informação sobre um novo delator, a única surpresa na acareação foi a acusação, feita por Youssef, de que estaria sendo intimidado pelo deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), que aprovou requerimentos na CPI pedindo a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico da ex-mulher e das filhas do doleiro. Há uma investigação em relação ao Palocci e em breve saberão quem repassou os recursos. Alberto Youssef, doleiro O senhor sabe que minhas filhas não estão envolvidas, disse Youssef. Eu é que me sinto ameaçado. O senhor pode estar certo que não estou tentando intimidá-lo, respondeu Pansera. Recusa - Youssef e Costa já haviam sido submetidos a uma acareação pela Polícia Federal. A defesa do doleiro alegou isso ao pedir ao Supremo Tribunal Federal um habeas corpus para que ele pudesse deixar de responder as perguntas, medida concedida pelo ministro Teori Zavascki. Com isso, Youssef se recusou a responder algumas perguntas, principalmente as relativas à escuta clandestina encontrada em cela na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR). Não vou falar sobre isso porque o caso está sob investigação, disse, ao ser questionado pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PMDB-RJ). Reiteração - Na maior parte da acareação, o doleiro e o ex-diretor da Petrobras apenas ratificaram os depoimentos anteriores. Costa chegou a dizer que prestou 126 depoimentos à Polícia Federal e à Justiça Federal. Confirmo todos eles, disse. Youssef aproveitou para reiterar depoimento em que relatou ter sido informado pelo empresário Júlio Camargo sobre pagamento de propina em contratos da Petrobras com o estaleiro Samsung. Camargo, segundo Youssef, afirmou ter sido pressionado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) a pagar comissão. Cunha nega envolvimento nesse caso e em outras denúncias. Deputados veem problemas em fundo de pensão dos Correios Em um passe de mágica contábil, os Correios tiveram um superavit de R$ 1 bilhão em Deputado Efraim Filho Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito dos Fundos de Pensão apontaram ontem irregularidades no atual deficit de R$ 5,6 bilhões do Postalis, dos empregados dos Correios, e pediram o afastamento do presidente da fundação, Antonio Carlos Conquista. Com base em denúncias de beneficiários do fundo de pensão dos Correios e em material veiculado pela imprensa, os deputados, principalmente da oposição, atribuíram o prejuízo a má gestão, investimentos de risco e aparelhamento da direção do Postalis pelo Partido dos Trabalhadores. Filiado ao PT, Antonio Carlos Conquista destacou em seu depoimento uma série de medidas de governança e transparência que já tomou para aperfeiçoar a gestão. Termos de ajustamento de conduta, recursos judiciais e repactuações são algumas das iniciativas para recuperar os prejuízos. O presidente do Postalis explicou que, do deficit total, cerca de R$ 1 bilhão equivale a valores assumidos pelos Correios, mas não pagos por divergências, dentro do governo, quanto à responsabilidade da dívida. Para o presidente da CPI, deputado Efraim Filho (DEM- -PB), há indício de pedalada fiscal na operação, que será investigada pelo colegiado. O Ministério do Planejamento ordenou aos Correios que deixassem de reconhecer Lucio Bernardo Jr. Conquista, do Postalis, em depoimento à CPI dos Fundos de Pensão a dívida com o Postalis. Esse R$ 1 bilhão que os Correios deixaram de reconhecer viraram passivo para o Postalis e ativo para os Correios. Diante de respostas consideradas insuficientes, o líder do PHS, deputado Marcelo Aro (MG), chegou a sugerir o afastamento de Conquista, que está na presidência do Postalis desde abril de 2012 e acaba de ser reconduzido ao cargo. Tendo em vista que ficou claro que não participou, não viu nada de irregular e não adotou providências eficazes para estancar os problemas dos maus investimentos anteriores, não é o caso de o senhor pedir o afastamento imediato do Postalis? Conquista descartou a hipótese. Eu penso que ainda tenho uma missão e não gostaria de deixar o meu currículo com a falha de não ter conseguido reverter o equacionamento. Cumpro uma agenda razoável na tentativa de resolver, o mais rapidamente possível, essa questão do deficit. Os deputados Érika Kokay (DF) e Paulo Teixeira (SP), ambos do PT, repudiaram as insinuações de aparelhamento do Postalis e pediram cautela para evitar o que chamam de criminalização partidária. Teixeira também saiu em defesa de Conquista. Eu conheço Antônio Conquista há mais de 20 anos e posso dar um depoimento sobre a idoneidade dele, disse.

8 8 JORNAL DA CÂMARA Deputado defende o direito de cidadão ter arma Parecer de Laudívio Carvalho sobre projeto que revoga estatuto do desarmamento será apresentado nesta quinta O relator da proposta (PL 3722/12 e apensados) que revoga o Estatuto do Desarmamento (Lei /03), deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), defendeu ontem o direito de o cidadão possuir arma para defesa própria. Ele participou de videochat promovido pela Câmara. Carvalho defendeu mudanças no estatuto atual. Para ele, a lei é muito dura com quem quer comprar e portar uma arma. Amanhã, o relator vai apresentar o parecer ao projeto, que poderá ser votado na comissão especial no mesmo dia, em reunião que marcada para as 10h. O relator considera o Projeto de Lei 3722/12 muito bom, muito cuidadoso. Entre outras medidas, a proposta facilita o porte de armas para o cidadão comum, reduz a idade mínima para comprar armas de 25 para 21 anos e descentraliza o procedimento de concessão do porte, que passaria a ser feito pelas polícias civis estaduais, e não mais pela Polícia Federal. A proposta vai ao encontro do que a sociedade quer, avalia Laudívio. Ele não teme que a descentralização da concessão de porte trânsito Em menos de um ano, o Brasil deve passar a fazer testes de uso de drogas em fiscalizações de trânsito, a exemplo do que ocorre com o bafômetro para o consumo de álcool. A informação foi dada ontem pelo assessor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) Daniel Cândido, em audiência na Comissão de Viação e Transportes da Câmara. Segundo Cândido, a análise dos produtos começou há poucas semanas e alguns detectam dezenas de drogas pela saliva. Em seis meses, disse, a avaliação do equipamento será concluída. Poderá, então, surgir uma minuta de resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Con- Para Laudívio Carvalho, a proposta que muda o estatuto vai ao encontro do que a sociedade quer 12% das mortes em acidentes envolvem drogas ilícitas A falta de armas em casa é um convite à entrada de bandidos. Deputado Laudívio Carvalho Novos testes poderão apontar uso de drogas por motoristas O deputado Hugo Leal (centro) presidiu o debate sobre os testes tran) para regularizar o uso, como ocorreu com o bafômetro. Entre as drogas verificadas pelo reagente estão a cocaína, maconha e opiáceos. de arma enfraqueça o controle sobre o fluxo de armas e munições, como argumentou, por exemplo, representante da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal, em audiência neste mês na Câmara. Conteúdo - O relator não quis detalhar as mudanças que promoverá no projeto original. Ainda estou debruçado sobre o relatório, passando pente fino, observou. Ele receberá sugestões ao texto até amanhã. Carvalho adiantou apenas que o relatório vai prever de 12 a 20 anos de cadeia para todo aquele que for encontrado com arma de guerra ou de uso restrito das Forças Armadas. Além disso, questionado por internautas, disse acreditar que algumas categorias específicas devem ter direito ao porte de arma, como agentes de trânsito e aposentados das polícias e das Forças Armadas. O estatuto em vigor autoriza apenas policiais e outros profissionais da segurança e da Justiça a circular armados e exige renovação do registro de três em três anos. O projeto torna o registro definitivo. Respondendo a pergunta de outro internauta, o deputado acrescentou que comunidades ribeirinhas têm necessidade de caça de subsistência e de defesa e, para isso, precisam de arma. No nosso relatório, essa questão será olhada com carinho. Conforme o relator, a ideia é resolver também questões como a de armas com registro vencido, a dificuldade para compra de armas importadas e a burocracia para compra de armas para a prática de tiro esportivo e paintball. Segundo Carvalho, o relatório também discutirá questões como o porte para testemunhas ameaçadas de morte. Despreparo - Respondendo a um internauta sobre o possível despreparo da população brasileira para lidar com armas, o deputado afirmou acreditar que os cidadãos estão, sim, preparados para esse uso. As armas nas mãos de cidadãos do bem raramente são usadas para o mal, opinou. Laudívio Carvalho afirmou ainda que o estatuto atual desarmou a população, mas os homicídios aumentaram. Porém, em audiência na Câmara em junho deste ano, representante do Comitê Nacional de Vítimas de Violência citou números do Mapa da Violência para ressaltar queda no número de homicídios no Brasil depois que o estatuto entrou em vigor, em Para Carvalho, no entanto, faltam números e dados confiáveis sobre a violência no Brasil. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério Público com dados coletados de boletins de ocorrência, laudos de perícia e exames de corpo de delito; 12% das vítimas fatais de acidentes de trânsito usaram drogas ilícitas. Destas, 71% usaram cocaína ou crack. Intuição - A falta dos kits para detecção de uso de drogas faz com que a Polícia Rodoviária Federal use a intuição, disse o chefe da divisão de Planejamento Operacional do órgão, Edson Nunes de Souza. Se a pessoa apresenta comportamento que dá indícios e o teste de etilômetro deu negativo,- acreditamos que possa estar sob uso de alguma substância ativa, afirmou, relatando que nesses casos a pessoa é encaminhada à polícia judiciária para procedimentos e testes que avaliam o efeito de drogas. O deputado Hugo Leal (Pros-RJ), que sugeriu o debate, afirmou que o tema está sendo discutido em todo o mundo e, portanto, o Brasil não estaria atrasado. Atualmente, está em vigor lei (13.103/15) que estabelece a realização de exame para analisar o consumo de drogas em motoristas que tirem ou renovem carteiras de habilitação para caminhão, ônibus e veículos com dois reboques.

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