O ESTADO DE S. PAULO - NOTAS E INFORMAÇÕES - SÃO PAULO - SP - 16/04/ Pág A3

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1 Investimentos em queda O ESTADO DE S. PAULO - NOTAS E INFORMAÇÕES - SÃO PAULO - SP - 16/04/ Pág A3 As mudanças de atitude do governo em relação ao novo Código de Mineração tornaram mais turvo o cenário para as empresas do setor, já afetadas pela queda dos preços internacionais dos minérios e pela redução do ritmo de crescimento da China - maior importador mundial de minérios -, o que reduziu a programação de investimentos para os próximos anos. Projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as empresas do setor, indicam que, entre 2014 e 2018, os investimentos no setor mineral deverão alcançar US$ 53,6 bilhões. Esse valor é US$ 10,1 bilhões menor do que o projetado para o período , de US$ 63,7 bilhões. NOTÍCIAS RELACIONADAS Lucro do Credit Suisse cai no 1º tri com queda em negociação de títuloscnc: confiança dos empresários do comércio cai em marçoeua: Investimentos em construção sobem 0,1%Funcef quer elevar investimentos em private equity a 15%Belluzzo ressalta alta dos investimentos em 10 anos São muitos os fatores que explicam a queda dos investimentos, como tem ressalvado o presidente do Ibram, José Fernando Coura. Além do ambiente internacional, o Ibram aponta dificuldades históricas que afetam os investimentos em geral no Brasil, como a burocracia, as excessivas exigências ambientais, a precariedade de infraestrutura e o sistema tributário. Para o setor mineral, em particular, a iniciativa do governo Dilma de propor um novo Código Mineral, que teria o objetivo de destravar os novos projetos de exploração, acabou se tornando um fator adicional de inibição dos investimentos. Depois de ter suspendido durante um ano e meio a liberação de títulos de lavra, enquanto elaborava o novo projeto do Código de Mineração para substituir o que está em vigor desde 1967, o governo parecia disposto a estimular investimentos no setor. Em junho do ano passado, afinal, enviou ao Congresso o projeto do novo marco regulatório para o setor mineral, que deveria tramitar em regime de urgência. O objetivo, como declarou então a presidente Dilma Rousseff, é criar condições para que a pesquisa, a exploração e a comercialização de bens minerais se tornem mais eficientes, rentáveis e competitivas, assegurando maior retorno à sociedade. O projeto estabelece a necessidade de licitação de blocos de minas e jazidas para o setor privado, como já ocorre com o petróleo e com o gás. Também dá ao governo o poder de fixar, caso a caso, a alíquota da Contribuição Financeira sobre a Exploração Mineral (Cfem), já chamada de "royalty da mineração". Mais de 400 emendas foram apresentadas ao texto original e, com dificuldades para alcançar um acordo com os congressistas, a presidente encaminhou em setembro mensagem ao Congresso retirando a urgência para a tramitação do projeto. Não há, desde então, nenhuma previsão de data para o exame do texto. Apesar do impasse a respeito de questões centrais, como a competência do Executivo para fixar por decreto as alíquotas da Cfem, o relator do projeto na Câmara, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), acredita que o texto possa ser votado na Casa ainda este ano. Empresários do setor, no entanto, consideram mais realista esperar a votação só no ano que vem, pois, além da Copa do Mundo, este ano tem eleições. O governo parece ter desistido da pressa na votação. Decreto publicado em dezembro reforça as competências do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para a concessão de licenças para a exploração de jazidas, o que, do ponto de vista do governo, parece resolver provisoriamente o problema. As empresas interessadas em novos projetos, no entanto, reclamam da demora das decisões do governo. Embora o Brasil continue como o principal destino dos investimentos em mineração na América Latina, estudos de empresas internacionais de consultoria vêm mostrando uma tendência de deslocamento das aplicações para outros países grandes produtores de minérios, como Canadá, Austrália e Estados Unidos. É um risco para toda a economia brasileira. No ano passado, enquanto a balança comercial registrou superávit de US$ 2,5 bilhões, o saldo do setor mineral alcançou US$ 32 bilhões. Nas projeções mais recentes do Banco Central, a indústria extrativa mineral deverá ser a grande responsável pelo aumento da produção industrial brasileira em Categoria: Legislação / Mineração

2 Autor:

3 Minério estável VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - SP - 16/04/ Pág B1 O minério de ferro teve ligeira alta de 0,1% ontem e foi negociado a US$ 117,10 por tonelada no mercado à vista da China. Autor: Categoria: Legislação / Mineração

4 BNDES aprova financiamento de R$ 6,2 bilhões para a Vale O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - SP - 16/04/ Pág B 14 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 6,2 bilhões para a Vale. Conforme o comunicado divulgado há pouco pelo banco de fomento, os recursos serão destinados a investimentos da mineradora, de R$ 37,8 bilhões, no Complexo de Carajás (PA) e na Capacitação Logística Norte. O projeto inclui a construção de uma unidade mineradora e de beneficiamento de minério de ferro, com capacidade para 90 milhões de toneladas por ano, e de um ramal ferroviário entre as cidades de Canaã dos Carajás e Parauapebas (PA), além da expansão da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás para 230 milhões de toneladas por ano. O programa da Vale - de expansão da produção de minério de ferro e de sua rede de distribuição, com operação integrada mina-planta-ferrovia-porto - tem início previsto das operações em "O apoio do BNDES ao projeto contribuirá para a geração de 30 mil empregos diretos no pico das obras e em aumento expressivo das exportações brasileiras de minério, com impacto positivo no saldo da balança comercial brasileira", diz a nota. O banco de fomento acrescenta, no comunicado, que também apoiará investimentos sociais, que excedam aqueles obrigatórios pelas condicionantes socioambientais exigidas por lei. Os projetos visam contribuir para o desenvolvimento da região. Autor: Sabrina Valle Categoria: Legislação / Mineração

5 Fundos apontam oportunidade em setores de infraestrutura DCI - FINANÇAS - SÃO PAULO - SP - 16/04/ Pág b2 O setor de infraestrutura, um dos maiores problemas econômicos do país, está repleto de oportunidades de investimento. Tema de um dos painéis do Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap) ontem, o debate mostrou que, embora com alguns riscos, o setor vai demandar investimentos relevantes nos próximos anos. Gustavo Peixoto, superintendente da Mantiq Investimentos, afirma que há oportunidades até no polêmico setor elétrico. Ele disse que, independentemente dos atuais problemas, o país continuará demandando mais energia e que o setor ainda está se consolidando. Ele ainda indicou os segmentos de transmissão e geração como os de menor risco. "A geração de energia é mais blindada, tem contratos de longo prazo e o país precisa ampliá-lo com velocidade. Assim, vejo mais opções em gerações termelétricas e alternativas, como eólica, solar e de queima de lixo, que poderão dar respostas mais rápidas que as hidrelétricas", disse. Petróleo e gás, outro setor que está aparecendo nas manchetes com problemas, também está cheio de oportunidades. Segundo Nelson Guitti, sócio da Mare Investimentos, com o pré-sal o potencial de negócios cresce de forma formidável. Ele lembrou que o PIB do setor petroleiro do Brasil, de US$ 297 bilhões, é maior que o PIB de todo o Chile (US$ 249 bilhões) e similar ao da Colômbia (US$ 333 bilhões). Guitti descartou que os problemas com a Petrobras impactem o setor, pois ela continua investindo forte apesar da queda de seu valor em Bolsa. Ele lembra, também, que o criticado programa de conteúdo nacional para a exploração do pré-sal vai gerar muitas empresas e negócios. "Nosso exemplo é a Noruega, que hoje em dia tem 45 empresas de serviços para óleo e Gás na Bolsa de Oslo que valem mais de US$ 50 bilhões. Aqui temos duas empresas em bolsa, que juntas valem menos de US$ 500 milhões. Mas o potencial é enorme, no ano passado o setor já representou 18% dos novos negócios de private equity do Brasil". Henrique Amarante da Costa Pinto, superintendente da área de estruturação de projetos do BNDES, lembrou que o setor aeroportuário terá investimentos totais de R$ 7 bilhões em pequenos aeroportos regionais do País, com recursos que serão gerados pelos seis grandes terminais já privatizados. Autor: Da redação Categoria: Infra-estrutura e Habitação

6 Fundo imobiliário investe em novo shopping no RS FOLHA DE S.PAULO - MERCADO - SÃO PAULO - SP - 16/04/ Pág B2 A VBI Real Estate, gestora de fundos de private equity com sede em São Paulo, vai construir um novo shopping center no Rio Grande do Sul. O empreendimento ficará em Santa Maria (a cerca de 290 km de Porto Alegre) e receberá aporte de aproximadamente R$ 120 milhões. A característica de polo regional do município, que exerce influência em outras cidades num raio de até 150 quilômetros, foi uma das razões para a escolha, segundo Rodrigo Abbud, sócio-fundador da companhia. "Além de ser uma cidade com um bom perfil econômico, Santa Maria é uma referência. Por isso, projetamos um shopping de porte maior, com características regionais", afirma Abbud. O centro de compras terá 22 mil metros quadrados de área bruta locável e quase 200 lojas. Os recursos para o projeto virão de um fundo já captado com investidores estrangeiros, de acordo com Abbud. As obras devem começar em 90 dias, com previsão de término em outubro de "Estamos há 15 meses trabalhando internamente com esse projeto, que agora está pronto para começar, aguardando apenas a liberação da prefeitura", diz o executivo. A empresa tem no portfólio outros dois shopping centers e empreendimentos imobiliários residenciais, comerciais e industriais. A gestora administra hoje cerca de US$ 1 bilhão (R$ 2,24 bilhões) em ativos. Autor: Categoria: Infra-estrutura e Habitação

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