VIRTUALIZAÇÃO E PROCESS O: UMA ANÁLIS E DA LEI DO "PROCESSO" ELETRÔNICO. VIRTUELISATION ET PROCèS: UNE ANALYSE DE LA LOI DU "PROCèS" ÉLECTRONIQUE

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1 VIRTUALIZAÇÃO E PROCESS O: UMA ANÁLIS E DA LEI DO "PROCESSO" ELETRÔNICO VIRTUELISATION ET PROCèS: UNE ANALYSE DE LA LOI DU "PROCèS" ÉLECTRONIQUE Vívian Brasil e Silva RESUMO O presente artigo possui como desiderato a realização de uma análise da Lei do Processo Eletrônico, abordando temas como a nascente da informatização do ordenamento jurídico pátrio como forma de assegurar amplo acesso à justiça. Perceber-se-á, ao longo deste, a necessidade de se dar mais celeridade ao trâmite processual através da utilização de meios eletrônicos como forma de efetivar mais do que o ingresso na esfera do Poder Judiciário, mas uma maneira de atingir o fim máximo da atividade jurisdicional, que se apresenta como a pacificação social. Ademais, traz-se à baila um dos aspectos polêmicos no que tange à norma em comento, qual seja, a aplicação do princípio da publicidade aos atos processuais eletrônicos e a experiência dos Tribunais e Juizados Especiais no que tange à aplicação da lei. PALAVRAS -CHAVES: Processo Eletrônico. Acesso à Justiça. Princípio da Publicidade. RESUME L objectif de cet article est faire une analyse de la Loi du Procès Électronique, abordant des sujets tells que La source de l informatisation du syst eme natif juridique comme un moyes d assurer un large accès à la justice. Nous pouvons percevoir, au cours de ce travail, l importance de donner plus de vitesse au process à travers de l'utilisation des médias électroniques comme une manière d'accomplir plus de l'entrée dans la sphère du pouvoir judiciaire, mais une façon d'atteindre l'ordre maximum l'activité judiciaire, qui apparaît comme une pacification sociale. En outre, il apporte à celui de l'avant des aspects controversés en ce qui concerne la norme en cours de discussion, à savoir le principe de la publicité des dossiers du procés électronique et l'expérience des tribunaux et des tribunaux spéciaux à l'égard de l'application des lois. MOT-CLES: Procès électronique. Accès à la justice. Principe de la publicité. INTRODUÇÃO Atualmente, apresenta-se imperioso aprofundar-se no estudo do Direito Eletrônico. A crescente modernização da ciência do Direito mostra que, mais do que prestar a tutela jurisdicional, o Poder Judiciário deve assegurar meios de torná-la efetiva, de solucionar a demanda na exata proporção e imediatidade da necessidade do jurisdicionado que teve a necessidade de provocar sua atuação. Todavia, o Poder Judiciário, obstaculizado no seu idiossincrático dever de tutelar as liças sociais devido ao volumoso número de conflitos que são levados a sua apreciação, acaba por mostrar-se, muitas vezes, ineficiente para solucioná-las. A demora na apresentação de um pronunciamento é, substancialmente, a razão para a impotência e o descrédito na tutela jurisdicional, que deveria ser prestada de forma a proporcionar a cada indivíduo o que lhe é devido. Destarte, é latente a necessidade de o Direito aliar-se a outra ciência - a Informática - para que estas possam buscar a economia e a celeridade processuais, que possuem guarida no Art. 5º, inciso LXXVIII, da Lei Maior: "a * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

2 todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e meios que garantam a celeridade de sua tramitação." (grifou-se). Assim, busca-se garantir um dos princípios basilares do direito processual: o acesso à justiça, neste não compreendido exclusivamente o direito de provocar a atuação, mas também de receber a prestação jurisdicional efetiva. Afinal, para que as situações jurídicas sejam reconhecidas, efetivadas e protegidas, mostra-se mister assegurar o acesso ao sistema judiciário. Mais do que isso, é imprescindível o acesso à justiça, que ocorre quando a tutela jurisdicional pode ser satisfeita, tendo em vista que o direito não se perdeu. Para Cândido Dinamarco (1996, p. 271): Pois a efetividade do processo, entendida como se propõe, significa a sua almejada aptidão a eliminar insatisfações, com justiça e fazendo cumprir o direito, além de valer como meio de educação geral para o exercício e respeito aos direitos e canal de participação dos indivíduos nos destinos da sociedade e assegurar-lhes a liberdade. Desta forma, desde o ano de 1991, tem-se adotado meios eletrônicos no Direito brasileiro com o fito de se buscar maior rapidez no trâmite processual, desejando-se alcançar o acesso à justiça e a produção de resultados daquilo que foi decidido. 1 A origem da informatização no ordenamento jurídico pátrio A década de 90 foi bastante frutífera no que tange à edição de algumas leis que objetivavam atenuar a demora na realização dos atos processuais. Isso se deu tendo em vista as reformas processuais, a busca de garantir às partes o acesso à justiça, em consonância com a onda reformista italiana. Com a promulgação da Lei nº 8.245, em 18 de outubro de 1991 (Lei do Inquilinato), o legislador pátrio mostrou-se atento aos avanços no que concerne à tecnologia da comunicação, prevendo a utilização do fac-símile para a prática de ato processual, qual seja, a citação. Segundo o Art. 58, da lei supracitada: Art. 58. Ressalvados os casos previstos no parágrafo único do art. 1º, nas ações de despejo, consignação em pagamento de aluguel e acessório da locação, revisionais de aluguel e renovatórias de locação, observar - se - á o seguinte: [...] IV - desde que autorizado no contrato, a citação, intimação ou notificação far - se - á mediante correspondência com aviso de recebimento, ou, tratando - se de pessoa jurídica ou firma individual, também mediante telex ou fac-símile, ou, ainda, sendo necessário, pelas demais formas previstas no Código de Processo Civil; Todavia, como se percebe, tal modalidade de citação só seria possível de ser aplicada caso estivesse expressamente prevista contratualmente. Desta forma, o dispositivo legal não apresentou efetividade por não ter sido amplamente divulgado e utilizado. Já em 26 de maio de 1999, tem-se a publicação da Lei nº 9.800, comumente conhecida como Lei do Fax. Tal dispositivo versa, em seu Art. 1º, que "é permitida às partes a utilização de sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile ou outro similar, para a prática de atos processuais que dependam de petição escrita." Assim, a lei visou integrar a evolução tecnológica ao Direito, pois se percebe que o legislador ordinário acredita que a ciência processual deve ser revista, ou atualizada, sempre que necessário ao aprimoramento da prestação * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

3 jurisdicional. Entretanto, é imperioso destacar que a Lei do Fax não trouxe grandes alterações para a esfera jurídica. De acordo com Almeida Filho (2008, p. 24), "ao contrário, transformou-se em verdadeira chicana processual, a fim de se ganhar mais cinco dias, diante da necessidade de protocolo do original no aludido prazo", conforme preconiza o Art. 2º da lei supracitada. Desta forma, alguns juristas criticaram a lei em comento por considerar que esta já nasceu obsoleta, tendo em vista a necessidade de que os documentos originais sejam protocolados. Nada obstante, em respeito à segurança jurídica, fazia-se mister, à época, o protocolo destes, pois as cártulas de caráter eletrônico poderiam ser facilmente manipuladas, por não existir um órgão competente para conceder validade jurídica aos documentos digitais. Ademais, a iniciativa da lei foi considerada deveras tímida, por considerar não ter havido real efetividade na sua aplicação. Nas palavras de Barbosa Clementino (2008, p. 73): [...] a timidez desse diploma normativo acabou por condenar a sua efetividade a um incremento pouco significativo na tramitação processual. De certa forma, apenas criou um ampliação dos prazos, porque apesar de permitir a utilização da Via Eletrônica para protocolização de Documentos processuais, exige a apresentação do original do Documento. Além disso, o seu artigo sexto expressamente desobriga os Tribunais de oferecerem qualquer meio material para a implementação da faculdade prevista na Lei. Contudo, não se pode considerar que a lei dilatou o prazo processual, pois o ato processual apresentado por fax deve ser igual àquele documento original a ser protocolado posteriormente, não havendo, portanto, benesses às partes. Segundo jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça: AGRAVO REGIM ENTAL EM AGRAVO DE INSTRUM ENTO AGRAVO REGIM ENTAL ENVIADO VIA FAC-SÍMILE - PETIÇÃO INCOMPLETA. No último dia do prazo recursal, remeteu a agravante, via fac-símile, cópia incompleta da petição do agravo regimental, o que foi certificado nos autos pela Seção de Protocolo de Petições do STJ. Dessa forma, embora o original da petição tenha sido juntado aos autos no dia seguinte ao término do prazo, o agravo regimental não merece ser conhecido, tendo em vista que 'os termos constantes da cópia do recurso enviado via fax devem corresponder, in totum, aos originais posteriormente remetidos' (AgRg no AG /RS, Rel. M inistro Cesar Asfor Rocha, DJ ). Agravo regimental não-conhecido (STJ, 4ª Turma, AgRg no Ag n /M G, M inistro Relator M inistro Fernando Gonçalves, DJ de ). Apesar dos opinativos divergentes, é imperioso destacar que a Lei do Fax mostrou-se essencial por ser um dos primeiros passos em direção à virtualização, servindo de inspiração para as ideias que conceberam os benefícios da moderna tecnologia para a efetivação da justiça. Segundo preconiza Reinaldo Filho (2007, online): Ao permitir a transmissão de peças processuais por meio eletrônico, quebrou o elo da corrente de documentos materiais a que estávamos acostumados a assistir na cadeia processual. A Lei 9.800/99 foi a primeira a admitir o uso das tecnologias da informação para o desenvolvimento de sistemas de comunicação de atos processuais. Constituiu o primeiro passo no caminho da transformação da natureza física (suporte material em papel) do processo judicial, rumo à virtualização completa. Entretanto, na prática, a Lei do Fax não atingiu seu resultado, tendo em vista que os Tribunais não possuíam estrutura para sua implementação e não eram obrigados, legalmente, a tê-la. Deste modo, a norma trazida à baila só facilitou o trânsito dos atos processuais, que eram reduzidos a sua forma física, tangível, nos Tribunais do país. Ademais, outro ponto que foi deveras debatido à época diz respeito ao texto legal, que se refere a * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

4 "sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile ou outro similar". Afinal, os juristas não sabiam responder a que outro sistema de transmissão se referia a expressão supragrifada. Já em 12 de julho de 2001, tem-se a publicação do dispositivo legal que disciplinou a instituição dos Juizados Especiais Federais, a lei nº , que, entre outras inovações, admite a prática de atos processuais por meio eletrônico em vários momentos, tais como a intimação das partes e o recebimento de petições (Art. 8º, 2º), a reunião de juízes domiciliados em cidades diversas (Art. 14, 3º) e, por fim, estimulou o desenvolvimento de programas de informática necessários para subsidiar a instrução das causas (Art. 24). Ademais, desenvolveu-se o sistema do e-processo, mais conhecido como e-proc, em que todos os atos processuais são realizados virtualmente, desde a peça vestibular até o arquivamento, eliminando, portanto, o papel e a necessidade do deslocamento dos patronos para os Juizados Federais a fim de acompanhar a marcha processual. Porém, a questão da ausência de confiabilidade na autenticação e identificação do documento digitalizado persistia, pois o cadastramento dos usuários era feito no próprio sítio dos Juizados, o que poderia levantar suspeita no que tange à possibilidade de que um indivíduo se passasse por outro. Ainda no mesmo ano, procurou-se dirimir o problema com a Lei nº , de 27 de dezembro de 2001, que inseriu o parágrafo único ao Art. 154 do Código Buzaid, in verbis: "Atendidos os requisitos de segurança e autenticidade, poderão os tribunais disciplinar, no âmbito da sua jurisdição, a prática de atos processuais e sua comunicação às partes, mediante a utilização de meios eletrônicos" (grifou-se). A tentativa mostrou-se infrutífera em razão do veto do Presidente da República, à época, Fernando Henrique Cardoso, ao dispositivo supracitado. A fim de motivar sua decisão, este demonstrou receio em cada Tribunal criar seu próprio sistema de certificação eletrônica, contrária à corrente de uniformização dos padrões técnicos. Além disso, o ICP- Brasil, sistema de chaves públicas brasileiro que tem o fim precípuo de assegurar a validade jurídica por meio de certificação digital de documentos e transações produzidos por meio eletrônico, já estava em funcionamento. Por sua vez, o legislador ordinário editaria a Lei nº , de 26 de fevereiro de 2006, que determinava que a validação dos atos processuais seria de incumbência da ICP - Brasil, acrescentando, novamente, o parágrafo único ao Art. 154 do Código de Processo Civil: Parágrafo único. Os tribunais, no âmbito da respectiva jurisdição, poderão disciplinar a prática e a comunicação oficial dos atos processuais por meios eletrônicos, atendidos os requisitos de autenticidade, integridade, validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. Empós, editou-se a Lei nº , de 07 de agosto de 2006, que propiciou nova redação ao Art. 541 do Código de Processo Civil, ao permitir que o recorrente, em caso de recurso especial ou extraordinário fundado em dissídio jurisprudencial, possa demonstrar a prova da divergência através de decisões disponíveis em mídia eletrônica, inclusive julgados expostos na Internet. Ainda em 2006, tem-se a Lei nº , de 06 de dezembro, que veio a substituir vários dispositivos no que concerne à execução por título extrajudicial, ao designar a utilização da penhora online (Art. 655-A) e do leilão online (Art. 869-A). Como se percebe, muitas são as soluções que foram exaustivamente buscadas pelo legislador ordinário para suavizar a morosidade no sistema judiciário brasileiro, mas, efetivamente, pouco é decidido e insuficientes são * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

5 as medidas adotadas. Outro fator que torna a situação ainda mais gravosa são os inúmeros projetos de lei que se apresentam conflitantes, o que dificulta ainda mais as ações do Poder Legislativo e uma melhor perspectiva para o trâmite processual. Porém, todas as normas citadas deram margem à edição da lei, que é tema do presente artigo, pois foram passos no caminho da informatização judicial, que atingiria seu ápice com a Lei nº /06. Esta, ao ser aprovada, apresentou-se, para muitos operadores do Direito, como uma saída eficaz a fim de que princípio da efetividade jurisdicional fosse respeitado, em virtude da maior celeridade e economia processuais. Afinal, com os atos do processo tramitando de forma mais rápida, o Poder Judiciário, sempre em conformidade com os princípios constitucionais, poderá prestar a tutela em um espaço de tempo inferior que o habitual, garantindo-se a efetividade das decisões judiciais. As alterações na literalidade dos artigos do Código de Processo Civil tentam adequá-lo à realidade eletrônica, que não poderia ser imaginada pelo legislador quando da constituição daquele, no ano de A lei em comento visa transformar a realidade do Poder Judiciário pátrio, com a mudança na interpretação e na aplicabilidade de princípios basilares, fonte das normas jurídicas. Com a rapidez de um processo eletrônico, acessar-se-ia a justiça com maior facilidade, o que se mostra como garantia de exercício pleno da cidadania, objetivo das inúmeras revoluções defensoras do Estado Democrático de Direito. 2 Procedimento ou processo eletrônico? Conforme a doutrina referente à Teoria Geral do Processo, os conceitos de processo e procedimento, apesar de intimamente ligados, não se mesclam. Segundo Wambier (2006, p. 149), "o procedimento (na praxe, muitas vezes também denominado "rito"), embora esteja ligado ao processo, com esse não se identifica. O procedimento é o mecanismo pelo qual se desenvolvem os processos diante da jurisdição". Desta forma, percebe-se que o processo encontra-se próximo à jurisdição e ao seu fim, que é a pacificação de conflitos. Aquele descreve quais são os atos processuais a serem realizados a fim de se atingir a tutela jurisdicional. Já o procedimento indica como essa marcha processual deverá ocorrer, qual o prazo para a realização dos atos processuais. De acordo com Cintra, Dinamarco e Pellegrini (2004, p. 278): Termologicamente é muito comum a confusão entre processo, procedimento e autos. M as, como se disse, procedimento é mero aspecto formal do processo, não se confundindo conceitualmente com este; autos, por sua vez, são a materialidade dos documentos em que se corporificam os autos do procedimento. Assim, não se deve falar, por exemplo, em fases do processo, mas do procedimento; nem em "consultar o processo", mas os autos. Na legislação brasileira, o vigente Código de Processo Civil é o único diploma que se esmerou na precisão da linguagem. Tendo em vista a última retificação do Art. 154, parágrafo único do CPC e que a Lei nº /2006 trata dos três tipos de processos (civil, penal e trabalhista), indaga-se: a Lei do Processo Eletrônico pode ser assim ser denominada? De acordo com Almeida Filho (2008, p. 112): Se admitirmos estarmos tratando de processo, este, sem dúvida, seria de natureza especial e pela especificidade, somente aplicável em demandas próprias que envolvessem a informática e os meios eletrônicos de um modo em geral. Ou, acaso assim não se entendesse, haveria a necessidade de um capítulo inserindo procedimentos especiais no CPC - o procedimento eletrônico -, como defendemos, inclusive, para a adoção de uma jurisdição especial. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

6 O conflito é gerado pelo Capítulo III da lei em comento, que tem como título "Do processo eletrônico". Porém, os artigos referentes a tal capítulo versam sobre a forma como os atos processuais deverão ser realizados, tratando-se, portanto, do procedimento eletrônico. Logo, faz-se essencial que tal divergência seja desfeita, tendo em vista que entes federativos diversos têm competência para legislar acerca do processo e do procedimento. De acordo com a Lei Maior: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: [...] XI - procedimentos em matéria processual; (grifou-se). Destarte, caso se considere que a lei trazida à baila trata de processo eletrônico, exclui-se dos outros entes federativos, quais sejam, Estados e Distrito Federal, a capacidade de formularem as normas. Assim, a diferenciação não se trata de mero capricho processualístico, mas o receio de existirem constituições estaduais pautadas na competência concorrente. Ratifica-se sobremaneira a ideia de que se refere a um procedimento eletrônico, observando o Art. 1º do Projeto de Lei nº 5.828, de 04 de dezembro de 2001: Capítulo I Da Informatização do Processo Judicial Art. 1º O uso de meio eletrônico na tramitação de processos judiciais, comunicação de atos e transmissão de peças processuais será admitido nos termos desta Lei. 1º Aplica-se o disposto nesta Lei, indistintamente, aos processos civil, penal e trabalhista, bem como aos juizados especiais, em qualquer grau de jurisdição. [...] (grifou-se). Logo, percebe-se que o próprio texto legal confunde noções básicas no que se refere à teoria geral do processo, o que pode gerar diversas discussões acerca da competência legislativa e da aplicabilidade do Art. 154, parágrafo único, do CPC. Conforme foi explanado, não resta dúvida de que o que a lei chama de Processo Eletrônico é, na realidade, Procedimento Eletrônico. Faz-se mister, portanto, a inserção pela doutrina jurídica a compreensão do termo procedimento no lugar de processo, a fim de que tais dúvidas sejam, efetivamente, dirimidas. Segundo Almeida Filho (2008, p. 118), "temos, a fim de concluir esta questão, a nítida noção de que o Brasil adota, ainda que sob a terminologia equivocada, o procedimento eletrônico, como sendo processo eletrônico, ou, pior ainda, processo virtual." (grifo original). O Brasil pode até caminhar rumo ao processo eletrônico, mas isso demandará ainda bastante tempo. Desta forma, são necessárias pesquisas para que este avance rumo à informatização. Hodiernamente, que, pelo menos, diferenciem-se as terminologias jurídicas utilizadas a fim de que não se cometa equívocos quanto a competências previstas na Constituição Federal. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

7 3 Do misoneísmo ao processo eletrônico O Direito Eletrônico é fruto de um novo conceito de sociedade, em que seus participantes obtêm e compartilham informações de forma instantânea. A concepção de Estado como instituição política, social e juridicamente organizada com território definido não se modifica, mas são inúmeras as questões a serem resolvidas, principalmente no que tange à aplicação da lei no espaço. M ostra-se complexo definir o poder de atuação desta no mundo virtual, que quebra todas as barreiras geofísicas. Desde 18 de outubro de 1991, com a promulgação da Lei nº (Lei do Inquilinato), o legislador pátrio mostra-se atento aos avanços no que concerne à tecnologia da comunicação, com a edição de algumas leis que objetivam atenuar a demora na informação de atos processuais. M uitas são as soluções buscadas para suavizar a morosidade no sistema judiciário brasileiro, mas, efetivamente, pouco é decidido e insuficientes são as medidas adotadas, mostrando-se que não se alcançou a efetividade dos dispositivos legais que foram editados. A Lei nº /06, conforme já foi explanado, mostrou-se como uma forma de se alcançar a efetividade da prestação jurisdicional, tendo em vista que a morosidade que permeia o Judiciário brasileiro é duramente combatida. Desta forma, respeitar-se-ia a ideia de acesso à justiça, que se mostra como o foco precípuo do Estado desde o início da onda reformista, que se deu nos anos 90. Segundo pesquisa apresentada pela M inistra do Pretório Excelso, Ellen Gracie (2007, online): Setenta por cento do tempo gasto na tramitação de um processo nos tribunais brasileiros correspondem à repetição de juntadas, carimbos, certidões e movimentações físicas dos autos. Se essas práticas meramente burocráticas pudessem ser eliminadas, os juízes poderiam dedicar mais tempo para exercer sua missão de resolver litígios. Assim, como solução para aperfeiçoar a marcha processual e instrumento de padronização dos atos processuais, indiscutível mostra-se sua qualidade. Já quanto à economia para o erário, também se tem que ressaltar as virtudes do procedimento eletrônico: os gastos com papel, etiquetas, capa, tinta, grampos e clipes diminuiriam vertiginosamente, fazendo com que se investisse com a contratação de mais servidores públicos, com a criação de varas, entre outros pontos. A lei em comento visa transformar a realidade do Poder Judiciário pátrio, com a mudança na interpretação e na aplicabilidade de princípios basilares, fonte das normas jurídicas. Com a rapidez de um processo eletrônico, acessar-se-ia a justiça com maior facilidade, o que se mostra como garantia de exercício pleno da cidadania, objetivo das inúmeras revoluções defensoras do Estado Democrático de Direito. Outrossim, o conjunto de mecanismos relativos ao processo eletrônico é objeto de muitas críticas e ponderações. O misoneísmo, ou seja, a aversão ao novo, a toda transformação, permeia igualmente a ciência do Direito. Existem doutrinadores que creem ser impossível a citação eletrônica, muito menos via . Ademais, o receio quanto a quedas de energia nos Tribunais, a inoperância dos sistemas e outros fatores poderão levar a dúvidas quanto à prova de que houve a perda de um prazo não por negligência do advogado, mas do próprio Poder Judiciário que, hodiernamente, ainda não é capaz de dar suporte e segurança jurídica necessários para a implantação de um verdadeiro sistema eletrônico. Essas são questões complexas apresentadas pela lei, que não visualizou as intempéries pelas quais os advogados passam. Além disso, muitos juristas apontam que a lei em comento não vem suprir diversas falhas que são responsáveis * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

8 pela deficiência em se prestar uma tutela jurisdicional em nosso país. De acordo com Vidigal de Oliveira (2008, online): Mas vale a reflexão: o mal maior do Judiciário não está na morosidade do tramitar, e sim no atraso em se julgar. 43 milhões de processos aguardam julgamento em todo país, segundo dados recentes do Conselho Nacional de Justiça (fevereiro/2008). O processo em fase de julgamento não está "tramitando"; apenas aguarda ser julgado. É como se 1/5 da população brasileira estivesse na fila esperando uma decisão judicial. Nesses casos, a burocracia processual, norte a ser enfrentado pelo processo virtual/digital, nada tem de relevante, pois em grande parte está superada. Por isso, solucionados os entraves que dispersam o processo no tempo, com a pretendida agilidade da virtualização, nem assim estarão solucionados os obstáculos que impedem uma célere prestação jurisdicional, ultimada pela prática do ato judicial: o decidir. Desta forma, percebe-se que, ainda que o processo seja eletrônico, sua morosidade é real, não pela ineficácia do novo procedimento a ser adotado, mas pela sua incapacidade de substituir o pensamento humano e a sua vocação para dirimir os conflitos. Os magistrados, assoberbados com a imensa quantidade de processos a eles destinados para julgamento, não conseguem suprir a necessidade do Poder Judiciário; ou melhor, da sociedade, que clama pela prestação judicial eficaz. Outro fator que torna a situação ainda mais gravosa são os inúmeros projetos de lei que se apresentam conflitantes, o que dificulta ainda mais as ações do Poder Legislativo e uma melhor perspectiva para o trâmite processual. Segundo Almeida Filho (2008, p. 376): O espírito reformador dos anos 90, contudo, acabou gerando certa instabilidade no cenário jurídico nacional, porque, apesar de arquitetado pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual, muitos viram no processo uma forma de solucionar todas as questões da morosidade judicial e as interferência legislativas foram deploráveis. Logo, nota-se que foi perdido o norte da sistemática processual, por conta do envio de inúmeros projetos de lei pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP) e pelos acordos entre as lideranças do Poder Legislativo, o que enfraqueceu a virtualização do processo e a crença neste. Outra questão a ser esclarecida é a segurança dos documentos digitais. Afinal, a concepção de autos, de processo físico, leva-nos a crer que a possibilidade de fraude é extremamente possível. O Secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Sérgio Tejada (2009, online) diz sobre o assunto: Qual a garantia de que não vai ser quebrado o sigilo no processo tradicional? O processo está em um armário com possibilidade de acesso por um servidor mal-intencionado que pode fraudá-lo. Da mesma forma, já que no Brasil o processo judicial é público, o que impediria um advogado ou uma das partes falsificarem alguma parte dele? [...] O processo eletrônico deixa rastros, pois sempre que o mesmo for acessado, o sistema terá o registro desse acesso, com todas as informações necessárias para se chegar ao responsável pela entrada no sistema. Portanto, quando se fala em segurança do processo eletrônico, ele é muito mais seguro que o tradicional, em papel. Ainda que haja a possibilidade de fraudes no processo eletrônico, seus riscos não se apresentam maiores do que no processo físico. Afinal, qualquer consulta ou movimentação poderá ser facilmente localizada com precisão, com os dados protegidos através de procedimentos normais de backup e de sistemas de criptografia, em que se utilizam técnicas para codificar e decodificar dados, de maneira que estes possam ser guardados sem que ocorram alterações ilícitas. Igualmente, mostra-se imperioso ressaltar a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3880 (ADI), que foi ajuizada em 30 de março de 2007 pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com o fito de considerar inconstitucional alguns dispositivos legais da lei, quais sejam: art. 1º, inciso III, alínea b; Arts. 2º, * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

9 4º e 18, que vão de encontro aos Art. 5º e Art. 84, IV. Tendo como relator o Ministro Ricardo Lewandowski, a Corte Máxima do País ainda não se pronunciou definitivamente acerca da questão, que provocou um caos sem precedentes dentro do Poder Judiciário. A OAB contesta o artigo que prevê que a assinatura e o uso de certificação digital para o tráfego de comunicação de atos e transmissão de peças processuais serão obtidos perante o Judiciário, "mediante cadastro prévio de usuário - incluso advogados - conforme normas a serem editadas pelos seus órgãos respectivos". A Ordem acredita que possui a prerrogativa de identificar, através de seu Estatuto, quem é advogado, e que tem o poder de ser a autoridade certificadora dos advogados, dirimindo o que pensa ser uma violação do Art. 133 da Lei M aior, que trata da indispensabilidade do advogado à administração da justiça. Desta forma, rechaça a ideia da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP - Brasil), que seria a responsável pela certificação digital dos advogados, defendendo a ideia da criação da ICP - OAB, a fim de sanar a exigência excessiva que limita o direito ao livre exercício da profissão de advogado e o princípio da proporcionalidade. Contudo, tal ideia não tem o mínimo suporte legal, tendo em vista que o Estatuto da Ordem não prevê tal possibilidade. Ademais, diversos advogados já peticionaram utilizando-se do certificado digital, o que gera direito adquirido e ato jurídico perfeito, pois os atos processuais são documentos e, em diversos casos, coisa julgada. Já quanto aos Arts. 4º e 5º, a entidade da advocacia inadmite a exigência de um Diário Oficial na modalidade eletrônica, por não se tratar isonomicamente os advogados, que não teriam como acompanhar suas demandas e decisões judiciais, caso não possuam acesso à Internet. Contudo, segundo pesquisas do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CETIC) no ano de 2008, 92% dos brasileiros com curso superior já acessaram a rede mundial de computadores, o que refuta a questão apresentada pela OAB. Quanto aos aspectos da publicidade a que se refere a ADI, tratar-se-á a seguir, em momento mais propício. Finalmente, quanto ao Art. 18, muitos juristas concordam que há violação da competência constitucional do Presidente da República, tendo em vista que não é da alçada do Poder Judiciário regulamentar leis, mas discipliná-las por resoluções. Logo, faz-se mister perceber que a ADI proposta pela Ordem traz grande instabilidade e insegurança jurídica para todo o sistema processual, o que poderá causar problemas futuros e majorar o temor, por parte da sociedade e, em especial, dos operadores do Direito, em relação à implantação do processo eletrônico. Desta forma, sua análise deve ser realizada minuciosamente e com cautela pelos Ministros, a fim de que a Lei nº /06 não se torne mais uma norma sem efetividade. 4 Dos aspectos da publicidade A publicidade no processo judicial eletrônico encontra-se como um dos temas mais controvertidos. Afinal, mostra-se essencial proteger o cidadão juridicamente, tendo em vista que os seus dados possuem valor econômico, diante da sua possibilidade de comercialização. Assim, um indivíduo que confia suas informações a organismo público ou privado deverá contar com a tutela jurídica para que esses sejam utilizados corretamente, pois uma das funções precípuas do Poder Judiciário é impedir o acesso aos autos dos processos judiciais para fins mercadológicos. De acordo com acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSO CIVIL. RECURSO ORDINÁRIO EM M ANDADO DE SEGURANÇA.EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAM ENTO DO M ÉRITO. USO DE SCANNER PORTÁTIL AOS ADVOGADOS E ESTAGIÁRIOS REGULARM ENTE INSCRITOS NA OAB. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

10 VIOLAÇÃO A DIREITO LÍQUIDO E CERTO DE PRESTADOR DE SERVIÇOS A ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA. I- O impetrante é comerciante, prestador de serviços a advogados, não é nem advogado, nem parte do processo, a quem é a vista dos autos (art. 155, par. único do CPC). Inexistência de direito subjetivo do impetrante a ter acesso aos autos em Cartório para proceder à cópia das imagens de peças dos autos de processos que apenas são de seu interesse comercial, enquanto prestador de serviços a terceiros. II - Legalidade do Provimento nº 18/2002, da Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo, que restringiu o uso de scanner portátil em Cartório aos advogados e estagiários regularmente inscritos na OAB, sem restringir o direito dos demais interessados em obterem cópias dos autos através de fotocópia comum. III - Recurso ordinário improvido (STJ, 1ª Turma, Recurso Ordinário em M andado de Segurança n , Relator M inistro Francisco Falcão, Data Julgamento ). Assim, percebe-se que a utilização exacerbada da tecnologia leva à ausência de proteção dos indivíduos no que tange a sua esfera íntima. Antes mesmo de a Lei do Processo Eletrônico entrar em vigor, fazia-se mister limitar a publicidade dos atos processuais, como meio de evitar a exploração desta e do direito à informação para fins mercantis. Desta forma, é necessário que seja realizado um estudo prévio antes da utilização de recursos tecnológicos, a fim de atenuar suas consequências danosas, tais como a exposição exacerbada do indivíduo com o pretexto de defender a transparência dos atos do Poder Judiciário. Segundo Roberto de Paula (2009, p. 97): A despeito das imensuráveis benesses propiciadas pela inserção dos recursos de processamento de dados e Internet no processo, é importante atentar-se para seus potenciais efeitos negativos, sendo indispensável inverter a atual e equivocada ordem de implantação, em que primeiro se implantam os recursos e posteriormente se avaliam e coíbem as condutas indesejadas. Uma conduta indesejada diversa apresenta-se como o compartilhamento não-autorizado de dados. Estes, muitas vezes, são armazenados por empresas, traduzindo aspectos da personalidade, revelando comportamentos, preferências, até mesmo contornos psicológicos. Desta forma, tem-se uma imagem pormenorizada do indivíduo, traduzida através da invasão da esfera de privacidade, convertendo cada cidadão em "homem de cristal". Outro ponto considerado negativo quanto à publicidade diz respeito à falibilidade dos sistemas informáticos atuais em encontrar o equilíbrio entre o acesso à informação e a intimidade individual. Um caso a servir de exemplo é o do indivíduo portador do vírus do HIV que, desestimulado pela exposição exacerbada do seu caso, receia em pleitear suporte médico ou outras questões afetas ao Estado. A divulgação da lide em nada se confunde com a identidade dos litigantes, que deverá ser protegida a fim de respeitar seu direito de personalidade. Contudo, no Brasil, não existem normas legais dispondo sobre a obrigatoriedade do sigilo das informações processuais relativas a pessoas portadoras de moléstias, que, por conta destas, possam ser estigmatizadas, quando autoras em processos judiciais. Mas a publicidade não pode ser vista como um óbice para a implantação da lei trazida à baila. Afinal, aquela também possui seus aspectos positivos. O Poder Judiciário pátrio não pode fugir da expansão tecnológica universal, que possui como desiderato aliar a Informática ao Direito como meio de se assegurar garantias constitucionais, função do Estado Democrático de Direito. Contraditando os Estados despóticos, Theodoro Júnior (2005, p. 62) leciona que: A primeira grande conquista do Estado Democrático é justamente a de oferecer a todos uma justiça confiável, independente, imparcial, e dotada de meios que a faça respeitada e acatada pela sociedade. [...] O direito * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

11 processual deixa de ser simples repositório de formas e praxes dos pleitos jurídicos e assume a qualidade de estatuto funcional de um dos poderes soberanos do Estado Democrático. Portanto, o Estado surge com o fim de dirimir as lides, tendo como suporte os princípios basilares que são encontrados em sua Constituição. Obviamente, o direito processual é peça fundamental nesta questão, ao definir em que moldes a prestação jurisdicional deverá acontecer. Outrossim, a virtualização processual possui como escopo garantir um dos mais importantes princípios constitucionais, qual seja, o acesso à justiça; e nada mais importante do que intensificar a publicidade a fim de garanti-lo. Segundo Leal (2006, online): Assim, tendo-se em mente que os atos processuais constantes dos autos eletrônicos, consoante já explanado, encontram-se imediatamente disponíveis, atualizados em tempo real e acessíveis de qualquer parte do mundo, 24 horas por dia, através de softwares de fácil uso, faz-se imperativa a conclusão de que, no Processo Judicial Telemático, o princípio da publicidade é intensamente prestigiado. Nele, a aplicação do referido princípio é otimizada, ensejando-se, gradativamente, uma maior aproximação e identificação da população em relação ao Judiciário, que poderá, futuramente, apresentar-se como uma realidade familiar ao cidadão - e não uma entidade estranha e distante como ocorre atualmente - inserindo-se ativamente no seio da sociedade para a qual dirige suas atividades, com vistas a pacificá-la com justiça. (grifou-se). A referida aproximação dos cidadãos ao Poder Judiciário traduz-se através do acesso à justiça, que se dará com a majoração da publicidade dos atos processuais. Ademais, considerando que a jurisprudência também é considerada fonte do Direito, com a divulgação de decisões judiciais, pode-se alcançar maior segurança jurídica, tendo em vista que os magistrados poderão utilizar-se destas a fim de obter maior homogeneidade na sua atividade judicante. Outro aspecto positivo da publicidade é a possibilidade de se realizar o acompanhamento processual através dos sítios dos órgãos do Poder Judiciário. De modo que os patronos e os causídicos poderão seguir o andamento do processo a qualquer hora, bastando apenas que tenham acesso à Internet, sem que haja necessidade de se dirigir até o local onde os autos se encontram em sua forma física. Faz-se imperioso ressaltar que as informações disponibilizadas são consideradas oficiais, conforme julgado do Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL - PRAZO - JUSTA CAUSA - INFORMAÇÕES PRESTADAS VIA INTERNET - ERRO - JUSTA CAUSA - DEVOLUÇÃO DE PRAZO - CPC, ART Informações prestadas pela rede de computadores operada pelo Poder Judiciário são oficiais e merecem confiança. Bem por isso, eventual erro nelas cometido constitui "evento imprevisto, alheio à vontade da parte e que a impediu de praticar o ato." Reputa-se, assim, justa causa (CPC, Art. 183, 1º), fazendo com que o juiz permita a prática do ato, no prazo que assinar (Art. 183, 2º) (STJ, 1ª Turma, Relator M inistro Humberto Gomes de Barros, RESP /PR, julgado em 18/06/2002, DJ 26/08/2002, pág. 175). Desta forma, percebe-se que a publicidade, quando utilizada com cautela, apresenta-se extremamente benéfica tanto ao Poder Judiciário quanto aos jurisdicionados. Afinal, a publicidade também significa transparência na atuação do Judiciário, provocando o respeito da sociedade por sua atuação, sendo uma "garantia contra a falibilidade humana e as arbitrariedades dos julgadores" (PORTANOVA, 2005, p. 168). Os juristas contrários à aplicabilidade do processo judicial eletrônico não podem dele se escusar em razão de um receio infundado na sua utilização, que poderia trazer insegurança. Segundo Roberto de Paula (2009, p. 110): * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

12 Inadmissível, porém, são os órgãos do Poder Judiciário quedarem-se inertes sob a sombra de um risco potencial ínsito na utilização da tecnologia, mantendo uma conduta retrógrada em prol da manutenção do "formalismo papiresco", que confirmou por inúmeras vezes sua ineficácia e insegurança jurídica. O processo físico também apresenta seus pontos negativos, tais como o caso da perda de autos processuais, através de incêndios criminosos ou acidentais, a falsificação de assinaturas, a impossibilidade de se consultarem o processo a qualquer tempo, entre outros fatores. A questão que deve ser considerada é a busca do equilíbrio tênue entre a busca da publicidade como forma de concretização dos princípios basilares e a defesa dos dados dos indivíduos, enquanto seres dotados de personalidade que são e que possuem o direito de defendê-los do uso inadequado. Para tanto, a Lei do Processo Eletrônico implementou, em diversos artigos, mecanismos como forma de alcançar tal fim, conforme vê-se adiante. 4.1 Art.2º - A necessidade de credenciamento O artigo 2º da Lei do Processo Eletrônico mostra-se como alvo de bastantes discussões que se pautam na titularidade para a realização do credenciamento para o envio de petições, recursos e prática de atos processuais. Conforme já foi amplamente explanado, a Ordem dos Advogados do Brasil ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade, por acreditar ser a autoridade responsável por tal ato, baseada no Estatuto da Ordem. Segundo o texto legal: O envio de petições, de recursos e a prática de atos processuais em geral por meio eletrônico serão admitidos mediante uso de assinatura eletrônica, na forma do art. 1º desta Lei, sendo obrigatório o credenciamento prévio no Poder Judiciário, conforme disciplinado pelos órgãos respectivos. (grifou-se). O Art. 2º é o suporte normativo para o que já ocorria na maioria dos Tribunais do país, fazendo com que a ideia fosse difundida no restante da estrutura do Poder Judiciário. Ademais, "a manutenção de cadastro nacional de advogados é salutar porque impede, com a atual adoção de chaves de segurança nas carteiras da OAB, a presença de profissionais irregulares, inexistentes ou de qualquer forma impedidos de advogar" (ALM EIDA FILHO, 2008, p. 168). A Ordem, por sua vez, considera ilegal a utilização da ICP-Brasil, por não participar no processo de certificação digital. Contudo, é imperioso ressalvar que um dos grandes interesses apontados no fato de a OAB desejar possuir a titularidade para a realização da certificação digital se dá pelo fato de poder controlar mais facilmente os cooperados que, quando inadimplentes, não poderão renovar seus certificados. Ademais, a ICP-Brasil, instituída pela Medida Provisória nº , de 24 de agosto de 2001, é composta por uma autoridade gestora de políticas e por uma cadeia de autoridades certificadoras. Esta se subdivide em: Autoridade Certificadora Raiz (AC Raiz), Autoridades Certificadoras (AC) e Autoridades de Registro (AR). À AC Raiz compete emitir, expedir, distribuir, revogar e gerenciar os certificados das autoridades certificadoras de nível imediatamente subsequente ao seu, já que esta é a primeira autoridade na cadeia de certificação. Já Autoridade Certificadora é uma entidade, pública ou privada, responsável por emitir, distribuir, renovar, revogar e gerenciar certificados digitais. Por fim, a Autoridade de Registro realiza a ligação entre o usuário e uma Autoridade Certificadora, tendo a obrigação de manter o registro de suas operações. O certificado digital é um documento eletrônico assinado digitalmente por uma autoridade certificadora e que contém diversos dados sobre o emissor e o seu titular. Ele personifica o cidadão diante do mundo virtual, além * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

13 de prestar validade jurídica aos atos praticados com seu uso. Seu objetivo precípuo é vincular uma pessoa ou uma entidade a uma chave pública. Para adquiri-lo, o interessado deve dirigir-se a uma Autoridade de Registro, em que será identificado mediante a apresentação de documentos pessoais - cédula de identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência. Já assinatura digital apresenta-se como uma forma de assinatura eletrônica resultante de uma operação matemática que utiliza técnicas de criptografia assimétrica e permite aferir, com segurança, a origem e a integridade do documento ou da transação realizada. A assinatura digital fica de tal modo vinculada ao documento eletrônico "subscrito" que, em face da menor alteração deste, a assinatura se torna inválida. A técnica permite não só verificar a autoria do documento, como estabelece também uma "imutabilidade lógica" de seu conteúdo, pois qualquer alteração do documento, como, por exemplo, a inserção de mais um espaço entre duas palavras invalida a assinatura. Como se vê, o credenciamento visa a atenuar a instabilidade nas relações jurídicas virtuais, um dos pontos tão criticados no que concerne à Lei do Processo Eletrônico. Contudo, a OAB cria óbices ao Art. 2º, por acreditar que há violação das prerrogativas constitucionais da Ordem. Esta assertiva é inverídica, pois o cadastramento almeja a mera autenticação do advogado, e não sua identificação como tal, que, de fato, é prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil. 4.2 Art. 4º - O Diário de Justiça eletrônico Outro aspecto inovador na Lei de Processo Eletrônico diz respeito à criação do Diário de Justiça eletrônico. Segundo o Art. 4º, da lei supracitada, "os tribunais poderão criar Diário da Justiça eletrônico, disponibilizado em sítio da rede mundial de computadores, para publicação de atos judiciais e administrativos próprios e dos órgãos a eles subordinados, bem como comunicações em geral". Desta forma, é imperioso destacar que, no momento em que este for criado, os sistemas informatizados dos Tribunais deverão estar em compasso com as informações contidas nos sítios, não se tratando, portanto, apenas de caráter consultivo, o que já vem sendo rechaçado pela própria jurisprudência, como se percebe no julgado retro: EM BARGOS DE DECLARAÇÃO - INFORM AÇÕES DISPONIBILIZADAS NO SÍTIO ELETRÔNICO DO TJMG - CARÁTER OFICIAL - PREJUÍZO À PARTE DE BOA-FÉ - INADMISSIBILIDADE. - O tribunal coloca à disposição das partes o andamento processual pela internet, para que todos possam acompanhar os passos da ação no decorrer do processo. Como se trata de um banco de dados oficial, as informações nele veiculadas ostentam caráter oficial, e não meramente informativo, razão pela qual não pode a parte de boa-fé ser prejudicada por informações errôneas implantadas na própria página do TJM G. - Não se pode reputar litigante de má-fé a parte que interpõe recurso com base no acórdão disponibilizado no sítio eletrônico deste tribunal se, posteriormente, verificar-se que a informação lá existente diverge do que efetivamente consta nos autos (TJMG, Ministro Relator Elpídio Donizetti, Data do Julgamento 04/09/2007). O Diário de Justiça online impossibilitará a tese de se constituir como mero informativo. Ele surge com o escopo de desembaraçar o serviço cartorário, impingindo maior celeridade aos feitos. Contudo, conforme já foi explanado, a OAB se mostra contrária à criação do DJ virtual, pois, segundo a Ordem, há limitação ao princípio da publicidade e violação do princípio da isonomia, o que se mostra totalmente descabido. Afinal, majorar-se-ia a publicidade dos feitos, já que o acesso dos brasileiros à Internet é maior do que a tiragem do Diário Oficial da União. Ademais, a ausência de computador com acesso à Internet não impede o exercício da profissão, pois é possível acessá-la através de centros públicos, como nos Tribunais. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

14 Além disso, nos locais onde não existe imprensa oficial, a publicação dos atos processuais se dá através da afixação dos documentos no átrio do órgão judicial, o que a limita por causa das barreiras geográficas. Como uma das características da Internet é a desterritorialização, visto que o seu alcance é bem superior do que o dos documentos físicos, a publicidade virtual aumentaria e facilitaria a consulta de processos específicos pela população, a todo tempo disponível. Outro ponto que restringe a publicidade dos atos processuais é a necessidade do deslocamento do interessado até a sede do órgão judiciário, a limitação do horário do expediente forense e a disponibilidade física dos autos, que podem estar conclusos ao juiz, com carga para a parte adversa, com vistas ao Parquet, entre outras situações. Como se percebe, o Diário de Justiça online vem agregar maiores benefícios ao Poder Judiciário e à sociedade. Porém, faz-se mister que os Tribunais se organizem no sentido de disponibilizar corretamente as informações prestadas. 4.3 Art. 5º - A intimação eletrônica limitada ao credenciamento Uma das providências do legislador ordinário, quando da realização da Lei nº /06 foi adicionar o parágrafo único ao Art. 237 do Código de Processo Civil, que dita que "as intimações podem ser feitas de forma eletrônica, conforme regulado em lei própria." Desta forma, a fim de atualizar o dispositivo legal, datado do ano de 1973, introduziu-se a possibilidade de se realizar a comunicação dos atos processuais por via eletrônica. O Art. 234 do Código Buzaid conceitua que "intimação é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo, para que faça ou deixe de fazer alguma coisa". Os atos processuais interligam-se com o fito de constituírem o processo de forma integral, findando na prolação de sentença transitada em julgado, em que a lide será dirimida e a jurisdição alcançará seu objetivo: a pacificação social. Para tanto, a intimação é de suma importância, a fim de que tanto as partes como os patronos saibam de que forma ocorre a marcha processual. Contudo, a Lei de Processo Eletrônico mostra-se bastante incoerente e prejudicial no tocante à informação dos atos processuais, tendo em vista que o Art. 5o, caput, versa que "as intimações serão feitas por meio eletrônico em portal próprio aos que se cadastrarem na forma do Art. 2º desta Lei, dispensando-se a publicação no órgão oficial, inclusive eletrônico." (grifou-se). Desta forma, ao se ingressar em portal do Tribunal, considerar-se-á a comunicação da intimação realizada. Até mesmo se dispensaria a publicação pelo Diário de Justiça, o que se mostra uma incoerência, tendo em vista que este é um dos principais veículos de comunicação dos atos processuais. A norma em comento, que tanto veio a trazer benefícios com a criação do Diário online, acaba por desprezá-lo. Através de um simples acesso ao portal do Tribunal, atribuir-se-ia validade a uma intimação que sequer pode ter sido visualizada. Além disso, o 6º diz que "as intimações feitas na forma deste artigo, inclusive da Fazenda Pública, serão consideradas pessoais para todos os efeitos legais." Assim, mesmo nos episódios em que se tem a prerrogativa processual de ser intimado pessoal, caso ocorra o cadastro das partes nos sítios dos Tribunais, considerar-se-á a intimação realizada de forma pessoal, o que a doutrina denomina de autointimação. O dispositivo em comento parece ter sido feito para facilitar a questão para os órgãos do Poder Judiciário e para os advogados, sem perceber que as partes não estão obrigadas a acessar a Internet para serem intimadas. A intimação pessoal será essencial em diversos momentos, tais como para determinar o impulso do processo sob pena de extinção, a fim * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

15 de se antecipar audiência, entre outras ocasiões, sendo impossível considerar a ficção jurídica criada pela Lei do Processo Eletrônico. A Resolução nº 522 do Conselho Nacional de Justiça, de 06 se setembro de 2006, padronizou a intimação eletrônica das partes, M inistério Público, Procuradores, Advogados e Defensores Públicos no âmbito dos Juizados Especiais Federais. Desta forma, as intimações serão realizadas preferencialmente de forma eletrônica, com o intento de oferecer maior celeridade aos feitos. O Art. 4º foi alvo de críticas, pois, em seus termos, "independentemente do acesso, a intimação considera-se sempre realizada dez dias depois de incluída no site próprio da Seção Judiciária, para ciência do usuário". Desta forma, como agir nos casos em que os causídicos ou os patronos, por um lapso, esquecem-se de consultar o sítio por um período de tempo? Afinal, a limitação da publicidade apenas ao portal do Tribunal restringe a possibilidade de comunicação dos atos processuais, o que pode levar à perda do pleito realizado. Assim, faz-se mister uma análise mais profunda da Lei de Processo Eletrônico em relação ao seu Capítulo II, que trata "Da Comunicação dos Atos Processuais". Por vezes, este parece um separado do restante dos dispositivos legais, enquanto se necessita que eles sejam analisados e praticados em conjunto. 5 A experiência nos Tribunais e nos Juizados Especiais Federais A Lei nº , de 12 de julho de 2001, que instituiu os Juizados Especiais Federais, surgiu com o fito de atenuar a sobrecarga de demandas judiciais na Justiça Federal. A própria lei, em seu Art. 3º, estabelece quais petições poderão ser ajuizadas, estabelecendo como critério o valor da causa, e suas exceções, conforme se pode observar: Art. 3º Compete ao Juizado Especial Federal Cível processar, conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o valor de sessenta salários mínimos, bem como executar as suas sentenças. 1o Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível as causas: I - referidas no art. 109, incisos II, III e XI, da Constituição Federal, as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, populares, execuções fiscais e por improbidade administrativa e as demandas sobre direitos ou interesses difusos, coletivos ou individuais homogêneos; II - sobre bens imóveis da União, autarquias e fundações públicas federais; III - para a anulação ou cancelamento de ato administrativo federal, salvo o de natureza previdenciária e o de lançamento fiscal; IV - que tenham como objeto a impugnação da pena de demissão imposta a servidores públicos ou civis ou de sanções disciplinares aplicadas a militares. Desta forma, utilizando-se de um tratamento diferenciado às demandas que se baseiam em causas de menor complexidade, o legislador pretendeu afastá-las da morosa sistemática processual tradicional. Sob a égide dos princípios da celeridade, economia processual, simplicidade, informalidade e oralidade, os Juizados buscam uma expressiva ampliação do acesso à justiça e da agilização de procedimentos. A Lei do Processo Eletrônico surgiu para ratificar a utilização dos princípios supracitados e o alcance de seus objetivos. A dúvida se dá quanto à oralidade que, em um primeiro momento, parece ser inaplicável ao uso da via * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

16 eletrônica. Na oralidade, segundo Chiovenda (2002, p. 98): [...] deve haver maior aproximação entre o magistrado e as partes litigantes, com predominância da manifestação através da palavra, mas sem vedação da utilização de documentos escritos como forma de complementação, preferencialmente com apenas uma audiência e também poucas possibilidades de recurso. Logo, como se apreende, o nosso sistema adota o princípio de forma mista, ou seja, utiliza-se a oralidade, mas com a possibilidade de os atos processuais serem reduzidos a termo. Ademais, poder-se-ia utilizar tal princípio através da gravação de audiência - o que é perfeitamente possível, de acordo com Art. 417, do CPC - por meio de mecanismos informáticos e inseri-la nos autos. Desta forma, tem-se maior celeridade na prestação da tutela jurisdicional, assim como ampliação da transparência no Judiciário. Ademais, o legislador ordinário parece ter atentado para a evolução tecnológica quando da edição da Lei do Juizado Especial Federal. Por ter sido feita empós a onda reformista que predominou o século passado, o Art. 24 da lei trazida à baila versa que: o Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal e as Escolas de M agistratura dos Tribunais Regionais Federais criarão programas de informática necessários para subsidiar a instrução das causas submetidas aos Juizados e promoverão cursos de aperfeiçoamento destinados aos seus magistrados e servidores. Assim, desde sua criação, os Juizados Especiais buscam meios de oferecer tutelas jurisdicionais eficazes, além de ampliar o acesso de todo cidadão ao Poder Judiciário. Afinal, de qualquer lugar que possua acesso à Internet, o indivíduo poderá ajuizar sua petição inicial, já ocorrendo automaticamente sua distribuição. Cada tipo de usuário terá acesso a uma tela diferente; as partes, que serão cadastradas, terão entrada instantânea ao processo eletrônico, em um site seguro, de onde poderão visualizar todo o andamento processual. Em respeito ao princípio da publicidade, qualquer pessoa, independentemente de cadastro, poderá ter acesso ao processo eletrônico; porém, só serão disponibilizados alguns documentos deste. Nos tribunais brasileiros, a implantação do modelo eletrônico também está ocorrendo paulatinamente. Primeiramente, houve a implantação do denominado sistema Push, que, segundo o sítio da Justiça Federal do Ceará, "é um serviço que oferece o envio automático de s informando movimentações nos processos previamente cadastrados. As informações enviadas por meio deste serviço não têm nenhum caráter oficial para fins de contagem de prazos." O termo push (do inglês "empurrar") é utilizado ordinariamente para os sistemas de envio automático de informações na Internet, em que a informação é "entregue" no lugar de ser "buscada" pelo interessado. Contudo, por não haver norma positivada acerca da utilização do sistema Push, a sua utilização pelos Tribunais mostra-se bastante temerária, pois cada um o faz de maneira autônoma. O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, por exemplo, só exige que, para o cadastro, disponibilize-se o nome completo e . Assim, qualquer cidadão poderá acompanhar o desenvolvimento dos processos, sem que neles atue como parte ou patrono. Já no Tribunal de Justiça do Estado de M inas Gerais, faz-se mister que se preencha um cadastro contendo número de inscrição da OAB, data de nascimento, número do CPF, e senha, sendo necessário, portanto, ser advogado da causa. Segundo Roberto de Paula, "Deste modo, a regulamentação requerida é indispensável. No cenário tecnológico, a garantia da publicidade processual assume contornos diferenciados, inexistentes no 'universo de papel'" (2009, p. 92). * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

17 Assim, a virtualização eletrônica, que já é vista com receio por alguns juristas que ainda defendem a existência do processo em sua forma física, poderá ganhar mais força caso alcance maior uniformidade na utilização de seus sistemas, ainda que sejam para informar à sociedade o andamento da marcha processual. Ademais, apesar de a Lei do Processo Eletrônico datar do ano de 2006, somente no presente ano (2009), é que se está dando maior atenção ao tema. Como exemplo, cita-se que, no dia 15 de setembro de 2009, os Tribunais Regionais Federais (TRF's) de todo o país firmaram acordo no sentido de viabilizar a uniformização do sistema de processo judicial eletrônico, à exceção dos Tribunais dos Estados de M inas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Segundo o sítio do TRF da 5ª Região (2009, online): O acordo de cooperação técnica tem o objetivo de uniformizar todos os procedimentos judiciais baseados no projeto de expansão do sistema Creta do TRF da 5 ª Região. O software voltado para agilizar o trâmite processual na justiça federal conhecido como Creta foi implantado pela primeira vez há cinco anos nos juizados especiais da 5ª Região. Desta forma, o Tribunal da 5ª Região, composto pelos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, serve de exemplo e modelo para a virtualização do restante do Poder Judiciário pátrio. Assim, os Tribunais deixam de usar o sistema anterior, conhecido como Projudi, para implantar o Creta, que foi desenvolvido pela subsecretaria de informática do Tribunal da 5ª Região. Todavia, os órgãos do Poder Judiciário que optarem por utilizar o Creta se comprometem a capacitar seus servidores e preparar a infraestrutura tecnológica a fim de garantir a eficácia do sistema em pauta. A implementação do procedimento eletrônico veio a facilitar o julgamento dos processos que se destinam aos Tribunais Superiores. Os magistrados, muitas vezes, encontram-se repletos de julgamentos a serem realizados, o que dificulta deveras uma prestação jurisdicional satisfatória. Segundo o M inistro Raphael de Barros M onteiro Filho, "é realmente exorbitante; ultrapassa a capacidade de qualquer julgador. Não é possível que um magistrado só tenha condições de examinar a cada ano cerca de 12, 13 mil processos". É importante ressaltar que, além das decisões tomadas pelas três Seções, seis Turmas e Corte Especial do Tribunal, a média por julgadores inclui as decisões monocráticas, unipessoais, o que mostra que, além da necessidade de se informatizar o processo, faz-se mister acrescer o número de julgadores. Por fim, percebe-se que a virtualização total do Poder Judiciário integralmente ainda parece ser uma realidade um pouco distante. Contudo, muito está sendo realizado, através de investimentos na área tecnológica (compra de aparelhos para digitalização, computadores, entre outros) e da conscientização dos servidores (de que estes não perderão sua importância na função que exercem), dos operadores do Direito e do restante da sociedade. CONCLUS ÃO À guisa de conclusão, percebe-se, durante todo o artigo, a preocupação do legislador, seja este constituinte ou ordinário, em atingir a instrumentalidade do processo. Afinal, o direito processual possui como alvo precípuo a efetividade da tutela dos direitos assegurados na Constituição republicana e na legislação infraconstitucional. O cuidado exacerbado com a ciência e as formalidades desmotivadas é substituído pelo sentimento volitivo do Estado e da própria sociedade na busca da eficiência da prestação jurisdicional. Assim sendo, a fim de combater a estagnação judicial em busca da modernização dos meios judiciais, o legislador realizou diversas reformas no compêndio infraconstitucional (Código de Processo Civil, por exemplo), assim * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

18 como a edição de dispositivos legais que, ao final das contas, apesar de mostrarem-se ineficazes no combate à principal pecha do Poder Judiciário - qual seja, a morosidade processual -, foram etapas a fim de que se alcançasse o que é verdadeiramente buscado pela Lei nº /06: a rapidez na tramitação judicial, a redução de custos a longo prazo e a satisfação do provimento judicial capaz de produzir resultados. Contudo, percebe-se que, apesar dos passos curtos, a caminhada rumo à virtualização do processo tem-se dado de maneira firme, com a informatização, inicialmente, dos Juizados Especiais e, empós, dos Tribunais Regionais, Tribunais Superiores, entre outros órgãos responsáveis pela atividade jurisdicional. Outrossim, nem só de virtudes é formada a lei em comento. A própria norma, ao ser reconhecida como Lei do Processo Eletrônico, leva a equivocadas conclusões. Afinal, não é o processo que se tornou eletrônico, mas a sua tramitação, ou seja, seu rito ou procedimento. Logo, mostra-se essencial a alocação de um aparato técnico-judicial condizente com o qual a lei reclama, sob pena de esta se tornar sem eficácia, levando a mais um meio de burocratização dos atos processuais, que, hodiernamente, apresenta-se tão calamitosa quanto à própria morosidade que assola a promoção jurisdicional. É necessário retirar o foco da questão da "Justiça sem papel", a fim de se perceber não só a nova postura procedimental que se pretende adotar, como também seu resultado prático deveras difundido no curso do presente artigo: a tutela dos direitos e garantias dos indivíduos. É evidente que a luta que se tem pela frente é árdua. Afinal, afastar o medo das mudanças por parte da sociedade, dos patronos, dos servidores públicos, entre outros setores, a implantação do sistema e a busca pela segurança são algumas das etapas que não só o Poder Judiciário como todos os outros poderes terão de enfrentar. Porém, o receio de tentar não pode ser superior ao desejo de se alcançar a essência do Direito: a pacificação social com justiça. Referências ALM EIDA FILHO, José Carlos de Araújo. Processo eletrônico e teoria geral do processo eletrônico: a informatização judicial no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, BRASIL. Constituição Federal. Constituição da República Federativa do Brasil de Vade Mecum Acadêmico de Direito. 8. ed. São Paulo: Saraiva, Lei nº 8.245, de 18 de outubro de Dispõe sobre as locações dos imóveis urbanos e os procedimentos a elas pertinentes. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 de outubro de Disponível em: <> <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8245.htm>. Acesso em: 1 out Lei nº 9.800, de 26 de maio de Permite às partes a utilização de sistema de transmissão de dados para a prática de atos processuais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 27 de maio de Disponível em: * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

19 < >. Acesso em 1 out Lei nº , de 12 de julho de Dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 de julho de Disponível em:. Acesso em 1 out Lei nº , de 27 de dezembro de Altera dispositivos da Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de Código de Processo Civil, relativos ao processo de conhecimento. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 de dezembro de Disponível em: < Acesso em: 2 out Lei nº , de 16 de fevereiro de Altera os arts. 112, 114, 154, 219, 253, 305, 322, 338, 489 e 555 da Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de Código de Processo Civil, relativos à incompetência relativa, meios eletrônicos, prescrição, distribuição por dependência, exceção de incompetência, revelia, carta precatória e rogatória, ação rescisória e vista dos autos; e revoga o art. 194 da Lei n o , de 10 de janeiro de Código Civil. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 17 de fevereiro de Disponível em: < Acesso em: 4 out Lei nº , de 7 de agosto de Altera o parágrafo único do art. 541 do Código de Processo Civil - Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de 1973, para admitir as decisões disponíveis em mídia eletrônica, inclusive na Internet, entre as suscetíveis de prova de divergência jurisprudencial. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 de agosto de Disponível em: < /l11341.htm>. Acesso em: 5 out Lei nº , de 6 de dezembro de Altera dispositivos da Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de Código de Processo Civil, relativos ao processo de execução e a outros assuntos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 de dezembro de Disponível em: < Acesso em: 5 out Lei nº , de 19 de dezembro de Dispõe sobre a informatização do processo judicial; altera a Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de Código de Processo Civil; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 de dezembro de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03 /_Ato /2006/Lei/L11416.htm>. Acesso em: 02 ago Projeto de Lei nº 5.828, de 04 de dezembro de Dispõe sobre a informatização do processo judicial; altera a Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de Código de Processo Civil; e dá outras providências. * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

20 Disponível em: < Acesso em: 10 out Resolução nº 522 do Conselho da Justiça Federal (CJF), de 5 de setembro de Dispõe sobre a intimação eletrônica das partes, M inistério Público, Procuradores, Advogados e Defensores Públicos no âmbito dos Juizados Especiais Federais. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 de setembro de Disponível em: < >. Acesso em: 27 out CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de Direito Processual Civil: a relação ordinária de cognição. 3. ed. Campinas: Bookseller, 2002, v.1. CINTRA, Antônio Carlos de Araújo; GRINOVER, Ada Pellegrini; DINAM ARCO, Cândido Rangel. Teoria geral do processo. 20. ed. São Paulo: Malheiros, CLEMENTINO, Edilberto Barbosa. Processo Judicial Eletrônico. Curitiba: Juruá Editora, DINAMARCO, Cândido Rangel. A instrumentalidade do processo. 5. ed. São Paulo: Malheiros, GRAICE, Ellen. Lei do processo eletrônico força modernização da justiça. Disponível em: < >. Acesso em: 15 out LEAL, Augusto Cesar de Carvalho. A potencial maximização da transparência do Judiciário no processo civil telemático. O duelo entre a publicidade processual e o direito de privacidade na Lei nº /2006. Jus Navigandi, Teresina, ano 11, n. 1276, 29 dez Disponível em: < /texto.asp?id=9334>. Acesso em: 23 out OLIVEIRA, Alexandre Vidigal de. Mal do Poder Judiciário está no atraso em julgar. Disponível em: < Acesso em: 17 set PAULA, Wesley Roberto de. Publicidade no processo judicial eletrônico: busca da indispensável relativização. São Paulo: Editora LTr, * Trabalho publicado nos Anais do XIX Encontro Nacional do CONPEDI realizado em Fortaleza - CE nos dias 09, 10, 11 e 12 de Junho de

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