História Fascículo 09 Cinília Tadeu Gisondi Omaki Maria Odette Simão Brancatelli

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1 História Fascículo 09 Cinília Tadeu Gisondi Omaki Maria Odette Simão Brancatelli

2 Índice História do Brasil São Paulo: das bandeiras à prosperidade com o café...1 Exercícios...4 Gabarito...5

3 História do Brasil São Paulo: das bandeiras à prosperidade com o café O bandeirismo foi uma atividade típica da vila de São Paulo (capitania de São Vicente) no período colonial, surgida a partir de um colégio criado pelos jesuítas em Quando de sua fundação, era boca do sertão, o ponto mais avançado do território sob domínio português, isolado do litoral devido à Serra do Mar. Seus habitantes, na maioria mamelucos, eram muito pobres, falavam tupi e praticavam a economia de subsistência. A escassa população lutava para superar as dificuldades ataques de tribos inimigas, grande distância de Portugal, condições naturais desfavoráveis ao cultivo de cana, ausência de produtos que interessassem à metrópole. Diante dessa situação, os próprios paulistas organizaram expedições ao interior, a fim de buscar o remédio para sua pobreza. As bandeiras de apresamento visavam à escravização de índios. Tiveram seu apogeu na primeira metade do século XVII, durante o domínio holandês no Nordeste, quando aumentou a necessidade de escravos devido à conquista de pontos do tráfico negreiro na África pelos holandeses. Os paulistas atacavam preferencialmente missões jesuíticas, como as espanholas ao Sul, pois queriam índios já aculturados. Com o declínio do açúcar e a destruição de várias missões, os paulistas dedicaram-se mais ao bandeirismo prospector, incentivados pela metrópole. Na década de 1690 descobriram ouro na região de Minas Gerais e, no início do século XVIII, em Goiás e Mato Grosso. Houve também o sertanismo de contrato, ou seja, a contratação de bandeirantes para destruir quilombos, combater tribos hostis ou estrangeiros. Recebiam, como pagamento, dinheiro, terras, escravos, gado ou outros bens. A mais célebre foi a expedição chefiada por Domingos Jorge Velho, que destruiu o quilombo de Palmares. Os paulistas não enriqueceram com o bandeirismo, mas desbravaram o território além de Tordesilhas, ainda que não intencionalmente. No século XVIII, desenvolveu-se em São Paulo o cultivo de cana-de-açúcar e de algodão, mas somente o café, no XIX, traria riqueza e progresso. Produto da moda na Europa e nos EUA, o café alcançou o primeiro lugar nas exportações brasileiras após Promoveu o surgimento de cidades, o crescimento das classes médias, a modernização dos transportes e portos, a transição para o trabalho livre e o incentivo à imigração. Fez surgir uma nova aristocracia que, dotada de mentalidade empresarial, investiu parte dos lucros em outras atividades, como bancos, casas comerciais, indústrias e ferrovias. O café foi cultivado com sucesso no Vale do Paraíba, sul de Minas e Oeste paulista neste, o relevo, o clima e a terra roxa eram propícios. Em 1867, com a São Paulo Railway (a Inglesa, depois Estrada de Ferro Santos-Jundiaí), fruto de investimento inglês e participação acionária de cafeicultores paulistas, o produto pôde chegar segura e rapidamente ao porto de Santos e os cafezais se alastraram pelo interior. O avanço das frentes pioneiras esteve intimamente ligado às ferrovias: ora seguiram o café, como no caso do velho Oeste paulista, ora abriram caminho e as fazendas e cidades vieram depois, como no novo Oeste. Embora mantida a estrutura monocultora, latifundiária e exportadora, substituiu-se gradativamente a escravidão pelo trabalho livre imigrante. No Império, tornou-se cada vez mais intensa a demanda por mão-de-obra para a cafeicultura em expansão no Oeste paulista. O tráfico negreiro fora proibido com a lei Eusébio de Queiroz (1850), por pressão inglesa; o tráfico interprovincial mostrou-se insuficiente; a lei Áurea (1888) abalou sobretudo o Vale do Paraíba. A vinda de imigrantes atendia, portanto, a essa necessidade, também contribuindo para a ocupação territorial e o branqueamento da raça. Acreditava-se que o estabelecimento de europeus brancos eliminaria os caracteres negativos herdados do passado escravista. 1

4 Em 1847, o senador Vergueiro iniciou o sistema de parceria, no qual as despesas dos imigrantes eram financiadas pelo fazendeiro, que cobrava juros. Cabia ao estrangeiro cultivar pés de café e dividir os lucros da produção. Maus tratos, dificuldades de adaptação a um país tropical e escravista, não-cumprimento dos acordos e o crescente endividamento causaram revoltas e o fracasso do sistema. A partir de 1870, passou-se à imigração subsidiada pelo Estado. O governo custeava as despesas de transporte e o fazendeiro, a sobrevivência dos imigrantes por um ano. Estes recebiam um pagamento fixo, acrescido de uma parte variável com a produtividade, podendo plantar para sua subsistência. Os imigrantes viam no trabalho a chance de ascender socialmente e de fazer fortuna, ainda que poucos pudessem concretizar o sonho de virarem proprietários, pois a Lei de Terras de 1850 dificultou-lhes o acesso à terra, que só poderia ser obtida pela compra. Muitos foram para grandes cidades ou à capital do café, contribuindo para desenvolver o comércio e constituindo a mão-de-obra principal das fábricas no início do século XX. Enriquecidos, os cafeicultores do Oeste paulista tornaram-se a força econômica no final do século XIX, embora não tivessem a mesma importância política. Insatisfeitos com o Império unitário, queriam um governo que incentivasse a modernização da economia e que lhes desse autonomia. Por isso, opuseram-se à monarquia, criaram o Partido Republicano Paulista e defenderam a república federativa para garantir seus interesses, aliando-se aos militares que depuseram o imperador D. Pedro II em Prof.a Maria Odette Simão Brancatelli Exercícios 01. (Mack-98) Como decorrência do caminho, constituiu-se a civilização paulista (...). Na faina sertaneja e predadora dos paulistas, desenvolveram-se hábitos próprios, tributários dos indígenas e incorporados mesmo por aqueles que haviam nascido na Europa, como o alentejano Antonio Raposo Tavares. Laura de Mello e Souza O texto reporta-se às características da vida paulista no período colonial e seu significado. Sobre estes fatos não podemos dizer que a. o isolamento e a reduzida importância econômica da região resultaram num forte senso de autonomia entre a gente paulista. b. casas de taipa, móveis rústicos, tendo com idioma dominante o tupi-guarani até o século XVIII, esta era a vila de São Paulo. c. mestiços rudes, os mamelucos paulistas vagavam pelos sertões, apresando índios, buscando ouro ou atacando quilombos. d. o alargamento da fronteira foi uma conseqüência inconsciente da luta destes homens pela sobrevivência. e. o prestígio do bandeirante deve-se à integração dos vicentinos à economia exportadora açucareira. 02. (UFU-99) A atividade bandeirante marcou a atuação dos habitantes da capitania de São Vicente entre os séculos XVI e XVIII. A esse respeito, assinale a alternativa correta. a. Buscando capturar o índio para utilizá-lo como mão-de-obra ou para descobrir minas de metais e pedras preciosas, o chamado bandeirismo apresador e o prospector foram importantes para a ampliação dos limites geográficos do Brasil colonial. b. As bandeiras eram empresas organizadas e mantidas pela metrópole, com o objetivo de conquistar e povoar o interior da colônia, assim como garantir, efetivamente, a posse e o domínio do território. 2

5 c. As chamadas bandeiras apresadoras tinham uma organização interna militarizada e eram compostas exclusivamente por homens brancos, chefiados por uma autoridade militar da Coroa. d. O que explicou o impulso do bandeirismo no século XVII foi a assinatura do tratado de fronteiras com a Espanha, que redefiniu a linha de Tordesilhas e abriu as regiões de Mato Grosso até o Rio Grande do Sul, possibilitando a conquista e a exploração portuguesa. e. Derivado da bandeira de apresamento, o sertanismo de contrato era uma empresa particular, organizada com o objetivo de pesquisar indícios de riquezas minerais, especialmente nas regiões de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. 03. (Fuvest-95) Na primeira carta disse a V. Rev. a grande perseguição que padecem os índios, pela cobiça dos portugueses em os cativarem. Nada há de dizer de novo, senão que ainda continua a mesma cobiça e perseguição, a qual cresceu ainda mais. No ano de 1649 partiram os moradores de São Paulo para o sertão, em demanda de uma nação de índios distantes daquela capitania muitas léguas pela terra adentro, com a intenção de os arrancarem de suas terras e os trazerem às de São Paulo, e aí se servirem deles como costumam. Pe. Antônio Vieira, Carta ao padre provincial, 1653, Maranhão. Este documento do Padre Antônio Vieira revela a. que tanto o Padre Vieira como os demais jesuítas eram contrários à escravidão dos indígenas e dos africanos, posição que provocou conflitos constantes com o governo português. b. um dos momentos cruciais da crise entre o governo português e a Companhia de Jesus, que culminou com a expulsão dos jesuítas do território brasileiro. c. que o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes. d. um episódio isolado da ação do Padre Vieira na luta contra a escravização indígena no Estado do Maranhão, o qual se utilizava da ação dos bandeirantes para caçar os nativos. e. que os padres jesuítas, em oposição à ação dos colonos paulistas, contavam com o apoio do governo português na luta contra a escravização indígena. 04. (Mack-97) A historiografia tradicional atribui ao bandeirismo o alargamento do território brasileiro para além de Tordesilhas. Sobre esta atividade é correto afirmar que a. jamais converteu-se em elemento repressor, atacando quilombos ou aldeias indígenas. b. as missões do Sul foram preservadas dos ataques paulistas, devido à presença dos jesuítas espanhóis. c. na verdade, o bandeirismo era a forma de sobrevivência para mestiços vicentinos, rudes e pobres, e a expansão territorial ocorreu de forma inconsciente como subproduto de sua atividade. d. eram empresas totalmente financiadas pelo governo colonial, tendo por objetivo alargar o território para além de Tordesilhas. e. era exercida exclusivamente pelo espírito de aventura dos brancos vinculados à elite proprietária vicentina, cujas lavouras de cana apresentavam grande prosperidade. 05. (FAAP-96) O café realmente marcou a vida brasileira, imprimindo várias características. I. Povoamento de várias áreas do Brasil, com a formação de frentes pioneiras. II. Estimulou os fluxos imigratórios para o Brasil, principalmente de italianos. III. Promoveu o desenvolvimento ferroviário, sobretudo no estado de São Paulo (Cia. Mogiana de Estradas de Ferro, Cia. Paulista, Araraquarense, Santos-Jundiaí e Sorocabana). IV. O aparelhamento do porto de Santos. 3

6 Responda com apoio no código a. desde que apenas estejam corretas I e III. b. desde que apenas estejam corretas II e IV. c. desde que apenas estejam corretas I, II e III. d. desde que apenas estejam corretas III e IV. e. desde que todas estejam corretas. 06. (PUC-97) É particularmente no Oeste da província de São Paulo o Oeste de 1840, não o de 1940 que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do engenho de açúcar. BUARQUE DE HOLANDA, S. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1987, p De acordo com o autor, a. o caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840 pode ser identificado, por exemplo, pela utilização de mão-de-obra predominantemente escrava, ao contrário da mão-de-obra assalariada utilizada nos engenhos. b. a diferenciação entre o Oeste de 1840 e o Oeste de 1940 refere-se ao fato de o primeiro ser uma região de produção cafeeira e o segundo, uma região de concentração de engenhos de açúcar. c. o modelo clássico da lavoura canavieira e do engenho de açúcar significa, em geral, um apego grande do senhor de engenho à rotina rural, ao contrário da maior abertura dos cafezais do Oeste de 1840 à influência urbana. d. a diferenciação entre o caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840 e o modelo clássico da lavoura canavieira explica-se, entre outros fatores, pela venda do produto dos primeiros no mercado interno e da segunda no mercado externo. e. as formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais contrapõem-se ao caráter próprio dos cafezais do Oeste de 1840, pois as primeiras acompanharam práticas de mandonismo político local e o segundo trouxe práticas políticas democráticas. 07. (Cesgranrio-90) No Brasil, a expansão cafeeira, na segunda metade do século XIX, pode ser identificada a partir das seguintes características a. expansão do consumo externo, progressos técnicos, abertura de créditos, desenvolvimento das ferrovias e introdução da mão-de-obra escrava. b. expansão das áreas cultivadas na província fluminense, tráfico interprovincial de escravos, avanços tecnológicos, créditos externos e maior consumo interno. c. expansão ferroviária, crescimento do Oeste Novo paulista, aumento do tráfico negreiro, maior consumo interno e externo e chegada dos imigrantes. d. incentivos estatais à produção, créditos do Banco do Brasil, introdução do trabalho livre, desenvolvimento ferroviário e aumento das áreas cultivadas em Minas Gerais. e. substituição do escravo pelo imigrante, capitais ingleses, introdução de máquinas modernas, elevação dos preços e rápida urbanização. 08. (UFU-99) Ao longo da segunda metade do século XIX, o Brasil passou por profundas transformações que afetaram, de forma geral, a economia e a organização social e política do país. Sobre esse período, é correto afirmar que a. o fluxo de imigrantes para o Brasil, sobretudo de italianos, contribuiu para retardar o início das atividades industriais, já que eram trabalhadores rurais que não formavam um mercado consumidor. b. a partir de 1850, com o fim do tráfico negreiro, o problema da falta de mão-de-obra para as lavouras cafeeiras foi solucionado provisoriamente com o tráfico interno de escravos e a vinda de imigrantes estrangeiros. 4

7 c. o desenvolvimento econômico, iniciado nas regiões produtoras de café, impulsionou a recuperação econômica do Nordeste, através de investimentos na indústria açucareira. d. o êxito do sistema de parceria, adotado a partir de 1847, estimulou a imigração européia para o Brasil. Com esse sistema, o imigrante podia se tornar, rapidamente, um pequeno proprietário. e. a adoção do trabalho assalariado, estimulada pela imigração, ficou restrita às atividades urbanas. A relação de trabalho no âmbito rural continuou servil, até a abolição da escravidão. 09. (UFF-97) A abolição do tráfico africano pode ser considerado um dos principais fatores explicativos do definhamento progressivo do escravismo no Brasil. Privada da fonte atlântica de abastecimento de cativos, a classe senhorial do Império teve que apelar para o tráfico interno entre as províncias. Deste se beneficiou o Sudeste, região que concentrava 87% da população cativa do país entre 1870 e No ano de 1887, às vésperas da Abolição, 15% da população cativa estavam na província de São Paulo. Assinale a opção que caracteriza melhor a dinâmica da economia cafeeira no século XIX em função do problema da mão-de-obra. a. A cafeicultura do Oeste paulista ancorada nas colônias de parceria não se baseou no trabalho livre, mas em relações semi-escravistas, como demonstra a revolta dos imigrantes de Rio Claro na década de 40. b. A abolição do tráfico africano conduziu ao reforço da escravidão nas antigas províncias do Rio de Janeiro e Minas Gerais, sobretudo no Vale do Paraíba, ao contrário do ocorrido em São Paulo, cujos cafeicultores optaram, desde logo, pelo trabalho assalariado de imigrantes. c. A abolição do tráfico africano não conduziu, de imediato, à crise do escravismo, uma vez que a população cativa do país aumentou extraordinariamente até a década de 80, sobretudo no Sudeste, graças ao crescimento vegetativo ocorrido entre africanos e crioulos. d. A crise da economia cafeeira no Vale do Paraíba fluminense deveu-se mais ao desgaste dos cafezais plantados em encostas, do que à falta de braços para a lavoura, ao passo que, no Oeste paulista, a abundância de solos de terra roxa e o trabalho dos colonos impulsionaram a cafeicultura da região. e. A expansão cafeeira no Sudeste desenvolveu-se como base no trabalho escravo, inclusive no Oeste paulista, não obstante ali se tenha adotado, em larga escala, o trabalho juridicamente livre de imigrantes ao longo dos anos (FMTM-99) O desenvolvimento da lavoura cafeeira no Sudeste brasileiro foi responsável por inúmeras mudanças na segunda metade do século XIX. Assinale a alternativa que explica, corretamente, algumas dessas mudanças. a. Com o fim do tráfico negreiro, foi necessário incentivar a vinda de imigrantes, realizando-se a transição para o trabalho livre. A construção de ferrovias modernizou os transportes, interligando de modo mais rápido e eficiente as regiões produtoras aos portos. b. A expansão da cafeicultura gerou uma diferenciação na sociedade, antes rural e aristocrática, com o surgimento da classe média urbana e de uma burguesia cafeeira. Além disso, os lucros dessa economia promoveram a industrialização do país, em especial, do Sudeste. c. O cultivo de café valorizou economicamente a terra, que se tornou mercadoria pela Lei de Terras de 1850, possibilitando a formação de frentes pioneiras. A nova realidade no campo acirrou os conflitos, impondo a necessidade de reforma agrária. d. Os lucros da lavoura cafeeira foram investidos em diferentes atividades urbanas, transformando a pacata capital de São Paulo em próspero centro industrial. As relações escravistas de produção salientaram-se nas novas regiões de cultivo do Oeste paulista. e. O desenvolvimento do abolicionismo levou à substituição da mão-de-obra escrava pelo trabalho assalariado, articulando o comércio interno. As aspirações unitaristas dos cafeicultores chocaram-se com o imobilismo do Império, provocando sua queda. 5

8 Gabarito 01. Alternativa e. A ausência de uma fonte econômica lucrativa os engenhos de açúcar não foram bem-sucedidos e o isolamento da vila de São Paulo explicam a organização das bandeiras. Tentando escapar da pobreza, os paulistas (em sua maioria mamelucos) organizaram essas expedições ao interior, ultrapassando inconscientemente os limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas. 02. Alternativa a. As bandeiras foram expedições particulares organizadas pelos paulistas, devido à sua pobreza, em busca de índios e de metais, além da prestação de serviços (sertanismo de contrato). Embora a maioria dos paulistas fosse mameluca, os bandeirantes capturavam indígenas de tribos inimigas para escravizar. Sem planejamento, desbravaram o território além da linha de Tordesilhas. Convém destacar que novos tratados de limites foram negociados somente no século XVIII, em decorrência da interiorização da colonização. 03. Alternativa c. O Padre Vieira realmente opunha-se à escravização dos indígenas, assim como os demais jesuítas, que organizaram missões. Portanto, criticava a ação dos moradores de São Paulo e dos colonos do Maranhão que capturavam índios para escravizar. Não há, no texto, condenação à escravização de negros, tampouco apoio ou choque com a Coroa (a expulsão dos jesuítas só ocorreu em 1759, durante a administração do Marquês de Pombal). 04. Alternativa c. A organização de expedições ao interior foi a forma de os mamelucos paulistas encontrarem o remédio para sua pobreza. Atacar missões jesuíticas espanholas no Sul para escravizar índios, procurar metais e pedras preciosas e fazer o sertanismo de contrato (destruir quilombos, reprimir tribos hostis) garantiriam a sobrevivência dos vicentinos, que foram desbravando o território ao interior. 05. Alternativa e. De fato, o café foi importante para a modernização do país a partir de meados do século XIX, com a formação de frentes pioneiras no interior paulista, em terras desconhecidas habitadas por índios ; o desenvolvimento do transporte ferroviário, que antecedeu ou sucedeu a marcha do café em São Paulo; o aparelhamento do porto de Santos, por onde saía o café do Oeste paulista; e a promoção da imigração para fornecer braços para a lavoura cafeeira em crescimento. 06. Alternativa c. O Oeste paulista de 1840 não é o Oeste geográfico do estado em 1940, mas a região a oeste do Vale do Paraíba para onde se expandiu a lavoura de café. Na falta de mão-de-obra escrava diante do fim do tráfico negreiro (1850), os cafeicultores precisaram recorrer à imigração e desenvolveram uma mentalidade mais empresarial e urbana. Dessa forma, o Oeste paulista passou a utilizar trabalhadores livres, em oposição aos engenhos de açúcar (principal produto de exportação até 1830), baseados na mão-de-obra escrava. 6

9 07. Alternativa e. No século XIX, a expansão da cafeicultura no Sudeste ocorreu devido ao aumento da demanda mundial, que gerou alta dos preços. Particularmente no Oeste paulista havia condições naturais mais favoráveis (o relevo e a terra roxa). Diante da proibição do tráfico negreiro, desenvolveu-se um tráfico interprovincial e, com a falta de mão-de-obra escrava, estimulou-se a imigração e o trabalho livre. A economia brasileira modernizou-se com progressos técnicos, ferrovias, surtos industriais e crescimento urbano, mas continuou dependente da Grã-Bretanha que fazia empréstimos ao governo imperial e investimentos diretos, em especial no setor de serviços. 08. Alternativa b. Fim do tráfico, ampliação dos cafezais em São Paulo e imigração relacionaram-se no Segundo Reinado. O sistema de parceria, baseado na divisão dos lucros entre o fazendeiro e os imigrantes, fracassou devido ao endividamento a que estes ficaram submetidos. Passou-se à imigração financiada pelo Estado, que se fundamentava no pagamento em dinheiro aos imigrantes. Muitos migraram para as cidades, onde seriam a principal mão-de-obra das fábricas no início do século XX, insatisfeitos com o trabalho nas fazendas de café e sem perspectivas de terem uma propriedade (o acesso à terra só se daria pela compra, segundo a Lei de Terras de 1850). 09. Alternativa e. Proibido o tráfico negreiro, teve início um processo gradual de declínio da escravatura. O Oeste paulista foi a região mais atingida pela falta de mão-de-obra escrava, recorrendo à imigração. Primeiro, desenvolveu-se o sistema de parceria nas fazendas do Oeste, no qual os imigrantes, livres, conviveram com escravos; depois, a imigração subsidiada pelo Estado. O Vale do Paraíba fluminense e paulista utilizava trabalho escravo, sendo duramente atingido pela Lei Áurea que aboliu a escravidão. 10. Alternativa a. Nas décadas finais do século XIX, era evidente a modernização promovida pelo café. A expansão da lavoura pelo interior paulista relacionou-se à formação de frentes pioneiras e de cidades, à criação de ferrovias e à transição do trabalho escravo para o livre imigrante. As camadas médias urbanas ampliaram-se, surgiu uma nova aristocracia com mentalidade empresarial, houve surtos industriais e o crescimento do setor de serviços. No entanto, não se pode falar em industrialização do país (nem de São Paulo), tampouco em conflitos por reforma agrária. Os cafeicultores paulistas, enriquecidos, chocaram-se com a monarquia centralista, apoiando a federação e a implantação da república. 7

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