A GESTÃO AMBIENTAL COM A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS

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1 A GESTÃO AMBIENTAL COM A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS Carlos Eduardo Calderari Deyvison Canali Jacob Prof. Esp. Francisco César Vendrame Profª Esp. Jovira Maria Sarraceni Profª M.Sc. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame Lins SP

2 A GESTÃO AMBIENTAL COM A RESPONSABILIDADE SOCIAL NAS EMPRESAS. RESUMO Este artigo tem como objetivo as melhorias que são adotadas nas empresas, estimula a qualidade ambiental, também possibilita a redução de custos diretos, bem como: redução de desperdícios com água, energia e matérias-primas, e os indiretos, por exemplo, indenizações por danos ambientais. A gestão ambiental tornou uma prática muito recente, que vem ganhando espaço nas instituições públicas e privadas. Através dela é possível à mobilização das organizações para se adequar à promoção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Seu objetivo é a busca de melhoria constante dos produtos, serviços e ambiente de trabalho, em toda organização, levando-se em conta o fator ambiental. Palavras-chave: Desempenho Ambiental, Responsabilidade Social, Sustentabilidade. 2

3 1. INTRODUÇÃO O termo gestão ambiental é bastante abrangente, é freqüentemente usado para designar ações ambientais em determinados espaços geográficos, como por exemplo: gestão ambiental de bacias hidrográficas, gestão ambiental de parques e reservas florestais, gestão de áreas de proteção ambiental, gestão ambiental de reservas de biosfera e outras tantas modalidades de gestão que incluam aspectos ambientais. Um dos novos desafios que o mundo enfrenta nesse novo milênio é fazer com que as forças de mercado protejam e melhoram a qualidade do ambiente, com a ajuda de padrões baseados no desempenho e uso criterioso de instrumentos econômicos, num quadro harmonioso de regulamentação. O novo contexto econômico caracteriza por uma rígida postura dos clientes, voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado, e que atuem de forma ecologicamente responsável. A transformação e a influência ecológica nos negócios se fazem sentir de maneira crescente e com efeitos econômicos cada vez mais profundos. As organizações que tomarem decisões estratégicas integradas a questão ambiental e ecológica conseguirão significativas vantagens competitivas, quando não, redução de custos e incremento nos lucros a médio e longo prazos. A gestão ambiental e a responsabilidade social, enfim, tornam-se importantes instrumentos gerenciais para capacitação e criação de condições de competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento econômico, esse artigo vem descrever de maneira pelo qual é necessário a Responsabilidade Social para a melhoria das empresas com a gestão ambiental. Foram abordados os seguintes autores: Rui Otavio; Tachizawa; Barreiros (2000), Tachizawa (2006). 2. Revisão Bibliográfica: 2.1 Desempenho ambiental e sustentabilidade Segundo Marta R. L. Tocchetto e Lauro C. Pereira citam e seu artigo a crescente preocupação com a qualidade ambiental tem levado as indústrias 3

4 brasileiras a buscarem alternativas tecnológicas mais limpas e matérias primas menos tóxicas, a fim de reduzir o impacto e a degradação ambientais. A conscientização da sociedade e a legislação ambiental têm induzido as empresas a uma relação mais sustentável com o meio ambiente. Não há mais lugar para a exacerbação do lucro obtido às custas do comprometimento do meio ambiente. Diante disso, a indústria tem sido forçada a investir em modificações de processo, aperfeiçoamento de mão-de-obra, substituição de insumos, redução de geração de resíduos e racionalização de consumo de recursos naturais. A busca por alternativas que minimizem os impactos negativos da atividade produtiva tem motivado o setor industrial em investir em soluções, que também se refletem em economia e melhoria da competitividade. A adoção de estratégias de prevenção apresenta-se como a alternativa mais adequada, porém importantes padrões, modelos de comportamento, crenças e práticas institucionalizadas devem ser modificados, assim como muitos paradigmas consolidados na estrutura das empresas devem ser substituídos. A avaliação ambiental torna-se cada vez mais valiosa e importante, pois fornece bases para a formulação de políticas, planos e projetos que permitem o manejo dos riscos e impactos das atividades produtivas aumentando a ecoeficiência da organização. O diagnóstico da situação ambiental consiste em uma análise profunda de todos os impactos dos processos, serviços e produtos. A falta de registros, na maioria das empresas, no que tange às entradas e saídas de insumos, do consumo de água, de matérias primas, de energia, de geração de efluentes e resíduos, por exemplo, também dificulta a implantação de medidas que poderiam melhorar o desempenho ambiental das mesmas. A ausência de informações, desta natureza, contribui para conhecimentos precários sobre os custos ambientais, alimentando a visão distorcida de que investimentos em medidas de proteção não significam ganhos, mas sim em aumento de custos operacionais e redução de competitividade. Em estudo realizado em um grupo de empresas com atividade galvânica, verificou-se que a identificação dos impactos ambientais significativos relaciona-se mais fortemente com questões econômicas e legais, do que com os aspectos técnicos e ambientais. O planejamento de ações, baseado em critérios técnicos e ambientais, contribui para a implantação de medidas mais efetivas, no que diz respeito à melhoria da qualidade ambiental. 4

5 Um maior conhecimento sobre os impactos ocasionados pelas atividades produtivas, possibilita a seleção mais adequada de indicadores que podem ser utilizados para o processo de melhoria contínua do SGA (sistema de gestão ambiental). A dificuldade para o estabelecimento desses indicadores é um dos principias problemas das indústrias, tanto ao nível nacional quanto internacional. A escolha equivocada de indicadores irá refletir-se de igual forma na avaliação do desempenho ambiental das empresas, trazendo como conseqüência: adoção de medidas inócuas, implantação desnecessária de equipamentos e/ou outras intervenções inadequadas para um bom sistema de gestão. Acredita-se que grande parte das empresas ainda desconhece os benefícios do uso de indicadores de desempenho, como ferramenta para o planejamento ambiental. Com isso é possível que elas estejam deixando de aproveitar oportunidades, como: aumento da produtividade, melhoria da competitividade e da qualidade ambiental, além de atingir efetivamente a sustentabilidade produtiva. 2.2 Caminhos para a sustentabilidade De acordo com José Carlos Virtuoso (2004), não obstante ao fato de que a humanidade já esteja sinalizando sua busca por caminhos que a levem à sustentabilidade, este processo ainda não apresenta indicadores prontos, estando esta caminhada longe de chegar ao seu final. Desde as conferências mundiais sobre o meio ambiente de Estocolmo-72, Rio-92 e, mais recentemente, Johannesburg, neste ano de 2002, várias possibilidades têm sido discutidas, com alguns avanços e também retrocessos, por conta de alguns países desenvolvidos, que resistem em não mudar seus conceitos, preferindo manter sistemas Persiste a falta de compreensão de que nosso planeta funciona como um sistema onde todos os elementos estão entrelaçados, interdependem, influenciam e são influenciados, como também nossa capacidade de continuar criando máquinas transformadoras desse mesmo planeta, consumindo indiscriminadamente recursos naturais e devolvendo ao meio rejeitos. Já em meio a uma série de conseqüências originadas desta prática aquecimento global, chuvas ácidas, destruição da camada de ozônio, etc... buscamos reduzir a margem de contradições que compõem nosso quadro planetário, tentando entender o conceito de desenvolvimento sustentável, no qual, segundo LEIS (1999), deixa-se de assumir o ser humano como medida de 5

6 todas as coisas, substituindo-o pela relação deste com a natureza. Este é o sentido traduzido de maneira implícita no conceito de desenvolvimento sustentável como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades. (G.H. et al apud LEIS, 1999, p.151). Importa compreender a sustentabilidade social do desenvolvimento como um processo ligado à qualidade de vida das populações, concepção que pode ser associada ao conceito de desenvolvimento humano difundido pela ONU (Organização das Nações Unidas) e constante dos vários relatórios do organismo nos últimos anos. Neste bojo, é igualmente importante trazer à tona, de forma explicita, os fundamentos éticos em torno deste processo. E, como defende Leis, não é, portanto, a abundância de bens e sim o seu benefício o que define um bom desenvolvimento humano. Para exemplificar esta importante dimensão, pode-se dizer que um crescimento econômico descontrolado, voltado puramente à satisfação de consumo, compromete a qualidade de vida das pessoas, mesmo que este comprometimento só possa ser avaliado com o passar dos anos, na medida em que se degrada o ambiente, conseqüência negativa que recairá sobre as próprias pessoas. 3. Responsabilidade Social Segundo Cecília de Assis Garnier, os principais agentes do desenvolvimento econômico de um país são as empresas, onde seus avanços tecnológicos e a grande capacidade de geração de recursos fazem com que cada vez mais precisem de ações cooperativas e integradas onde possam desenvolver processos que tem por objetivo a Gestão Ambiental e a Responsabilidade Social. As empresas socialmente responsáveis, têm uma postura ética onde o respeito da comunidade passa a ser um grande diferencial. O reconhecimento destes fatores pelos consumidores e o apoio de seus colaboradores faz com que se criem vantagens competitivas e, conseqüentemente, atinja maiores níveis de sucesso. A responsabilidade empresarial frente ao meio ambiente é centrada na análise de como as empresas interagem com o meio em que habitam e praticam suas atividades, dessa forma, uma empresa que possua um modelo de Gestão Ambiental 6

7 já está correlacionada à responsabilidade social. Tais eventos irão, de certa forma, interagir com as tomadas de decisões da empresa, tendo total importância na estratégia empresarial. O mundo Global, a despeito de todos os males causados aos mais fracos, trouxe uma inovação interessante: A responsabilidade Social e Ambiental como diferenciais de mercado. A responsabilidade social e ambiental nos negócios é um conceito que se aplica a toda a cadeia produtiva. Não somente o produto final deve ser avaliado por fatores ambientais ou sociais, mas o conceito é de interesse comum e, portanto, deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo. Assim como consumidores, empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos produtivos. Responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade, não só garante a não escassez de recursos, mas também amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvolvimento sustentável não só se refere ao ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, promove a imagem da empresa como um todo e por fim leva ao crescimento orientado. Uma postura sustentável é por natureza preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros, como impactos ambientais ou processos judiciais. A globalização traz consigo demandas por transparência. Não mais nos bastam mais os livros contábeis. Empresas são gradualmente obrigadas a divulgar sua performance social e ambiental, os impactos de suas atividades e as medidas tomadas para prevenção ou compensação de acidentes. Nesse sentido, empresas serão obrigadas a publicar relatórios anuais, onde sua performance é aferida nas mais diferentes modalidades possíveis. Muitas empresas já o fazem em caráter voluntário, mas muitos prevêem que relatórios sócio-ambientais serão compulsórios num futuro próximo. 7

8 3.1 Empresas Brasileiras No Brasil, o movimento de valorização da responsabilidade social empresarial ganhou forte impulso na década de 90, através da ação de entidades não governamentais, institutos de pesquisa e empresas sensibilizadas para a questão. A obtenção de certificados de padrão de qualidade e de adequação ambiental, como as normas ISO, por centenas de empresas brasileiras, também é outro símbolo dos avanços que têm sido obtidos em alguns aspectos importantes da responsabilidade sócio-ambiental. Muito do debate sobre a responsabilidade social empresarial já foi desenvolvido mundo afora, mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização do setor e da busca por estratégias de inclusão social através do setor privado. O Índice Dow Jones Mundial de Sustentabilidade (DJSI) foi criado em 1999 e, neste ano, 81 empresas mundiais do setor de petróleo e gás e 20 brasileiras tentaram seu ingresso O questionário aborda questões de sustentabilidade, como governança corporativa, gestão da marca e de risco, até as mais específicas para a indústria de petróleo e gás, como mudança climática, padrões para fornecedores e gestão de projetos sociais. A Petrobrás conquistou o direito de compor, o Índice Dow Jones Mundial de Sustentabilidade (DJSI), o mais importante índice internacional de sustentabilidade, usado como parâmetro para análise dos investidores sócio e ambientalmente responsáveis. 3.2 Projetos da Responsabilidade Social e Ambiental Nos tempos atuais, em especial, as empresas devem demonstrar a seus clientes e a toda sociedade que não só o lucro é seu objetivo, mas que também assumem que tem responsabilidade social em ambiental. Na área social em primeiro lugar junto a seus funcionários respeitando a legislação trabalhista e previdenciária, mas também indo além, preocupando-se de forma integral com todos seus colaboradores e suas famílias através de programas e 8

9 projetos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida de todos. Tão importante quanto junto a seus colaboradores é sua ação social junto a comunidade de seu entorno, contribuindo para o bem estar e para a qualidade de vida dos que vivem próximo da empresa através de programas e projetos. Na área ambiental, toda ação deve englobar inicialmente seus colaboradores como parceiros na preservação ambiental, através de programas de educação ambiental, e a nível local e regional deve se engajar em projetos e programas, que viáveis para a organização, demonstrem a sociedade seu engajamento na questão ambiental. 3.3 Programa Petrobras Ambiental Apresentação do Programa De acordo com a Petrobras, alinhado ao Plano Estratégico e ao Plano de Negócios, o Programa Petrobras Ambiental confirma o compromisso da Companhia em contribuir para a implementação do desenvolvimento sustentável, estratégia que se evidencia no enfoque integrado dos processos produtivos e do meio ambiente. Por meio de sua política de patrocínio ambiental, a Petrobras investe em iniciativas que visam à proteção ambiental e à difusão da consciência ecológica. O Programa se caracteriza por atuar em temas ambientais relevantes para a Petrobras e para o País, articulando iniciativas que contribuem para criar soluções e oferecer alternativas com potencial transformador e em sinergia com políticas públicas. O novo tema do Programa é Água e Clima: contribuições para o desenvolvimento sustentável Diretrizes Todas as ações do Programa Petrobras Ambiental se orientam pela contribuição ao desenvolvimento sustentável, compreendendo o equilíbrio entre gerações atuais x futuras, necessidades humanas x integridade da natureza e dimensões econômica, social e ambiental. - Preservar e manter os recursos naturais, com respeito ao ser humano; 9

10 - Formar líderes da causa ambiental; - Estimular a formação de redes de relacionamento e de trabalho; - Promover a participação das comunidades no desenvolvimento das ações; - Estimular a adoção de novos padrões de produção e de consumo; - Apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente; - Buscar a sustentabilidade institucional e reaplicabilidade das iniciativas. Fonte: Linhas de Atuação - Gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos: Reversão de processos de degradação dos recursos hídricos; Promoção de práticas de uso racional de recursos hídricos. - Recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce; - Fixação de carbono e emissões evitadas com base na:reconversão rodutiva das áreas; Recuperação de áreas degradadas; Conservação de florestas e áreas naturais Ações Estratégicas 10

11 Investimentos em patrocínios a projetos ambientais de âmbito nacional, regional e local: investir, de forma transparente, planejada e monitorada, em projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável do País. Nesta ação está inserida a Seleção Pública de Projetos, realizada a cada dois anos e que busca democratizar o acesso e dar transparência aos recursos do Programa. Organizações ambientais de todo o País podem inscrever projetos a serem analisados por uma equipe formada por profissionais da Companhia, especialistas externos nas linhas de atuação do Programa e representantes da sociedade civil, do Governo e da imprensa Indicadores e Metas de Desempenho O Programa Petrobras Ambiental aperfeiçoa o sistema de monitoramento e gestão dos investimentos em patrocínios ambientais da Companhia ao incorporar indicadores e metas de desempenho. Além de facilitar a avaliação do Programa, será possível sistematizar e difundir boas práticas de gestão das organizações parceiras, favorecendo a reaplicabilidade das ações. 4 ISO De acordo com Valdir F. Denardin e Gláucia Vinter,a Série ISO 14000, que compreende um conjunto de normas ambientais, não obrigatórias e de âmbito internacional, possibilita a obtenção da certificação ambiental, porém esta só pode ser obtida por uma determinada empresa se a mesma implementar um Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Este visa reduzir os impactos ambientais gerados na produção (inclui matérias-primas), transporte, uso e disposição final do produto (descarte). Valle (1995) afirma que após implantada pelas empresas e exigida pelos consumidores, a Série ISO irá beneficiar os produtores responsáveis, preocupados com o meio ambiente, contra os concorrentes inconseqüentes e irresponsáveis que, por não respeitarem o meio ambiente, conseguem produzir a um menor custo, repassando parte dos custos não internalizados para a sociedade, via externalidades negativas. Porém, antes de gerenciar ambientalmente a empresa, a empresa necessita definir sua política ambiental. Segundo a Associação Brasileira de Normas 11

12 Técnicas: ABNT - NBR ISO (1996), a política ambiental consiste em uma declaração da empresa quanto as suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental. Deve prever, portanto, estrutura para agir e definir seus objetivos e metas ambientais. Dado que a Série ISO consiste em um conjunto de normas ambientais voluntárias, as quais, em última instância, visam contribuir para a melhoria da qualidade do meio ambiente, pode-se afirmar que o somatório de esforços individuais das empresas contribui, em parte, para que se atinja o que atualmente é denominado de desenvolvimento sustentável. 4.1 Considerações Econômicas A certificação ISO auxiliará as empresas que vêem a preservação ambiental não como um empecilho, mas como um fator de sucesso para se posicionarem no mercado, ou seja, uma oportunidade de ascensão regional, nacional e internacional. A implementação da gestão ambiental pode oferecer outras vantagens para a empresa e também para o cliente. Entre as vantagens para a empresa estão a criação de uma imagem verde ; acesso a novos mercados; redução e/ou eliminação de acidentes ambientais, evitando, com isso, custos de remediação; incentivo ao uso racional de energia e dos recursos naturais; redução do risco de sanções do Poder Público (multas) e facilidade ao acesso a algumas linhas de crédito. Referente aos consumidores, estes possuirão maiores informações sobre a origem da matériaprima e composição dos produtos, podendo optar, no momento da compra, por bens e serviços menos agressivos ao meio ambiente (Valle, 1995). Para Castro (1996), além de promover a redução dos custos internos das organizações, a implementação de um sistema de gestão ambiental aumenta a competitividade e facilita o acesso aos mercados consumidores. Argumentos semelhantes são apresentados por Rattner (1991), quando menciona que até pouco tempo as exigências referentes à proteção ambiental eram consideradas como um freio ao crescimento, um fator de aumento dos custos de produção. Hoje, proteger o meio ambiente está se convertendo em oportunidades para expandir mercados, baixar custos e prevenir-se contra possíveis restrições a 12

13 mercados externos (barreiras não tarifárias). As desvantagens em não implantar um sistema de gestão ambiental estão diretamente ligadas as barreiras não tarifárias, impostas por países mais desenvolvidos, pois um sistema de normatização ambiental como a série ISO pode abrigar em suas entrelinhas mecanismos de proteção de mercado. 4.2 Considerações Sociais As vantagens sociais fundem-se com as vantagens ambientais. Uma vez que a gestão ambiental visa corrigir problemas ambientais, decorrentes da produção e consumo de bens que geram contaminações físicas e/ou externalidades negativas, conseqüentemente a sociedade passa ser beneficiada. Como resultado da implantação de um SGA por parte da empresa, dependendo do setor, pode-se obter a melhoria das condições de trabalho, advindas, por exemplo, da redução de materiais particulados e de mau cheiro. Além disso, as famílias que residem próximo as empresas que causavam externalidades negativas, passam a usufruir de um ambiente mais agradável. 5. CONCLUSÃO O artigo enfatiza em uma busca permanente de melhoria da qualidade ambiental dos serviços, produtos e ambiente de trabalho de qualquer organização pública ou privada. A busca permanente da qualidade ambiental é, portanto um processo de aprimoramento constante do sistema de gestão ambiental global de acordo com a política ambiental estabelecida pela organização. A gestão ambiental não é obrigação somente das empresas, mas também para a população em geral e dos governos. O povo necessita de reeducação e cultura da importância deste assunto. Práticas simples como redução do consumo de energia e água já podem ser um bom começo. O processo de gestão ambiental deve abranger uma nova cultura, uma mudança de consciência que nos leve a pensar e adotar novas formas de pensar no futuro. Os recursos naturais dependem de práticas responsáveis que 13

14 devem ser geridas por uma ação coletiva das instituições, dos governos e da sociedade como um todo. 14

15 ABSTRACT This article aims at the improvements that are adopted in enterprises, encourages environmental quality, also enables the reduction of direct costs as well as: reduction of waste, water, energy and raw materials, and indirect, for example, compensation for environmental damage. Environmental management has a very recent practice, which has been gaining space in the public and private institutions. It is possible through the mobilization of organizations to adapt to the promotion of an ecologically balanced environment. Its goal is the search for constant improvement of products, services and work environment, across organization, taking into account the environmental factor. Key-words: Environmental Performance, Social Responsibility, Sustainability. 15

16 REFERÊNCIAS BARREIROS, A. C.; TACHIZAWA, T; ANDRADE, R. O. B. Gestão Ambiental DENARDIN, V. F.; VINTER, G. Algumas considerações acerca dos benefícios econômicos, sociais e ambientais advindos da obtenção da certificação ISO 1400 pelas empresas. Acesso em: 17 Jun GARNIER, C. A. Responsabilidade social e ambiental da empresa. Acesso: 16 jun TACHIZAWA, T. Gestão Ambiental e Responsabilidade Social Corporativa TOCCHETO, M. R. L.; PEREIRA. L C. Desempenho Ambiental e Sustentabilidade. Disponível em: Acesso em: 17 jun VIRTUOSO, J. C. Desenvolvimento, Gestão Ambiental e Sustentabilidade: Compreendendo o Novo Paradigma. Acesso em 17 jun

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