EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA PROPOSTA DE PRESERVAÇÃO PARA OS CÓRREGOS URBANOS DE PORANGATU E CONSCIENTIZAÇÃO PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS 1

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1 EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA PROPOSTA DE PRESERVAÇÃO PARA OS CÓRREGOS URBANOS DE PORANGATU E CONSCIENTIZAÇÃO PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS 1 GARÇÃO, Lucimar Marques da Costa Garção 2 Palavras-chave: Educação Ambiental, nascentes e população ribeirinha. Introdução O município de Porangatu é rico em recursos hídricos, porém o que se vê são os canais fluviais totalmente degradados necessitando de uma ação urgente para sua recuperação, uma vez que, todos os impactos geram conseqüências danosas ao meio ambiente local e global. Entende-se o ambiente como um todo e não como um meio. O ambiente é o local onde ocorrem as relações entre os seres vivos e a natureza. Se o ambiente sofre agressões, começa então, o rompimento desta cadeia de relações onde tanto o ambiente como a sociedade passam a sofrer os efeitos desta quebra de equilíbrio. George, (1973, p.7) entende o ambiente como sendo: a um só tempo, um meio e um sistema de relações. A existência e a conservação de uma espécie encontram-se subordinadas a equilíbrios entre processos distribuidores e processos regeneradores de seu meio. O meio ambiente é constituído por esse conjunto de dados fixos e de equilíbrios de forças concorrentes que condicionam a vida de um grupo biológico, o qual comporta por sua vez simbioses e parasitoses, e entra na composição dos equilíbrios. O sistema referido exemplifica a complexidade entre o espaço e ambiente suas inter-relações com a sociedade vigente, a apropriação dos recursos naturais e a não ingerência dos recursos na pauta de preservação, oriunda da ganância do capitalismo. Portanto a água é um recurso necessário em todos os 1 Resumo enviado por Lucimar Marques da Costa Garção. EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA PROPOSTA DE PRESERVAÇÃO PARA OS CÓRREGOS URBANOS DE PORANGATU E CONSCIENTIZAÇÃO PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS 1 /PRE: 2011PRE Universidade Estadual de Goiás/Unidade Universitária de Porangatu

2 aspectos da vida, conduzindo desde as espécies dos ecossistemas até os meios de produção de renda. Pode-se, assim, considerar que a utilização desses recursos de forma inadequada ocasiona uma ameaça, o que comprova tal fato é a preocupação dos ambientalistas na criação da Agenda 21. Ainda, Segundo Barbiere, (idem, p. 105):... em seus estudos definem normas para a proteção do meio ambiente e manuseio desses recursos, provendo programas para o manejo, conservação e provisão de cobertura vegetal para áreas degradadas por meio de reabilitação, florestamento e reflorestamento. A ação antrópica é também destacada pelo processo de urbanização que traz conseqüências através do desenvolvimento acelerado e sem planejamento. A cidade de Porangatu é caracterizada por uma ocupação irregular e desordenada sem uma implantação de sistema de infraestrutura, o que acarretou impactos ambientais, percebidos nas condições da vegetação, solo e água que constituem os desmatamentos, a poluição da água, a erosão do solo e o assoreamento. Soares (2002, p. 170) coloca que o assoreamento é um dos grandes problemas em mananciais e cursos d`água e define-o como grande quantidade de detritos (seixos, cascalho, areia e outros materiais) por desagregação forçada (retirada da cobertura vegetal ciliar e outras atividades), desce o leito do rio ou curso d água inviabilizando seu aproveitamento. Percebe-se a problemática criada pelo desrespeito aos recursos naturais e da ânsia do capitalismo consumista e da sua apropriação indevida do planeta. A degradação dos mananciais urbanos por contaminação de resíduos urbanos na opinião de Tucci, 2002, p. 480, em que utiliza fossas sépticas como destino final do esgoto tende a contaminar uma parte superior do aqüífero. Esta contaminação pode comprometer o abastecimento urbano quando existe comunicação entre diferentes camadas dos aqüíferos através de percolação e de perfurações inadequadas dos poços artesianos. Neste sentido, a expansão da urbanização compromete a qualidade da água dos mananciais, além de causar odor e poluição visual. O potencial de fragilidade de um ambiente natural varia de acordo com as características genéticas aliadas as ações antrópica desenvolvidas nesse ambiente. Porangatu também vive sérios problemas ambientais que estão

3 relacionados às formas pela qual a sociedade produz o espaço. Sendo o relevo um ambiente de apropriação e, principalmente, em áreas planas,este município se insere neste contexto por apresentar relevo de formas colinosas e ricas em nascentes. Fatores estes que atraíram pessoas de vários lugares, intensificando a ocupação das margens desses recursos hídricos, sem o devido planejamento. A degradação ambiental nos dias de hoje está fortemente ligada a fatores de ocupação e uso do solo, uma vez que as formas de ocupação e manejo ocasionam o tipo e o grau de impacto, o qual atinge de maneira diferente o ambiente. Assim, o uso do solo diversifica-se a partir de sua ocupação por diferentes categorias sociais, daí a necessidade de se considerar fatores políticoeconômicos, sócio-culturais e bióticos na análise dos processos de degradação ambiental. A Educação Ambiental que o projeto de extensão esta realizando promove o incentivo à participação individual e coletiva, portanto, é relevante o entendimento da população para desenvolver ações permanentes e responsáveis para a preservação e equilíbrio do meio ambiente. Assim a defesa da qualidade ambiental vem como um valor inseparável do exercício da cidadania (Lei n de 27 de abril de da Política Nacional de Educação Ambiental). A proposta desse projeto vem colocar em ação a Lei n de 27 de abril de da Política Nacional de Educação Ambiental, que no Cap. I Art. 3. nos diz - Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo: II às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem. Em consonância com a Lei acima citada propõe-se fazer um trabalho in loco de: conscientização da população ribeirinha a respeito da importância da água; alertar para não se jogar o lixo no lugar inadequado; limpeza dos leitos; plantio de árvores para recompor a mata ciliar onde ainda não foi ocupado por residências em áreas urbanas; gerar compromissos de preservação na tentativa de melhorar a qualidade ambiental de nossa cidade e município. Acredita-se que o papel da educação ambiental, em todos os níveis escolares torna-se imprescindível na resolução dos problemas ambientais que estão presentes à nossa frente. O ambiente urbano está nos exigindo que tomemos

4 medidas urgentes no combate aos problemas, como também oferecer uma melhor qualidade de vida para a população, antes que as conseqüências sejam ainda maiores. Nesse sentido, objetiva-se com o projeto contribuir para a melhoria da qualidade ambiental local, regional e global. Como objetivos específicos, podemos considerar: Promover a educação ambiental entre população ribeirinha local e alunos, com vista que estes possam ser multiplicadores para a conscientização pública sobre a preservação dos córregos. Propor mudanças de comportamento a respeito do uso correto dos recursos hídricos; Estabelecer elos entre população ribeirinha e UEG com a promoção de palestras direcionadas; Promover ações práticas como a limpeza de córregos e revegetação de áreas devastadas através de parcerias entre alunos, população e poder público. Ampliar a divulgação de ações com a cartilha sobre o desenvolvimento do projeto. Promover a integração entre as práticas curriculares da disciplina: Hidrografia. Metodologia A educação ambiental, com ênfase à questão da água, deverá ser tratada em contexto com as disciplina Hidrogeografia relacionando-se com as questões da atualidade, tais como o desenvolvimento sustentável, a preservação, conservação e recuperação ambiental em áreas de córregos urbanos. Por meio da confecção de uma cartilha que será a base para a efetivação do projeto, faremos visitas nas casas mostrando a necessidade de se cuidar bem do meio ambiente que nos cerca. Considerando a quantidade relevante de córregos urbanos, propor uma área piloto e a partir dela implantar o mesmo processo em outras áreas. No decorrer do desenvolvimento do projeto adequar ações que se tornarem cabíveis para o melhor andamento do mesmo, já que a construção do conhecimento deve ser dinâmica e inovadora;

5 Resultados Conscientização sobre a necessidade da preservação ambiental e uso consciente dos recursos naturais. Criação e divulgação de material de apoio que leve a conscientização sobre causas/conseqüências antrópicas sobre o meio ambiente. Limpeza dos córregos e Plantio de mudas de árvore, onde ainda for possível. Conclusões Esperar-se contribuir par a despoluição dos córregos urbanos de Porangatu e a conscientização do papel de cada cidadão para a proteção do meio ambiente além da integração das comunidades acadêmica, ribeirinha e população em geral. Referências Bibliográficas BRAGA, Adriana Regena (et al); Educação Ambiental para gestão de recursos hídricos Livros de orientação ao educador Consórcio PCJ Americana, SP: consórcio PCJ, p.: il. CARVALHO, Thiago Morato de, Edgardo M. Latrubesse,. Goiás (Estado) Secretária de Industria e Comércio. Superintendência de Geologia e Mineração. Geomorfologia e Hidrogeologia do Estado de Goiás e Distrito Federal. Por. Goiânia, 2006 Série Geologia e Mineração. CHISTOFOLETTI, Antonio Modelagem de Sistemas ambientais, Antonio Chistofoletti 1º ed. São Paulo: Edgard Blucher CLARKE, Robin e KING Jannet,O Atlas da água- Mapeamento Completo do Recurso mais precioso do planeta,, São Paulo: Publifolha, CUNHA, Sandra Batista, GUERRA, José Teixeira (Org.) Geomorfologia do Brasil 4ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006, 392p. Edgard Blucher, Nelson, L. de Souza Pinto e outros Hidrologia básica, São Paulo, JATOBÁ, Lucivânio, 1952 Introdução à Geomorfologia/ Rachel Caldas Lins... 4º ed. Revista e ampliada. Recife: Bagaço, p. REBOUÇAS, Aldo da Cunha, TUNDISI Benedito Braga, José Galisia Águas doces no Brasil: Capital ecológico, uso e conservação / organizadores: 3 ed. São Paulo: Escrituras Editora, TUNDISE, José Galizia. Água no Século XXI: Enfrentando a Escassez. São Carlos: RIMA, II E, 2003.

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