MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE 11ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE MOSSORÓ

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1 MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE MOSSORÓ 11ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE MOSSORÓ PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DO CONSUMIDOR PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO Ilustríssimo Senhor, GENILDO PEREIRA DA COSTA, Diretor Presidente da DATANORTE (Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte) Ilustríssimo Senhor, EDMAR VIEIRA DE ALMEIDA, Tabelião do Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona do Município de Mossoró/RN. Ilustríssima Senhora, MARIA DAS DORES ARAÚJO REBOUÇAS, Tabeliã do Cartório de Registro de Imóveis da 2ª Zona do Município de Mossoró/RN. Ilustríssima Senhora, KÁTIA MARIA CARDOSO PINTO, Secretária do Desenvolvimento Territorial e Ambiental do Município de Mossoró/RN. Ilustríssimo Senhor, ALEXANDRE ARAÚJO DA SILVA LOPES, Gerente Executivo do Desenvolvimento Urbanístico do Município de Mossoró/RN. 1

2 RECOMENDAÇÃO Nº 001/ ª PJM EMENTA: Objetiva a adoção imediata de medidas administrativas diante de ato inválido consistente na celebração de acordo de alienação de imóvel pertencente à DATANORTE (Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte), sociedade de economia mista, adquirido pela empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda (CNPJ nº / ), nome de fantasia HOTEL TERMAS Ltda, tudo conforme sentença proferida nos autos de Execução de Sentença (registro nº ) que homologou acordo celebrado entre a DATANORTE e a referida empresa do setor hoteleiro. O processo executório restou instaurado a partir do trânsito em julgado de sentença prolatada em Ação de Reintegração de Posse (registro nº 4.956/93), a qual julgou procedente o pedido de reintegração de posse em favor da DATANORTE. O imóvel em questão, com área de 9.606m² (nove mil, seiscentos e seis metros quadrados), localiza-se em terreno confinante com área pertencente à empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda, a qual havia invadido o aludido imóvel, dando azo à instauração da citada Ação de Reintegração de Posse (registro nº 4.956/93). No entanto, frise-se que o acordo de alineação em comento não obedeceu aos ditames estatuídos no artigo 17 da Lei Federal nº 8.666/93, bem como que a sentença homologatória que confirmou a transferência de domínio do imóvel da DATANORTE para a empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda. ainda não transitou em julgado, em razão da ausência de intimação do Ministério Público. Ademais, o valor avaliado do imóvel não corresponde à realidade do mercado imobiliário de Mossoró. Assim, devido à incidência do princípio da legalidade estrita também na seara do Registro de Imóveis, é necessário advertir que os cartórios de registros de imóveis competentes devem se abster em praticar qualquer ato notarial referente à matrícula, ao registro e à averbação do imóvel ora analisado, bem como a Prefeitura Municipal de Mossoró deve abster-se de proceder a qualquer ato administrativo autorizando a empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda a realizar obras, serviços e construções no imóvel em questão. 2

3 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, por seus órgãos executivos atuantes junto à 2ª Promotoria de Justiça e 11ª Promotoria de Justiça, ambos da Comarca de Mossoró, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, especialmente em conformidade com o disposto nos artigos 127, caput, e 129, incisos II e IX, da Constituição Federal, no artigo 27, parágrafo único, inciso IV, da Lei nº 8.625/93, no artigo 69, parágrafo único, alínea d, da Lei Complementar Estadual nº 141/96, e no artigo 15 da Resolução nº 023/2007 do Conselho Nacional do Ministério Público, e Considerando o artigo 3º, inciso I, da Constituição Federal, o qual determina que constitui objetivo da República Federativa do Brasil a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; Considerando que os artigos 1º e 5º, caput, e inciso II, da Constituição Federal, tratam dos aspectos organizacional, democrático, social e igualitário do ordenamento jurídico brasileiro, ao dispor fundamentos do Estado Democrático de Direito, ressaltando a igualdade dos cidadãos perante a lei e a observância do cumprimento das disposições legais; Considerando que, a teor do disposto no art. 37 da Lei Maior, a Administração Pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; Considerando que, segundo José dos Santos Carvalho Filho, o princípio da legalidade se reflete na consequência de que a própria garantia desses direitos depende de sua existência, autorizando-se então os indivíduos à verificação do confronto entre a atividade administrativa e a lei (CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. 15 ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2006, p. 16); Considerando ser atribuição institucional do Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, do patrimônio público e social, e dos direitos difusos e coletivos, cabendo ao Parquet, ainda, zelar pelo efetivo respeito aos Poderes Públicos e pela defesa dos direitos assegurados na Constituição Federal, promovendo as medidas necessárias à sua garantia, a teor dos artigos 127, caput, e 129, inciso II, da Constituição Federal; Considerando que, conforme disposição do artigo 15 da Resolução nº 023, de 17 de setembro de 2003, do Conselho Nacional do Ministério Público, o Ministério Público, nos 3

4 autos do inquérito civil ou do procedimento preparatório, poderá expedir recomendações devidamente fundamentadas, visando à melhoria dos serviços públicos e de relevância pública, bem como aos demais interesses, direitos e bens cuja defesa lhe caiba promover; Considerando que compete ao Ministério Público, consoante o previsto no artigo 69, parágrafo único, alínea d, da Lei Complementar Estadual n.º 141/96, expedir recomendações visando ao efetivo respeito aos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover; Considerando o artigo 17, caput e inciso I, da Lei Federal nº 8.666/93 (Lei de Licitações), o qual determina: Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação da modalidade de concorrência (...). Considerando, a teor ainda dos artigos 17 e 24 da Lei Federal nº 8.666/93, que a alienação do imóvel questionado na Execução de Sentença (registro nº ), em tramitação junto à 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, não se encontra albergada pela hipótese de dispensa licitatória; Considerando que, conforme entendimento doutrinário (JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. 12 ed. São Paulo: Dialética. 2008, pp ; FERNANDES, Jorge Ulisses Jacoby. Vade Mécum de Licitações e Contratos. 3 ed. Belo Horizonte: Fórum. 2006, pp ) e jurisprudencial (STF. ADI nº 2990, Plenário, rel. P/ o ac. Min. Eros Grau, j. Em 18/04/2007), em hipótese 4

5 de alienação de imóvel da administração pública direta, entidades autárquicas e fundacionais, inclusive as entidades paraestatais, a exemplo da DATANORTE, somente se admite a dispensa licitatória, em conformidade com as regras dos artigos 17 e 24 da Lei Federal nº 8.666/93, quando se torna inviável a competitividade, o que não corresponde com a situação do imóvel ora questionado; Considerando a disposição do artigo 142, inciso VIII, da Lei Federal nº 6.404/76, que dispõe a respeito das Sociedades por Ações, com a alteração da Lei Federal nº /2009, compete ao Conselho de Administração autorizar, se o estatuto não dispuser em contrário, a alienação de bens do ativo não circulante, a constituição de ônus reais e a prestação de garantias a obrigações de terceiros ; Considerando que a empresa DATANORTE (Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte), criada pela Lei Estadual nº 4.528/75, possui natureza de sociedade de economia mista, criada pelo Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Norte, o qual, portanto, é sócio majoritário da referida pessoa jurídica de direito privado; Considerando, que a alienação dos imóveis pertencentes à DATANORTE somente pode ocorrer após o cumprimento de três exigências legais, a saber: a) autorização por parte dos componentes da Assembléia Geral da DATANORTE, ou de outro órgão colegiado, assim definido em seu Estatuto, sendo o Estado do Rio Grande do Norte representado pelo Procurador Geral do Estado, tudo conforme determinação da Lei Complementar Estadual nº 240/2002; b) prévia avaliação do imóvel; c) alienação promovida através de procedimento licitatório na modalidade concorrência; Considerando que a Ação de Reintegração de Posse nº 4.556/93, que tramitou junto à 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, foi intentada pela DATANORTE em desfavor da empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda (CNPJ nº / ), nome de fantasia HOTEL TERMAS Ltda, em virtude de invasão de área medindo 9.606m² (nove mil e seiscentos e seis metros quadrados), tudo conforme os documentos que acompanham a peça vestibular, às fls. 03/33, bem como laudo de avaliação e memorial descritivo, às fls. 268/276; Considerando que a sentença proferida em primeiro grau, fls. 66/71, julgando procedente o pedido de reintegração de posse, transitou em julgado, após o não provimento 5

6 do recurso de apelação pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte e o não seguimento do Recurso Especial interposto junto ao Superior Tribunal de Justiça; Considerando que, em virtude do trânsito em julgado de sentença que deferiu o pedido de reintegração de posse, após a DATANORTE ingressar com pedido de execução (Execução de Sentença nº ) nos próprios autos da Ação de Reintegração de Posse, fls. 228, esta sociedade de economia mista e a empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda (CNPJ nº / ), nome de fantasia HOTEL TERMAS Ltda, ingressaram, em conjunto, com pedido de avaliação do imóvel em análise, tudo visando à alienação do referido imóvel através de acordo entre as citadas empresas; Considerando, conforme Laudo de Avaliação e Memorial Descritivo, de fls. 268/276 da referida Execução de Sentença, que o imóvel em comento restou avaliado em R$ ,00 (noventa e quatro mil e quinhentos reais); Considerando que, às fls. 282/284, 289/290 e 297/303 do citado processo executório, a DATANORTE e o HOTEL TERMAS, em petição conjunta, requereram em Juízo homologação de acordo envolvendo a alienação do citado imóvel pelo preço de R$ ,00 (cem mil reais), que corresponde ao valor avaliado e aos honorários judiciais, requerendo, ainda, a devida averbação junto ao competente Cartório de Registro de Imóveis, após o cumprimento integral do acordo celebrado; Considerando que, em despacho de fls. 308, o Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, em análise do pedido de homologação do acordo supra referido, entendeu, à época, pela impossibilidade da homologação do acordo, em razão da não obediência aos ditames da Lei Federal nº 8.666/93; Considerando que, em seguida, o Ministério Público, em seu exercício de custos legis, em parecer de fls. 311/313, opinou contrariamente à homologação do acordo, vislumbrando o descumprimento dos preceitos legais estatuídos na Lei Federal nº 8.666/93; Considerando que a DATANORTE e a empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda, novamente em conjunto, apresentaram petição junto à 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, requerendo, em juízo de retratação, a homologação do acordo avençado, argumentando que em outras conciliações pertinentes à alienação de imóveis a DATANORTE procedeu a acordos idênticos ao ora promovido; Considerando manifestação da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do 6

7 Norte, às fls. 344/346, pugnando, em síntese, pelo indeferimento da homologação do acordo que promoveu a alienação do imóvel ora referido, posto o descumprimento das regras estatuídas na Lei Federal nº 8.666/93, como também em virtude de o valor avaliado do imóvel não corresponder à realidade do mercado imobiliário; Considerando sentença proferida às fls. 504/507 nos autos da mencionada Execução de Sentença, homologando o acordo celebrado entre a DATANORTE e a empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda (CNPJ nº / ), cujo objeto se cinge à alienação de imóvel pertencente à DATANORTE sem licitação; Considerando a ausência de intimação pessoal do Ministério Público, atuante no processo de Execução de Sentença ora em análise (registro ) como custos legis, da referida sentença homologatória, não ocorrendo, deste modo, o seu trânsito em julgado, a teor dos artigos 82 a 84, 236, 2º, e 246 do Código de Processo Civil; Considerando a instauração de Inquérito Civil (registro nº 009/2007), em tramitação junto à 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, o qual apura suposta prática de ato de improbidade administrativa consistente na alienação do imóvel descrito na Execução de Sentença acima destacada (registro ) sem as cautelas legais; Considerando que, no citado Inquérito Civil, a DATANORTE, em resposta à requisição ministerial que questionou a alienação ora analisada, informou, às fls. 64/65 do feito investigatório, aos 30 (trinta) dias do mês de julho de 2007, que efetivamente ocorreu vício nesta alienação, comunicando, ainda, a tomada de providência quanto à invalidação do ato e a responsabilização dos servidores que o promoveram; Considerando que, em nova manifestação no citado Inquérito Civil, às fls. 83/86, aos 15 (quinze) dias do mês de janeiro do corrente ano, a DATANORTE pugnou agora pela ausência de qualquer vício ou irregularidade na alienação do imóvel ora questionado; Considerando que, em consonância com a lição de CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO (Curso de Direito Administrativo. 18 ed. São Paulo: Malheiros. 2005, pp ), os atos administrativos praticados em desconformidade com as prescrições jurídicas são inválidos, podendo a Administração Pública invalidar seus atos, atuando seja por provocação do interessado, seja em razão de denúncia de terceiro, seja espontaneamente; Considerando que, conforme dispõe o artigo 10, incisos I, IV e VIII, da Lei Federal 7

8 nº 8.429/92, constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º 1 desta lei, e notadamente: facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei; permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado; frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente; RESOLVE: I RECOMENDAR ao Ilustríssimo Diretor Presidente da DATANORTE (Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte), Senhor GENILDO PEREIRA DA COSTA, a invalidação do ato que promoveu a alienação do imóvel constante no processo de Execução de Sentença (registro nº ), instaurado em decorrência do trânsito em julgado de sentença proferida na Ação de Reintegração de Posse (registro nº 4.956/93), em tramitação junto à 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, tudo conforme os documentos que acompanham a peça vestibular, às fls. 03/33, bem como laudo de avaliação e memorial descritivo, às fls. 268/276 (cópias em anexo), em razão justamente da necessidade de se cumprir as determinações legais estatuídas no artigo 17 da Lei Federal nº 8.666/93 e no artigo 142, inciso VIII, da Lei Federal nº 6.404/76, alterado pela Lei Federal nº /2009, bem como diante da ausência do trânsito em julgado da sentença que homologou a alienação do imóvel ora citado; II RECOMENDAR ao Ilustríssimo Tabelião do Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona do Município de Mossoró/RN, Senhor EDMAR VIEIRA DE ALMEIDA, e à Ilustríssima Tabeliã do Cartório de Registro de Imóveis da 2ª Zona do Município de Mossoró/ RN, Senhora MARIA DAS DORES ARAÚJO REBOUÇAS, que se abstenham em promover qualquer ato notarial referente à matricula, registro e averbação do imóvel 1 Eis o artigo 1º: Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei. 8

9 descrito nos documentos que acompanham a peça vestibular da Ação de Reintegração de Posse (registro nº 4.956/93), às fls. 03/33, bem como laudo de avaliação e memorial descritivo, às fls. 268/276 (cópias em anexo), cujo trânsito em julgado de sentença de primeiro grau que julgou procedente o pedido de reintegração de posse em favor da DATANORTE serve de título judicial para o processo de Execução de Sentença (registro nº ), ambas ações em tramitação junto à 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, tendo em vista que a sentença que homologou, no Processo de Execução (registro nº ), a alienação do imóvel ora questionado em favor da empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda ainda não transitou em julgado, não havendo, portanto, título judicial eficaz, salvo determinação judicial expressa em sentido contrário; III RECOMENDAR à Ilustríssima Secretária do Desenvolvimento Territorial e Ambiental do Município de Mossoró/RN, Senhora KÁTIA MARIA CARDOSO PINTO, e ao Ilustríssimo Gerente Executivo do Desenvolvimento Urbanístico do Município de Mossoró/RN, Senhor ALEXANDRE ARAÚJO DA SILVA LOPES, que se abstenham em promover atos administrativos, ou suspendam os atos administrativos porventura já expedidos, autorizadores de qualquer obra, serviço ou construção no imóvel descrito nos documentos que acompanham a peça vestibular da Ação de Reintegração de Posse (registro nº 4.956/93), às fls. 03/33, bem como laudo de avaliação e memorial descritivo, às fls. 268/276 (cópias em anexo), cujo trânsito em julgado de sentença de primeiro grau que julgou procedente o pedido de reintegração de posse em favor da DATANORTE serve de título judicial para o processo de Execução de Sentença (registro nº ), ambas ações em tramitação junto à 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN, tendo em vista que a sentença que homologou, no Processo de Execução (registro nº ), a alienação do imóvel ora questionado em favor da empresa HOST HOTÉIS E TURISMO Ltda ainda não transitou em julgado, não havendo, portanto, título judicial eficaz, salvo determinação judicial expressa em sentido contrário; DETERMINA-SE AINDA: I ENCAMINHE-SE cópia da presente Recomendação e dos documentos supra citados às autoridades destinatárias; II PUBLIQUE-SE no Diário Oficial do Estado e encaminhe-se cópia desta 9

10 Recomendação à Procuradoria Geral de Justiça, à Corregedoria Geral do Ministério Público e ao CAOP do Patrimônio Público; II REQUISITE-SE ainda às autoridades destinatárias informações, no prazo de 05 (cinco) dias, sobre o efetivo cumprimento da presente Recomendação. Cumpra-se. Mossoró, 27 de abril de EDUARDO DE MEDEIROS CAVALCANTI ANA ARAÚJO XIMENES TEIXEIRA MENDES 11º Promotor de Justiça 2ª Promotora de Justiça 10

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