Telefonia IP: Vantagens e Desvantagens do Uso no Universo Empresarial

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1 Telefonia IP: Vantagens e Desvantagens do Uso no Universo Empresarial O conteúdo deste tutorial foi obtido do artigo de autoria da Priscila Stawski Rambalducci para a etapa de classificação do III Concurso Teleco de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) O trabalho teve como orientador o Prof. Everaldo Ribeiro Brinhole. Este tutorial apresenta as vantagens e desvantagens da telefonia IP frente a telefonia convencional, tendo como parâmetro o desempenho de um sistema de comunicação, envolvendo: confiabilidade, qualidade, segurança, rapidez, flexibilidade e duplicação. A vantagem da adoção do sistema de telefonia IP nas empresas deve considerar o grau exigência, aplicação e dependência de cada tipo de empresa referente ao seu sistema de comunicação. O presente tutorial não pretende esgotar o assunto referente a telefonia IP e sim levantar as principais diferenças em relação ao sistema de telefonia convencional. Priscila Stawski Rambalducci Formada em Engenharia Elétrica, ênfase em Telecomunicações, pela Faculdade Metropolitana Londrinense (UMP, 2007) e em Administração de Empresas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL, 2007). Atuou na Precomtel Ltda. como interface entre clientes e a Engenharia na previsão de demandas de soluções em telecomunicações e no Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR-PR), especificamente no Centro de Desenvolvimento Tecnológico, na elaboração de planos estratégicos de curto, médio e longo prazo baseados nos resultados financeiros atingidos. Atualmente é gerente de produtos na empresa WA Escovas Industriais, com a função de integrar desenvolvimento, composto de marketing, suporte e nível de produção à demanda de mercado. Categoria: VoIP Nível: Introdutório Enfoque: Técnico Duração: 15 minutos Publicado em: 31/03/2008 1

2 Telefonia IP: Introdução O contexto altamente competitivo no qual as empresas estão inseridas exige que estas sejam cada vez mais dinâmicas, adaptando-se às necessidades de seus clientes de forma constante e progressiva, com o intuito não só de aumentar a sua fatia de mercado, mas também, assegurar sua lucratividade e sobrevivência. Para superar os desafios dessa constante adaptação, as empresas estão procurando soluções com o apoio de tecnologias que as auxiliem no estabelecimento de vantagens competitivas proporcionando um diferencial que agregue valor aos seus produtos e serviços e resultem em uma maior margem de contribuição. Neste sentido, a implementação da tecnologia VoIP (voz sobre IP) tem sido cada vez mais utilizada no universo empresarial. A utilização da internet como meio de comunicação de voz vem aumentando e se tornando uma opção econômica se comparada à telefonia convencional, principalmente nas chamadas de longas distâncias. A popularização da Internet como um meio de comunicação de alcance global e de baixo custo, aliado a um aumento constante na velocidade da transmissão de voz via rede, de acordo com Monteiro (2000), criou um ambiente viável para a utilização da tecnologia para a transmissão de áudio digital em tempo real, tal tecnologia, denomina-se Voice over IP, ou VoIP. Segundo Bernal (2003) a comunicação de voz em redes utilizando o IP (Internet Protocol) é chamada VoIP e sua evolução resultou no aparecimento da Telefonia IP, que consiste no fornecimento de serviços de telefonia utilizando a rede IP para o estabelecimento de chamadas e comunicação de voz. As estatísticas referentes ao uso da tecnologia VoIP apontam um crescimento significativo em sua utilização, pois, seu consumo global cresceu de 16 milhões em 2005 para mais de 50 milhões em O Brasil terminou 2006 com mais 262 mil assinantes de telefonia fixa VoIP, sendo as maiores prestadoras de serviços de Telefonia Fixa VoIP a Embratel/Net e a GVT (TELECO, 2006; IN-STAC, 2007). De acordo com Shulzrinne (2000) três fatores foram preponderantes para o crescimento da tecnologia de VoIP: O desenvolvimento e padronização do protocolo que permite a qualidade do serviço em redes IP; O desenvolvimento acelerado de métodos de compressão de voz; A popularização da utilização da Internet. Partindo deste contexto faz-se necessário identificar as reais vantagens da implementação desta nova tecnologia, em termos de confiabilidade, qualidade, segurança, rapidez, flexibilidade, duplicação e custos. Evolução VoIP e Telefonia IP O uso da internet para interligar pessoas não é um advento novo, e sim uma evolução do que aconteceu no século XIX quando Alexander Graham Bell inventou o telefone. O conceito VoIP existe há mais de 15 anos, quando as primeiras redes de computadores foram implementadas (NEC, 2006). Segundo Baalam (2006), o uso do sistema VoIP, primeiramente, teve como objetivo conectar os sistemas tradicionais de comunicação, diminuindo o custo de telefonemas interurbanos pelo uso da rede de dados, seus primeiros testes foram realizados na década de 90, porém, há apenas três anos, esta tecnologia 2

3 difundiu-se popularmente. O conceito VoIP consolidou-se por volta de 1990, quando surgiu o primeiro software comercial, o Internet Phone da VocalTec Communications, que possibilitava a comunicação transportando amostras de voz por pacotes IP, porém, a qualidade de comunicação era precária (COLCHER et al, 2006). Em 1998, algumas pequenas companhias já eram capazes de oferecer serviço de VoIP, com certa qualidade, interligado ao serviço de telefonia convencional. Por volta de 2003, a tecnologia VoIP começou a se difundir no universo empresarial, e estima-se que até o ano de 2009, sessenta por cento (60%) das ligações sejam realizadas através de VoIP (COLCHER et al, 2005; BAALAM, 2006; NEC, 2006). No atual contexto destaca-se a evolução do VoIP, resultando no aparecimento da telefonia IP que vêm sendo implementado nas organizações como forma de redução de custos em ligações. Em 2005, na America Latina, o uso da telefonia IP aumentou 44,3%, se comparada ao ano de 2004, sendo que esta expectativa de crescimento vem se confirmando e a tendência é que grande parte das empresas utilizem esse novo de sistema de comunicação até o ano de 2009 (BERNAL, 2007; NEC, 2006). 3

4 Telefonia IP: Conceitos De acordo com Pinheiro (2004,b), a Telefonia IP é considerada por muitos especialistas como a próxima geração das redes de telecomunicações. O autor caracteriza o termo IP como genérico, representando as redes que utilizam o protocolo IP para o tráfego de dados e voz: O termo Telefonia IP é genérico e define as tecnologias de redes que utilizam o protocolo IP para trafegar dados e voz, sejam elas redes públicas (como a Internet) ou redes privadas. Surgiu no mercado de telecomunicações em 1995, e desde então, os fabricantes vêm se esforçando para desenvolver novos equipamentos com preços mais acessíveis e com tamanho reduzido a fim de difundir a tecnologia. A Telefonia IP, também, caracteriza-se por atuar como uma plataforma de integração de serviços, responsável pela possibilitar a extensão do serviço de comunicação vocálica propiciada por tecnologia de VoIP até o equipamento do usuário final e integração com outros serviços típicos da Intenet, como de voz, web e correio (COLCHER et al, 2005). Nos serviços de telefonia convencional, a voz é transmitida através da Rede de Telefonia Pública Comutada (RTPC), já nos serviços de telefonia IP, a voz passa por um processo de digitalização para que este possa viajar pela rede na forma de bits, sendo transportada por pacotes até o destinatário (PINHEIRO, 2004b). De acordo com Colcher et al (2005), os serviços de telefonia IP podem estabelecer chamadas através de: VoIP de terminal para terminal IP, VoIP de terminal IP para telefone e VoIP de telefone para telefone. Os itens subseqüentes expõem de maneira sucinta os três tipos de comunicação. VoIP de Terminal IP para Terminal IP Neste caso faz-se necessário que os interlocutores utilizem equipamentos dotados de codificador/decodificador de áudio e interfaces ligadas a uma rede IP em suas conversações. A figura 1 apresenta a configuração da comunicação de voz de terminal IP para terminal IP. Os equipamentos citados, geralmente denominados terminais, são de três tipos: telefone IP, adaptador de telefone analógico (ATA) e softphones. O telefone IP, representado pelo número 1, figura 1, qualifica-se por ser um equipamento específico que oferece ao usuário uma interface similar a de telefones convencionais, porém, tem capacidade de codificar e decodificar sinais como fluxos de áudio digital, e também transmiti-los em uma rede IP. Esse terminal conecta-se a mesma porta que o computador convencional e permite o acesso às facilidades de um telefone digital. 4

5 Figura 1: Comunicação de voz de terminal IP para terminal IP. Fonte: Adaptado de (COLCHER et al, 2007, p. 147). O ATA, representado pelo número 2, figura 1, tem como função conectar um telefone convencional a um computador ou diretamente a uma rede IP, tendo como responsabilidade a conversão analógico-digital do sinal de voz. O Softphone, representado pelo número 3, figura 1, consiste na aplicação de softwares em um computador, capaz de capturar e reproduzir voz via IP, através de um sistema operacional que digitaliza a voz e envia ao usuário em forma de pacotes. O gateway de gerência, conhecido, também, como Gatekeeper (GK), é o equipamento responsável pelo gerenciamento de um conjunto de equipamentos dedicados a telefonia IP, e tem como principais funções: O controle de acesso; A gerência de banda passante; O rerroteamento de chamadas. Na primeira função, estabelece-se o controle das chamadas novas, de acordo com a limitação de números de chamadas simultâneas ou privilégios dos participantes, e informa ao usuário sobre a tarifação do serviço. Na segunda função, limita-se o número de chamadas simultâneas, restringindo o estabelecimento de chamadas a certos horários ou usando o mecanismo de provisão de qualidade específico. Na terceira função, rerroteia-se uma chamada, com base na disponibilidade de banda passante, podendo ser usado, também, para o desenvolvimento de serviços suplementares, como identificação universal, encaminhamento de chamadas e redirecionamento de mensagens de correio de voz. A rede IP caracteriza-se por ser uma rede de dados, cuja função baseia-se no transporte e roteamento dos pacotes de dados entre os diversos elementos conectados a rede. VoIP de Terminal IP para Telefone Consiste na integração entre o terminal IP e os serviços de comunicação VoIP com o Sistema de Telefonia Fixa Comutada (STFC). Neste caso, dois componentes, o gateway de voz e o gateway de sinalização, são adicionados. A figura 2 apresenta a comunicação de voz de terminal IP para telefone, com seus respectivos componentes. 5

6 O gateway de voz, conhecido, também, como gateway (GW), responsabiliza-se pela interoperabilidade entre a rede IP e o STFC repassando o fluxos de áudio entre o STFC e a rede IP, suas principais funções caracterizam-se pela: codificação e decodificação da voz digital quando a transmissão de voz na STFC é analogica; transcodificação dos formatos digitais quando a codificação usada em uma STFC difere da usada na rede IP; finalização das chamadas telefônicas na STFC; e transmissão e recepção das amostras de áudio digital encapsuladas em datagramas IP (unidades básicas de dados no nível IP). Figura 2: Comunicação de voz de terminal IP para telefone. Fonte: Adaptado de (COLCHER et al, 2007, p. 147). O gateway de sinalização, conhecido, também, como gateway controller (GC), responsabiliza-se pelo controle e geração das informações de sinalização das chamadas em andamento realizadas pelo gateway de voz para iniciar, acompanhar e terminar uma chamada entre dois terminais distintos, suas principais funções caracterizam-se pela: conversão da sinalização, traduzindo as mensagens ou tons especiais de sinalização usados na STFC para a sinalização VoIP, e controle de gateways mídia, requisitando a geração de sinais nas linhas telefônicas, como tom de discagem ou ocupado, ou notificando eventos disparados nas mesmas, como fone fora do gancho e número discado. VoIP de Telefone para Telefone Esta configuração caracteriza-se pela integração da comunicação VoIP de terminal IP para terminal IP e VoIP de terminal IP para telefone. A figura 3 apresenta a configuração da comunicação de voz de telefone para telefone usando redes IP, com seus respectivos componentes. Figura 3: Comunicação de voz de telefone para telefone usando redes IP. Fonte: Adaptado de (COLCHER et al, 2007, p. 147). 6

7 O gateway de voz e sinalização permite que diferentes STFC s utilizem a rede IP para estabelecerem a sua interligação. Este cenário ocorre tipicamente em instituições e empresas que possuem instalações geograficamente dispersas em que cada instalação possui a sua própria central, sendo interligadas pela rede IP. 7

8 Telefonia IP: Comparação com a Telefonia Convencional As principais diferenças entre a telefonia convencional e a telefonia IP podem ser sintetizadas quanto suas estruturas, tráfego de voz, confiabilidade e qualidade, conforme apresentado a seguir. Telefonia Convencional Os sistemas de telefonia convencional apresentam a estrutura apresentada na figura 4. Suas principais características são: Telefonia IP Figura 4: Estrutura de Telefonia Convencional. Fonte: Adaptado de Aguiar (2003). Conversão analógico-digital nas centrais; Voz trafega em um circuito digital dedicado de 64 kbit/s; Banda alocada completamente para a sessão de voz; Sinal digital é convertido novamente em analógico para ser enviado ao assinante; Comutação por circuito, sem filas ou atrasos intermediários; Alta Confiabilidade/Disponibilidade; Qualidade da ligação; Alta percentagem de chamadas completadas; Sistema de alimentação fornecido pela própria central telefônica. Os sistemas de telefonia IP apresentam a estrutura apresentada na figura 5. 8

9 Suas principais características são: Figura 5: Estrutura de Telefonia IP. Fonte: Adaptado de Aguiar (2003). Amostras de voz são acumuladas em pacotes IP e enviadas pela Internet; Pode ser enviada sem compressão, resultando em taxa de voz de 64 kbit/s; Pode ser comprimida, resultando em taxas de voz até 5,3 kbit/s; Intervalos de silêncio podem ser suprimidos, economizando banda; Atrasos; Variação de atraso (jitter); Perdas de pacotes; Sistema de alimentação fornecido localmente. 9

10 Telefonia IP: Vantagens e Desvantagens Para efeito de comparação entre os sistemas de telefonia fixa convencional e o sistema de telefonia IP, quanto suas vantagens e desvantagens, este tutorial utiliza como parâmetros os critérios de desempenho de um sistema de comunicação frente aos custos de sua implementação e utilização. Segundo Medeiros (2004), o bom desempenho dos sistemas de comunicação relaciona-se com o projeto, qualidade dos equipamentos e desempenho das equipes técnicas de instalação e manutenção. O sistema de comunicação deve atender os requisitos de confiabilidade, qualidade, segurança, rapidez de respostas, flexibilidade e duplicação dos meios; apontados na tabela a seguir. Tabela 1: Requisitos Essenciais de Eficiência de um Sistema de Comunicação. Confiabilidade Qualidade Segurança Continuidade da comunicação, garantia da efetivação do enlace, garantia de conexão com os usuários de destino e ausência de interrupções. Caso haja interrupção inesperada do sistema, um meio de comunicação paralelo deve assegurar a continuidade das operações de comunicação. Condições das informações recebidas entre os usuários, medida através da relação sinal/ruído e distorção. Aplicações de medidas de proteção dos enlaces que visam dificultar o entendimento de informações captadas por terceiros e prevenir possíveis interferências. Rapidez Flexibilidade Duplicação Decurso de tempo entre a ação inicial do assinante que inicia o processo de chamada e a efetivação do enlace. Convergência com outros sistemas com diferentes tipos de sinal, como voz, dados e vídeos. Possibilidade de ampliação dos meios de comunicação caso haja um aumento de demanda pelo sistema. Fonte: Adaptado de Medeiros (2004). Confiabilidade Segundo Lima (2006), o serviço VoIP caracteriza-se por menor confiabilidade quando comparado a telefonia convencional, uma vez que a disponibilidade da rede oscila conforme a operadora VoIP contratada e de acordo com sistema de alimentação de rede. Caso haja uma interrupção da alimentação de rede e a empresa não possuir um sistema de no-break (alimentação paralela), as ligações telefônicas a serem realizadas via VoIP serão temporariamente cessadas até a normalização do abastecimento de energia. Para tanto, as empresas devem providenciar meios paliativos de comunicação em situações de interrupção do sistema vigente. No sistema convencional, a alimentação dos terminais é fornecida pela própria central telefônica, portanto, caso haja uma interrupção da alimentação local o sistema de comunicação não será interrompido, dispensando sistemas paralelos de comunicação. 10

11 Outro parâmetro de confiabilidade é o indicador denominado PAB. Índice de chamadas não completadas (perdidas) no assinante B, aquele que receberia as chamadas. Este indicador considera aceitável percentual acima de 70% de chamadas completadas. Um levantamento deste indicador nas concessionárias do STFC, tanto para chamadas locais quanto LDN, trazem como resultado médio a superação deste percentual. A telefonia IP se ressente da falta de estatísticas associadas a este indicador, mas há a expectativa que apresente valores muito abaixo destes. Pesquisas que mensurem este dado necessitam ser levadas avante. Qualidade A telefonia convencional caracteriza-se por possuir uma maior qualidade de voz, se comparada à telefonia IP, uma vez que a conexão entre os usuários estabelece circuitos dedicados, resultando em atraso e eco constantes. Na telefonia IP, o tráfego de pacotes não é constante, uma vez que o envio dos mesmos não obedece a uma rota fixa, variando de acordo com a disponibilidade e fluxo das rotas na rede. Tal fator é responsável pelo atraso e eco inconstantes, que diminuem a qualidade do serviço. Segundo Fagundes (2004), atingir um nível de qualidade pelo menos igual das companhias telefônicas é visto como uma exigência básica. De acordo com Lima (2006), a qualidade da ligação em telefonia IP depende diretamente das condições da conexão dos usuários. Apesar da qualidade de reprodução de voz em uma rede ser subjetiva, medidas desenvolvidas pelo ITU podem ser utilizadas para sua avaliação (FAGUNDES, 2004). Essas medidas são apresentadas a seguir: Delay (Atraso): envolve os efeitos de eco e sobreposição de sinal. No sistema convencional, a informação leva de 2 a 30 ms para chegar ao destinatário (tempo de latência). No sistema VoIP, excede 50 ms, podendo facilmente chegar 120/150 ms. Quando o tempo para que um pacote de áudio gerado na origem chegue até o seu destino ultrapassa o patamar aceitável de tolerância, ocorre a sobreposição de voz. Santos Filho (2005), recomenda que na implementação de VoIP os usuários não devem tolerar tempos de latência acima de 200 ms. O eco caracteriza-se pela percepção que o locutor tem de sua própria voz, porém atrasada. Ocorre quando parte do sinal transmitido retorna à origem tornando-se inconveniente quando o tempo de ida-e-volta supera 50 ms, neste caso os sistemas de VoIP devem prover mecanismos de cancelamento de eco. No sistema convencional, o eco normalmente não é percebido devido ao seu baixo tempo de latência (menor que 25 ms). Jitter (Variação do atraso): consiste na variação de tempo entre chegadas de pacotes do endereço de origem pacotes devido aos diferentes atrasos ao longo da rede. Os pacotes enviados pelo usuário podem trafegar na rede por diferentes rotas e diferentes meios, portando, o tempo de chegada dos mesmos pode variar, fato que diminui a qualidade do serviço. Remover o jitter significa segurar os pacotes por tempo que permita que os pacotes mais lentos sejam alocados na seqüência correta, o que ocasiona um atraso adicional. No sistema convencional a conexão entre os usuários é dedicada, portanto, as informações de voz trafegam pelo mesmo caminho, não sofrendo variações de tempo. Perda de pacote: na transmissão das informações emitidas por um usuário via rede, alguns pacotes podem ser perdidos quando esta estiver nos períodos de congestionamento ou sobrecarga. Perdas de pacote maior que 10% geralmente não são toleráveis. A interpolação entre pacotes é uma solução 11

12 Segurança encontrada para solucionar este problema de perda, uma vez que a qualidade de voz é sensível ao tempo de entrega dos pacotes. No que diz respeito à segurança, no sistema de telefonia convencional, as informações trocadas entre os usuários são facilmente interceptadas através da escuta telefônica pela utilização de um método conhecido popularmente como grampo telefônico. Já no sistema de telefonia IP, interceptar as informações entre usuários exige um conhecimento avançado em redes. A Simantec (2007) afirma que os mesmos tipos de ataques que afetam as redes de dados podem afetar as redes de VoIP. Conseqüentemente, o conteúdo de comunicações por VoIP fica vulnerável a ataques, hackers, alterações, interceptações ou redirecionamentos. Como as comunicações de dados e voz compartilham a mesma infra-estrutura, um ataque ao sistema pode comprometer toda a disponibilidade da rede IP, prejudicando a capacidade da empresa de se comunicar por voz e/ou por dados. A seguir apresentam-se os principais riscos associados á segurança envolvendo o sistema VoIP: Rapidez Escuta: Terceiros não autorizados podem obter nomes de usuários, senhas e números de telefone, através da monitoração de pacotes de sinais de chamadas, podendo, dessa maneira, conseguir controle sobre planos de chamadas, correios de voz, encaminhamento de chamadas, informações de cobrança de acesso e informações confidenciais da empresa e pessoais. Phishing: obtenção de informações sigilosas como senhas ou números de cartão de crédito, através de um correio de voz deixado para o proprietário da conta de alguém que se faz passar por uma pessoa ou empresa confiável. Essas mensagens de voz podem incluir um número de telefone ou endereço na Web disfarçado, como se fosse o de um banco ou de um serviço de pagamento on-line legítimo. Cobranças fraudulentas: ocorre quando um invasor obtém controle da rede de VoIP passando-se pelo usuário autorizado ou assume o controle da rede e usa a conta do proprietário para fazer chamadas de longa distância. O tempo típico necessário para o estabelecimento de chamadas e a porcentagem referente à disponibilidade de rede podem ser observadas na tabela 2. Tabela 2: Tempo para o Estabelecimento de Chamada e Disponibilidade de Rede. Tempo Típico Necessário para Estabelecimento de Chamadas Função Telefonia Convencional Telefonia IP Tempo para o tom de discagem 0,5 segundos 0,5 a 5 segundos Alerta de chamada 0,75 a 2 segundos 1 a 10 segundos Tempo de desconexão 1 a 2 segundos 1 a 5 segundos Tempo de recuperação para o próximo tom de discagem 1 a 2 segundos 1 a 5 segundos 12

13 Porcentagem da Disponibilidade de Rede Rede ocupada 0,01% 0,01% a 2% Probabilidade de perda de chamada 0,001% 0,001% a 2% Fonte: Adaptado de Audin e Lodge (2006). Como se pode perceber, tanto o tempo médio necessário para o estabelecimento de chamadas, quanto a porcentagem da disponibilidade de rede são maiores na telefonia IP. Flexibilidade No requisito flexibilidade a telefonia IP caracteriza-se por ser mais vantajosa do que a telefonia convencional. Enquanto a primeira converge com diferentes sistemas de sinais (dados, voz e imagens), a segunda, converge apenas com o sistema de sinais de voz. No primeiro caso, a infra-estrutura de voz, dados e imagem, pode ser compartilhada, fato que apresenta grande economia; o que não acontece no segundo caso. Segundo Canuto (2006), a integração dos serviços de telefonia com as redes de dados possibilita uma comunicação mais eficiente dentro das empresas, resultando numa maior agilização dos processos administrativos e aumento significativo na produtividade interna, simplificação e redução da infra-estrutura de rede. A Implementação de uma infra estrutura única de rede convergente em contraste com as atuais plataformas independentes representa redução do custo operacional e de manutenção. Duplicação Tanto o sistema de telefonia convencional quanto o sistema de telefonia IP permitem a ampliação do número de terminais caso haja necessidade. Porém, cabe ressaltar que no caso da telefonia IP deve-se contratar da operadora um serviço de banda larga de maior capacidade quando a quantidade de terminais ultrapassar o limite de oferta de banda da empresa, podendo comprometer a qualidade de serviço. 13

14 Telefonia IP: Considerações Finais A maior vantagem da implementação da telefonia IP está relacionada a redução dos custos em ligações telefônicas, principalmente nas de longas distâncias. Apesar da potencialidade de economia e flexibilidade, as empresas não se encontram preparadas, ainda, para enfrentar os desafios que envolvem a implementação e gerenciamento dessa nova tecnologia. Alguns requisitos de desempenho do sistema precisam ser melhorados, como confiabilidade, qualidade e rapidez, para que se possa atingir o padrão consolidado pela telefonia convencional. Referências 1. AGUIAR, Paulo. Telefonia sobre IP. IX Seminário de capacitação interna. GTVOIP/RNP /NCE/UFRJ. Novembro/2003. Disponível em: Acesso em 02/11/ AUDIN, Gary; LODGE, Fiona. Call Quality is more than Voice Quality. Business Comunications Review, Aug ABI/INFORM Global. p BALAAM, Martin. VoIP: the telephony revolution Global Telecoms Business, London, p.1, Nov/Dez Disponível em: Acesso em: 23/07/ BERNAL, Huber Filho. Telefonia IP. TELECO. 19 maio Disponível em: Acesso em: 22/07/ CANUTO, Fernando. Redes NGN Podem Unir Serviços Móveis de Voz e Dados. Fev, Disponível em: Acesso em: 04/11/ CHOLCHER, Sérgio; GOMES, Antônio Tadeu A.; SOUZA, Anderson O. da; SOARES, Luiz Fernando G. VoIP: Voz sobre IP.Rio de Janeiro: Elsevier, FAGUNDES, Eduardo Mayer. Convergência das Redes de Voz Disponível em: Convergencia das redes de voz.htm Acesso em: 30/10/ IN-STAC. Market Research Search. KEITH, Nissen. Europe Leads the Booming Consumer VoIP Market. Jun Disponível em: Acesso em: 22/07/ LIMA, Marco Aurélio de. Voip: perguntas freqüentes. 26 Set Disponível em: Acesso em: 30/10/ MONTEIRO, Rafael F. Implementação de Transporte Robusto de Voz em Redes Baseadas em Protocolo IP. Setor de Ciências Tecnológicas: Universidade Federal de Minas Gerais, NEC. A era da Telefonia IP. Business solution. São Paulo, n.2, PINHEIRO, José Mauricio S. Telefonia IP x Voz Sobre IP. 25 Jul Disponível em: 14

15 Acesso em: 27/07/ SANTOS FILHO, Francisco H. C. dos. Implementação de um sistema de iniciação de sessão multimídia para a plataforma Linux. Dissertação (mestrado). Campinas, SHULZRINNE, Hennig. Object oriented VoIP library. Columbia USA, nov Disponível em: Acesso em: 20 de abril de SYMATEC. VoIP é o recurso certo para a sua empresa? 26 Mar Disponível em: Acesso em: 30 Out TELECO. Informações em Telecomunicações. Banda Larga e VoIP. 23 fev Disponível em: Acesso em: 22 jul MEDEIROS, Julio César de Oliveira. Princípios de Telecomunicações: teoria e prática. São Paulo: Érica,

16 Telefonia IP: Teste seu Entendimento 1. No contexto deste tutorial, qual das alternativas representa um fator preponderante para o crescimento da tecnologia VoIP? O desenvolvimento e padronização do protocolo que permite a qualidade do serviço em redes IP. A popularização da utilização da Internet. O desenvolvimento acelerado de métodos de compressão de voz. Todas as anteriores. 2. Com relação ao sistema de alimentação de energia elétrica, qual é a diferença existente entre os sistemas de Telefonia Convencional e os sistemas de Telefonia IP? No sistema de Telefonia Convencional a alimentação é fornecida localmente, pela instalação elétrica do usuário, e no sistema de Telefonia IP a alimentação é a partir do provedor do serviço. No sistema de Telefonia Convencional a alimentação é fornecida pela própria central telefônica, e no sistema de Telefonia IP a alimentação é fornecida localmente, pela instalação elétrica do usuário. No sistema de Telefonia Convencional a alimentação é fornecida localmente, pela instalação elétrica do usuário, e no sistema de Telefonia IP não há necessidade de alimentação local. Ambos os sistemas são alimentados da mesma forma. 3. Qual das alternativas a seguir não representa uma das medidas desenvolvidas pelo ITU para avaliar a qualidade de reprodução de voz em sistemas VoIP? Taxa de BER (Bit Error Rate). Delay (Atraso). Jitter (Variação do atraso). Perda de pacote. 16

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