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Transcrição:

RESIDÊNCIA LF Local Nova Lima, MG Ano 2006 Escritório Arquitetos Associados Autores Célia Gonsales e Gerônimo Genovese Dornelles Implantação e Partido Formal A Residência LF é um projeto unifamiliar e está localizada na cidade de Nova Lima, Minas Gerais. Idealizada no ano de 2006, pelo escritório Arquitetos Associados, teve sua construção, de 366m², finalizada no ano seguinte, em um terreno de 1100m² (Figura 1). Figura 1: Implantação da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados. Apesar de estar localizada em um condomínio (Figura 2), nota-se que não há pressão do entorno edificado sobre a residência, mas há, em contraposição, sugestão considerável do entorno natural. A topografia acidentada condiciona a vista da vegetação nativa, levando à localização da residência na porção onde há maior irregularidade no grande terreno parte central do lote profundo, estreito e de meio de quadra, e de forma isolada. O volume suspenso por meio de pilotis, possui a forma de um prisma retangular e abriga as áreas principais de forma a privilegiar as vistas para as matas e as serras que circundam a residência (Figura 3). Figura 2: Fachada frontal da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados. Fonte: www.arquitetosassociados.arq.br Figura 3: Fachadas à direita e posterior (noroeste), com intensa relação interior-exterior, da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados.

A composição do edifício se deu de maneira subtrativa, a partir de um único volume, e possui adição de um volume secudário que é o reservatório (Figura 4). Ademais, possui a particularidade de, em seu interior, haver um espaço interno (Figura 4) que, por mobilidade da cobertura, torna-se pátio ou átrio segundo desejo do fruidor. Assim, esse ambiente aberto foi organizado de maneira a se relacionar topologicamente com os demais ambientes dentro da composição, com a função de intermediação entre o pavimento inferior que possui relação total com o exterior - e o pavimento superior - que abriga as diversas áreas componentes do programa da casa. A partir disso, pode-se inferir que o princípio organizacional utilizado remete a um espaço central, o pátio/átrio (Figura 1), elemento alongado possuidor de vistas para os fundos do terreno, dando prosseguimento à lógica de valorização do ambiente natural que começa no térreo espaço aberto que proporciona a criação de um jardim e passeio sob o volume principal. Figura 4: Esquema de subtração do volume principal; e fundos, com grande transparência, da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados. O arranjo formal em espaços contínuos - dentro de um único volume - configura-se de forma a dar maior aproveitamento às visuais do entorno e à orientação solar. Colocou-se, por consequência, a ala social e íntima nas melhores orientações, sendo a primeira localizada aos fundos da residência, em relação à entrada, para o usuário poder apreciar as vistas; a ala íntima, mais alongada, no lado oposto da casa; a ala de serviço, de maneira discreta, está voltada para a rua, orientação mais desprivilegiada. O átrio/pátio central é o grande articulador das alas do grande volume. Configuração Funcional O tratamento dado a cada ala do volume principal difere pela relação interior-exterior que se deseja. No setor social (Figura 5) há grande transparência, tanto devido a paredes e portas-janela envidraçadas à Noroeste e à Nordeste, quanto pela iluminação zenital que advém da cobertura móvel do átrio o qual abriga o adentrar à residência. No setor íntimo (Figura 5), entretanto, o contato com o adentrar e com o estar foi reduzido pelo fechamento do plano vertical e pelo distanciamento dos dormitórios do restante da casa. Esses últimos, foram colocados junto à parede oposta, à Sudoeste, onde há aberturas com o intuito de permitir insolação no ambiente e um contato com o ambiente natural mesmo que de forma limitada. Em se tratando da ala de serviços (Figura 5), o contato com o exterior, se dá, de forma única, pelas janelas horizontais tipo fita sob a laje de cobertura, as quais se prolongam até a ala íntima e firmam o caráter de horizontalidade da fachada.

Na ala íntima, os elementos irregulares banheiros e armários dão isolamento aos dormitórios. Isso se dá devido à organização destes em linha, proporcionando, ao interpô-los, a ruptura do contato entre dormitórios e setor social. (Figura 6). Na ala de serviços do volume principal (Figura 5), orientada à Sudeste, está localizado o elemento irregular cozinha, o qual interfere na passagem direta do hall até o corredor de acesso à ala íntima (Figura 6). Social Íntimo Serviço Figura 5: Esquema de representação das alas da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados. Fonte: ANDELMO,Larry, 2015. Elementos irregulares Figura 6: Esquema de representação dos elementos irregulares da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados. A residência pode ser acessada de duas maneiras, ou pela escada na parte frontal, que permite adentrar ao hall do volume dominante, ou pela entrada de veículos ao lado, que leva à área onde há jardim, estacionamento, passeio com escadaria de acesso ao átrio e pequeno setor de serviços que abriga um quarto com banheiro, um lavabo e depósitos (Figura 7). A circulação no piso térreo se dá de maneira sugerida, pela localização da escada e pelo desenho do piso. Não obstante, no nível superior, o hall colocado na lateral força uma circulação em suíte, pela necessidade de contornar o elemento irregular cozinha para se chegar aos demais cômodos, tornando-se a única porção de circulação com essa característica. A circulação da ala íntima é espacializada e centralizada com "carga dupla", dando acesso tanto aos dormitórios como aos banheiros e aos armários. O esquema circulatório no restante do volume, a partir do acesso pela escadaria, é espacializado, moldado pela própria.

Circulação em suíte - prolongada por meio do elemento irregular cozinha - e circulação da ala íntima centralizada Circulação a partir do acesso de veículos Figura 7: Esquema de circulações de acesso à Residência LF, 2006. Arquitetos Associados. Espacialidade 1) O adentrar a residência, por meio da entrada direta no volume principal, dispõe-se pela passagem através dos planos verticais paralelos do estreito hall de entrada, alongado devido à parede da cozinha que avança e interrompe um possível contato direto com as circulações internas. Isso configura, assim, um ambiente de tensão unidirecional. Logo, ao ultrapassar esse espaço, um espaço multidirecional, por conta de planos transparentes nas laterais e nos fundos, espera o fruidor. A sala descortina à frente do usuário por meio de planos transparentes, o vasto repertório vegetal do entorno. Figura 8: Esquema de tensões em planta e corte e visuais internas da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados.

2) Caso o usuário adentre à casa pela passagem destinada aos veículos (Figura 9), a circulação sugerida prepara-o, antecipando visualmente por meio de fragmentos das visuais, para a cena que vai descortinar-se à sua frente. Tal trajeto o levará à praça e ao jardim, concebidos sob o volume principal, articulando, dessa maneira, visuais do entorno natural. Porém, esse local de visões multidirecionais é interceptado pelo volume da escadaria de acesso ao átrio no nível superior, pela a ala de serviços e pelo desnível do terreno em direção à frente do lote. Figura 9: Esquema de tensões em planta e fachada e visuais internas da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados.

3) O átrio, que abriga o acesso por meio da escadaria que leva ao volume principal, articula a circulação espacial interna e cria um ambiente de transição do pavimento inferior, totalmente aberto, para o pavimento superior, que possui, necessariamente, planos de fechamento (Figura 10). Essa sensação de transição entre os níveis se dá pela manipulação entre planos abertos os quais mantêm o contato com o pátio externo e planos fechados que preparam o fruidor para os ambientes internos com essa característica. Figura 10: Esquema de diferenciação entre as tensões multidirecionais dos pavimentos térreo e superior, além de visuais internas da Residência LF, 2006. Arquitetos Associados.