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Transcrição:

9.) Força Cortante e Torção Concomitantes - ELU Na combinação de força cortante e torção, é verificada a resistência compressão diametral do concreto conforme a expressão abaixo. Neste caso, o ângulo de inclinação das bielas é o mesmo para a torção e força cortante. Quando esta verificação ultrapassa o limite estabelecido, a seguinte mensagem de erro é emitida: O relatório das grandezas calculadas apresenta também a informação: 10.) Detalhamento da Armadura Longitudinal 1/7

O detalhamento da armadura longitudinal foi pouco alterado. Podemos ressaltar alguns pontos: Ancoragem da armadura de tração na flexão simples Conforme prescreve o item 18.3.2.3.1, figura 18.3, a cobertura do diagrama de força de tração solicitante pelo diagrama resistente é feita de uma forma sofisticada mas inteligente que fornece uma razoável economia de armaduras, se comparado com os processos tradicionais de cobertura do diagrama. Informamos que este procedimento já está implantado no Cad/Vigas há mais de uma década. Para ilustrar, é reproduzida a figura da NBR 6118:2003 - Armadura de tração nos apoios Tradicionalmente, para apoios extremos, esta armadura deve resistir a uma força Rst = (al /d) Vd, onde Vd é a força cortante no apoio. Esta também é uma condição já existente no Cad/Vigas. Nos apoios extremos a armadura que deve chegar nos apoios é: 2/7

- Ancoragem da armadura de tração nos apoios Três condições são verificadas: Caso a largura útil do apoio for < (r+5.5 F) a ancoragem dos ferros longitudinais é feita integralmente com ferros complementares em laços ou grampos. Se a largura útil do apoio não for suficiente para a ancoragem dos ferros, parte da ancoragem é realizada com os ferros longitudinais e parte com ferros em laço. Ver a figura abaixo. Uma condição existente nesta Norma permite desprezar o valor de lb,nec para ancoragem dos ferros positivos e considerar apenas as outras duas condições ( r+5.5 F e 60 mm) não está sendo adotada pelo Cad/Vigas devido a dificuldade de se garantir a sua aplicabilidade teórica e prática. É uma condição extremamente perigosa para determinadas vigas de edifícios. 11.) Armadura Lateral ou de Pele A nova NBR-6118:2003 agora dobrou o valor da armadura lateral. Agora a armadura de pele tem o seguinte valor: 3/7

em cada face da alma da viga e composta por barras de alta aderência O detalhamento desta armadura é realizado a partir de uma determinada altura de viga definida no arquivo de critérios. A norma estabelece este valor como sendo 60cm. Caso tenha sido calculada a armadura de torção na lateral da viga, esta armadura é detalhada mesmo para alturas de vigas menores que o estabelecido no arquivo de critérios. Para acionar esta opção, utiliza o K115 como abaixo: 12.) Detalhamento da Armadura Transversal O detalhamento da armadura transversal também foi pouco alterado. Ressalto alguns pontos: - Espaçamento longitudinal mínimo de estribos A seguinte condição tem que ser verificada: 4/7

- Espaçamento transversal entre de estribos A seguinte condição tem que ser ramos verificada: Abaixo apresentamos a mensagem emitida caso esta condição não seja satisfeita: - Largura damensagem viga em função da como altura. A Se dimensionada seguinte a largura da aoviga cisalhamento ultrapassar é emitida oneste valor laje. caso: de Este ( 5 * éd um ) significa caso, por queexemplo, a viga tem de certas que ser vigas-faixa. 13.) Gerais - Cobrimento por viga Como o cobrimento agora pode ser definido por viga, apresentamos no relatório geral de vigas a informação deste cobrimento para cada viga. - Desenho final da viga O desenho final nada mudou. 5/7

14.) Principais Conclusões Resumidamente temos: - Concreto - Dimensões e Verificações Algumas vigas terão suas dimensões aumentadas, principalmente a largura, devido aos novos valores de cobrimento das armaduras. Vigas de 11 cm de largura, empregadas no litoral, já não serão possíveis de serem projetadas. É preciso cuidar do correto alojamento das armaduras na seção transversal. Aumentar o cobrimento e manter as dimensões atuais vai apenas provocar o congestionamento das armaduras e induzir ao cálculo de apenas uma barra por camada. Com as novas e maiores solicitações de torção que, fatalmente, deverão surgir, algumas vigas precisarão ter suas dimensões aumentadas. A limitação do emprego de certos valores de plastificação para os momentos negativos também acarretará, em determinadas situações específicas, num aumento da seção transversal. - Armaduras Em função do exposto, teremos algumas conseqüências: - Aumento da armadura lateral, quando necessária. - Aumento da armadura de flexão devido a limitação de x/d - Aumento da armadura de torção, agora dimensionada também para a face inferior e superior da viga. - Aumento da armadura de cisalhamento. - Aumento da armadura mínima em casos de seção T. 6/7

A quantificação destes acréscimos de armaduras poderá ser avaliada nos exemplos práticos de edifícios reais que serão processados. Nelson Covas - TQS 7/7