LEUCEMIAS AGUDAS. Hye 2014



Documentos relacionados
17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br

LEUCEMIAS. Profª Ms. Priscila Ferreira Silva

Andrés Mello López Valquíria D. C. Antunes

Neoplasias Hematológicas.

SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS. Hye, 2014

Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa 2010/2011. Módulo V.I. Medicina Laboratorial

NEOPLASIAS DO TECIDO HEMATOPOÉTICO. Hye, 2014

HEMATOLOGIA ºAno. 10ª Aula. Prof. Leonor Correia

LEUCEMIAS AGUDAS NA INFÂNCIA

DIAGNÓSTICO DA LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA

Estabelecendo a linhagem das leucemias agudas. Elizabeth Xisto Souto

PARTE 2 SÉRIE BRANCA DESENVOLVIMENTO NORMAL DA LINHAGEM MIELÓIDE. Mieloblastos

Descrição do esfregaço

LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA

Leucemias Agudas HEMATOLOGIA II. Curso de Farmácia 8 º período LEUCEMIAS CRÔNICAS AGUDAS MIELÓIDES LINFÓIDES MIELÓIDES LINFÓIDES LLC LLA LMA LMC

Mielograma. Esterno Crista ilíaca Tíbia (RN)


LEUCEMIAS. PROF. Ms. ALIPIO O CARMO Farmacêutico e Bioquímico. carmoao@terra.com.br

CONHECIMENTO GOTAS. neoplasias hematológicas: leucemia mieloide crônica

IMUNOFENOTIPAGEM NAS LEUCEMIAS AGUDAS

Leucemias e Linfomas LEUCEMIAS

Leucemias. Gracy Canto Gomes Marcello Mestranda UFF

CLINICA MÉDICA FALÊNCIA MEDULAR FALÊNCIA MEDULAR FALÊNCIA MEDULAR FALÊNCIA MEDULAR HEMATOLOGIA Fisiopatologia.

PADRÕES DE DIFERENCIAÇÃO CELULAR EM MEDULA ÓSSEA NORMAL

Leucemias Crônicas HEMATOLOGIA II 5/6/2010. Curso de Farmácia Prof. Christian LEUCEMIAS CRÔNICAS AGUDAS LINFÓIDES MIELÓIDES MIELÓIDES LINFÓIDES LLC

Introdução: Objetivo. Materiais e métodos:

Alterações Hematológicas na Síndrome de Down

17 de Abril de Leucemias agudas e crônicas Cai menos, mas é muito importante.

Hematologia/Hupes-Universidade Federal da Bahia CTMO/Hemoba

Raniê Ralph Semio de outubro de Professor Fernando Pretti. Hemograma Interpretação. O hemograma é um exame complementar muito importante.

Leucemia Mielomonocítica Juvenil (1996) Epidemiologia

AVALIAÇÃO LABORATORIAL

avaliar : como Prof Simone Maia Presidente ANACITO presidente@anacito.org.br

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO COMISSÃO DE EXAMES DE RESIDÊNCIA MÉDICA. Nome do Candidato Caderno de Prova 18, PROVA DISSERTATIVA

Escolha o nível de contagem de plaquetas considerado seguro para a realização de uma cirurgia de grande porte:

Estabelecendo a linhagem em leucemias agudas 2 ª Parte. Alex Freire Sandes Assessor Médico em Hematologia

ANEXO DIRETRIZES DIAGNÓSTICAS E TERAPÊUTICAS LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA DO ADULTO

Leucemia Mieloide Crônica: diagnóstico, fisiopatologia e fatores prognósticos. Maria de Lourdes Chauffaille Unifesp, Grupo Fleury

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

PORTARIA Nº 834, DE 5 DE SETEMBRO DE 2014

Raniê Ralph Semio de Outubro de Professor Fernando Pretti. Síndrome Tumoral

ATLAS VIRTUAL DE LEUCÓCITOS

Hemoglobina / Glóbulos Vermelhos são as células responsáveis por carregar o oxigênio para todos os tecidos.

Centro Tecnológico de Atualização e Formação Profissional Ltda. Hematologia Clínica. Prof. Jairo Alves de Oliveira, M.Sc.

Anemia: generalidades Conceito e prevalência Anemia mínima Sintomas e sinais Classificação

Patologia Geral AIDS

Contagem total de leucócitos Contagem diferencial e absoluta Neutrófilos Linfócitos Monócitos Eosinófilos Basófilos Achados de esfregaço sanguíneo

Departamento de Anatomia Patológica e Medicina Legal Disciplina : Imunologia. Leucograma. Prof.Dr. Manoel Barral-Netto

Alessandra Comparotto de Menezes IHOC-2013

Diagnóstico das Síndromes Mielodisplásicas. Maria de Lourdes Chauffaille Unifesp, Grupo Fleury

13/08/2010. Marcos Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia UFRJ

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Aula desgravada de Biopatologia. Leccionada por: Profª Clara Sambade 30/04/2007

Questão 1. a) Cite as duas hipóteses diagnósticas mais prováveis para o caso. b) Descreva, em linhas gerais, a abordagem terapêutica mais adequada.

ALTERAÇÕES NO SANGUE

Índice HEMATOLOGIA NA PRÁTICA CLÍNICA

Síndrome Mielodisplásica

CFU - E CFU - G CFU - GM. CFU - Meg

Leucemias. Claudia witzel

Declaração de Conflitos de Interesse. Nada a declarar.

LEUCEMIAS MIELOIDES AGUDAS: manifestações clínicas e diagnóstico laboratorial.

ACADEMIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Hematopoese. Prof. Archangelo P. Fernandes Profa. Alessandra Barone

Carcinoma Escamoso Invasor

ALTERAÇÕES LEUCOCITÁRIAS NAS DOENÇAS

HEMORIO INSTITUTO ESTADUAL DE HEMATOLOGIA ARTHUR DE SIQUEIRA CAVALCANTI. Leucemia Mielóide Crônica

ALTERAÇÕES LEUCOCITÁRIAS E SUAS RELAÇÕES COM PATOLOGIAS.

FUNDAÇÃO CARMELITANA MÁRIO PALMÉRIO FACIHUS - FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

Diagnóstico laboratorial em oncohematologia LEUCEMIAS AGUDAS

Caderno de Prova. Hematologia e Hemoterapia. Secretaria de Estado da Saúde de SC (SES/SC) Processo Seletivo para Médico Residente.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS ÁREA DE BIOANÁLISES

Alterações morfológicas no hemograma nas síndromes mielodisplásicas: sua relação com os tipos OMS e as alterações encontradas na imunofenotipagem

IMUNOFENOTIPAGEM DAS LEUCEMIAS

Universidade Federal de Minas Gerais Estudo da permeabilidade intestinal em pacientes leucêmicos antes da quimioterapia

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA DE CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS IV A ORIGEM DAS CÉLULAS SANGUÍNEAS - HEMATOPOIESE

O estudo laboratorial da série vermelha é composto de vários testes que serão comentados a seguir. Ele é chamado de eritrograma.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

DIAGNÓSTICO DAS SÍNDROMES MIELODISPLÁSICAS 1

Normocítica, normocrómica VGM fl CHGM > 30 g/dl. Deficiências múltiplas. Falha medular (pósquimioterapia, por carcinoma,..

Investigação Laboratorial de LLA

Semiologia Abordagem ao paciente Hematológico. Prof. Ivan da Costa Barros Monitor: Pedro Gemal. Universidade Federal Fluminense

ALTERAÇÕES CROMOSSÔMICAS, PROGNÓSTICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS NA LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA

- Condição adquirida caracterizada por alterações do crescimento e da diferenciação celular

Citologia e Histologia I Tecido Sanguíneo. Docente: Sheila C. Ribeiro Maio/2016

Considerações da AEQ no âmbito da Hematologia: Experiência PNAEQ

DEFINIÇÃO. quantidade de plaquetas.

. Hematos = sangue + poese = formação.

Aula teórica: Hematopoese

Doenças Hematológicas. Patologia Bucal. Prof. Dr. Fábio Daumas Nunes

HEMATOLOGIA. Resposta às reclamações à chave da Prova Nacional de Seriação Internatos Médicos IM2011-A e IM2011-B

Síndromes mielodisplásicas e mielodisplásicas/mieloproliferativas

Leucocitoses: o que há além dos processos inflamatórios

MIELODISPLASIAS: DIAGNÓSTICO, FATORES PROGNÓSTICOS E TRATAMENTO

QUESTÕES DE HEMATOLOGIA E SUAS RESPOSTAS

DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA CURSO DE HEMATOLOGIA

Púrpura Trombocitopênica Auto-imune

Transcrição:

LEUCEMIAS AGUDAS Hye 2014

LEUCEMIAS AGUDAS APRESENTAÇÃO LEUCEMIA AGUDA LEUCEMIA CRÔNICA Início Abrupto Insidioso Morte Meses Anos Idade Todas Adultos Leucometria, N ou Elevada Morfologia Blastos Maturas Neutropenia Presente Ausente Anemia Presente Presente Plaquetas Trombocitopenia Trombocitose Organomegalia Leve Grave

FREQUENCIA Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

CARACTERÍSTICAS DAS LEUCEMIAS MIELÓIDES AGUDAS Definição Freqüência: 80% das leucemias agudas de adultos Subclassificação: M0 M7 Fatores de risco: Síndrome de Down, Síndrome de Bloom, Anemia de Fanconi, exposição ao benzeno, radiação, agentes alquilantes. Sintomas: fadiga, febre e infecções oportunistas, sangramentos cutâneos e por mucosa, infiltração tecidual: M4/M5, hiperplasia gengival, sintomas neurológicos, massas tumorais (sarcoma granulocítico, cloroma). Fatores prognósticos favoráveis: idade, resposta á quimioterapia Fatores prognósticos desfavoráveis: < 2 anos, >60 anos, marcada leucocitose ao diagnóstico, história de síndrome mielodisplásicas. Sobrevida: 5 anos (20%)

Sangue Periférico: Anisopoiquilocitose Presença de eritroblastos Neutropenia, Neutrófilos hipogranulares e hipossegmentados Trombocitopenia com plaquetas grandes e atípicas Leucometria 50% > 10.000/mm3, 20% > 100.000/mm3 Leucemia aleucêmica Medula óssea Hipercelular, 20% ou mais de células blásticas Citogenética 90% apresentam anormalidades cromossômicas Pós-SMD deleções ou monossomia do cromossomo 5 ou 7 Citoquímica Mieloblastos MPO, SBB, Cloroacetato esterase M4 e M5 são positivas para esterases inespecíficas M5, M6 e M7 são positivas para PAS

DIAGNÓSTICO S angue Periférico: Anisopoiquilocitose Presença de eritroblastos Neutropenia, Neutrófilos hipogranulares e hipossegmentados Trombocitopenia com plaquetas grandes e atípicas Leucometria 50% > 10.000/mm 3, 20% > 100.000/mm 3 Leucemia aleucêmica Medula óssea Hipercelular, 20% ou mais de células blásticas Citogenética 90% apresentam anormalidades cromossômicas Pós-SMD deleções ou monossomia do cromossomo 5 ou 7 Citoquímica Mieloblastos são positivos para MPO, SBB, Cloroacetato esterase M4 e M5 são positivas para esterases inespecíficas M5, M6 e M7 são positivas para PAS

Critérios para o diagnóstico de LMA M0 Leucemia Mieloblástica Aguda Minimamente Diferenciada SANGUE PERIFÉRICO Características gerais das LMAs MEDULA ÓSSEA Blastos 20% das células nucleadas da medula óssea (excluir linfócitos, plasmócitos, macrófagos e mastócitos da contagem). Blastos 20% das células não eritróides da medula óssea CITOQUÍMICA < 3% blastos positivos para SBB e Mieloperoxidase IMUNOFENOTIPAGEM CD13, CD33, HLA-DR, mieloperoxidase, expressão variável de TdT, CD2, CD4, CD7 e CD71 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL LLA-L2, LMA-M1, M5a, M7 e Leucemia Basofílica

LMA M0 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

Critérios para o diagnóstico de LMA M1 Leucemia Mielóide Aguda sem maturação SANGUE PERIFÉRICO Características gerais das LMAs. MEDULA ÓSSEA Blastos 20% das células nucleadas Blastos 90% das células não eritróides da medula óssea (excluir linfócitos, plasmócitos, macrófagos e mastócitos). Componente monocítico da medula óssea (promonócitos e monócitos) <10% de células não eritróides. Componente granulocítico da medula óssea (promielócitos a polimorfonucleares ) < 10% de células não eritróides. CITOQUÍMICA > 3% de blastos positivos para Sudan Black B ou para mieloperoxidase por microscopia ótica. IMUNOFENOTIPAGEM CD13, CD33, CD34, HLA-DR DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL LLA-L2, LMA-M0, M5a, M7, Leucemia basofílica

LMA M1 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

Critérios para o diagnóstico de LMA M2 30 45% das LMAs SANGUE PERIFÉRICO Não há critérios definidos. MEDULA ÓSSEA Blastos: > 20 % das células medulares Mieloblastos: 20 89 % das células não eritróides Auer Precursores monocíticos < 20% Granulócitos: > 10% CITOQUÍMICA Blastos mieloperoxidase e sudan black positivos (>3%) CITOGENÉTICA t(8;21) 18% dos pacientes Associada com a fusão dos genes ETO/AML1 IMUNOFENOTIPAGEM CD13, CD33, CD34, HLA-DR, CD99 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Reação leucemóide, Síndrome mielodisplásica, LMA-M1, M3, M4 e M6

LMA M2

LMA M2 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/aml-m2.jpg

Critérios para o diagnóstico de LMA M3 Leucemia promielocítica hipergranular, promielócitos dismórficos. Leucemia promielocítica com t(15;17) na classificação WHO 10 15% das LMAs SANGUE PERIFÉRICO Leucopenia na apresentação com promielócitos anormais Complicações hemorrágicas - CID MEDULA ÓSSEA >50% promielócitos hipergranulares Auer Blastos: podem ser encontrados em percentual inferior a 20% Assincronismo de maturação nuclear-citoplasmática CITOGENÉTICA t(15;17) gene PML no 15q22 e gene do receptor alfa do ácido retinóico no 17q21 mrna híbrido produz receptor anormal do ácido retinóico que bloqueia a diferenciação mielóide IMUNOFENOTIPAGEM CD13, CD33, CD99 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Agranulocitose, LMA-M2 VARIANTE MICROGRANULAR Diagnóstico diferencial: LMA M4 e M5b Citoquímica: MPO, SBB e CAE

LMA M3 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

LMA M3 http://atlasgeneticsoncology.org/anomalies/images/flandrint1517.jpg

Translocação 15;17 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

M3 VARIANTE

Critérios para classificação de LMA-M4 Leucemia Mielomonocítica Aguda 15 20 % das LMAs Características: marcada leucocitose, organomegalia, linfadenopatia e outras infiltrações teciduais. SANGUE PERIFÉRICO Monocitose: > 5.000/mm 3 Alguns casos: eosinofilia... M4Eo MEDULA ÓSSEA Blastos 20% das células medulares (Auer) Blastos 20% das células medulares não eritróides Componente granulocítico > 20% de células não eritróides Componente monocítico medular > 20% das células não eritróides Componente monocítico < 20% com monocitose > 5.000/mm 3. CITOQUÍMICA Cloroacetato esterase granulócitos Alfa naftil acetato esterase - monócitos CITOGENÉTICA Deleção ou inversão do braço longo do cromossomo 16 M4Eo, correlaciona com o gene híbrido CBFβ/MYH11. IMUNOFENOTIPAGEM CD13, CD14, CD33, CD36, CD64, CD68, HLA-DR, lisozima, mieloperoxidase DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Reação leucemnóide, Síndrome mielodisplásica, M2, M5, M3 microgranular

LMA M4 http://medicine.creighton.edu/medschool/webatlas/secure/hemonc/aml/images/aml-m4.jpg

M4 - CLOROACETATO ESTERASE

M4 - MIELOPEROXIDASE M4- ESTERASE

Critérios para classificação de LMA-M5 10 a 12% das LMAs Alta freqüência de infiltração tecidual, organomegalia e linfadenopatia Muramidase sérica e urinária freqüentemente extremamente alta SANGUE PERIFÉRICO Leucocitose, mediana de 60.000/mm 3 > 5.000 células monocíticas no sangue periférico MEDULA ÓSSEA M5 Blastos 20 % células medulares Blastos 20% de células não eritróides da medula Componente monocítico > 80% de células não eritróides M5a: > 80% monoblastos M5b: <80% monoblastos CITOQUÍMICA Esterase inespecífica, alfa-naftil butirato esterase ou alfa-naftil acetato esterase positivas Mieloperoxidase e sudan black B ausente ou atividade fraca e difusa CITOGENÉTICA Anormalidades no braço longo do cromossomo 11, com translocações ou deleções. t(8;16) associada com significativa fagocitose Expressão do proto-oncogene FOS no cromossomo 14 tem sido ligado a proliferação e diferenciação nas células leucêmicas das leucemias M4 e M5. IMUNOFENOTIPAGEM: CD13, CD14, CD33, CD36, CD64, HLA-DR DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: M5a: LLA-L2, LMA-M0, M1 e M7 M5b: M4, síndrome mielodisplásica

LMA M5a M5 - ERITROFAGOCITOSE http://pathy.med.nagoya-u.ac.jp/atlas/img/t5/img24.jpg

LMA M5b http://pathy.med.nagoya-u.ac.jp/atlas/img/t8/img71.jpg

LMA M5a Monoblastos esterase inespecifica http://www.pathologyoutlines.com/images/marrow/071.jpg

LMA M5b

http://www.pathologyoutlines.com/images/marrow/076.jpg LMA M5b Promonócitos

http://www.pathologyoutlines.com/images/marrow/077.jpg Esterase LMA M5b

Critérios para classificação de LMA-M6 3-5% das LMAs, 20% das LMA relacionadas à terapia Mais freqüente em adultos com mais de 50 anos SANGUE PERIFÉRICO Anemia com poiquilocitose e anisocitose Fosfatase alcalina leucocitária normal ou aumentada Presença de eritroblastos com configurações nucleares anormais Leucopenia e trombocitopenia MEDULA ÓSSEA 50% de todas as células nucleadas na medula são eritróides Diseritropoese: Morfologia anormal dos eritroblastos com células megaloblastóides, padrão anormal de cromatina, fragmentação nuclear, vacúolos citoplasmáticos, corpúsculos de Howell-Jolly e sideroblastos em anel. Eritroblastos com reação PAS positiva. 30% ou mais de todas as células não eritróides são mieloblastos (Auer) Dismegacariopoese- formas mononucleares e micromegacariócitos Disgranulopoese com hipogranularidade e formas pseudo-pelger CITOGENÉTICA Aneuploidia (número anormal de cromossomos) e anormalidades dos cromossomos 5 e 7 Pode evoluir para M1 ou M2 IMUNOFENOTIPAGEM Positivos para: CD13, CD33, CD36, CD71, HLA-DR, Glicoforina A DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: Anemia megaloblástica, diseritropoese secundária, síndrome mielodisplásica, LMA-M2. SOBREVIDA: M6a (30 meses), M6b (30 meses)

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/58/aml-m6,_multinucleated_erythroblast.jpg LMA M6

Critérios para classificação de LMA-M7 Leucemia megacarioblástica aguda Mielosclerose maligna aguda Mielodisplasia aguda com mielofibrose Mielofibrose aguda 3 a 12% das LMA Pode ocorrer de novo ou como uma transformação leucêmica de LMC, síndromes mielodisplásicas e é comum em crianças com Síndrome de Down. SANGUE PERIFÉRICO Micromegacariócitos Plaquetas atípicas Pancitopenia no diagnóstico inicial Blastos pleomórficos, tamanho variável, com projeções citoplasmáticas, cromatina densa, citoplasma vacuolizado, grânulos finos, citoplasma irregular. Fragmentos de megacariócitos podem estar presentes MEDULA ÓSSEA Aspirado seco Acima de 20% de megacarioblastos (CD41 e CD61) Aumento de reticulina Fibrose medular: secreção pelo megacarioblasto de citocinas fibrogênicas Diagnóstico diferencial: LLA, LMA-M0, M1, M5a e doença mieloproliferativa transitória (M7)

http://www.pathologyoutlines.com/topic/leukemiam7.html LMA M7

http://www.pathologyoutlines.com/topic/leukemiam7.html LMA M7 Promegacariócitos

http://www.pathologyoutlines.com/topic/leukemiam7.html LMA M7

LMA M7 PAS http://www.pathologyoutlines.com/images/marrow/093b.jpg http://path.upmc.edu/cases/case439/images/fig7a.jpg LMA M7 CD 61

CLASSIFICAÇÃO WHO LEUCEMIAS MIELÓIDES AGUDAS Leucemias agudas com anormalidades citogenéticas A LMA com t (8;21) B LMA com INV (16) C LMA com t (14;17) D LMA com anormalidades 11q23 Leucemia Mielóide Aguda com Displasia Multilinhagem A B Pós síndrome mielodisplásica Sem síndrome mielodisplásica anterior LMA e síndrome mielodisplásica relacionada à terapia A B Relacionada a agentes alquilantes Relacionada à inibidores de topoisomerase II

CLASSIFICAÇÃO WHO LEUCEMIAS MIELÓIDES AGUDAS 4. Leucemia Mielóide Aguda de outra categoria A LMA minimamente diferenciada B LMA sem maturação C LMA com maturação D Leucemia mielomonocítica aguda E Leucemia Eritróide Aguda F Leucemia Megacarioblástica Aguda G Leucemia Basofílica Aguda H Panmielose Aguda com Mielofibrose I Sarcoma Mielóide 5 Leucemia aguda de linhagem ambígua

LEUCEMIAS LINFOBLÁSTICAS AGUDAS (LLAs) Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

LEUCEMIAS LINFOBLÁSTICAS AGUDAS CLASSIFICAÇÃO FAB L1 = linfoblastos pequenos, citoplasma escasso, nucéolo de difícil visualização, em geral, CD 10 positivo; L2=linfoblastos grandes, nucléolos evidentes, citoplasma basófilo, difíceis de distinguir das LMAs; L3= também chamada de Burkitt- like, apresenta linfoblastos grandes, com citoplasma abundante, geralmente hiperbasófilo, núcleo grande, mucléolos evidentes e intensamente vacuolizado.

LLA L1 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

LLA L1 http://wiki.clinicalflow.com/@api/deki/files/346/=l1_blast.jpg

LLA L2 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

LLA L2 www.med-ed.virginia.edu

LLA L3 Wintrobe's Atlas of Clinical Hematology 20 Edition

LLA L3 http://www.pathologyoutlines.com/images/marrow/242.jpg