Relatório de Avaliação Externa - Contraditório

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Transcrição:

Relatório de Avaliação Externa - Contraditório No gozo do direito ao contraditório que é conferido por lei, e com base no teor do relatório de avaliação externa que nos foi enviado, o qual foi objecto de reflexão e debate pelas diferentes entidades da comunidade educativa que integram esta instituição, cumpre-me remeter a V. Exa. os seguintes comentários: 1º- Considerando a avaliação de Suficiente atribuída ao domínio-chave Resultados, e atenta a explicitação constante da página 2, em que se pode ler que esta classificação corresponde à existência de uma acção com alguns aspectos positivos, mas pouco determinada e sistemática ( ) as actuações positivas são erráticas ( ) as acções de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo do tempo parece-nos existir alguma contradição quando, na página 3, se escreve que a análise dos resultados escolares, quer a nível interno, quer dos exames nacionais, é uma prática instituída nas diferentes estruturas de orientação educativa e quando, ao longo da página 5, são tecidas várias referências que contrariam tal classificação, tais como: existe na Escola uma prática de recolha sistemática de dados relativos aos resultados escolares dos alunos ; tem vindo a ser realizado um estudo comparativo dos resultados dos exames nacionais ; a análise dos resultados, feita a diversos níveis (...) tem conduzido à aplicação de medidas. Também, no que concerne a Participação e Desenvolvimento Cívico, o Comportamento e Disciplina e a Valorização e Impacto das Aprendizagens, da leitura do relatório relevam apreciações que, em nosso entendimento, dão da

escola uma imagem de preocupação efectiva e de actuação sistemática, nestas matérias. Refiramos por exemplo representantes dos discentes têm uma participação efectiva em órgãos de administração escolar ( ) e de orientação educativa ; relevam-se projectos de enriquecimento curricular, mobilizadores dos alunos, cuja finalidade é cultivar o respeito pelos outros e desenvolver o espírito de solidariedade, os alunos manifestam conhecer as normas do regulamento Interno ; a leccionação de um vasto número de cursos na Escola, assim como a dinamização de diversos projectos extracurriculares, apresentam-se como estratégias intencionalmente promovidas no sentido das aprendizagens escolares corresponderem aos interesses e às expectativas dos alunos, entre outros. 2º Quanto ao domínio-chave Prestação do Serviço Educativo, considera-se que, pese embora a importância de que se reveste a leccionação conjunta dos conteúdos, a falta de coincidência temporal dos conteúdos comuns, em algumas disciplinas, constitui um constrangimento importante ao enraizamento de uma prática comum. Contudo, tem vindo a ser desenvolvido um esforço no sentido de articular os mesmos, elaborando estratégias que tenham em conta os conhecimentos adquiridos pelos alunos nas outras disciplinas. Por outro lado, o facto de ser referido que existe uma sobreposição dos mesmos conteúdos nas diferentes disciplinas, não corresponde à realidade, uma vez que os conteúdos leccionados são-no sob perspectivas diferentes e complementares, obedecendo ao contexto de cada disciplina. Importa, ainda, realçar que ao dizer-se que a interacção entre departamentos curriculares e os grupos disciplinares ( ) é visível principalmente na

programação e dinamização das actividades extracurriculares, dando depois como exemplos, dessa interacção, os projectos Escola Saudável e Activa, o Clube de Meteorologia e o Rostos de Esperança, esta enumeração deixa de fora outros projectos de grande visibilidade nesta instituição e, igualmente, desenvolvidos em resultado dessa interacção, tais como o Hemiciclo, a Fábrica das Ideias, o PES e o CinESA. Não concordamos que o insucesso, ao nível do 10º ano, esteja fundamentalmente relacionado com a falta de sequencialidade curricular, pois consideramos que este resulta, essencialmente, da diferença no grau de exigência entre os dois níveis de ensino. Neste sentido, é difícil haver articulação na medida em que os objectivos finais da escolaridade obrigatória não são coincidentes com os requeridos para a frequência do ensino secundário. 3º No domínio-chave Organização da Gestão Escolar, estranha-se que, na página 4, se afirme que a gestão do pessoal não docente acarreta alguns problemas a que acresce a insuficiente rotatividade nas respectivas áreas funcionais para, de seguida, na página 8, se afirmar que no âmbito do pessoal não docente, na distribuição de tarefas participam os responsáveis, tendo em conta o princípio da rotatividade, para algumas áreas. Afirma-se, ainda, na página 10, que embora tenham sido evidenciados casos pontuais de descontentamento sobre a distribuição de serviço. Ora, se são casos pontuais, não se pode inferir descontentamento generalizado. Importa, ainda, afirmar que, analisada a questão da rotatividade, não se nos afigura consensual que esta se revista, em alguns casos, de carácter de

interesse para a instituição, os seus serviços e os próprios destinatários, podendo mesmo constituir um obstáculo à eficiência e à eficácia, no caso do exercício de funções específicas, para as quais é necessária uma considerável experiência profissional, bem como formação específica. Quanto aos espaços escolares, quando se afirma que existe insatisfação quanto à falta de corredores cobertos entre os vários edifícios, à irregularidade do piso dos pátios exteriores e à manutenção dos jardins e de algumas salas de aula (pág. 4) e se acrescenta, ainda, que é reduzida a sala de convívio face ao número de alunos que frequenta a escola, questão que igualmente se coloca com a dimensão da papelaria (pág. 9), considera-se que algumas destas situações não podem ser imputadas à escola, tendo esta desenvolvido inúmeras diligências, junto da DREALG., com vista a ultrapassar estes constrangimentos. Em relação à referida falta de equipamentos para a realização de experiências, nas disciplinas de Física e de Química, gostaríamos de salientar que, com a criação dos novos programas, o Ministério da Educação, deveria ter apetrechado as escolas com os equipamentos necessários à execução das experiências previstas para estas disciplinas. Como isso não foi efectuado, de modo a possibilitar a realização das mesmas para todos os alunos, a escola tem feito um esforço suplementar com vista à aquisição do material/ equipamentos em falta. Na página 9, afirma-se que no que respeita à BE/CRE o número de computadores não é suficiente ( ) e que o equipamento disponível se encontra desactualizado, importa salientar que o problema reside no facto de

que os programas instalados, nestes computadores, não serem compatíveis com os programas que os nossos alunos têm nas suas casas. Relativamente aos constrangimentos referidos, na página 9, no que diz respeito à presença dos pais/encarregados de educação, a qual é considerada pouco significativa, a qual se reconhece, importa dizer que esta escola tem estimulado ao máximo a sua participação, o mesmo sendo válido para a Associação de Pais que se constituiu, após muitos anos de inexistência, não nos parecendo justo que esta fraca participação seja imputada à escola. 4º No domínio-chave Liderança, os membros do Conselho Pedagógico, em reunião marcada com vista á análise deste relatório, afirmaram considerar que este não valoriza, de forma clara e efectiva, o trabalho realizado por este órgão, no âmbito da coordenação e orientação educativa da escola, nomeadamente, através do trabalho desenvolvido pelas suas secções especializadas, as quais em muito têm contribuído, opinião generalizada e partilhada por diferentes sectores da comunidade educativa, para a implementação de planos de melhoria. Considerou ainda este órgão que, há uma considerável lacuna de referência a um conjunto de actividades do Departamento de Educação Física e Desporto, quer no âmbito do Desporto Escolar, quer no âmbito do seu plano anual de actividades, que pela sua regularidade, pela sua envolvência, pela sua participação, pela divulgação interna e externa da escola, pela sua repercussão na comunidade local e regional, pela sua dimensão, pelas parcerias que envolvem, deveriam ter sido objecto de abordagem. Acresce ainda que, pelos seus objectivos e características, as ditas iniciativas dão resposta inequívoca a

alguns dos pontos mencionados no relatório, nomeadamente, no desenvolvimento da dimensão artística (pág. 4), na promoção do convívio e aceitação da diferença (pág. 4), no enriquecimento curricular (pág. 6), nas interacções estabelecidas com o meio (pág. 7), na presença dos pais/encarregados de educação na Escola (pág. 9), na resposta aos seus verdadeiros problemas (pág. 10), no contacto com outras escolas do concelho (pág. 11) e na vertente em que se refere que reforça a multiculturalidade e o espírito de solidariedade e de interajuda (pág. 11).