Aula 13 Arquiteruras Elétricas

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Transcrição:

Introdução Aula 13 Arquiteruras Elétricas 1 Observa-se nos veículos atualmente comercializados que grande parte dos sistemas eletrônicos de controle foi desenvolvida de forma independente, cada qual responsável por um determinado tipo de função no veículo. Em contrapartida, o real domínio dos diversos dados eletrônicos disponíveis em um automóvel é mais facilmente conseguido com a utilização de sistemas eletroeletrônicos interligados, cada qual responsável por uma parte do veículo, mas compartilhando informações entre si. 2 Introdução Introdução Sistemas desenvolvidos dentro desse contexto têm sido disponibilizados por várias empresas montadoras de veículos, dando a impressão ao motorista e aos passageiros de que o controle do automóvel é totalmente integrado, muitas vezes deixando a sensação de existência de uma única unidade de controle inteligente, uma espécie de cérebro no automóvel. A Figura mostra a relação entre algumas informações disponíveis em um automóvel e algumas funções afetadas por elas. 3 Relação entre Informações e Funções 4

Introdução Arquiteturas elétricas Perceba que, enquanto o sinal da chave de ignição é importante no funcionamento dos cinco sistemas apresentados, o sinal de velocidade do motor importa apenas ao painel de instrumentos. Arquiteturas eletroeletrônicas ou simplesmente arquiteturas elétricas são as formas como os diversos sistemas de controle são implementados e interconectados em uma aplicação embarcada. No setor automotivo, entre os diversos conceitos de arquitetura elétrica atualmente utilizados, podemos destacar dois, sendo arquitetura centralizada e arquitetura distribuída. 5 6 Arquitetura centralizada Quando analisamos determinadas aplicações, encontramos uma única Unidade Eletrônica de Controle (ECU) responsável por receber todos os sinais de entrada, como os sensores e chaves de comando, processá-ios e comandar as respectivas saídas de controle do sistema, como válvulas e relés. No caso da arquitetura centralizada, uma única ECU é responsável por todo o tipo de controle existente no sistema. O diagrama esquemático que representa esse conceito de arquitetura está na Figura a seguir. Arquitetura centralizada Dentro da ECU principal são encontrados hardware e software que permitem a leitura das n entradas, seu processamento e a atuação das n saídas. 7 8

Arquitetura centralizada Como vantagens dessa arquitetura podemos destacar: Simplicidade do hardware utilizado na implementação do sistema, sendo constituído basicamente pelos sensores e atuadores, uma ECU para o devido controle do sistema e, obviamente, o cabeamento que os conecta. Todos os dados de entrada ficam disponíveis à ECU durante a operação do sistema, não sendo críticas à lógica de varredura e à coleta de informações de cada um dos sensores existentes. Arquitetura centralizada Como desvantagens podemos destacar: Grande quantidade de cabeamento requerido para conectar os sensores e atuadores à ECU, especialmente em grandes aplicações, o que dificulta a manufatura do veículo e a sua eventual manutenção. Limitação das possibilidades de expansão do sistema, uma vez que qualquer alteração na ECU significa a modificação de seu hardware e/ou software e, eventualmente, da condição de trabalho das funções originais do sistema. 9 10 Existe a possibilidade de utilizar, em um mesmo sistema de controle, várias ECUs interligadas, dividindo entre elas a execução das diversas funções existentes no veículo. O diagrama esquemático que representa esse conceito de arquitetura encontra-se na Figura a seguir. As ECUs 4 e 5 são responsáveis pela leitura direta das entradas do sistema, enquanto as ECUs 1, 2 e 3 são responsáveis pelo comando das saídas. Além disso, no diagrama apresentado, qualquer uma das ECUs, dependendo das funções existentes nesse sistema de controle, pode participar do processamento dos dados. 11 12

Como vantagens dessa arquitetura podemos destacar: Quantidade reduzida de cabeamento do sistema, uma vez que, tendo várias ECUs disponíveis, podemos instalá-ias bem próximas aos sensores e atuadores, reduzindo o cabeamento mais pesado da implementação, formado basicamente por pares e pares de fios utilizados na conexão das entradas e saídas às ECUs. Menor tempo de manufatura do veículo, exatamente pela menor quantidade de cabeamento necessária. Como vantagens dessa arquitetura podemos destacar: Maior robustez do sistema de controle por termos reduzido as possibilidades de quebra de um dos circuitos ou o aparecimento de mau contato em determinado conector, novamente pela menor quantidade de cabeamento necessária. Permite a ampliação do sistema com significativa facilidade, garantindo que alterações em uma determinada função do veículo impactem em apenas parte das ECUs e não no sistema completo. 13 14 Como vantagens dessa arquitetura podemos destacar: Facilita a criação do software de aplicação de cada ECU, uma vez que possibilita a modularização e a distribuição de responsabilidades entre elas. Possibilita a modularização do projeto do sistema e da execução dos testes de validação, aumentando a confiabilidade da implementação e reduzindo os prazos ligados ao desenvolvimento. Como desvantagens podemos destacar: Obriga a utilização de um meio de comunicação entre as ECUs, comumente chamado de protocolo de comunicação. Implica na existência de um software de controle para a rede de comunicação que interliga as ECUs, cuja dificuldade de desenvolvimento depende diretamente da escolha do protocolo de comunicação. Difícil determinação da taxa de transmissão ideal para uma dada aplicação, o que impacta diretamente nos tempos internos do software de controle e na escolha dos componentes eletrônicos a serem utilizados no projeto das ECUs. 15 16

Explicadas as vantagens e as desvantagens fundamentais dos dois conceitos de arquitetura normalmente utilizados, devemos acrescentar que a decisão de escolha de uma delas para uma dada aplicação móvel depende da ponderação de diversos fatores. Dentre eles destacam-se: A complexidade do sistema a ser controlado, como quantidade de variáveis de entrada e saída e o tamanho físico do sistema. A disponibilidade dos componentes eletrônicos requeridos à montagem das ECUs e à medição e atuação no sistema. A robustez mecânica, como é o caso das vibrações, e a robustez elétrica, como as interferências eletromagnéticas, ambas requeridas pelo sistema a ser controlado. O tempo necessário à implantação da arquitetura, como projeto, construção de protótipos e validação. O custo desejado do sistema final, por causa das limitações inerentes ao orçamento. 17 18 O relacionamento entre os fatores mencionados, considerando-se uma determinada aplicação móvel, determina o conceito de arquitetura mais apropriado ao sistema a ser controlado. Tal desafio é enfrentado quase que diariamente pelas montadoras de veículos. Uma das maiores dificuldades da engenharia de produtos de uma montadora é determinar a arquitetura elétrica de um novo modelo, garantindo o mínimo de funções desejadas pelos futuros clientes, dentro dos limites de custo de projeto e produto final determinados pela empresa. Normalmente, os produtos têm seu desenvolvimento iniciado com três ou quatro anos de antecedência ao seu lançamento, o que dificulta ainda mais a tomada de decisão sobre a melhor solução de engenharia para determinado projeto. Tal trabalho precisa relacionar as visões de engenharia avançada (tecnologia), marketing estratégico (mercado) e políticoeconômica (orçamento) da região à qual se destina o novo produto. A Figura a seguir ilustra a relação entre a responsabilidade de cada ECU de um determinado sistema de controle e a complexidade desse sistema como um todo, em duas alternativas, sendo centralizada e distribuída. 19 20

Veículos que adotem soluções localizadas entre os dois extremos podem ter a relação de responsabilidade entre ECU e sistema completo posicionada sobre as curvas Cv1, Cv2 ou Cv3, por exemplo. Isso depende muito da solução da arquitetura elétrica adotada e da complexidade dos sistemas disponíveis no veículo. Analisando friamente cada um dos conceitos de arquitetura apresentados, não só do ponto de vista da evolução tecnológica, mas também das possibilidades futuras de expansão de funções com o mínimo de alteração no sistema de controle do veículo como um todo, podemos considerar a arquitetura distribuída a mais interessante atualmente. 21 22 Diante desse posicionamento, faz-se necessária a utilização de um protocolo de comunicação que permita a interconexão das ECUs e a troca dos dados pertinentes a cada uma das funções controladas pelo sistema. Após definirmos as arquiteturas normalmente utilizadas em veículos automotores, nada como colocar um exemplo prático de cada uma delas para que fiquem claras as suas diferenças principais. Nessa linha de raciocínio, dentre os diversos protocolos de comunicação existentes, os de comunicação serial mostramse tecnicamente mais adequados e, dentro dessa classe de protocolos, o Controller Area Network (CAN) tem grande destaque. A Figura a seguir mostra um veículo cuja arquitetura elétrica é fundamentada no conceito centralizado. 23 24

Conceito centralizado. Perceba que são ilustrados, além de dois sistemas de controle, sendo o de iluminação externa e o levantador elétrico dos vidros, quatro módulos principais: o Módulo de Controle do Motor (ECM), o Rádio, Instrumentos do Painel (lpc) e o Módulo de Controle da Carroceria (BCM). Neste exemplo, o BCM recebe, de forma discreta, os sinais de entrada (interruptores de comando) dos respectivos sistemas e, após trabalhar internamente com essas informações, atua, também de forma discreta, nas saídas (lâmpadas e motores elétricos). O BCM centraliza o controle desses sistemas, sendo totalmente independente dos demais módulos existentes no veículo. 25 26 Da mesma forma, o ECM, o Rádio e o IPC recebem seus sinais de entrada, processam cada um deles e atuam sobre as respectivas saídas. Como exemplo, o ECM recebe, dentre vários sinais, a posição do pedal do acelerador, atuando em seguida na borboleta, alterando sua posição. O Rádio recebe o sinal da chave de ignição, atuando no controle liga/desliga do sistema. Já o IPC recebe o sinal de velocidade do veículo e atua no ponteiro de indicação da velocidade. Para realizar os controles dentro dessa arquitetura, note que nenhum protocolo de comunicação é necessário. Basta que as ECUs possuam portas de entrada e saída discretas e um algoritmo interno de controle, muitas vezes de concepção simples. 27 A Figura a seguir mostra um veículo cuja arquitetura elétrica é distribuída. 28

Perceba que são ilustrados, neste exemplo, os mesmos módulos considerados na ilustração anterior. Neste caso, as ECUs estão interconectadas por três redes de comunicação de dados diferentes: REDE 1: responsável pela troca de dados entre o ECM e o BCM 1, essa rede trabalha com taxa de transmissão de dados de alta velocidade (algo em torno de 500kbps e 750kbps). REDE 2: responsável pela comunicação entre o Rádio e o IPC, trabalha com taxa de transmissão de dados de média velocidade (algo em torno de 100kbps e 250kbps). REDE 3: responsável pela interconexão dos BCMs 1 e 2 e o IPC, essa rede de comunicação de dados trabalha com taxa de transmissão de baixa velocidade (algo em torno de 30kbps e 100kbps). 29 Nessa arquitetura, um sinal recebido por uma das ECUs pode ser enviado pelas redes de comunicação para qualquer uma das demais ECUs. Como exemplo, o sinal de velocidade do motor poderia ser medido pelo BCM 1, colocado por esse módulo nas redes 1 e 3, de onde seria coletado, respectivamente, pelo ECM e pelo IPC que, respectivamente, utilizariam-no nos cálculos do sistema de injeção e na indicação da rotação do motor ao motorista. Com apenas uma medição, um determinado sinal pôde ser utilizado por duas ECUs distintas. Esta é uma das vantagens de uma arquitetura distribuída. 30 Comentários finais O tópico definição de arquiteturas elétricas é dos mais interessantes dentro do tema eletrônica embarcada automotiva, e como já mencionado, é uma das maiores dificuldades da engenharia de produtos de uma montadora de veículos. A dúvida que deve ser esclarecida agora é com relação ao protocolo a ser utilizado em aplicações automotivas, garantindo que todos os critérios de desempenho e segurança estejam presentes. 31