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Transcrição:

Guia Didático do Professor Programa É Tempo de Química! Radioatividade e Energia Nuclear Estrutura Atômica Química 1ª Série Ensino Médio CONTEÚDOS DIGITAIS MULTIMÍDIA

Conteúdos Digitais Multimídia Guia Didático do Professor Coordenação Didático-Pedagógica Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa Redação Gislaine Garcia Tito Tortori Revisão Alessandra Muylaert Archer Projeto Gráfico Eduardo Dantas Diagramação Isabela La Croix Revisão Técnica Nádia Suzana Henriques Schneider Produção Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Realização Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Educação Objetivo geral: Discutir aspectos fundamentais sobre a estrutura atômica e a radioatividade. Objetivos específicos: Reconhecer a estrutura do átomo; Descrever a estrutura básica de um átomo contendo o núcleo (com prótons e nêutrons) e eletrosfera (nuvem de elétrons); Reconhecer a importância do modelo atômico de Rutherford; Vídeo (Audiovisual) Programa: É Tempo de Química! Episódio: Radioatividade e Energia Nuclear Duração: 10 minutos Área de aprendizagem: Química Conteúdo: estrutura atômica Conceitos envolvidos: elétrons, eletrosfera, energia nuclear, fissão nuclear, força forte, força elétrica, fissão nuclear, modelo atômico, nêutrons, núcleo, prótons, radioatividade, radioterapia, radioisótopos. Público-alvo: 1ª série do Ensino Médio Reconhecer os pontos positivos e negativos da energia nuclear; Diferenciar força forte de força elétrica; Definir fissão nuclear; Associar a radioatividade com os elementos químicos cujos núcleos possuem grande raio e grande massa. Pré-requisitos: Não há pré-requisitos. Tempo previsto para a atividade: Consideramos que uma aula (45 a 50 minutos cada) será suficiente para o desenvolvimento das atividades propostas.

Introdução Este guia contém indicações e sugestões sobre o conteúdo apresentado e explorado no episódio Radioatividade e Energia Nuclear parte integrante do programa É Tempo de Química!, destinado à 1ª série do Ensino Médio, cujo tema é estrutura atômica. O guia foi especialmente elaborado para ser um elemento enriquecedor no planejamento da aula, visando, assim, contribuir para incentivar o interesse dos alunos pelos temas estudados em química. Mas, você tem liberdade no modo de apresentação do conteúdo aos alunos, fazendo com que seja reproduzido da maneira que for mais útil. Não limite o uso das mídias a apenas uma rápida exibição: deixe que seus alunos indiquem o que desejem assistir novamente e não tenha receio de repetir algumas vezes determinadas partes. professor! Propicie um ambiente descontraído para que seus alunos possam interagir sem qualquer tipo de constrangimento. Lembre-se do seu papel de facilitador da aprendizagem! Audiovisual Programa É Tempo de Química! Radioatividade e Energia Nuclear Para a apresentação do vídeo será necessário um computador ou um equipamento específico para reprodução de DVD conectado a uma TV ou projetor multimídia. Confirme com antecedência a disponibilidade dos equipamentos para o horário de sua aula, mas é importante que você preveja alguma atividade extra para não se surpreender, caso algo inusitado ocorra com os aparelhos de mídia. Dessa forma, será possível dar continuidade à aula sem comprometer o andamento do cronograma.

Conteúdos Digitais Multimídia Guia Didático do Professor 1. Desenvolvimento Utilize o episódio da melhor forma possível, aproveitando sempre as dúvidas apresentadas pelos alunos. Tente proporcionar um ambiente favorável aos questionamentos da turma. Faça uma breve introdução sobre o tema antes da apresentação do vídeo e reforce que o conhecimento sobre química será mais útil quando aplicado ao cotidiano. Esse, aliás, é o principal foco deste projeto. É importante destacar que, embora este guia traga sugestões, informações e atividades a fim de contribuir com o seu trabalho, não é necessário explorar todo o material. Você deve se concentrar aos conteúdos que considerar mais relevantes. Professor, os conteúdos de química tendem a ser bastante abstratos para os alunos, tanto em relação a sua pequena inserção em nosso cotidiano, quanto em relação à dificuldade de visualizar átomos e partículas subatômicas. Modelo Atômico Um núcleo de um átomo qualquer é constituído basicamente por prótons e nêutrons. E, dentro do núcleo, existem dois tipos de interação que se equilibram: a nuclear e a elétrica. Juca Amaral Apresentador Professor, você poderá fazer uma provocação inicial, perguntando se os alunos conseguem lembrar dos diversos tipos de modelos que existem. Provavelmente, serão lembrados os modelos fotográficos, de passarela e de campanhas publicitárias. Explique que os modelos são definidos por 19 verbetes no dicionário Aurélio. Aponte que a função desses modelos envolve a personificação de diversos objetos, envolvendo situações associadas com imitação, reprodução, cópia, etc. Lembre também que o modelismo é uma forma de hobby, que reúne os aeromodelistas, ferreomodelistas, nautimodelismo, automodelismo, plastimodelistas, a produção de maquetes, etc. Quando pensamos que um modelo representa alguma coisa, não devemos esperar que seja exatamente idêntico à coisa representada. 4 Baseado nessa perspectiva, pergunte aos alunos o que lhes vêm à cabeça quando pensam em átomos. Qual o modelo atômico eles têm em mente? Lembre que a origem etimológica da palavra átomo vem do grego e significa indivisível.

Em seguida, informe que os modelos atômicos foram evoluindo ao longo do tempo, tornando-os cada vez mais complexos. Cientistas como Dalton e Thomson sugeriram alguns modelos atômicos, mas o mais estudado foi sugerido por Ernest Rutherford, em 1911....a gente pode dizer que um átomo é como se fosse um sistema solar em miniatura? Maria Participante Durante um longo período, os cientistas debateram sobre qual seria o melhor modelo para representar as informações obtidas das estruturas íntimas da matéria. Um dos modelos atômicos mais utilizados ao longo do século XX foi o proposto por Rutherford, conhecido como sistema solar. Lembre aos alunos que no modelo de Rutherford, o núcleo teria carga positiva, sendo cercado de uma nuvem eletrônica, de carga negativa. É possível propor uma analogia para os alunos, comparando o movimento contínuo dos elétrons ao redor do núcleo com as órbitas planetárias no sistema solar. professor! Para detalhar a experiência de Rutherford sobre o modelo atômico para os alunos, acesse: http:// educar.sc.usp.br/licenciatura/2001/modeloatomico/modelo_de_rutherford.html Audiovisual Programa É Tempo de Química! Radioatividade e Energia Nuclear Pense em usar um esquema semelhante a este para mostrar a forma como Rutherford idealizou o átomo. Lembre que, sendo um modelo, não significa que deva ser tomado como a forma real dos átomos, mas precisa ser entendido como uma ferramenta científica. Esse modelo, na época, foi revolucionário. A massa do átomo se concentrava em uma região central, denominada núcleo, constituído de prótons e nêutrons. Rutherford previu corretamente que os elétrons orbitavam o núcleo em uma região que foi denominada eletrosfera. 5

Conteúdos Digitais Multimídia Guia Didático do Professor Destaque a figura a seguir, que mostra dois átomos representados conforme o modelo de Bohr: p n p n p n p p p n n p n p n p n n pn Partindo do modelo de Rutherford, Bohr realizou testes e propôs que os elétrons orbitavam o núcleo em diferentes camadas. Esse modelo ficou conhecido, então, como modelo Rutherford- Bohr. Lembre aos alunos que as camadas mais internas são menos energéticas, enquanto as mais externas contêm elétrons com mais energia. Explique que as linhas são, na verdade, representações gráficas da órbita dos elétrons (bolinhas pretas). Aponte que a região central, formada por prótons (bolinhas azuis) e nêutrons (bolinhas vermelhas), é o núcleo do átomo. Energia Nuclear O nosso desafio é especificamente sobre um tipo de energia, a energia nuclear. Douglas Participante Você sabia que na cidade de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro, estão sediadas as usinas do Programa Nuclear Brasileiro? Juca Apresentador O Brasil, a partir dos anos 60, fez uma parceria com a França e construiu seu primeiro reator nuclear. Porém, apenas após o ano de 1971 o projeto tornou-se viável, com a parceria da Westinghouse, contratada pela Eletronuclear para realizar os serviços. 6

Comente com os alunos que, nas décadas seguintes, o projeto foi concretizado e ampliado, com a inauguração da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Esse nome foi uma homenagem ao pesquisador pioneiro da tecnologia nuclear do Brasil. O almirante não chegou a ver a usina em funcionamento, pois faleceu antes, mas sua obra persiste até hoje e faz do Brasil o país com as usinas nucleares mais eficientes do planeta. Destaque as imagens a seguir, lembrando que a principal função de uma usina nuclear é a produção de energia elétrica. A inauguração da segunda usina, Angra 2, fruto de um acordo Brasil Alemanha, foi também importante, pois através da tecnologia alemã, o Brasil passou de importador para exportador de energia elétrica. dica! Saiba mais sobre as Usinas Nucleares de Angra dos Reis no site: http:// www.eletronuclear.gov. br/tecnologia/index.php. Audiovisual Programa É Tempo de Química! Radioatividade e Energia Nuclear Força Forte A força que mantêm os prótons unidos no núcleo é a chamada força nuclear. Físico Entrevistado Como já vimos, o núcleo dos átomos é composto, além de nêutrons, por prótons. Porém, o que os mantêm unidos ao núcleo dos átomos é a força nuclear. Essa, se comparada à força elétrica, é bem mais intensa e de curtíssimo alcance. Para explicar a existência do núcleo atômico, que mantém os prótons (carga positiva) e os nêutrons (não possuem carga) unidos, foi necessário imaginar um novo tipo de força: a força nuclear. A ideia é que, entre as duas partículas nucleares, existe uma força muito intensa, mais do que a força gravitacional e a elétrica. dica! Saiba mais sobre a instabilidade do núcleo no site: http://www.qmc. ufsc.br/qmcweb/artigos/ nuclear/introducao.html

Conteúdos Digitais Multimídia Guia Didático do Professor mais detalhes! Saiba mais informações sobre radioatividade e tipos de radiação no site: http://www.biodieselbr.com/energia/ nuclear/radiacao-radioatividade.htm Destaque a imagem a seguir, que mostra a ação da força forte, indicando que, enquanto essa força tende a manter juntos os prótons, a força elétrica tende a repeli-las. Os elementos químicos que possuem um número atômico mais alto (muitos prótons) têm uma massa atômica maior e, consequentemente, tendem também a ter o raio do núcleo maior. Se o tamanho do núcleo aumenta, a força nuclear forte diminui, tornando-o mais instável. Explique que os núcleos mais pesados, por serem maiores, podem ser instáveis e, portanto, radioativos. Por exemplo, os núcleos do elemento urânio (U) sofrem decaimento radioativo por causa desta instabilidade. Nesse sentido, os elementos naturalmente mais radioativos emitem três tipos de radiação: alfa, beta e gama. As duas primeiras são corpusculares (constituídas por partículas elementares ou prótons, nêutrons e elétrons) e a última, eletromagnética. Radioatividade Fissão Nuclear E na prática, como podemos usar essa energia? Rita Participante E qual é a forma mais comum de se conseguir essa energia? Físico Entrevistado 8 A energia nuclear pode ser usada de diversas maneiras, tanto para o benefício do homem quanto para fins destrutivos. Peça para os alunos pesquisarem exemplos do uso dessa energia e listarem suas possíveis consequências. Informe aos alunos que as usinas nucleares obtêm essa energia através de um processo denominado fissão nuclear.

Esta pode ser espontânea ou provocada, e consiste na fragmentação do núcleo atômico, que se divide em partes. A energia é liberada naturalmente através do fenômeno da radioatividade, mas, artificialmente, é possível controlar o processo de fissão, de forma que ocorra a liberação de uma grande quantidade de energia. Explique que apesar dos benefícios da energia nuclear, o processo de fissão do urânio seja para uso em bombas ou nas usinas é a aplicação mais conhecida da energia nuclear, utilizada no mundo inteiro, em especial nos países como França, Japão, Suécia, Alemanha, Estados Unidos, China, Rússia, Coreia, Paquistão e Índia. No mapa a seguir os símbolos brancos representam a fissão nos países selecionados, tornando mais clara a visualização da dominação deste processo: mais detalhes! Saiba mais sobre as aplicações da energia nuclear lendo a apostila disponibilizada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear em: http://www.cnen. gov.br/ensino/apostilas/ aplica.pdf Audiovisual Programa É Tempo de Química! Radioatividade e Energia Nuclear Explique que a bomba atômica é um exemplo destrutivo do uso de energia nuclear e que essa mesma energia pode ser aproveitada, de modo positivo, em reatores nucleares, na medicina, na indústria e na agricultura. Portanto, apesar de oferecer sérios riscos, a energia nuclear pode trazer vantagens, se for utilizada adequadamente. Por gerar bastante energia e ocupar pouco espaço, pode ser usada perto de grandes centros e diminuir o custo na transmissão. Mas, ela não polui o meio ambiente? Rita Participante 9

Conteúdos Digitais Multimídia Guia Didático do Professor Esclareça para os alunos que a radioatividade natural é um processo pelo qual os átomos evoluem para níveis mais estáveis e que isso pode envolver transmutação de elementos químicos e liberação de energia. Desde a sua descoberta, a radioatividade vem sendo associada ao aumento do câncer em pessoas que foram expostas a ela de alguma forma. Entretanto, pergunte aos alunos se eles já ouviram falar de radioterapia. Informe a eles que muitos doentes têm se beneficiado pelo uso dos radioisótopos em um campo novo da medicina denominado medicina nuclear. Elementos radioativos, como o iodo 131, têm sido usados na cintilografia (mapeamento) e diagnóstico por imagens, permitindo a identificação de tumores e de problemas nos órgãos. Além disso, a radioterapia, através do uso de uma bomba de cobalto pode ser usada na irradiação de células cancerígenas. Vale lembrar aos estudantes alguns casos de contaminação em massa através da radioatividade, como a explosão do reator nuclear na Rússia, Tchernobyl, e a abertura da cápsula do Césio 137, em Goiânia. Porém, atualmente, o controle sobre o material radioativo já está mais acentuado e a energia nuclear não tem causado tantos estragos como no passado. O uso da energia nuclear é regulamentado desde 1977 pela Comissão Internacional de Radioproteção (ICRP), uma instituição científica independente que atua no controle do uso dessa energia. Existem outros elementos que servem para essa finalidade? Rita Participante Por enquanto, os reatores com elementos combustíveis à base de tório ainda estão sendo testados e usados apenas como reatores experimentais, porém, existem baterias nucleares movidas a radioisótopos, usadas por pessoas dependentes de aparelhos marca-passos, por exemplo, que não podem trocar a bateria com certa frequência. 10 2. a) b) Atividades Peça aos alunos para fazerem uma pesquisa sobre as diferentes aplicações da radioatividade, tanto em processos de tratamento do corpo humano quanto no uso para produção de bombas nucleares. Vale lembrar que a radioatividade não atua somente na destruição das células comprometidas com tumores, mas também é muito utilizada em outras áreas dentro e fora da medicina. Portanto, enfatize que a pesquisa deve ser direcionada em discutir sobre contaminação e irradiação. Proponha aos alunos que assistam a filmes como Os Senhores do Holocausto e O Início do Fim, que contam a história da construção das bombas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial e a utilização de detonadores. Peça aos alunos que façam uma reflexão por escrito e em dupla sobre temas como:

c) d) 3. Os efeitos da radiação nos seres humanos; Doses máximas estabelecidas; Processos de fusão e fissão nuclear; Perigos das armas nucleares. Peça aos alunos que se dividam em grupos de no máximo cinco alunos e que elaborem modelos da estrutura atômica de elementos radioativos, utilizando os recursos gráficos que acharem necessário. Proponha aos alunos que organizem um julgamento simulado sobre a radioatividade ou a energia nuclear. Divida a turma e defina entre os alunos os papéis de juiz, advogados de acusação, advogados de defesa, testemunhas (um físico, um defensor do meio ambiente, um industrial que necessita de eletricidade, um consumidor de energia elétrica, etc.) e jurados. Sugira que cada um dos atores se prepare com antecedência para que a qualidade do debate possa contribuir para o grupo refletir sobre os aspectos positivos e negativos da energia nuclear, da tecnologia envolvida, das medidas de segurança e do destino dos resíduos radioativos e seu impacto no meio ambiente. Formule questões para embasar a decisão dos jurados e encerre com uma votação simbólica entre os jurados, após permitir que eles se reúnam secretamente para decidir o voto. Avaliação Uma das formas de avaliar o processo de construção do conhecimento é começar a apresentação com a definição dos objetivos propostos. Isso já é um bom começo para um processo de avaliação eficiente. Audiovisual Programa É Tempo de Química! Radioatividade e Energia Nuclear A participação dos alunos em sala é um sinal para a percepção se houve uma boa aquisição do conteúdo. Do mesmo modo, a contextualização do tema através de exemplos do cotidiano, com uma linguagem simples e dinâmica, é eficiente nesse processo de construção. Nesse sentido, é importante que os alunos tenham um posicionamento em relação à energia nuclear e aos efeitos destrutivos e benéficos da radiação. Dessa maneira, o professor irá avaliar o seu próprio trabalho, verificando o resultado das avaliações propostas e também, pela participação dos alunos, se há necessidade de reapresentar o tema ou não. 11

VÍDEO - AUDIOVISUAL EQUIPE PUC-RIO Coordenação Geral do Projeto Pércio Augusto Mardini Farias Departamento de Química Coordenação de Conteúdos José Guerchon Revisão Técnica Letícia R. Teixeira Nádia Suzana Henriques Schneider Assistência Camila Welikson Produção de Conteúdos Moisés André Nisenbaum CCEAD - Coordenação Central de Educação a Distância Coordenação Geral Gilda Helena Bernardino de Campos Coordenação de Audiovisual Sergio Botelho do Amaral Assistência de Coordenação de Audiovisual Eduardo Quental Moraes Coordenação de Avaliação e Acompanhamento Gianna Oliveira Bogossian Roque Coordenação de Produção dos Guias do Professor Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa Assistência de Produção dos Guias do Professor Tito Tortori Redação Alessandra Muylaert Archer Gisele da Silva Moura Gislaine Garcia Tito Tortori Design Eduardo Dantas Romulo Freitas Revisão Alessandra Muylaert Archer Gislaine Garcia