Ministério dos Transportes

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Transcrição:

Ministério dos Transportes VI Congresso Internacional de Transportes da Amazônia Plano Hidroviário Estratégico Belém, 01 de setembro de 2015

PHE - Objetivos Aumentar a participação do modal hidroviário na matriz de transportes Ampliar alternativas de escoamento de produção e deslocamento de pessoas Reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade da produção nacional Promover o uso de um transporte mais eficiente energeticamente e mais seguro Ampliar a base de dados disponível sobre o sistema hidroviário Plano de Trabalho Consultas Diagnóstico e Avaliação Estratégias Proposta de Plano

PHE - Diagnóstico e Avaliação Condições de navegabilidade Aspectos Socioambientais Reconhecimento de Campo Análise econômica Governança, Instituições e Sistema de Transporte Benchmark

PHE - Diagnóstico e Avaliação Aspectos Físicos Empresas de navegação Características da frota Portos e Terminais Principais Acessos Matriz SWOT

PHE - Diagnóstico e Avaliação Aspectos Socioambientais EIA/RIMA Compromisso Definido PBA Compromisso Assumido IMPLANTAÇÃO DOS PROGRAMAS Compromisso Cumprido Renovação de LO LP LI LO Concepção e Localização Inicio das Obras Operação

Socioambiental Físico Biótico A Unid. de Conservação - Proteção Integral Rio Branco - RR B Unid. de Conservação - Uso Sustentável C Áreas Prioritárias - Conservação da Biodiv. D Desmatamento do trecho E Mineração - Lavra e Garimpo F Espeologia G Sinuosidade H Profundidade I Empecilhos à navegação (construções) J Energia do Rio K Leito do Rio L Assoreamento M Anteparos Naturais N Largura do Rio O Comunidades Quilombolas P Assentamento INCRA Q Terra Indígena R Ocupação Lindeira

PHE - Diagnóstico e Avaliação Levantamento de campo

CP s DPC ANTAQ MARINHA CAP s AP s PHE - Diagnóstico e Avaliação Governança, Instituições e Sistemas de Transportes PR CONIT 1975 1990 Extinção do DNPVN (Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis) e criação daempresa Brasileira deportos do Brasil S.A. PORTOBRAS. Com a extinção do DNPVN as antigas direções regionais passaram a ser denominadas de Administrações Hidroviárias, escritórios executivos responsáveis pela política ditada pelo Ministério dos Transportes, por meio da PORTOBRÁS, para o desenvolvimento do transporte fluvial. Com o inicio das privatizações no Brasil, a PORTOBRÁS foi extinta pela Lei nº 8.029, de 12/04/90 e, por força do Decreto nº 99.244 de 10/05/90, tornando o setor de transporte no âmbito federal subordinado ao Ministério da Infraestrutura MINFRA. M. TRANSP. M. DEFESA SEP Com essa mudança foram criados a Secretaria Nacional de Transportes - SNT e o Departamento Nacional de Transportes Aquaviários - DNTA, que passaram a administrar os portos, as hidrovias e a navegação, reunificando essas atividades, na administração direta federal. SPNT SEGES/DEPTA DNIT/DAQ EPL 1992 1993 A partir da Lei nº 8.422 de 13/05/92, o MINFRA foi transformado no Ministério dos Transportes e Comunicações MTC, continuando a SNT e o DNTA a administrar as hidrovias. O Decreto nº 731 de 25/01/93 restabelece o Ministério dos Transportes MT ficando o setor portuário e hidroviário administrado pelo Departamento de Portos e Hidrovias DPH, subordinado à Secretaria de Produção SEPRO. Gestão Hidroviária CODOMAR AH s OGMO s Gestão Portuária 2001 2007 A Lei 10.233 de 05.06.2001 reestrutura os transportes aquaviário e terrestre, cria o CONIT, a A NTT, a ANTAQ e o DNIT. Ainda define que as atribuições, em relação as Administrações Hidroviárias, passariam a ser exercidas pelo DNIT. De 1990 até 2007 as Administrações Hidroviárias foram vinculadas as Companhias Docas por meio de convênios. AHINOR e AHIMOC vinculadas a CODOMAR, AHIPAR vinculada a CODESP assim como AHSUL e a AHRANA; AHITAR e AHIMOR vinculadas a CDP e por fim a AHSFRA vinculada a CODEBA. 2008-2012 Em 30 de janeiro de 2008 foi assinado entre DNIT e a CODOMAR, o Convênio de Apoio Técnico e Financeiro para Gestão das Hidrovias e Portos Interiores nº 007/2008/DAQ/DNIT, posteriormente prorrogado por seus Termos Aditivos. O convênio possui como objetivo a descentralização dos serviços portuários e hidroviários, delegando para a CODOMAR as Administrações Hidroviárias (AHIMOC, AHINOR, AHIMOR, AHITAR, AHIPAR, AHRANA, AHSFRA e AHSUL) de competência do DNIT. Tal convênio continua vigente até hoje.

PHE - Diagnóstico e Avaliação ANÁLISE Análise ECONÔMIC Econômica A 88,5 Milhões toneladas (Navegação Interior + Cabotagem + Longo Curso) 20.956 km ANTAQ 25 Milhões de toneladas (Navegação Interior ) 6.500 km MT (PHE)

PHE - Elaboração de Estratégias Definição dos trechos a serem analisados Rios com fluxo de carga superiores a 50.000 t/ano, ou que possam alcançar esse volume até 2031.

PHE - Elaboração de Estratégias Modelagem de Transportes Para cada tipo de carga originária de uma microregião produtora foram calculadas as rotas mais eficientes (custo) Estimativa volume de produção commodities Custo rotas multimodais [regiões produtoras portos exportação] Seleção das três rotas de menor custo Distribuição dos fluxos por rota

PHE - Elaboração de Estratégias Análise Multicritério Sistemas hidroviários Trechos de rios 1 2a 2b 3 4 5 6 7 8 Amazonas e Solimões Madeira Tapajós e Teles Pires Tocantins Araguaia Parnaíba São Francisco Paraguai Coari Manaus Santarém Rio Tocantins / Santana Itacoatiara Porto Velho Santarém Itaituba Itaituba Cachoeira Rasteira Vila do Conde Marabá Marabá Miracema Marabá Conceição Conceição Aruaña Teresina Uruçui Santa Filomena Balsas Petrolina Ibotirama Ibotirama Pirapora Foz rio Apa Corumbá / Ladário Corumbá / Ladário Cáceres

PHE - Elaboração de Estratégias Análise Multicritério Sustentabilidad e Econômica Maximização do Objetivo do THI Maximização da Relação Custo- Benefício Sustentabilidade Econômica Sustentabilidade Ambiental Coesão Institucional Sustentabilidade Social Coesão Institucional Maximização do Apoio de Interessados Minimização de Conflitos Potenciais Sustentabilidad e Ambiental Maximização da Eficiência Ambiental Minimização das Vulnerabilidades Ambientais Sustentabilidad e Social Maximização do Potencial para o Desenvolvimento Social Minimização da Vulnerabilidade Social

PHE - Plano Proposto Estratégia Selecionada

PHE - Plano Proposto Plano Hidroviário Estratégico PHE 2013 2011 25 Milhões de toneladas 2031 120 Milhões de toneladas Investimentos Infraestrutura: R$ 17 bilhões Terminais: R$ 5,5 bilhões Frota: R$ 4,5 bilhões

PHE - Plano Proposto Hidrovia do Rio Tocantins Trecho do Rio Foz do Rio Tocantins - Marabá Extensão (km) 450 Ações (Tipo de Intervenções) Derrocamento no Pedral do Lourenço Regularização do rio / Dragagem / Derrocamento/ Sinalização entre Itapiranga (PA) e Marabá (PA) Construção de eclusas na UHE Marabá Custo Estimado (R$ milhões) 660 180 350

PHE - Plano Proposto Modelo de Cooperação Sugerido CONIT Força Tarefa Setor Público Setor Privado Força Tarefa Grupos de Trabalho (GT) GT1: Estrutura Organizacional Interna (THI) GDR GDR GDR

Ministério dos Transportes VI Congresso Internacional de Transportes da Amazônia Plano Hidroviário Estratégico Belém, 01 de setembro de 2015