Avaliação de Processos Produtivos - APP



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Avaliação de Processos Produtivos - APP Aula 13 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho

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Aula 13: Reengenharia parte 2 Objetivo: Conhecimentos mudanças e desenvolvimento de processos e práticas. O processo de definição de visão Segundo Davenport (1994), os atributos dos processos derivam de múltiplas fontes, entre elas as análises de estratégia e visão empresarial, visões gerais de alto nível dos papéis da tecnologia e pessoal, etc. Esse processo é representado na figura 1. FIGURA 1. O processo de definição da visão. Fonte: Ballestero-Alvarez (2001, pág. 154)

Método de desenvolvimento da reengenharia No desenvolvimento da reengenharia segundo Ballestero-Alvarez (2001) devem ser considerados três componentes vitais e significativos: (i) as pessoas, (ii) tecnologia e os (iii) processos. Também conhecida como tríade da reengenharia suas fases de implantação são: Fase I: definição do problema Consiste em definir, averiguar, determinar de forma clara e precisa quais as necessidades do cliente e os objetivos do processo que será o alvo da reengenharia. Seus objetivos mais comuns são: redução dos custos de produção; diminuição do ciclo de tempo em todo o processo; e eliminação dos efeitos detectados. Fase II: mensurar a situação atual Por meio de um mapeamento de dados, a empresa deve mensurar, quantificar a situação e o processo como é feito no momento. Algumas perguntas que podem ser feitas nesta análise são: (i) Como é o processo neste momento?; (ii) Quanto custa o processo para a empresa?; (iii) Quanto tempo o processo toma desde o início até o fim?; (iv) Que tipo de resultado estamos conseguindo?; e (v) As informações disponíveis são as necessárias ao processo? Fase III: analisar a situação atual Uma análise dos dados levantados na fase II para elaborar uma proposta com possíveis modificações. Pode-se definir como estratégia uma pequena alternativa ou redesenho completo do processo. Nesta fase, procura-se: eliminar etapas desnecessárias; melhorar a qualidade do processo; aumentar a velocidade das atividades; reduzir a probabilidade de ocorrências de erros; e completar vários passos do processo ao mesmo tempo. Aqui seria uma boa prática ter uma equipe multidisciplinar para contribuir com uma visão diferente, desenvolvendo comunicação em todas as funções envolvidas. Fase IV: benchmarking Algumas vezes a reengenharia só é obtida fazendo-se benchmarking dos processos semelhantes nas melhores organizações.

Fase V: propor uma solução Combinar as possíveis alternativas de melhorias com os benchmarkings para montar um novo processo eficiente e eficaz de acordo com as condições da empresa e do mercado. Fase VI: implementar Colocar em prática as alternativas propostas e fazer uma diferenciação entre implantar e implementar. Implantamos um sistema quando nada existe em seu lugar. Implementar é quando fazemos uma coisa de outra forma melhor, a reengenharia irá atuar na implementação apor meio de: plano de treinamento dos funcionários envolvidos; plano de implementação do processo piloto; plano de implementação em escala ampla; plano de monitoração dos resultados. Uma potencialização dessa fase depende da qualidade das fases anteriores terem sido executadas. Fase VII: acompanhar os resultados Os resultados de reengenharia devem ser acompanhados e reavaliados de maneira criteriosa por um grupo responsável pelo desenvolvimento e implementação por três motivos: (1) Verificar se os benefícios alcançados são condizentes com os esperados e estabelecidos na fase III; (2) Avaliar se as necessidades detectadas estão sendo atendidas de forma coerente e adequada; e (3) Identificar eventuais erros de definições anteriores que possam gerar um novo processo de reengenharia. A reengenharia de processos é muito mais do que a racionalização ou simplificação, e mais do que o bom senso. Ela questiona o conhecimento convencional sobre o que é fácil e econômico, e com isso, por vezes, leva a processos mais complexos, e não aos mais simples. As visões de processo, como as estratégias, devem ser fáceis de comunicar à organização, não ameaçadoras para os que têm de implementa-las (ou são afetados por elas), e tão inspiradoras quanto possam ser as metas mensuráveis. (DAVENPORT, 1994). A maior parte das ferramentas usadas para o desenvolvimento do trabalho de reengenharia, segundo Ballestero-Alvarez (2001), são as mesmas encontradas em qualquer livro sobre análise de sistemas, pois quase todos os métodos de desenvolvimento do processo de reengenharia representam uma expansão da metodologia de desenvolvimento de sistemas.

Entre outras, as principais são: fluxograma, digrama de árvore, diagrama de blocos, diagrama de espinha de peixe, modelos de rede, modelos matemáticos, mapas de processos e diagrama. Parabéns! Agora que você estudou esta aula, resolva os exercícios e verifique seu conhecimento. Caso fique com alguma dúvida, leve a questão ao fórum e divida- -a com seus colegas e professor. REFERÊNCIAS BALLESTERO-ALVAREZ, Esmeralda. Administração da qualidade e da produtividade: abordagens do processo produtivo. São Paulo: Atlas, 2001. DAVENPORT, H. T. Reengenharia de processos: como inovar na empresa através da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Campus, 1994.