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Transcrição:

PRODUÇÃO DE MATÉRIA VERDE E SECA DO Panicum maximum cv. COLONIÃO COM DIFERENTES DOSES DE URÉIA Pinê, R.E.L.¹*; Rochetti, R.C. 2 ; Oliveira, P.M.C. 2 ; Fávero, F.C. 3 ; Santana, D.B. 2 ; Pinheiro, R.S.B. 4 Avenida Brasil, 56, Centro, 15385-000 - Ilha Solteira, SP. rafaelpine@zootecnista.com.br 1 Mestrando em Agronomia pela Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira FEIS/UNESP, Campus de Ilha Solteira 2 Zootecnista formado na Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira- FEIS/UNESP, Campus de Ilha Solteira 3 Mestranda em Zootecnia na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária- FCAV/UNESP- Campus de Jaboticabal 4 Professor Doutor na Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira FEIS/UNESP, Campus de Ilha Solteira Introdução Um dos principais problemas na baixa produtividade das pastagens tropicais é a deficiência de nitrogênio, que resulta em queda acentuada na capacidade de suporte e no ganho animal (Roha etal., 2002). Um dos fatores de importância na produção animal é o manejo de pastagens que tem grande impacto nos índices de produtividade e no potencial de melhoria no desempenho econômico da atividade pecuária, assim o uso de fertilizantes nitrogenados, tem efeitos positivos na produção e no valor nutricional da forragem, pois o nitrogênio é o um constituinte essencial das proteínas e interfere diretamente no processo fotossintético (Andrade et al., 2003). Segundo Guilherme et al. (1995) em regiões tropicais, a baixa disponibilidade de nutrientes é, um dos principais fatores que interferem na produtividade e na qualidade da forragem. Assim, a aplicação de nutrientes em quantidades e proporções adequadas, particularmente o nitrogênio, é uma prática fundamental quando se pretende aumentar a produção de forragem.

O objetivo deste estudo foi avaliar a produção de matéria verde e seca da forragem em sistema rotacionado de pastejo de Colonião (Panicum maximum cv.), submetido a doses crescentes de nitrogênio. Material e Métodos O experimento foi conduzido no Setor de Ovinocultura da Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Engenharia da UNESP do Campus de Ilha Solteira, SP, no primeiro semestre de 2011, situado numa altitude 347,361m e coordenadas 51º06 35 W e 20º38 44 S do município de Ilha Solteira, SP. Segundo a classificação de Köppen, a região possui clima do tipo Aw, definido como tropical úmido, caracterizado por estação chuvosa no verão e seca no inverno, com temperatura, precipitação média anual e umidade relativa média anual de 24,5ºC, 1.232 mm e 64,8%, respectivaemente (HERNANDEZ et al., 1995). Uma área de 3150 m 2 de pastagem de Colonião (Panicum maximum cv.) foi subdividida em nove áreas (piquetes), de 350 m 2 cada, as quais foram delimitadas com cerca elétrica com 4 fios a fim de assegurar que os animais permanecessem separados de acordo com cada tratamento. Todos os piquetes tinham bebedouro e saleiro. Foram utilizadas 28 borregas da raça Santa Inês com idade média de 8 meses e com 33 kg de peso corporal. Todos os animais foram identificados individualmente, desverminados com anti-helmíntico quando necessário (ovos por grama de fezes maior que 1.000) e distribuídos em três grupos, os quais permaneceram nos respectivos tratamentos experimentais. Antes do início do experimento foi realizada a análise do solo, a uma profundidade de 0 a 20 cm, e de acordo com a mesma, foram utilizados 192 kg de cloreto de potássio, 157,5 kg de superfosfato simples e 3 kg de ácido bórico para correção da fertilidade do solo na área de pastagem. A quantidade de nitrogênio utilizado em cada piquete foi determinada de acordo com os tratamentos experimentais (sem adubação nitrogenada = SAN, com adubação nitrogenada = CAN e com adubação nitrogenada moderada = CANM), sendo: 0 (SAN), 75 (CAN) e 150 (CANM) kg/ha de nitrogênio em dose única; cada tratamento apresentou três repetições. A uréia foi aplicada a lanço durante um dia chuvoso. O método de utilização da pastagem foi o de pastejo rotacionado com lotação variável. O ajuste da lotação foi realizado pela técnica put and take segundo Mott e Lucas (1952). Os animais de cada tratamento permaneceram em pastos separados. Após 7 dias de permanência no pasto os animais foram manejados para outro pasto, que havia passado por 21 dias de descanso. Antes da entrada dos animais no pasto, foi determinada a produção de matéria seca (MS). A produção de MS foi determinada de acordo com o método do quadrado, conforme

descrito por Gastaldi, (1996). As coletas da pastagem foram realizadas uma vez por semana, obtendo-se três amostragens compostas (amostras de entrada do pasto com 0%, 75% e 150% de N/ha). As amostras de forragem foram secas em estufa (65 C), com ventilação forçada de ar até peso constante. Após a secagem as amostras foram pesadas para obtenção da produtividade de matéria seca da área experimental. Os animais foram pesados a cada 7 dias para definir a lotação animal, a qual foi em relação a quantidade de MS, disponibilidade de 12% de forragem na MS por animal dia (considerando-se o consumo de forragem, o pisoteio, a deposição de fezes e de urina e os locais onde os animais se deitam) e o número de dias de pastejo na área. O ganho de peso total no período e o ganho diário de peso foram obtidos pela diferença entre o peso corporal final e inicial do experimento. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso, composto por três tratamentos (doses de N) e com três repetições (piquetes). Os dados coletados para cada variável foram submetidos à análise de variância a 5% de significância, por intermédio do programa estatístico Statistical Analysis System (SAS, 2002). Foram determinadas equações de regressão linear simples. Resultados Os resultados de produção de matéria verde e seca estão apresentados na Figura 1, o tratamento de 0N (sem adubção) apresentou valores de 3.497,49 e 1.128,45 kg/ha respectivamente. O tratamento que foi adubado com a dose de 75 Kg de uréia/ha obteve a produção de matéria verde e seca de 6.102,95 e 1.623,99 kg/ha e com dose 150 Kg de uréia/ha foi de 6.309,18 e 1.543,19 kg/ha respectivamente.

Figura 1- Produção de matéria verde e seca da pastagem de Colonião (Panicum maximum cv.), submetida a doses crescentes de nitrogênio (0 kg/n/ha, 75 kg/n/ha e 150 kg/n/ha). Discussão e Conclusões O efeito da adubação nitrogenada é positivo como o observado no presente trabalho, há um aumento na produção de matéria verde e seca quando adubado com uma fonte de nitrogênio, concordando com achados da literatura (Rocha et al., 2002; Fagundes et al., 2005; Moreira et al., 2011). De acordo com Werner et al. (2001) a utilização de adubação nitrogenada proporciona o aumento da produção de forragem como um todo, especialmente de colmos, que apresentam maior peso de massa. Segundo Barcellos et al.(2008) esse aumento na produção contribui para a melhoria do solo e reduz os impactos ao ambiente. Conclui-se que a utilização de adubos nitrogenados contribui para uma maior produção de forragem, aumentando a disponibilidade, lotacação animal e melhor qualidade da mesma mas há necessidade de saber o limite da quantidade de adubo a se utilizar que irá incrementar a produção de matéria verde e seca da planta forrageira.

Referências ANDRADE, A.C. et al. Adubação nitrogenada e potássica em capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum. Cv. Napier). Ciência e Agrotecnologia, edição especial, p.1643-1651, 2003. BARCELLOS, A.O. et al. Sustentabilidade da produção animal baseada em pastagens consorciadas e no emprego de leguminosas exclusivas, na forma de banco de proteína, nos trópicos brasileiros. Revista Brasileira de Zootecnia, v.37, suplemento especial, p.51-67, 2008. GASTALDI, K.A. Taxas de lotação influenciando a produção ovina. 1996. 118f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Zootecnia) Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, 1996. GUILHERME, L.R.G.; VALE, F.R.; GUEDES, G.A.A. Fertilidade do solo:dinâmica e disponibilidade de nutrientes. Lavras: Esal; Faepe, 1995. 171p. HERNANDEZ, F.B.T.; LEMOS FILHO, M.A.F.; BUZETTI, S. Software HIDRISA e o balanço hídrico de Ilha Solteira. Ilha Solteira: UNESP/FEIS/Área de Hidráulica e Irrigação, 1995. 45p. MOREIRA, L.M. et al. Produção animal em pastagem de capim-braquiária adubada com nitrogênio. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.63, n.4, p.914-921, 2011. MOTT, G.O.; LUCAS, H.L. The design, conduct and interpretation of grazing trials on cultivated and improved pastures. In: INTERNATIONAL GRASSLAND CONGREES, 6., 1952, State College. Proceedings State College: Pennsylvania State College Press, 1952. p.1380-1385. SAS Institute Inc. Statistical Analysis System user's guide. Version 9.0 ed. Cary, 2002. 513p. WERNER, J.C. et al. Adubação de Pastagens. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DA PASTAGEM, 18., 2001, Piracicaba. Anais... Piracicaba: Fealq, 2001. p.129-156.