Todo mundo sabe que fazer bullying é fazer sofrer. O bullying parece uma brincadeira. Mas não é. Mesmo assim, ainda tem gente que faz ou apoia, gente que sofre em silêncio ou fica calado vendo alguém sofrer. Palavras e atitudes que para você soam apenas como uma brincadeira, para outros podem ser ofensivas e tocar em pontos que incomodam muito. O que a lei define como bullying Considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. (LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015. Art. 1º 1º) 01
Como a lei caracteriza o bullying Caracteriza-se a intimidação sistemática quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda: I - ataques físicos; II - insultos pessoais; III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; IV - ameaças por quaisquer meios; V - grafites depreciativos; VI - expressões preconceituosas; VII - isolamento social consciente e premeditado; VIII - pilhérias*. (LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015. Art. 2º) *piada ofensiva, zombaria. 02
O que o bullying faz com as pessoas? tristeza profunda raiva medo ansiedade vontade de se isolar baixa autoestima dificuldade de convivência notas ruins vontade de abandonar os estudos As consequências do bullying são mais graves do que muita gente imagina. Muitas vezes, quem sofre intimidação sistemática não demonstra que está sofrendo tanto. Mas, a cada dia, a situação piora, e a pessoa se sente mais indefesa. 03
Como a lei classifica o bullying A intimidação sistemática pode ser classificada, conforme as ações praticadas, como: I - verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente; II - moral: difamar, caluniar, disseminar rumores; III - sexual: assediar, induzir e/ou abusar; IV - social: ignorar, isolar e excluir; V - psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar; VI - físico: socar, chutar, bater; VII - material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem; VIII - virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social. Referência: LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015. Art. 2º 04
Cyberbullying As redes sociais e os aplicativos de comunicação instantânea para dispositivos móveis potencializam a gravidade do bullying. Imagine você ou seu nome se espalhando instantaneamente por aí em uma mensagem ou imagem constrangedora... Em poucos dias, ela pode chegar a todos os cantos do mundo. Cuidado com as fotos que você mantém em aparelhos, como celular, computador e tablet e com as imagens que você envia a outras pessoas. Falsa sensação de anonimato A internet dá aos autores a falsa sensação de anonimato e impunidade. Por isso, pense bem antes de postar textos, fotos e vídeos. Uma vez na rede, fica difícil voltar atrás. 05
Ações para enfrentar o bullying Em nossa escola, o Coordenador de Série é responsável por acolher e encaminhar qualquer questão relacionada ao bullying. Não importa se você o procura como quem sofre, testemunha ou pratica. Ele irá ajudá-lo a encontrar seu melhor lugar. 06
Converse com o Coordenador de Série, se Você: - Está sofrendo bullying. Exponha o que está acontecendo. É um direito seu estudar em um lugar em que você se sinta bem e seja respeitado. - Está praticando bullying. Você está fazendo alguém sofrer. Peça apoio para mudar suas atitudes e melhorar sua relação com os colegas. - Não faz bullying, mas apoia quem pratica. Pare de apoiar quem faz sofrer. Coloque-se no lugar de quem sofre. Compartilhe o que está testemunhando. Seu registro ajudará a acabar com o bullying. - Vê alguém praticando bullying e não gosta disso. Que bom, a injustiça o incomoda. Relate os fatos que o deixam indignado e ajude a melhorar as relações ao seu redor. O Coordenador de Série vai tomar as atitudes necessárias, sem expor você. Os profissionais do Colégio Loyola estão prontos para ajudá-lo. Se precisar, você pode procurar o apoio de um professor. Se necessário, você também pode recorrer ao auxiliar de série ou a outro funcionário mais próximo, desde que ele esteja uniformizado e devidamente identificado. 07
Cultura de Paz Para ajudar a convivermos bem uns com os outros existe, no Colégio Loyola, o Núcleo de Educação Para a Paz. Ele promove atividades e ações da Cultura de Paz (ONU) e usa os Círculos Restaurativos para resolver conflitos e reconstruir as relações com a contribuição dos envolvidos. O Núcleo de Educação Para a Paz trabalha junto às coordenações pedagógicas de série. Converse com sua família para que formalize um pedido de avaliação sobre a sua necessidade junto ao Coordenador Pedagógico da Série. O bullying é tão grave que pode ser considerado crime, podendo gerar punições sérias, previstas em lei, para quem faz ou para sua família. Vamos enfrentar esse problema. Respeite as diferenças e ofereça o que há de melhor em você. Um colégio sem bullying é um ambiente mais agradável para todos. Referência: LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015 Sua maior riqueza é compreender outras pessoas, oferecer o que se é, mais do que o que se tem. (Características da Educação na Companhia de Jesus; C. 18. Adaptado) 08